O El Niño está a emergir no Oceano Pacífico mais rapidamente do que o previsto e estão a aumentar as probabilidades de poder tornar-se historicamente forte – num raro “Super” El Niño – no outono ou inverno.
Isto de acordo com uma actualização recentemente divulgada pelo Climate Prediction Center da NOAA, que indica que há uma probabilidade de dois em três de que a intensidade máxima do El Niño seja forte ou muito forte.
O El Niño é um ciclo climático natural que ocorre quando o Oceano Pacífico tropical aquece o suficiente para provocar alterações nos padrões de vento na atmosfera, o que tem um efeito em cadeia nas condições meteorológicas em todo o mundo.
Secas e ondas de calor podem intensificar-se em algumas regiões, aumentando o risco de incêndios florestais e problemas no abastecimento de água, enquanto outras são atingidas por chuvas intensas e inundações. Os efeitos abrangentes do El Niño também podem afectar a temporada de furacões no Atlântico. A uma escala maior, faz com que as já crescentes temperaturas globais resultantes das alterações climáticas provocadas pelo homem subam ainda mais. El Niños mais fortes tornam todos estes impactos mais prováveis.
Probabilidades de Super El Niño aumentam
O El Niño ocorre aproximadamente de dois em dois a sete em sete anos e dura entre nove e 12 meses. A sua intensidade é medida pela forma como as temperaturas da água sobem acima da média numa zona do Oceano Pacífico equatorial, atingindo normalmente o pico no inverno do Hemisfério Norte.
Condições fracas de El Niño desenvolvem-se quando a temperatura ultrapassa os 0,5 graus Celsius acima da média durante um período prolongado. As temperaturas da água têm de estar mais de 2 graus acima da média para ser considerado um El Niño muito forte ou Super El Niño.
O rectângulo indica a área do Oceano Pacífico onde as temperaturas da superfície do mar estão a ser monitorizadas para a formação do El Niño. CNN Weather
A temperatura média da água está actualmente ligeiramente abaixo do limite dos 0,5 graus, mas prevê-se que suba acima desse valor já no próximo mês, segundo a actualização mensal do Climate Prediction Center. Trata-se de uma mudança significativa em relação à actualização do mês passado, que apontava para condições neutras — nem El Niño nem La Niña — até Junho.
O Psicólogo Responde é uma rubrica sobre saúde mental para ler todas as semanas. Tem comentários ou sugestões? Escreva para opsicologoresponde@cnnportugal.pt
Às vezes, parece que andamos com a luz apagada. Tudo fica escuro à nossa volta, não sabemos para onde vamos, o que andamos a fazer, o caminho torna-se apertado. Não estamos bem em lado nenhum. Tudo incomoda, tudo complica. Não vemos nada de bom, nada que nos satisfaça, nada que nos motive. Nesses momentos, estamos a perder a motivação na vida. Estamos a perder a alegria.
Mas o que é ter alegria de viver? Ter vida? Não é apenas respirar, é sentir, é experimentar momentos que nos lembram quem somos. É ouvir o vento a tocar nas folhas das árvores, é olhar ao espelho e encontrar aquela ruga na testa que está sempre franzida e ter orgulho nela. É olhar à volta e ver pessoas felizes e ficar feliz só porque sim. É ter gratidão por pequenas coisas, é sorrir ao receber um sorriso, é conseguir parar e respirar fundo, mesmo nos dias comuns, em que não se passa nada, em que não acontece nada. Isto não significa que temos de estar sempre felizes. Significa que aprender a lidar com os dias maus é, por si só, parte do nosso trabalho: acolher a dor, dar sentido ao sofrimento, reconhecer limites, colocar barreiras, procurar estratégias e recursos internos, observar qual a parte do nosso ser ou da nossa vida que precisa de atenção e, por vezes, de uma mudança.
No entanto, para ver estas pequenas alegrias é preciso abrandar o ritmo. Ver onde vivemos. Se estamos sempre no amanhã, stressados com o que pode acontecer, se vivemos agarrados ao passado, saudosistas do que já passou, se estamos sempre à procura da próxima meta ou da próxima obrigação… assim dificilmente encontramos alegria no presente, dificilmente sentimos motivação na vida, pois desgastamo-nos antes de viver.
Vivemos numa época marcada por produtividade constante, resultados rápidos e exigências implacáveis. Nunca o ser humano teve tanto conhecimento científico sobre saúde mental, e nunca tantas pessoas se sentiram tão exaustas, desmotivadas ou vazias. Vivemos numa época em que se espera que sejamos constantemente bonitos, produtivos, criativos, motivados. Mas a verdade é que há momentos em que nos sentimos vazios. É como se algo dentro de nós se tivesse desligado.
Muitas vezes, achamos que já não temos forças para continuar, que o céu desaba sobre as nossas cabeças. E é nesse momento que muitas pessoas sentem que chegaram ao limite. A motivação falha, e a força parece ter desaparecido. E, nesse momento, o que podemos fazer? Reconhecer o limite. Perceber que não somos máquinas, que todos precisamos de parar, de reflectir, de descansar, de ajuda.
Somos humanos, feitos de carne, não super-heróis. Temos de reconhecer os nossos limites, temos de saber parar, ajustar, para recomeçar. Até as máquinas têm de parar. Os carros de Fórmula1 param durante a corrida, mudam os pneus com a ajuda de dois homens e só depois regressam à corrida.
Dormir, alimentar-se bem, hidratar-se e descansar não são luxos. São necessidades biológicas básicas que sustentam a saúde mental. Voltar ao essencial. Pergunte-se: “O que é realmente importante para mim agora?” Em momentos de exaustão simplificar deve ser a prioridade. Pedir ajuda não significa fraqueza, significa humanidade. Todos precisamos de apoio em algum momento.
A motivação não é um estado constante. Ela é a força interna que nos move para agir, perseguir objectivos, manter hábitos, lutar por sonhos ou simplesmente tomar banho e levantar da cama. Nasce de algo mais profundo: o sentido, o significado. E quando aquilo que fazemos deixa de ter sentido ou significado a motivação esgota-se. Mas a motivação não é apenas vontade ou disciplina. Envolve processos complexos, neuro-biológicos, psicológicos e sociais.
A vida não é feita apenas de entusiasmo. É feita também de persistência, pausas, silêncios, recomeços e momentos de profundo cansaço. E, nos momentos em que sentimos que não temos mais nada para dar, é que precisamos de nos tratar com mais compaixão, com mais amor-próprio.
A motivação requer energia física e mental. Cuidar do corpo e da saúde mental. Sem auto-cuidado, a motivação apaga-se, como uma vela ao vento. Às vezes, o maior ato de força é parar para recuperar e poder a seu tempo recomeçar. E isso também é viver.
Em termos neuro-biológicos, a motivação requer dopamina, o principal neurotransmissor do sistema de recompensa. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a dopamina não cria apenas prazer. O seu papel é criar antecipação de prazer, dando-nos energia para agir em direcção a algo. Quando estamos deprimidos, ansiosos ou sob stress crónico, os níveis de dopamina reduzem, levando à apatia, anedonia (falta de prazer) e falta de iniciativa. Requer noradrenalina, responsável pelo estado de alerta, foco e energia mental. Níveis cronicamente elevados, como no stress prolongado, podem gerar ansiedade, irritação e exaustão subsequente, enquanto níveis baixos estão associados a fadiga e dificuldade de concentração. A motivação requer serotonina, ligada ao humor, estabilidade emocional e sensação de bem-estar. Quando regulada, promove equilíbrio. Quando baixa, está associada a depressão, ruminação negativa e impulsividade, por vezes de índole suicida.
Ao nível do cérebro, o córtex pré-frontal é a região responsável pelo planeamento, definição de metas e organização. Sob fadiga, stress ou transtornos do humor, torna-se menos funcional, dificultando tarefas simples e comprometendo a execução de qualquer acção motivada. O sistema límbico é o centro das emoções básicas. Emoções negativas crónicas, como tristeza profunda ou medo intenso, activam circuitos de bloqueio motivacional e de retracção, como mecanismo evolutivo de poupança de energia em contextos percebidos como inseguros.
Mas a motivação não é apenas química cerebral. É também emocional. Emoções agradáveis, como curiosidade, alegria ou entusiasmo, impulsionam. No entanto, emoções como medo e tristeza podem paralisar, mas também motivar à mudança, dependendo do contexto e da interpretação pessoal. A motivação é também cognitiva, o que significa que o que pensamos sobre nós mesmos influencia os nossos resultados. Se acreditamos “não sou capaz” ou “não vale a pena tentar”, o cérebro interpreta como ameaça e poupa energia, gerando bloqueio. No movimento contrário, se acreditamos em nós e nas nossas capacidades, temos mais probabilidades de sucesso. A motivação é também existencial e conecta-se profundamente com o sentido da vida. Quando não encontramos significado naquilo que fazemos, o sistema motivacional desactiva-se, gerando sensação de vazio.
Somos seres sociais. Apoio, vínculo, validação e pertença têm impacto direto nos sistemas dopaminérgicos e serotoninérgicos do cérebro, aumentando a motivação e regulando emoções. Solidão, rejeição ou falta de suporte emocional reduzem esses sistemas, aumentando a vulnerabilidade à depressão, desmotivação e pensamentos suicidas.
Há momentos em que a pessoa sente não apenas cansaço, mas desesperança profunda. Surge o pensamento: “Para quê continuar a viver?”
A ideação suicida não nasce apenas da vontade de morrer. Muitas vezes, nasce da percepção de que não há outra forma de terminar a dor. Neuro-biologicamente, é um estado de colapso em que o sistema límbico (emoções) domina completamente o córtex pré-frontal (razão e planeamento), gerando impulsividade e visão em túnel, sem capacidade de visualizar alternativas. Nestes momentos, nunca fique sozinho. Procure ajuda. Falar sobre o que se sente é essencial. A vergonha e o silêncio amplificam a dor. Falar permite processar emoções e activar o córtex pré-frontal, aumentando a clareza mental e a regulação emocional.
Procurar ajuda especializada é um passo vital. Linhas de apoio psicológico como a do SNS24, psicólogos, profissionais de saúde mental, todos podem ajudar a reorganizar pensamentos, emoções e a criar estratégias de vida quando a pessoa já não consegue fazê-lo sozinha. Muitas vezes, depois desta fase, é como diz o ditado: “Depois da tempestade vem a bonança.” Permita-se deixar-se ajudar. Há mais luz depois da escuridão.
Se começar a perder a motivação:
Perceba o que está mal, o que precisa de atenção, de cuidados em si e na sua vida.
Reflicta e procure afastar de si o que não o ajuda, o que não beneficia a sua vida.
Foque-se no que tem de positivo à sua volta e nos ajustamentos que poderia fazer à sua vida para se sentir mais preenchido.
Perceba que existem sempre mais opções do que aquelas que são óbvias.
Cuide do seu corpo e da sua mente. Um cérebro exausto, desnutrido e desidratado entra em estados de desespero. Nutrição, hidratação, sono e movimento físico são intervenções neuro-biológicas para melhorar a saúde mental.
Encontre pequenas âncoras de vida. Não são sempre grandes propósitos que salvam. Às vezes, é um animal de estimação, um amigo, uma música, uma frase, um desenho, um objectivo simples para o dia seguinte. Cada pequena âncora é um fio que segura a vida até que o sistema motivacional se restabeleça.
Seja paciente e bondoso consigo mesmo.
Procure a ajuda de um psicólogo e “não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.” A maioria dos pacientes em contexto de consulta refere que gostaria de ter procurado ajuda mais cedo. Se não consegue sozinho descomplique e peça ajuda.
🇵🇹 PORTUGAL // PARLAMENTO // ESTATUTO DA PESSOA IDOSA
O parlamento aprovou esta sexta-feira o texto final relativo ao Estatuto da Pessoa Idosa, com os votos contra do Partido Comunista (PCP) e os votos a favor dos restantes partidos e deputados únicos.
O Estatuto havia sido aprovado em 17 de Janeiro de 2025, no parlamento, na altura com os votos contra do PCP e a abstenção do Bloco de Esquerda, depois de a proposta de lei do Governo ter sido aprovada em Conselho de Ministros em Outubro de 2024.
Na altura, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social explicou que o objectivo do documento é reunir num mesmo instrumento jurídico um conjunto de direitos já vigentes, ao mesmo tempo que cria políticas públicas que promovem um envelhecimento activo e valorizado por toda a sociedade.
Na sequência dessa aprovação na Assembleia da República, o documento seguiu para a ser discutidos na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, de onde saiu o texto final votado esta sexta-feira.
De acordo com o documento aprovado esta sexta-feira, o Estatuto da Pessoa Idosa aplica-se a todas as pessoas idosas residentes em território nacional, definindo que “é da responsabilidade da família, da comunidade e do Estado assegurar à pessoa idosa a efectivação do direito a uma vida digna, à cidadania, e à convivência familiar, social e comunitária”.
Um dos princípios gerais define que a garantia dos direitos das pessoas idosas tem como pressuposto “a prioridade da permanência da pessoa idosa na sua própria residência”, a garantia de acesso a serviços de saúde e de apoio social ou o atendimento prioritário nas entidades públicas e privadas com atendimento ao público.
O Estatuto traz reunidos e sistematizados um conjunto de direitos, princípios e garantias para assegurar a autonomia, qualidade de vida e segurança da população idosa.
Inclui um conjunto de direitos que vão desde a protecção da integridade e combate à violência, à saúde e protecção social, passando pela cultura, educação, lazer, habitação e mobilidade.
No que diz respeito à habitação, por exemplo, refere que a pessoa idosa tem direito a viver numa habitação condigna, adequada às suas necessidades e condições de vida, e que não pode ser discriminada no acesso ao arrendamento devendo ser asseguradas medidas de protecção para arrendatários idosos.
Em matéria de educação, define que “todos os programas de ensino formal vocacionados para a cidadania devem conter matérias relacionadas com o processo de envelhecimento e longevidade, de forma a eliminar preconceitos e a produzir conhecimento sobre o envelhecimento”.
O documento inclui também referências ao apoio domiciliário, definindo que cabe ao Estado apoiar a criação e comparticipação de respostas sociais que privilegiam a autonomia da pessoa idosa e o papel dos cuidadores informais, bem como de cuidados de apoio no domicilio.
Acautela igualmente a protecção da integridade e combate à violência, apontando que “a pessoa idosa deve ser protegida contra qualquer forma de negligência, discriminação, violência, opressão ou abandono”.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou que Portugal será afectado por chuva persistente durante o fim de semana, principalmente nas regiões montanhosas do Norte e do Centro do país.
O meteorologista Pedro Sousa, do IPMA, afirma à CNN Portugal, no entanto, que apesar da chuva constante, “a precipitação não será muito intensa nem haverá riscos de cheias rápidas”.
A região noroeste poderá sofrer de “eventuais subidas do caudal de bacias hidrográficas”, acrescenta.
Os distritos de Braga, Viana do Castelo, Vila Real e ainda o Porto e Viseu estarão sob aviso amarelo no sábado devido à precipitação.
Toda a zona litoral do país será também afectada por agitação marítima, tendo o IPMA decretado aviso laranja entre as 12:00 e as 18:00 de sábado para os distritos a norte de Lisboa.
A região Sul será pouco afectada pela precipitação e o arquipélago da Madeira não será afectado pela depressão Davide.
Nos Açores haverá um aviso amarelo durante o sábado devido à chuva que se manterá no Grupo Oriental durante o domingo.
O IPMA anunciou que a temperatura vai aumentar a partir de sábado na generalidade do território, podendo o Porto chegar aos 17ºC, Lisboa aos 18ºC e Faro aos 19ºC, e diminuirá depois ligeiramente no domingo.
A partir de 10 de Abril de 2026, todas as garrafas e latas de bebidas vão incluir um depósito de cerca de 10 cêntimos, reembolsado quando o consumidor devolver a embalagem, avança o Diário de Notícias, que adianta que o Sistema de Depósito e Retorno (SDR), que pretende aumentar a reciclagem num país que apresenta a terceira pior taxa de circularidade da União Europeia.
O sistema permitirá a devolução em 2500 máquinas automáticas e mais de oito mil pontos de recolha manual. A implementação, orçada entre 100 e 150 milhões de euros, exigirá às empresas a adaptação de preços, códigos de barras e embalagens, além de sistemas informáticos capazes de processar devoluções feitas em locais diferentes dos pontos de venda.
O novo modelo abrange supermercados, restaurantes, cafés e hotéis, num total de cerca de 80 mil pontos de venda no sector HoReCa. Já aderiram 12 mil lojas tradicionais. As embalagens recolhidas serão encaminhadas para reciclagem de alta qualidade através de seis centros SDR e unidades de triagem em Lisboa e Porto. Estão ainda previstos 50 quiosques automáticos.
O objectivo é reduzir resíduos urbanos, evitar emissões de CO² e incentivar os consumidores a mudarem hábitos num país onde apenas 3% dos materiais utilizados são reciclados.
A ministra do Trabalho afirmou esta sexta-feira, no Parlamento, que as pensões mais baixas deverão ter um aumento de 2,79% em 2026 e que a atribuição de um suplemento extraordinário dependerá da folga orçamental.
Na audição no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), a ministra reiterou que o Governo vai “proceder ao aumento das pensões à taxa legal” e “havendo folga orçamental” atribuir um novo suplemento extraordinário aos pensionistas com reformas mais baixas.
Palma Ramalho indicou ainda que, com base nos “dados mais recentes” do INE as pensões mais baixas, isto é, até dois IAS (o equivalente a 1.045 euros] “deverão ter um aumento de 2,79%, ou seja, 0,5 pontos acima da inflação de 2025”. Segundo a ministra, esta actualização abrange cerca de 90% dos pensionistas.
Nove distritos de Portugal continental vão estar na sexta-feira sob aviso laranja (o segundo mais grave) devido à previsão de chuva forte e persistente, determinou esta sexta-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga são os distritos sob aviso laranja durante o dia de sexta-feira, porque se prevê “precipitação persistente e por vezes forte”, segundo o IPMA, que anteriormente tinha informado que estes territórios estariam sob aviso amarelo (o menos grave de uma escala de três).
Segundo informação do IPMA, outros três distritos vão estar na sexta-feira sob aviso amarelo, designadamente Santarém, Leiria e Castelo Branco.
De acordo com anterior comunicado do instituto responsável pela emissão de avisos meteorológicos, o distrito de Faro esteve esta quarta-feira, entre as 07:43 e as 10:00, sob aviso vermelho (o mais grave) devido à chuva intensa, sendo que esse aviso passou a laranja, até às 15:00.
Além disso, Faro está, até às 15:00, sob aviso amarelo devido à previsão de trovoadas frequentes e dispersas, assim como “vento do quadrante sul, com rajadas da ordem de 70/80 km/h [quilómetros por hora], em especial no litoral e nas serras”.
Entre os 18 distritos de Portugal continental, também Évora, Setúbal e Beja estão, até às 15:00, sob aviso laranja por causa da “precipitação persistente e forte, por vezes acompanhada de trovoada e rajadas fortes”, indicou o IPMA.
Durante a manhã desta quarta-feira, até às 12:00, estiveram sob aviso amarelo devido à chuva os distritos de Santarém e Lisboa, situação que se regista, até às 15:00, em Castelo Branco e Portalegre, de acordo com o instituto.
Os avisos do IPMA – vermelho, laranja e amarelo – são emitidos quando existe uma situação meteorológica de risco, que pode ser avaliada como de risco elevado, moderado ou reduzido.
A Protecção Civil registou, até às 12:00, 1.147 ocorrências em todo o país devido ao mau tempo, sobretudo inundações, concentradas na Grande Lisboa, Península de Setúbal e Algarve, disse à agência Lusa o comandante Elísio Pereira.
Em declarações à Lusa, pelas 12:30, o responsável da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) referiu que foram registadas 700 ocorrências relacionadas com inundações, sendo que 658 ocorreram no distrito de Lisboa.
Na terça-feira, a ANEPC alertou para a possibilidade de inundações em zonas urbanas e cheias nos próximos dias devido às previsões de chuva e vento forte, pedindo à população que adopte medidas preventivas.