387: Salário médio anual dos portugueses 38% abaixo da média da UE

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🇵🇹 PORTUGAL // UE // SALÁRIOS MISERÁVEIS

De acordo com um relatório promovido pela Associação Business Roundtable Portugal, verifica-se, em termos absolutos, uma diferença de 15 mil euros.

Leonardo Negrão

O salário médio anual dos portugueses cresceu 1.600 euros entre 2023 e 2024, para 24.800 euros, mas continua 38% abaixo da média da União Europeia, segundo um relatório promovido pela Associação Business Roundtable Portugal.

“Apesar do incremento de 1.600 euros entre 2023 e 2024, o salário médio dos portugueses continuava 38% abaixo da média salarial da União Europeia, que se cifrou em 39.800 euros”, indicou, em comunicado, a associação.

Verifica-se, em termos absolutos, uma diferença de 15.000 euros.

Assim, um trabalhador médio da União Europeia ganha cerca de 60% mais do que um em Portugal.

O salário médio anual em Portugal avançou 7% em 2024, em comparação com o ano anterior, para 24.800 euros.

O relatório hoje divulgado concluiu ainda que o salário médio nacional, naquele ano, ficou cerca de 6% abaixo do que foi praticado pelos países concorrentes – Espanha, Eslovénia, Estónia, Grécia, Hungria, Itália, Polónia e Chéquia -, cuja remuneração média se fixou em 26.300 euros, mais 1.500 euros do que em Portugal.

De acordo com a mesma análise, a diferença salarial entre Portugal e a União Europeia pode ser explicada por factores como a estrutura social do emprego, ou seja, nos últimos anos, o emprego tem crescido em sectores com remunerações médias mais baixas.

Em Portugal, o sector das tecnologias de informação e comunicação (TIC) é o que melhores salários paga (acima dos 40.000 euros) e teve um aumento de 42% no número de trabalhadores entre 2020 e 2024.

Destacam-se ainda os sectores da energia e ambiente e dos transportes (ambos com salários médios anuais de 33.000 euros) e a indústria (25.800 euros).

A Associação Business Roundtable Portugal é composta por 42 líderes de empresas e grupos que, em conjunto, acumulam receitas globais de 124.000 milhões de euros, sendo 59.000 milhões de euros a nível nacional.

No total empregam 424.000 pessoas, 218.000 só em Portugal.

Dinheiro Vivo
DN/Lusa
29.04.2026

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103: Comprar casa em Portugal ficou 7,8% mais caro no último ano

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🇵🇹 PORTUGAL // HABITAÇÃO // AUMENTOS

O valor mediano de oferta situou‑se nos 3.000 euros por metro quadrado no final de Novembro, um máximo histórico, enquanto a variação trimestral foi de 1,6%.

José Mota

Os preços das casas em Portugal cresceram 7,8% em Novembro face a igual mês de 2024, segundo o índice de preços do idealista.

O valor mediano de oferta situou‑se nos 3.000 euros por metro quadrado no final de Novembro, um máximo histórico, enquanto a variação trimestral foi de 1,6%.

A subida foi generalizada entre capitais de distrito e regiões autónomas: das 18 localidades analisadas, apenas Vila Real apresentou quebra anual (‑1,6%). As maiores subidas registaram‑se em Santarém (27,2%), Beja (26,6%) e Portalegre (23,6%). Entre as capitais, Lisboa manteve‑se como o mercado mais caro, com 5.914 euros/m2, seguida do Porto (3.908 euros/m2) e do Funchal (3.864 euros/m2). No extremo oposto, a Guarda apresentou o preço mediano mais baixo, em 981 euros/m2.

A análise por distritos e ilhas revela variações ainda mais expressivas, com o Porto Santo a destacar‑se, fruto de um aumento de 48,2% nos últimos 12 meses, seguido pelo Faial (33,2%) e Terceira (23,7%). Em termos de preço por metro quadrado, Lisboa lidera o ranking distrital e insular com 4.513 euros/m2, seguida por Faro (3.862 euros/m2) e Porto Santo (3.801 euros/m2). Distritos do interior como Portalegre e Guarda aparecem entre os mais económicos (898 euros/m2 e 850 euros/m2, respectivamente).

Por regiões, os Açores registaram a maior subida anual (22%), seguidos pelo Alentejo (16,9%) e pela Madeira (14,5%). A Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara para comprar casa (4.180 euros/m2), enquanto Centro e Alentejo figuram entre as mais acessíveis.

O índice de preços do idealista baseia‑se nos preços de oferta publicados na plataforma, com exclusão de anúncios atípicos e sem interacção; inclui moradias uni-familiares e utiliza a mediana dos anúncios válidos por mercado.

Dinheiro Vivo
Nuno Braga
02.12.2025

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56: Preço do café continua em alta. Quanto vamos pagar por um expresso?

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PORTUGAL // CAFÉ // AUMENTOS

Desde que Donald Trump anunciou a implementação de tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros que o mercado desta matéria-prima tem estado desorientado. Preços devem continuar a subir.

CARL DE SOUZA/AFP

Nos EUA, o estado de espírito já se aproxima do pânico, enquanto os comerciantes esgotam os seus inventários, constituídos antes de os EUA terem imposto uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, onde se inclui o café.

Enquanto os dois países continuam à mesa das negociações a tentar firmar um acordo comercial que seja vantajoso para ambos os lados, os consumidores já experimentaram uma subida de 40% no preço do café, os comerciantes pagaram uma taxa de entrada pelos grãos brasileiros e muitos importadores têm carregamentos em stand-by nas alfândegas enquanto aguardam por uma decisão.

Recorde-se que os EUA são o principal consumidor de café e que o Brasil fornece ao país cerca de um terço do total de café consumido. Qualquer alteração na relação entre estes dois agentes acaba por mexer em todo o mercado do café, em redor do globo, porque altera significativamente o equilíbrio de forças.

Nos mercados internacionais, o preço do café brasileiro já escorregou 5%, enquanto o dos seus concorrentes – Colômbia, México ou Guatemala – já subiu até 10% com o aumento da procura.

Evolução do preço dos grãos de café em verde
Reuters

Os preços do café têm estado a subir, nos últimos anos, com o clima a ser apontado como o principal responsável: chuvas, secas, tudo tem ajudado a justificar a quebra na produção e o aumento do preço dos produtores de café um pouco por todo o mundo. E, inevitavelmente, essa valorização já repercute nos consumidores, mesmo fora dos EUA.

Aliás, ainda esta semana a DECO alertou para o facto de o café moído ter sofrido um dos maiores aumentos do cabaz de alimentos que é monitorizado regularmente desde 2022.

O café torrado moído é, segundo os dados recolhidos pela associação de defesa do consumidor, o produto do cabaz cujo preço mais aumentou percentualmente este ano. Só na última semana, o preço do café escalou 71 cêntimos.

Uma embalagem de 250 gramas de café torrado moído pode agora custar 5,13 euros, nota a DECO. A 1 de Janeiro deste ano, a mesma embalagem de café custava 3,81 euros, o que significa que um aumento de 35% em menos de um ano. Se recuarmos a 2022, a subida em relação ao início desse ano é de 71%.

Num país onde o café faz parte dos hábitos diários, este aumento de preços tem um impacto significativo na carteira dos consumidores, e pode reflectir-se numa retracção do consumo, numa altura em que também os estabelecimentos comerciais não se coíbem de aumentar os preços da ‘bica’.

Em Lisboa, o difícil é encontrar quem a sirva por menos de um euro e com a aproximação de 2026, é de esperar mais aumentos – como, de resto, acontece a cada início de ano.

E mesmo a opção de consumo de café em casa, como mostram os valores divulgados pela DECO, vai ser impactada por esta escalada de preços que, segundo os indicadores disponíveis nos mercados das matérias-primas, não dão sinais de abrandar tão cedo.

No início deste ano, Cláudia Pimentel, secretária-geral da Associação Industrial e Comercial do Café, salientava em declarações ao Dinheiro Vivo que em Portugal, “o aumento do preço no consumidor varia de empresa para empresa, porque depende da sua capacidade de reflectir ou não esses aumentos.

E a capacidade tem também que ver com o stock que cada uma tem – não sendo um produto muito perecível, é possível ter bons stocks e isso deve ser tido em conta”.

E aproveitou ainda para recordar que, como potências futuras na produção do café, e com estreita relação a Portugal, temos actualmente Angola – “chegou a ser o segundo maior produtor do mundo e está a investir no sector, embora seja necessário haver estabilidade e vontade políticas e tenha de aprender a tratar do café – e também os Açores, cujas produções estão a beneficiar das alterações climáticas”.

Para já, parece que estas apostas ainda não estão a ter efeito de travagem na subida dos preços, mas será preciso esperar mais algum tempo para ver se haverá real impacto no consumo, em termos nacionais.

Diário de Notícias/Dinheiro Vivo
Margarida Vaqueiro Lopes
09.11.2025

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