67: Eclipse solar mais longo está a chegar e é o último que vais ver

1
0

 

O universo tem formas incríveis de nos surpreender e de nos lembrar da nossa pequenez face à imensidão do cosmos. Efectivamente, prepara-te para testemunhar um dos eventos espaciais mais raros e espectaculares da nossa era. Assim os astrónomos já confirmaram que o eclipse solar mais longo do século está prestes a acontecer. De facto, será uma oportunidade verdadeiramente única na vida para observar a grandiosidade do sistema solar em tempo real e de forma totalmente natural.

Porque é que os eclipses mexem com o nosso corpo? A ciência descobriu

Eclipse solar mais longo: um apagão com planetas e estrelas a meio do dia

Antes de mais, o detalhe mais fascinante e alucinante deste evento não é apenas o simples desaparecimento do sol. Neste sentido, a escuridão provocada pela passagem da Lua será tão incrivelmente profunda e densa que vai alterar por completo o nosso céu diurno.

Eclipse solar com anel de fogo durante eclipse total da Lua na Terra.
© Leak

Como resultado, no pico máximo do eclipse, o brilho ofuscante do sol será bloqueado a um nível extremo. Graças a isso, poderás olhar para cima e ver perfeitamente várias constelações e estrelas brilhantes que normalmente estariam escondidas. Adicionalmente, este apagão natural vai revelar até alguns planetas vizinhos a olho nu no meio do dia, criando uma paisagem visual que parece ter saído directamente de um filme de ficção científica.

Prepara o calendário: A data que não podes esquecer

O eclipse solar mais longo do século XXI acontecerá no dia 2 de Agosto de 2027.

Desta forma, tens tempo mais do que suficiente para planear a tua observação ao detalhe, garantires que tens os teus óculos de protecção espacial prontos a usar e até preparares as tuas férias. O fenómeno será fortemente visível no Norte de África, no Médio Oriente e em partes da Europa!

Uma oportunidade que demora 157 anos a voltar

Se pensas que podes simplesmente deixar passar este evento e apanhar o próximo na televisão, estás redondamente enganado. Ainda neste seguimento, os cálculos matemáticos são implacáveis e precisos em relação às órbitas. Um eclipse com esta duração de tempo excepcional que atingirá os 6 minutos e 23 segundos de escuridão não se repetirá durante os próximos cento e cinquenta e sete anos.

dores nos olhos eclipse

Consequentemente, é literalmente um momento de agora ou nunca para qualquer ser humano vivo actualmente. Assim a duração recorde deste bloqueio solar vai permitir aos cientistas e aos curiosos terem tempo mais do que suficiente para desfrutar, fotografar e absorver cada segundo deste espectáculo sem aquela típica pressa habitual dos eclipses mais curtos.

Vivemos constantemente de cabeça baixa e demasiado agarrados aos ecrãs dos nossos telemóveis, esquecendo-nos frequentemente de olhar para o tecto do nosso mundo. Dito isto, eventos gigantescos desta magnitude são um autêntico alerta visual para nos acordar para a realidade espectacular que existe acima das nossas cabeças.

O facto brutal de podermos ver estrelas e planetas a brilhar a meio do dia, graças a um alinhamento perfeito de rochas espaciais, é de rebentar com a escala do espectáculo. Marca o dia 2 de Agosto de 2027 a vermelho no teu calendário, larga o teu smartphone no bolso durante esses minutos cruciais e aproveita este bilhete VIP grátis que a natureza te está a oferecer. Não vais estar cá para ver o próximo, por isso garante que não perdes este por nada deste mundo!

Leak
04.05.2026

🇵🇹 Aqui escreve-se em Português de Portugal (não adulterado), pré-AO 🇵🇹

Portal: https://inforgomes.pt/

Webdesigner, Computer Networks and Systems, Programmer, Astronomer, Photographer, Blogger, Culinary Cook, Certificate Microsoft Network Server, Administrative and Financial Manager, IA, Scientific Researcher, Digital Content Performer, Musician: Spanish Classical Viola, Double Bass, Vocalist and Drummer

published in: 3 semanas ago

 

Loading

66: As estrelas jovens perdem brilho nos raios X com uma rapidez surpreendente

1
0

 

Os cientistas descobriram que as jovens estrelas semelhantes ao nosso Sol estão a acalmar-se e a diminuir a sua emissão de raios X mais rapidamente do que se pensava, de acordo com um novo estudo que utilizou o Observatório de raios X Chandra da NASA.

Os enxames estelares Trumpler 3 e NGC 2353
Crédito: raios X – NASA/CXC/Universidade do Estado da Pensilvânia/K. Getman; ótico/infravermelho – PanSTARRS; processamento de imagem – NASA/CXC/SAO/N. Wolk

Ao contrário do que acontece no filme “Projecto Hail Mary”, este apaziguamento das estrelas jovens é um benefício para as perspectivas de vida nos planetas em órbita – e não uma ameaça.

Os astrónomos utilizaram o Chandra e outros telescópios para monitorizar a forma como a potente radiação das estrelas jovens – frequentemente sob a forma de perigosos raios X – pode bombardear os planetas que as rodeiam. No entanto, não sabiam durante quanto tempo esta investida altamente energética se prolongava.

Este último estudo analisou oito enxames de estrelas com idades compreendidas entre os 45 milhões e os 750 milhões de anos. Os investigadores descobriram que as estrelas semelhantes ao Sol nestes enxames libertavam apenas cerca de um-quarto a um-terço dos raios X que esperavam.

“Enquanto a ficção científica – como os micróbios no filme ‘Projecto Hail Mary’ – imagina vida alienígena que atenua o output estelar ao consumir a sua energia, as nossas observações reais revelam um ‘apaziguamento’ natural de jovens estrelas semelhantes ao Sol em raios X”, afirmou Konstantin Getman, autor principal do novo estudo publicado na revista The Astrophysical Journal e professor na Universidade do Estado da Pensilvânia, nos EUA. “Isto não se deve ao facto de uma força externa estar a consumir a sua luz, mas sim porque a sua geração interna de campos magnéticos se torna menos eficiente”.

Na verdade, esta diminuição da actividade poderá ser benéfica para a formação de vida em planetas que orbitam estrelas que são versões mais jovens do nosso próprio Sol (o nosso Sol tem cerca de 4,6 mil milhões de anos, sendo assim significativamente mais velho do que as estrelas analisadas neste estudo). Isto deve-se ao facto de grandes quantidades de raios X poderem corroer a atmosfera de um planeta e impedir a formação das moléculas necessárias para a vida orgânica tal como a conhecemos.

Em média, estrelas com três milhões de anos e uma massa igual à do Sol produzem cerca de mil vezes mais raios X do que o Sol actual. Por sua vez, estrelas com 100 milhões de anos e uma massa solar são cerca de 40 vezes mais brilhantes em raios X do que o Sol actual.

Ilustração de uma jovem estrela semelhante ao Sol a corroer parte da atmosfera de um planeta em órbita.
Crédito: NASA/SAO/CXC/M. Weiss

“É possível que devamos a nossa existência ao facto de o nosso Sol ter feito, há vários milhares de milhões de anos, o mesmo que vemos estas estrelas jovens a fazer agora”, afirmou o co-autor Vladimir Airapetian, do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. “Esta diminuição no mundo real ecoa a dramática mudança estelar da ficção, mas pode ser ainda mais fascinante porque destaca a história real do nosso próprio Sol”.

Os investigadores descobriram que as estrelas com aproximadamente a mesma massa do Sol acalmaram-se relativamente depressa – após algumas centenas de milhões de anos – enquanto as de menor massa mantiveram os seus altos níveis de emissão de raios X por mais tempo.

Em combinação com uma diminuição na energia dos raios X e o desaparecimento de partículas energéticas, as estrelas do tamanho do Sol são aparentemente mais adequadas do que se pensava anteriormente no que toca a planetas com atmosferas robustas e, possivelmente, ao florescimento da vida.

A equipa de investigação também utilizou dados do satélite Gaia da ESA e dados de raios X da missão ROSAT (ROentgen SATellite). Estes dados permitiram-lhes identificar as estrelas que faziam parte dos enxames (e não estrelas à frente ou atrás). Para medir a emissão de raios X das estrelas, realizaram novas observações com o Chandra de cinco enxames com idades entre 45 milhões e 100 milhões de anos, além de utilizarem dados de arquivo do Chandra e do ROSAT para estudar três enxames mais antigos, com idades entre 220 e 750 milhões de anos.

Os astrónomos não tinham, anteriormente, conseguido estudar bem a emissão de raios X de estrelas nesta faixa etária. A maioria dos astrónomos baseava-se em dados escassos e numa relação derivada que prevê a emissão de raios X que as estrelas jovens deveriam produzir com base nas suas idades e rotações. Estrelas mais velhas e com rotação mais lenta são geralmente mais fracas em raios X, mas a equipa descobriu que a emissão de raios X diminui cerca de 15 vezes mais rapidamente do que a relação derivada prevê durante esta fase adolescente específica.

“Só conseguimos ver o nosso Sol neste momento específico no tempo; por isso, para compreender verdadeiramente o seu passado, temos de olhar para outras estrelas com aproximadamente a mesma massa”, afirmou o co-autor Eric Feigelson, também da Universidade do Estado da Pensilvânia. “Ao estudarmos os raios X de estrelas com centenas de milhões de anos, preenchemos uma grande lacuna na nossa compreensão da sua evolução”.

Embora ainda estejam a investigar a causa desta actividade mais lenta do que o esperado, os cientistas pensam que o processo que gera campos magnéticos nestas estrelas pode tornar-se menos eficiente. Isto levaria a que as estrelas se tornassem mais silenciosas em raios X mais rapidamente, à medida que envelhecem. Os investigadores vão continuar a analisar esta e outras causas potenciais para o rápido escurecimento de estrelas jovens semelhantes ao Sol.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Chandra/Harvard (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)

CCVALG
05.05.2026

🇵🇹 Aqui escreve-se em Português de Portugal (não adulterado), pré-AO 🇵🇹

Portal: https://inforgomes.pt/

Webdesigner, Computer Networks and Systems, Programmer, Astronomer, Photographer, Blogger, Culinary Cook, Certificate Microsoft Network Server, Administrative and Financial Manager, IA, Scientific Researcher, Digital Content Performer, Musician: Spanish Classical Viola, Double Bass, Vocalist and Drummer

published in: 3 semanas ago

 

Loading

65: Porque é que as estrelas diminuem ou aumentam a sua rotação antes de morrerem

1
0

 

Desde o nascimento até à morte, as estrelas geralmente abrandam entre 100 e 1000 vezes a sua velocidade de rotação inicial. O momento angular total do Sol tem diminuído à medida que o material é gradualmente expelido da superfície sob a forma do vento solar. Ao observar este fenómeno, os astrónomos teorizaram que a interacção entre os campos magnéticos e o fluxo de plasma é a forma mais eficiente de fazer as estrelas perderem velocidade.

Ilustração das regiões internas de uma estrela massiva durante a sua fase final de combustão das camadas de oxigénio (verde) e silício (verde-azulado), antes do colapso do núcleo de ferro (azul-escuro). A intensidade e a geometria do campo magnético, combinadas com as propriedades da convecção na região do oxigénio, podem fazer com que a velocidade de rotação aumente ou diminua.
Crédito: Universidade de Quioto/Lucy McNeill

O porquê e como isto acontece há muito que interessa aos astrónomos e, recentemente, uma técnica de observação chamada asteros-sismologia, que mede as frequências de oscilação naturais de uma estrela, tornou possível medir as velocidades de rotação internas e os campos magnéticos de outras estrelas na nossa Galáxia. A partir desta enorme população, surgiu uma imagem de como a rotação estelar diminui com a idade estelar, sugerindo que a teoria actual é insuficiente para explicar a diminuição dramática da rotação.

Fascinada pela asteros-sismologia e pelas simulações 3D da zona convectiva solar realizadas por outros investigadores, uma equipa de investigadores da Universidade de Quioto sentiu-se inspirada a investigar como os campos magnéticos afectam a rotação no interior de estrelas massivas.

“Os nossos co-autores na Austrália e no Reino Unido já realizaram simulações magneto-hidrodinâmicas 3D para estrelas massivas antes do colapso do núcleo. Suspeitávamos que o fluxo no interior da zona convectiva da estrela massiva pudesse evoluir de forma análoga à zona convectiva solar”, afirma o líder da equipa, Ryota Shimada.

Através de uma simulação 3D de uma estrela massiva, os investigadores conseguiram investigar directamente a complexa interacção entre a convecção violenta, a rotação e os campos magnéticos. Confirmaram que a rotação interna e o campo magnético co-evoluem de forma semelhante ao dínamo solar: o processo energético que sustenta o campo magnético do nosso Sol. Com estas equações em mãos, a equipa conseguiu prever matematicamente a evolução da rotação interna da estrela ao longo do tempo.

A sua simulação revela que a velocidade e a direcção dos movimentos convectivos foram influenciadas pela rotação e pelos campos magnéticos em escalas de tempo curtas, o que, por sua vez, altera a rotação, fazendo com que ela diminua ou – em alguns casos – aumente.

A equipa conseguiu formular a interacção entre convecção, rotação e campos magnéticos como um modelo para o transporte radial do momento angular para fora e para dentro, mostrando que este transporte em fases de combustão posteriores está directamente relacionado com a geometria do campo magnético.

“Ficámos surpreendidos ao descobrir que algumas configurações dos campos magnéticos acabam por acelerar a rotação do núcleo, sugerindo que a velocidade de rotação final será específica das propriedades da estrela”, afirma a co-autora Lucy McNeill. “A rotação lenta pode até ser impossível em algumas classes de estrelas massivas”.

A sua descoberta do transporte de momento angular magnético durante fases avançadas de combustão sugere que a teoria desenvolvida para descrever a rotação em estrelas do tipo solar pode ser universal. A seguir, a equipa planeia criar simulações de evolução estelar que retratem toda a vida de várias estrelas de baixa a alta massa, para prever as suas velocidades de rotação durante várias fases evolutivas.

// Universidade de Quioto (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)

CCVALG
05.05.2026

🇵🇹 Aqui escreve-se em Português de Portugal (não adulterado), pré-AO 🇵🇹

Portal: https://inforgomes.pt/

Webdesigner, Computer Networks and Systems, Programmer, Astronomer, Photographer, Blogger, Culinary Cook, Certificate Microsoft Network Server, Administrative and Financial Manager, IA, Scientific Researcher, Digital Content Performer, Musician: Spanish Classical Viola, Double Bass, Vocalist and Drummer

published in: 3 semanas ago

 

Loading