402: A Figura do Dia. Pete Hegseth é o “mal”

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🇵🇹 OPINIÃO

Quando o Secretário da Guerra americano me entra pela casa, procuro o comando para o desmaterializar. Faço-o por repulsa, por incapacidade de tolerar uma energia que contamina, um veneno diabólico que se multiplica.

Pete Hegseth é o “mal”, uma sombra de filme de terror, um toque a reunir das bruxas de todas as encruzilhadas. Pergunto-me da razão para que tantos de nós não percebam o “mal” quando o vêem tão mal mascarado.

Pete Hegseth “tem o corpo tatuado a ódio. No peito, a Cruz de Jerusalém. Nos bíceps, a frase que era o grito dos Cruzados antes a matança: ‘Deus o Quer.’ Num braço, a palavra ‘Infiel’ escrita como se a tinta fosse sangue.”
FOTO: Yuri Gripas / EPA

É um fanático. Como outros na Administração americana. Acabará mal como todos os ícaros, mas até à sua queda fará o que for preciso para abocanhar a fatia maior do bolo que Trump distribui todas as manhãs ao mais fiel dos seus esfomeados lobos.

Tem o corpo tatuado a ódio. No peito, a Cruz de Jerusalém. Nos bíceps, a frase que era o grito dos Cruzados antes a matança: “Deus o Quer.” Num braço, a palavra “Infiel” escrita como se a tinta fosse sangue.

“Pete Hegseth é o ‘mal’, uma sombra de filme de terror, um toque a reunir das bruxas de todas as encruzilhadas. Pergunto-me da razão para que tantos de nós não percebam o ‘mal’ quando o vêem tão mal mascarado.”

Vendo a sua biografia, e a dos mais emblemáticos ditadores, sabemos algumas coisas que lhes são comuns: maltratados na infância, perversos, ressabiados e providencialistas. É lógico e compreensível que pessoas assim não desejem a democracia: deve ser-lhes insuportável aturar um regime onde são obrigados a respeitar os outros meninos e meninas do recreio.

Por isso, as vítimas, todas as vítimas dos fanáticos religiosos, são o preço justo a pagar, a conversão do mundo é a única coisa que conta. Um mundo sempre visto, aos seus olhos, como diabólico.

E o Diabo combate-se com fogo e martírio. Não é novo. É apenas humano, horrorosamente humano.

Diário de Notícias
Luís Osório
Escritor, jornalista e cronista
07.05.2026

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401: Já a pensar no calor do verão? Maio traz chuva e temperaturas abaixo do normal para a época do ano

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

O mês de Maio deverá trazer um regresso da instabilidade, com chuva frequente e temperaturas, em geral, abaixo do normal para a época nas duas primeiras semanas, segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). À medida que o final do mês se aproxima, espera-se uma melhoria do estado do tempo.

Já a pensar no calor do verão? Maio traz chuva e temperaturas abaixo do normal para a época do ano
© sarayut Thaneerat

Se já fez a tradicional transição de guarda-roupa de inverno para primavera/verão, talvez seja melhor recuar e ir buscar aquele casaco mais quente ou uma gabardina. Segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para este mês de Maio prevê-se o regresso prolongado da chuva e temperaturas pouco convidativas para esta altura do ano.

O boletim de previsão mensal divulgado esta segunda-feira pelo IPMA refere-se às condições meteorológicas previstas entre os dias 4 e 31 de Maio.

1ª Semana (04/05 a 10/05):

Esta primeira semana de maio, prevê-se chuva ligeiramente acima do normal em algumas zonas do interior Centro, Lisboa e Vale do Tejo e também no Sul (entre 1 mm e 10 mm).

Ao mesmo tempo, as temperaturas deverão ficar ligeiramente abaixo da média (entre -1,5 °C e -0,5 °C) para a época nas mesmas regiões, bem como no interior Norte.

2ª Semana (11/05 a 17/05):

A chuva deverá manter-se acima do normal em todo o território, com valores mais elevados no litoral Norte, onde a precipitação poderá ultrapassar os 10 a 30 mm.

Quanto à temperatura, deverá continuar a registar valores abaixo da média em todo o país (-1.5°C a -0.5°C).

3ª Semana (18/05 a 24/05):

Na terceira semana de maio, a chuva começa a dar tréguas e não se espera precipitação acima do normal. As temperaturas deverão subir ligeiramente (entre +0.5°C a +1.5°C), ficando acima da média em quase todo o país, excepto no litoral Centro e no Algarve.

4ª Semana (25/05 a 31/05):

Embora o IPMA não adiante informação detalhada sobre o estado do tempo na última semana do mês, prevê-se que as temperaturas se mantenham amenas e sem registo de chuva, com o país a preparar-se para entrar no mês em que começa oficialmente o verão.

SIC Notícias
Mariana Jerónimo
05.05.2026
Mariana Jerónimo

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400: O ‘Chic Nic’ da vergonha e Carlos Moedas

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🇵🇹 OPINIÃO

Lisboa não precisa de cenários “instagramáveis” pagos com dinheiro público. Precisa de políticas consistentes, transparentes e justas – que apoiem o movimento associativo, as colectividades e programas essenciais para os bairros, como o BIP/ZIP.

A decisão do Executivo liderado por Carlos Moedas de isentar de taxas e financiar o evento Chic Nic com 75 mil euros não é apenas muito discutível – revela uma visão de cidade que privilegia uma certa aparência “chic” em detrimento das necessidades reais. Num contexto em que o custo de vida aumenta diariamente, um punhado de privilegiados levou cestas de 300 euros para o Parque Eduardo VII num evento comercial financiado com dinheiro público. Quando se abdica de receitas municipais e se canalizam recursos públicos para um evento desse tipo, a pergunta impõe-se: quem beneficiou, que contrapartidas para a cidade?

Não foram, decerto, as associações de bairro, os projectos comunitários ou os agentes culturais que lutam todos os dias para manterem actividades com impacto social. Esses continuam a enfrentar candidaturas complexas, atrasos e apoios insuficientes. O contraste é evidente. Para uns há financiamentos fáceis, para outros só atrasos e exigências.

Lisboa enfrenta desafios sérios: dificuldades no acesso à habitação, pressão sobre serviços públicos, falta de financiamento nas cantinas escolares, falta de auxiliares nas escolas e fragilidades nas respostas sociais. No caso do programa BIP/ZIP, da responsabilidade da autarquia, projectos aprovados para 2025 receberam apenas 15% do financiamento previsto. Os atrasos colocam em risco iniciativas em áreas críticas como educação, envelhecimento e saúde mental.

Há igualmente associações a endividarem-se para pagar salários e para conseguirem manter respostas a pessoas em situação de sem-abrigo ou vítimas de violência doméstica, devido a incumprimentos da Câmara Municipal de Lisboa. O futuro do próprio programa BIP/ZIP – em vigor desde 2010 e considerado internacionalmente um exemplo de participação – é, neste momento, incerto.

Perante este cenário, a escolha de canalizar recursos públicos para eventos com forte componente comercial e destinados a uma elite é vincadamente simbólico. Indica um rumo político da cidade virado para o privilégio dos que só entendem a cidade como espaço de negócio, de especulação e de segregação social, em que os interesses do mercado constituem a orientação essencial. Moedas, agora com o apoio da extrema-direita que lhe deu a maioria, está a cumprir o seu programa.

Lisboa merece mais do que políticas para o 1% de privilegiados, enquanto os 99% enfrentam dificuldades e lutam por uma vida mais justa. Merece políticas que promovam a igualdade e coloquem os cidadãos no centro das decisões – não apenas como figurantes de uma fotografia bem composta, mas como protagonistas de uma cidade mais justa.

Diário de Notícias
Paula Marques
Dirigente da Associação Política Cidadãos Por Lisboa
07.05.2026

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