139: Água em Lisboa mais cara 17 cêntimos para a maioria dos clientes em 2026

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🇵🇹 PORTUGAL // ÁGUA // AUMENTO DE PREÇO

Segundo a EPAL, as tarifas foram actualizadas de acordo com previsão do índice harmonizado de preços no consumidor, publicado pela ERSAR, e foram aprovadas pela mesma Entidade para vigorar em 2026.

Foto: Unsplash

Os preços da água para os moradores de Lisboa vai aumentar em 17 cêntimos por mês para a grande maioria dos clientes domésticos da EPAL já a partir de 01 de Janeiro de 2026, anunciou hoje a empresa.

De acordo com a empresa responsável pelo abastecimento de água à cidade de Lisboa, “a actualização de preços para a grande maioria dos clientes domésticos da EPAL, cerca de 85% (consumo médio mensal de 7 m3 e um contador até 25mm), é de 17 cêntimos por mês”.

Segundo a EPAL, as tarifas foram actualizadas de acordo com previsão do índice harmonizado de preços no consumidor, publicado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), e foram aprovadas pela mesma Entidade para vigorar em 2026.

A EPAL recorda ainda que tem disponível a Tarifa Social da Água destinada a clientes mais carenciados, que prevê descontos que podem ir até aos 93%, e uma Tarifa Familiar destinada a agregados familiares com cinco ou mais pessoas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30.12.2025

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138: Depressão Francis. Primeiro dia do ano com chuva, vento e ondulação fortes

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO // DEPRESSÃO FRANCIS

Na quarta-feira, último dia do ano, as temperaturas vão registar uma subida, em especial a mínima, no entanto, ainda com valores entre 0 e -3°C em muitos locais do interior das regiões norte e centro.

Foto: Paulo Spranger

O estado do tempo no primeiro dia do ano vai ser afectado pela depressão Francis, que vai causar chuva, vento e ondulação fortes em Portugal continente e com mais intensidade na Madeira, segundo a meteorologista Maria João Frada.

“Houve alterações significativas relativamente às previsões anteriores do IPMA que não davam precipitação. A situação de precipitação antecipou consideravelmente relativamente há cerca de dois dias a esta parte, pelo que devido à passagem da depressão Francis, vamos ter precipitação”, adiantou à Lusa a meteorologista do instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, até quarta-feira, o estado do tempo vai ser influenciado por um anticiclone localizado a sul da Islândia, que se estende em crista em direcção à Europa Ocidental, originado uma corrente muito fraca de leste e o transporte de uma massa de ar polar sobre o território do continente.

“Hoje teremos céu pouco nublado, tempo frio e formação de neblina ou nevoeiro matinal, em especial no interior e nos vales dos rios, podendo persistir ao longo do dia no nordeste transmontano e na Beira Alta. Existem ainda condições para a formação de geada, em especial no interior”, disse.

Segundo a meteorologista, no nordeste transmontano e na Beira Alta, o nevoeiro previsto associado a temperatura mínima negativa é compatível com a formação de sincelos.

“A partir de quarta-feira, o enfraquecimento da crista, favorece a aproximação gradual da depressão Francis, à qual estão associadas perturbações frontais que darão origem a precipitação no primeiro dia do ano e vento, por vezes forte e com rajadas no litoral e terras altas”, adiantou.

De acordo com Maria João Frada, na tarde de quarta-feira já está prevista chuva fraca no Algarve, persistindo na quinta-feira.

“A madrugada de dia 1 [quinta-feira] também há a possibilidade de chuva fraca no litoral sul do Cabo Raso e Cabo da Roca. No dia 2 [sexta-feira], a precipitação vai sentir-se em todo o território do continente, sendo por vezes forte, e vento”, disse.

Na quarta-feira, as temperaturas vão registar uma subida, em especial a mínima, no entanto, ainda com valores entre 0 e -3°C em muitos locais do interior das regiões norte e centro.

“Durante o dia de quinta-feira vamos ter também agitação marítima, com ondas de 2 a 3,5 metros”, referiu.

Quanto à Madeira, está previsto um agravamento do estado do tempo a partir da tarde com uma intensificação da chuva, tornando-se por vezes forte em especial nas vertentes sul, terras altas e parte oeste da ilha.

“O IPMA tem colocado aviso laranja nas terras altas e vertente sul, mas é provável que o limiar de aviso pelo menos nas terras altas possa ser elevado para nível vermelho, se se mantiver este cenário entre as 00:00 e as 06:00 de quinta-feira”, contou.

Está também previsto para a ilha da Madeira trovoadas, granizo, vento forte com rajadas da ordem dos 85 quilómetros por hora, sendo de 115 nas terras altas, e agitação marítima com ondas com 03 a 04 metros”, disse.

Para o arquipélago dos Açores, a aproximação e passagem de um sistema frontal deverá condicionar o estado do tempo em todas as ilhas, provocando precipitação por vezes forte a partir de hoje.

“Na quarta e quinta-feira, a instabilidade associada à circulação da depressão Francis, deverá provocar aguaceiros em todas as ilhas, especialmente nos grupos central e oriental.

Está também previsto vento forte e ondas do quadrante leste de 2 a 4 metros.

Diário de Notícias
DN/Lusa

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Guarda, Castelo Branco e Faro ‘a amarelo’ (devido à neve e chuva forte)

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Os distritos de Guarda e Castelo Branco vão estar sob aviso amarelo durante a noite devido à queda de neve, enquanto Faro tem o mesmo alerta para a tarde de hoje, mas devido à previsão de forte precipitação.

© Shutterstock

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), prevê-se para o período entre as 21h00 de hoje e as 06h00 de domingo “queda de neve acima de 1.200 metros, com acumulação até 5 centímetros.

Entre os impactos esperados por esta queda de neve com acumulação e possível formação de gelo, estão o condicionamento ou interdição de vias, danos em estruturas ou árvores, bem como a perturbação de abastecimentos locais.

Para distrito de Faro, o IPMA prevê precipitação, que pode ser forte, com queda de granizo e acompanhada de trovoada, durante a tarde de hoje, até às 18h00.

O aviso amarelo, o menos grave numa escala de três, significa um risco moderado ou “perigo potencial” devido a uma situação meteorológica, como chuva forte, ventos ou outros fenómenos, que pode causar transtornos, mas com uma probabilidade baixa a moderada de causar danos significativos.

Notícias ao Minuto
27.12.2025
Lusa

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136: Natal sangrento

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OPINIÃO

Não, esta crónica não está no tempo certo. Esta semana eu deveria falar de paz, de harmonia entre os povos, de tranquilidade, de convivência em tempo natalício.

Mas como fazê-lo quando o mundo está polvilhado de guerras, quando as potencialidades dos países são canalizadas para o esforço bélico, para os egoísmos territoriais. Não se ouve falar de paz. Não escutamos, preferencialmente, palavras de amizade entre os povos.

A contabilidade da guerra dá-nos um número impressionante de pequenos conflitos espalhados por diferentes geografias e de grandes guerras noutras latitudes.

Há em todo o planeta cerca de 50 guerras e incidentes bélicos de diferentes dimensões.

A qualquer continente onde vamos encontramos sinais de guerra. No continente africano, na Etiópia, há conflitos entre forças governamentais e milícias locais. A Etiópia é apenas um dos cinco países africanos onde se registam guerras de diferentes dimensões. A paz não existe no Congo, na Nigéria, no Sahel, ou ainda nos Camarões onde há escaramuças embora de baixa intensidade.

Mas se pensarmos na Ásia este continente regista , igualmente, situações de conflitos armados. Teremos, por exemplo, de ter cuidado se quisermos visitar a Caxemira, porque, com frequência verificam-se confrontos entre a Índia e o Paquistão. Ambos os países reivindicam a posse daquele território. Ainda na Ásia, surgiram, recentemente, problemas em Myanmar, (antiga Birmânia). E no Afeganistão, após a saída dos norte-americanos, há frequentes episódios de conflitos entre grupos armados.

Passando agora para a Europa e antes de entrarmos nos grandes dossiers bélicos, há uma tensão política latente que pode agravar-se a qualquer momento entre a Sérvia e o Kosovo. E na Moldávia a situação pode, igualmente, escalar a qualquer momento.

Todavia de maior gravidade no Mundo temos, actualmente, três grandes guerras que causam milhões de mortos e consomem enormes quantias de dinheiro que poderiam e deveriam ser canalizadas para fins pacíficos e que resultassem em benefícios para as populações que delas carecem.

Rússia/Ucrânia, Israel/Palestina e Sudão. Estes são as três guerras que, verdadeiramente, tornam este Natal particularmente sangrento

Senão vejamos!

Na invasão da Ucrânia pela Rússia os ucranianos desde o inicio do conflito já perderam cerca de 70 mil soldados e os russos 152 mil. Se juntarmos aos militares o número de civis apontados pelas Nações Unidas temos de acrescentar mais 14 mil civis mortos e 38 mil feridos ucranianos. Quanto a custos de guerra a Ucrânia, desde o início do conflito, já gastou 320 biliões de dólares e estima-se que a reconstrução da Ucrânia, um dia, possa vir a custar qualquer coisa como 524 biliões de dólares.

Relativamente a custos de guerra da invasão russa, Moscovo já gastou 250 biliões de dólares até ao meio do ano de 2024. Acrescentando as sanções aplicadas pelo Ocidente e as percas económicas o custo da guerra para a Rússia atingiu, até hoje, os 1,3 triliões de dólares, o que justifica as dificuldades financeiras que se fazem sentir no Kremlin.

Passando ao segundo conflito mundial mais grave, a guerra Israel/Palestina, na faixa de Gaza, custou a vida a 60 mil palestinianos, enquanto do lado de Israel há a registar a morte de 1300 israelitas, sobretudo nos acontecimentos de 7 de Outubro de 2023. A reconstrução da faixa de Gaza de acordo com valores estimados pelas Nações Unidas pode atingir os 80 biliões de dólares.

E neste percurso bélico chegamos , finalmente, ao Sudão um conflito que passa discreto no Ocidente mas cujas consequências são devastadoras. Com inicio em Abril de 2023, a guerra no Sudão já provocou 14 milhões de deslocados, fome, epidemias e 150 mil mortos. O conflito verifica-se entre o governo sudanês e as RSF, um grupo paramilitar surgido no Darfur no ano 2000.

Como não falar, então, de um Natal sangrento com este panorama mundial. Resta-nos a esperança para futuro? Sim, claro, a esperança é a última a morrer.

Mas há uma pergunta a fazer? Qual o balanço da actividade das inúmeras organizações que existem para promover a paz. Afinal, qual o resultado do seu trabalho? As Nações Unidas o que conseguiram fazer até agora para reduzir a selvajaria destes conflitos. E a OSCE, Organização de Segurança e Cooperação na Europa, criada por influência soviética, qual o balanço da sua acção em prol da paz? Praticamente nenhuma. Os países sobrepuseram-se à lógica pacifista que devia emanar destas organizações.

Com este panorama mundial, além de estarmos todos sentados num barril de pólvora, como poderemos falar em termos mundiais de um Natal que não seja, inevitavelmente, sangrento.

Jornalista

Diário de Notícias
António Capinha
26.12.2025

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135: Doentes urgentes com espera de mais de 11 horas no Amadora-Sintra

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🇵🇹 PORTUGAL // GOVERNO // SAÚDE // HOSPITAIS // INCOMPETÊNCIA

Os doentes classificados como urgentes no hospital Amadora-Sintra enfrentaram hoje tempos de espera de mais de 11 horas para a primeira observação nas urgências gerais, segundo dados do portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

© Lusa

De acordo com a informação consultada pela agência Lusa, cerca das 10h45, 41 doentes a quem foi atribuída a pulseira amarela (urgente) no Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) tinham de aguardar 11h30 horas para uma primeira observação.

Os doentes triados como pouco urgentes (pulseira verde) tinham um tempo de espera para serem observados por um médico de 14h00.

No Hospital Garcia de Orta, em Almada, a espera para a primeira observação dos 28 doentes considerados urgentes era de 6h15 minutos.

Segundo o sistema de triagem, as situações muito urgentes (pulseira laranja) têm um atendimento recomendado nos 10 minutos seguintes à triagem, enquanto os casos urgentes (amarela) são de 60 minutos e os pouco urgentes (verdes) de 120 minutos.

As autoridades de saúde apelam à população para que, antes de se deslocar a uma urgência, contactem a Linha SNS24 (808 24 24 24) para receber orientação adequada.

Notícias ao Minuto
25.12.2025

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133: Natal com muito frio no sapatinho. Prevista descida das temperaturas que vão chegar a valores negativos

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // NATAL // FRIO

A partir da véspera de Natal, prevê-se a descida gradual de temperatura, com a máxima inferior a 13°C em todo o território e valores negativos para o dia 25 em Bragança, Viseu e Guarda.

Neve em Vila Pouca de Aguiar no distrito de Vila Real FOTO: PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

Já se faz sentir, mas o frio vai intensificar-se este Natal com a previsão da “descida gradual de temperatura” já a partir desta quarta-feira, véspera de Natal, conforme informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A partir de dia 24 de Dezembro, esperam-se “valores de temperatura máxima inferiores a 13°C em todo o território”, com a mínima, “de um modo geral”, “inferior a 5°C”, estando previstas temperaturas negativas no interior norte e centro do país, segundo comunicado do IPMA. Pelo menos em Bragança, Viseu e Guarda os termómetros vão descer para valores abaixo de zero.

Isto porque até quinta-feira, 26 de Dezembro, o estado do tempo vai ser “influenciado pela interacção de um anticiclone localizado a sul do arquipélago dos Açores” e por “uma região depressionária sobre a Península Ibérica, que transporta uma massa de ar frio na sua circulação”.

Assim sendo, segundo o IPMA, “prevê-se a ocorrência de aguaceiros, que nos dias 24 e 25 serão em geral fracos e pouco frequentes, e que serão de neve acima de 1100/1300 metros de altitude, subindo gradualmente a cota para os pontos mais altos da Serra da Estrela no dia 24, e baixando para 800/1000 metros no final da tarde de dia 25”.

Diário de Notícias
Susete Henriques
23.12.2025

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132: Sobreviver ao Natal

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OPINIÃO

Sobreviver ao Natal é, antes de mais, sobreviver à ideia do Natal. Essa versão polida, cintilante e feliz que nos vendem desde pequenos: famílias perfeitas, mesas fartas, abraços espontâneos, reencontros emocionados. A realidade, claro, raramente cabe nesse postal ilustrado. Mas todos fingimos que cabe, e é aí que começa o sufoco.

Há uma pressão silenciosa – e por isso mesmo mais pesada – para estarmos felizes. Não apenas bem-dispostos, mas felizes com maiúscula, como se a alegria fosse um interruptor que se liga no dia 24. E se não estamos, sentimos culpa. Como se a tristeza, as saudades, a raiva ou o medo fossem, não emoções perfeitamente válidas e legítimas, mas sim uma falha de carácter.

Depois há o convívio forçado. Aquelas pessoas com quem mantemos relações distantes, tensas ou simplesmente esvaziadas, mas que, por decreto natalício, se tornam “família”. Sentamo-nos à mesa com elas, trocamos frases educadas, sorrimos para não estragar o ambiente. E, no fundo, contamos os minutos até poder respirar outra vez. Não é maldade. É humanidade. As relações interpessoais são complexas, e o Natal não tem o poder mágico de as simplificar.

E depois os presentes. Pequenos objectos que tentam ocupar o lugar de grandes ausências. Compramos coisas para dizer “pensei em ti”, quando o que queríamos mesmo era dizer “sinto a tua falta”, “não sei como chegar a ti”, “gostava que estivesses aqui de verdade”. Mas embrulhamos tudo em papel brilhante, porque é mais fácil oferecer um objecto do que oferecer vulnerabilidade.

E, enquanto isso, esbanjamos. Enchemos mesas, carrinhos, sacos, como se o excesso fosse uma forma de redenção. Mas há quem passe fome, frio, solidão… e não apenas em Dezembro. A solidariedade nesta época do ano é bonita, necessária até, mas não chega. Não resolve. Não transforma. É um gesto que aquece o momento, mas não muda problemas estruturais. E talvez o Natal também doa por isso: porque nos lembra, com luzes demasiado fortes, o contraste entre o que temos e o que falta a tantos.

Sobreviver ao Natal, então, talvez seja isto: permitir-nos ser humanos. Não corresponder à expectativa de felicidade obrigatória. Estabelecer limites com quem nos desgasta. Aceitar que algumas relações não se resolvem só porque é Dezembro. E perceber que nenhum presente substitui uma presença – mas que, às vezes, é o melhor que conseguimos dar.

No fundo, sobreviver ao Natal é desistir da fantasia para abraçar a realidade. E, quem sabe, encontrar aí um bocadinho de paz. Não a paz perfeita das campanhas publicitárias, mas a paz possível. A paz honesta. A paz que chega quando deixamos de fingir.

Psicóloga clínica e forense, terapeuta familiar e de casal

Diário de Notícias
Rute Agulhas
22.12.2025

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131: Negação Climática: Quando a Psicologia se torna arma política

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OPINIÃO

Foi publicado na Nature Climate Change um pequeno artigo intitulado “The Political Psychology of Climate Denial”, de Alon Tal e Shlomit Paz, revelando que a negação das alterações climáticas não é fruto de ignorância, mas de uma estratégia política deliberada, sustentada por mecanismos psicológicos que moldam percepções e comportamentos.

Os autores explicam que “a persistência e a disseminação da negação não podem ser explicadas apenas por oportunismo político”. Há forças psicológicas que tornam a rejeição da ciência confortável, até “virtuosa”. Entre elas destacam-se algumas dessas forças:

· Distância psicológica, que faz parecer que os impactos são longínquos e irrelevantes à nossa vida;

· Enviesamento de disponibilidade, que desvaloriza tendências globais quando não há eventos extremos locais;

· Dissonância cognitiva e raciocínio motivado, que justificam hábitos ameaçados pela transição climática;

· Enviesamento da confirmação, alimentado por redes sociais e “especialistas” alinhados com as ideias anti clima;.

· Aversão à perda, que transforma políticas climáticas em supostas ameaças económicas e ao bem-estar actual;.

· Ansiedade existencial e identidade social, que tornam a negação um sinal de pertença e defesa psicológica.

Este quadro liga-se directamente aos estudos de Daniel Kahneman, Nobel da Economia, que demonstrou como enviesamentos cognitivos afectam decisões, mesmo entre gestores experientes. Quando confrontados com riscos ambientais, muitos líderes empresariais não escolhem a melhor solução, mas a mais confortável para reduzir dissonância ou evitar perdas imediatas. Como Kahneman escreveu em Thinking, Fast and Slow: “As pessoas não escolhem entre opções, escolhem entre descrições das opções”. E quando essas descrições são manipuladas politicamente, a racionalidade desaparece.

O artigo sublinha que “factos isolados raramente mudam opiniões”. Para contrariar a negação, é preciso comunicar melhor, com mensagens locais, vozes credíveis e estratégias que considerem emoções e valores. Caso contrário, a manipulação continuará a minar a acção colectiva.

Estas técnicas não são casuais. São instrumentos de poder, usados para travar políticas urgentes e manter narrativas convenientes. Quando a verdade científica é relativizada e a opinião pública é conduzida por vieses emocionais, o risco vai muito além da crise climática – ameaça a própria integridade da democracia.

Em jeito de fim de ano, e de equacionar o 2026 que já se avizinha penso ser fundamental não cedermos à tentação de nos alhearmos da sociedade inacreditável, rude e perigosa para onde parece estarmos a caminhar. Se queremos um futuro baseado em conhecimento e responsabilidade, temos de comunicar melhor – mas também limitar a propagação deliberada de mentiras. A liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade para manipular.

PhD, CEO da Systemic

Diário de Notícias
Sofia Santos
22.12.2025

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130: Bilhetes da CP aumentam 2,26% em 2026 mas passes mantêm preço

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🇵🇹 PORTUGAL // CP // AUMENTOS

Apesar do aumento no custo dos bilhetes, “o preço do Passe Ferroviário Verde e dos passes Navegante e Andante, não terão qualquer alteração”, referiu a empresa.

Miguel Pereira/Global Imagens

Os preços dos bilhetes nos serviços CP vão aumentar, em média, 2,26% em 2026, mas o custo dos passes não vai ter alterações, anunciou esta segunda-feira, 22 de Dezembro, a empresa.

“A partir de 1 de Janeiro de 2026, entram em vigor novos preços para todos os serviços CP, com um aumento médio de 2,26%”, lê-se no aviso publicado esta segunda-feira.

Por outro lado, “o preço do Passe Ferroviário Verde e dos passes Navegante e Andante, não terão qualquer alteração”, acrescentam.

As listas de preços dos bilhetes para os vários serviços, incluindo comboios urbanos, Alfa Pendular, Intercidades e Regional e Inter-regional estão disponíveis na página da CP.

Um bilhete simples de ida num Alfa Pendular de Lisboa para o Porto, por exemplo, passa a custar 49,90 euros na classe Conforto e 35,70 euros na Turística.

Já os passes mantêm-se inalterados, sendo que o Passe Ferroviário Verde, no valor de 20 euros mensais, veio substituir o ferroviário nacional e permite viagens em comboios regionais, inter-regionais (2.ª classe), urbanos de Lisboa e Porto (fora das áreas cobertas pelos passes intermodais metropolitanos), urbanos de Coimbra e intercidades (2.ª classe, com reserva de lugar obrigatória e antecipada).

O preço do Navegante Metropolitano (válido em toda a Área Metropolitana de Lisboa) é de 40 euros mensais, o Navegante Metropolitano (válido num concelho) custa 30 euros e o Navegante +65, para idosos, custa 20 euros.

No que diz respeito ao Andante, dos transportes públicos da Área Metropolitana do Porto (AMP), na generalidade dos casos, o custo dos passes mensais é de 40 euros (passe metropolitano) ou 30 euros (municipal ou três zonas).

Diário de Notícias
DN/Lusa
22.12.2025

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SNS 24 lança campanha de prevenção ao suicídio. “Está tudo bem? Nós ajudamos”

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🇵🇹 PORTUGAL // SNS24 // CAMPANHA PREVENÇÃO // SUICÍDIO

1411 é a Linha Nacional de Prevenção do Suicídio e foi lançada em Setembro

O serviço de apoio à prevenção do suicídio funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano. Foto: Global Imagens

“Olá, tudo bem?” Algumas vezes, falar com alguém pode salvar uma vida. Esta é uma das mensagens da nova campanha de prevenção do suicídio, lançada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS). A mensagem é transmitida através de um vídeo ficcional, mas que pode representar a vida de muitas pessoas no país.

O pequeno filme mostra um homem comum, com trabalho e família, que poderia ser um amigo, colega de trabalho ou vizinho, e que sofre em silêncio. Entre a rotina familiar, profissional e os afazeres da vida adulta, este sofrimento passava despercebido por quem estava à sua volta, e o final é trágico. O protagonista é o actor Albano Jerónimo, e a realização é de Augusto Fraga.

A escolha da data da campanha é estratégica. Segundo o SNS, esta sensibilização tem “especial relevância durante esta época, em que os sentimentos de solidão, isolamento e vulnerabilidade tendem a intensificar-se”.

Juntamente com o vídeo, é divulgada informação sobre a linha de prevenção do suicídio, lançada em Setembro. “O atendimento é assegurado por profissionais de saúde com formação em suicidologia e está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana”, lê-se na mensagem.

O serviço de apoio à prevenção do suicídio funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano. A chamada é gratuita e confidencial. O número é 1411. Mais informações sobre a linha podem ser obtidas aqui.

Diário de Notícias
Amanda Lima
amanda.lima@dn.pt
20.12.2025

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