279: Mais 22 concelhos juntam-se aos 68 abrangidos por situação de calamidade

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🇵🇹 PORTUGAL // DEPRESSÃO KRISTIN // CALAMIDADE

Muitos dos concelhos abrangidos reclamavam esta inclusão perante a dimensão dos estragos do mau tempo. Passam a estar incluídos no quadro normativo de apoios e de medidas de excepção.

Danos numa estrada em Arruda dos Vinhos, na sequência do mau tempo. É um dos concelhos que se junta à lista
Foto: Reinaldo Rodrigues

Mais 22 concelhos juntaram-se aos 68 municípios abrangidos pela situação de calamidade decretada pelo Governo em Janeiro nas zonas afectadas pela depressão Kristin, aos quais se aplicarão os mesmos apoios, segundo um despacho publicado esta quarta-feira, 25 de Fevereiro, em Diário da República.

A situação de calamidade para 68 concelhos de Portugal continental, primeiro decretada em 29 de Janeiro e depois prolongada, terminou em 15 de Fevereiro, assim como a isenção das portagens nos territórios afectados.

No despacho publicado em Diário da República esta quarta-feira, o Governo recorda que a resolução aprovada no final de Janeiro autorizava os membros do Governo responsáveis pelas áreas da Economia e da Administração Interna a identificar outros concelhos além dos 68 inicialmente colocados em situação de calamidade.

Assim, a esses 68 municípios juntam-se agora outros 22 concelhos “não abrangidos pela zona de impacto da ciclo-génese explosiva, que sofreram efeitos graves da tempestade Kristin, decorrentes de cenários de cheia”, aos quais “se aplicará o quadro normativo de apoios e de medidas de excepção criado em resposta à situação de calamidade”.

Os 22 concelhos são: Alcoutim, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Anadia, Arganil, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Baião, Benavente, Cartaxo, Castelo de Paiva, Chamusca, Coruche, Faro, Mafra, Monchique, Mortágua, Oliveira do Hospital, Salvaterra de Magos, Sobral de Monte Agraço e Tábua.

No diploma, o Governo relembra que durante os meses de Janeiro e Fevereiro, o território continental foi “sucessivamente afectado por vários fenómenos meteorológicos intensos e anómalos, que resultaram num cenário de precipitação persistente e com implicações profundas na estabilidade das regiões afectadas”.

“O alinhamento de tempestades culminou com a tempestade Kristin, com incidência crítica na madrugada de dia 28 de Janeiro causada pela formação de uma ciclo-génese explosiva, com vento e precipitação intensos e de evolução rápida provocando danos significativos em vários concelhos do território”, lê-se no despacho.

A “excepcionalidade e a gravidade deste contexto meteorológico”, é ainda referido, deram origem a “fenómenos complementares como cheias graves e desabamentos de terra que agravaram os danos significativos em habitações, infra-estruturas críticas, equipamentos públicos, empresas, instituições sociais, bem como em património natural e cultural”.

A situação de calamidade é o mais grave de três estados e, de acordo com a legislação “pode ser declarada quando, face à ocorrência ou perigo de ocorrência de acidente grave e/ou de catástrofe, e à sua previsível intensidade, se reconhece a necessidade de adoptar medidas de carácter excepcional destinadas a prevenir, reagir ou repor a normalidade das condições de vida nas áreas atingidas pelos seus efeitos”.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25.02.2026

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205: Situação de calamidade prolongada até 8 de Fevereiro. Será criada estrutura de missão para zonas afectadas

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🇵🇹 PORTUGAL // SITUAÇÃO DE CALAMIDADE

Passagem da depressão Kristin por Portugal continental deixou rasto de destruição em Leiria, Coimbra e Santarém. Situação de calamidade foi decretada até à meia-noite deste domingo em 60 municípios.

Primeiro-ministro em visita à região de Leiria.
Paulo Novais / Lusa

Estrutura de missão para zonas afectadas

Governo vai criar estrutura de missão para zona afectadas pela depressão Kristin. Será liderada por Paulo Fernandes, anterior presidente da câmara do Fundão, e funcionará em Leiria.

Apoio até dez mil euros para “reconstrução de habitação própria”

Luís Montenegro anunciou também uma linha de apoio para “reconstrução de habitação própria e permanente” até dez mil euros, sem ser necessária documentação quando não houver cobertura de seguro.

O mesmo montante estará disponível para situações relacionadas com agricultura e floresta exactamente no mesmo montante.

Situação de calamidade prolongada até 8 de Fevereiro

Em declaração após o Conselho de Ministros extraordinário o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou o prolongamento da situação de calamidade até de 8 de Fevereiro. Abrangidos estão 60 municípios do país.

167 mil clientes mantêm-se sem energia, quase 50 mil no concelho de Leiria

Cerca de 167 mil clientes da E-Redes mantinham-se às 12h00 deste domingo sem electricidade, dos quais 49.900 no concelho de Leiria, devido aos efeitos da depressão Kristin, disse o presidente do conselho de administração da empresa.

“O número absoluto neste momento em Leiria [concelho] de clientes sem electricidade é 49.900. O dado que eu tenho para o total são cerca de 167 mil clientes, ao meio-dia de hoje”, afirmou aos jornalistas José Ferrari Careto, numa conferência de imprensa nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município.

José Ferreira Careto adiantou que o número de clientes continua a diminuir à medida que decorrem as intervenções que a E-Redes tem no terreno.

E-Redes sem previsão de restabelecimento total de energia na região afectada pela depressão

O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou este domingo não haver previsibilidade sobre quando vai ser possível ter o restabelecimento total de energia eléctrica à região afectada pela depressão Kristin.

“Eu esclareço que não consigo, neste momento ter previsibilidade sobre a data em que toda a gente vai ter energia no perímetro desta intempérie. É a resposta mais séria e a resposta mais honesta que eu tenho para dar neste momento”, declarou José Ferrari Careto.

Numa conferência de imprensa nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde o município instalou um centro de operações, o responsável da empresa disse esperar que “seja cada vez mais residual o número de pessoas que não tem energia”.

“Mas não consigo dizer mais do que isto, neste momento, sob prejuízo de estar a criar falsas expectativas e de estar a faltar à verdade”, adiantou.

Lusa

Diário de Notícias
Carla Alves Ribeiro
01.02.2026

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191: Ao minuto: Decretado estado de calamidade; o que está em causa?

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🇵🇹 PORTUGAL // ESTADO DE CALAMIDADE

A depressão Kristin, que assolou o país na madrugada e manhã de quarta-feira, 28 de Janeiro, provocou danos devastadores em algumas regiões do país.

Lisboa, Kristin
© Horacio Villalobos#Corbis/Getty Images

Os distritos mais afectados foram Leiria e Coimbra, onde os autarcas pedem que o Governo decrete estado de calamidade.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, “não excluí nada” mas, para já, não quer “tomar medidas sem a devida fundamentação”.

Enquanto isso, milhares de pessoas continuam incontactáveis, sem comunicações, sem luz e sem água. Além dos danos em estruturas, estradas e veículos, seis pessoas terão morrido devido ao mau tempo, apesar da Protecção Civil ainda só ter confirmado quatro.

Notícias ao Minuto
Natacha Nunes Costa
29.01.2026

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