428: O parque de diversões

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🇵🇹 OPINIÃO

Há uma fotografia que circulou recentemente nas redes sociais e que vale mais do que qualquer relatório de sustentabilidade turística: um grupo de turistas, smartphone em riste, a fotografar obsessivamente uma porta de azulejos em Alfama, indiferentes à senhora idosa que tentava, paciente e invisível, entrar no prédio onde vive há cinquenta anos. Os turistas não eram maus. A senhora não estava furiosa. Era apenas o novo normal.

Portugal descobriu, tarde e com demasiado entusiasmo, que era bonito. A partir daí, fez o que os países inseguros fazem quando são elogiados: exagerou. Multiplicaram-se os voos de baixo custo, proliferaram os alojamentos locais onde havia casas, ergueram-se hotéis onde havia bairros, e vendeu-se a autenticidade com a eficiência industrial de quem sabe que a autenticidade, uma vez embalada e rotulada, deixa de o ser – e mais vale, portanto, vendê-la muito e depressa.

O fenómeno não é novo nem exclusivo. Bali, que durante décadas fascinou viajantes pela sua espiritualidade e pela sua vida comunitária genuína, transformou-se progressivamente numa cenografia de si mesma. Os rituais existem, mas encenados; os artesãos produzem, mas para o mercado de souvenirs; os templos recebem visitas, mas com preço de entrada.

O turista que chega hoje à procura da Bali que leu nalgum livro dos anos noventa encontra uma versão decorativa e algo melancólica dessa memória. Veneza é um caso de escola diferente: uma cidade que caminha para se tornar apenas museu, onde o número de residentes permanentes desceu de 175 mil nos anos sessenta para menos de 50 mil hoje, expulsos lentamente por rendas que só o turismo pode pagar.

Barcelona resistiu mais, mas não o suficiente. O Bairro Gótico é hoje uma galeria comercial de fachada histórica e os moradores que ainda lá vivem coexistem com multidões que transformam cada rua num corredor de aeroporto. Dubrovnik, a pérola do Adriático, chegou a receber doze mil visitantes por dia numa cidade que tem oito mil habitantes. A matemática não deixa margem para ilusões.

Em Lisboa, o processo foi acelerado pela sobreposição de duas crises. A crise financeira de 2011 empurrou proprietários para o alojamento local como estratégia de sobrevivência económica. A pandemia interrompeu-o brevemente. Mas a lógica voltou, mais intensa. O resultado é conhecido: bairros históricos como Alfama, Mouraria ou Bica perderam população residente a uma velocidade que nenhuma política habitacional conseguiu ainda travar.

O alojamento local absorveu imóveis que seriam habitação permanente; os fundos de investimento imobiliário fizeram o resto. Quem trabalha em Lisboa, mas não pode pagar uma renda em Lisboa ou nos arredores, enfrenta uma equação sem solução local. A cidade que se vende como destino autêntico expulsa, sistematicamente, os protagonistas dessa autenticidade.

Existe uma ironia cruel neste processo que merece ser dita com clareza: o turista que chega a Lisboa à procura de vida real, de bairros vivos, das tascas e cafés com gente de cá, encontrará cada vez menos disso. Encontrará, em contrapartida, menus em seis idiomas, filas intermináveis para entrar nos Pastéis de Belém e nos Jerónimos, e hostels com decoração de azulejo sintético.

O sucesso do produto destrói o produto. É uma lógica que qualquer economista reconheceria imediatamente, mas que as políticas de turismo nacionais parecem incapazes de interiorizar, talvez porque os números de chegadas e receitas são mais fáceis de fotografar do que a degradação silenciosa de uma cidade que perde os seus habitantes e cujo quotidiano se torna insuportável pela pressão de gente que legitimamente a quer conhecer.

A discussão sobre limites ao turismo suscita sempre a objecção económica: o sector representa uma fatia considerável do PIB, emprega centenas de milhares de pessoas, sustenta regiões inteiras. É verdade. Mas a mesma lógica aplicada sem moderação destrói, a prazo, a base sobre a qual assenta. Um parque de diversões artificial não precisa de habitantes reais, de história viva, de bairros com cheiro a comida a sair pelas janelas. Precisa apenas de cenários convincentes e de pessoal de serviço. É isso que Portugal quer ser?

A redução controlada do turismo de massas, combinada com políticas que valorizem estadias mais longas, menor rotatividade e maior gasto por visitante, não é uma proposta nostálgica nem economicamente suicida. É, pelo contrário, a única forma de garantir que o que se vende agora daqui a vinte anos ainda valha alguma coisa. Mais voos e mais hotéis num espaço geograficamente finito não multiplicam a experiência. Diluem-na, até que não reste já nada para diluir.

Diário de Notícias
Miguel Romão
20.05.2026

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396: Ainda há um director na PSP?

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🇵🇹 OPINIÃO

São já algumas dezenas os agentes da PSP presos preventivamente ou detidos por dezenas de crimes graves que terão sido praticados em esquadras do centro de Lisboa. “Presos por sodomizar sem-abrigo”, lia-se há pouco no rodapé de um noticiário na televisão. Na verdade, deve este ser o gang mais perigoso em acção na capital, o que é uma tristíssima ironia.

Naturalmente que os processos judiciais estão a decorrer e apenas há condenações, ou não, após os devidos julgamentos. Os sindicatos da polícia têm explicado estes factos com a “juventude” dos agentes em causa. Mas há algo aqui de especialmente mórbido, desde logo pela dimensão de que falamos: a gravidade dos crimes e o número de agentes envolvidos. A juventude dos agentes explica esta realidade? Bem, também há jovens bancários e jovens entregadores de pizzas… Faz parte da natureza das coisas. E o facto de terem uma arma à cintura só torna o seu comportamento mais inaudito.

Destes agentes, uns praticam os crimes originais, outros praticam outros crimes sucessivos, desde logo o de partilharem vídeos de agressões ou omitirem o seu dever de auxílio ou de denúncia. Mas esta escala de violência e de cumplicidade só é possível seguramente com um conhecimento mais amplo dentro da instituição policial. E com falhas muito graves daqueles que chefiam e sobre os quais ainda mais responsabilidades recaem.

Não chega o que se conhece hoje para virem as demissões devidas? É esta a cultura policial a que se chegou em 2026? Não há ninguém que consiga assumir que o que sucedeu é demasiado grave e representa não apenas falhas de funcionários em concreto, mas uma óbvia falha institucional gritante, que envergonha a polícia e o país e que tem de fazer mudar muita coisa?

Espera-se que esta seja uma das prioridades do novo ministro da Administração Interna. Já houve um tempo em que se decapitavam pessoas em postos policiais. Não se quer regressar a esse período.

E… Imigrantes, toxicodependentes, pessoas sem-abrigo – os alvos. É o uso da força contra os mais fracos, a cobardia no seu esplendor. Sente-se a vergonha alheia em relação aos demais polícias, os que são decentes e cumpridores, os que vêem na sua profissão uma oportunidade para ajudar outros, normalmente em situações difíceis.

Só a PSP sabe quem são estas pessoas com quem agora a Justiça lida. Foi a PSP que os recrutou, que os formou, que lhes atribuiu funções, que os supervisionou. Que falhanço, rotundo, sistémico! Quando tudo falha, é boa altura para reconstruir quase tudo.

Diário de Notícias
06.05.2026
Miguel Romão

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331: Inanição

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🇵🇹 OPINIÃO

Serei só eu a notar – e poderá ser, portanto, uma limitação pessoal – ou a sensação de inanição governativa, ao fim de dois anos de Governo PSD/CDS, é partilhada por outras pessoas?

É que dois anos não são dois dias. E Portugal tem um dos sistemas mais generosos do mundo em termos do que permite a um governo decidir e legislar, sem carecer de autorização ou validação parlamentar. Um governo, neste país, até manda.

Nenhum governo se pode atirar a tudo ao mesmo tempo. Este Governo, por exemplo, entendeu investir capital político e convicção numa alteração à legislação laboral. Ninguém percebeu porquê, nem a sua conveniência ou emergência – ou seja, quem o percebeu, não o partilhou… Poderá ser que resulte numa qualquer “flexibilização”, que significa que despedir será um pouco mais barato e contratar a termo será possível por um pouco mais de tempo. E, claro, ter meia dúzia de grandes empresas a definirem horários de trabalho de forma mais aleatória e a pagar menos por isso.

É isso que refunda a economia portuguesa? É isso que atrai mão de obra qualificada? O que mais existe hoje, aliás, é portugueses a quererem ir trabalhar para fora do país, para destinos exóticos como a Suécia, a Suíça ou a Holanda. Virão logo a correr, de volta, com uma qualquer nova legislação laboral que lhes diga que poderão ser contratados a prazo mais uns anos e despedidos com menor compensação, para aqui pagarem os seus impostos elevados e Segurança Social – e seguro de saúde privado, esse novo encargo que também a democracia criou, apesar de 25% do Orçamento do Estado ser atribuído ao SNS?

E vão para esses países cinzentos e ricos, desde logo, porque os salários aqui não permitem comprar peixe e fruta e ter uma casa para viver, esses luxos que a democracia portuguesa conseguiu erigir como tal, 50 anos depois.

Pensar-se-ia que um governo, qualquer que ele fosse, pensaria, perante a debandada dos seus cidadãos – e a sua substituição por outros, cujo critério e necessidades são, infelizmente, ainda mais frágeis – gostaria de fazer alguma coisa em relação ao facto de arrendar uma casa em Lisboa ser mais caro do que em Berlim, Amesterdão, Oslo ou Viena… Pelos vistos, não. É que baixar a tributação dos senhorios em IRS para 10% pode ser simpático. E é – para os senhorios. As rendas médias, entretanto, aumentaram.

E na Saúde, esse mundo caótico de conflitos de interesses institucionalizados e de demoras e ineficiências inexplicáveis? Sim, temos um excelente SNS para pobres, que salva milhares de pessoas – aquelas que há 50 anos morriam em casa, sem nunca se saber porquê, acolitadas pelo padre e pelas demais viúvas, 20 ou 30 anos antes do que estatisticamente lhes seria destinado. E isso vale alguma coisa. Mas não vale a pena insistir na virtude inabalável do mesmo, para todos, universal, tendencialmente gratuito. Já ninguém acredita nisso e, à excepção de situações de emergência absoluta, já ninguém o quer.

Pode ser um bom tempo para, então, com clareza, transparência e previsibilidade, pôr a sério no mercado (e não no “mercado português”, que é o que alguns usam e o Estado globalmente paga….) esse bem que se em tempos se entendeu público, a Saúde, todos sabemos que, hoje, não o é.

E o que dizer da “reforma do Estado”, esse mantra com que nos entretemos em conversetas inúteis, repetidas, vazias? Querem mudar a burocracia do Estado? Basta acabar com a dependência pública das taxas, que infestam a nossa vida, alimentam os serviços públicos e criam as entropias de que nos queixamos.

Um procedimento administrativo torna-se imediatamente fundamental a partir do momento em que gera receita… E como o financiamento público e a racionalidade dos procedimentos nunca foram devidamente avaliados, abunda o medo em qualquer decisor político para mudar qualquer coisa, na sua casinha, a que dará depois saudades.

Ah, que belo país, sempre tão previsível, tão esperado, tão estável – esses atributos que qualquer recrutador no mercado procura!

Diário de Notícias
Miguel Romão
25.03.2026

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320: A responsabilidade mole

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🇵🇹 OPINIÃO

Perante tantos acontecimentos e processos que nos parecem impossíveis de controlar e que cruzam os nossos dias com uma força incompreensível, como as guerras atípicas e a usurpação da comunidade internacional por uma loucura admitida, a redução brutal do poder de compra ou fenómenos naturais que destroem e surpreendem, podem ter passado despercebidos eventos, sucessivos, que arriscam ser sistémicos. Em concreto: nas forças policiais, PSP e GNR. Em três momentos recentes. Recorde-se o que está em causa.

Em Março de 2024, dois agentes da PSP, em Olhão, terão levado dois cidadãos, marroquinos para um descampado, onde os espancaram. Um deles veio a morrer na sequência dessa agressão, tendo sido agredido, enquanto algemado, com pancadas na cabeça. Segundo a acusação do Ministério Público aos dois polícias, reproduzida na imprensa, “a detenção obrigaria a um relatório escrito na esquadra, mas em vez disso terão feito um desvio e levado os dois imigrantes para uma estrada isolada a cinco quilómetros.

O Ministério Público diz que os agentes desferiram pancadas na cabeça e na face de uma das vítimas, Aissa, pelo menos uma das vezes com um objecto. O homem de 26 anos não terá conseguido defender-se, estava algemado com as mãos atrás das costas. A gravidade das lesões deixou-o nos cuidados intensivos. Ao fim de 19 dias morreu no Hospital de Faro. Tinha fracturas no crânio, nariz, maxilares e coluna”.

Na GNR, em Beja, descobre-se no ano passado que os seus guardas eram contratados por empresas agrícolas para gerirem a sua mão de obra imigrante. 10 militares da GNR (e um agente da PSP) aguardarão julgamento. “Era uma espécie de braço armado de uma rede de exploração laboral de imigrantes no Alentejo. Coagiam ou agrediam os trabalhadores agrícolas estrangeiros em situação de vulnerabilidade, forçados a trabalhar por salários reduzidos e sem contrato formal.

Foi por estas suspeitas que, ontem, a Polícia Judiciária deteve dez militares da GNR e um elemento da PSP, além de empresários agrícolas e intermediários. O serviço de “vigilância e coação privada”, praticado pelos elementos das forças de segurança, seria liderado por um oficial da GNR, com o posto de tenente”, escrevia-se no Jornal de Notícias de 26 de Novembro passado.

E, no coração da Lisboa bem-falante e alimentada a tostas de abacate, na Esquadra da PSP do Rato, a 500 metros do Parlamento e da residência oficial do primeiro-ministro, é notícia que agentes desta polícia agridem, torturam e violam pessoas dentro de uma esquadra.

Segundo o despacho da acusação transcrito, “um dos arguidos é acusado de um total de 29 crimes: sete de abuso de poder, seis de tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos graves, um de violação consumada, quatro de violação na forma tentada, dois de ofensas à integridade física qualificadas, dois crimes de falsificação de documento, um crime de furto qualificado, um crime de violação de correspondência ou de telecomunicações, um crime de ofensas à integridade física graves qualificadas, dois crimes de roubo e dois crimes de detenção de arma proibida”, escrevia-se na página da Amnistia Internacional.

O Euronews destacava: “Sete agentes da PSP ficaram em prisão preventiva por crimes de tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física graves. O caso pode alastrar-se a cerca de 70 colegas de várias esquadras”…

Ora há aqui qualquer coisa que não pode ser tratada como incidental e única. É credível que, em pleno centro de Lisboa, numa realidade com esta triste dimensão aparente, ninguém soubesse? Não há um ou vários responsáveis pelo quotidiano destas estruturas? Não há chefias? Continuam a sê-lo?

É que chefiar serviços públicos que usam fardas não pode servir apenas para as abanar como backdrop engomado em cerimónias.

PS – Num texto anterior neste espaço, referi-me, em lapso, a uma anterior ministra da Administração Interna como magistrada do Ministério Público e não como magistrada judicial. À visada e aos leitores, aqui ficam a nota devida e as minhas desculpas pelo facto.

Diário de Notícias
Miguel Romão
18.03.2026

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92: A Cabeça Gorda da indignidade

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OPINIÃO

Terça-feira, dia 25 de Novembro, noticiava-se, neste jornal e um pouco por todo o lado, a detenção, entre 17 mandados de detenção, de 10 militares da GNR e de um agente da PSP, no âmbito de uma operação da Polícia Judiciária de combate, genericamente, ao tráfico de pessoas e à escravidão, que trabalhariam em explorações agrícolas no Alentejo, provindas de países indostânicos.

Não se pode dizer que seja uma novidade.

No ano passado, o Tribunal de Beja havia já condenado militares da GNR por agressões e sequestro de imigrantes indostânicos. Parte deles, aliás, também já havia sido condenada em 2020, por crimes idênticos. Um dos militares em causa continuava em funções na GNR.

Em Olhão, em 2024, dois agentes da PSP foram acusados de espancar dois imigrantes marroquinos, o que terá levado à morte de um deles. Recorda-se o que se escrevia na notícia neste jornal: “Os dois agentes colocaram os homens no banco de trás do carro da PSP, detendo-os sem os levar para a esquadra ou elaborar qualquer expediente.

De acordo com a acusação, os arguidos seguiram depois em direcção a Pechão, próximo de Olhão mas fora da sua zona de patrulhamento, e pararam o carro num caminho municipal, tendo atirado Hassan Ait Rahou, que entretanto adormecera, para a berma da estrada, e retirado Aissa Ait Aissa do carro.

“Quando se encontrava fora da viatura, devido a motivos não apurados, os arguidos, atuando concertadamente, desferiram várias pancadas na cabeça e face de Aissa Ait Aissa”, tendo, pelo menos uma das pancadas sido desferida com um objecto, lê-se na acusação”. Aissa, espancado, algemado, num ermo, pela polícia, morreu 19 dias depois, internado no hospital.

No momento em que algumas forças políticas exaltam a sua ideia de “portugalidade” e expelem um incitamento constante ao ódio face a estrangeiros seleccionados – os mais pobres e de pele mais escura –, convém não esquecer este drama silencioso nas forças de segurança. Uma mistura terrível de cupidez, exercício falho do pequeno poder e aproveitamento da fragilidade do outro, que assusta e envergonha.

Convém também não esquecer e não menorizar o papel e a responsabilidade de empresas e empresários, que aproveitam e abusam do trabalho de tantos que, reféns da sua origem e das condições de que fogem, continuam reféns em Portugal. Empresas de intermediação, de “trabalho temporário” e empresas agrícolas que são o último elo da cadeia.

Seria bom aproveitar as vastas possibilidades de apreensão e perda de bens a favor do Estado que o processo penal permite, durante a fase de inquérito e após uma eventual condenação. Essa será provavelmente a melhor forma de favorecer a contenção da ganância e prevenir o sentimento de impunidade de quem assenta arraiais sobre pessoas.

Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Diário de Notícias
Miguel Romão
26.11.2025

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