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Metro de Lisboa vai estar encerrado já a partir de terça-feira e só reabre na quinta-feira, por causa da greve geral, anunciou a transportadora. Todas as estações vão estar fechadas.

© Luis Boza/NurPhoto via Getty Images
O Metro de Lisboa alertou, esta segunda-feira, que o serviço vai estar encerrado já a partir de terça-feira e só reabre na quinta-feira, por causa da greve geral, anunciou a transportadora. Todas as estações vão estar fechadas.
“O Metro de Lisboa informa que, por motivo de greve convocada pelos sindicatos representativos dos trabalhadores da Empresa, para o dia 3 de Junho (4ª feira), se prevê a paralisação do seu serviço de transporte e o encerramento das estações“, pode ler-se num comunicado publicado no site da transportadora.
A empresa alerta ainda que a “partir das 23h do dia 2 de Junho (3.ªf) o Metro encerra o serviço de exploração, sendo retomado às 06h30 do dia 4 de Junho (5.ªf)“.
Na mesma nota, o “Metro de Lisboa agradece a compreensão e lamenta eventuais inconvenientes que esta paralisação possa causar”.
A próxima quarta-feira deverá ser marcada por dificuldades nos transportes públicos, tendo em conta a adesão prevista para a greve.
O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), que representa os trabalhadores com funções comerciais (itinerantes e fixos) da CP, anunciou a sua adesão.
Também os maquinistas, representados pelo SMAQ — Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses, apresentaram um pré-aviso de greve, aderindo à greve geral “convocada no âmbito da contestação ao pacote laboral actualmente em discussão”, segundo um comunicado.
Paralelamente, as empresas de transportes urbanos de passageiros, de norte a sul do país, estão mobilizadas para a greve, disse à Lusa fonte da Fectrans.
De acordo com José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), “todas as empresas de transportes” estão mobilizadas, tendo já sido entregue o pré-aviso de greve por parte dos sindicatos.
Foi ainda revelado que os trabalhadores da Carris e da Carristur decidiram aderir à greve geral.
Os associados do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) também aprovaram a adesão à greve geral e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroporto (Sitava) vai aderir ao protesto, apontando dois objectivos: “rejeitar o pacote laboral de assalto aos direitos e de afronta à Constituição da República Portuguesa” e “combater a política de retrocesso e exigir outro rumo para o País”.
Já o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) não vai aderir.
De recordar que a CGTP-IN entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de Junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.
O Governo aprovou em Conselho de Ministros, a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no Parlamento. O anúncio foi transmitido pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.
[Notícia actualizada às 10h14]
Notícias ao Minuto
Lusa
01.06.2026
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O mais caricato desta notícia é: o “Metro de Lisboa agradece a compreensão e lamenta eventuais inconvenientes que esta paralisação possa causar”.
Como se ficar privado de um transporte público desta dimensão seja considerado um “eventual inconveniente“, não agravasse a deslocação de milhares de pessoas e de trabalhadores para as suas vidas pessoais e profissionais!…