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Foram marcadas duas paralisações de 24 horas pelos trabalhadores do Metro de Lisboa: uma já esta quinta-feira e outra para a próxima terça-feira, sendo que não foram decretados serviços mínimos.

Atenção, passageiros: Há dois dias de greve no Metro de Lisboa este mês
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Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa vão cumprir dois dias de greve este mês, sendo que o primeiro é já esta quinta-feira, dia 9 de Abril. Segue-se uma nova paralisação no dia 14 de Abril.
Não foram decretados serviços mínimos para as duas paralisações de 24 horas, pelo que se esperam constrangimentos na circulação das carruagens, de acordo com a decisão do Tribunal Arbitral.
“Em conformidade com o exposto, este TA decide, por unanimidade: Não fixar serviços mínimos para os trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso de greve; Determinar a prestação dos serviços adequados à segurança e à manutenção do equipamento e das instalações, nos seguintes termos: três trabalhadores ao Posto de Comando Central (preferencialmente, um Inspector de Movimento, um Encarregado de Movimento e um Encarregado da Sala de Comando e de Energia), devidamente identificados pelos sindicatos (nome e número de ML)”, pode ler-se no site do Conselho Económico e Social.
“No caso em apreço, trata-se de uma greve que irá ser realizada por alguns trabalhadores do Metro, em gerał quadros e trabalhadores com funções de chefia (em número, segundo se apurou, de cerca de seis dezenas), sendo que este tribunal não ignora que a paralisação da circulação do Metro, nos dias 9 e 14 de Abril, irá afectar dezenas ou até algumas centenas de milhares de cidadãos, utentes regulares do Metro.
Parece, assim, haver alguma desproporção entre o sacrifício suportado pelas escassas dezenas de grevistas (perda do salário) e sérios transtornos, de vária ordem, causados a muitos milhares de cidadão com a greve em causa”, pode ler-se ainda na decisão do TA.
É ainda explicado que, “face aos dados de facto que nos foram apresentados, julgamos que, apesar da inegável penosidade que a greve acarreta para os utentes regulares do Metro de Lisboa, não se acham preenchidos os pressupostos indispensáveis para a fixação de serviços mínimos, impondo-se apenas o cumprimento da obrigação de segurança, nos termos do artigo 537.°, n.º 3, do Código do Trabalho”.
A notícia, refira-se, foi avançada pela RTP, que confirmou a informação junto da Fectrans. O Metropolitano de Lisboa ainda não publicou qualquer informação sobre este assunto.
Metro de Lisboa admite falhas “críticas” em escadas e elevadores
O Metropolitano de Lisboa admitiu na semana passada que a manutenção das escadas rolantes e dos elevadores é “bastante crítica” e lembrou que, durante cinco anos, registou-se um aumento da taxa de avarias sem que nenhuma solução tivesse sido encontrada.
Ouvida na comissão de Infra-estruturas, Mobilidade e Habitação da Assembleia da República, a requerimento do Chega, sobre a “nova Linha Violeta”, a presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé, disse que quando assumiu funções, há cerca de três meses, analisou a evolução dos problemas com os elevadores e as escadas rolantes, dando conta de um aumento dos problemas.
“Em 2019, a taxa de avaria das escadas rolantes e elevadores era semelhante, 4%. Em 2024, andava à volta de 14% para as escadas rolantes e 24% para os elevadores. Portanto, tiveram [anterior administração] cinco anos a ver o aumento das taxas de avaria aumentar e ninguém fez nada”, afirmou.
A responsável acrescentou que a solução poderá não passar por externalizar os contratos de manutenção, já que “umas vezes funciona, outras não funciona”, mas por modelos mistos.
[Notícia actualizada às 10h26]
Notícias ao Minuto
08.04.2026



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