Portugal continua nas próximas horas com quadro meteorológico adverso – Proteção Civil

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Lisboa, 08 Fev 2026 (Lusa) – Portugal continental vai continuar nas próximas horas com um quadro meteorológico adverso e com o risco de cheias nas zonas ribeirinhas e movimentos de terra, alertou hoje a Protecção Civil, aconselhando a população a manter a precaução.

ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Continuamos a apelar porque todo o cuidado é pouco nestas situações e, sobretudo, para as pessoas que vivem nas zonas ribeirinhas, que tomem todas as precauções necessárias para a eventual subida das águas”, referiu o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), Mário Silvestre.

No ‘briefing’ das 19:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afectadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (distrito de Lisboa), Mário Silvestre referiu que ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa na regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.

Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.

O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.

Até às 18:00 de hoje, na sequência das depressões meteorológicas desde o final de Janeiro, foram activados nove planos distritais e 117 planos municipais e emitidas 19 declarações de situação de alerta. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.

O comandante sublinhou que a precipitação é o principal factor a despoletar as cedências do terreno e alertou para que a população redobre os cuidados, como não atravessar estradas inundadas, manter-se em locais elevados, desligar electricidade e gás, proteger equipamentos eléctricos e medicamentos, e manter crianças e animais em segurança.

Também devem ser reportadas fissuras no solo, quedas de árvores ou deslizamentos e não se aproximar de cabos eléctricos caídos, que podem ainda estar em carga.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

FAC // ROC

Lusa
Fábio Alexandre Canceiro
08.02.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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