381: Oito distritos sob aviso amarelo por causa da chuva

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // CHUVA

Os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga estão sob aviso amarelo devido à previsão de chuva, podendo ser acompanhada de trovoada e de queda de granizo, segundo o IPMA.

Chuva (Associated Press)
© TVI Notícias

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o aviso amarelo para estes oito distritos vai estar em vigor entre as 12:00 e as 21:00 deste domingo.

A previsão para estas localidades é de aguaceiros, por vezes fortes, de granizo e acompanhados de trovoada, em especial nas zonas montanhosas.

Para o resto do país, a previsão é de céu geralmente pouco nublado, com períodos de mais nebulosidade durante a tarde e neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral Norte e Centro, bem como uma pequena subida de temperatura.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

TVI Notícias
Agência Lusa
26.04.2026

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371: ERC já recebeu 4200 queixas por declarações de Cristina Ferreira

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🇵🇹 PORTUGAL // SOCIAL // ERC // QUEIXAS

As participações encontram-se em apreciação pelos serviços da ERC, no seguimento do procedimento de averiguações determinado pelo Conselho Regulador.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) recebeu até segunda-feira, 20 de Abril, 4.200 participações sobre as declarações de Cristina Ferreira relativas à violação de uma menor, mais 900 que quinta-feira.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da ERC adiantou esta terça-feira, 21, que “o total de participações actualizado ao dia de ontem [segunda-feira] ronda já as 4.200”.

Em 16 de Abril, a ERC tinha recebido 3.300 participações relativas às declarações de Cristina Ferreira no programa ‘Dois às 10’, da TVI.

As participações encontram-se em apreciação pelos serviços da ERC, no seguimento do procedimento de averiguações determinado pelo Conselho Regulador, adiantou, na semana passada, a mesma fonte.

Em causa estão as declarações de Cristina Ferreira na semana passada, no programa ‘Dois às 10’, sobre o caso dos quatro ‘influencers’ acusados de, em 2025, terem violado uma adolescente de 16 anos e filmado os actos sexuais, em Loures, que começaram a ser julgados à porta fechada na segunda-feira, 13 de Abril.

“Porque nós temos de falar disto. Porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve? Claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele: ”Não quero mais'”, questionou a apresentadora no programa da TVI, o que gerou polémica e as queixas à ERC.

Na sequência disso, na quarta-feira, a TVI emitiu um comunicado em que rejeita as acusações de banalização de um caso de violação discutido no programa, afirmando que a pergunta colocada por Cristina Ferreira foi descontextualizada e alvo de “manipulação grosseira”.

“A pergunta aconteceu, o comentário não e muito menos a expressão da banalização do crime”, referiu a TVI, que criticou ainda a propagação de acusações nas redes sociais, que considera serem feitas de forma “gratuita e leviana”, indicando que irá recorrer aos tribunais para repor a justiça.

A Lusa contactou na semana passada a empresa e questionou quem escreveu o comunicado. Questionou também se o director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, e o presidente executivo (CEO) da Media Capital, Pedro Morais Leitão, consideram que aquela comunicação da TVI espelha a posição do grupo. Fonte oficial respondeu que “o comunicado é da TVI”.

De acordo com a acusação do Ministério Público, os arguidos no caso referido têm actualmente entre 18 e 21 anos e respondem por um crime de violação agravado e 27 crimes de pornografia de menores agravados.

Um dos ‘influencers’ está ainda acusado de três crimes de ofensa à integridade física e outro de um da mesma natureza.

O caso remonta a 12 de Fevereiro de 2025, quando a vítima se encontrou com os quatro arguidos, então com canais nas redes sociais e públicos significativos, num jardim público em Santo António dos Cavaleiros, concelho de Loures, na área metropolitana de Lisboa.

Segundo a acusação, os actos sexuais, gravados com o telemóvel, terão começado de forma consensual no jardim público e continuado, contra a vontade da vítima, numa garagem próxima.

DN/Lusa

Diário de Notícias
21.04.2026

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365: Ordem dos Psicólogos reforça repúdio a abusos após polémica com TVI

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🇵🇹 PORTUGAL // ORDEM DOS PSICÓLOGOS // TVI

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) frisou, no sábado, que “a sociedade como um todo tem de ser totalmente clara no repúdio ao abuso sexual e na educação para a responsabilidade, o consentimento e a empatia”, tendo recordado já ter vários recursos com “recomendações específicas para a relação dos psicólogos com os meios de comunicação”, no rescaldo da polémica com a TVI.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) respondeu, no sábado, à carta aberta “A violação não é matéria de opinião”, tendo não só recordado que já disponibilizou “recomendações específicas para a relação dos psicólogos com os meios de comunicação”, mas também que “a sociedade como um todo tem de ser totalmente clara no repúdio ao abuso sexual e na educação para a responsabilidade, o consentimento e a empatia”.

Assinado por mais de 100 personalidades, o documento divulgado na sexta-feira surgiu após as declarações da apresentadora da TVI Cristina Ferreira e da psicóloga Inês Balinha Carlos, no programa Dois às 10 do dia 14 de Abril, no qual foi abordado o início do julgamento do caso de uma jovem de 16 anos que terá sido violada por quatro influencers.

“Porque nós temos de falar disto. Porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve? Claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele: ‘Não quero mais'”, questionou Cristina Ferreira, o que deu azo a duras críticas e motivou mais de três mil queixas à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), uma das quais assinada pelos pais da vítima.

Os signatários da carta manifestaram, assim, “o mais absoluto repúdio pelo teor e pelo tom do debate“, argumentando que “tertúlias televisivas sobre criminalidade tendem a trivializar os casos de violência, dissecando histórias de vida como se personagens de novela se tratassem, sem reflectirem nos impactos que as palavras ditas na TV têm nas pessoas que sofreram a violência comentada”.

Apelaram, por isso, a que a OPP emitisse “directrizes claras sobre esta matéria” e reforçasse “a necessidade de especialização para todas/os as/os profissionais que atendem e acompanham vítimas de violência sexual“, já que “a não especialização compromete as vítimas-sobreviventes”.

Há recomendações desde Agosto de 2022

Na resposta divulgada no sábado, o organismo frisou que “um ato sexual não consentido é abuso sexual” e que “obrigar alguém a assistir a actividades de cariz sexual sem o seu consentimento também é abuso sexual”. Aclarou, de igual modo, que “valoriza e acolhe iniciativas que promovam uma melhor informação e literacia em temas da Psicologia, como a carta aberta ‘A violação não é matéria de opinião’”, mas ressalvou que, em Agosto de 2022, “foram disponibilizadas recomendações específicas para a relação dos psicólogos com os meios de comunicação“.

Entre elas, a Ordem concedeu destaque à consideração pelos “princípios da competência específica, privacidade e confidencialidade, respeito pela dignidade da pessoa, integridade, beneficência e não maleficência”, apontando que, “quando fazem declarações públicas, os psicólogos devem observar o princípio do rigor e da independência, abstendo-se de fazer declarações falsas ou sem fundamentação científica”.

“Devem relatar os factos de forma criteriosa com base em fundamentação científica adequada, utilizando o direito de rectificação, sem suprimir as posições críticas e permitindo a existência do contraditório”, complementou, aconselhando a que estes profissionais limitem “as suas declarações públicas apenas a temas para os quais têm conhecimento ou experiência relevantes“.

A par disto, a entidade sublinhou que “os psicólogos reconhecem o impacto das suas declarações junto do público, em função da credibilidade da ciência que representam”, o que “aumenta a sua responsabilidade em relação às suas afirmações, uma vez que representam uma classe profissional”.

Nessa linha, a OPP lembrou que o código deontológico deixa claro que “os psicólogos têm como obrigação exercer a sua actividade de acordo com os pressupostos técnicos e científicos da profissão, a partir de uma formação pessoal adequada e de uma constante actualização profissional”, sob pena de acrescer “a possibilidade de prejudicar o cliente e de contribuir para o descrédito da profissão“.

“A sociedade como um todo tem de ser totalmente clara no repúdio ao abuso sexual”

Na mesma nota, a bastonária da instituição, Sofia Ramalho, vincou que, “em qualquer caso de violência sexual, sobretudo quando está envolvido uma menor, há o dever de rigor, de protecção, de linguagem correta e científica e de responsabilidade pública e colectiva”, defendendo “o papel dos media e dos profissionais de saúde mental [enquanto] parte da resposta social à violência contra mulheres e raparigas, e não amplificar as polémicas“.

“Temos espaço para uma melhoria concreta e uma correcção estrutural. O país precisa de discutir consentimento, responsabilidade, prevenção e protecção. É necessário um plano nacional de combate ao abuso sexual, incluindo o abuso sexual infantil, que integre educação sexual nas escolas, por profissionais devidamente qualificados e com competência específica, educação para os media, literacia em saúde e literacia mediática.

Precisamos também de protocolos de actuação integrados para escolas, serviços de saúde e comunitários, bem como para estruturas judiciais e media. […] A sociedade como um todo tem de ser totalmente clara no repúdio ao abuso sexual e na educação para a responsabilidade, o consentimento e a empatia“, acrescentou.

A OPP recordou ainda ter um guia para os meios de comunicação sobre a abordagem de temas sensíveis, incluindo a violência sexual, além de disponibilizar e promover recursos de literacia com orientações para a prática dos profissionais e destinados à população, como é o caso do documento “Vamos Falar Sobre Abuso Sexual“, de Julho de 2023.

Oferece, além disso, formação contínua especializada na área da violência sexual e na área da violência doméstica, colaborando também com “a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género no desenvolvimento de programas e acções inter-sectoriais articuladas, e na formação especializada de psicólogos no âmbito das respostas de apoio psicológico”, no que diz respeito à violência interpessoal.

Notícias ao Minuto
Cristina Ferreira
19.04.2026

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163: Dez distritos do continente sob aviso amarelo devido à agitação marítima

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Dez distritos de Portugal continental vão estar terça e quarta-feira sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 04 a 05 metros, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Agitação Marítima (EPA) © TVI Notícias

Os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leira, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso amarelo entre as 12:00 de terça-feira e as 09:00 de quarta-feira.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para esta segunda-feira no continente períodos de céu muito nublado, apresentando-se pouco nublado na região sul, e possibilidade de ocorrência de precipitação fraca e dispersa no norte e centro.

A previsão aponta também para vento fraco a moderado, a predominar de norte/noroeste, por vezes forte nas terras altas das regiões centro e sul, formação de gelo ou geada, em especial no interior.

Está ainda prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais, mais provável no interior norte e centro, pequena subida da temperatura mínima no litoral norte e centro e pequena subida da máxima nas regiões centro e sul.

AS temperaturas mínimas vão variar entre os -3 (em Bragança) e os 08 (em Lisboa) e as máximas entre os 06 (na Guarda) e os 16 (em Faro).

TVI Notícias
Lusa
19.01.2025

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146: Vem aí chuva e neve. Depressão Goretti chega esta quinta-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO // DEPRESSÃO GORETTI

O estado do tempo em Portugal continental vai ser influenciado na quinta e na sexta-feira pela depressão Goretti, prevendo-se chuva e queda de neve nos pontos mais altos, indicou esta terça-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Chuva (Associated Press)
© TVI Notícias

Em comunicado, o IPMA refere que a depressão Goretti tem “uma superfície frontal fria associada de actividade fraca a moderada, influenciando o estado do tempo no continente” na quinta e na sexta-feira.

Assim, para quinta-feira está prevista chuva, em geral fraca, principalmente no Norte e Centro, “que será temporariamente moderada no Minho e Douro Litoral a partir do final da tarde”.

Ainda na quinta-feira haverá também a possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela a partir da tarde e o vento será fraco a moderado predominando de sudoeste, “soprando por vezes forte na faixa costeira a norte do Cabo Carvoeiro e nas terras altas a partir da tarde”.

Para sexta-feira, após a passagem da superfície frontal fria, estão previstos aguaceiros fracos, que serão de neve acima de 1.000/1.200 metros de altitude, acrescenta o IPMA.

Nesse dia, o vento será do “quadrante oeste, soprando por vezes forte nas terras altas, com rajadas até 75 quilómetros/hora”.

No litoral Norte e Centro, na sexta-feira e no sábado, prevêem-se ondas de noroeste com três a quatro metros, lê-se ainda na nota.

TVI Notícias
06.01.2026

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109: Febre do Nilo confirmada em Portugal. Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária deixa um alerta

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🇵🇹 PORTUGAL // SAÚDE // FEBRE DO NILO

A circulação do vírus da Febre do Nilo Ocidental (FNO) foi confirmada em Portugal e a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) aconselhou a vacinação dos cavalos nas zonas infectadas e a protecção dos animais.

Vírus da gripe das aves
© CNN Portugal

“Têm sido notificadas à DGAV suspeitas de FNO em equídeos, estando confirmada a circulação do vírus causador da doença no território nacional”, anunciou, em comunicado.

Este ano, foram detectados oito focos no Alentejo e quatro em Lisboa e Vale do Tejo.

A DGAV aconselhou assim a vacinação dos cavalos nas zonas infectadas e a protecção dos animais contra picadas de insectos, bem como a eliminação de águas paradas, consideradas “criadouros de mosquitos”.

A febre do Nilo Ocidental é transmitida por um mosquito e, no caso dos equídeos, podem surgir sinais ligeiros, mas alguns podem desenvolver sintomas neurológicos, que podem ser fatais.

Equídeos e humanos infectados não promovem a transmissão da doença.

Na Europa, a FNO apareceu, pela primeira vez, em 2000, em Camarque, França. A DGAV já tinha alertado, no final de Setembro, para o aumento do número de casos na Europa.

Entre Janeiro e 15 de Setembro, foram confirmados 272 focos de infecção pela FNO em animais, na Europa, sobretudo, em Itália (216).

Alemanha, Áustria, Croácia, Espanha, Estónia, Grécia e Hungria também já reportaram focos.

Por espécie, os casos em equídeos foram detectados na Alemanha, Croácia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália e Áustria. Já os casos em aves foram identificados na Alemanha, Espanha, Itália, Áustria e Estónia.

TVI Notícias
Lusa
05.12.2025

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“Estamos abandonados”: trabalhadores da Base das Lajes apelam ao Governo para adiantar salários em atraso devido ao ‘shutdown’ nos EUA

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PORTUGAL // EUA // SALÁRIOS EM ATRASO // BASE DAS LAJES

Os trabalhadores portugueses da Base das Lajes reiteraram o apelo ao Governo para que adiante os salários em atraso, devido à paralisação da administração norte-americana, alertando que alguns já passam por dificuldades.

Base das Lajes
© TVI Notícias

“Os trabalhadores estão preocupados, desiludidos, tristes, estão a sentir-se abandonados. É uma situação complicada. As contas não esperam, cada dia que passa a situação agrava-se e nós precisamos de respostas”, afirmou a presidente da Comissão Representativa dos Trabalhadores (CRT) portugueses na Base das Lajes, Paula Terra, em conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

Os salários na Base das Lajes, na ilha Terceira, são pagos quinzenalmente. A quinzena de 17 de Outubro foi paga com cortes e da 27 de Outubro não foi paga.

Em causa está a introdução de uma suspensão temporária e não remunerada aplicável a funcionários públicos norte-americanos, devido à paralisação parcial da administração norte-americana por não ter sido aprovado o orçamento federal dos Estados Unidos.

Numa conferência de imprensa conjunta, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Comércio, Escritórios, Turismo e Transportes (SITACEHTT) dos Açores e a Comissão Representativa dos Trabalhadores apelaram a que o Estado português siga o exemplo dos governos da Alemanha e de Espanha.

“Aquilo que temos vindo a reivindicar desde o primeiro momento é o que outros países já fizeram, nomeadamente a Alemanha e a Espanha, que é garantir que os seus trabalhadores têm efectivamente um vencimento no fim do mês. Adiantaram os vencimentos e depois vão proceder a um entendimento junto dos norte-americanos”, explicou o coordenador do SITACEHTT/Açores, Vítor Silva.

Num comunicado conjunto, com três parágrafos, os ministérios da Defesa Nacional e dos Negócios Estrangeiros adiantaram, na quinta-feira, que o Governo português estava a “avaliar soluções eventualmente possíveis face ao quadro normativo nacional vigente, com vista à redução desse impacto”.

O executivo salientou ainda que é “alheio à descrita situação”, mas está “preocupado com o impacto decorrente desse atraso nos trabalhadores afectados e respectivas famílias”.

Vítor Silva alegou que o Estado português é “interlocutor directo” num acordo internacional com os Estados Unidos e, por isso, “não pode estar alheio a uma situação desta natureza”.

“Cabe ao Estado português, como representante destes trabalhadores no acordo, assegurar o pagamento dos seus salários e nós vamos reivindicar isso, custe o que custar, e mandar as cartas que forem necessárias, para o primeiro-ministro, para o ministro dos Negócios Estrangeiros e para o ministro da Defesa”, sublinhou.

A situação é conhecida há mais de duas semanas, mas, segundo Paula Terra, o Governo da República ainda não entrou em contacto com os trabalhadores.

“Tivemos conhecimento, através de um comunicado dos dois ministérios, que estavam a ser preparadas soluções. A comissão de trabalhadores gostava de saber que soluções são essas”, apontou.

Não há ainda uma previsão de quando será resolvido o impasse quanto à aprovação do orçamento federal dos Estados Unidos e sem ele os trabalhadores portugueses continuarão sem receber.

Paula Terra insistiu, por isso, que a “única solução” é ser o Governo português a adiantar os vencimentos.

“Não podemos estar neste compasso de espera por uma situação que não é da nossa responsabilidade. Somos cidadãos portugueses, a trabalhar em Portugal, ao abrigo de um acordo assinado entre dois países. Se um lado não cumpre com o acordo, o outro lado terá de o fazer cumprir”, frisou.

Segundo a presidente da CRT, os trabalhadores da Base das Lajes têm “o mesmo tipo de contratos” do que os que trabalham para a Força Aérea norte-americana em solo alemão.

“Em princípio, a solução aplicada a eles podia ser aplicada aos trabalhadores da Base das Lajes. Se há alguma situação em termos legais que impeça nós não tivemos conhecimento”, explicou.

Esta não é a primeira vez que a administração norte-americana fica sem orçamento, mas, nas outras vezes, a paralisação não afectou os trabalhadores portugueses na Base das Lajes.

“Essa situação nunca se colocou aos trabalhadores portugueses, porque nós éramos sempre protegidos pelos acordos laborais. Pelo menos era a informação que passava na altura”, adiantou Paula Terra.

Apesar de terem garantias de que a situação é “ilegal”, os trabalhadores foram aconselhados a continuarem a apresentar-se ao trabalho, sob pena de serem despedidos, e não podem fazer greve ou contestar a situação em tribunal.

“Um dos pontos que ficaram bem assentes na primeira reunião que tivemos com os dois comandos, português e norte-americano, foi de que esta situação não era legal e que esta situação não podia ser aplicada desta maneira aos trabalhadores. Mas como não há orçamento aprovado, não há fundos para pagar salários”, revelou a presidente da CRT.

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28.10.2025

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Está aí o “outono verdadeiro” e traz “chuva extrema”: “há que fazer limpeza dos escoamentos nas nossas casas, ver caleiras, sarjetas, retirar objectos”

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PORTUGAL // METEOROLOGIA

O climatologista Mário Marques alerta para a possibilidade de “chuva extrema e vento forte” nos próximos dias, com especial incidência no litoral oeste e no Centro e Sul do país.

Mau tempo (CARLOS M. ALMEIDA/LUSA)
© TVI Notícias

Segundo o climatologista, Portugal vai enfrentar “um outono verdadeiro”, marcado pela passagem sucessiva de depressões atlânticas e por uma “alimentação contínua de vapor de água”, proveniente de massas de ar quente vindas do Atlântico.

“A partir desta terça-feira, sobretudo à tarde, e até sábado, ou pelo menos domingo, teremos aqui uma passagem sucessiva de depressões, com grande alimentação de vapor de água. Há potencial para ter um grande agravamento térmico, um forte gradiente barométrico, mas também existe a associação à corrente de jacto. O que é que isso quer dizer? Quer dizer que existirão passagens sucessivas depressões a partir desta terça-feira”, afirma Mário Marques.

O climatologista sublinha ainda que esta sexta-feira e este sábado serão “os mais críticos” e que isso “faz com que o risco, a exposição e a vulnerabilidade aumente de uma forma significativa, pelo que sábado será um dia a evitar deslocações de longa distância”.

“Poderemos ter aqui condições propícias para inundações rápidas, para grandes lençóis de água, quer em quantidade, quer na sua extensão, nas áreas planas. Poderemos ter aqui uma situação com grande potencial para causar inúmeras ocorrências relacionadas com a precipitação”, refere, acrescentando que “os modelos indicam taxas de precipitação horária muito elevadas, com potencial para causar inúmeras ocorrências”.

A chuva deverá atingir todo o território continental, incluindo o Algarve, mas será “mais intensa e contínua” entre Sintra e o extremo noroeste da Península Ibérica, onde as cadeias montanhosas potenciam a condensação e o agravamento da precipitação.

Além da chuva, está previsto vento forte a muito forte entre sexta-feira e sábado nas regiões centro e sul – especialmente nesta última. Luís Mestre aconselhou a população a evitar deslocações longas no feriado de Todos os Santos, a verificar o escoamento das águas nas habitações e a garantir a limpeza de caleiras e sarjetas, alertando também as autarquias para a necessidade de remover folhas e detritos das vias.

“Poderá haver aqui ajustamentos, mas penso que os ingredientes estão lá e espero que não seja tão grave como as coisas estão a parecer. É necessário cautela: fazer limpeza dos escoamentos nas nossas casas, ver como é que estão as caleiras, as sarjetas, retirar objectos, e mesmo nas estradas as autarquias têm de fazer o seu trabalho de limpar constantemente, porque existe muita queda de folha”, concluiu o climatologista.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou todos os distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido à previsão de chuva, por vezes forte e acompanhada de trovoada, para esta terça-feira.

Os distritos de Faro, Évora, Setúbal e Beja já estão sob aviso amarelo desde segunda-feira.

TVI Notícias
28.10.2025

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6: Supermercado recruta colaboradores para 8 dias de trabalho por mês com salário de 855 euros

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ESPANHA – MERCADONA

A cadeia de supermercados Mercadona está a reforçar as suas equipas em várias regiões de Espanha e apresentou uma proposta pouco habitual: contratos efectivos para colaboradores que trabalhem apenas oito a dez dias por mês, com remuneração até 855 euros, acrescida de subsídios.

Supermercado
© TVI

De acordo com o jornal espanhol ABC C. Valenciana, os trabalhadores contratados neste regime cumprem cerca de 15 horas semanais e têm direito a formação remunerada, progressão salarial e horários previamente definidos. A Mercadona não exige experiência profissional, valorizando sobretudo dinamismo e a capacidade de interacção com os clientes.

Para além deste regime, existem outras modalidades de contrato: 20 horas semanais, com salários entre 843 e 1.140 euros, ou 40 horas por semana, distribuídas em cinco dias, com remuneração mensal entre 1.685 e 2.280 euros. Em algumas situações, estão também previstos complementos, como o pagamento de trabalho nocturno.

As funções disponíveis abrangem diversas áreas dentro da loja, incluindo reposição, caixa, peixaria, talho, padaria, frutas e legumes, assim como limpeza. Actualmente, existem vagas em cidades como Barcelona, Valência, Granada, Lugo, Saragoça e Burgos.

Para tornar o recrutamento mais acessível, a Mercadona lançou recentemente um novo portal de emprego, mais intuitivo e interactivo, onde os candidatos podem criar um perfil único, indicar preferências e acompanhar em tempo real o estado das suas candidaturas.

TVI
Joana Lopes
08.10.2025

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