222: Tempestade Marta está a chegar e vai começar por afectar a zona do rio Sado e depois o Tejo e o Mondego

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO MARTA

A ministra do Ambiente garante que tudo está a ser feito para que o impacto da depressão Marta seja o menor possível, mas admitiu que pode ser preciso evacuar mais locais.

Alcácer do Sal está a sofrer inundações e a situação pode agravar-se nas próximas horas.
FOTO: Gerardo Santos

A ministra do Ambiente e Energia alertou esta sexta-feira, 6 de Fevereiro, para o momento “particularmente crítico” que o país vive, destacando que a tempestade Marta atingirá especialmente as bacias dos rios Sado, Tejo e Mondego.

Maria da Graça Carvalho falava após uma reunião na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na Amadora, Lisboa, para um balanço da situação das cheias em Portugal.

A próxima depressão, que chega na noite desta sexta-feira, vai entrar em Portugal numa região entre Sines e Lisboa e vai afectar especialmente a bacia do Sado, onde especialmente Alcácer está a sofrer inundações, disse a ministra, explicando que a depressão atingirá depois a zona do rio Tejo, também em situação de cheias, e ainda outro rio igualmente preocupante, o Mondego.

Dezembro e Janeiro foram meses muito chuvosos, mas a APA fez preventivamente descargas nas barragens para encaixar essa água, o equivalente ao consumo dos portugueses durante um ano (mais de 700 hectómetros cúbicos descarregados em Janeiro), e só assim foi possível conter “grandes cheias”.

No balanço, a ministra disse que na quinta-feira foi um dia preocupante no rio Tejo, devido a descargas nas barragens de Espanha, nomeadamente na grande barragem espanhola de Alcantara, que levou a que o caudal quase duplicasse.

Esta sexta-feira já está mais reduzido (esta tarde o caudal era de 6.700 metros cúbicos por segundo em Almourol, quando ponto crítico é 10.000). Na quinta-feira chegou aos 9.000 metros cúbicos.

Maria da Graça Carvalho afirmou que tudo está a ser feito para que o impacto da depressão Marta seja o menor possível, mas admitiu que pode ser preciso evacuar mais locais.

O presidente da APA, Pimenta Machado, falou também do “tempo excepcional” que o país vive e deu como exemplo barragens do Algarve que nunca enchiam e que agora estão a fazer descargas e disse que a barragem de Santa Clara, no sudoeste alentejano, vai também fazer descargas. Monte da Rocha, na bacia do Sado, vai fazer descargas.

Para esta sexta-feira e sábado há um elevado risco de inundações nos rios Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado. Com risco de inundações (não elevado) estão também os rios Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06.02.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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