414: Juíza disse não ter provas de tortura de oito polícias do caso da esquadra do Rato

0
1

 

🇵🇹 PORTUGAL // JUSTIÇA // PSP // ESQUADRA DO RATO-LISBOA

Face a essa falta de prova , sete agentes e um chefe da PSP foram libertados, tendo sido aplicada a medida menos gravosa de termo de identidade e residência.

Alegadas torturas ocorreram na esquadra do Rato, em várias noites distintas.
Foto: Reinaldo Rodrigues

A juíza de instrução do caso da esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, considerou que os indícios apresentados pelo Ministério Público sobre oito polícias são insuficientes para provar tortura e classificou como bárbaras agressões de seis polícias.

Fonte ligada ao processo revelou à Lusa que a juíza de instrução Maria Fátima Gomes considerou na segunda-feira – a propósito da aplicação das medidas de coação aos 14 polícias detidos por suspeitas de tortura e agressões nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto – estar perante uma ausência de prova capaz de sustentar a indiciação avançada pelo Ministério Público.

Face a essa falta de prova relativa a oito polícias – sete agentes e um chefe -, a juíza de instrução determinou que estes arguidos fossem libertados, tendo sido aplicada a medida menos gravosa de termo de identidade e residência.

Ainda sobre estes oito polícias e de acordo com a mesma fonte, a juíza de instrução indicou que as declarações dos arguidos e das vítimas não coincidem, além de que o depoimento de uma das testemunhas ao Ministério Público terá algumas contradições.

Dos 14 polícias detidos que ouviram na segunda-feira as medidas de coação, quatro ficaram em prisão preventiva, que poderá passar a domiciliária caso estejam reunidas todas as condições, e dois foram suspensos de funções e proibidos de contactar com as vítimas.

Em relação a estes seis polícias, a juíza de instrução considerou existirem indícios suficientes para suspeitas dos crimes de tortura e de abuso de poder, nomeadamente através do reconhecimento pelas vítimas e da existência de vídeos e fotos, acrescentou ainda fonte ligada ao processo.

A juíza de instrução classificou na segunda-feira as agressões destes polícias como bárbaras e de excepcional gravidade, ainda que os mesmos as tenham negado, e considerou que estes seis polícias tiveram como objectivo humilhar, intimidar e castigar as vítimas.

Na aplicação das medidas de coação, a juíza entendeu que existe um receio de repetição das agressões, dada a personalidade dos arguidos, que considerou ser caracterizada por um desprezo e desrespeito pelas vítimas.

No total, foram detidos 15 polícias e um civil, segurança de um espaço nocturno, tendo um dos polícias sido libertado logo depois da detenção, que aconteceu na terça-feira, e o civil libertado na quinta-feira, depois de o tribunal de instrução ter aceitado o pedido de ‘habeas corpus’ por detenção ilegal.

Com a detenção de 15 polícias – 13 agentes e dois chefes -, aumenta para 24 o número de elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos no processo de alegadas torturas e violações nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto, numa investigação denunciada pela PSP.

Muitos desses abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.

As primeiras duas detenções ocorreram em Julho de 2025 e outras sete em Março de 2026, estando os nove polícias em prisão preventiva.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12.05.2026

Visita: contador free

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

Loading

413: Três feridos em acidente com autocarro turístico na Praça dos Restauradores, em Lisboa

1
0

 

🇵🇹 PORTUGAL // ACIDENTE // RESTAURADORES // LISBOA

A viatura, da rede Greenline, terá ficado sem travões e galgou um passeio, embatendo numa esplanada com pessoas, por volta das 17h15.

Jose Fvsantos/Facebook

Três pessoas ficaram feridas na sequência de um despiste de um autocarro turístico na Praça dos Restauradores, em Lisboa.

De acordo com a CNN Portugal, a viatura, da rede Greenline, terá ficado sem travões e galgou um passeio, embatendo numa esplanada com pessoas, por volta das 17h15 desta terça-feira, 12 de maio.

Os três feridos são o motorista do autocarro, o condutor de um outro veículo e um cidadão que se encontrava na esplanada e fugiu da frente do autocarro. Foram todos transportados para o Hospital de São José, em Lisboa.

O acidente provocou ainda danos no mobiliário urbano.

Diário de Notícias
David Pereira
12.05.2026

Visita: contador free

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

Loading

412: O Chega e o bar aberto dos fuzilamentos

1
0

 

🇵🇹 OPINIÃO

É das propostas mais antigas do partido, a de conceder às polícias licença para matar: se um polícia usar a arma de fogo contra uma pessoa, deve à partida considerar-se que o fez com razão. Apresenta-a no parlamento justamente quando 24 polícias são investigados por tortura e violação. Apresenta-a por isso mesmo.

Há 51 anos, em Fevereiro de 1975, foi revogado em Portugal o instituto da garantia administrativa, que impedia polícias e outros funcionários estatais de serem julgados sem autorização do governo. Como se lia no decreto-lei 74/75, que procedeu a essa revogação, era através dessa norma, consagrada no Código de Processo Penal e no Código Administrativo, que os poderes públicos do Estado Novo garantiam a impunidade dos que “praticavam o mal à sombra do regime”: para que as autoridades exercessem a acção penal contra algum desses funcionários, era necessário que o membro do governo que os tutelava desse permissão formal. Por outras palavras, os crimes desses funcionários só seriam tratados como crime se o governo quisesse.

É uma das mais claras definições de um regime criminoso: a existência de uma disposição legal que impede a investigação e punição de crimes cometidos por determinadas categorias de pessoas — as que estão ao serviço do regime ou que este protege.

Vimos a defesa de algo semelhante em Janeiro de 2026, na boca do vice-presidente do Estados Unidos, J D Vance, quando este, a propósito do homicídio de Renée Good, baleada por um agente da polícia de imigração (ICE), afirmou que este goza de “absoluta imunidade” por ser “um agente federal  a fazer o seu trabalho”. A declaração de Vance, que também acusou a mulher morta de ter atacado o agente, a lei e a ordem e o povo americano, foi de imediato refutada por juristas, mas o ponto é que o governo norte-americano quis deixar claro que considera qualquer violência — inclusive mortal e contra pessoas desarmadas, como no caso de Good e no subsequente de Alex Pretti, também baleado por agentes do ICE — cometida por aquela polícia justificada com base no facto de ser violência cometida por aquela polícia.

Estas declarações de Vance são tanto mais chocantes quando a morte de Good, como a morte de Pretti (a quem o vice-presidente chamou “assassino”), foi filmada e os filmes divulgados, deixando poucas dúvidas sobre o excesso de uso da força letal.

Também filmados terão sido, de acordo com o que tem sido noticiado, os crimes, ocorridos entre 2023 e 2025, de que são suspeitos e acusados 24 agentes (incluindo dois chefes) da PSP, e que incluem tortura e violação em duas esquadras de Lisboa. Mas o partido que mais diz preocupar-se com a insegurança e a lei e a ordem em Portugal não está a exigir que os vídeos sejam divulgados e os suspeitos castigados — pelo contrário, está a acusar o ministro da tutela de ser demasiado severo com os polícias, insurgindo-se contra aquilo que apresenta como um tratamento injusto dos mesmos. Para o Chega, os polícias, por serem polícias, deveriam merecer gratidão incondicional e um tratamento mais leniente — quiçá mesmo a garantia, como defende J D Vance e estipulava o Estado Novo, de que mesmo que cometam crimes ninguém vai investigá-los.

Não é uma novidade; tínhamos ouvido André Ventura defender que o agente da PSP que disparou duas vezes à queima-roupa sobre Odair Moniz em Outubro de 2024 devia ser condecorado em vez de detido e julgado, e o líder parlamentar Pedro Pinto aventar que “se calhar se a polícia disparasse mais a matar, o país estava mais na ordem”; tínhamos lido o post do então assessor e hoje deputado Ricardo Reis, no Twitter, congratulando-se com a morte de Odair e chamando-lhe “bandido”.

Se foi morto por um polícia, Odair só pode ser um bandido; se foram torturadas e violadas por polícias, as vítimas das esquadras do Rato e do Bairro Alto só podem ter merecido, porque os polícias têm sempre razão, ou, se não tiverem razão, merecem pelo menos desculpa — é o que se retira das declarações dos dirigentes do partido sobre o assunto e do facto de André Ventura ter na semana passada, na sequência da detenção de mais de uma dezena de suspeitos daqueles crimes, convocado todos os polícias para um cerco ao parlamento a 14 de Maio, dia em que serão discutidos vários diplomas do Chega relacionados com as forças da autoridade.

Um desses diplomas é uma velha promessa do partido de extrema-direita: trata-se daquilo que logo no seu primeiro programa eleitoral, em 2019, designava de “reforço da autoridade moral do corpo policial, desagravando-o da tácita suspeita de culpabilidade a priori, defendendo a “extinção da figura de ‘excesso de legítima defesa’ (…) em caso de ameaça de danos graves por parte de suspeitos insubmissos em acções formais de serviço das autoridades dos policiais e contra estas.”

Entregue na Assembleia da República a 6 de maio (dia seguinte ao da detenção de 14 agentes da PSP), o projecto de lei propõe, para “proteger os agentes das forças de segurança”, estabelecer uma presunção de legitimidade para o uso da arma de fogo por polícias. Assim, pretende o Chega, sempre que o agente, “na avaliação subjectiva que faz da situação”, tiver “uma percepção razoável de ameaça iminente de morte ou lesão grave, para si ou terceiros”, e disparar a arma contra pessoas, essa acção é considerada lícita até prova em contrário.

Era exactamente este o raciocínio subjacente à garantia administrativa em vigor no Estado Novo: blindar os polícias e outros funcionários face a acusações de excessos. No partido cujo líder proclama que o país precisa é de três salazares, não pode surpreender.

O que surpreende é que haja tanta gente a achar isto menos chocante do que propor baixar a idade da reforma. Ou que censure muito mais André Ventura por chamar “bar aberto de despedimentos” à reforma laboral do Governo que por propor um bar aberto de fuzilamentos.

Para não falar, claro, do apelo a (mais) um cerco policial ao parlamento — cerco no qual, como me disse, contristado, um agente da PSP, só poderão participar polícias que aceitam o que aconteceu nas esquadras do Rato e Bairro Alto. Polícias que querem, acrescento eu, ter a garantia de que podem cometer crimes sem castigo. Polícias que não são polícias, em suma.

Diário de Notícias
Fernanda Câncio
12.05.2026

Visita: contador free

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

Loading

411: Mau tempo vai dar tréguas (mas antes de melhorar, vai piorar). Quando?

0
0

 

🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA

Há mais de uma semana que a primavera parece inverno e que a chuva e trovoada não dão tréguas. No entanto, apesar ainda se esperar mau tempo para hoje e amanhã, a partir de quinta-feira parece que o sol vai regressar.

A semana arrancou com chuva e trovoada, à semelhança do fim de semana, devido à influência de uma depressão fria. Todos os distritos de Portugal Continental, estão, inclusive, novamente hoje sob aviso amarelo devido à precipitação.

Porém, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), tudo indica que o estado do tempo vai melhorar a partir de quinta-feira, 14 de Maio.

As previsões começam a melhorar já amanhã, quarta-feira, 13 de Maio, com Portugal a ficar todo a ‘verde’, ou seja, sem nenhum aviso devido ao mau tempo.

Apesar disso, ainda está prevista chuva para quase todo o país, incluindo ilhas. A única excepção será o Porto Santo, que ao que tudo indica, vai escapar à chuva.

Para quinta-feira, 14 de Maio, está então prevista uma mudança no estado do tempo, com o afastamento da depressão fria que afectou o território continental nos últimos dias e com o regresso da influência do anticiclone dos Açores.

Espera-se assim para esse dia, segundo o IPMA, “períodos de céu muito nublado, tornando-se pouco nublado a partir da tarde”. Aguaceiros só “fracos e dispersos” e até ao “final da manhã”.

O vento deverá soprar de “fraco a moderado (até 30 km/h) de noroeste, soprando por vezes forte (até 40 km/h) no litoral oeste e nas terras altas a partir da tarde, com rajadas até 60 km/h”.

Poderá ainda assistir-se à formação de “neblina ou nevoeiro matinal” e a uma “pequena subida da temperatura máxima na região Sul e interior”.

Já as temperaturas deverão subir de forma ligeira e gradual. Na quinta-feira, o distrito mais quente deverá ser Évora com 25ºC de máxima e o mais fresco a Guarda, com 17ºC de máxima e 7ºC de mínima. No Porto os termómetros deverão subir até aos 19ºC de máxima e em Lisboa e Faro até aos 22ºC.

Cenário semelhante prevê o IPMA para sexta-feira, 15 de Maio: “Céu em geral pouco nublado, aumentando de nebulosidade durante a tarde, vento fraco a moderado (até 30 km/h) de norte/noroeste, soprando moderado a forte (30 a 45 km/h) na faixa costeira ocidental e nas terras altas, com rajadas até 70 km/h”.

Notícias ao Minuto
Natacha Nunes Costa
12.05.2026

Visita: contador free

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

Loading

410: Tortura na esquadra do Rato da PSP. Aberto processo disciplinar a polícia que avisou sobre a investigação

1
0

 

🇵🇹 PORTUGAL // PSP // CRIMES DE TORTURA

PSP identificou agente que terá avisado os colegas. Dos 14 polícias detidos nesta fase da investigação a casos de tortura e violações na esquadra do Rato quatro ficaram em prisão preventiva.


FOTO: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) que avisou um colega de que estava sob investigação e perto de ser alvo de buscas já foi “devidamente identificado”. E, de acordo com a informação enviada ao DN, “foi determinada a instauração de um processo disciplinar e a transferência do seu local de trabalho pelo Comandante do Comando Metropolitano de Lisboa”.

Na resposta às questões do DN, fonte oficial da Direcção Nacional da PSP adiantou que “seguir-se-ão diligências em termos processuais penais e disciplinares para apuramento dos factos imputados ao suspeito”.

Os indícios de que terá existido essa informação passada a um dos elementos policiais que estavam a ser investigados, após uma denúncia da PSP, surgiu no sábado tendo a CNN/TVI divulgado que na posse desta informação os suspeitos poderiam ter obtido “desde logo o aconselhamento de advogados sobre comportamentos a adoptar nesse momento; conhecerem previamente alguns dos locais que iriam ser alvo de buscas; e até houve quem metesse baixa médica antes do dia de operação”.

Terão tido, assim, tempo para destruir eventuais provas, como fotos ou vídeos nos telemóveis, ficando, também afectado o “efeito surpresa” das buscas e detenções.

Quatro polícias em prisão preventiva

Nesta segunda-feira (11 de maio) quatro dos 14 polícias detidos no âmbito dos casos de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, ficaram em prisão preventiva, medida que poderá passar a domiciliária.

De acordo com a informação dada aos jornalistas pelo Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, a juíza de instrução aplicou a medida de coação de prisão preventiva a quatro arguidos por um crime de abuso de poder e dois crimes de tortura, com a possibilidade de passagem a domiciliária caso o relatório feito pela Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) determine que existem condições para tal.

Entre os quatro polícias em prisão preventiva, que ficarão a aguardar o relatório da DGRSP na cadeia de Évora, está um chefe da PSP e foi ainda determinada a “proibição de contactar, por qualquer meio, seja directamente ou por interposta pessoa, com os ofendidos”, lê-se na nota enviada pelo tribunal.

Os restantes 10 polícias ficaram em liberdade: dois com suspensão do exercício de funções e proibição de contacto com os ofendidos por suspeitas de um crime de abuso de poder e um crime de tortura e oito com termo identidade e residência.

Com a detenção de 15 polícias – 13 agentes e dois chefes -, aumenta para 24 o número de elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos no processo de alegadas torturas e violações nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto, numa investigação denunciada pela PSP.

No dia 5 de maio, o Ministério Público e a PSP realizaram 30 buscas, domiciliárias e em esquadras, tendo sido detidos 15 polícias e um civil, num inquérito que investiga a eventual prática de crimes como “tortura grave, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física qualificadas”, segundo um comunicado sobre um inquérito tutelado pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, relativo a factos ocorridos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto.

*Com Lusa

Diário de Notícias
Amanda Lima, Carlos Ferro
11.05.2026

Visita: contador free

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

Loading

409: Figura do dia: Ele não morreu

0
0

 

🇵🇹 OPINIÃO

Uma geração comoveu-se quando o astronauta desligou Hal. É uma das cenas mais poderosas da história do cinema, mas é bastante mais do que isso – Stanley Kubrich, com o seu 2001 Odisseia no Espaço, em colaboração directa com Arthur C. Clarke, ofereceu ao mundo uma máquina do tempo, a possibilidade de anteciparmos o futuro.

O filme foi realizado em 1968 e Hal era um supercomputador dotado de Inteligência Artificial e Dave Bowman o astronauta que o “mata” por perceber, com horror e espanto, que a máquina, por sua livre iniciativa, se preparava para assumir o controle da nave e eliminar toda a tripulação. O momento em que Dave apaga Hal é dramático e dilacerante. O computador pede para que ele não o faça, diz-lhe que tem medo, que não quer partir.

“O momento em que Dave apaga Hal é dramático e dilacerante. O computador pede para que ele não o faça, diz-lhe que tem medo, que não quer partir.”

Afinal, não morreu. Passados quase setenta anos, o mundo depende dele. Os sistemas operativos gerem a informação, o dinheiro, as armas, a electricidade, a água, os transportes, o GPS e os algoritmos manietam o que somos, compramos, amamos ou votamos. Nas redes sociais a mediação é feita por ele e todos os dias aumenta o número de pessoas que lhe fazem perguntas para poderem gerir a sua vida.

Foi ontem notícia que o BdP se tem reunido com os principais bancos portugueses para discutir medidas urgentes de prevenção contra futuros ataques gerados por Inteligência Artificial, infinitamente mais poderosos do que qualquer inimigo com quem tenhamos privado. Não estamos seguros em lado nenhum e agora é demasiado tarde para o desligar.

Diário de Notícias
Luís Osório
Escritor, jornalista e cronista
11.05.2026

Visita: contador free

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

Loading