Mau tempo. “A dimensão dos prejuízos é brutal”, admite ministro da Presidência na Marinha Grande

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🇵🇹 PORTUGAL // MAU TEMPO // DEPRESSÃO KRISTIN

Na sequência do rasto de destruição causado pela depressão Kristin, o comissário europeu da Energia e Habitação desloca-se esta sexta-feira à Marinha Grande com o ministro da Presidência.

Reinaldo Rodrigues

Protecção Civil apela à disponibilização de geradores na região Oeste

O Sub-Comando de Emergência e Protecção Civil do Oeste apelou esta sexta-feira às entidades e cidadãos que tenham geradores sem uso para os disponibilizarem nos serviços municipais de Protecção Civil, de forma a garantir electricidade aos lares de idosos.

“Quem tiver geradores que possa disponibilizar, dirijam-se aos serviços municipais de Protecção Civil. Os bombeiros e hospitais têm geradores próprios, mas há lares com necessidades de garantir electricidade às camas de pessoas acamadas”, afirmou o comandante do Sub-Comando de Emergência e Protecção Civil do Oeste, Carlos Silva à Lusa.

Por seu lado, a presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste indicou que os centros de saúde da Lourinhã e de Sobral de Monte Agraço, que estiveram encerrados, reabriram depois de restabelecida a electricidade nas duas vilas.

Ainda assim, há “limitações de funcionamento nos centros de saúde de Campelos, São Mamede da Ventosa, Ponte do Rol e Silveira”, no concelho de Torres Vedras, devido à falta de electricidade ou de água.

Apesar dos esforços, “os maiores constrangimentos” prendem-se com a falta de electricidade na região, nomeadamente em Alcobaça e Nazaré, os concelhos mais afectados.

De acordo com a Protecção Civil, desde as 16h00 de terça-feira até agora, o número de ocorrência subiu para 1114, das quais 150 foram registadas desde as 12h00 de quinta-feira e estão relacionadas com limpezas motivadas por cortes de árvores (66), inundações (31) e deslizamentos de terras (6).

Devido às falhas de electricidade e às dificuldades de bombear água ao longo da rede, várias viaturas continuam a transportar água para os respectivos reservatórios para evitar que esta falte à população.

Os municípios de Alcobaça, Nazaré, Peniche, Óbidos, Lourinhã e Torres Vedras mantêm activados os seus planos municipais de emergência, uma situação que pode vir a ser alargada a outros concelhos da região, se vierem a constar entre os 60 concelhos onde o Governo declarou a situação de calamidade.

Questionado sobre a eventual falta de ajuda e apoio às populações, o responsável esclareceu que “os bombeiros e os serviços municipais de Protecção Civil têm conseguido chegar a todos, o que não tem acontecido com a E-redes” no que respeita à reparação da rede eléctrica.

Lusa

“A dimensão dos prejuízos é brutal”, admite ministro da Presidência na Marinha Grande

 O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, está na Marinha Grande com o comissário europeu da Energia e Habitação, Dan Joergensen, as ministras do Ambiente e da Cultura, Juventude e Desporto.

Leitão Amaro apelou para que a população siga os alertas para os próximos dias sobre os comportamentos adequados. “A chuva vai continuar, os solos estão saturados, pode voltar o vento. Portanto, os próximos dias continuam a ser de alerta e de adaptação”, disse.

Afirmou que estes “são dias em que damos todos os braços, nós, portugueses, e portugueses com os europeus para, juntos, reerguermos o país e reerguemos esta região centro”. “Vamos conseguir, com muito custo”, destacou.

“A dimensão dos prejuízos é brutal, como creio que todos podem observar, em todas as dimensões, desde as infra-estruturas públicas ao património natural”, declarou.

Leitão Amaro fez referência à “quantidade de árvores arrasadas” aos danos em equipamentos desportivos, escolares, nas casas particulares, nos equipamentos industriais e empresariais. “A situação é mesmo terrível nesta região”, vincou o governante, dando conta que o ministro da Economia e da Coesão Territorial está reunido com os autarcas das zonas afectadas. “Temos todas as forças no terreno e a fazer um esforço enorme”, assegurou.

“Precisamos deste apoio europeu. A vinda do senhor comissário, os contactos desde os primeiros momentos, a conversa com a senhora presidente da Comissão Europeia são muito importantes, a palavra de solidariedade da Comissão Europeia para nos ajudar”, destacou. “A Europa está ao nosso lado”, adiantou.

Cerca de 60% das infra-estruturas da GNR no distrito de Leiria afectadas mas operacionais

Cerca de 60% das infra-estruturas do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana foram afectadas pelo mau tempo, mas estão operacionais, disse hoje fonte da GNR, que ressalvou que esta situação está em fase de verificação.

Numa informação enviada à Lusa, a mesma fonte adiantou que a depressão Kristin “provocou diversos danos materiais e constrangimentos significativos na circulação rodoviária”, mas o Comando Territorial de Leiria “tem mantido um empenhamento permanente na resposta à situação em estreita articulação com as autoridades de Protecção Civil”.

“No âmbito desta actuação, os militares da GNR têm prestado apoio directo às entidades de Protecção Civil, nomeadamente através da desobstrução e limpeza de vias, assegurando condições mínimas de segurança e fluidez do trânsito nas zonas mais afectadas”, salientou.

Ao mesmo tempo, “têm sido desenvolvidas acções de desimpedimento de rodovias e outros acessos, permitindo o restabelecimento do acesso dos cidadãos às suas habitações e propriedades privadas, em situações condicionadas por quedas de árvores, detritos ou outros obstáculos”, referiu.

“Na sequência de inúmeros contactos efectuados por familiares preocupados com a situação de pessoas potencialmente isoladas ou residentes em locais de difícil acesso, os militares da GNR têm-se deslocado ao terreno para confirmar o estado de segurança e bem-estar desses cidadãos, assegurando o devido acompanhamento das situações sinalizadas”.

À população, o Comando Territorial de Leiria, cuja área de intervenção corresponde ao distrito de Leiria, pede a “adopção de comportamentos preventivos face às actuais condições meteorológicas e aos riscos associados, nomeadamente no que respeita à circulação rodoviária, ao risco eléctrico, à segurança das propriedades e ao cumprimento rigoroso das orientações transmitidas pelas forças de segurança e autoridades de Protecção Civil”.

“A GNR mantém-se no terreno, acompanhando de forma permanente a evolução da situação, apelando à colaboração de todos para minimizar riscos e garantir a segurança de pessoas e bens”.

Lusa

Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca
30.01.2026

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