52: Médicos tarefeiros preparam paralisação das urgências do SNS

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PORTUGAL // MÉDICOS // GREVES // JURAMENTO DE HIPÓCRATES

Reunidos num grupo de WhatsApp, estes médicos tarefeiros pretendem parar as urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pelo menos durante três dias, segundo o jornal, que cita uma ata de uma reunião realizada na semana passada.

Médicos tarefeiros preparam paralisação das urgências do SNS

Um grupo de mais de mil médicos prestadores de serviço está a preparar uma paralisação das urgências para quando sair o diploma com que o Governo quer baixar o valor por hora a pagar, escreve esta quarta-feira o jornal Público. 

Reunidos num grupo de WhatsApp, estes médicos tarefeiros pretendem parar as urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pelo menos durante três dias, segundo o jornal, que cita uma ata de uma reunião realizada na semana passada.

Os profissionais dizem sentir-se “ostracizados” e “excluídos das decisões” e dizem estar preparados para defender, “sem receios nem hesitações”, a valorização dos tarefeiros.

Segundo o Público, a ata de uma reunião realizada a 30 de Outubro, pela denominada “direcção dos representantes dos tarefeiros portugueses”, explica que a operacionalização do protesto será “formalizada por e-mail a enviar por todos os tarefeiros aos respectivos directores de serviço ou conselhos de administração”, a partir de um texto base elaborado por um dos membros do grupo.

A data e a duração do protesto ainda não estão definidas, escreve o jornal, que falou com um dos médicos envolvidos. “Os sucessivos ministérios da Saúde têm-nos tratado como médicos de segunda classe, ignorando o valor, o sacrifício e a dedicação de quem assegura a linha da frente das urgências hospitalares”, pode ler-se no documento.

“Ostracizados, desvalorizados e excluídos das decisões que moldam o futuro da profissão médica em Portugal”

Os médicos deste grupo dizem ainda sentir-se “ostracizados, desvalorizados e excluídos das decisões que moldam o futuro da profissão médica em Portugal”. Esta iniciativa surge na sequência da aprovação em Conselho de Ministros, no passado dia 22, do decreto-lei que vai regular a contratação de tarefeiros para o SNS.

O texto do diploma ainda não é conhecido, mas foi apresentado aos sindicatos médicos nas reuniões de negociação com a tutela. Segundo a informação noticiada até agora, a nova legislação deverá impedir que o médico se desvincule do SNS (por denúncia do contrato de trabalho ou aposentação) para ser tarefeiro, impondo um período de carência de até três anos.

Os médicos recém-especialistas que não concorrerem aos concursos de colocação ou que, conseguindo uma vaga, não assinem contrato, também deverão ficar impedidos de trabalhar como prestadores de serviço para o SNS durante um período.

O decreto-lei vai prever cláusulas de excepção para propostas devidamente fundamentadas pelas Unidades Locais de Saúde (ULS) para não colocar em causa a resposta aos doentes.

SIC Notícias
Lusa
05.11.2025

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Encerramento das urgências dos Covões? É “a morte anunciada” do serviço

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PORTUGAL // HOSPITAIS // SAÚDE // GOVERNO // ENCERRAMENTOS

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) considerou hoje que a passagem do serviço de urgências do Hospital Geral, vulgo Hospital dos Covões, para centro de atendimento clínico é “a morte anunciada” do serviço.

© Lusa

“Há muito que as sucessivas comissões liquidatárias, vulgo governos, ministérios da saúde e respectivas administrações, tinham traçado o fim da Urgência do Hospital Geral do Covões. Hoje, foi o passo/decisão final de uma morte há muito anunciada”, realça.

A administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, presidida por Alexandre Lourenço, decidiu que o Serviço de Urgência do Hospital Geral, comummente chamado de Hospital dos Covões, passaria a partir de hoje a ser um centro de atendimento clínico.

Com esta mudança, o Hospital Geral passa a assegurar situações agudas não emergentes e só recebe utentes encaminhados pela Linha SNS24 ou por outras unidades hospitalares, indicou a ULS de Coimbra em comunicado.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o SEP indica que, nos “últimos meses, a administração da ULS Coimbra, foi descaracterizando o acesso dos utentes àquela urgência, até que deixou de haver referenciação do INEM para ocorrer a situações de urgência”.

A título de exemplo, o sindicato refere que na quinta-feira, “incompreensivelmente, os enfermeiros da urgência do Hospital dos Covões receberam um email da ULS Coimbra” q informar que “por decisão do CA, a partir de dia 31 de Outubro o SU deixará de ter doentes a partir das 20h00”.

“Neste sentido iremos alterar as escalas de trabalho e solicitar que a segurança encerre as portas às 20:30 e proceda à sua abertura às 07h30”, anuncia.

De acordo com a decisão do director do Serviço, refere o sindicato, “as inscrições dos doentes serão apenas até às 18h00 para permitir que até às 20:00 os doentes estejam observados e com orientação clínica”.

Um dia depois, refere o sindicato, e “dando o dito por não dito, dois responsáveis da direcção de enfermagem, deslocaram-se ao serviço e informaram os trabalhadores presentes que a partir de 31 de Outubro de 2025, a urgência encerrava definitivamente”.

“Há muito que afirmamos que à boleia das proclamadas sinergias da fusão dos hospitais de Coimbra, da dita reestruturação da rede de referenciação de diversas especialidades médicas, da economia de escala e o que mais lhes interessou e interessa, para o ataque e descaracterização do SNS [Serviço Nacional de Saúde], o Hospital Geral dos Covões, é o alvo a abater. Só podia”, destaca.

Isto, porque no entender do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, “ao lado esquerdo da margem do Mondego, onde o capelo e a borla carunchosa da universidade não gostam de ir nem nunca foram” e “onde também reside povo laborioso”.

“A golpada de veludo da fusão, que mais não foi do que anexação com vista à destruição duma instituição. Simultânea e paulatinamente, constrói-se um caminho que leva à sangria de recursos humanos”, considera.

Para a direcção do sindicato, esta decisão “tem como consequência o necessário caminho de confluência política dos sectores mais interessados no negócio da doença”.

“Não sejamos ingénuos. O caminho e o plano para o Hospital Geral dos Covões (HGC), foram e estavam traçados. O Plano para o HGC era e continua a ser o não plano”, escreve.

Neste sentido, o sindicato avisa que “estará na primeira linha em defesa de um SNS universal, geral e gratuito”, pelas “legítimas aspirações dos utentes e profissionais” e numa “clara ruptura com a política de destruição mansinha e de veludo do SNS”.

E “exige uma efectiva e verdadeira reorganização hospitalar para fortalecer a resposta pública e não permitir fragilidades que dêem azo ao florescimento do sector privado, como continua a acontecer em Coimbra”.

Notícias ao Minuto
Lusa
01.11.2025

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40: Doentes urgentes esperam quase 20 horas para serem atendidos no Amadora-Sintra

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PORTUGAL // HOSPITAIS // SAÚDE // ESPERAS

Na manhã deste domingo, estavam em fila de espera 40 doentes urgentes, com um tempo de espera médio perto das 20 horas.

Hospital Amadora-Sintra. Foto: DR

Os doentes urgentes estão a esperar uma média de 19 horas e 36 minutos no Hospital Amadora-Sintra, até serem atendidos. Os dados são da plataforma do Ministério da Saúde que divulga os tempos de espera nas várias unidades por todo o país. Às 11h30 da manhã deste domingo, 2 de Novembro, existiam 40 doentes urgentes (pulseira amarela), com um tempo de espera médio de 19h36.

Recorde-se que se trata de uma das unidades de saúde com mais dificuldades em dar resposta à procura existente. De resto, é o mesmo hospital em que, esta sexta-feira, morreu uma mulher grávida. No dia seguinte, o bebé acabaria também por morrer.

Já a espera para os doentes muito urgentes (de pulseira laranja) é de três minutos, enquanto a de pouco urgentes (pulseira verde) 1h20. A orientação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é de sempre contactar a linha SNS24, no número 808242424. Assim, podem receber um primeiro atendimento e evitam deslocações desnecessárias às urgências.

Diário de Notícias
Tomás Gonçalves Pereira
02.11.2025

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado), pré-AO.

 

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