235: Depressão Nils traz chuva e vento fortes apesar de não afectar directamente Portugal. 46 mil clientes sem luz

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO NILS

Prevê-se que a chuva persistente vai continuar a atingir, nos próximos dias, o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo.

Danos numa estrada em Arruda dos Vinhos, na sequência do mau tempo
Foto. Reinaldo Rodrigues

Município de Leiria pede doação urgente de telhas

O Município de Leiria apelou hoje para a doação urgente de telhas, material necessário para a reconstrução de casas afectadas pela depressão Kristin.

Numa nota de imprensa, a Câmara salienta que as telhas são “indispensáveis para dar resposta às necessidades de reconstrução das habitações afectadas pelos danos provocados pela depressão Kristin”.

Segundo a autarquia, agora são prioritárias “telhasol 10 e 12, telhões para telhasol, telha Marselha antiga, telha Margon Juncal (esquerda e direita), telha Umbelino Monteiro, telha CS – modelo F2 e telhões para telha CS”.

A Câmara salienta que “a entrega destes materiais, desde que em bom estado de conservação, é fundamental para permitir uma resposta eficaz aos pedidos de apoio apresentados pelos munícipes”.

A entrega deve ser feita no Armazém Solidário, localizado no Mercado do Falcão, junto ao aeródromo de Leiria, diariamente entre as 09:00 e as 17:00, local que também é de recolha de outros “materiais de construção, assegurando o apoio direto às famílias nos trabalhos de reconstrução das suas habitações”.

Os munícipes que necessitem de apoio podem dirigir-se ao Armazém Solidário, por onde passaram já cerca de quatro mil pessoas, para pedir materiais.

À agência Lusa, o vereador Carlos Palheira adiantou que a Câmara está com alguma dificuldade em ter aquele tipo de telhas e telhões, referindo que já adquiriu e também tem apelado à solidariedade de empresas, que têm oferecido.

“Quem tem telhas em casa e não as consegue fazer chegar, pelo menos sinalize o modelo de telha e diga onde é que estão, que nós vamos tentar encontrar forma de ir buscá-las à casa das pessoas, caso seja uma necessidade o modelo em questão”, adiantou Carlos Palheira.

O autarca agradeceu a todos os que têm doado telhas, “um gesto de solidariedade imensa”, destacando que “contribuem, de alguma forma para o bem-estar de pessoas”.

Lusa

E-Redes com 46 mil clientes sem energia às 16:00

Um total de 46 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia eléctrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, desde 28 de Janeiro, informou hoje a empresa.

Num balanço com dados actualizados às 16:00, a empresa contabiliza 46 mil clientes por alimentar em todo o território continental, dos quais “cerca de 35 mil clientes na zona da depressão Kristin”.

Destes 35 mil clientes, 27 mil estão localizados no distrito de Leiria, o mais afectado com a falta de energia eléctrica, sete mil no distrito de Santarém e mil no distrito de Castelo Branco.

Anteriormente a empresa tinha indicado que pelas 08:00 estavam sem energia eléctrica 41 mil clientes, “sendo que nas zonas mais críticas” as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizavam 35 mil clientes.

Leiria já era o distrito mais afectado, com 26 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com seis mil clientes, Castelo Branco com dois mil e Coimbra com mil.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação eléctrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afectadas, ainda de acordo com a empresa.

Lusa

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou hoje que são esperados, na quarta-feira, chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afectar directamente Portugal continental.

Num comunicado, o IPMA refere que o continente português “não será influenciado directamente pela depressão Nils”, que “tem associado um sistema frontal que transporta uma massa de ar quente e húmido para a Península Ibérica”.

“Assim, para dia 11 está prevista chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro, sendo menos intensa na região Sul”, acrescenta o instituto.

De acordo com o IPMA, o vento irá soprar por vezes forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas, em particular nas regiões a norte do rio Mondego.

Quanto à agitação marítima, “continua forte na costa ocidental”, prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima a norte do Cabo Mondego.

O IPMA já emitiu avisos amarelo e laranja para chuva, vento e agitação marítima.

Estão com aviso laranja devido à previsão de chuva “persistente e por vezes forte” os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga.

Lusa

Depressão Nils: “Seremos influenciados, mas a severidade será menor do que a da Marta”, diz o IPMA

Nuno Lopes, meteorologista do IPMA, afirma que a Nils terá em Portugal um impacto inferior ao da depressão Marta — “com a Kristin não há comparação possível”. Alerta para chuva “por persistência”, a norte e centro, e para o risco de deslizamentos de terras, já que “os solos estão muito fragilizados”

Município de Leiria pede doação urgente de telhas

O Município de Leiria apelou hoje para a doação urgente de telhas, material necessário para a reconstrução de casas afectadas pela depressão Kristin.

Numa nota de imprensa, a Câmara salienta que as telhas são “indispensáveis para dar resposta às necessidades de reconstrução das habitações afectadas pelos danos provocados pela depressão Kristin”.

Segundo a autarquia, agora são prioritárias “telhasol 10 e 12, telhões para telhasol, telha Marselha antiga, telha Margon Juncal (esquerda e direita), telha Umbelino Monteiro, telha CS – modelo F2 e telhões para telha CS”.

A Câmara salienta que “a entrega destes materiais, desde que em bom estado de conservação, é fundamental para permitir uma resposta eficaz aos pedidos de apoio apresentados pelos munícipes”.

A entrega deve ser feita no Armazém Solidário, localizado no Mercado do Falcão, junto ao aeródromo de Leiria, diariamente entre as 09:00 e as 17:00, local que também é de recolha de outros “materiais de construção, assegurando o apoio directo às famílias nos trabalhos de reconstrução das suas habitações”.

Os munícipes que necessitem de apoio podem dirigir-se ao Armazém Solidário, por onde passaram já cerca de quatro mil pessoas, para pedir materiais.

À agência Lusa, o vereador Carlos Palheira adiantou que a Câmara está com alguma dificuldade em ter aquele tipo de telhas e telhões, referindo que já adquiriu e também tem apelado à solidariedade de empresas, que têm oferecido.

“Quem tem telhas em casa e não as consegue fazer chegar, pelo menos sinalize o modelo de telha e diga onde é que estão, que nós vamos tentar encontrar forma de ir buscá-las à casa das pessoas, caso seja uma necessidade o modelo em questão”, adiantou Carlos Palheira.

O autarca agradeceu a todos os que têm doado telhas, “um gesto de solidariedade imensa”, destacando que “contribuem, de alguma forma para o bem-estar de pessoas”.

Lusa

E-Redes com 46 mil clientes sem energia às 16:00

Um total de 46 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia eléctrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, desde 28 de Janeiro, informou hoje a empresa.

Num balanço com dados actualizados às 16:00, a empresa contabiliza 46 mil clientes por alimentar em todo o território continental, dos quais “cerca de 35 mil clientes na zona da depressão Kristin”.

Destes 35 mil clientes, 27 mil estão localizados no distrito de Leiria, o mais afectado com a falta de energia eléctrica, sete mil no distrito de Santarém e mil no distrito de Castelo Branco.

Anteriormente a empresa tinha indicado que pelas 08:00 estavam sem energia eléctrica 41 mil clientes, “sendo que nas zonas mais críticas” as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizavam 35 mil clientes.

Leiria já era o distrito mais afectado, com 26 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com seis mil clientes, Castelo Branco com dois mil e Coimbra com mil.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação eléctrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afectadas, ainda de acordo com a empresa.

Lusa

Depressão Nils traz chuva e vento fortes apesar de não afectar directamente Portugal

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou hoje que são esperados, na quarta-feira, chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afectar directamente Portugal continental.

Num comunicado, o IPMA refere que o continente português “não será influenciado directamente pela depressão Nils”, que “tem associado um sistema frontal que transporta uma massa de ar quente e húmido para a Península Ibérica”.

“Assim, para dia 11 está prevista chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro, sendo menos intensa na região Sul”, acrescenta o instituto.

De acordo com o IPMA, o vento irá soprar por vezes forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas, em particular nas regiões a norte do rio Mondego.

Quanto à agitação marítima, “continua forte na costa ocidental”, prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima a norte do Cabo Mondego.

O IPMA já emitiu avisos amarelo e laranja para chuva, vento e agitação marítima.

Estão com aviso laranja devido à previsão de chuva “persistente e por vezes forte” os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga.

Lusa

Alvaiázere ainda com “muitas centenas” de casas sem luz

O concelho de Alvaiázere, no distrito de Leiria, terá ainda “muitas centenas, se não milhares” de habitações sem luz, alertou hoje o presidente da Câmara, defendendo mais meios no terreno para resolver as ligações de baixa tensão.

“Enquanto nós estávamos a trabalhar mais na média tensão, tínhamos noção de quantos clientes é que aqueles postos abasteciam. Agora, diria que pelo número de reclamações que estamos a ter, temos muitas centenas se não alguns milhares de habitações ainda por fazer a ligação à rede eléctrica”, afirmou à agência Lusa João Guerreiro.

Apesar de os problemas de média tensão estarem resolvidos, o autarca explicou que falta fazer as ligações a habitações, num concelho com centenas de quilómetros de linhas de baixa tensão afectadas.

“Não é fácil explicar às pessoas porque é que o vizinho tem e eles não têm, porque é que já existe iluminação pública e a casa deles não tem. São questões técnicas que estamos a tentar ultrapassar e dar resposta o mais rapidamente possível”, aclarou.

Perante a situação de pessoas que estão há 14 dias sem luz, João Guerreiro salientou que o município pediu à E-Redes “disponibilização de mais equipas de baixa tensão” para resolver os vários problemas que existem no terreno, considerando que os recursos, neste momento, são escassos.

“O que precisamos muito, muito nesta altura são equipas de baixa tensão para fazer estas últimas ligações porque sem elas muitas habitações e algumas empresas não têm acesso à electricidade”, vincou, referindo que, neste momento, o concelho tem apenas três equipas de baixa tensão a trabalhar.

Se se mantiverem apenas três equipas de baixa tensão, o autarca acredita que em vez de falar de dias para resolver os problemas ainda existentes terá de pensar em semanas, numa altura em que a frustração de quem está sem luz continua a acumular-se.

“Vamos ter aqui alguns casos em que estaremos a falar de semanas, porque são territórios bastante dispersos, em que às vezes uma linha que alimenta três ou quatro casas está atingida em cinco ou seis pontos e tem 10 quilómetros de linha”, notou.

O autarca, que antes de falar com a Lusa atendia ao pedido de um munícipe de 91 anos que lhe perguntava porque é que ainda não tinha luz, contou que há “pessoas isoladas, idosas, que estão desesperadas com a situação”.

Além de no passado ter havido riscos de queda de telhados e de intoxicação por monóxido de carbono face à passagem da depressão Kristin, João Guerreiro alertou para os riscos que agora surgem com linhas de baixa tensão em carga.

Segundo o presidente da Câmara de Alvaiázere, a intervenção de emergência nas habitações afectadas já foi feita “em quase todas as casas”, o abastecimento de água está assegurado e as comunicações começam a recuperar, “embora ainda com algumas falhas”.

Lusa

Pescadores algarvios impedidos de ir ao mar passam dificuldades

Os pescadores algarvios debatem-se com a falta de rendimentos provocada pelo mau tempo, que os tem impedido de ir ao mar, agravada por subsídios do ano passado que ainda não chegaram, disseram à Lusa responsáveis do sector.

“O certo é que já são quatro semanas em que os barcos não vão ao mar e as famílias não têm maneira de ter rendimento, havendo situações já muito complicadas”, afirmou a responsável pela Associação de Armadores de Pesca da Fuseta, no concelho de Olhão.

Em declarações à Lusa, Sónia Olim lembrou que esta é a única forma de subsistência destes profissionais e que se os pescadores não conseguem trabalhar, também não têm rendimentos: “Não vendendo, não têm com o que viver”, lamentou.

Para complicar ainda mais a situação, acrescentou a responsável, ainda não foi sido distribuído o fundo de compensação salarial devido pelo período de defeso à pesca do polvo, de meados de Setembro a meados de Outubro do ano passado.

“Esse subsídio dava para as muitas famílias que estão a passar por dificuldade aguentarem pelo menos este mês de mau tempo”, afirmou Sónia Olim.

A Associação de Armadores de Pesca da Fuseta tem mais de 80 associados, na sua maior parte com pequenas embarcações que levam em média três pescadores.

Miguel Cardoso, responsável pela Olhão Pesca, uma outra associação de produtores do mesmo concelho do distrito de Faro, concorda que “a resposta das autoridades não é tão rápida” como os beneficiários gostariam.

“Estamos a falar com o Governo para ver as ferramentas de ajuda que há e aguardamos com muita expectativa por uma resposta”, disse aquele responsável à Lusa.

Miguel Cardoso admite que durante o inverno a situação dos pescadores é “sempre complicada”, mas este ano, “desde 16 de Janeiro que já houve quatro tempestades, o que impediu os barcos de pesca exercerem a sua actividade”.

A falta de actividade pesqueira afecta também os negócios ligados às lotas, de distribuição e de restauração, porque não há peixe para vender e o pouco que há está mais caro.

Lusa

Caudal do Mondego registava mais de 1.700 metros cúbicos por segundo às 14:00

O caudal do rio Mondego na ponte-açude de Coimbra registava, pelas 14:00 de hoje, 1.741 metros cúbicos por segundo (m3/s), um dos maiores valores desde que as inundações atingem, há mais de uma semana, o Baixo Mondego.

No início da passada semana, os caudais que passam no açude-ponte – onde o rio Mondego entra no trajecto canalizado que vai de Coimbra à Figueira da Foz – chegaram a ultrapassar os 1.800 m3/s, mas numa altura em que não chovia e em que os campos agrícolas estavam longe da inundação que agora se verifica.

A meio da tarde de domingo, o caudal que sai (efluente) da Ponte-Açude, começou a baixar, dos 1.507 m3/s até aos 1.264 m3/s (menos 243 mil litros por segundo) registados às 14:00 de segunda-feira, segundo dados do portal Info Água, consultados pela agência Lusa.

No entanto, nas últimas 24 horas e praticamente sem que a chuva, embora fraca, desse tréguas, o caudal voltou a subir, cifrando-se, pelas 14:00 de hoje, nos 1.741 m3/s (mais 477 mil litros por segundo) face à mesma hora de segunda-feira.

Acresce que os descarregadores da margem direita do Mondego – três infra-estruturas da obra hidráulica do rio, que permitem retirar água do canal principal para os campos agrícolas – estavam hoje a funcionar, embora não na plenitude, revelam imagens captadas no local.

A água descarregada do canal principal acaba por acumular e correr para jusante, em direcção ao leito abandonado do Mondego e valas de drenagem, sendo parcialmente responsável pelo isolamento da povoação da Ereira há uma semana e por alguma água acumulada no centro de Montemor-o-Velho.

Segundo a mesma fonte de dados, a bacia do Mondego voltou hoje a estar em situação de alerta de cheias – o menos gravoso de dois níveis, sendo o mais grave a situação de risco – embora com quatro episódios a montante de Coimbra a merecerem atenção.

Um desses episódios acontece na estação hidrométrica da Ponte do Cabouco, no rio Ceira (afluente da margem esquerda do Mondego), registava, pelas 16:00, 4,47 metros de altura de água (bem acima do mínimo de 3 metros do nível de risco) e um caudal de 193 m3/s.

Também no nível de risco estavam a ponte da Conraria, no mesmo rio, situada a pouco mais de um quilómetro da foz do Ceira, cuja altura de água se situava, pelas 16:15, nos 6,46 metros (1,46 metros acima do nível mínimo de risco de 5 metros) e um caudal de 471 m3/s, que estará a provocar uma pressão acrescida ao caudal da ponte-açude de Coimbra.

Já a ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, voltou hoje à situação de risco, apresentando, pelas 16:00, um caudal com 3,88 metros de altura.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem vindo a fazer uma gestão de cheia controlada, aplaudida em geral, no Baixo Mondego, por agricultores e autarcas, no sentido de evitar que as margens do Mondego quebrem, o que sucedeu em 2001 com resultados catastróficos e, mais recentemente, em 2019, com uma cheia limitada à margem direita.

No entanto, continua a existir o risco de os diques direito ou esquerdo do canal principal do rio poderem rebentar, face à pressão que a água exerce naquelas infra-estruturas e o tempo decorrido desde o início desta crise – cerca de 10 dias – com caudais médios da ordem dos 1.500 m3/s.

Lusa

Novas inundações em Soure devido à subida dos rios

O concelho de Soure voltou hoje a registar inundações devido à subida do caudal dos rios e a localidade de Sobral ficou parcialmente isolada, disse o presidente da Câmara.

Hoje, a situação no concelho “está pior, com os níveis de cheia muito altos”, e, na localidade de Sobral, “foram os Fuzileiros a levar as crianças para a escola”.

“Nos outros sítios estamos a conseguir fazer [o transporte] com alternativas terrestres. No Sobral é que temos algumas situações em que as casas estão mesmo isoladas no meio da água. Só mesmo com os botes”, afirmou Rui Fernandes à agência Lusa, realçando que apenas “algumas casas” da localidade estão isoladas.

Os rios Arunca e Anços “subiram outra vez” hoje, verificando-se inundações no centro da vila de Soure, disse o autarca, notando que a situação das povoações à volta do rio Mondego é também “muito difícil”.

“Cada vez são mais as estradas cortadas”, salientou.

A autarquia está a avaliar a retirada de uma pessoa devido aos danos na cobertura de uma casa na localidade de Gabrieis, que não foi possível reparar.

De acordo com Rui Fernandes, a previsão é a de que a situação piore, face às notícias que chegam do rio Mondego, com o reporte de um caudal no rio Ceira “que as pessoas nunca viram”.

“Temos muita chuva e vamos manter o Anços e o Arunca a subir também. A previsão para as próximas horas é de agravamento e, para complicar as coisas mais, parece que na quarta-feira ainda temos muita chuva”, concluiu.

Lusa

Cheia no Baixo Mondego poderá impedir produção de arroz

A situação de cheia que dura há mais de uma semana no Baixo Mondego, com cerca de 6.000 hectares inundados, poderá impedir a produção de arroz, cuja sementeira começa em Abril, perdendo-se 30 mil toneladas daquele cereal.

A previsão foi feita à agência Lusa por José Pinto Costa, um dos maiores produtores de arroz do Baixo Mondego, que, olhando para a eventual subida dos custos de produção, acrescidos dos investimentos necessários para fazer face aos prejuízos das cheias e da depressão Kristin, admitiu a possibilidade de não avançar, este ano, para a sementeira, por poder não compensar.

“Quanto mais tarde instalarmos a cultura, menor vai ser a produção média por hectare, a perspectiva das 30 mil toneladas pode cair para as 20 mil. E já sabemos que os custos de produção vão aumentar novamente e, portanto, ponderamos seriamente se vale a pena ir para o terreno ou não”, frisou o empresário agrícola da freguesia de Maiorca, concelho da Figueira da Foz.

“Estamos a fazer as nossas contas e a ponderar seriamente se vale a pena avançar com a cultura do arroz na próxima campanha”, reafirmou José Pinto Costa.

A água acumulada nos campos agrícolas – que, em alguns locais, ultrapassa dois metros de altura – vai fazer com as culturas sejam instaladas “muito mais tarde” no terreno, antecipando “graves problemas” na campanha do arroz que começa em Abril.

Para além das inundações, observou que há agricultores com armazéns danificados pela passagem da depressão Kristin, e que têm os terrenos “totalmente inundados, sem saberem daqui por quanto tempo podem entrar nas suas propriedades agrícolas”.

“E as infra-estruturas de rega e de drenagem não sabemos o que acontece e em que estado estarão quando a água descer”, vincou o também presidente da Associação de Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego.

“Está um cenário futuro bastante complicado. De há dois anos para cá vimos a perder rendimento, há dois anos perdemos 25%, o ano passado voltámos a perder, e agora, com estas perspectivas, com este cenário que temos, não sabemos o que vai acontecer”, argumentou José Pinto Costa.

Do lado do milho, mas também dos produtos horto-frutícolas – as três principais culturas do Baixo Mondego – a situação é idêntica: Armindo Valente já produziu arroz, mas, de há uns anos para cá, aposta apenas no milho, planta cuja cultura se inicia em finais de Março, princípios de Abril.

Depois há ainda problemas na batata, cultura habitualmente instalada em finais deste mês, início de Março, e cujos agricultores “estão sem saber o que fazer” e “sem condições”, face a tanta água nos campos.

Com décadas de experiência na agricultura, Armindo Valente é uma das vozes mais conhecedoras e respeitadas na planície agrícola. O também vice-presidente da associação de regantes considerou ser ainda prematuro antecipar o que sucederá face à situação de cheia que teima em não largar o Baixo Mondego, avisando, no entanto, que “se isto continuar mais uma semana ou duas, a situação leva a que não se consiga entrar em algumas zonas dos arrozais”.

“O arroz [os terrenos onde se cultiva] está praticamente todo debaixo de água. Como são os terrenos com cotas mais baixas, são os que têm neste momento mais água. Ninguém sabe o que vai acontecer, mas isto pode pôr em causa a produção no Baixo Mondego e não só no arroz”, avisou.

“Está toda a gente à espera que venha o bom tempo e isto se resolva, mas a situação começa a ser preocupante para algumas culturas”, antecipou Armindo Valente.

A inundação dos campos afecta o vale central do Mondego, na margem direita do rio, mas também os vales secundários da margem esquerda, por onde correm os rios Ega, Arunca e Pranto, nos concelhos de Montemor-o-Velho, Soure e Figueira da Foz, distrito de Coimbra.

A única zona que não está totalmente coberta de água são os campos agrícolas localizados mais perto de Coimbra, embora, também aí, as preocupações cresçam.

“Aqui mais a montante, a situação poderá ser menos gravosa, mas também está a ficar tudo cheio de água”, notou João Grilo, produtor de arroz e milho, com uma propriedade de cerca de 100 hectares, localizada entre São Martinho da Árvore e São Silvestre, no concelho de Coimbra.

Por estes dias, João Grilo, que também preside à Associação de Agricultores do Vale do Mondego, vai olhando as infra-estruturas adjacentes ao canal principal do Mondego – como os três descarregadores da margem direita que voltaram a lançar água para os campos.

“Temos de deixar passar isto [as cheias]. Mas já sabemos que mais custos vão existir, estamos a viver tempos muito difíceis e sem rendimento nenhum, não sabemos se vamos ter capacidade de semear ou não. O que sabemos é que vai ter de existir um antes e um depois desta situação no Baixo Mondego”, enfatizou.

Cauteloso, João Grilo, aguarda para perceber a dimensão dos prejuízos: “Só depois das águas baixarem e ficar tudo a nu, é que vamos ver”, defendeu.

Também hoje, em comunicado, a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) considerou que os prejuízos causados pelas tempestades na agricultura e floresta “foram avultados”, sendo que na horticultura, “ultrapassam o meio milhão de euros”, para além de destruição de telhados de armazéns agrícolas, de dezenas de estufas, assim como milhares de árvores e oliveiras arrancadas.

A ADACO disse ser “urgente o rápido levantamento dos prejuízos junto dos agricultores”, a simplificação dos processos administrativos e que as indemnizações e apoios cheguem aos destinatários de forma célere, defendendo apoios a fundo perdido por parte do Governo.

Lusa

Primeiro-ministro responde quarta-feira no parlamento sobre actuação do Governo

O primeiro-ministro regressa na quarta-feira ao parlamento para um debate quinzenal que deverá ficar marcado pela resposta do Governo às consequências do mau tempo que causou 15 mortes nas últimas duas semanas.

Com parte do país (68 concelhos) em situação de calamidade até domingo, Luís Montenegro responderá, pela primeira vez, na Assembleia da República à oposição, que criticou a actuação do executivo, sobretudo na fase inicial de resposta à depressão Kristin, com vários partidos a pedirem a demissão da ministra da Administração Interna.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de Janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

O debate quinzenal realiza-se ainda três dias depois da eleição do novo Presidente da República, o antigo secretário-geral do PS António José Seguro, que venceu com quase 67% e 3,48 milhões de votos, quando faltam votar 20 freguesias, de oito municípios, que pediram o adiamento do sufrágio para o próximo domingo devido ao mau tempo.

O outro candidato, o presidente do Chega, André Ventura, obteve mais de 1,7 milhões de votos (cerca de 33%), o que o levou a auto-intitular-se no domingo “líder da direita.

Já o primeiro-ministro defendeu no domingo que “nada mudou” para a governação com esta eleição presidencial e insistiu, por várias vezes, que se abre agora um período de 3,5 anos sem eleições nacionais, referindo-se ao final previsto da legislatura, no outono de 2029.

O debate quinzenal abrirá com uma intervenção inicial de Luís Montenegro, e André Ventura – que retomará o mandato de deputado que suspendeu durante a campanha – será o primeiro a questionar o chefe do Governo, seguindo-se PS, IL, Livre, PCP, BE, PAN, JPP, antes das bancadas que suportam o Governo, CDS-PP e PSD.

Sobre a resposta ao mau tempo, o primeiro-ministro tem defendido que o Governo fez tudo o que era possível desde o início e que este ainda não é o momento de fazer a avaliação do executivo, mas de responder às situações de emergência no terreno.

Nas duas últimas semanas, o Governo realizou dois Conselho de Ministros centrados na resposta ao mau tempo – um extraordinário, a 01 de Fevereiro, onde aprovou os primeiros apoios a famílias e empresas, quer para ajuda à subsistência quer à reconstrução das habitações e fábricas destruídas, que o primeiro-ministro estimou totalizaram 2,5 mil milhões de euros.

Na quinta-feira passada, além de ter sido prolongada a situação de calamidade até ao próximo domingo, foi formalizada a isenção de portagens em alguns trechos de autoestradas das zonas afectadas pelo mau tempo e aprovado um regime jurídico excepcional e transitório de simplificação administrativa e financeira destinado a viabilizar a reconstrução e reabilitação, sem controlo administrativo prévio.

A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, tem sido o alvo preferencial das críticas da oposição – com vários partidos a pedirem a sua substituição no Governo -, mas estas estenderam-se a outros membros do executivo na gestão da crise, como o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o da Defesa Nacional, Nuno Melo, ou o da Economia e da Gestão Territorial, Manuel Castro Almeida.

O último debate quinzenal com o primeiro-ministro no parlamento realizou-se a 21 de janeiro, dominado pelo tema das presidenciais, e o próximo já está marcado para 25 deste mês.

Lusa

Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca, David Pereira
10.02.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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214: Manifesto dos mais-ou-menos-assumidos por Ventura

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🇵🇹 OPINIÃO

Ler e ouvir quem, mais ou menos assumidamente, apela ao voto em Ventura é uma experiência fascinante. Há inclusive — juro — os que invocam como principal motivo as “convicções” do líder do Chega.

“Sei que ficamos espantados quando há gente com convicções na política”.

A frase é de Teresa Nogueira Pinto, a “ministra da Cultura sombra” do Chega — que, filha da centrista Maria José Nogueira Pinto e do hagiógrafo de Salazar Jaime Nogueira Pinto, melhor teria o cognome de enviada-especial-do-Chega-para-a-velha-direita-endinheirada — num programa da Rádio Observador, referindo André Ventura. E que convicções lobrigou na pessoa em causa esta Nogueira Pinto, nas últimas semanas em pressuroso rodopio de entrevistas e comentários no desiderato de apor a sua patine bon-chic-bon-genre ao candidato presidencial da extrema-direita? Vejamos.

Supõe-se que o encontraremos explicado num texto que publicou no Expresso intitulado “porque voto Ventura”. Nele, começa por referir “a tríade ‘Deus, Pátria, Família’” — que, como é sabido, foi usada por Salazar como esteio central do seu regime e tem sido apropriada pelo líder do Chega. Segundo Nogueira Pinto, essa tríade, que “tanto horror suscita ao progressismo dominante”, não nasceu com Salazar mas sim da pena de um italiano oitocentista democrata e revolucionário, e é “uma ideia bonita e simples”.

Conviria quiçá lembrar que o ditador português Salazar pediu emprestado o slogan ao ditador italiano Mussolini — a quem, creio, ninguém se atreverá a negar o apodo de fascista — dando-se o caso, nada secreto, de Salazar ser contemporâneo do fascismo italiano. Tentar refutar essa referência evidente — tanto mais evidente quando Ventura anda a clamar aos quatro ventos que o que faz falta são “três salazares” — faz tanto sentido como asseverar que se alguém andar aí de cabeça rapada a vender T-shirts com “O trabalho liberta” se está a referir ao bem que faz trabalhar e ao título do livro de 1873 do alemão Lorenz Diefenbach (outro oitocentista) e não aos infames letreiros dos campos de concentração nazis.

Teresa Nogueira Pinto, obviamente, sabe-o bem — o seu pequeno texto é uma espécie de prestidigitação infantil, onde semeia aquilo a que se costuma dar o nome de “apitos de cão” enquanto pretende estar a negá-los. Porque a ideia é precisamente acicatar. Quando no citado programa da Rádio Observador assevera que é preciso “debater com toda a serenidade” matérias como a imigração, logo de seguida desculpabiliza como “uso da retórica e da comunicação política” o facto de Ventura assegurar que com ele como presidente haveria pessoas que iriam presas. É, diz a militante do Chega que se apresenta como “especialista em ciência política” e “professora universitária”, não um anúncio de alteração de regime e do fim da separação de poderes que caracteriza o Estado de direito democrático, mas “uma espécie de pedra que se manda para o charco de águas paradas, e funciona, porque ficámos a falar dos três salazares.”

Desde que funcione, tudo bem, então — supõe-se que Nogueira Pinto, que parece considerar muito a religião e a fé, também não achará mal que Ventura se tenha anunciado escolhido pelo seu deus para salvar Portugal (afirmação que deu origem a uma das melhores perguntas alguma vez feitas numa entrevista — aquela que Miguel Pinheiro, o director do Observador, colocou ao líder do Chega sobre tal revelação: “Quando é que isso aconteceu?”).

Talvez seja essa uma das “convicções” que a ministra-sombra vê no presidente do seu partido: a de ter sido ungido pelo Deus dos católicos. Certo é que no texto que escreveu sobre o seu candidato não colhemos referência às alegadas convicções que este terá, e que, segundo ela, o distinguem — só a certificação de que Ventura é “dissenso”, “divergência e alternativa” a “um consenso sufocante e despolitizado”. É, portanto, “contraditório”, ou “do contra”. Em quê? Para quê? Bom, isso agora não interessa nada.

O mesmo vale para o historiador e colunista do Observador Rui Ramos, que, num texto justamente intitulado “Ventura contra todos os outros”, garante ser esse “o único líder político em actividade que interessa aos portugueses”, mas não, ao contrário do que “os rivais crêem”, pelos seus truques de comunicação, mas pela “substância”. E a substância é? “O choque a que o país foi sujeito quando percebeu que os governantes, sem lhe perguntarem, tinham decidido abolir qualquer controlo da imigração.”

Passando à frente, por motivos de espaço, da afirmação de que “foi abolido qualquer controlo de imigração”, talvez seja de recordar que quando Ventura se começou a afirmar politicamente, ainda como candidato do PSD à autarquia de Loures, em 2017, a sua “causa” — Rui Ramos afirma que “é o único político activo que está associado a uma causa, e mais: à necessidade de manter essa causa, que não é uma causa qualquer, mas existencial, no debate público” — era o ataque aos ciganos e àquilo a que dá o nome de “subsídio-dependência”.

É estranho estar a chamar a atenção de um historiador para a história, mas a tal “causa existencial” que segundo ele faz o sucesso de Ventura só surgiu no seu discurso em 2024, quando o Chega já tinha um bom número de deputados e o seu líder era há muito o político mais entrevistado pelas TV portuguesas. Pelo que, lamento, não, não é de todo verdade o que Rui Ramos diz. Se Ventura tem desde o início da sua ascensão política uma causa, é a da discriminação dos discriminados, à mistura com os “apitos de cão” que Teresa Nogueira Pinto tão diligentemente refere no texto citado.

Acresce que, nas dores de crescimento, o Chega, ou seja o seu líder (porque o Chega é o seu líder), largou o hiper-liberalismo à Milei do programa inicial (de 2019) e transformou-se num partido que defende o Estado Social, ou seja, mais dinheiro para os hospitais públicos, as escolas públicas, os funcionários públicos, mais dinheiro para os pensionistas (incluindo os que pouco ou nada contribuíram para a Segurança Social, numa curiosa contradição face à sua propalada aversão à “subsídio-dependência”) — em suma, aquilo a que os “liberais económicos”, como será o caso de Rui Ramos, execram como “socialismo”.

De resto, o Chega é sistematicamente apanhado a votar contra, a favor e a abster-se no mesmo assunto — ou seja, destituído de convicções, a não ser uma: a de que tudo, incluindo todas as piruetas, vale para chegar ao poder. Se há algo que distingue André Ventura, algo em que é realmente exímio, é em não ter qualquer outra convicção a não ser a de que tem de fazer tudo o que for preciso, por mais repugnante e por mais vil, para chegar onde quer.

Não pode haver ninguém com o mínimo de cultura política e histórica que não veja e não saiba isso — pelo que todos os que, de forma mais ou menos sonsa, tentam articular defesas intelectuais do voto em Ventura são, como ele, meros oportunistas que ou pretendem uma boleia para o que esperam seja o seu destino ou sonham poder usá-lo.

Diário de Notícias
Fernanda Câncio
04.02.2026

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213: Circulação suspensa na Linha do Sul em Grândola. Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO LEONARDO

Uma semana após a passagem da tempestade Kristin, há ainda populações privadas de electricidade e a precisar de ajuda numa altura em que o país enfrenta a nova depressão meteorológica Leonardo.

Foto: Gerardo Santos

IP activou planos de emergências. Mais de 1000 operacionais no terreno e 400 milhões de euros

A Infra-estruturas de Portugal activou os seus planos de actuação em situações de emergência, assegurando uma intervenção contínua no terreno, numa altura em que muitas estradas e linhas ferroviárias continuam cortadas.

Foram mobilizados cerca de 1.100 operacionais, integrando equipas da IP e dos seus prestadores de serviço, 550 viaturas, entre veículos ligeiros, pesados, todo-o-terreno e veículos motorizados especiais, bem como pás carregadoras, retro-escavadoras e giratórias.

No mesmo sentido, a IP recebeu um reforço de 400 milhões de euros, aprovado em Conselho de Ministros, para conseguir dar resposta ao actual cenário nacional.

“Até ao momento, os principais efeitos registados estão sobretudo associados à instabilidade de taludes, derrocadas, quedas de árvores e situações pontuais de inundação, fenómenos que constituem as principais preocupações operacionais, tendo em conta a quantidade de água acumulada nos solos. As equipas da IP, com o apoio essencial das empresas e empreiteiros com que colabora, encontram-se no terreno mobilizadas para acções de inspecção, prevenção e reposição das condições de segurança e circulação”, garante a entidade no seu site oficial.

Figueiró dos Vinhos cancela Carnaval. “Todos os recursos canalizados para o apoio às populações”

A Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos anunciou o cancelamento das festividades do Carnaval 2026 no concelho devido à situação de calamidade, na sequência da “passagem devastadora da depressão Kristin”.

“Todos os recursos humanos e logísticos estão canalizados para o apoio às populações e empenhados em minimizar, o mais possível, os graves danos causados por esta tempestade”, justifica o município em nota divulgada nas redes sociais.

Assim sendo, o programa das festividades do Carnaval, que estava previsto realizar-se entre os dias 13 e 17, foi cancelado. “O nosso pensamento está constantemente com todas as famílias que sofreram estas perdas, com aqueles que viram os seus bens danificados e com todos os que enfrentam o desalento causado por esta intempérie”, refere a autarquia.

Força Aérea recolhe informação em zonas afectadas por cheias e em situação de perigo

A Força Aérea realizou esta quarta-feira um sobrevoo de reconhecimento da zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida, para recolher informação sobre áreas afectadas por cheias e em situação de perigo.

“Uma tripulação da Esquadra 552 da Força Aérea, acompanhada por Fuzileiros, realizou hoje um sobrevoo de reconhecimento visual na zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida”, anunciou em comunicado aquele ramo das Forças Armadas.

De acordo com a Força Aérea Portuguesa, esta “missão conjunta permitiu recolher informação crítica sobre áreas densamente afectadas por cheias e em situação de perigo, reforçando a capacidade de resposta integrada das Forças Armadas no apoio às autoridades civis e às populações”.

A Força Aérea acrescenta ainda que estão “empenhados dois helicópteros AW119 Koala, um dedicado à monitorização das zonas mais afectadas, em apoio à E-Redes e ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e outro vocacionado para a vigilância e detecção de cheias”.

O ramo das Forças Armadas recorda que na Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, Leiria, continuam a ser distribuídas refeições e é dada a possibilidade de banhos quentes e carregamento de telemóveis, além de outros apoios solicitados pelos cidadãos, tanto presencialmente como através das redes sociais da Força Aérea.

Mantém-se ainda “o apoio na cedência e aplicação de lonas, na disponibilização de geradores e na remoção de destroços das vias públicas”.

Por outro lado, o “Centro de Operações Espaciais da Força Aérea intensificou a recolha e análise de informação espacial, que complementada com as imagens recolhidas pelas aeronaves, apoiam as operações de resposta imediata e as acções de recuperação após os efeitos da depressão Kristin”.

Lusa

Casal e filho desalojados após casa desabar parcialmente em Ourique

Um casal, com cerca de 70 anos, e o filho, de 40, ficaram hoje desalojados depois de a casa onde viviam ter desabado parcialmente devido ao mau tempo, no concelho de Ourique, distrito de Beja.

Contactado pela Lusa, o comandante dos Bombeiros de Ourique, Mário Batista, referiu à Lusa que a casa, situada no lugar de Foros da Favela, a cerca de oito quilómetros da vila, ficou sem condições de habitabilidade.

A habitação “tem paredes em taipa” e as chuvas intensas podem ter originado “infiltrações de água” na estrutura, que provocaram o desabamento parcial, apontou.

Igualmente contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Ourique, Marcelo Guerreiro, salientou que os três moradores, um casal, com cerca de 70 anos, e o filho, de 40, vão ser realojados temporariamente numa casa do município.

O alerta para o desabamento parcial desta habitação foi dado às autoridades às 07:57.

DN/Lusa

Cerca de 99% da população de Ourém deverá ter água ao final da tarde

Cerca de 99% da população do concelho de Ourém, no distrito de Santarém, deverá ter o abastecimento de água restabelecido até ao final da tarde de hoje, anunciou a Be Water – Águas de Ourém.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa referiu que “cerca de 80% dos sistemas de abastecimento do concelho estão a operar com energia proveniente de geradores (aproximadamente 25 no total)”.

“Devido à sua sensibilidade, estes equipamentos estão sujeitos a paragens e avarias, exigindo vigilância contínua e circuitos de reabastecimento ininterruptos, assegurados por duas equipas em permanência”, explicou.

Segundo a Be Water, foi feito o reforço do abastecimento em alguns reservatórios através do transporte de água entre sistemas e “algumas zonas abastecidas com hidropressores estão temporariamente a funcionar em ‘bypass’”, o que poderá levar a que a pressão de serviço seja inferior ao normal.

Há também a possibilidade de surgirem “pequenas interrupções devido a roturas ou danos na rede de distribuição”, mas a empresa referiu que, “para assegurar uma intervenção rápida”, está a recolher informações junto do município de Ourém, da Protecção Civil e dos munícipes.

“Os trabalhos estão a decorrer para normalizar totalmente o abastecimento o mais rapidamente possível”.

Lusa

Um total de 93 mil clientes da E-Redes sem energia

Um total de 93 mil clientes da E-Redes continua sem abastecimento de energia eléctrica devido aos danos provocados pela depressão Kristin, que afectou Portugal continental há uma semana, na rede de distribuição, informou hoje a empresa. São menos 10 mil do que no balanço anterior, que estava nos 103 mil.

Num balanço feito às 08:00, a empresa indicou que “estão por alimentar 93 mil clientes, sendo que, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 87 mil clientes”.

Leiria é o distrito mais afectado, com mais com 63 mil clientes sem energia, seguido de Santarém, com 15 mil clientes, Castelo Branco com seis mil, e Coimbra com três mil, segundo a E-Redes.

DN/Lusa

“Situação agravou-se”. Nível de cheia subiu para 1,2 metros na baixa de Alcácer do Sal

Foto: Gerardo Santos

O nível de cheia na zona baixa de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, “já ultrapassou 1,20 metros”, disse esta quarta-feira à Lusa o comandante sub-regional da protecção civil, realçando que “a situação agravou-se”.

“O nível de cheia já ultrapassou 1,20 metros e prevê-se um agravamento das condições meteorológicas, a continuação da precipitação e do vento”, disse o comandante sub-regional de Emergência e protecção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Além disso, acrescentou, “as barragens continuam a descarregar”, com essa água a chegar ao Rio Sado que ‘banha’ a cidade de Alcácer do Sal.

“A situação agravou-se. Tivemos a maré cheia por volta das 05h00 e a próxima será às 18h00”, relatou.

Tiago Bugio indicou que “a avenida está inundada e ruas adjacentes e diversas ruas estão cortadas ao trânsito”.

O comandante destacou que hoje também a Estrada nacional 253 (EN253) que faz a ligação entre Alcácer do Sal e Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, encontra-se fechada à circulação rodoviária.

Além disso, tal como nos últimos dias, os acessos às localidades de Santa Catarina, São Romão, Arez e Casebres estão cortados ao trânsito, mas estas povoações têm ligações a municípios vizinhos, enquanto Vale do Guizo, cujo acesso também está cortado, “está isolado”.

Perante as condições meteorológicas previstas, o comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil do Alentejo Litoral deixou um apelo à população.

“O importante é que os habitantes se cinjam às deslocações essenciais, porque as condições meteorológicas vão agravar-se”, alertou.

Além disso, continuou, “a acumulação de água nas estradas é muito elevada, as linhas de água estão a extravasar os leitos”, pelo que são necessários “cuidados redobrados”.

O mesmo responsável acrescentou ainda que, na área do Comando Sub-Regional de Emergência e Protecção Civil do Alentejo Litoral, estão cortadas duas estradas no concelho de Santiago do Cacém. Bombeiros disseram à Lusa que se trata da EN261 em S. Domingos e a Estrada Municipal 390, entre Abela e S. Domingos.

Lusa

Ponto da situação da rede ferroviária. Circulação suspensa na Linha do Sul em Grândola

A Infra-estruturas de Portugal (IP) indica que nesta quarta-feira a circulação ferroviária regista condicionamentos em três linhas da rede nacional: Douro, Oeste e Sul, sendo esta última a mais recente com constrangimentos. Uma situação causada “pelas condições meteorológicas adversas da última semana, com impacto na infra-estrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos”.

De acordo com a CP, a circulação ferroviária na Linha do Sul estava às 09h00 suspensa entre Azinheira dos Barros e Grândola, no distrito de Setúbal.

Este era o ponto da situação da IP às 08h00:

Linha do Sul: circulação suspensa entre Grândola e Azinheira de Barros.

Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira.

“As equipas da Infra-estruturas de Portugal encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança”, assegura a empresa na nota divulgada no site.

Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu hoje

A maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu esta quarta-feira, uma semana após a depressão Kristin ter atingido gravemente o município, anunciou a Câmara.

Abriram estabelecimentos do pré-escolar ao ensino secundário dos oito agrupamentos do concelho e a Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo (esta não agrupada), com o município a aconselhar a consulta no sítio na Internet do município ou nas redes sociais de quais as escolas reabertas, assim como as turmas deslocalizadas.

“Algumas escolas vão permanecer encerradas, devido aos danos provocados pelo mau tempo, nomeadamente quedas de árvores, cortes de energia e infiltrações, situações que exigem a verificação e garantia de todas as condições de segurança”, adiantou a autarquia, referindo que a avaliação para novas reaberturas vai ser feita diariamente.

No caso dos estabelecimentos que não reúnem ainda condições para reabrir, a Câmara assegurou que “continua a trabalhar em articulação com a comunidade educativa para que todos os alunos regressem às aulas em segurança o mais rapidamente possível”.

A Câmara de Leiria gere 145 edifícios escolares, com cerca de 15 mil alunos.

Lusa

Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca
04.02.2026

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Protecção Civil eleva estado de prontidão para o nível máximo. Montenegro prevê “grande desafio” esta semana

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🇵🇹 PORTUGAL // DEPRESSÃO LEONARDO // PROTECÇÃO CIVIL

Quando ainda se tenta recuperar do rasto de destruição devido à tempestade Kristin, país começa esta terça-feira a sentir os efeitos da depressão Leonardo: mais chuva, vento forte e agitação marítima

Marcelo Rebelo de Sousa recebeu o primeiro-ministro Luís Montenegro no Palácio de Belém.
FOTO: FILIPE AMORIM/LUSA

Pescadores têm fundo de compensação e Governo estuda novo apoio para aquacultura

O Governo esclareceu hoje que os pescadores podem recorrer ao fundo de compensação salarial face ao mau tempo e adiantou estar a avaliar, para a aquacultura, um apoio para a compra de equipamentos destinados a requalificar unidades destruídas.

“No que respeita aos pescadores, é possível recorrer ao Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca (FCSPP), um mecanismo que apoia financeiramente pescadores e armadores com actividade suspensa por motivos excepcionais, como mau tempo ou gestão de recursos”, indicou o Ministério da Agricultura e Mar, em resposta à Lusa, acrescentando que estão a ser analisados apoios complementares.

O município da Nazaré pediu esclarecimentos à Secretaria de Estado das Pescas e do Mar quanto à não inclusão das actividades piscatórias e de aquacultura nos apoios anunciados na sequência da depressão Kristin.

Numa solicitação dirigida ao secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, o presidente da Câmara da Nazaré, Serafim António, questionou “as razões que justificam esta exclusão, da comunicação pública relativa aos apoios financeiros extraordinários destinados a mitigar os prejuízos provocados pelas recentes intempéries”.

À Lusa, o Ministério da Agricultura e Mar assegurou que as empresas do sector podem recorrer ao conjunto de medidas para famílias e empresas afectadas pela depressão Kristin.

O ministério tutelado por José Manuel Fernandes adiantou ainda estar a trabalhar com a autoridade de gestão do Mar 2030 sobre a possibilidade de disponibilizar um apoio para a aquisição de novos equipamentos para requalificar as unidades destruídas.

Lusa

Metropolitano de Lisboa abre três estações a sem-abrigo no período nocturno

O Metropolitano de Lisboa vai manter abertas entre hoje e a madrugada de segunda-feira, no período nocturno, as estações de Santa Apolónia, Oriente e Rossio, para permitir que pessoas em situação de sem-abrigo possam ali pernoitar, devido ao frio.

Numa informação enviada à agência Lusa, fonte do Metropolitano de Lisboa explicou que esta medida se insere “no âmbito do Plano de Contingência para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, visando assegurar uma resposta adequada às condições de frio extremo que actualmente se fazem sentir na cidade de Lisboa”.

Assim, entre hoje e a madrugada de segunda-feira, as pessoas em situação de sem-abrigo poderão pernoitar nas estações de metro de Santa Apolónia (linha Azul), Rossio (linha Verde) e Oriente (linha Vermelha).

Lusa

Banco de Fomento lança 1.500 milhões de euros de crédito para emergências e reconstrução

O Banco de Fomento vai lançar na quarta-feira duas linhas de crédito de emergência de 1.500 milhões de euros dirigidas às empresas afectadas pelas tempestades, para colmatar necessidades imediatas e apoiar a reconstrução de instalações e equipamentos.

A criação das linhas foi anunciada hoje pelo presidente do Banco Português de Fomento (BPF), Gonçalo Regalado, num encontro com jornalistas.

O responsável da instituição adiantou que o prazo para submissão das candidaturas arranca na quarta-feira, estando previsto que a contratação e a liquidez aconteçam a partir de segunda-feira, 09 de Fevereiro.

Ao contraírem os empréstimos através destas linhas, as empresas terão uma isenção de comissão de garantia e das comissões bancárias habitualmente associadas, adiantou.

Os pedidos são submetidos junto do BPF pelos bancos comerciais, através do formulário que ficará disponível a partir de quarta-feira, cabendo às instituições financeiras obter a validação dos empresários para formalizar o empréstimo.

O objectivo das linhas de crédito especiais é assegurar condições de financiamento mais baixas às empresas, uma vez que os bancos concedem os empréstimos através de uma garantia emitida pelo BPF equivalente a 70% ou 80% do financiamento, dependendo da dimensão das empresas.

As linhas agora anunciadas abrangem diversos sectores de actividade, desde a indústria à hotelaria, passando pela restauração ou empresas agrícolas, explicou o presidente executivo do BPF.

Além do financiamento global de 1.500 milhões de euros, o BPF tem previstos 100 milhões de euros que serão convertíveis a fundo perdido (subvenções), explicou.

O apoio com maior valor disponível, para a concessão de empréstimos num valor global de 1.000 milhões de euros, chama-se “linha BPF apoio à reconstrução – investimento” e destina-se a apoiar a construção de instalações, equipamentos, activos biológicos e outras infra-estruturas afectadas.

Para acederem a esta linha, as empresas têm de enviar aos bancos dois documentos: uma declaração de valor de danos (emitida pelas seguradoras ou pelas comissões de coordenação de desenvolvimento regional) ou da avaliação bancária (pelos bancos), e uma declaração de compromisso.

Os bancos comerciais analisam as operações, financiam até 100% dos danos e o BPF emite uma garantia, explicou o presidente executivo.

O financiamento vai até 100% dos danos causados. Se as empresas receberem indemnizações de seguros ou outras compensações relacionadas com os danos financiados os valores abate ao apoio concedido.

A garantia do BPF será de 70% para as grandes empresas e de 80% para as Pequenas e Médias Empresas, referiu. Depois, existe um tecto máximo da garantia a conceder pelo BPF, que não poderá ultrapassar 20% do financiamento total por cada entidade financeira.

Há ainda a possibilidade de converter até 10% do valor concedido a uma empresa a fundo perdido, ao fim de três anos, se as entidades mantiverem a actividade e o emprego (será comparado o numero de trabalhadores entre 2025 e 2028), referiu o responsável do BPF.

As empresas têm dez anos para pagar os créditos, com um período de carência de três anos (até 36 meses) em que podem não reembolsar capital nem juros, explicou o responsável.

A segunda linha chama-se “linha BPF apoio à reconstrução – tesouraria” e pretende financiar necessidades imediatas de liquidez e fundo de maneio indispensáveis, estando previsto um total de 500 milhões de euros.

Neste caso, o prazo de pagamento é de cinco anos e o período sem exigência de reembolso é de 12 meses.

Nesta segunda linha, as micro empresas podem receber até 100 mil euros, as pequenas até 500 mil, as médias até 1,5 milhões de euros e as grandes até 2,5 milhões de euros, disse o presidente do BPF.

Para os financiamentos de tesouraria, o apoio abrange as empresas dos municípios em que seja decretada uma situação de emergência ou calamidade a partir de Janeiro de 2026.

O presidente executivo do banco disse que há pelo menos 120 mil empresas elegíveis, sendo este número variável porque diz respeito apenas às empresas sediadas nos locais afectados, e as empresas com sede noutros locais do país também podem concorrer caso tenham registado perdas nos concelhos afectados pelas tempestades.

Lusa

Protecção Civil eleva estado de prontidão para o nível máximo

O comandante nacional de emergência e protecção civil alertou hoje para a situação meteorológica “muito complexa” prevista para os próximos dias, que obrigou a elevar o estado de prontidão do dispositivo para o nível mais elevado.

“Com base neste quadro meteorológico, o país foi elevado todo para o estado de prontidão especial 4, o mais elevado dos níveis que temos, o que implica 100% da capacidade dos agentes de protecção civil disponível”, afirmou Mário Silvestre, numa conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).

Face à situação meteorológica muito complexa que está prevista, o comandante nacional apelou às populações que tenham em atenção os fenómenos meteorológicos, como chuva e vento forte, agitação marítima com ondas que podem atingir os 11 metros, queda de neve e possibilidade de inundações.

O comandante nacional da Protecção Civil alertou ainda para o risco de lençóis de água nas estradas e e disse que o risco de cheias é sobretudo elevado em Águeda e nas margens dos rios Douro e Tâmega.

Desde o início da tempestade Kristin até às 16:00 de dia 1 foram registadas 12 183 ocorrências, sendo a queda de árvores o principal tipo de ocorrência, e já foram activados 72 planos municipais e três planos distritais de emergência.

Castanheira de Pera estima prejuízos de cinco milhões de euros com 550 habitações afectadas

O presidente do Município de Castanheira de Pera, no norte do distrito de Leiria, estimou hoje em cinco milhões de euros os prejuízos no concelho após a depressão Kristin, que provocou danos em 550 habitações.

“São cerca 600 infra-estruturas e habitações com danos, estamos agora a fazer o levantamento mais exaustivo, porque a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro pediu. E estimamos prejuízos de cerca de cinco milhões de euros”, disse à agência Lusa António Henriques.

“Os danos são em estradas, edifícios municipais, danos em património natural, nomeadamente ribeira de Pera, e Praia das Rocas”, declarou António Henriques, destacando que o número de habitações afectadas é de 550.

Segundo o autarca, “a zona sul do concelho foi praticamente toda afectada por esta intempérie”.

Quanto aos serviços essenciais, a falta de água foi pontual no concelho.

“Ao nível das telecomunicações, as três operadoras estão a funcionar desde domingo, embora, de vez em quando, haja alguma falha”, declarou, referindo que 95% do território tem energia eléctrica.

O presidente da Câmara destacou o trabalho dos operacionais que estão no terreno, desde a Protecção Civil, funcionários municipais e de instituições particulares de solidariedade social, bombeiros, sapadores florestais e pessoas que trabalham nas infra-estruturas eléctricas e de comunicações.

“Tem sido um trabalho que tem permitido minimizar o impacto, que é grande, da intempérie”.

A autarquia anunciou, entretanto, a criação de um banco de telhas gratuitas, no estaleiro municipal, que começa a funcionar na quarta-feira, entre as 09:00 e as 17:30.

Aos munícipes que necessitem, a autarquia pede que levem um exemplar ou informação do tipo de telha que precisem.

“No local, deverá ser solicitada exclusivamente a quantidade necessária de telhas”, adiantou, explicando que, “posteriormente, técnicos da Câmara Municipal deslocar-se-ão às habitações para verificar se a quantidade de materiais utilizada corresponde ao solicitado, de forma a evitar pedidos indevidos ou excedentes”.

Em caso de os cidadãos não terem meios para transportar as telhas até casa, haverá apoio dos técnicos.

“O apoio está limitado ao ‘stock’ existente e os materiais serão entregues apenas no local indicado, por ordem de chegada”, esclareceu o município, pedindo às pessoas que tenham telhas para doar que o façam no estaleiro naquele horário.

Lusa

Montenegro: “Esta semana será um grande desafio. Quinta-feira e domingo serão dias difíceis”

Luís Montenegro perspectivou mais uma semana difícil no que concerne ao mau tempo e os seus efeitos, garantindo que tudo está a ser feito para minimizar os estragos.

“Estamos a fazer o maior esforço possível para a normalidade regressar à vida das pessoas. ainda há muitas que estão sem energia eléctrica e telecomunicações. Esta semana será um grande desafio. Quinta-feira e domingo serão dias difíceis, com risco de inundações. Estamos a fazer toda a prevenção, para precaver os impactos”, afirmou primeiro-ministro após uma reunião com Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém, em Lisboa.

Montenegro adiantou que o Presidente da República “estar em visitas a zonas afectadas, juntamente com membros do Governo, e constatar o que todos têm feito no terreno”.

O líder do executivo garantiu que “estão empenhados todos os meios disponíveis para reparação e proteger o que está hoje mais frágil”. “Não será possível fazer reparações nos primeiros dias, mas haverá acções preventivas para minimizar estragos”, assegurou Montenegro.

Concelhos em situação de calamidade representam 17% da população portuguesa

Os 68 concelhos em situação de calamidade após a passagem da depressão Kristin têm 17,1% da população residente em Portugal e 16,7% da área total, um território onde se localizam grandes empresas, muitas delas fortemente exportadoras.

Segundo os dados do INE de 2023, nos concelhos com declaração de calamidade viviam 1.8267.35 pessoas (17,1%) e com um rendimento bruto de 20.651.694 euros, que corresponde a 16,4 % do total do país.

Em muitas das freguesias, ainda sem electricidade, existirão dificuldades no acesso ao voto nas eleições presidenciais de domingo, 08 de Fevereiro. No total da área afectada, estão inscritos 1.589.165 eleitores (14,4% do total). A abstenção nestes concelhos oscilou entre 26,33% em Vila de Rei e 50,30% na Nazaré.

Acima do poder de compra ‘per capita’ do país, no mapa dos concelhos afectados, apenas está Leiria, Coimbra e Aveiro, mas, entre os municípios com menos de 70% da média nacional existem quatro casos: Oleiros, Penamacor, Góis e Pampilhosa da Serra.

No que diz respeito ao envelhecimento, 30% da população tem mais de 65 anos, acima da média nacional (24%), e, dos 68 concelhos afectados, apenas 14 têm populações mais novas que a média nacional, com destaque para Entroncamento, Batalha e Ílhavo, seguindo-se depois Aveiro, Torres Vedras, Condeixa-a-Nova, Leiria, Rio Maior, Murtosa, Ovar, Vagos, Marinha Grande, Lourinhã e Albergaria-a-Velha.

Na região, encontram-se 14 concelhos com índice de envelhecimento que corresponde a mais do dobro da média nacional, com destaque para Oleiros, Penamacor, Pampilhosa da Serra e Castanheira de Pêra.

Oleiros, aliás, é o concelho mais envelhecido de toda a região afectada, com um índice de 730, quatro vezes superior à média nacional, e o presidente da Câmara disse hoje que mais de 70% do território está sem comunicações móveis ou com instabilidade.

O impacto não é apenas nas pessoas mas também na economia regional e nacional. Os concelhos litorais desta região afectada têm uma forte componente empresarial e toda a região tem 248.586 empresas, que correspondem a 15,7% do total do país.

A região de Leiria e de Aveiro é fortemente exportadora e essa contabilidade também terá efeitos na balança comercial do país.

Lusa

Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca, Carlos Nogueira, David Pereira
03.02.2026

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210: Cerca de 118 mil clientes da E-Redes ainda sem energia. Baixa de Alcácer do Sal outra vez inundada

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO LEONARDO

Quando ainda se tenta recuperar do rasto de destruição devido à tempestade Kristin, país começa esta terça-feira a sentir os efeitos da depressão Leonardo: mais chuva, vento forte e agitação marítima

Rio Sado voltou a galgar as margens e inundou a Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal
RUI MINDERICO/LUSA

EN222 cortada ao trânsito entre Vila Nova de Foz Côa e Almendra devido a várias derrocadas

A Estrada Nacional (EN222) foi esta terça-feira cortada ao trânsito, no troço entre Vila Nova de Foz Côa e Almendra, no distrito da Guarda, devido a derrocadas de pedra e terra, disse à Lusa o presidente da câmara.

Segundo o autarca de Foz Côa, Pedro Duarte, este corte foi feito por motivos de segurança rodoviária, visto que há várias derrocadas de pedras e terra no troço entre a sede de concelho e a freguesia de Almendra.

“Prevemos que os trabalhos de limpeza da via sejam céleres, mas não há garantias de não haja mais derrocadas, devido à chuva que se faz sentir e a previsão de condições meteorológicas adversas para os próximos dias”, disse

Segundo o autarca, o corte da EN222 foi efectuado ao início da manhã e, para já, não há alternativas rodoviárias.

Lusa

Ponto da situação na circulação ferroviária

Continuam a registar-se “condicionamentos” na circulação ferroviária em “algumas linhas da rede nacional”, devido à passagem da depressão Kristin e às condições meteorológicas “das últimas horas, com impacto na infra-estrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos”, segundo a Infra-estruturas de Portugal (IP).

Este era o ponto de situação às 08h00:

Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e a Figueira da Foz;

Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira.

A Infra-estruturas de Portugal indica que as equipas estão “no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança”.

Autocarro com crianças e idosos ficou preso na neve em Castro Daire

Um autocarro ficou ao início da manhã desta terça-feira retido na neve na Estrada Municipal (EM) 550, em Castro Daire, e os bombeiros estão a retirar crianças e idosos para os levar ao destino, disse à Lusa fonte da Protecção Civil.

Segundo a fonte do Comando Sub-regional de Viseu Dão Lafões, a EM 550, que liga Pinheiro a Castro Daire, ficou cortada devido à queda de neve durante a noite.

No local estão cinco operacionais e três veículos da GNR e dos bombeiros, a transportar “entre 25 a 30 passageiros” para a sede de concelho.

A mesma fonte acrescentou que não se encontra cortada mais qualquer estrada devido à queda de neve na zona da Serra de Montemuro.

Lusa

Cerca de 118 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 08h00

Cerca de 118 mil clientes da E-Redes continuavam às 08h00 desta terça-feira sem fornecimento de energia em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede eléctrica, na quarta-feira, informou a empresa.

Segundo informação enviada à agência Lusa, sete dias depois da tempestade, 118 mil clientes continuavam hoje sem fornecimento de energia, sendo que nas zonas mais críticas as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 115 mil clientes.

O distrito de Leiria é o mais afectado com 85 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com 20 mil clientes, Castelo Branco com oito mil e Coimbra com dois mil.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação eléctrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afectadas.

No anterior balanço, correspondente às 18h00 de segunda-feira, 134.000 clientes da E-Redes, sobretudo em Leiria, estavam sem energia eléctrica, no dia em que o mau tempo da madrugada provocou novas avarias na rede, segundo a empresa.

Lusa

Leiria lança operação “Telhado Solidário”

A Câmara de Leiria lançou esta terça-feira a operação “Telhado Solidário”, iniciativa especialmente direccionada a técnicos qualificados e empresas com o objectivo de reparar telhados, com a garantia de alojamento aos participantes que não sejam do concelho.

“Depois da campanha de distribuição de lonas plásticas para protecção imediata dos telhados e da campanha de recolha de telhas, o Município lança agora a Operação ‘Telhado Solidário’, uma iniciativa que visa contratar empresas e mobilizar entidades e autarquias com capacidade para disponibilizar equipas técnicas qualificadas para a reparação de telhados afectados”.

Numa nota de imprensa, a Câmara assegurou que o objectivo “é assegurar a colocação de telhas ou de soluções provisórias de protecção, como lonas, em habitações de pessoas que, pela idade, condição física ou ausência de meios técnicos, não têm capacidade para realizar trabalhos desta natureza, que implicam risco e exigem especialização”.

A autarquia apelou à “colaboração de empresas do sector da construção e da reabilitação, entidades com equipas técnicas capacitadas, autarquias e outras entidades que possam disponibilizar recursos humanos para este esforço solidário”.

“Para as equipas que se desloquem de fora do concelho de Leiria, o Município assegurará alojamento, de forma a facilitar uma resposta rápida, eficaz e coordenada”.

As entidades participantes “deverão ter capacidade de actuação autónoma, dispondo dos seus próprios recursos humanos e materiais necessários à intervenção”.

Para participar na operação “Telhado Solidário”, os interessados devem manifestar interesse através do endereço de e-mail reerguerleiria@cm-leiria.pt ou do telefone 961 668 537, disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários.

A campanha surge na sequência da depressão Kristin que atingiu o concelho de Leiria, “provocando danos significativos em numerosas habitações”, com a autarquia a sublinhar que “continua a reforçar a resposta no terreno, com especial atenção às situações de maior vulnerabilidade social”.

Lusa

Baixa de Alcácer do Sal outra vez inundada com subida do Rio Sado

A Avenida dos Aviadores em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, voltou a ficar inundada na madrugada desta terça-feira, devido à subida do Rio Sado, que continua com um “nível muito elevado”, disse a Protecção Civil.

O rio subiu esta madrugada como prevíamos e, tal como foi alertado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), não está a descer, continua com um nível muito elevado”, revelou à Lusa o comandante sub-regional de Emergência e protecção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Por isso, durante a madrugada, “alagou um pouco a marginal do lado da câmara municipal, mas já baixou, e inundou a Avenida dos Aviadores até ao mercado municipal, subindo cerca de um metro, sem baixar”, precisou a mesma fonte.

Lusa

Diário de Notícias
Susete Henriques
03.02.2026

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207: Depois da destruição da Kristin, depressão Leonardo traz muita chuva e vento a Portugal

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO LEONARDO

Em algumas regiões, a chuva prevista para esta semana poderá ser duas a três vezes acima da média. Madrugada de quinta-feira será o período mais crítico, prevê o IPMA

Paulo Spranger/Global Imagens

Portugal prepara-se para mais um episódio de mau tempo. Ainda mal ficaram para trás os efeitos da depressão Kristin e já se aproxima uma nova tempestade atlântica, de nome Leonardo, que promete trazer chuva intensa, vento forte, neve nas serras e mar muito agitado nos próximos dias.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a depressão Leonardo –  assim baptizada pela Delegação Regional dos Açores -, está a organizar-se no Atlântico Norte, a cerca de 1100 quilómetros a norte dos Açores. Trata-se de mais um sistema inserido no chamado “comboio de tempestades” que tem marcado este inverno e que continua a canalizar sucessivas frentes activas na direcção de Portugal.

Chuva persistente e vento forte no continente

No continente, os efeitos da depressão Leonardo deverão começar a notar-se a partir do final da tarde de terça-feira, 3 de Fevereiro, com a chegada de um sistema frontal pelo Baixo Alentejo e Algarve, avisa o IPMA, em comunicado. A chuva será persistente e, por vezes, forte, acompanhada de vento intenso, sobretudo no litoral e nas zonas montanhosas.

Durante a noite de quarta para quinta-feira, 4 para 5 de Fevereiro, prevê-se o período mais crítico, com precipitação generalizada, rajadas até 75 km/h no litoral a sul do Cabo Mondego e até 95 km/h nas terras altas.

Nas regiões montanhosas do Norte e Centro, os acumulados totais de precipitação entre os dias 3 e 7 poderão atingir valores entre 150 e 250 litros por metro quadrado, valores duas a três vezes superiores à média, com a próxima quinta-feira (5) a prever-se como o mais chuvoso destes dias.

“Devido a esta situação foram emitidos avisos meteorológicos de níveis laranja e amarelo, nomeadamente de precipitação, neve, rajada de vento e agitação marítima”, refere o IPMA.

Açores e Madeira também em alerta

Nos Açores, os primeiros impactos começam a sentir-se já a partir de quarta-feira, 4 de Fevereiro. O IPMA emitiu aviso vermelho de agitação marítima para o grupo Ocidental, onde as ondas poderão atingir 10 metros de altura significativa, com picos máximos até 19 metros, e aviso laranja de vento para os grupos Ocidental e Central, com rajadas que podem chegar aos 110 km/h.

Também a Madeira será afectada pelas ondulações frontais associadas à depressão. Entre os dias 3 e 6, espera-se chuva frequente, especialmente no oeste da ilha, vento forte e mar muito agitado. As rajadas poderão atingir os 85 km/h, ou mesmo 95 km/h nas terras altas, e as ondas na costa norte poderão chegar aos 7 metros a partir de quinta-feira. “Devido a esta situação foram emitidos avisos meteorológicos de níveis laranja e amarelo para a agitação marítima e rajada de vento”, refere o IPMA.

Papel do anticiclone dos Açores e da corrente de jacto

A precipitação deverá persistir, pelo menos, até a metade de Fevereiro, com novos sistemas a cruzar o território nacional, aproveitando a posição anómala do anticiclone dos Açores, que se encontra mais a sul do que é habitual, deixando de funcionar como barreira de estabilidade. A isto junta-se o comportamento da corrente de jacto, que tem permanecido muito a sul, a passar sobre os Açores e o território continental, abrindo caminho a sucessivas depressões atlânticas.

O IPMA aconselha a monitorização constante das previsões e dos alertas meteorológicos, principalmente nas áreas mais susceptíveis a inundações, ventos fortes e agitação marítima. Após a Kristin, Leonardo confirma que o inverno ainda está longe de terminar.

Diário de Notícias
Rui Frias
02.02.2026

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203: 16 minutos que abalaram o mundo

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🇵🇹 OPINIÃO

Começo pelo óbvio: Mark Carney, primeiro-ministro canadiano, fez em Davos um discurso que ficará na história do século XXI. Durou 16 minutos, foi interrompido duas vezes com palmas e, no final, praticamente toda a sala se levantou para uma prolongada ovação que só teve paralelo com um célebre discurso de Mandela, em 1992, quando chamou ao palco F. D. Klerk promovendo aos olhos do mundo uma reconciliação nacional na África do Sul.

É extraordinário que este discurso tenha sido feito por um banqueiro. O seu percurso foi sedimentado na liderança de dois poderosos bancos centrais, o Banco do Canadá e o Banco de Inglaterra – Carney foi o único a governar mais do que um banco central do G7.

E é igualmente notável que seja um canadiano a avançar como ideólogo da decência de um novo mundo que, por mais desejos piedosos que possamos ter, já não volta para trás. Um banqueiro canadiano que cita dois pensadores europeus, um da Grécia, berço da Democracia, o outro do Leste europeu que foi rastilho para uma subversão que aniquilou por dentro uma tirania que se acreditava indestrutível: a tirania comunista com base no Pacto de Varsóvia e da União Soviética.

Mark Carney licenciou-se em Harvard e doutorou-se em Oxford. Os seus pais eram professores de liceu e acreditavam na força das ideias como motor humano. Ele e os seus três irmãos cresceram nessa premissa. Era importante saberem para onde ir e acreditarem que a cooperação é mais inteligente do que o individualismo. Mark foi guarda-redes de hóquei no gelo na infância e adolescência. E durante vários anos, nas férias de estudante do Secundário, distribuía o jornal da terra nas ruas de Edmonton.

É um discurso revolucionário. Um texto corajoso, destemido e brilhante que me disse muito. Se me tem acompanhado nesta “conversa” semanal sabe o quanto estes temas me são caros. O valor dos princípios aliado ao pragmatismo. O valor dos resultados, aliado à cultura e ao pensamento. O valor do crescimento, aliado à cooperação.

O valor da liberdade aliado às regras e aos princípios. O valor e o peso dos “peixes” médios e pequenos que têm de fazer por si para não serem engolidos por tubarões, quando estes, como disse Carney com outras palavras, decidem que não há regras que devam respeitar sempre que lhes apetece comer.

Carney vem do mundo das ideias e da banca. Vem do mundo das regras e da regulação. Vem da procura da excelência e não do populismo. E vem do Canadá, onde o perigo de se dizer não a Trump é real. É isso que redobra a força do seu discurso. Ele está ali ao lado, é o seu país que está directamente ameaçado, mas é precisamente ali que Trump e os seus pistoleiros, serão combatidos.

Desejo dizer duas ou três coisas rápidas. Partilhá-las consigo. Quero que fiquem escritas. Como bem disse Carney, o mundo mudou. E é neste quadro que devemos trabalhar, não num mundo utópico ou nostálgico. Ninguém nos dará nada de borla. Não é por nos ajoelharmos ao poder dos falcões – quer seja Trump ou Putin – que eles nos oferecerão alguma coisa. Os que acreditaram nisso, perderam. Perderam na década de 1930 com os nazis, perderam há uns anos com a Rússia, depois da invasão da Crimeia, e tornarão a perder se capitularem com a tomada pela força da Gronelândia… ou do Canadá.

A aceitação traz segurança, pergunta Tucídides. A resposta é evidente. Será duro o embate, mas precisamos de aceitar o desafio e formarmos uma verdadeira confederação de ideias. Necessitamos de estabelecer regras e novos líderes capazes de se distinguir a partir de uma ideia moral. Estar do lado certo, do lado do bem, da cooperação, único modo de sermos eficientes, de sobrevivermos e ganharmos.

Por fim, uma pequena nota. Acredito firmemente que este novo tempo terá como consequência o fim da Esquerda e da Direita como conceitos e modelos ideológicos. A clivagem será, a partir de agora, e nas próximas décadas, entre quem acredita na liberdade e na democracia liberal, e quem não acredita. Entre quem defende uma ordem baseada na decência e no respeito pelos interesses das partes, e quem defende a desordem e o poder da força dos poderosos contra todos os que não o são.

Entre quem acredita num mundo regulado e quem utilizará a tecnologia para criar cidades, países e, por fim, um mundo como espaço não-regulado, um mundo libertário saído de um filme de ficção científica. Entre, para simplificar, o bem e o mal. A luz e a sombra. A esperança e o ressentimento.

Tudo isto tem alguma coisa a ver com as nossas eleições presidenciais, mas isso deixarei para a próxima semana.

Presidente da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Torres Vedras

manuel.guerreiro@ccamtv.pt

Diário de Notícias
Manuel José Guerreiro
30.01.2026

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202: Munique 2026: o Direito Internacional deve dizer não à força bruta

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🇵🇹 OPINIÃO

A Conferência Anual de Munique sobre a segurança internacional vai decorrer de 13 a 15 de Fevereiro. É um acontecimento marcante no debate político global: basta recordar a intervenção fracturante do vice-presidente norte-americano, JD Vance, no encontro do ano passado, para compreender a relevância da reunião.

Agora estamos numa fase ainda mais complicada. Como disse há dias em Davos o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, encontramo-nos numa situação de ruptura permanente, numa era de “bruta realidade”, onde as grandes potências usam o comércio e a força como armas de coerção. Tem razão, em grande medida. A sua constatação já foi por mim referida em textos recentes.

Repito, todavia, que não podemos deixar-nos vencer nem pelo pessimismo, nem pela irracionalidade e a violência dos autocratas. Baixar os braços não é solução. O mundo não está condenado a ser governado por narcisistas, nem por ditadores ou por tresloucados. Mahatma Gandhi terá lembrado que “sempre houve e há tiranos e assassinos e, por algum tempo, até parecem invencíveis, mas, no final, sempre tombam… sempre!”

Os discursos que irão ser pronunciados em Munique estão a ser redigidos. Parece-me, por isso, ser o momento de partilhar uma série de ideias sobre temas que me parecem prioritários.

Começarei por citar Kofi Annan, com quem trabalhei vários anos: “A nossa missão é colocar o ser humano no centro de tudo o que fazemos. Nenhum muro é suficientemente alto para impedir a entrada dos problemas globais, e nenhum país é suficientemente forte para os resolver sozinho.” Já antes Martin Luther King havia dito que “estamos presos numa teia sem fuga possível”, que nos captura a todos.

As mensagens de ambos são fáceis de compreender: ou apostamos na solidariedade entre os povos, ou as nossas sociedades e o planeta, tal como o conhecemos, só podem aproximar-se ainda mais do abismo.

Observo com preocupação a apologia da “subordinação útil”, a que alguns chamam realismo político. Esse pretenso realismo a que as grandes potências nos tentam subjugar, e que certos teóricos e alguns líderes defendem, deve ser considerado um anacronismo perigoso. É uma espécie de “guia de sobrevivência” que, sob o disfarce da aceitação da força como o factor determinante nas relações internacionais, propõe o abandono de princípios universais em troca de uma estabilidade ilusória.

Essa visão política que nos querem vender parte da estafada e perigosa premissa da aceitação da existência de esferas de influência. Ou seja, inspiram-se nas suseranias e nas vassalagens de outrora, e seriam a melhor maneira de garantir a paz. Tem de haver em Munique quem desmonte esta falácia.

A verdadeira força de um Estado não reside apenas no seu arsenal militar. Assenta igualmente na sua legitimidade e na coragem do seu povo. Investir na criação de uma atmosfera de medo é a actividade preferida dos ditadores e dos populistas. Quando os deixamos utilizar essa arma, caminhamos para a perdição. Isso está a acontecer, incluindo entre nós.

Está a desenvolver-se um clima de temor na Europa. A paralisia gerada pelo medo é a verdadeira fraqueza de uma nação. É fundamental que se diga em Munique que estamos prontos para vencer o pavor, venha ele donde vier. A audácia, ancorada em valores, é a resposta.

A Ucrânia é um exemplo disso. O seu povo sabe-o. A resistência ucraniana é um ato de coragem moral que prova que um povo com um espírito livre é invencível, mesmo quando confrontado com uma filosofia imperial que ainda vê o mundo como se estivéssemos no século XIX. A intervenção de Zelensky em Davos foi um apelo à reflexão, embora tenha sido ofuscada pelo discurso de Carney.

Zelensky criticou abertamente a Europa, considerando-a um “caleidoscópio fragmentado de pequenas e médias potências”, hesitante, dependente dos EUA e perdida em discussões internas, enquanto a agressão russa continua e o petróleo de Putin circula livremente ao longo das costas europeias. Propôs que esse petróleo fosse confiscado e os proveitos utilizados para financiar a legítima defesa da Ucrânia, e por consequência, do nosso continente.

É verdade que a assistência financeira fornecida à Ucrânia pela UE, desde a invasão ilegal russa de 2022, já ultrapassa os 193 mil milhões de euros, um montante considerável, superior ao norte-americano. Zelensky terá, porém, ido longe demais nas suas palavras. Teve, no entanto, o mérito de sublinhar que sem aguerrida determinação, meios financeiros, incluindo os necessários para adquirir armas, imaginação e firmeza política não será possível enfrentar a violência injustificável da Rússia.

Será bom que Zelensky pronuncie um discurso semelhante em Munique, mas que substitua as críticas por propostas. E que a Europa democrática responda mostrando que compreende o perigo que as intenções de Putin – e de outros – representam. A guerra híbrida contra a Europa já está em curso e embora a ameaça maior venha do Leste, é preciso não perder de vista as ameaças provenientes de outros azimutes.

Isto lembra-nos que a soberania nacional é um direito inalienável que temos a responsabilidade de proteger. É o que está escrito na Carta das Nações Unidas. Munique deve sublinhá-lo e incluir simultaneamente na agenda a reforma das Nações Unidas. Este é dos temas mais prioritários ao nível internacional. Os países que prezam o primado da lei, da igualdade de direitos entre todos os Estados e da paz, têm aqui uma bandeira mobilizadora.

Conselheiro em Segurança Internacional.

Ex-secretário-geral-adjunto da ONU

Diário de Notícias
Victor Ângelo
30.01.2026

… menciona o autor desta peça que “A resistência ucraniana é um acto de coragem moral que prova que um povo com um espírito livre é invencível, mesmo quando confrontado com uma filosofia imperial que ainda vê o mundo como se estivéssemos no século XIX
Eu rectificaria antes o “século XIX” pelo tempo primitivo da Idade da Pedra… da era Flintstones!

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201: Sobe para nove número de vítimas da depressão Kristin. 180 mil clientes da E-Redes ainda sem energia

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🇵🇹 PORTUGAL // DEPRESSÃO KRISTIN // ESTRAGOS

Passagem da depressão Kristin por Portugal continental deixou rasto de destruição em Leiria, Coimbra e Santarém. Situação de calamidade foi decretada até à meia-noite deste domingo em 60 municípios.

Primeiro-ministro em visita à região de Leiria.
Paulo Novais / Lusa

Encerrada ponte de Louredo no rio Mondego em Vila Nova de Poiares

A Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares informou hoje que a ponte de Louredo, sobre o rio Mondego, está encerrada ao trânsito devido ao previsível aumento do caudal.

“O Serviço Municipal de Protecção Civil informa que a ponte de Louredo, no rio Mondego, que liga a ER110 [Estrada Regional 110] à EN2 [Estrada Nacional 2] foi encerrada ao trânsito devido ao previsível aumento do caudal do rio”, anunciou.

Nas redes sociais, o executivo municipal liderado por Nuno Neves adiantou que a decisão “foi tomada em articulação com o Município de Vila Nova de Poiares, GNR [Guarda Nacional Republicana] e restantes autoridades”.

“A ligação alternativa entre as duas margens é a ponte de Penacova”, também no distrito de Coimbra.

Lusa

Doze pessoas foram retiradas das habitações por segurança em Vila de Rei

Doze pessoas foram retiradas das suas casas em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, por motivos de segurança e o fornecimento de energia eléctrica está restabelecido em cerca de 90% do concelho.

“Os serviços de telecomunicações encontram-se em fase de reposição, nomeadamente o serviço de fibra óptica, o abastecimento de água foi totalmente restabelecido e o acesso a todas as aldeias do concelho encontra-se assegurado”, explicou, numa nota publicada nas suas redes sociais, o município de Vila de Rei.

Na sequência da passagem da depressão Kristin pelo concelho de Vila de Rei, continuam a decorrer, no terreno, diversos trabalhos com o objectivo de minimizar os seus efeitos e restabelecer a normalidade no território.

“O fornecimento de energia eléctrica encontra-se restabelecido em cerca de 90% do território concelho, subsistindo ainda alguns constrangimentos em determinadas localidades. Estão a ser desenvolvidos todos os esforços para que o serviço seja reposto com a maior brevidade possível”.

A autarquia tem ainda equipas no terreno a fazer a identificação e acompanhamento de pessoas desalojadas, isoladas ou em situação de maior vulnerabilidade.

Caso as condições meteorológicas não originem novos danos, prevê-se que os estabelecimentos de ensino – Creche Municipal, Jardim de Infância Municipal e Escola Básica e Secundária do Centro de Portugal – retomem o seu funcionamento a partir de segunda-feira, assim como os serviços municipais.

Lusa

180 mil clientes da E-Redes ainda sem energia às 08h00

Cerca de 180 mil clientes da E-Redes continuavam este domingo, 1 de Fevereiro, às 08h00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada da passada quarta-feira.

Comparativamente com os dados da E-Redes de sábado às 19h00 (quando havia 187 mil clientes sem luz), há agora mais 7.000 clientes com energia eléctrica.

Do total de clientes que estavam hoje às 08h00 sem luz, a maior parte é da zona de Leiria, no total de 127 mil (eram 130 mil no sábado ao fim da tarde).

Os restantes clientes sem luz encontravam-se hoje nas zonas de Santarém (30.000 clientes sem luz), Coimbra (7.000) e Castelo Branco (13.000).

Os clientes da E-Redes correspondem a pontos de entrega de energia como habitações, empresas ou lojas com ligação eléctrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que está a ser afectada.

Lusa

Morreu mais um homem em Leiria

Morreu mais uma pessoa na sequência dos efeitos da depressão Kristin, em Monte Real, Leiria. Trata-se de um homem de 74 anos que morreu intoxicado por monóxido de carbono libertado por um gerador. A informação foi confirmada aos jornalistas pela GNR de Leiria.

O alerta da ocorrência, na localidade de Segodim, chegou às autoridades pelas 2h30.

Ontem, sábado, um homem de 73 anos morreu ao cair do telhado que estava a reparar, no concelho da Batalha, distrito de Leiria.

Ontem, até às 13 horas, a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria dava conta de que mais de 400 pessoas deram entrada nas urgências do hospital de Leiria com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução na sequência da depressão Kristin.

Fundo de Emergência da Cáritas de Leiria com 250 mil euros em menos de 48 horas

O Fundo de Emergência Social de Apoio às Vítimas da Tempestade Kristin criado pela Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima atingiu 250 mil euros em menos de 48 horas, disse hoje à agência Lusa o director de serviços.

“A Cáritas Diocesana de Leiria encontra-se com grandes dificuldades em aceder à conta, tendo em conta também os grandes problemas com as telecomunicações. Contudo, já poderemos afirmar com toda a certeza, que já angariámos cerca de 250 mil euros”, declarou Nelson Costa.

O fundo, financiado por donativos recolhidos por MB WAY, transferência bancária ou donativo ‘online’, foi criado na sexta-feira à tarde após a Cáritas ter participado numa reunião da Protecção Civil com o Município de Leiria, e em sintonia com o bispo diocesano, José Ornelas.

Segundo este responsável, no decorrer da próxima semana, o objectivo é “entrar em contacto com os diversos municípios que fazem parte da área geográfica da Diocese de Leiria-Fátima”.

“Vamos criar uma equipa multidisciplinar, composta por elementos da Cáritas Diocesana de Leiria e com outros elementos dos concelhos vizinhos”, adiantou Nelson Costa.

O director de serviços esclareceu ainda que vai ser feito “um levantamento efectivo das necessidades das pessoas, a nível de habitações e tudo o mais”, para depois esta entidade “canalizar, da melhor forma, e dignificar também o dinheiro” que lhe foi confiado e evitar erros do passado.

Questionado sobre que tipo de ajudas chegam à Cáritas, Nelson Costa exemplificou com alimentos.

“O Município de Leiria já suspendeu a recolha de bens alimentares e de produtos de higiene. A Cáritas Diocesana de Leiria não o fez, porque a nossa área de intervenção não é só Leiria, mas também os outros concelhos vizinhos”, como Batalha, Marinha Grande, Porto de Mós, Ourém ou parte de Pombal, explicou.

No sábado, a pedido de uma entidade pública de Alvaiázere, foram encaminhados bens para cerca de 30 pessoas, referiu.

Lusa

Câmara da Sertã recolhe lonas e plásticos para cobertura de estruturas

O município da Sertã, no distrito de Castelo Branco, está a realizar uma recolha de lonas e plásticos para cobertura de estruturas face às necessidades sentidas por muitas pessoas que viram destelhadas as suas habitações.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara Municipal da Sertã informa que os materiais podem ser entregues nos estaleiros municipais, situados na zona industrial da vila, todos os dias, incluindo fins de semana, entre as 8h00 e as 17h00.

Segundo o último ponto de situação no terreno avançado pela autarquia, relativamente ao abastecimento de água, os problemas mais críticos localizam-se em Herdade, Santo Abril e Santa Rita.

“Por todo o concelho, vão surgindo novas rupturas que vão sendo reparadas. Um ponto crítico é a Foz da Sertã, dado que o trajecto até ao depósito ainda não está acessível, mas que ficará resolvido durante o dia hoje”.

Há ainda problemas com o abastecimento de água no Painho, Casal da Escusa, Viseu Fundeiro e Carvalhal, que serão resolvidos após a limpeza dos acessos aos depósitos.

“Há outros locais que poderão, entretanto, ficar sem água, mas serão prontamente abastecidos”.

Relativamente ao fornecimento de luz eléctrica, há geradores a ligar partes das localidades de Troviscal, Cabeçudo e Cernache do Bonjardim.

“Em Cernache do Bonjardim está a ser reposta a ligação de uma fase ligada por média tensão. Ainda hoje será fornecida energia, através de gerador, às localidades de Várzea dos Cavaleiros, Cumeada e Figueiredo”.

A autarquia salientou que também as localidades de Castelo e Pedrogão Pequeno terão abastecimento através de gerador muito em breve.

A Estrada Nacional (EN) 238, entre Cernache do Bonjardim e Vale da Ursa está transitável, o mesmo acontece com a estrada entre o Brejo da Correia e Porto dos Fusos estando em curso os trabalhos de desobstrução.

Lusa

CP retoma serviço Intercidades entre Coimba B e Guarda

A circulação ferroviária de Intercidades na Linha da Beira Alta entre Coimbra B e Guarda é retomada este domingo, 1 de Fevereiro, disse a CP em comunicado.

O primeiro comboio deste serviço parte de Coimbra B às 9h40, segundo a actualização publicada no ‘site’ da CP no sábado à noite.

A empresa disse ainda que já foi reposto o serviço regional entre Entroncamento e Soure.

Apesar de virem sendo retomados alguns serviços de comboios, há vários outros afectados pela tempestade de quarta-feira que continuam suspensos e para já sem previsão de retoma.

Assim, mantém-se suspensa a circulação nos comboios urbanos de Coimbra, na Linha do Norte entre Braga e Lisboa, na Linha do Douro entre Régua e Pocinho e na Linha do Oeste.

Devido a estas suspensões, também está suspensa a venda para viagens em comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte para o dia de hoje.

Lusa

Pombal garante qualidade da água e divulga localização de fontanários

A Câmara de Pombal, município do distrito de Leiria gravemente afectado pelo mau tempo, garante a qualidade da água da rede pública e divulga fontanários disponíveis para a população.

“Os Serviços Municipais de Pombal informam que a água da rede pública no concelho de Pombal se encontra própria para consumo humano, cumprindo integralmente todos os parâmetros legais de qualidade”, refere o município numa publicação nas redes sociais.

Segundo a autarquia, “a água distribuída na rede pública mantém-se dentro dos padrões habituais” e os “valores de cloro residual livre e de pH encontram-se conformes à legislação aplicável”.

“Foram reforçados os procedimentos de monitorização e serão feitas análises à água para confirmação do restabelecimento da normalidade”, assegura.

Para a população que ainda não tem água, na cidade de Pombal estão localizados fontanários no Largo do Arnado (perto da Farmácia Vilhena), Praça Faria da Gama (nas imediações do edifício da Junta de Freguesia) e Largo das Laranjeiras.

A autarquia informa ainda que existem torneiras no Largo do Cardal, perto da loja de brinquedos Casa Bebé.

Na semana passada, a Direcção-Geral da Saúde alertou para riscos na segurança da água e dos alimentos após a depressão Kristin e os cortes de energia, recomendando cuidados no consumo, na alimentação e no saneamento para proteger a saúde da população.

Lusa

Dez distritos sob aviso laranja no início da semana devido a agitação marítima

Dez distritos de Portugal continental vão estar sob aviso laranja, o segundo mais elevado, entre segunda e quarta-feira, devido a agitação marítima, anunciou este domingo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga encontram-se sob aviso laranja entre as 15h00 de segunda-feira e as 02h00 de quarta-feira.

Nestes distritos prevêem-se “ondas de noroeste com cinco a seis metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima”, lê-se num comunicado do IPMA.

Todos os distritos de Portugal Continental e o arquipélago dos Açores vão estar sob aviso amarelo por diferentes motivos – agitação marítima, precipitação, neve e vento – em distintos períodos entre hoje e terça-feira, ainda de acordo com o IPMA.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Lusa

Primeiro-ministro convoca Conselho de Ministros extraordinário

O Governo reúne-se em Conselho de Ministros extraordinário este domingo, 1 de Fevereiro, a partir das 10h00 na Residência Oficial do Primeiro-Ministro. Na agenda está a situação de calamidade decretada em 60 municípios do país, o “acompanhamento e adopção de medidas de prevenção e assistência perante os eventos climatéricos extremos (incluindo os dos próximos dias)” e a “recuperação e reconstrução das zonas afectadas”, de acordo com o comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

No final da reunião Luís Montenegro fará uma declaração aos jornalistas.

Diário de Notícias
Carla Alves Ribeiro
01.02.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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200: Vários distritos com avisos devido a chuva, vento, neve e agitação marítima (veja a tabela e as horas)

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Este sábado há avisos emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera devido a devido à agitação marítima e queda de neve. Até segunda-feira espera-se agitação marítima, chuva, vento fortes e queda de neve

Aviso amarelo nos Açores devido à chuva forte
© Jason Oxenham / Getty Images

Vários distritos de Portugal continental mantêm-se entre hoje e segunda-feira com vários avisos devido à agitação marítima, chuva, vento fortes e queda de neve, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga estão sob aviso vermelho até à 06h00 de sábado devido à ondulação – prevendo-se ondas de oeste/noroeste com 07 a 08 metros, podendo atingir 14/15 metros de altura máxima -, passando depois a laranja até às 21h00.

Também os distritos de Faro, Setúbal e Beja estão a laranja até às 15h00, passando depois a amarelo devido a agitação marítima forte. Lisboa, Leiria e Aveiro estão a laranja até às 21h00 de hoje, passando depois a amarelo.

Níveis de alerta para sábado devido a agitação marítima

O IPMA emitiu também aviso amarelo para Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga entre as 21h00 de domingo e as 03h00 de segunda-feira, devido ao vento forte com previsão de “rajadas até 80 quilómetros por hora”.

Pelas mesma razão, o sinal amarelo foi emitido para Setúbal e Beja entre as 00h00 e as 06h00 de segunda-feira e, no caso de Faro, o aviso estende-se até às 09h00.

Todos os distritos de Portugal Continental vão estar sob aviso amarelo devido à chuva, por vezes forte, até às 06h00 de segunda-feira: Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Aveiro (a partir das 15h00 de domingo); Coimbra (desde as 18h00 de domingo); Santarém, Bragança, Guarda, Lisboa, Leiria e Castelo Branco (a partir das 21h00 de domingo) e Portalegre, Évora, Faro, Setúbal e Beja (com início às 00h00 de segunda-feira).

O IPMA colocou ainda os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Braga a amarelo por causa da queda de neve até às 06h00 deste sábado e, num segundo momento, entre as 12h00 e as 23h00 de segunda-feira.

Guarda e Castelo Branco estão hoje, pelo mesmo motivo, com sinal amarelo até às 09h00 e, na segunda-feira, entre as 06h00 e as 23h00.

Níveis de alerta para sábado devido a queda de neve

O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Protecção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de Fevereiro para cerca de 60 municípios.

Expresso
Cátia Barros
31.01.2026

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