88: Gripe, constipação ou covid? As diferenças, os sintomas e como se proteger

0
0

 

🇵🇹 PORTUGAL // SAÚDE // PROTECÇÃO

A gripe está a chegar mais cedo este ano à Europa, impulsionada por uma nova estirpe de gripe A, e Portugal não é excepção. A SIC Notícias reuniu perguntas e respostas para que se proteja das infecções respiratórios mais frequentes nesta época do ano.

Gripe, constipação ou covid? As diferenças, os sintomas e como se proteger
© dragana991

O número de casos de gripe está a aumentar em Portugal. A Direcção-Geral da Saúde (DGS) teme uma sobrecarga das urgências, por isso pede que a população se vacine durante as próximas duas semanas.

Os casos de gripe estão a aparecer três a quatro semanas antes, quando comparado com anos anteriores. Vêm com a agravante de uma nova estirpe da gripe A, a H3N2. Ainda não são conhecidos os efeitos que poderá ter nas infecções respiratórias, mas a DGS teme que uma baixa adesão à vacina pressione as urgências dos hospitais.

Quais os sintomas mais comuns?

Tal como explica uma especialista à Associated Press, os sintomas podem ser parecidos, mas há algumas diferenças:

  • Constipação: corrimento nasal, tosse, espirros, garganta irritada, dores de cabeça e no corpo e, às vezes, febre baixa com duração inferior a uma semana.
  • Gripe: febre, calafrios, tosse, dores de cabeça e no corpo, dor de garganta, fadiga e corrimento nasal. Os sintomas da gripe tendem a aparecer mais rapidamente do que os da constipação e podem durar até duas semanas.
  • Covid-19: pode incluir febre, calafrios, tosse, falta de ar, dor de garganta, perda de olfacto ou paladar, cansaço, dor de cabeça e náuseas ou vómito por vários dias.

Qual a diferença entre gripe e constipação?

A Direcção-Geral da Saúde explica que, apesar de ambas serem infecções virais, a gripe e a constipação “não são causadas pelos mesmos vírus e apresentam alguns sintomas diferentes”.

“Os sintomas de uma constipação surgem de forma mais leve do que os de uma gripe. É comum estarem limitados à zona do nariz e não estão tão associados a complicações graves”, explica a DGS.

A autoridade de saúde refere ainda que os sintomas da gripe tendem a ser mais intensos do que os de uma constipação e é mais comum surgirem dores musculares, cansaço e febre mais alta. Para além disso, existe um risco maior de desenvolvimento de complicações ou agravamento de doenças pré-existentes.

Como se deve proteger?

  • Lave as mãos frequentemente: use sabão e água e esfregue pelo menos durante 20 segundos, especialmente após usar a casa de banho e antes de comer ou preparar refeições. Caso não tenha acesso a água e sabão, use um desinfectante para as mãos com pelo menos 60% de álcool.
  • Limpe regularmente as superfícies: sobretudo maçanetas da portas, interruptores, bancadas, telemóveis, etc.
  • Use máscara em locais com muitas pessoas: as máscaras ajudam a prevenir infecções respiratórias.
  • Evite tocar no rosto: O contacto com olhos, nariz ou boca com as mãos não lavadas pode facilitar a entrada de vírus no organismo.
  • Vacinas: considere vacinar-se contra a gripe ou a covid-19.
  • Descanse e hidrate-se: tente dormir as horas recomendadas e mantenha-se hidratado para ajudar o sistema imunológico a funcionar melhor.

Se estiver doente, fique em casa

Para evitar contaminar outras pessoas, é importante permanecer em casa enquanto estiver com sintomas.

SIC Notícias
24.11.2025

Visita: free counter

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado), pré-AO.

 

Loading

87: Há uma nova estirpe da gripe a preocupar as autoridades de saúde: o que é a H3N2?

1
0

 

🇵🇹 PORTUGAL // SAÚDE // GRIPE // H3N2

O tempo ainda é de incertezas perante o impacto que a próxima temporada da gripe pode ter na saúde pública, mas o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças alerta para que as autoridades se preparem para “uma temporada de gripe mais severa” na Europa, especialmente se houver baixa adesão à vacinação.

Há uma nova estirpe da gripe a preocupar as autoridades de saúde: o que é a H3N2?

Há uma nova estirpe de gripe A (H3N2), subtipo K, que está a preocupar as autoridades e que está a chegar “três a quatro semanas mais cedo” do que é habitual à Europa. Na semana passada, o ECDC – Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças – apelou para que os países europeus acelerem os processos de vacinação, visto que os casos de gripe estão a aumentar de forma invulgar. 

O tempo ainda é de incertezas perante o impacto que a próxima temporada da gripe pode ter na saúde pública, mas o ECDC (na sigla inglesa) alerta para que as autoridades se preparem para “uma temporada de gripe mais severa” na Europa, especialmente se houver baixa adesão à vacinação.

“Estamos a observar um aumento nos casos de gripe muito mais cedo do que o normal este ano e isso significa que o tempo é crucial”, afirma o chefe da secção de Vírus Respiratórios do ECDC, Edoardo Colzani apelando: “Se tem direito à vacinação, por favor, não espere. Vacinar-se agora é uma das maneiras mais eficazes de se proteger e proteger as pessoas ao seu redor de doenças graves neste inverno”.

Quais os sintomas?

Segundo a revista Forbes, os sintomas associados a esta estirpe são semelhantes aos vírus da gripe e incluem febre, tosse, secreção nasal, fadiga, dores musculares e calafrios. Pode acontecer, em casos mais graves, apresentarem febres mais altas, dificuldade em respirar, desidratação e hospitalizações. 

Esta segunda-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, alertou que o inverno vai ser muito duro e que esta nova estirpe pode provocar uma pressão muito grande no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“A pressão vai ser muito grande, o inverno vai ser muito duro e nós, além dos planos de inverno e de contingência, temos também a emergência médica com planos reforçados”, afirmou Martins.

Entre Dezembro de 2024 e Janeiro de 2025, Portugal registou mais de 1.600 óbitos em excesso, afectando sobretudo mulheres e pessoas com mais de 85 anos. O período coincidiu com a epidemia da gripe e as temperaturas extremas.

Como prevenir?

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) afirma que as próximas duas semanas são a altura ideal para os elegíveis se vacinarem. Apesar de ser uma estirpe que não circulou no ano passado – e, por isso, não está coberta pela vacina -, a DGS reforça que consegue evitar, na mesma, quadros clínicos mais graves.

Também o ECDC insiste que as pessoas com maior risco de desenvolver doença grave se devem vacinar sem demora. Esses grupos incluem pessoas com mais de 65 anos, grávidas, pessoas com doenças preexistentes e crónicas ou imuno-comprometidas e pessoas que vivem em ambientes fechados, como instituições de cuidados continuados e lares.

Recomenda igualmente a vacinação aos profissionais de saúde ou trabalhadores de instituições de longa permanência. Aconselha os serviços de saúde e as instituições de longa permanência a fortalecerem os seus planos de preparação e medidas de prevenção e controle de infecções, além de incentivarem funcionários e visitantes a usar máscaras durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

O ECDC defende igualmente que os profissionais de saúde devem considerar a administração imediata de antivirais a pacientes com maior risco de desenvolver doença grave para reduzir complicações. Os profissionais de saúde devem também considerar o uso de profilaxia antiviral durante surtos em ambientes fechados, como instituições de cuidados continuados ou lares.

Com Lusa

SIC Notícias
Rita de Sousa
24.11.2025

Visita: free counter

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado), pré-AO.

 

Loading