65: Espanha alerta para risco de novo Apagão nos próximos tempos

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🇵🇹 PORTUGAL // ESPANHA // APAGÃO

A Red Eléctrica de España (REE) lançou um alerta que reacendeu as preocupações em toda a Península Ibérica. Nas últimas semanas, foram registadas oscilações de tensão na rede eléctrica espanhola, sinal claro de instabilidade que, embora ainda controlada, pode provocar novo apagão tanto em Espanha como em Portugal. O episódio recorda o colapso eléctrico de Abril, que deixou milhões de pessoas sem energia durante várias horas.


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Instabilidade na rede e risco elevado

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Segundo a REE, as flutuações observadas “podem causar desligamentos de consumo e de produção”, comprometendo o equilíbrio do sistema eléctrico. Para travar uma possível falha em cadeia, a empresa activou um plano especial de monitorização em tempo real, reforçando o controlo em pontos críticos da rede. Além disso, pediu ao regulador espanhol a aprovação de medidas de emergência, incluindo um sistema dinâmico de controlo da tensão, capaz de reagir em segundos perante anomalias.

Apesar da gravidade do alerta, a situação encontra-se sob vigilância constante, e a operadora garante que está a adotar todas as medidas possíveis para evitar interrupções graves. Ainda assim, especialistas admitem que o risco não está afastado.

O apagão de Abril e as lições ainda por aprender

O aviso da REE surge apenas alguns meses depois do apagão de 28 de Abril, que afectou milhões de utilizadores em Portugal e Espanha. Nessa altura, uma combinação de falhas técnicas e erros de coordenação levou a uma sobretensão que o sistema ibérico não conseguiu absorver.

A integração crescente de energias renováveis, especialmente solar e eólica, trouxe novos desafios à estabilidade da rede. Embora fundamentais para reduzir emissões, essas fontes são intermitentes e dependem de condições meteorológicas, o que dificulta o equilíbrio entre produção e consumo em tempo real.

Para os engenheiros eléctricos, a lição é clara: uma rede mais verde requer sistemas de compensação e resposta mais rápidos. Sem isso, qualquer desequilíbrio pode escalar rapidamente para uma falha generalizada.

Portugal em alerta devido à rede partilhada

A REE já implementou ajustes temporários de potência em centrais estratégicas e controlos nas exportações de energia, incluindo as destinadas a Portugal. No entanto, devido à forte interligação das redes ibéricas, qualquer instabilidade em Espanha pode ter efeitos imediatos deste lado da fronteira.

A Rede Eléctrica Nacional (REN) mantém contacto directo com a sua congénere espanhola e acompanha de perto a evolução do sistema. Fontes do sector energético sublinham que a cooperação entre Portugal e Espanha é essencial para garantir a segurança eléctrica regional.

Além disso, o alerta espanhol reforça a urgência de investir na modernização das infra-estruturas eléctricas e na criação de mecanismos automáticos de equilíbrio, capazes de absorver picos de produção renovável sem comprometer o abastecimento.

Há risco real de apagão?

O risco existe, mas não é inevitável. O aviso foi emitido a tempo de aplicar medidas preventivas, e as autoridades energéticas ibéricas estão em alerta. Ainda assim, o sistema continua vulnerável durante períodos de elevado consumo ou quando há grande produção de energia renovável combinada com baixa procura.

As propostas da REE encontram-se em consulta pública e deverão vigorar inicialmente por 30 dias, podendo ser prorrogadas consoante a evolução da situação.

Como agir em caso de falha de energia?

Crédito editorial: Maryia_k/ Shutterstock.com (ID: 2144576139)
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Em caso de apagão generalizado, é essencial manter a calma e seguir boas práticas de segurança:

  • Ter lanternas e pilhas carregadas em casa;
  • Evitar o uso desnecessário de dispositivos electrónicos para poupar bateria;
  • Manter dinheiro em numerário e alimentos não perecíveis;
  • Garantir água potável e medicação essencial;
  • Depois do restabelecimento da energia, é importante verificar o estado dos aparelhos eléctricos antes de os voltar a ligar.

Magazine.HD
David Passos
12.11.2025

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado), pré-AO.

 

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16: Quinze anos morto em casa

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SOCIEDADE / EGOÍSMO / ESPANHA

Quinze anos morto, só, atrás de uma porta jamais aberta. Em Madrid, vizinhos julgaram que estava num lar; estava esquecido. Portugal reconhece este retrato: rotinas que lavam as mãos, sistemas que fecham os olhos, instituições tardias e uma sociedade egoísta que se protege do outro em vez de o proteger. Este é tema do Além dos títulos desta semana,

Um idoso encontrado morto em casa, década e meia depois. Espanha hoje; Portugal ontem e, se nada mudarmos, amanhã.

A pergunta é simples e terrível: como é possível? Num país com rede de saúde, serviços sociais e polícias, num bairro com condomínios, centros de saúde, juntas de freguesia e vizinhos, como é que quinze anos passam sem que ninguém estranhe o correio acumulado, a luz que não se acende, o silêncio que não envelhece?

O que se revela, por baixo da rotina bem-comportada, é uma sociedade egoísta: habituada a terceirizar o cuidado, a delegar a atenção no “sistema”, a afastar o incómodo e a proteger o conforto próprio, mesmo quando o preço é a invisibilidade do outro.

Em Portugal, já vimos isto.

Vimos idosos deixados dias e semanas em corredores de hospitais, sem família que os venha buscar e sem plano social que os acompanhe.

Vimos altas “técnicas” que são, na prática, expulsões administrativas para o nada.

Vimos violência disfarçada de impaciência e abandono escondido sob a palavra “autonomia” quando, na verdade, é desamparo. Nada nos garante que não volte a acontecer — porque nada de estrutural foi feito e porque a indiferença egoísta continua a ser tolerada.

O direito à dignidade, à integridade física e moral, à protecção na doença e na velhice não cabe em slogans; exige protocolos obrigatórios de sinalização, integração efetiva entre saúde e acção social, e responsabilidade.

Responsabilidade com nome: Estado, autarquias, instituições particulares de solidariedade social, administrações hospitalares. E também a responsabilidade incómoda: família e vizinhança.

O que falha é sempre o mesmo.

Falha a identificação e o acompanhamento, porque não existe um registo actualizado de pessoas sós em risco, com cruzamento de dados de centros de saúde, segurança social e autarquias; sem mapa, perde-se gente.

Falham protocolos vinculativos: quando um idoso fica internado sem retaguarda, a alta não pode ser um bilhete de saída para o vazio; tem de accionar automaticamente uma resposta social, monitorização domiciliária e apoio jurídico sempre que existam indícios de abandono ou violência.

Falha a vizinhança responsável: não basta achar que o vizinho foi para um lar; é preciso verificar, reportar, bater à porta.

A indiferença também mata.

Isto não é apenas uma tragédia; é um fracasso jurídico e ético. Um sistema que tolera a invisibilidade fabrica autópsias morais. E nós, que escrevemos, legislamos, julgamos e governamos, não podemos aceitar que a solidão seja um destino administrativo.

Não se legisla o amor, mas legisla-se a responsabilidade.

Não se impõe a ternura, mas obriga-se o cuidado. E quando o Estado diz “não tenho meios”, responde-se: não há custo mais caro do que a morte silenciosa.

Um homem ficou quinze anos morto numa casa em Espanha. O tempo passou, o mundo mudou e ele não.

A única pergunta que importa é se se tolera que isto aconteça aqui.

Não pode ser tolerado.

E não haverá descanso enquanto a porta que separa a sociedade da dignidade não for substituída por uma rede de cuidado e responsabilidade que a ligue ao dever essencial: ninguém fica para trás.

Expresso
João Massano
16.10.2025

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 nativo.

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7: Novo apagão pode atingir Portugal e o último deixou milhões às escuras

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PORTUGAL / ESPANHA / APAGÃO

No dia 28 de Abril de 2025, a Península Ibérica enfrentou um dos maiores apagões da sua história recente. Durante cerca de 12 horas, milhões de pessoas em Portugal e Espanha ficaram sem electricidade, com impactos graves nos transportes, comunicações, hospitais, sistemas de água e serviços essenciais. Agora, apenas alguns meses depois, a Red Eléctrica de España (REE) lança um novo alerta: há “risco iminente” de novo colapso eléctrico e o cenário técnico é assustadoramente semelhante ao de Abril. Estamos preparados para um novo apagão em Portugal?

O apagão de 2025: um dia de caos total

Tudo começou por volta das 11h da manhã, quando as redes espanholas registaram flutuações violentas de tensão. Em menos de dois minutos, o desequilíbrio propagou-se a todo o sistema ibérico, derrubando linhas de alta tensão e centrais automatizadas em Portugal e Espanha.

  • Comboios pararam em pleno percurso.
  • Hospitais recorreram a geradores de emergência.
  • Milhares de lojas e supermercados fecharam.
  • E milhões de portugueses ficaram sem rede móvel nem Internet durante horas.

A REN confirmou que o colapso teve origem em território espanhol, numa combinação de pico solar, baixa procura e falha nos controlos de tensão, exactamente o mesmo tipo de instabilidade que agora volta a preocupar a REE.

O que está a acontecer agora

Entretanto de acordo com o relatório enviado pela Red Eléctrica à CNMC (Comissão Nacional de Mercados e Concorrência), nas últimas semanas foram detectadas variações anormais de tensão e frequência. Assim são eventos rápidos, imprevisíveis e potencialmente catastróficos, provocados por:

  • Excesso de geração solar e eólica em horas de baixa procura;
  • Sistemas electrónicos de potência que reagem em milissegundos;
  • E falta de inércia mecânica (as grandes turbinas clássicas que estabilizavam a rede).

Na prática, o sistema ibérico tornou-se mais limpo, mas também mais vulnerável.

Assim uma simples variação de produção em Badajoz pode, literalmente, fazer piscar as luzes em Lisboa.

O alerta que ninguém pode ignorar

A REE pediu autorização urgente para aplicar medidas temporárias de contenção, incluindo:

  • Ajustes automáticos de potência em centrais críticas;
  • Restrições técnicas na redistribuição de energia;
  • E um controlo mais apertado das exportações para Andorra e Marrocos.

Mas os técnicos avisam: mesmo com essas medidas, o risco de novo apagão é real.

E como Portugal e Espanha partilham a mesma rede interligada, qualquer falha de origem espanhola pode replicar-se cá em segundos como já aconteceu em 2021 e 2025.

Pode voltar a acontecer e mais cedo do que se pensa

Especialistas em energia alertam que a Península Ibérica vive hoje um “equilíbrio eléctrico instável”.

O crescimento explosivo de painéis solares domésticos e parques fotovoltaicos industriais criou um sistema quase imprevisível, onde pequenas oscilações podem gerar efeitos em cadeia.

Se uma central reagir tarde demais ou se uma linha principal cair, todo o sistema pode entrar em modo de protecção cortando energia para evitar danos maiores.

O apagão de Abril de 2025 devia ter sido um aviso claro, mas poucos o levaram a sério.

Agora, com a REE novamente em alerta máximo, a Península está a viver à beira de um novo colapso energético. E quando isso acontecer, porque os especialistas dizem “quando”, não “se”, não será apenas Espanha a mergulhar na escuridão. Será também Portugal, de norte a sul, a repetir um cenário que todos juraram nunca mais ver.

Leak
08.10.2025

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6: Supermercado recruta colaboradores para 8 dias de trabalho por mês com salário de 855 euros

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ESPANHA – MERCADONA

A cadeia de supermercados Mercadona está a reforçar as suas equipas em várias regiões de Espanha e apresentou uma proposta pouco habitual: contratos efectivos para colaboradores que trabalhem apenas oito a dez dias por mês, com remuneração até 855 euros, acrescida de subsídios.

Supermercado
© TVI

De acordo com o jornal espanhol ABC C. Valenciana, os trabalhadores contratados neste regime cumprem cerca de 15 horas semanais e têm direito a formação remunerada, progressão salarial e horários previamente definidos. A Mercadona não exige experiência profissional, valorizando sobretudo dinamismo e a capacidade de interacção com os clientes.

Para além deste regime, existem outras modalidades de contrato: 20 horas semanais, com salários entre 843 e 1.140 euros, ou 40 horas por semana, distribuídas em cinco dias, com remuneração mensal entre 1.685 e 2.280 euros. Em algumas situações, estão também previstos complementos, como o pagamento de trabalho nocturno.

As funções disponíveis abrangem diversas áreas dentro da loja, incluindo reposição, caixa, peixaria, talho, padaria, frutas e legumes, assim como limpeza. Actualmente, existem vagas em cidades como Barcelona, Valência, Granada, Lugo, Saragoça e Burgos.

Para tornar o recrutamento mais acessível, a Mercadona lançou recentemente um novo portal de emprego, mais intuitivo e interactivo, onde os candidatos podem criar um perfil único, indicar preferências e acompanhar em tempo real o estado das suas candidaturas.

TVI
Joana Lopes
08.10.2025

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