466: A Figura do Dia. Bárbara Bandeira mostrou-me a humildade

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🇵🇹 OPINIÃO

D. Luís, um dos nossos últimos reis, era gostado pela arraia miúda. Não fazia ondas, defendia a paz perpétua e adorava ver pessoas alegres e que dançassem. Foi ele quem, pela primeira vez, ligou o 10 de Junho a uma festa nacional – em 1880 a data era redonda e o poeta d’ Os Lusíadas completava 300 anos, perfeito para uma celebração.

O hino que conhecemos ainda não existia, só dez anos mais tarde, como reacção ao Ultimato Inglês, Henrique Lopes de Mendonça e Alfredo Keil compuseram letra e música para uma canção de protesto. Tornou-se ícone da República e símbolo do país.

“Por falar do hino, ouviram-no na voz de Bárbara Bandeira na final da Taça de Portugal? Uma esmagadora surpresa, uma lição de humildade e um sinal de inteligência.”
FOTO: D.R. / Arquivo

Todos o cantamos, todos o sentimos e todos o interpretamos à nossa maneira. Os patriotas de extrema-direita dançam-no como no tempo de Salazar, os patriotas de extrema-esquerda bailam como no PREC, os moderados de esquerda e direita com orgulho, o povo com paixão e, se formos Campeões do Mundo de Futebol, por uma vez que seja, seremos capazes de o cantar a uma só voz.

Por falar do hino, ouviram-no na voz de Bárbara Bandeira na final da Taça de Portugal? Uma esmagadora surpresa, uma lição de humildade e um sinal de inteligência.

“Surpresa (…) [pel]a inteligência de Bárbara, que nos provou o quanto o hino pode, pela simplicidade e ausência de floreados, ser pertença de todos a uma só voz.”

Surpresa por a melhor de todas as versões em meio século ter sido a de uma miúda pop e que canta temas levezinhos e comerciais; humildade por a vida, mais uma vez, me mostrar que julgar antecipadamente faz pouco ou nenhum sentido; e por fim a inteligência de Bárbara, que nos provou o quanto o hino pode, pela simplicidade e ausência de floreados, ser pertença de todos a uma só voz.

Desculpa, Bárbara. Começarei a seguir o que desejas dizer ao mundo.

Diário de Notícias
Luís Osório
Escritor, jornalista e cronista
10.06.2026

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465: O calor está de volta. Temperaturas sobem até aos 40 graus nos próximos dias

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // CALOR

Haverá uma diminuição da intensidade do vento, o que irá provocar uma sensação de aquecimento ainda mais significativa.

Entre esta quarta-feira, 10 de Junho, e dia 13, sábado, Portugal continental vai registar temperaturas elevadas, que segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), poderão variar entre os 35 e os 40 graus na generalidade do território.

“O estado do tempo nos próximos dias será condicionado por um anticiclone localizado a nordeste do arquipélago dos Açores, a estender-se em crista até França, e por um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica. A acção conjunta destes dois centros de acção irá originar o transporte de uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica, a qual será responsável por um aumento acentuado dos valores de temperatura”, alerta o IPMA, acrescentando que se registará uma diminuição da intensidade do vento, o que irá provocar uma sensação de aquecimento ainda mais significativa.

A temperatura começa a subir esta quarta-feira, esperando-se valores de temperatura máxima a variar entre 25 e 35 graus, com excepção de alguns locais da faixa costeira, onde serão ligeiramente inferiores.

A subida de temperaturas mais acentuada acontecerá na quinta-feira, 11, em que estas poderão subir cerca de 10 graus em alguns locais.

Já sexta-feira, 12, será o dia mais quente, com temperatura máxima a variar entre 35 e 40 graus na generalidade do território. O sábado continuará quente, mas a partir de domingo, 14, e segunda-feira, 15, o IPMA prevê uma ligeira diminuição das temperaturas.

A temperatura mínima deverá também subir em todo o território, prevendo-se que em alguns locais do país sejam registados valores próximos ou acima de 20 graus até à noite de 13 para 14.

Assim, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Évora, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém e Setúbal vão estar entre as 9h00 de quinta-feira e as 18h00 de sexta-feira sob aviso amarelo por “persistência de valores elevados da temperatura máxima”.

Já os distritos de Bragança, Castelo Branco, Guarda, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estarão sob alerta amarelo entre as 9h00 e as 18h00 de sexta-feira.

Diário de Notícias
Sofia Fonseca
10.06.2026

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464: Portugalidade vs. Prosperidade

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🇵🇹 OPINIÃO

Pelo Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o Presidente da República e o primeiro-ministro escolheram o Luxemburgo para celebrar o país, a diáspora e a identidade nacional. A escolha foi simbolicamente poderosa. Mas talvez tenha sido, involuntariamente, reveladora de uma contradição política que Portugal insiste em não enfrentar. Há algo de profundamente desconfortável em celebrar o patriotismo português perante uma comunidade que teve de sair do país para alcançar prosperidade, estabilidade e reconhecimento profissional.

Durante dias ouvimos discursos sobre orgulho nacional, pertença, memória e ligação afectiva à pátria. Tudo isso tem importância. Mas o patriotismo político não pode reduzir-se a uma liturgia emocional sem consequência material. Não pode limitar-se à evocação sentimental de Portugal, enquanto o próprio país continua incapaz de oferecer a muitos portugueses as condições mínimas para construírem uma vida digna dentro das suas fronteiras. E o Luxemburgo torna essa evidência impossível de disfarçar.

Num país, o salário mínimo ultrapassa os 2700 euros; no outro, permanece nos 920 euros. Num país, o trabalho permite autonomia e mobilidade social; no outro, uma parte crescente da população trabalha sem conseguir escapar à precariedade habitacional, à asfixia fiscal e à estagnação salarial. Mais perturbador ainda: o cabaz alimentar essencial custa praticamente o mesmo nos dois países. Esta comparação deveria ter dominado o debate político nacional. Mas quase não foi mencionada.

Porque ela expõe aquilo que sucessivos governos preferem evitar: o problema estrutural de Portugal não é a falta de talento, nem de esforço, nem sequer de patriotismo. O problema é a incapacidade persistente do Estado e da economia portuguesa para transformar trabalho em prosperidade.

As comunidades portuguesas no Luxemburgo são, por isso, simultaneamente motivo de orgulho e prova de falhanço nacional. Orgulho, porque revelam a extraordinária capacidade de adaptação, disciplina e mérito dos portugueses. Falhanço, porque demonstram que esse potencial continua demasiadas vezes a florescer apenas fora de Portugal.

Camões escreveu sobre um povo movido pela ambição do impossível: porém, talvez a maior tragédia contemporânea portuguesa seja esta, a de continuarmos a exportar os nossos melhores recursos humanos e depois celebrarmos essa diáspora como se ela fosse apenas uma expressão romântica da Portugalidade.

O Dia de Portugal não pode servir apenas para enaltecer símbolos, afectos ou memórias históricas. Tem de servir para uma reflexão séria sobre o estado do país. Sobre o empobrecimento relativo da classe média. Sobre a incapacidade de fixar talento. Sobre uma economia que há décadas cresce insuficientemente para reter aqueles que mais investiram na sua qualificação.

Porque o patriotismo verdadeiro não consiste apenas em amar o país. Consiste em construir um país onde as pessoas possam permanecer sem serem obrigadas a escolher entre identidade e prosperidade.

Escreve sem aplicação do novo Acordo Ortográfico

Diário de Notícias
Aline Hall de Beuvink
Professora associada da Universidade Autónoma de Lisboa e investigadora (do CIDEHUS).
10.06.2026

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463: O Dia de Camões

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🇵🇹 OPINIÃO

Que melhor programa para o nosso Dia Nacional, consagrado a um grande poeta, que um percurso pela Feira do Livro, ao encontro da melhor poesia e da melhor literatura?

É certo que os livros de venda mais assegurada (os best-sellers, os infanto-juvenis, os curandeiros das almas) cada vez ganham mais espaço e relevo, o que torna um pouco menos fácil (mas de forma alguma impossível) encontrar o que de bom se escreve e publica no nosso país. Há muita coisa a ver, a ler, a reler, e mesmo se o que mais nos interessou este ano já o comprámos em livraria, vale a pena correr os pavilhões das editoras e os pavilhões dos alfarrabistas, pois sempre estará à nossa espera um livro sonhado ou uma inesperada descoberta.

Dediquemos então um pensamento a Camões. António Gonçalves, impressor, foi o editor da 1.ª edição dos Lusíadas, devidamente aprovada a sua publicação pela Santa Inquisição, com critérios de suspeita abertura ao erotismo fervente de alguns episódios, o que não deixou de ser veementemente criticado poucos anos mais tarde por um pudibundo prelado de Coimbra, que todavia falhou no seu intento de proibir as escandalosas estrofes.

Era assim a vida dos editores naqueles tempos, tal como aliás em tempos bem próximos do nosso e que, para alguns, são saudosos. No meu tempo de escola, essas estrofes eram simplesmente desaconselhadas, pelo que, naturalmente, eram as primeiras a ser lidas pela nossa curiosidade adolescente: o magnífico Canto Nono.

Como trabalharia o editor António Gonçalves? Sabemos que uma contrafacção do livro foi imediatamente apresentada, com os pelicanos com o bico ao contrário (Rita Marnoto introduziu novas ideias sobre essa misteriosa rotação dos pelicanos). E sabemos mais: que o êxito do poema em Espanha foi imediato e que o nosso poeta foi considerado “o príncipe dos poetas das Espanhas”, nos tempos da monarquia dual dos Filipes.

Uma feira do livro será também uma boa ocasião para reencontrar Camões. Mas por que não ir ao encontro de toda a poesia, quer da nossa língua, quer traduzida, que encontraremos um pouco atrás, timidamente atrás, nas bancas das editoras, mas que lá estará presente, com as suas múltiplas vozes e  composições? Os clássicos, sim, incluindo os mais esquecidos, mas também os mais recentes, os que ousaram “penetrar surdamente no reino das palavras” onde “estão os poemas que esperam ser escritos”, “sós e mudos, em estado de dicionário”, como dizia o grande poeta Carlos Drummond de Andrade, e enfrentar toda a grande poesia que os antecedeu.

Mais do que geral, a nossa língua é infinitamente particular, e não deve ter vergonha de se chamar português, como os americanos não têm vergonha de falar inglês e os canadianos do Québec não têm vergonha de falar francês. Os muitos falares do português contemporâneo e os mais que surjam no futuro só robustecem a nossa língua comum e partilhada, que não é geral, tem um nome de nascimento, um nome que vai guardando nas suas metamorfoses.

Vamos à Feira do Livro no Dia de Camões. Encontraremos escritas várias e plurais, sós e mudas em estado de livro impresso, que esperam apenas que um leitor as venha acordar, palavras como belas adormecidas à espera do seu príncipe. O leitor é o príncipe das suas leituras. E a nossa experiência de vida e conhecimento das coisas estará sempre incompleta e meio vazia sem esses encontros mágicos com a literatura, decisivos para a nossa formação humana.

Diário de Notícias
Luís Castro Mendes
Embaixador jubilado e escritor
10.06.2026

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462: El Niño traz tempo extremo este verão: o que significa para quem viaja

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // EL NIÑO

Os fenómenos meteorológicos extremos estão a afectar cada vez mais as experiências e decisões de viagem, desde o calor intenso que muda hábitos e destinos de férias de verão até ao risco de incêndios florestais, que aumenta o interesse nos seguros de viagem.

Organização Meteorológica Mundial da ONU alerta para 80% de probabilidade de formação do El Niño neste verão.
© Manu Fernandez

Agora, os modelos climáticos prevêem a chegada de um ‘super’ El Niño este ano. O fenómeno de aquecimento no Pacífico tropical molda os padrões meteorológicos globais e pode provocar secas, inundações e ondas de calor.

Para os viajantes, isto significa estar ainda mais preparados para ter em conta os riscos climáticos e meteorológicos no planeamento.

Como o clima extremo está a mudar os hábitos de viagem

A Organização Meteorológica Mundial da ONU adverte agora que há 80% de probabilidade de o El Niño se desenvolver este verão e mais de 90% de se prolongar até Novembro, com potencial para provocar secas, chuvas intensas e ondas de calor em todo o mundo.

Para os viajantes, isso traduz-se em maior preocupação com a actividade de tempestades, com condições mais chuvosas em algumas regiões e, no geral, com expectativas de um verão meteorologicamente mais instável.

Impulsionado por águas do oceano invulgarmente quentes no Pacífico tropical, o El Niño deverá fazer-se sentir praticamente em todo o lado, com previsão de temperaturas acima da média em todo o globo entre Junho e Agosto.

Um inquérito recente a 600 viajantes norte‑americanos em lazer, realizado pela Sensible Weather (fonte em inglês), concluiu que o mau tempo é agora a segunda maior preocupação no momento da reserva, logo a seguir ao custo. Mais de metade (55%) disse ter adiado uma viagem devido à incerteza quanto ao tempo.

O seguro de viagem não garante o reembolso se o tempo extremo ou uma onda de calor afectar a sua viagem. É provável que só receba uma compensação se existir um aviso governamental a desaconselhar viagens para o destino de férias escolhido, ou se o seu médico tiver desaconselhado a viagem.

Por isso, a chegada do El Niño torna mais prudente que os viajantes sejam pro-activos nas decisões de reserva.

«Estamos a ver viajantes a tornarem-se mais selectivos nos destinos, com maior interesse em férias em destinos mais frescos, as chamadas ‘coolcations‘, em viagens na época baixa ou de transição e em experiências que sejam mais fáceis de adaptar se as condições meteorológicas mudarem durante a viagem», afirma Nick Cavanaugh, fundador e director executivo da Sensible Weather, uma empresa que oferece protecção meteorológica a viajantes e operadores turísticos.

Se estiver prevista uma onda de calor e o seu itinerário incluir, por exemplo, aventura ao ar livre, pode valer a pena perguntar ao seu operador turístico se é possível alterar planos ou datas.

«Ao mesmo tempo, o comportamento de consumo tornou-se mais cauteloso. As pessoas continuam a querer viajar, mas querem ter mais confiança de que o investimento feito na viagem se mantém, mesmo que a previsão mude», acrescenta.

Cresce a oferta de produtos de protecção ligados ao tempo

À medida que a incerteza climática ganha peso nas decisões de quem planeia uma viagem, a protecção ligada ao tempo deixa de ser um extra de nicho para se tornar uma ferramenta central de confiança, explica Cavanaugh.

«O seguro de viagem tradicional é muitas vezes concebido para cobrir grandes acontecimentos que interrompem ou impedem totalmente uma viagem, como uma emergência médica, serviço de júri, cancelamento de voo, etc. Mas muitos viajantes estão agora mais preocupados com o que acontece se a viagem avançar e o tempo tiver um impacto negativo na experiência», explica.

Na Sensible Weather, se estiver previsto tempo que cumpra os critérios definidos para uma determinada reserva, o reembolso é ‘proactivo e automático’.

No início deste ano, a JetBlue Vacations testou uma colaboração com o Conselho de Turismo da Jamaica e a WeatherPromise, oferecendo uma ‘Great Weather Guarantee’ para pacotes de férias na Jamaica. A empresa comprometia-se a devolver 500 dólares (430 euros) aos clientes se chovesse mais do que o prometido durante a estadia.

A Vrbo estabeleceu também uma parceria com a WeatherPromise para garantir pagamentos se a chuva estragar a viagem. É definido um limiar de precipitação com base nas tendências históricas de chuva específicas do destino e das datas da viagem, e a WeatherPromise monitoriza depois o tempo usando milhões de pontos de dados meteorológicos, incluindo imagens de satélite e radar.

Euronews Português
Rebecca Ann Hughes
09.06.2026

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461: Calor coloca sete distritos sob aviso amarelo na quinta-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // CALOR

Sete distritos do continente vão estar sob aviso amarelo na quinta-feira devido à previsão de tempo quente, informou esta terça-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Calor (Getty Images)
© TVI Notícias

Os distritos de Évora, Setúbal, Santarém, Lisboa, Leiria, Beja e Portalegre vão estar sob aviso amarelo entre as 09:00 e as 21:00 de quinta-feira devido à “persistência de valores elevados da temperatura máxima”.

O IPMA tinha emitido anteriormente o mesmo nível para os distritos de Lisboa e Leiria por causa do vento forte de norte/noroeste, com rajadas até 80 quilómetros por hora.

De acordo com o instituto, o aviso de vento vai estar em vigor entre as 12:00 e as 21:00 desta terça-feira.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

CNN Portugal
LUSA
09.06.2026

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460: Vento forte coloca Lisboa e Leiria sob aviso amarelo na terça-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // VENTO FORTE

O aviso amarelo vai estar em vigor entre as 12h00 e as 21h00 de terça-feira.

Os distritos de Lisboa e Leiria vão estar esta terça-feira, 9 de Junho, sob aviso amarelo devido à previsão de vento forte de norte/noroeste, com rajadas até 80 quilómetros por hora, informou esta segunda-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, o aviso amarelo vai estar em vigor entre as 12h00 e as 21h00 de terça-feira.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

O instituto prevê para esta terça-feira, no continente, céu pouco nublado ou limpo, vento moderado a forte com rajadas na faixa costeira e nas terras altas e pequena subida da temperatura no interior.

Em termos de temperaturas, a previsão aponta para mínimas a variar entre os 11º C (em Viana do Castelo, Guarda e Braga) e os 18 (em Faro) e máximas entre os 20 (em Aveiro) e os 34 (em Faro).

Diário de Notícias
David Pereira
08.06.2026

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459: Preço do cabaz alimentar volta a subir e já é 72 euros mais caro do que há quatro anos

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🇵🇹 PORTUGAL // CABAZ ALIMENTAR MAIS CARO

A subida para 259,31 euros, verificada nos primeiros dias de Junho, interrompe um ciclo de três semanas de descidas. Desde o início do ano, a mesma cesta já acumula uma subida de 7,2%.

O cabaz inclui produtos como carne, congelados, frutas e legumes, lacticínios, mercearia e peixe.
Leonel de Castro/Global Imagens

O preço do cabaz alimentar monitorizado semanalmente pela DECO PROteste registou uma subida na primeira semana de Junho, interrompendo um ciclo de três semanas de descidas.

A organização aponta um aumento de 1,97 euros — mais 0,77% — para um total de 259,31 euros.

A associação lembra que, desde o início do ano, a mesma cesta já acumula uma subida de 17,48 euros, equivalente a 7,2%.

Comparando com há cerca de quatro anos e meio, a 5 de Janeiro de 2022, os consumidores pagam hoje mais 71,61 euros — um acréscimo de 38,2% pelo mesmo conjunto de produtos.

A DECO PROteste sublinha ainda que, nos últimos meses, os valores do cabaz têm batido recordes quase semanalmente, reflectindo a persistente pressão sobre o poder de compra das famílias.

Dinheiro Vivo
Nuno Braga
05.06.2026

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458: Ministra reforça que areal das praias é de acesso livre excepto nas zonas concessionadas e faixas de segurança

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🇵🇹 PORTUGAL // PRAIAS // CONCESSIONÁRIOS // OCUPAÇÃO

Autarquias são responsáveis por definir as áreas concessionadas e garantir informação clara aos banhistas sobre os espaços de utilização pública, sublinhou Maria da Graça Carvalho.


José Mota

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, reafirmou esta sexta-feira, 5 de Junho, que o areal das praias portuguesas é de utilização pública e acesso livre, excepto nas áreas concessionadas e nas respectivas faixas de segurança.

Segundo a ministra, compete às câmaras municipais definir as concessões e divulgar os planos de praia de forma clara. “Cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia”, afirmou, citada pela agência Lusa, durante uma visita à Praia da Fuseta-mar, em Olhão, onde decorre uma intervenção de reforço sedimentar.

Graça Carvalho defendeu ainda a colocação de esquemas informativos à entrada das praias para identificar as zonas concessionadas, as áreas de segurança e os espaços de utilização livre.

Questionada sobre a existência de sinalética que continua a encaminhar os banhistas para zonas específicas do areal, a ministra considerou que eventuais informações incorrectas devem ser corrigidas pelas autarquias. “A lei não mudou e estou convencida de que a maior parte da sinalética está bem e está de acordo com a lei”, sublinhou.

Maria da Graça Carvalho recordou que as concessões não podem ocupar mais de 30% da área útil da praia nem exceder 50% da frente de praia. As faixas de segurança, acrescentou, podem ser estabelecidas junto às entradas, postos de nadadores-salvadores, embarcações de salvamento ou junto ao mar, variando de acordo com as características de cada praia.

Esta semana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esclareceu que os utentes podem colocar chapéus-de-sol, para-ventos e outros equipamentos balneares particulares à frente de áreas concessionadas, quando não se tratar de faixas de segurança. A entidade reforçou que “as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre” e que as zonas sem licença ou concessão permanecem disponíveis para utilização livre pelos banhistas.

Diário de Notícias
Rui Frias
05.06.2026

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457: Quando todos perdem

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🇵🇹 OPINIÃO

Portugal acordou, nos últimos dois dias, mais silencioso. Na quarta-feira foi dia de greve geral, marcada – curiosamente – para a véspera de um feriado nacional e a data não deixou de merecer reparos generalizados.

É a segunda greve geral no espaço de oito meses, com o mesmo assunto a motivá-la, ainda que, desta vez, sem o apoio da UGT.

Numa altura em que se aproxima o final do ano lectivo, milhares de alunos tiveram constrangimentos nas suas provas ModA (Monitorização das Aprendizagens); outros ficaram sem aulas necessárias para a preparação dos exames nacionais; mais de metade dos voos do aeroporto de Lisboa foram cancelados; milhares de consultas e actos médicos foram adiados… Tudo questões mais do que válidas, mas que nos têm de fazer pensar seriamente sobre o que está em causa.

Naturalmente, a greve é um direito consagrado na Constituição e todos devemos defendê-lo, queiramos ou não utilizá-lo – até porque estamos no direito de fazer uma coisa ou outra. Esta segunda paralisação, que levou milhares à rua para se manifestarem contra o pacote laboral, no entanto, recolheu menos apoio que a de há uns meses, não apenas pela questão da data, já referida anteriormente (o facto de haver quem tenha passado o dia de greve na praia, afirmando-o tranquilamente nas televisões, não ajudou à percepção) – mas também porque ainda não é clara a alternativa apresentada ao pacote laboral que está em cima da mesa.

É certo que este pacote laboral tem vários problemas, sendo o principal, para mim, a ambição meio desproporcionada. Querer introduzir mais de 100 alterações, numa lei que não sofre mexidas há anos, é despropositado e muito pouco sensato. Mas também é verdade que Portugal tem, quando comparado com os seus congéneres europeus, uma das leis laborais mais restritivas e inflexíveis, o que dificulta a vida a todos.

“É verdade que é preciso flexibilizar o mercado de trabalho nacional, cuja lei está ajustada a uma realidade que já não existe”

É também verdade que há medidas que são escandalosas para o século XXI, nomeadamente a permissão do outsourcing em situações de despedimento ou a reversão da facilidade de fazer teletrabalho, para quem tem filhos pequenos – se tivermos em conta que estamos no meio de uma crise energética, habitacional e financeira, este ponto é ainda mais absurdo.

No mesmo sentido, a questão do horário flexível já nem devia ser um tema – a era industrial já passou, e até os cientistas já vieram dizer e repetir que é mais rentável permitir, sendo conciliável com a actividade da empresa em questão, que a pessoa trabalhe consoante o seu ritmo circadiano.

Por outro lado, também é verdade que é preciso flexibilizar o mercado de trabalho nacional, cuja lei está ajustada a uma realidade que já não existe e que tem perpetuado décadas de salários baixos e pouca produtividade. E é possível chegar a um entendimento, se houver vontade de parte a parte, que é coisa que tem faltado.

Por isso, não admira também que depois haja divergências gritantes entre os números de adesão à greve libertados pelos sindicatos e os que o Governo divulga. A verdade é que, em Portugal, as greves nunca tiveram os impactos que conseguiram noutros países, o que se prende com razões históricas e culturais e tantas outras variáveis.

Se esta paralisação vai afectar mais o Governo ou todas as pessoas que viram adiadas questões fundamentais – incluindo pais que perderam dias de trabalho porque, mais uma vez, não há escolas – vai ser difícil de saber. Para já, saímos todos a perder com esta negociação, que nem acontece, nem deixa de acontecer, o que só aumenta o cenário de incerteza, insatisfação e desalento de um país que precisa de motivos para conseguir olhar com mais esperança para o futuro.

Diário de Notícias
Margarida Vaqueiro Lopes
Sub-directora do Diário de Notícias e directora executiva do Dinheiro Vivo
05.06.2026

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