432: Técnicos do INEM avisam ministra que socorro de emergência “não pertence a governos” ou a “interesses económicos”

1
0

 

🇵🇹 PORTUGAL // INEM // GOVERNO

Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar decretou esta quinta-feira, dia 21, uma jornada de luta para protestar contra o que o Governo chama de “Refundação do INEM”. O protesto decorre esta manhã em frente ao Ministério da Saúde onde foi lido e aprovado um manifesto para ser entregue à ministra.

Técnicos do INEM querem que ministra negoceie alterações com quem está no terreno.
Reinaldo Rodrigues

Manifesto entregue à ministra Ana Paula Martins pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) refere que “alterações recentemente anunciadas como uma alegada ‘refundação no INEM’ não representam um reforço do sistema.” Pelo contrário, dizem, traduzem-se, na prática, numa diminuição da capacidade operacional da emergência médica pré-hospitalar.”

Em frente ao Ministério da Saúde, desde o início da manhã desta quinta-feira, 21 de maio, os técnicos têm vindo a reforçar que o socorro de emergência “não pertence a governos, a administrações ou a interesses económicos”, mas “aos portugueses”. E é “é em nome dos portugueses, da segurança das populações e da dignidade da emergência médica pré-hospitalar” que apelam “à suspensão destas medidas e à construção de soluções com quem conhece a realidade do terreno”, afirmam no documento.

No mesmo, é ainda dito que o INEM “representa, há mais de 40 anos, uma das maiores conquistas do Serviço Nacional de Saúde e um dos principais pilares de protecção e socorro dos portugueses. Todos os dias, milhares de profissionais garantem resposta a situações críticas, salvam vidas e asseguram assistência diferenciada em todo o território nacional”. E que “é, precisamente por reconhecermos a importância estratégica do INEM que não podemos permanecer em silêncio perante medidas que consideramos perigosas para o futuro da emergência médica pré-hospitalar”.

Para os técnicos a “redução de ambulâncias do INEM dedicadas à emergência, a transformação de ambulâncias em veículos ligeiros, a transferência de meios para funções de transporte inter-hospitalar e a desvalorização progressiva dos Técnicos de Emergência representam um caminho que fragiliza a resposta às populações e coloca em risco a eficácia do socorro”, considerando que “não é possível melhorar tempos de resposta reduzindo meios no terreno”, “não é possível proteger as populações retirando ambulâncias da emergência” ou que “não é possível reforçar o INEM diminuindo competências, formação e profissionais especializados.”

No documento, o STEPH refere ainda que a estas alterações “acresce a intenção de abrir parte da resposta urgente ao sector privado”, o que “levanta sérias dúvidas legais, operacionais e financeiras, podendo representar um primeiro passo para a descaracterização e privatização progressiva de uma missão que deve permanecer pública, coordenada e centrada no interesse dos cidadãos.”

E, em vez de tudo isto, o sindicato propõe que se reforce na contratação de “mais técnicos de emergência pré-hospitalar, dar-lhes a formação prevista fazendo-a evoluir, e com estes, que se abram mais ambulâncias do INEM onde as carências estão identificadas. É este o caminho que defendemos. É este o único caminho que os portugueses precisam. É este o caminho que salva mais vidas.”

Por tudo isto, o STEPH exige “a manutenção e reforço do número de ambulâncias do INEM dedicadas à emergência pré-hospitalar; a valorização das competências técnicas e clínicas dos Técnicos de Emergência no ensino superior; a preservação da missão operacional do INEM; o reforço da formação e qualificação profissional; o reforço e a manutenção dos postos de trabalho e das equipas especializadas; a rejeição de qualquer processo de privatização da emergência médica pré-hospitalar; a garantia de que o socorro às populações continuará assente em meios públicos, qualificados e adequadamente coordenados”.

Por fim, o STEPH exige que se seja aberto “um verdadeiro processo de diálogo com os profissionais do sector”. Recorde-se que a nova Lei Orgânica do INEM foi aprovada a 7 de Maio de 2026 em Conselho de Ministros e ainda pouco se sabe do que dela consta, pois ainda não foi divulgada nem publicada.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
21.05.2026

Visita: free web counter

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

Loading

311: Utentes que não vão ao centro de saúde há cinco anos deixam de ter médico de família

0
1

 

🇵🇹 PORTUGAL // CENTROS DE SAÚDE // MÉDICOS DE FAMÍLIA

Ministério da Saúde faz mais uma alteração ao Registo Nacional de Utentes. Desta vez, elimina das listas de médicos de família quem não procura cuidados no SNS há cinco anos. Neste situação, estão mais de 121 mil utentes. E o objectivo “é libertar a vaga” para utentes sem médico. Associação de Medicina Familiar diz-se “preocupada” com efeito da medida, “mais parece ser uma forma administrativa de reduzir lista de utentes sem médico”.

No país, há 1,5 milhões de utentes sem médico de família. ANTÓNIO PEDRO SANTOS

Utentes que não vão ao centro de saúde há cinco anos deixam de ter médico de família

Ministério da Saúde faz mais uma alteração ao Registo Nacional de Utentes. Desta vez, elimina das listas de médicos de família quem não procura cuidados no SNS há cinco anos. Neste situação, estão mais de 121 mil utentes. E o objectivo “é libertar a vaga” para utentes sem médico. Associação de Medicina Familiar diz-se “preocupada” com efeito da medida, “mais parece ser uma forma administrativa de reduzir lista de utentes sem médico”.

 

Loading

52: Médicos tarefeiros preparam paralisação das urgências do SNS

0
1

 

PORTUGAL // MÉDICOS // GREVES // JURAMENTO DE HIPÓCRATES

Reunidos num grupo de WhatsApp, estes médicos tarefeiros pretendem parar as urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pelo menos durante três dias, segundo o jornal, que cita uma ata de uma reunião realizada na semana passada.

Médicos tarefeiros preparam paralisação das urgências do SNS

Um grupo de mais de mil médicos prestadores de serviço está a preparar uma paralisação das urgências para quando sair o diploma com que o Governo quer baixar o valor por hora a pagar, escreve esta quarta-feira o jornal Público. 

Reunidos num grupo de WhatsApp, estes médicos tarefeiros pretendem parar as urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pelo menos durante três dias, segundo o jornal, que cita uma ata de uma reunião realizada na semana passada.

Os profissionais dizem sentir-se “ostracizados” e “excluídos das decisões” e dizem estar preparados para defender, “sem receios nem hesitações”, a valorização dos tarefeiros.

Segundo o Público, a ata de uma reunião realizada a 30 de Outubro, pela denominada “direcção dos representantes dos tarefeiros portugueses”, explica que a operacionalização do protesto será “formalizada por e-mail a enviar por todos os tarefeiros aos respectivos directores de serviço ou conselhos de administração”, a partir de um texto base elaborado por um dos membros do grupo.

A data e a duração do protesto ainda não estão definidas, escreve o jornal, que falou com um dos médicos envolvidos. “Os sucessivos ministérios da Saúde têm-nos tratado como médicos de segunda classe, ignorando o valor, o sacrifício e a dedicação de quem assegura a linha da frente das urgências hospitalares”, pode ler-se no documento.

“Ostracizados, desvalorizados e excluídos das decisões que moldam o futuro da profissão médica em Portugal”

Os médicos deste grupo dizem ainda sentir-se “ostracizados, desvalorizados e excluídos das decisões que moldam o futuro da profissão médica em Portugal”. Esta iniciativa surge na sequência da aprovação em Conselho de Ministros, no passado dia 22, do decreto-lei que vai regular a contratação de tarefeiros para o SNS.

O texto do diploma ainda não é conhecido, mas foi apresentado aos sindicatos médicos nas reuniões de negociação com a tutela. Segundo a informação noticiada até agora, a nova legislação deverá impedir que o médico se desvincule do SNS (por denúncia do contrato de trabalho ou aposentação) para ser tarefeiro, impondo um período de carência de até três anos.

Os médicos recém-especialistas que não concorrerem aos concursos de colocação ou que, conseguindo uma vaga, não assinem contrato, também deverão ficar impedidos de trabalhar como prestadores de serviço para o SNS durante um período.

O decreto-lei vai prever cláusulas de excepção para propostas devidamente fundamentadas pelas Unidades Locais de Saúde (ULS) para não colocar em causa a resposta aos doentes.

SIC Notícias
Lusa
05.11.2025

Visitas: conter12

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado), pré-AO.

Loading

“Tragédia”. Ministra lamenta mortes de mãe e bebé no Amadora-Sintra

0
1

 

PORTUGAL // SAÚDE // TRAGÉDIA

A ministra da Saúde apresentou hoje as condolências à família pela morte de uma grávida de 36 anos e, um dia depois, do seu bebe recém-nascido no hospital Amadora-Sintra, “partilhando a dor por esta tragédia”.

01/11/2025 por Lusa

A bebé nasceu de uma cesariana de emergência na Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra e morreu hoje de manhã, um dia após a morte da mãe, que deu entrada no hospital na madrugada de sexta-feira já em paragem cardio-respiratória. A mãe de 36 anos e grávida de 38 semanas tinha estado na quarta-feira numa consulta de rotina, tendo sido então mandada para casa.

Numa nota enviada para a Lusa, o Ministério da Saúde “manifesta o seu profundo pesar” pelo falecimento do bebé, explicando que “a criança não resistiu às lesões sofridas após a mãe ter entrado em paragem cardio-respiratória no seu domicílio”.

“A ministra da Saúde apresenta sentidas condolências à família e amigos pela morte desta mulher e do seu bebé, partilhando a dor por esta tragédia”, acrescenta o gabinete de Ana Paula Martins.

A Entidade Reguladora da Saúde e a Inspecção Geral das Actividades em  Saúde (IGA) vão investigar as duas mortes e o Hospital Amadora Sintra também já instaurou um processo para “averiguar as circunstâncias que envolveram o triste desfecho”, refere o gabinete de imprensa do Ministério da Saúde.

Também a Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra manifesta o seu pesar pelo falecimento da bebé que, “desde o seu nascimento, se encontrava em coma profundo, sem qualquer reflexo neurológico, tendo ao início da manhã de hoje iniciado quadro de hipotensão e bradicardia progressivas que culminaram na sua morte”.

Segundo a ULS Amadora-Sintra, a grávida tinha estado na quarta-feira no hospital para uma consulta de rotina, tendo na altura sido identificada uma hipertensão ligeira.

A mulher foi enviada para as urgências “apenas por extra cuidado”, tendo-lhe sido despistada uma pré-eclâmpsia e teve alta com indicação para internamento às 39 semanas de gestação.

Segundo o director do serviço de urgência obstétrica e ginecológica do hospital Amadora-Sintra, Diogo Bruno, a grávida tinha chegado recentemente a Portugal e foi referenciada para a consulta de especialidade de obstetrícia com uma gravidez de termo precoce.

“O seguimento da gravidez não foi o seguimento ideal. Tinha, efectivamente, uma história não bem esclarecida de hipertensão. Efectivamente, na consulta que teve, o nível de tensão era ligeiramente elevado”, reiterou Diogo Bruno.

A ULS Amadora-Sintra relatou que a grávida deu entrada no serviço de urgência cerca das 01:50 de sexta-feira, transportada por uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), em situação de paragem cardio-respiratória.

O Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) recebeu pelas 00:28 uma chamada a pedir ajuda para a grávida, que se queixava de falta de ar, explicou o INEM, acrescentando que depois de realizada a triagem clínica, “o CODU accionou uma Ambulância de Socorro às 00:36”.

Ainda segundo o INEM, a equipa da ambulância informou o CODU, às 00:54, que a vítima se encontrava em paragem cardio-respiratória, tendo sido então enviada uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do hospital Amadora-Sintra.

“Às 01:14, no local, a equipa médica da VMER implementou as medidas de Suporte Avançado de Vida (SAV) adequadas. A utente foi depois encaminhada para o HFF, com acompanhamento médico da equipa da VMER, onde deu entrada pelas 01:48”, precisa o INEM.

[Notícia actualizada às 18h51]

Notícias ao Minuto
01.11.2025

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado), pré-AO.

Loading