279: Mais 22 concelhos juntam-se aos 68 abrangidos por situação de calamidade

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🇵🇹 PORTUGAL // DEPRESSÃO KRISTIN // CALAMIDADE

Muitos dos concelhos abrangidos reclamavam esta inclusão perante a dimensão dos estragos do mau tempo. Passam a estar incluídos no quadro normativo de apoios e de medidas de excepção.

Danos numa estrada em Arruda dos Vinhos, na sequência do mau tempo. É um dos concelhos que se junta à lista
Foto: Reinaldo Rodrigues

Mais 22 concelhos juntaram-se aos 68 municípios abrangidos pela situação de calamidade decretada pelo Governo em Janeiro nas zonas afectadas pela depressão Kristin, aos quais se aplicarão os mesmos apoios, segundo um despacho publicado esta quarta-feira, 25 de Fevereiro, em Diário da República.

A situação de calamidade para 68 concelhos de Portugal continental, primeiro decretada em 29 de Janeiro e depois prolongada, terminou em 15 de Fevereiro, assim como a isenção das portagens nos territórios afectados.

No despacho publicado em Diário da República esta quarta-feira, o Governo recorda que a resolução aprovada no final de Janeiro autorizava os membros do Governo responsáveis pelas áreas da Economia e da Administração Interna a identificar outros concelhos além dos 68 inicialmente colocados em situação de calamidade.

Assim, a esses 68 municípios juntam-se agora outros 22 concelhos “não abrangidos pela zona de impacto da ciclo-génese explosiva, que sofreram efeitos graves da tempestade Kristin, decorrentes de cenários de cheia”, aos quais “se aplicará o quadro normativo de apoios e de medidas de excepção criado em resposta à situação de calamidade”.

Os 22 concelhos são: Alcoutim, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Anadia, Arganil, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Baião, Benavente, Cartaxo, Castelo de Paiva, Chamusca, Coruche, Faro, Mafra, Monchique, Mortágua, Oliveira do Hospital, Salvaterra de Magos, Sobral de Monte Agraço e Tábua.

No diploma, o Governo relembra que durante os meses de Janeiro e Fevereiro, o território continental foi “sucessivamente afectado por vários fenómenos meteorológicos intensos e anómalos, que resultaram num cenário de precipitação persistente e com implicações profundas na estabilidade das regiões afectadas”.

“O alinhamento de tempestades culminou com a tempestade Kristin, com incidência crítica na madrugada de dia 28 de Janeiro causada pela formação de uma ciclo-génese explosiva, com vento e precipitação intensos e de evolução rápida provocando danos significativos em vários concelhos do território”, lê-se no despacho.

A “excepcionalidade e a gravidade deste contexto meteorológico”, é ainda referido, deram origem a “fenómenos complementares como cheias graves e desabamentos de terra que agravaram os danos significativos em habitações, infra-estruturas críticas, equipamentos públicos, empresas, instituições sociais, bem como em património natural e cultural”.

A situação de calamidade é o mais grave de três estados e, de acordo com a legislação “pode ser declarada quando, face à ocorrência ou perigo de ocorrência de acidente grave e/ou de catástrofe, e à sua previsível intensidade, se reconhece a necessidade de adoptar medidas de carácter excepcional destinadas a prevenir, reagir ou repor a normalidade das condições de vida nas áreas atingidas pelos seus efeitos”.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25.02.2026

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276: Troço da A14 na Figueira da Foz sem previsão de reabertura

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🇵🇹 PORTUGAL // FIGUEIRA DA FOZ // AUTO-ESTRADAS

A circulação nos dois sentidos daquele troço com cerca de oito quilómetros (km) foi cortada ao trânsito há 21 dias.

Reinaldo Rodrigues

O troço da autoestrada 14 (A14) entre a autoestrada 17 (A17) e o nó de Santa Eulália, no município da Figueira da Foz, não tem previsão de reabertura, face aos danos causados pelas cheias, informou esta terça-feira, 24 de Fevereiro, a concessionária.

A circulação nos dois sentidos daquele troço com cerca de oito quilómetros (km) foi cortada ao trânsito na madrugada de dia 03, cumprem-se esta terça-feira 21 dias (três semanas), devido à subida das águas nos campos agrícolas adjacentes do vale do Mondego, e não voltou a ser reaberta.

A Brisa Concessão Rodoviária (BCR) disse à Lusa que “o corte de plena via na A14 mantém-se devido à realização de trabalhos de avaliação do estado da infra-estrutura, designadamente aterros e órgãos de drenagem, na sequência da subida da cota da água e subsequente submersão da plataforma ao longo de vários dias”.

A fonte oficial da Brisa disse ainda que assim que aqueles parâmetros forem avaliados internamente, “e após avaliação técnica externa, pelas entidades competentes”, estará em condições de reabrir a circulação na A14.

No entanto, “nesta fase, ainda não é possível antecipar a data de reabertura”, vincou a BCR.

Os primeiros 13 km da A14 (entre a Figueira da Foz e o nó de Santa Eulália, acesso oeste a Montemor-o-Velho e norte à povoação da Ereira, no distrito de Coimbra) abriram ao trânsito em 1994, então ainda como parte integrante do Itinerário Principal 3 (IP3).

Só em 2001 aquele troço original passou a fazer parte da A14, (autoestrada que liga a Figueira da Foz ao nó de Coimbra-Norte da A1) mantendo, até hoje, o seu carácter gratuito.

A partir de Montemor-o-Velho, o acesso alternativo à Figueira da Foz, para quem circula de e para Coimbra e localidades intermédias, faz-se pela antiga estrada nacional (EN) 111 e tem vindo a criar constrangimentos de trânsito, nomeadamente à passagem pelas localidades de Maiorca (na freguesia com o mesmo nome) e Caceira (Alhadas).

Em Maiorca, a Lusa constatou o aumento exponencial do tráfego automóvel e de veículos pesados, especialmente no atravessamento da povoação, ao início da manhã e final da tarde.

O aumento do volume de tráfego faz-se ainda sentir nos cerca de 2 km entre o nó de Santa Eulália e aquela vila do Baixo Mondego, na recta conhecida como Pontes de Maiorca.

O trajecto por esta via de dois sentidos, ladeada por vegetação – construída vários metros acima dos campos de arroz e com marcações no pavimento que não resistiram ao passar dos anos – implica atravessar cinco pontes, todas edificadas pela antiga Junta Autónoma das Estradas, três em 1937 e outras duas em 1940, ainda antes do primeiro Plano Rodoviário Nacional datado de 1945.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24.02.2026

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206: Sim, voltámos a falhar

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🇵🇹 OPINIÃO

A depressão Kristin não arrancou só vidas, telhados, árvores, postes de alta tensão, mas deixou também expostas as falhas de um Estado que voltou a não estar à altura num momento crítico. Quando foi ao terreno, Marcelo Rebelo de Sousa quis passar a mensagem de que, desta vez, não se terá tratado de uma falta de prevenção.

Permita-me discordar, Sr. Presidente: foi precisamente o que aconteceu. Falhamos, uma e outra vez, por falta de prevenção nas políticas públicas, por falta de escolhas responsáveis ao longo de anos, capazes de preparar o país para fenómenos que já não podem ser tratados como inesperados.

Prevenir não se resume a alertas meteorológicos a avisar que vem aí tempestade. É garantir que as infra-estruturas não fiquem desajustadas a fenómenos climáticos cada vez mais extremos, como apontou (e bem) o Presidente da República.

É investir em redundância nas comunicações móveis, geradores, redes eléctricas mais resilientes, reforço de meios técnicos e humanos. Tudo isto implica muito dinheiro? Sim. Mas implica sobretudo fazer as escolhas políticas certas, para não perpetuarmos a incompetência e a impreparação que corroem a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado.

Ao longo de décadas, Portugal foi abandonando o investimento público sustentado, a manutenção das infra-estruturas e o reforço da capacidade de resposta do Estado. O resultado é evidente: estamos vulneráveis aos “azares” que inevitavelmente acontecem, apesar dos alertas científicos repetidos que, na prática, continuamos a ignorar. Uma postura próxima da irresponsabilidade dos populistas e negacionistas que criticamos (os quais, depois, são lestos a explorar as consequências dos fenómenos que fingem não existir).

Por isso, voltámos a falhar, sim. Mas a essa incapacidade estrutural do País juntaram-se também falhas graves na resposta concreta a esta crise. Não existiu um sistema eficaz de alerta e prontidão. Demorou-se a perceber a verdadeira dimensão dos estragos, num país que, administrativamente, continua a não enxergar para lá do umbigo centralista.

A resposta foi desarticulada, sem uma mobilização nacional à altura, deixada à iniciativa de cada município e da própria sociedade civil, que, consciente do indecoro do Estado, se desdobra em iniciativas de apoio e voluntariado.

Tivemos ministros mais preocupados com vídeos de promoção pessoal, desfiles de vaidades em frente às câmaras, outros inexplicavelmente desaparecidos de combate e uma comunicação institucional tão fiável quanto a do SIRESP que, pasme-se, voltou a registar falhas. O estado de calamidade teve de esperar pelo Conselho de Ministros do dia seguinte, a Comissão Nacional de Protecção Civil reuniu-se só este domingo (cinco dias depois), e milhares de pessoas continuam sem luz, água ou comunicações.

A depressão Kristin deixou um rasto de destruição material que vai levar muito tempo a consertar e uma tarefa ainda mais difícil pela frente: reparar a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado.

Diário de Notícias
Rui Frias
Editor-Executivo Adjunto do Diário de Notícias
02.02.2026

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204: Todos os distritos de Portugal Continental e Açores sob aviso amarelo até terça-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga encontram-se sob aviso laranja entre as 15h00 de segunda-feira, 2 de Fevereiro, e as 02h00 de quarta-feira, dia 4.

Global Imagens

Dez distritos de Portugal continental vão estar sob aviso laranja, o segundo mais elevado, entre segunda e quarta-feira, devido a agitação marítima, anunciou este domingo, dia 1 de Fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga encontram-se sob aviso laranja entre as 15h00 de segunda-feira e as 02h00 de quarta-feira.

Nestes distritos prevêem-se “ondas de noroeste com cinco a seis metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima”, lê-se num comunicado do IPMA.

Todos os distritos de Portugal Continental e o arquipélago dos Açores vão estar sob aviso amarelo por diferentes motivos – agitação marítima, precipitação, neve e vento – em distintos períodos entre este domingo e terça-feira, ainda de acordo com o IPMA.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Protecção Civil, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de hoje para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01.02.2026

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201: Sobe para nove número de vítimas da depressão Kristin. 180 mil clientes da E-Redes ainda sem energia

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🇵🇹 PORTUGAL // DEPRESSÃO KRISTIN // ESTRAGOS

Passagem da depressão Kristin por Portugal continental deixou rasto de destruição em Leiria, Coimbra e Santarém. Situação de calamidade foi decretada até à meia-noite deste domingo em 60 municípios.

Primeiro-ministro em visita à região de Leiria.
Paulo Novais / Lusa

Encerrada ponte de Louredo no rio Mondego em Vila Nova de Poiares

A Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares informou hoje que a ponte de Louredo, sobre o rio Mondego, está encerrada ao trânsito devido ao previsível aumento do caudal.

“O Serviço Municipal de Protecção Civil informa que a ponte de Louredo, no rio Mondego, que liga a ER110 [Estrada Regional 110] à EN2 [Estrada Nacional 2] foi encerrada ao trânsito devido ao previsível aumento do caudal do rio”, anunciou.

Nas redes sociais, o executivo municipal liderado por Nuno Neves adiantou que a decisão “foi tomada em articulação com o Município de Vila Nova de Poiares, GNR [Guarda Nacional Republicana] e restantes autoridades”.

“A ligação alternativa entre as duas margens é a ponte de Penacova”, também no distrito de Coimbra.

Lusa

Doze pessoas foram retiradas das habitações por segurança em Vila de Rei

Doze pessoas foram retiradas das suas casas em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, por motivos de segurança e o fornecimento de energia eléctrica está restabelecido em cerca de 90% do concelho.

“Os serviços de telecomunicações encontram-se em fase de reposição, nomeadamente o serviço de fibra óptica, o abastecimento de água foi totalmente restabelecido e o acesso a todas as aldeias do concelho encontra-se assegurado”, explicou, numa nota publicada nas suas redes sociais, o município de Vila de Rei.

Na sequência da passagem da depressão Kristin pelo concelho de Vila de Rei, continuam a decorrer, no terreno, diversos trabalhos com o objectivo de minimizar os seus efeitos e restabelecer a normalidade no território.

“O fornecimento de energia eléctrica encontra-se restabelecido em cerca de 90% do território concelho, subsistindo ainda alguns constrangimentos em determinadas localidades. Estão a ser desenvolvidos todos os esforços para que o serviço seja reposto com a maior brevidade possível”.

A autarquia tem ainda equipas no terreno a fazer a identificação e acompanhamento de pessoas desalojadas, isoladas ou em situação de maior vulnerabilidade.

Caso as condições meteorológicas não originem novos danos, prevê-se que os estabelecimentos de ensino – Creche Municipal, Jardim de Infância Municipal e Escola Básica e Secundária do Centro de Portugal – retomem o seu funcionamento a partir de segunda-feira, assim como os serviços municipais.

Lusa

180 mil clientes da E-Redes ainda sem energia às 08h00

Cerca de 180 mil clientes da E-Redes continuavam este domingo, 1 de Fevereiro, às 08h00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada da passada quarta-feira.

Comparativamente com os dados da E-Redes de sábado às 19h00 (quando havia 187 mil clientes sem luz), há agora mais 7.000 clientes com energia eléctrica.

Do total de clientes que estavam hoje às 08h00 sem luz, a maior parte é da zona de Leiria, no total de 127 mil (eram 130 mil no sábado ao fim da tarde).

Os restantes clientes sem luz encontravam-se hoje nas zonas de Santarém (30.000 clientes sem luz), Coimbra (7.000) e Castelo Branco (13.000).

Os clientes da E-Redes correspondem a pontos de entrega de energia como habitações, empresas ou lojas com ligação eléctrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que está a ser afectada.

Lusa

Morreu mais um homem em Leiria

Morreu mais uma pessoa na sequência dos efeitos da depressão Kristin, em Monte Real, Leiria. Trata-se de um homem de 74 anos que morreu intoxicado por monóxido de carbono libertado por um gerador. A informação foi confirmada aos jornalistas pela GNR de Leiria.

O alerta da ocorrência, na localidade de Segodim, chegou às autoridades pelas 2h30.

Ontem, sábado, um homem de 73 anos morreu ao cair do telhado que estava a reparar, no concelho da Batalha, distrito de Leiria.

Ontem, até às 13 horas, a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria dava conta de que mais de 400 pessoas deram entrada nas urgências do hospital de Leiria com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução na sequência da depressão Kristin.

Fundo de Emergência da Cáritas de Leiria com 250 mil euros em menos de 48 horas

O Fundo de Emergência Social de Apoio às Vítimas da Tempestade Kristin criado pela Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima atingiu 250 mil euros em menos de 48 horas, disse hoje à agência Lusa o director de serviços.

“A Cáritas Diocesana de Leiria encontra-se com grandes dificuldades em aceder à conta, tendo em conta também os grandes problemas com as telecomunicações. Contudo, já poderemos afirmar com toda a certeza, que já angariámos cerca de 250 mil euros”, declarou Nelson Costa.

O fundo, financiado por donativos recolhidos por MB WAY, transferência bancária ou donativo ‘online’, foi criado na sexta-feira à tarde após a Cáritas ter participado numa reunião da Protecção Civil com o Município de Leiria, e em sintonia com o bispo diocesano, José Ornelas.

Segundo este responsável, no decorrer da próxima semana, o objectivo é “entrar em contacto com os diversos municípios que fazem parte da área geográfica da Diocese de Leiria-Fátima”.

“Vamos criar uma equipa multidisciplinar, composta por elementos da Cáritas Diocesana de Leiria e com outros elementos dos concelhos vizinhos”, adiantou Nelson Costa.

O director de serviços esclareceu ainda que vai ser feito “um levantamento efectivo das necessidades das pessoas, a nível de habitações e tudo o mais”, para depois esta entidade “canalizar, da melhor forma, e dignificar também o dinheiro” que lhe foi confiado e evitar erros do passado.

Questionado sobre que tipo de ajudas chegam à Cáritas, Nelson Costa exemplificou com alimentos.

“O Município de Leiria já suspendeu a recolha de bens alimentares e de produtos de higiene. A Cáritas Diocesana de Leiria não o fez, porque a nossa área de intervenção não é só Leiria, mas também os outros concelhos vizinhos”, como Batalha, Marinha Grande, Porto de Mós, Ourém ou parte de Pombal, explicou.

No sábado, a pedido de uma entidade pública de Alvaiázere, foram encaminhados bens para cerca de 30 pessoas, referiu.

Lusa

Câmara da Sertã recolhe lonas e plásticos para cobertura de estruturas

O município da Sertã, no distrito de Castelo Branco, está a realizar uma recolha de lonas e plásticos para cobertura de estruturas face às necessidades sentidas por muitas pessoas que viram destelhadas as suas habitações.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara Municipal da Sertã informa que os materiais podem ser entregues nos estaleiros municipais, situados na zona industrial da vila, todos os dias, incluindo fins de semana, entre as 8h00 e as 17h00.

Segundo o último ponto de situação no terreno avançado pela autarquia, relativamente ao abastecimento de água, os problemas mais críticos localizam-se em Herdade, Santo Abril e Santa Rita.

“Por todo o concelho, vão surgindo novas rupturas que vão sendo reparadas. Um ponto crítico é a Foz da Sertã, dado que o trajecto até ao depósito ainda não está acessível, mas que ficará resolvido durante o dia hoje”.

Há ainda problemas com o abastecimento de água no Painho, Casal da Escusa, Viseu Fundeiro e Carvalhal, que serão resolvidos após a limpeza dos acessos aos depósitos.

“Há outros locais que poderão, entretanto, ficar sem água, mas serão prontamente abastecidos”.

Relativamente ao fornecimento de luz eléctrica, há geradores a ligar partes das localidades de Troviscal, Cabeçudo e Cernache do Bonjardim.

“Em Cernache do Bonjardim está a ser reposta a ligação de uma fase ligada por média tensão. Ainda hoje será fornecida energia, através de gerador, às localidades de Várzea dos Cavaleiros, Cumeada e Figueiredo”.

A autarquia salientou que também as localidades de Castelo e Pedrogão Pequeno terão abastecimento através de gerador muito em breve.

A Estrada Nacional (EN) 238, entre Cernache do Bonjardim e Vale da Ursa está transitável, o mesmo acontece com a estrada entre o Brejo da Correia e Porto dos Fusos estando em curso os trabalhos de desobstrução.

Lusa

CP retoma serviço Intercidades entre Coimba B e Guarda

A circulação ferroviária de Intercidades na Linha da Beira Alta entre Coimbra B e Guarda é retomada este domingo, 1 de Fevereiro, disse a CP em comunicado.

O primeiro comboio deste serviço parte de Coimbra B às 9h40, segundo a actualização publicada no ‘site’ da CP no sábado à noite.

A empresa disse ainda que já foi reposto o serviço regional entre Entroncamento e Soure.

Apesar de virem sendo retomados alguns serviços de comboios, há vários outros afectados pela tempestade de quarta-feira que continuam suspensos e para já sem previsão de retoma.

Assim, mantém-se suspensa a circulação nos comboios urbanos de Coimbra, na Linha do Norte entre Braga e Lisboa, na Linha do Douro entre Régua e Pocinho e na Linha do Oeste.

Devido a estas suspensões, também está suspensa a venda para viagens em comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte para o dia de hoje.

Lusa

Pombal garante qualidade da água e divulga localização de fontanários

A Câmara de Pombal, município do distrito de Leiria gravemente afectado pelo mau tempo, garante a qualidade da água da rede pública e divulga fontanários disponíveis para a população.

“Os Serviços Municipais de Pombal informam que a água da rede pública no concelho de Pombal se encontra própria para consumo humano, cumprindo integralmente todos os parâmetros legais de qualidade”, refere o município numa publicação nas redes sociais.

Segundo a autarquia, “a água distribuída na rede pública mantém-se dentro dos padrões habituais” e os “valores de cloro residual livre e de pH encontram-se conformes à legislação aplicável”.

“Foram reforçados os procedimentos de monitorização e serão feitas análises à água para confirmação do restabelecimento da normalidade”, assegura.

Para a população que ainda não tem água, na cidade de Pombal estão localizados fontanários no Largo do Arnado (perto da Farmácia Vilhena), Praça Faria da Gama (nas imediações do edifício da Junta de Freguesia) e Largo das Laranjeiras.

A autarquia informa ainda que existem torneiras no Largo do Cardal, perto da loja de brinquedos Casa Bebé.

Na semana passada, a Direcção-Geral da Saúde alertou para riscos na segurança da água e dos alimentos após a depressão Kristin e os cortes de energia, recomendando cuidados no consumo, na alimentação e no saneamento para proteger a saúde da população.

Lusa

Dez distritos sob aviso laranja no início da semana devido a agitação marítima

Dez distritos de Portugal continental vão estar sob aviso laranja, o segundo mais elevado, entre segunda e quarta-feira, devido a agitação marítima, anunciou este domingo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga encontram-se sob aviso laranja entre as 15h00 de segunda-feira e as 02h00 de quarta-feira.

Nestes distritos prevêem-se “ondas de noroeste com cinco a seis metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima”, lê-se num comunicado do IPMA.

Todos os distritos de Portugal Continental e o arquipélago dos Açores vão estar sob aviso amarelo por diferentes motivos – agitação marítima, precipitação, neve e vento – em distintos períodos entre hoje e terça-feira, ainda de acordo com o IPMA.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Lusa

Primeiro-ministro convoca Conselho de Ministros extraordinário

O Governo reúne-se em Conselho de Ministros extraordinário este domingo, 1 de Fevereiro, a partir das 10h00 na Residência Oficial do Primeiro-Ministro. Na agenda está a situação de calamidade decretada em 60 municípios do país, o “acompanhamento e adopção de medidas de prevenção e assistência perante os eventos climatéricos extremos (incluindo os dos próximos dias)” e a “recuperação e reconstrução das zonas afectadas”, de acordo com o comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

No final da reunião Luís Montenegro fará uma declaração aos jornalistas.

Diário de Notícias
Carla Alves Ribeiro
01.02.2026

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199: Grupo de voluntários lança plataforma TempestadeSOS para ajudar vítimas da depressão Kristin

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🇵🇹 PORTUGAL // DEPR

Plataforma, criada em menos de uma hora, faz o ‘match’ entre quem precisa e quem pode ajudar, privilegiando a ligação entre pessoas da mesma zona geográfica

Cheias perto de Coimbra
Reinaldo Rodrigues

Um grupo de voluntários lançou a plataforma Tempestadesos.com para apoiar as vítimas da depressão Kristin e acelerar a resposta às necessidades mais urgentes. “O projecto é solidário e a missão é não deixar ninguém para trás”, dizem em comunicado.

A Tempestadesos.com foi desenhada para responder às necessidades essenciais – bens essenciais, alojamento temporário, apoio logístico ou técnico, geradores e combustíveis, materiais de construção, apoio às comunicações ou outros recursos -, e permite que qualquer pessoa possa pedir ajuda em apenas dois minutos ou oferecer apoio.

A plataforma faz o match entre quem precisa e quem pode ajudar, privilegiando a ligação entre pessoas da mesma zona geográfica, explicam na mesma nota.

Sob o mote “Um movimento de pessoas por pessoas. Aqui ninguém fica para trás”, a Tempestadesos.com nasceu em menos de uma hora, desenvolvida por uma equipa de voluntários especialistas Inteligência Artificial e Comunicação, que decidiu agir de forma imediata perante a dimensão dos danos e o rasto de destruição causados pelas intempéries.

Ao combinar tecnologia, inteligência artificial e comunicação de crise, a plataforma pretende reduzir tempos de resposta, evitar duplicação de esforços e potenciar a solidariedade organizada.

“Acreditamos que, em momentos de emergência, a rapidez salva mais do que recursos — salva dignidade, segurança e esperança”, sublinha o grupo de voluntários.

Este grupo já participou noutros movimentos de solidariedade, como a Cama Solidária, durante a pandemia, onde colocaram centenas de caravanas ao serviço de profissionais de saúde, o Computador Solidário, que permitiu a doação de centenas de computadores a pessoas carenciadas, e o Portugal sem Chamas, em 2025.

Diário de Notícias
Sónia Santos Pereira
30.01.2026

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196: Cuidados com a água e os alimentos após depressão Kristin: os conselhos da DGS

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🇵🇹 PORTUGAL // DGS // CUIDADOS ESSENCIAIS

Autoridade de saúde apela à adopção de medidas preventivas e comportamentos seguros e emite recomendações a ter com consumo de água e de alimentos, bem como no saneamento.

Depressão Kristin deixou milhares de casas sem eletricidade e água potável
CARLOS BARROSO/LUSA

A Direcção-Geral da Saúde alerta para riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia, recomendando cuidados no consumo, na alimentação e no saneamento para proteger a saúde da população.

A DGS emitiu um conjunto de recomendações na sequência da tempestade que afectou várias regiões do país na madrugada que quarta-feira, provocando falhas no fornecimento de energia eléctrica que ainda se mantêm em algumas localidades, o que pode comprometer a qualidade da água para consumo e a segurança dos alimentos.

Situações como esta têm impacto na segurança dos alimentos conservados no frigorífico e no congelador, assim como na qualidade da água, especialmente em áreas onde o abastecimento depende de sistemas eléctricos”, alerta em comunicado.

Para reduzir estes riscos, a autoridade de saúde apela à adopção de medidas preventivas e comportamentos seguros.

Água

A Direcção-Geral da Saúde lembra que deve ser evitado o consumo de água de fontes que não estão ligadas à rede pública de abastecimento, como poços ou minas, por poderem estar contaminadas.

A DGS aconselha a população a não beber água da torneira, lavar alimentos ou escovar os dentes com essa água, a menos que exista confirmação oficial da sua segurança, devendo, sempre que possível, utilizar água engarrafada.

“Se não tiver água engarrafada, ferver a água durante 10 minutos antes de usar ou desinfectar com lixívia sem corantes, detergentes ou perfumes (cerca de 2 gotas por litro de água)”, recomenda, aconselhando ainda a população a lavar bem as mãos antes de manusear água tratada ou alimentos.

Saneamento

Relativamente ao saneamento, a autoridade recomenda que, sempre que possível, se continue a utilizar a sanita, mas evitar deitar água usada se a rede estiver inoperacional.

As águas residuais, como as provenientes da lavagem, não devem ser despejadas em solos ou ribeiros, devendo também o lixo doméstico e resíduos sanitários ser mantidos afastados de quaisquer fontes de água.

Alimentação

A DGS esclarece que, se a interrupção de energia no frigorífico não tiver ultrapassado as 12 horas, os alimentos poderão ter-se mantido em condições de segurança para consumo.

No caso dos hortícolas e fruta, como cenoura, tomate, couve, laranja ou limão, estes podem permanecer seguros mesmo para além desse período.

os congeladores conseguem manter os alimentos congelados até 48 horas, ou 24 horas se estiverem apenas meio cheios, desde que a porta permaneça fechada.

Segundo a DGS, alimentos que, após o restabelecimento da energia, ainda apresentem cristais de gelo ou se mantenham frios como se estivessem refrigerados poderão, na maioria dos casos, ser cozinhados ou voltarem a ser congelados.

“Os alimentos que estivam armazenados no frigorífico ou congelador, durante a interrupção de energia, devem ser consumidos ou confeccionados o mais rapidamente possível e confeccionados através de métodos que atinjam temperaturas elevadas (maiores que 75 °C)”, sublinha.

A DGS aconselha a população a avaliar os sinais de degradação dos alimentos, a não provar alimentos para verificar se estão bons e deitar fora qualquer alimento com cheiro, cor ou textura invulgar.

Outros conselhos

A DGS deixa ainda conselhos para a segurança da população durante tempestades como “não atravessar áreas inundadas a pé ou de carro”, porque as águas podem ser mais profundas e perigosas do que aparentam, e evitar contacto directo com águas das cheias.

Limpar e desinfectar superfícies que tenham estado em contacto com água da cheia, usar luvas e botas impermeáveis durante limpezas, não manusear aparelhos eléctricos enquanto houver água acumulada no interior da casa, remover, sempre que possível, água acumulada e materiais húmidos para reduzir o risco de bolor, são outros conselhos da DGS.

Apela ainda à população para evitar zonas com árvores instáveis ou estruturas danificadas, ter lanternas e pilhas acessíveis, seguir as instruções das autoridades e manter-se abrigado em locais seguros.

Pode consultar o guia completo da DGS no link abaixo:

https://www.dgs.pt/em-destaque/tempestade-kristin-cuidados-essenciais-e-comportamentos-seguros.aspx

Diário de Notícias
DN/Lusa
30.01.2026

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Operação “Limpar Leiria” arranca este sábado. Voluntários deverão levar luvas, pás, vassouras e outras ferramentas

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🇵🇹 PORTUGAL // OPERAÇÃO LIMPAR LEIRIA // DEPRESSÃO KRISTIN

O objectivo é limpar o estádio, o percurso Polis, algumas zonas do centro da cidade e criar “uma união fundamental para os próximos meses”. A entrega de bens para pessoas que foram atingidas pelo mau tempo está centralizada no pavilhão dos Pousos.

PAULO NOVAIS/LUSA

A Câmara de Leiria lança a campanha “Limpar Leiria”, a primeira acção de voluntariado para limpar a capital de distrito, iniciativa que decorre no sábado, 31 de Janeiro, disse à agência Lusa o presidente daquele município gravemente afectado pelo mau tempo.

“Depois daquilo que foi o estado em que ficou a cidade de Leiria, com muitos derrubes de árvores, telhas partidas, a cidade já tem uma parte importante das árvores de grande porte retiradas. No entanto, é necessário criar condições para que a nossa cidade, o mais rápido possível, volte a ser uma cidade limpa”, afirmou Gonçalo Lopes.

Segundo Gonçalo Lopes, a acção de voluntariado decorre no sábado, a partir das 10:00, junto ao Estádio Municipal, “com o objectivo de limpar o estádio, limpar o percurso Polis, algumas zonas do centro da cidade”.

Além da dimensão humana e solidária, pretende-se com a campanha “Limpar Leiria” criar “uma união fundamental para os próximos meses”, em que o concelho vai precisar “dos leirienses e dos portugueses” para reerguer a cidade, adiantou o autarca.

“É das primeiras acções de voluntariado que vamos lançar, uma vez que temos tido muitas solicitações de pessoas a quererem ajudar-nos”, declarou, pedindo aos voluntários para que levem luvas, pás, vassouras e outras ferramentas, porque o município não tem capacidade de distribuição.

No local, “um conjunto de voluntários irão coordenar esse trabalho, juntamente com a Ecoambiente, a empresa que faz a recolha do lixo”, explicou.

A duração da actividade, para a qual o município apela à participação, decorre durante o período da manhã.

“No período da manhã é o primeiro passo. Nós vamos ter a capacidade de poder envolver também os Escuteiros, os próprios adeptos da União de Leiria que estão preocupados com o estádio”, declarou.

O presidente da Câmara admitiu a repetição da iniciativa, que vai ser estendida “também às freguesias, desafiando as juntas de freguesia a fazerem essa mesma actividade de voluntariado”.

A entrega de bens para pessoas que foram atingidas pelo mau tempo está centralizada no pavilhão dos Pousos, próximo da cidade de Leiria.

“Desde ontem [quinta-feira] que temos um centro de apoio colocado no pavilhão dos Pousos, onde temos já recolhido alguns bens alimentares para as pessoas que não conseguiram ir aos supermercados que ainda estão a funcionar ou que precisem de alguma ajuda nessa parte”, afirmou à agência Lusa o vereador da Protecção Civil, Luís Lopes.

No mesmo local, é feita a “distribuição de lonas e plásticos para que as pessoas possam ir recolher e tapar os telhados que não têm condições agora para reparar”, referiu, pedindo às pessoas que queiram apoiar com bens para que se desloquem àquele pavilhão.

“Temos lá as nossas equipas que irão recebê-las e que irão depois acomodar as coisas”, adiantou o vereador.

O município anunciou também que no Balcão Único de Atendimento da Câmara Municipal vai estar, a partir das 10:00, um serviço de acção social e de tele-consultas.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Protecção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de Fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30.01.2026

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Mau tempo. “A dimensão dos prejuízos é brutal”, admite ministro da Presidência na Marinha Grande

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🇵🇹 PORTUGAL // MAU TEMPO // DEPRESSÃO KRISTIN

Na sequência do rasto de destruição causado pela depressão Kristin, o comissário europeu da Energia e Habitação desloca-se esta sexta-feira à Marinha Grande com o ministro da Presidência.

Reinaldo Rodrigues

Protecção Civil apela à disponibilização de geradores na região Oeste

O Sub-Comando de Emergência e Protecção Civil do Oeste apelou esta sexta-feira às entidades e cidadãos que tenham geradores sem uso para os disponibilizarem nos serviços municipais de Protecção Civil, de forma a garantir electricidade aos lares de idosos.

“Quem tiver geradores que possa disponibilizar, dirijam-se aos serviços municipais de Protecção Civil. Os bombeiros e hospitais têm geradores próprios, mas há lares com necessidades de garantir electricidade às camas de pessoas acamadas”, afirmou o comandante do Sub-Comando de Emergência e Protecção Civil do Oeste, Carlos Silva à Lusa.

Por seu lado, a presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste indicou que os centros de saúde da Lourinhã e de Sobral de Monte Agraço, que estiveram encerrados, reabriram depois de restabelecida a electricidade nas duas vilas.

Ainda assim, há “limitações de funcionamento nos centros de saúde de Campelos, São Mamede da Ventosa, Ponte do Rol e Silveira”, no concelho de Torres Vedras, devido à falta de electricidade ou de água.

Apesar dos esforços, “os maiores constrangimentos” prendem-se com a falta de electricidade na região, nomeadamente em Alcobaça e Nazaré, os concelhos mais afectados.

De acordo com a Protecção Civil, desde as 16h00 de terça-feira até agora, o número de ocorrência subiu para 1114, das quais 150 foram registadas desde as 12h00 de quinta-feira e estão relacionadas com limpezas motivadas por cortes de árvores (66), inundações (31) e deslizamentos de terras (6).

Devido às falhas de electricidade e às dificuldades de bombear água ao longo da rede, várias viaturas continuam a transportar água para os respectivos reservatórios para evitar que esta falte à população.

Os municípios de Alcobaça, Nazaré, Peniche, Óbidos, Lourinhã e Torres Vedras mantêm activados os seus planos municipais de emergência, uma situação que pode vir a ser alargada a outros concelhos da região, se vierem a constar entre os 60 concelhos onde o Governo declarou a situação de calamidade.

Questionado sobre a eventual falta de ajuda e apoio às populações, o responsável esclareceu que “os bombeiros e os serviços municipais de Protecção Civil têm conseguido chegar a todos, o que não tem acontecido com a E-redes” no que respeita à reparação da rede eléctrica.

Lusa

“A dimensão dos prejuízos é brutal”, admite ministro da Presidência na Marinha Grande

 O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, está na Marinha Grande com o comissário europeu da Energia e Habitação, Dan Joergensen, as ministras do Ambiente e da Cultura, Juventude e Desporto.

Leitão Amaro apelou para que a população siga os alertas para os próximos dias sobre os comportamentos adequados. “A chuva vai continuar, os solos estão saturados, pode voltar o vento. Portanto, os próximos dias continuam a ser de alerta e de adaptação”, disse.

Afirmou que estes “são dias em que damos todos os braços, nós, portugueses, e portugueses com os europeus para, juntos, reerguermos o país e reerguemos esta região centro”. “Vamos conseguir, com muito custo”, destacou.

“A dimensão dos prejuízos é brutal, como creio que todos podem observar, em todas as dimensões, desde as infra-estruturas públicas ao património natural”, declarou.

Leitão Amaro fez referência à “quantidade de árvores arrasadas” aos danos em equipamentos desportivos, escolares, nas casas particulares, nos equipamentos industriais e empresariais. “A situação é mesmo terrível nesta região”, vincou o governante, dando conta que o ministro da Economia e da Coesão Territorial está reunido com os autarcas das zonas afectadas. “Temos todas as forças no terreno e a fazer um esforço enorme”, assegurou.

“Precisamos deste apoio europeu. A vinda do senhor comissário, os contactos desde os primeiros momentos, a conversa com a senhora presidente da Comissão Europeia são muito importantes, a palavra de solidariedade da Comissão Europeia para nos ajudar”, destacou. “A Europa está ao nosso lado”, adiantou.

Cerca de 60% das infra-estruturas da GNR no distrito de Leiria afectadas mas operacionais

Cerca de 60% das infra-estruturas do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana foram afectadas pelo mau tempo, mas estão operacionais, disse hoje fonte da GNR, que ressalvou que esta situação está em fase de verificação.

Numa informação enviada à Lusa, a mesma fonte adiantou que a depressão Kristin “provocou diversos danos materiais e constrangimentos significativos na circulação rodoviária”, mas o Comando Territorial de Leiria “tem mantido um empenhamento permanente na resposta à situação em estreita articulação com as autoridades de Protecção Civil”.

“No âmbito desta actuação, os militares da GNR têm prestado apoio directo às entidades de Protecção Civil, nomeadamente através da desobstrução e limpeza de vias, assegurando condições mínimas de segurança e fluidez do trânsito nas zonas mais afectadas”, salientou.

Ao mesmo tempo, “têm sido desenvolvidas acções de desimpedimento de rodovias e outros acessos, permitindo o restabelecimento do acesso dos cidadãos às suas habitações e propriedades privadas, em situações condicionadas por quedas de árvores, detritos ou outros obstáculos”, referiu.

“Na sequência de inúmeros contactos efectuados por familiares preocupados com a situação de pessoas potencialmente isoladas ou residentes em locais de difícil acesso, os militares da GNR têm-se deslocado ao terreno para confirmar o estado de segurança e bem-estar desses cidadãos, assegurando o devido acompanhamento das situações sinalizadas”.

À população, o Comando Territorial de Leiria, cuja área de intervenção corresponde ao distrito de Leiria, pede a “adopção de comportamentos preventivos face às actuais condições meteorológicas e aos riscos associados, nomeadamente no que respeita à circulação rodoviária, ao risco eléctrico, à segurança das propriedades e ao cumprimento rigoroso das orientações transmitidas pelas forças de segurança e autoridades de Protecção Civil”.

“A GNR mantém-se no terreno, acompanhando de forma permanente a evolução da situação, apelando à colaboração de todos para minimizar riscos e garantir a segurança de pessoas e bens”.

Lusa

Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca
30.01.2026

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193: Depressão Kristin. Portugal pode accionar Mecanismo Europeu de Protecção Civil

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🇵🇹 PORTUGAL // DEPRESSÃO KRISTIN

A passagem das várias depressões meteorológicas em Portugal deixaram um vasto rasto de destruição um pouco por todo o território, com incidência na região centro. Para ajudar a ultrapassar situações de catástrofe, qualquer país da União Europeia pode pedir a activação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil.

A passagem das várias depressões meteorológicas em Portugal deixaram um vasto rasto de destruição um pouco por todo o território, com incidência na região centro. Para ajudar a ultrapassar situações de catástrofe, qualquer país da União Europeia pode pedir a activação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil.
© Foto: Paulo Cunha – Lusa

Este mecanismo tem por base o auxilio às populações através do envio de material, como geradores de emergência, bombas de água e até kits de primeiros socorros ou pessoal médico para ajudar o país atingido.Andrea Neves – Antena 1

O território afectado deve apresentar o pedido de auxílio à Comissão Europeia no prazo de 12 semanas a contar da ocorrência da catástrofe. O auxílio financeiro proposto pela Comissão deverá, em seguida, ser sujeito à aprovação do Conselho e do Parlamento Europeu.

As ajudas que Bruxelas pode dar, se Portugal pedir

Ouve-se falar mais desta possibilidade durante os incêndios mas o Mecanismo Europeu de Protecção Civil está disponível todo o ano e para todo o tipo de catástrofes.

Para ser activado é preciso que a Bruxelas chegue um pedido expresso de Portugal especificando as necessidades mais urgentes.

O mecanismo prevê o envio, por exemplo, de geradores. Foi o que fez o ano passado quando enviou 13 para a Irlanda depois da tempestade Eówyn que deixou 278 mil pessoas sem electricidade.

Também já foram enviados para a Ucrânia, mas neste caso por causa dos ataques russos terem danificado as infra-estruturas eléctricas do país.

Os países que podem vir a disponibilizar geradores só precisam de saber a voltagem e a quantidade. O que deve ser expresso no pedido, caso Portugal opte por os pedir.

A comissão europeia está atenta e o comissário com a pasta da energia já veio dizer, na rede social X, que Bruxelas está em contacto próximo com as autoridades portuguesas e com a Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de Electricidade porque a prioridade é que garantir a segurança e retorno da energia aos cidadãos prejudicados.

O Comissário tem uma visita a Portugal agendada para sexta-feira precisamente para analisar questões de energia e habitação.

Mas o Mecanismo Europeu de Protecção Civil, que ainda não recebei nenhum pedido de Portugal, pode também disponibilizar kits de primeiros socorros, equipamento médico e abrigos e bombas de água por exemplo.

A Comissão Europeia tem avançado com várias iniciativas para convocar os cidadãos para a prevenção sobretudo em caso de catástrofes naturais ou outras.

Bruxelas indica que todos os cidadãos devem ter em casa tudo o que precisarem para ser auto-suficientes por 72 horas o que inclui uma lanterna, um rádio, pilhas, comida, água e medicamentos básicos bem como algum dinheiro em numerário e fotocópias de documentos importantes.

Vários países da União Europeia já aconselharam os seus cidadãos a terem esse kit em casa ou num lugar seguro.

Mais tarde, e uma vez avaliados os danos, o governo português pode recorrer ao Fundo europeu de solidariedade para catástrofes que tem regras específicas.

Este fundo ajuda a cobrir custos de emergência, reparação de infra-estruturas, alojamento temporário e limpeza, demonstrando a solidariedade europeia.

Como regra geral, o FSUE pode conceder auxílio financeiro nos casos em que o total dos prejuízos directos provocados por uma catástrofe exceda 3 mil milhões de euros (a preços de 2011) ou 0,6 % do rendimento nacional bruto (RNB) de um país da UE, consoante o que for mais baixo.

RTP
Antena 1
29.01.2026

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