Muitos dos concelhos abrangidos reclamavam esta inclusão perante a dimensão dos estragos do mau tempo. Passam a estar incluídos no quadro normativo de apoios e de medidas de excepção.
Danos numa estrada em Arruda dos Vinhos, na sequência do mau tempo. É um dos concelhos que se junta à lista Foto: Reinaldo Rodrigues
Mais 22 concelhos juntaram-se aos 68 municípios abrangidos pela situação de calamidade decretada pelo Governo em Janeiro nas zonas afectadas pela depressão Kristin, aos quais se aplicarão os mesmos apoios, segundo um despacho publicado esta quarta-feira, 25 de Fevereiro, em Diário da República.
A situação de calamidade para 68 concelhos de Portugal continental, primeiro decretada em 29 de Janeiro e depois prolongada, terminou em 15 de Fevereiro, assim como a isenção das portagens nos territórios afectados.
No despacho publicado em Diário da República esta quarta-feira, o Governo recorda que a resolução aprovada no final de Janeiro autorizava os membros do Governo responsáveis pelas áreas da Economia e da Administração Interna a identificar outros concelhos além dos 68 inicialmente colocados em situação de calamidade.
Assim, a esses 68 municípios juntam-se agora outros 22 concelhos “não abrangidos pela zona de impacto da ciclo-génese explosiva, que sofreram efeitos graves da tempestade Kristin, decorrentes de cenários de cheia”, aos quais “se aplicará o quadro normativo de apoios e de medidas de excepção criado em resposta à situação de calamidade”.
Os 22 concelhos são: Alcoutim, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Anadia, Arganil, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Baião, Benavente, Cartaxo, Castelo de Paiva, Chamusca, Coruche, Faro, Mafra, Monchique, Mortágua, Oliveira do Hospital, Salvaterra de Magos, Sobral de Monte Agraço e Tábua.
No diploma, o Governo relembra que durante os meses de Janeiro e Fevereiro, o território continental foi “sucessivamente afectado por vários fenómenos meteorológicos intensos e anómalos, que resultaram num cenário de precipitação persistente e com implicações profundas na estabilidade das regiões afectadas”.
“O alinhamento de tempestades culminou com a tempestade Kristin, com incidência crítica na madrugada de dia 28 de Janeiro causada pela formação de uma ciclo-génese explosiva, com vento e precipitação intensos e de evolução rápida provocando danos significativos em vários concelhos do território”, lê-se no despacho.
A “excepcionalidade e a gravidade deste contexto meteorológico”, é ainda referido, deram origem a “fenómenos complementares como cheias graves e desabamentos de terra que agravaram os danos significativos em habitações, infra-estruturas críticas, equipamentos públicos, empresas, instituições sociais, bem como em património natural e cultural”.
A situação de calamidade é o mais grave de três estados e, de acordo com a legislação “pode ser declarada quando, face à ocorrência ou perigo de ocorrência de acidente grave e/ou de catástrofe, e à sua previsível intensidade, se reconhece a necessidade de adoptar medidas de carácter excepcional destinadas a prevenir, reagir ou repor a normalidade das condições de vida nas áreas atingidas pelos seus efeitos”.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.
A circulação nos dois sentidos daquele troço com cerca de oito quilómetros (km) foi cortada ao trânsito há 21 dias.
Reinaldo Rodrigues
O troço da autoestrada 14 (A14) entre a autoestrada 17 (A17) e o nó de Santa Eulália, no município da Figueira da Foz, não tem previsão de reabertura, face aos danos causados pelas cheias, informou esta terça-feira, 24 de Fevereiro, a concessionária.
A circulação nos dois sentidos daquele troço com cerca de oito quilómetros (km) foi cortada ao trânsito na madrugada de dia 03, cumprem-se esta terça-feira 21 dias (três semanas), devido à subida das águas nos campos agrícolas adjacentes do vale do Mondego, e não voltou a ser reaberta.
A Brisa Concessão Rodoviária (BCR) disse à Lusa que “o corte de plena via na A14 mantém-se devido à realização de trabalhos de avaliação do estado da infra-estrutura, designadamente aterros e órgãos de drenagem, na sequência da subida da cota da água e subsequente submersão da plataforma ao longo de vários dias”.
A fonte oficial da Brisa disse ainda que assim que aqueles parâmetros forem avaliados internamente, “e após avaliação técnica externa, pelas entidades competentes”, estará em condições de reabrir a circulação na A14.
No entanto, “nesta fase, ainda não é possível antecipar a data de reabertura”, vincou a BCR.
Os primeiros 13 km da A14 (entre a Figueira da Foz e o nó de Santa Eulália, acesso oeste a Montemor-o-Velho e norte à povoação da Ereira, no distrito de Coimbra) abriram ao trânsito em 1994, então ainda como parte integrante do Itinerário Principal 3 (IP3).
Só em 2001 aquele troço original passou a fazer parte da A14, (autoestrada que liga a Figueira da Foz ao nó de Coimbra-Norte da A1) mantendo, até hoje, o seu carácter gratuito.
A partir de Montemor-o-Velho, o acesso alternativo à Figueira da Foz, para quem circula de e para Coimbra e localidades intermédias, faz-se pela antiga estrada nacional (EN) 111 e tem vindo a criar constrangimentos de trânsito, nomeadamente à passagem pelas localidades de Maiorca (na freguesia com o mesmo nome) e Caceira (Alhadas).
Em Maiorca, a Lusa constatou o aumento exponencial do tráfego automóvel e de veículos pesados, especialmente no atravessamento da povoação, ao início da manhã e final da tarde.
O aumento do volume de tráfego faz-se ainda sentir nos cerca de 2 km entre o nó de Santa Eulália e aquela vila do Baixo Mondego, na recta conhecida como Pontes de Maiorca.
O trajecto por esta via de dois sentidos, ladeada por vegetação – construída vários metros acima dos campos de arroz e com marcações no pavimento que não resistiram ao passar dos anos – implica atravessar cinco pontes, todas edificadas pela antiga Junta Autónoma das Estradas, três em 1937 e outras duas em 1940, ainda antes do primeiro Plano Rodoviário Nacional datado de 1945.
Este inverno é o segundo mais chuvoso desde 2000 e o oitavo mais chuvoso desde que há registos.
mau tempo em Lisboa Leonardo Negrão
Os primeiros 15 dias de Fevereiro foram suficientes para fazer deste mês o mais chuvoso dos últimos 47 anos e o 10.º mais chuvoso desde 1931, segundo avançou esta terça-feira, 24 de Fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que revela também que o mês de Janeiro já fora o segundo mais chuvoso desde 2000 e o 14.º mais chuvoso desde que há registos.
De acordo com dados divulgados pelo IPMA, entre 1 e 15 de Fevereiro, dias marcados pelas depressões Leonardo e Marta e pela passagem de superfícies frontais associadas às depressões Vils e Oriana, a precipitação teve um total acumulado de 223,5 mm, o que representa 304% do normal, ou seja, é cerca de três vezes superior ao valor médio de referência 1991-2020. “Grande parte do território já regista valores entre 300% e 400% (3 a 4 vezes) do valor normal 1991-2020, sendo mesmo superior a 500% (ou seja, cinco vezes) nas localidades de Mora, Lavradio e Alvalade do Sado”, diz o IPMA.
Um mês que se segue a um outro que também havia sido muito chuvoso. De acordo com o instituto, Janeiro de 2026 foi o segundo mais chuvoso desde 2000, marcado pela passagem de cinco depressões, nomeadamente a Francis, a Goreti, a Ingrid, a Joseph e a Kristin, esta última devastadora para a região centro. “Em grande parte das regiões Centro e Sul os valores mensais situaram-se entre 250% e 350% do normal”, realça o IPMA, que recorda ainda que a maior rajada de vento registada nas estações de superfície atingiu 177.8 km/h na base aérea de Monte Real.
Tendo em conta que Novembro e Dezembro de 2025 já tinham registos que os tornavam o terceiro e sétimo mais chuvosos desde 2000, segundo o IPMA, este inverno é o segundo mais chuvoso desde 2000 e o oitavo mais chuvoso desde que há registos.
Entre Novembro e 15 de Fevereiro, o total acumulado de precipitação foi de 819.2 mm, correspondendo ao dobro do valor médio, sendo o sétimo valor mais elevado desde 1931. “Mais de metade dos distritos já atingiu ou ultrapassou o valor médio anual de precipitação. Em Faro, o total acumulado já supera o valor médio de um ano completo”, diz.
Segundo as informações divulgadas pelo IPMA, o ano de 2025 fora o terceiro mais chuvoso desde 2000, com um total anual de 1064.8 mm (130% do valor normal 1991-2020) e o 5.º mais quente desde que há registos, com seis ondas de calor, incluindo uma com características excepcionais.
Cerca de 26 mil clientes continuam sem energia, segundo indicou a Protecção Civil.
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, inundado. MIGUEL A. LOPES/LUSA
A melhoria do estado do tempo está a proporcionar um desagravamento das situações de cheia, menos rápido nas zonas mais afectadas, com os deslizamentos de terra a merecerem uma especial preocupação das autoridades, segundo o comandante nacional da Protecção Civil.
O ponto de situação sobre a resposta ao quadro hidro-meteorológico no país até às 12:00 deste domingo, 15 de Fevereiro, apresentado por Mário Silvestre na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras, aponta para “um desagravamento das situações” decorrente da situação meteorológica, caracterizada por “períodos de chuva ou aguaceiros, mais frequentes no Minho e Douro Litoral”.
As autoridades mantêm, contudo, uma situação de vigilância nos rios Mondego, Tejo, Sorraia, Sado, Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana, estando o Plano Especial de Emergência para Cheias da Bacia do Tejo activado e a um nível vermelho.
Mário Silvestre alertou para os riscos do deslizamento de terras, que tem afastado bastantes populações, e que pode inclusive registar-se em terras que já tenham sofrido estes deslizamentos.
Reforçou, por isso, as recomendações das autoridades para que as pessoas se afastem das zonas de risco e que comuniquem fissuras que identifiquem no solo, bem como quedas de árvores ou deslizamentos.
Lembrando que ainda existem 123 planos municipais de emergência activos no país, Mário Silvestre explicou que no Rio Mondego os caudais estão a ser regulados para tentar garantir que não há mais nenhum comprometimento da população por causa da questão do rompimento do dique.
Na quarta-feira, a rotura de um dos diques do Rio Mondego junto a Coimbra provocou o colapso de um segmento da A1.
Em relação ao Rio Tejo, afirmou que “os caudais que estão a ser descarregados pelas barragens espanholas também diminuíram”.
Neste encontro com a comunicação social para um balanço a situação, Mário Silvestre apresentou os mais recentes dados oficiais que apontam para 18.947 ocorrências, entre 01 de Fevereiro e as 12:00 deste domingo.
Para responder a estas situações foram envolvidos 64.301 operacionais e empenhados 26.339 meios.
Mantêm-se sem energia 26.000 clientes, dos quais 16.000 nos distritos de Leiria e Santarém, segundo dados da E-Redes, citados por Mário Silvestre.
🇵🇹 PORTUGAL // COMBOIO DE TEMPESTADES // OCORRÊNCIAS
A maioria das ocorrências foi por inundações, seguido de queda de árvores, movimento de massas ou deslizamento de taludes, queda de estruturas e limpeza de vias.
Comboio de tempestades: Protecção Civil já registou mais de 1.600 ocorrências
Portugal continental registou na quarta-feira 1.602 ocorrências devido ao mau tempo, sobretudo inundações e queda de árvores que afectaram maioritariamente a região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, adiantou esta quinta-feira à Lusa fonte da Protecção Civil.
Entre as 00:00 e 23:59 de quarta-feira, as autoridades de socorro realizaram 14 salvamentos aquáticos e 11 terrestres em todo o país, indicou Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).
Por regiões, o Centro registou 604 ocorrências, seguido de Lisboa e Vale do Tejo (570), Norte (333), Alentejo (68) e Algarve (27).
A maioria das ocorrências foi por inundações (599), seguido de queda de árvores (355), movimento de massas ou deslizamento de taludes (305), queda de estruturas (171) e limpeza de vias (147).
No total, estiveram empenhados 5.384 operacionais, apoiados por 2.328 viaturas, indicou ainda Telmo Ferreira.
O comandante frisou que as bacias hidrográficas estão sob elevada pressão devido às consecutivas tempestades que afectaram Portugal, destacando o Vouga, Mondego, Tejo e Sado.
A Autoestrada 1 (A1) foi cortada ao final da tarde de quarta-feira entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento do dique e, à noite, um troço desabou.
Fonte da concessionária Brisa indicou que o abatimento ocorreu na placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto naquela zona.
Sobe para 16 número de vítimas mortais nas tempestades
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Autarquia mobilizou 118 operacionais e prepara apoios financeiros de quase meio milhão de euros para comerciantes, pescadores e munícipes afectados.
Desde a madrugada desta terça-feira, a Baixa de Cascais voltou a ficar inundada. A chuva intensa que caiu durante a noite, associada à subida da maré e aos solos saturados pela sucessão de tempestades das últimas semanas, provocou inundações em várias artérias do centro histórico, afectando lojas, restaurantes e habitações.
Infelizmente o Diário de Notícias não disponibiliza os links para os vídeos
No terreno estiveram, desde as primeiras horas do dia, os cinco corpos de bombeiros do concelho, apoiados por meios da Protecção Civil Municipal.
Em declarações ao Diário de Notícias, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, sublinhou que o concelho já se encontrava em estado de prevenção. “Nós, em Cascais, tínhamos equipas já de prevenção e com planeamento feito, com meios de prontidão para poder ocorrer a qualquer situação que pudesse vir a acontecer, como aconteceu”, afirmou.
A situação mais crítica registou-se na Baixa, que durante a madrugada galgou as margens. “Temos neste momento e desde a madrugada cerca de 118 homens a trabalhar no terreno, nomeadamente na Baixa de Cascais”, explicou o autarca, acrescentando que foram mobilizadas “bombas de alto débito para retirar a água”. Apesar de a situação estar agora “controlada”, o presidente alertou para a necessidade de manter o dispositivo reforçado: “Prevê-se um agravamento do tempo ao final da manhã e ao início da tarde, o que irá coincidir com a maré alta e por isso iremos manter os meios todos disponíveis”.
Também a comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros de Cascais, Cristina Santos, confirmou a dimensão da operação. “Houve bastante pluviosidade durante a madrugada, tendo inundado certas zonas de risco aqui da zona da Baixa de Cascais”, explicou. No terreno, encontram-se equipas posicionadas “entre as zonas de maior alagamento, assim como várias lojas”, com especial incidência na área entre o Largo Camões e o Hotel Baía.
A comandante destacou que o pico da maré condicionou os trabalhos: “Estamos mesmo no pico da maré, o que significa que o nível de escoamento da Baixa de Cascais é bastante reduzido.” Por essa razão, os trabalhos deverão prolongar-se “ao longo de todo o dia de hoje e possivelmente pela noite dentro”, dependendo da evolução da maré e das condições meteorológicas.
Quanto aos estragos, ainda é cedo para uma avaliação rigorosa. “Só quando conseguimos retirar a água é que se consegue verificar a real dimensão dos estragos”, referiu Cristina Santos, adiantando que, para já, a maioria dos danos registados é ao nível do piso térreo, embora haja situações mais graves, como uma loja onde a água atingiu “quase acima de dois metros”.
No terreno, a angústia dos comerciantes é evidente. Angelina Ferreira, proprietária de uma ourivesaria na Rua da Baía, descreve um cenário devastador. “Tenho a loja toda cheia de água e a cave toda submersa. Já conseguimos, com máquinas, tirar a água. Só que, como a parte de trás ainda continua cheia de água, já subiu outra vez”, relata.
A comerciante fala num efeito dominó entre estabelecimentos: “Vem de umas lojas para as outras.” O impacto estrutural é já visível: “Reparei que tenho o chão todo levantado. Parece que temos ali ondas. Até dá para saltar.”A água infiltra-se pelas paredes e pelo pavimento, comprometendo seriamente o espaço. “As paredes vão ter de ser todas feitas de novo”, lamenta, sem conseguir ainda quantificar os prejuízos. “Não tenho noção nenhuma.”
Na Farmácia da Misericórdia, a poucos metros dali o cenário é distinto, mas igualmente preocupante. Graça, funcionária do estabelecimento, descreve o que vê à sua volta: “Aquilo que nós vemos é uma tragédia, principalmente da parte dos restaurantes, que este ano já não têm conta as vezes que foram inundados.” A água que invadiu as ruas é, segundo diz, “lama autêntica”.
Apesar de a farmácia não ter sido afectada desta vez, graças a bombas instaladas numa loja vizinha, o ambiente é de solidariedade com os restantes comerciantes. “Temos um aparato enorme de bombeiros e de protecção civil a tentar ajudar e fazer aquilo que podem fazer”, afirma.
Face aos danos, a Câmara Municipal anunciou um pacote de medidas de apoio que ascende a quase meio milhão de euros. Está a ser preparada para a próxima reunião de Câmara uma proposta de criação de um fundo de emergência de 150 mil euros para os comerciantes da Baixa de Cascais, a que se somam outros 150 mil euros destinados a munícipes afectados por danos provocados pela queda de árvores. Haverá ainda um fundo de apoio à comunidade piscatória, que há cerca de um mês não consegue sair para o mar, e a isenção do pagamento de taxas e licenças municipais para os comerciantes afectados.
“Este valor, assim que seja aprovado na reunião de Câmara, estará disponível para começar a distribuir a todos os munícipes afectados e comerciantes”, garantiu Nuno Piteira Lopes.
O autarca deixou ainda um apelo à população: “Vivemos um fenómeno atípico, com as piores tempestades dos últimos largos anos. Os terrenos estão muito saturados, já não aguentam mais chuva.” E acrescentou: “Aquilo que eu peço aos cascalenses é que confiem no trabalho dos corpos de bombeiros, das forças de segurança e da protecção civil, porque estamos coordenados.”
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu, entretanto, um aviso amarelo para vento no concelho de Cascais, prevendo rajadas até 80 km/h, podendo atingir 100 km/h nas serras. As autoridades pedem à população que evite deslocações desnecessárias, que recolha objectos soltos e que se afaste de zonas arborizadas.
Na Baixa de Cascais, entre mangueiras, bombas de água e comerciantes que tentam salvar o que resta, o dia será longo. A normalidade poderá demorar a regressar, mas para já a prioridade é conter a água e minimizar os estragos de mais uma madrugada de tempestade.
Efeitos desta depressão começam a ser sentidos na região Sul, na manhã de sábado, “com precipitação persistente e por vezes forte e com rajadas de vento da ordem de 100 km/h e de 120 km/h nas serras”.
Foto: Leonardo Negrão
Portugal continental vai começar a sentir no sábado de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os efeitos da depressão vão começar a ser sentidos na região Sul, em especial no litoral, na manhã de sábado, “com precipitação persistente e por vezes forte e com rajadas de vento da ordem de 100 km/h e de 120 km/h nas serras”.
“Prevê-se que os maiores valores acumulados de precipitação ocorram a sul do rio Tejo, incluindo a região da grande Lisboa, sendo mais prováveis no Alentejo e nas serras algarvias, com acumulados da ordem de 60 mm (litros/m2) em 24 horas, o que contribuirá para uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras destas áreas”, pode ler-se no comunicado do IPMA.
A partir da tarde de sábado, com o deslocamento da depressão para leste, prevê-se uma intensificação do vento no litoral Centro, com rajadas que poderão atingir os 90 km/h, bem como ocorrência de precipitação por vezes forte.
A precipitação ocorrerá sob a forma de neve acima de 900 metros de altitude, subindo temporariamente a cota para 1200/1400 metros entre o início da manhã e o final da tarde, com acumulados superiores a 25 cm acima de 1400 metros na Serra da Estrela.
O instituto sublinhou ainda que a agitação marítima irá manter-se forte durante este período, prevendo-se ondas do quadrante oeste até sete metros de altura significativa na costa ocidental, em especial a sul do Cabo Carvoeiro, podendo atingir 13 metros de altura máxima, sendo ondas até cinco metros de sudoeste na costa sul do Algarve.
Toda a costa de Portugal continental está sob aviso laranja de agitação marítima pelo menos até sábado.
Já Évora, Setúbal, Santarém, Beja, Portalegre estão sob aviso amarelo de chuva até ao final de manhã de sábado.
Braga, Castelo Branco, Viana do Castelo, Vila Real e Guarda estarão sob aviso laranja por neve durante o fim de semana, enquanto Faro, Setúbal e Beja estarão sob aviso laranja por vento no sábado.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Um homem morreu quando tentou atravessar de carro uma linha de água em Pero Moniz, concelho do Cadaval. Deslizamento de talude encerra três estações do Metrobus na Lousã.
Zona em torno do Castelo de Almourol alagada nas cheias de 2013. Foto: José Neves
Plano Especial de Emergência para Cheias activado. Veja as estradas inundadas na zona da Bacia do Tejo
O Comando Regional de Emergência e Protecção Civil de Lisboa e Vale do Tejo informou que existem várias estradas inundadas e activou no nível amarelo o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo.
“Mantendo-se a situação actual, e de acordo com a previsão meteorológica para a bacia do Tejo, prevê-se que os caudais lançados no rio Tejo pelos seus afluentes se mantenham elevados nos próximos dias”, refere uma nota enviada à agência Lusa.
Assim, a “Comissão Distrital de Protecção Civil de Santarém decidiu elevar o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo a partir das 13:00 de hoje para o seu nível amarelo”.
De acordo com a nota, às 13:00, verificavam-se no Município de Coruche situações de submersão no desvio à Ponte da Escusa (Couço-Coruche), na ligação Estrada Nacional (EN) 114 e a EN251 (estrada das Meias) e na ligação EN114-3 e a EN119 (estrada da Amieira).
Há ainda registo de submersão da EN114-2, entre Setil e a Ponte do Reguengo (submersa), no Município do Cartaxo, e a submersão da Ponte de Alcaides, Ponte da Panela (cortada para manutenção), da Ponte do Alviela – EN 365 – Pombalinho/Vale de Figueira (interdita) e de Vale de Figueira-estrada do Campo em Vale Figueira (EM 1348), no concelho de Santarém.
De referir ainda os condicionalismos na Golegã, na CM 1-estrada dos Lázaros, Ponte do Alviela-EN365-Pombalinho/Vale de Figueira (Interdita) e estrada das Braquenizes, que liga a reserva natural do Boquilobo aos Riachos.
Está também interdita a ligação CM Lobo Morto-Pé da Serra, e há registo de submersão na Quinta do Seabra-Vila da Marmeleira e na CM São João da Ribeira e Laroujo, assim como condicionalismos em CM Valebom–Marmeleira, no concelho de Rio Maior.
A circulação rodoviária faz-se de forma alternada na EN368 Alpiarça–Tapada.
O comunicado refere que o Cais do Almourol está submerso (Vila Nova da Barquinha) e a Estação de Canoagem de Alvega (Abrantes) está parcialmente inundada.
Estão ainda afectadas as vias de comunicação na localidade de Carvalhos/Manique do Intendente/Azambuja (Azambuja), a estrada municipal 570 (Torres Novas) e a EN358-2 (Constância), que se encontra interdita devido a movimento de massas.
Também em Constância regista-se a submersão do parque de estacionamento.
De acordo com a nota enviada pelo Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil do Médio Tejo, a situação meteorológica actual e a prevista pode originar a ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas pela acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento, assim como a ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de cursos de água e ribeiras.
A protecção civil alerta também para a instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal e para o arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas.
Há ainda que ter em atenção o piso rodoviário escorregadio e a formação de lençóis de água e a interdição de algumas vias rodoviárias por submersão.
“É expectável nas próximas horas, a manutenção dos caudais elevados debitados pelas barragens da bacia do Tejo”, adverte, aconselhando a que se retirem das zonas normalmente inundáveis equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens e se salvaguardem os animais em locais seguros, retirando os rebanhos.
“Não atravesse com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas”, aconselha ainda a protecção civil.
Deslizamento de talude encerra três estações do Metrobus na Lousã
A Metro Mondego informa que a operação do Metrobus em três estações na Lousã será suspensa temporariamente, devido ao deslizamento de um talude, de forma a garantir a segurança dos seus utilizadores.
Numa nota de imprensa, a Metro Mondego explica que a decisão de suspensão temporária afecta três estações do canal, nomeadamente Casal de Espírito Santo, Casal de Santo António e Serpins, numa extensão de seis quilómetros, na Lousã, distrito de Coimbra.
“Trata-se de uma medida de carácter preventivo, destinada a proteger passageiros, trabalhadores e utilizadores do sistema. Observou-se, com especial incidência entre o dia de ontem e hoje de manhã, o deslizamento de um talude situado entre as estações de Casal de Espírito Santo e Serpins”, refere o comunicado.
A decisão resulta de ter sido verificado que as actuais condições “não garantem os níveis de segurança adequados à operação, na sequência das condições meteorológicas que se têm verificado, caracterizadas por um regime de precipitação elevado e pela consequente saturação hídrica dos solos”.
Apesar do deslizamento não ter atingido o pavimento do canal, a empresa explicou que o corpo técnico e as entidades envolvidas no projecto optaram por adoptar “esta medida preventiva, por motivos de segurança, condição imprescindível à prestação do serviço”.
A empresa está a proceder aos esforços necessários à intervenção no talude, “para que a situação possa regressar à normalidade o mais rapidamente possível”.
“Durante este período, as ligações entre Lousã-Estação e Serpins (em ambos os sentidos) serão efectuadas por um serviço de transporte alternativo, assegurado pela Metro Mondego, garantindo-se as mesmas frequências de viagens”, acrescenta a nota da Metro Mondego.
Lusa
Avisos vermelhos em 10 distritos por causa da agitação marítima
Os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viana do Castelo estão, até às 00:00 de domingo, sob aviso vermelho por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo o IPMA, o aviso vermelho (o mais grave) deve-se à possibilidade de ondas com sete a nove metros de altura significativa, podendo atingir 15 metros de altura máxima, com período de pico de 15/17 segundos.
Estes distritos entram em aviso laranja (o segundo mais grave) às 00:00 de domingo até às 00:00 de segunda-feira por previsão de ondas de cinco a sete metros, podendo atingir 12 metros de altura máxima, com período de pico de 14/15 segundos.
O IPMA emitiu avisos amarelos para Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga.
Carro arrastado pala água no Cadaval. Uma pessoa morreu
Uma pessoa morreu na madrugada deste sábado, 24 de Janeiro, após a sua viatura ter sido arrastada pela água, em Pero Moniz, concelho do Cadaval.
O veículo terá “tentado atravessar uma linha de água, num caminho de fazenda”, segundo informou à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários do Cadaval, David Santos.
A vítima é um homem de 31 anos.
Registaram-se ainda dois feridos ligeiros.
As imagens do nevão que caiu
Na sexta-feira caiu um nevão como há muito não acontecia, registando-se inclusivamente queda de neve em locais pouco prováveis, como Estremoz, Borga e Serra de Montejunto.
Eis algumas imagens registadas na aldeia do Castelo, em Vila Pouca de Aguiar.
De acordo com o site do IPA há ainda vários distritos em alerta amarelo por causa da neve: Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
Reabertas estradas nacionais 315 e 316 em Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros
A Estrada Nacional (EN) 315 em Alfândega da Fé e a 316 em Macedo de Cavaleiros, que estavam cortadas ao trânsito desde a manhã de sexta-feira, devido à neve, já estão transitáveis.
Toda a costa em alerta vermelho
Os distritos de Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga estão sábado sob aviso vermelho devido à agitação marítima.
O nível mais grave do IPMA estará em vigor entre as 03:00 e as 19:00 de sábado, devido à previsão de “ondas de noroeste com 7 a 9 metros de altura significativa, podendo atingir 15 metros de altura máxima”, em toda a costa ocidental.
Face a estas condições, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha Portuguesa recomendam, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar, o regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adopção de medidas de precaução.
À população em geral, desaconselham a prática de passeios junto à orla costeira e nas praias, bem como a prática de actividades em zonas expostas à agitação marítima ou atingidas pela rebentação.
14 pessoas retiradas de casa em Peniche
Na sexta-feira à noite 14 pessoas foram deslocadas para um pavilhão municipal no concelho de Peniche, após habitações terem ficado sem condições de habitabilidade devido a inundações.
Em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, uma mulher ficou ferida devido a uma queda numa ribeira, acrescentou.
A ANEPC registou ainda duas pessoas deslocadas em Alcobaça (distrito de Leiria), duas pessoas deslocadas no Cartaxo (distrito de Santarém) e três pessoas deslocadas em Cascais (distrito de Lisboa), além de 722 ocorrências entre as 16:00 de quinta-feira e as 17:00 de sexta-feira.
Além de inundações, a maioria das ocorrências foram devido a queda de árvores e a necessidade de limpeza das vias, adiantou a ANEPC.
As previsões são de chuva, por vezes forte e persistente, em especial na região Centro. Foto: José Coelho
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) registou 70 ocorrências entre a meia-noite e as 07:00 de hoje, relacionadas com o mau tempo, a maior parte inundações, queda de árvores e limpeza das vias.
A maioria das ocorrências registadas, entre as 00:00 e as 07:00, foram inundações, num total de 43, disse à Lusa José Rodrigues, da ANEPC, adiantando não se terem registado vítimas ou danos graves devido à chuva.
Além de inundações, a maioria das ocorrências foram devido a queda de árvores e a necessidade de limpeza das vias, adiantou a ANEPC. As operações mobilizaram 244 operacionais, apoiados por 96 veículos.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou hoje oito distritos do continente – Viseu, Guarda, Santarém, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra – sob aviso laranja devido à chuva persistente, por vezes forte, acompanhada de vento.
As previsões são de chuva, por vezes forte e persistente, em especial na região Centro, diminuindo gradualmente de intensidade e frequência de norte para sul, e de vento com mais intensidade na faixa costeira ocidental e nas terras altas.
59 das ocorrências foram inundações da via pública e estruturas, três quedas de árvore, duas limpezas de via e quatro movimentos de massa. Maioria (57) foram registadas na Área Metropolitana do Porto.
Arquivo
A chuva intensa que se fez sentiu durante a madrugada desta sexta-feira, 31 de Outubro, no Porto provocou mais de meia centena de ocorrências na cidade e obrigou ao corte de várias vias de circulação devido a inundações, informaram as autoridades.
Em declarações à Lusa, fonte da PSP do Porto disse que a circulação do trânsito está interrompida nos viadutos das rotundas AEP e do Bessa, assim como no novo viaduto do Campo Alegre.
Na VCI, saída para a Boavista, no sentido Arrábida/Porto, esteve também cortada, mas já reabriu parcialmente, disse a mesma fonte.
Além destas situações, não há acidentes, nem situações graves a assinalar, acrescentou.
Os Bombeiros Sapadores do Porto contaram durante a madrugada e início da manhã mais de meia centena de ocorrências, relacionadas, sobretudo, com árvores caídas e inundações.
“São situações provocadas por inundações, que estão a provocar problemas na circulação do trânsito”, disse a mesma fonte, referindo, contudo, que “a situação está a acalmar”.
Também o Comando Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto disse à Lusa que são muitas dezenas de ocorrências, mas considerou tratar-se de “situações normais” sem que haja danos graves a assinalar.
Protecção Civil registou 68 ocorrências até às 07:00 devido à chuva
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) registou entre as 00:00 e as 07:00 desta sexta-feira 68 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria inundações da via pública e estruturas e principalmente no norte do país.
“Tivemos 68 ocorrências, a maioria das quais inundações da via pública e estruturas e na Área Metropolitana do Porto, sem causar vítimas ou danos graves devido à chuva”, adiantou à agência Lusa, José Costa, da ANEPC.
Das 68 ocorrências registadas, 59 foram inundações da via pública e estruturas, três quedas de árvore e duas limpezas de via e quatro movimentos de massa.
A maioria das ocorrências (57) foram registadas na Área Metropolitana do Porto e as restantes espalhadas pelas regiões do Ave e Cávado.
Segundo José Costa, foram empenhados 105 operacionais, com o apoio de 35 veículos.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para esta sexta-feira e sábado um agravamento do estado do tempo em Portugal continental com chuva, por vezes forte e persistente, em especial nas regiões do norte e centro, vento e agitação marítima.
A previsão de chuva forte levou o IPMA colocar sob aviso vermelho os distritos de Viseu, Aveiro e Coimbra entre as 06:00 e as 12:00 desta sexta-feira, passando depois a laranja entre as 12:00 desta sexta-feira e as 00:00 de sábado e depois a amarelo até às 12:00 de sábado.
Sob aviso laranja por causa da chuva estão também esta sexta-feira os distritos de Bragança, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria e Braga, passando depois a amarelo até às 15:00 de sábado.
O IPMA colocou ainda Setúbal, Santarém, Lisboa, Castelo Branco, Portalegre sob aviso amarelo esta sexta-feira e no sábado.
IPMA
O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.
Por causa do mau tempo, a ANEPC emitiu na quinta-feira um aviso à população para comportamentos preventivos devido à previsão de chuva forte, vento e possibilidade de cheias ou inundações nos próximos dias.
Fonte da ANEPC disse à agência Lusa que o nível de prontidão foi elevado para 3, o que significa uma maior capacidade de resposta dos operacionais.
A Protecção Civil advertiu que podem ocorrer variações significativas nos caudais de zonas historicamente mais vulneráveis.
O agravamento das condições meteorológicas está associado à previsão de inundações em zonas urbanas, cheias e contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes dos incêndios rurais.
A Protecção Civil alertou para a necessidade de garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e a adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente andaimes, placas e outros materiais suspensos.
Também a Polícia de Segurança Pública (PSP) alertou na quinta-feira os condutores para o mau tempo previsto para os próximos dias, que aumenta o risco de acidentes rodoviários.