416: Protecção Civil alerta para “potencial risco” em algumas regiões do país

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🇵🇹 PORTUGAL // INCÊNDIOS // PROTECÇÃO CIVIL

As regiões de Pedrogão Grande e de Leiria, o pinhal interior, Algarve e Norte são zonas com potencial de risco de incêndio, segundo adianta o comandante nacional da Protecção Civil. Este ano, o dispositivo terá um maior número de aeronaves a utilizar retardante de fogo.

Mário Silvestre, comandante nacional da Protecção Civil ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O comandante nacional da Protecção Civil alertou para “o potencial risco de incêndio” em algumas regiões do país, como na zona de Pedrogão Grande, onde existe a possibilidade de se enfrentar novamente grandes fogos.

Basta percorrer o IC8 [itinerário que liga Pombal a Vila Velha de Ródão e atravessa Pedrogão Grande] para percebermos que estamos novamente naquela zona toda com potencial muito grande de ter novamente grandes incêndios”, disse Mário Silvestre em entrevista à agência Lusa divulgada esta quinta-feira, 14 de Maio.

O comandante nacional de emergência e protecção civil explicou que as áreas que são percorridas por incêndios “tendencialmente regeneram ainda com mais intensidade”, o que faz com que o fogo seja “bastante superior da próxima vez que exista um incêndio”.

Segundo o responsável, o ciclo do fogo tem entre oito a 10 anos e “está perfeitamente estudado”.

“De oito em oito anos ou de 10 em 10 anos volta a repetir-se, porque a floresta e a natureza trata de se regenerar e de crescer novamente. Cresce ainda com mais intensidade em alguns sítios. Se não tivermos uma intervenção humana que faça a gestão desse território, o potencial de termos grandes incêndios aumenta significativamente, até porque as alterações climáticas e a tal severidade meteorológica é bastante visível”, frisou.

Questionado sobre o que falhou na prevenção desde 2017, respondeu: “Não cabe a mim julgar se a prevenção funcionou ou não. A mim cabe-me olhar para o território e tentar perceber e antecipar as zonas de maior potencial de incêndio e aquela zona [IC8], neste momento, é uma zona potencial de incêndio bastante significativa”.

Nesse sentido, indicou que a Protecção Civil para aquela zona vai ter “um cuidado bastante significativo” no reforço de meios devido ao risco existente.

O comandante nacional ressalvou que em todo o país “há imensas zonas com potencial de risco de incêndio”, mas as mais críticas são o pinhal interior (concelhos dos distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra), que “é sempre extremamente complexa e com um risco muito significativo”, Algarve e Norte.

Salientando que Portugal “estará sempre sujeito a um risco muito elevado de incêndios rurais”, Mário Silvestre adiantou que este ano também existe a preocupação acrescida na região de Leiria afectada pela depressão Kristin e que deixou milhares de árvores caídas no chão.

“Estamos a criar um conjunto de planos para implementar nessa região mais afectada”, disse, indicando que a prioridade actual é desobstruir caminhos florestais para os carros dos bombeiros se movimentarem durante os incêndios.

“Olhamos para o território como um todo, estamos com uma particular atenção a esse território, exactamente por causa do impacto que tivemos pela Kristin e depois por todos os outros fenómenos. Na realidade, aumentou ainda mais o problema”, precisou.

Mário Silvestre manifestou-se preocupado, mas assegurou que a Protecção Civil está “a fazer tudo aquilo que está ao seu alcance” para garantir que o impacto dos incêndios seja mitigado, considerando que o comportamento humano nos espaços florestais é “um factor decisivo”, bem como a limpeza e a protecção dos aglomerados urbanos e das casas que ficam nesses espaços.

O dispositivo de combate terá muito mais facilidade em desenvolver as suas acções de supressão se os aglomerados urbanos estiverem devidamente protegidos, se as pessoas forem no fundo mentoras da sua auto-protecção, será tudo muito mais fácil para todos”, disse.

O comandante sublinhou que Portugal tem conseguido reduzir o número de ignições de incêndio nos últimos anos, sendo este trabalho visível.

“No entanto, nos períodos mais críticos, nos períodos de maior severidade, a redução não é tão significativa quanto isso. E isto alerta-nos para que, quando estamos em dias de calor, a utilização do fogo tem que ser reduzida, eliminada, não o podemos usar. E os comportamentos não podem gerar ignições”, concluiu.

Mais aeronaves e retardante

Este ano, a Protecção Civil vai introduzir no combate várias medidas para melhorar a capacidade de análise, antecipação e extinção do incêndio, como um maior número de aeronaves a utilizar retardante de fogo.

“Para este ano, o que tentámos fazer foi incorporar não só as aprendizagens de 2025, mas também as de 2024, e garantir que temos maior capacidade de análise, de antecipação e, com base nisso também, criámos um conjunto de novas medidas que aumentam a nossa capacidade de extinção do incêndio, sobretudo na sua fase inicial”, disse o comandante nacional de emergência e protecção civil.

Mário Silvestre avançou que “uma das grandes apostas” é a utilização do retardante (substância química usada para reduzir, atrasar ou impedir a propagação do incêndio e consequentemente auxilia no controlo e extinção do fogo), que já foi usado em 2025 num Centro de Meios Aéreos, passando este ano a estar disponível em cinco.

“Este ano teremos mais quatro centros de meios aéreos a operar com o retardante. Vamos passar para cinco. Aquilo que queremos é tentar que a taxa de sucesso que temos neste momento no ataque inicial aumente ainda mais”, afirmou.

Mário Silvestre frisou que actualmente os incêndios são mais violentos e arrancam a uma maior velocidade de propagação, sendo por isso necessário ter outros meios de extinção para garantir maior sucesso no ataque inicial e “o retardante é sem dúvida uma das grandes tentativas de melhoria contínua que o sistema está a implementar”.

O comandante nacional avançou também que outra melhoria introduzida no sistema passa por uma reformulação dos grupos de combate de ataque ampliado dos corpos de bombeiros que foram reforçados do ponto de vista da sua constituição.

“Fizemos uma análise em conjunto com os comandantes dos corpos de bombeiros e concluímos que havia um conjunto de alterações que deviam ser introduzidas nesse grupo. Estamos a constituir os grupos para se ter outra capacidade e para que os comandantes desses grupos tenham outra capacidade de gestão, mantendo o grupo mais tempo em combate do ponto de vista do incêndio e da supressão”, referiu.

Mário Silvestre realçou que há um conjunto de mudanças no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) deste ano, que muitas vezes “são cirúrgicas, mas que permitem ter outro tipo de coordenação e capacidade, comando e controlo nos teatros de operações”.

O mesmo responsável deu igualmente conta de que este ano a Protecção Civil vai também “tentar potenciar a capacidade de análise e uso do fogo” ao ter introduzido em cada uma das sub-regiões do país equipas especializadas para analisar os grandes incêndios.

De acordo com comandante nacional, estas equipas de reconhecimento e avaliação da situação vão passar a informação sobre o risco e o tipo de incêndio ao comandante do sector e das operações, permitindo assim “uma maior capacidade de antecipação” e melhorar a comunicação e a coordenação.

Mário Silvestre acrescentou que está ainda a ser feito “treino operacional para garantir que os processos de comunicação são mais céleres e que toda a gente está na mesma página e percebe exactamente quais as conduta e doutrina que têm de adoptar”.

“São um conjunto de circunstâncias e de melhorias que resultam todas elas dos processos de avaliação e da melhoria contínua que temos que implementar no sistema”, disse, afirmando que, após a avaliação feita aos incêndios de 2025 com todos os actores do sistema, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANPEC) tentou introduzir no sistema algumas das melhorias identificadas.

Questionado sobre as críticas recorrentes da falta de coordenação e de comunicação durante o combate dos grandes incêndios, Mário Silvestre admitiu que possa existir “pequenas falhas”, mas “são momentâneas e depois são automaticamente corrigidos pelos postos de comando”.

Esclarecendo que “o teatro de operações de um grande incêndio é uma situação complexa e que as solicitações aos diversos agentes “são imensas”, referiu ser “normal que pontualmente haja uma comunicação que não foi percebida e que haja uma comunicação que não chegou”, mas garantiu que “o sistema está coordenado e responde de forma coordenada”.

Dispositivo de combate dimensionado para a realidade do país

O comandante nacional da Protecção Civil considerou ainda que o dispositivo de combate a incêndios rurais está dimensionado para a realidade do país e para aquilo que é expectável acontecer, mas realçou que está dependente da dimensão dos fogos.

“O dispositivo de combate a incêndios no fundo tenta mitigar os impactos que temos no país, mas eu diria que o dispositivo está dimensionado àquilo que é a realidade e que é expectável que aconteça”, disse Mário Silvestre nesta entrevista à Lusa na véspera do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) reforçar os meios de combate.

O DECIR vai ter este ano um ligeiro aumento de meios, nomeadamente operacionais e aeronaves, em relação a 2025, numa altura em que o Governo já alertou que 2026 pode ser muito difícil em termos de incêndios rurais, especialmente depois da tempestade Kristin que afectou especialmente a região centro no final do mês de Janeiro.

Questionado se perante este cenário os meios previstos no DECIR são os necessários, o comandante nacional de emergência e protecção civil afirmou que o dispositivo “depende do número de ocorrências, da dimensão dos incêndios e do comportamento humano”.

“Dimensionamos o dispositivo para aquilo que será, não para o pior cenário, nós não podemos dimensionar o dispositivo para o pior cenário, mas dimensionamos o dispositivo para aquilo que é expectável de acontecer”, disse.

Mário Silvestre referiu que, se ocorrer um incêndio numa zona onde o risco é potencialmente baixo, não existe problema em deflagrarem grandes incêndios.

“O nosso problema está nas ocorrências que vão e que têm lugar em zonas onde o potencial de incêndio é muito grande. Existem zonas do país onde rapidamente chegamos a valores na casa de 100 mil hectares de potencial a arder”, afirmou.

O comandante disse também que o DECIR não é um documento fechado, podendo sofrer alterações de acordo com as avaliações feitas a cada momento.

Reforço de meios

Os meios de combate a incêndios rurais vão ser reforçados a partir de sexta-feira, passando a estar em permanência no terreno 11.955 operacionais de 2.031 equipas, 2.599 veículos e 37 meios aéreos, além dos três helicópteros da AFOCELCA (empresa privada de protecção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais).

O primeiro reforço de meios acontece a 15 de Maio, no que é denominado ‘nível Bravo’, numa fase que se prolonga até ao dia 31 de Maio, altura em que os meios voltam a aumentar.

A fase mais crítica, entre Julho e Setembro, é aquela que mobiliza o maior dispositivo e vai contar este ano com 15.149 operacionais de 2.596 equipas, 3.463 viaturas e 81 meios aéreos, incluindo os três da AFOCELCA, um ligeiro aumento relação ao ano passado.

Dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea vão estar este ano pela primeira vez ao serviço do combate aos fogos rurais.

No ano passado, o DECIR não teve disponíveis os meios aéreos previstos, tendo existido algumas alturas em que não chegaram aos 70 devido a avarias.

“Queremos acreditar que devemos ter sempre o dispositivo todo na sua força máxima. Mas trata-se de máquinas, e as máquinas avariam, e depois têm problemas na substituição de alguns componentes, que às vezes levam mais tempo do que aquilo que está a ser esperado. Portanto é algo que é expectável que aconteça”, disse o comandante nacional sobre a disponibilidade total dos meios aéreos.

Mário Silvestre disse ainda que a Protecção Civil tem a informação que até ao momento “não há qualquer constrangimento no dispositivo” e que “está pronto para arrancar” até atingir a sua capacidade máxima.

“Neste momento não temos nada que nos diga que temos algum constrangimento e, portanto, contamos com as 81 aeronaves”, concluiu.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14.05.2026

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329: Protecção Civil deixa apelo a quem vive ou está em Lisboa no dia 24 de Março

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🇵🇹 PORTUGAL // LISBOA // PROTECÇÃO CIVIL

A Câmara Municipal de Lisboa deixou uma informação à população: “As sirenes de Aviso e Alerta de Tsunami vão ser accionadas no dia 24 de Março, a partir das 10h30. O exercício LisbonWave26, promovido pela Câmara de Lisboa, através da Protecção Civil, visa testar o sistema, dar a conhecer à população o som da sirene, bem como as rotas de evacuação e os pontos de encontro definidos para uma eventual ocorrência deste tipo de fenómeno. Participe. Prepare-se. Proteja-se”.

Lisboa
© Away – Tempo, Avisos Meteo, Combustíveis e Mobilidade

O som das sirenes será testado durante cerca de meia hora, período durante o qual se escutará uma sequência de toques, seguida de uma mensagem de voz transmitida em português e em inglês.

Neste exercício serão também testadas “as rotas de encaminhamento até aos pontos de encontro e a prontidão da resposta”, indicou a câmara.

O teste integra as iniciativas promovidas pela autarquia, durante o mês de Março, no âmbito da comemoração do Dia Internacional da Protecção Civil, “com o intuito de envolver e sensibilizar a cidade relativamente aos riscos a que está exposta”.

Segundo uma publicação oficial do Serviço Municipal de Protecção Civil de Lisboa, a faixa ribeirinha de Lisboa encontra-se exposta aos efeitos de um tsunami, principalmente a zona entre Belém e Santa Apolónia.

Apesar de pouco frequentes, Lisboa já foi palco de vários tsunamis – sequências de ondas associadas ao deslocamento de um grande volume de água, quase sempre gerado por perturbações do fundo do oceano devido a fortes sismos –, por exemplo na sequência do terramoto de 1 de Novembro de 1755.

Away
IOL
23.03.2026

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324: Mau tempo: agitação marítima provoca encerramento de três barras marítimas

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Estão encerradas as barras marítimas de Esposende, no norte, a do Portinho da Ericeira, no distrito de Lisboa, e a de Alvor, no Algarve. A barra marítima da Figueira da Foz também está condicionada.

João Manuel Ribeiro/Global Imagens

 

Três barras marítimas estão encerradas e uma condicionada em Portugal continental, devido à agitação marítima causada pela tempestade Therese, disse esta quinta-feira, 19 de Março, à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).

Segundo a última actualização do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), das 20:00 de quinta-feira, de precipitação elevada, ventos fortes e agitação marítima, “três barras marítimas estão encerradas, a de Esposende, no norte, a do Portinho da Ericeira, no distrito de Lisboa, e a de Alvor, no Algarve. A barra marítima da Figueira da Foz também está condicionada”, afirmou à Lusa o comandante da ANEPC Pedro Araújo.

De acordo com aquele responsável da Protecção Civil, desde as 00:00 de quarta-feira até agora aquela entidade registou 181 ocorrências em todo o país devido ao mau tempo, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo (63), a mais afectada pela tempestade. Na região norte foram registadas 40, em Coimbra 52 e no distrito de Faro 17.

A maioria das ocorrências, 96, deveu-se a necessidade de limpeza de vias, devido às chuvas e vento, 36 foram por queda de estruturas e 27 por queda de árvores, adiantou o mesmo responsável.

No terreno, estiveram envolvidos na resposta a estas ocorrências 618 operacionais e 244 veículos, informou.

Para as próximas horas, é esperado um agravamento da situação para sul do país, para os distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, adiantou o responsável da Protecção Civil.

Conforme o comunicado do IPMA, entre as 20:34 de quinta-feira e as 23:59 desta sexta-feira, prevê-se precipitação, vento e agitação marítima, causada pela depressão Therese no território continental, que terá um deslocamento lento para sul, continuando a afetar o estado do tempo até domingo, dia 22.

“Na sua circulação, é expectável a formação de linhas organizadas de instabilidade, que tenderão a avançar de sul para norte sobre o território do continente e que terão maior impacto sobre as regiões Centro e Sul”, acrescenta a nota daquele instituto.

A precipitação será, por vezes forte, ocasionalmente acompanhada de trovoada, com maior impacto nas regiões centro e sul.

No sul do país, esta situação poderá prolongar-se pelos dias seguintes.

Os distritos onde deverá haver maior probabilidade de ocorrência de precipitação forte serão os do litoral a sul do cabo Mondego e os do interior a sul da Serra da Estrela.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20.03.2026

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296: Vento, agitação marítima e neve colocam vários distritos sob aviso

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Vários distritos de Portugal continental vão estar a partir de quinta-feira sob avisos devido à agitação marítima, vento e neve, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Mar agitado e vento forte na costa de Lagoa, ilha de São Miguel, devido à tempestade tropical Gabrielle (Lusa/ Eduardo Costa)
© TVI Notícias

Os distritos de Lisboa, Leiria e Coimbra vão estar com aviso amarelo entre a 21:00 de quinta-feira e as 03:00 de sexta-feira devido à agitação marítima, passando depois a laranja até às 19:00 de sexta-feira, prevendo-se ondas de noroeste com 05 a 6,5 metros de altura, podendo atingir os 11 metros de altura máxima.

Também por causa do estado do mar, o IPMA emitiu aviso amarelo para os distritos de Setúbal, Porto, Faro, Viana do Castelo, Beja, Aveiro e Braga entre as 21:00 de quinta-feira e as 19:00 de sexta-feira.

Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar também sob aviso amarelo entre as 00:00 e as 19:00 de sexta-feira por causa do vento forte com rajadas da ordem dos 70/80 quilómetros por hora.

O IPMA colocou também os distritos da Guarda e Castelo Branco sob aviso amarelo devido à queda de neve acima de 1.400/1.600 metros de altitude entre as 21:00 de quinta-feira e as 19:00 de sexta-feira.

A costa norte da ilha da Madeira e o Porto Santo estão até às 12:00 de hoje sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 04 a 05 metros.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

CNN Portugal
Agência Lusa
04.03.2026

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295: Depressão Regina deixa as serras da Madeira pintadas de branco

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🇵🇹 PORTUGAL // MADEIRA // METEOROLOGIA

Temperaturas chegaram quase aos 3 graus negativos na terça-feira no Pico do Areeiro. Veja os vídeos registados por madeirenses e turistas nos pontos mais altos da ilha nos últimos dias.

A passagem da depressão Regina levou, na terça-feira, neve até às regiões montanhosas da ilha da Madeira, que estão agora pintadas de branco.

A estação meteorológica do Pico do Areeiro chegou ontem a registar -2.9ºC, a temperatura mais baixa do país na terça-feira.

O arquipélago da Madeira foi atingido pela depressão Regina, que, segundo as previsões, iria condicionar o estado do tempo até esta manhã.

As imagens partilhadas nas redes sociais mostram um manto branco nos pontos altos da ilha.

O Serviço Regional de Protecção Civil emitiu um aviso à população, alertando para a necessidade de adoptar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de gelo nas vias; não circular em vias afectadas pela acumulação de neve, respeitar as interdições dos acessos às zonas com neve e garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento.

Por outro lado, veículos pesados devem evitar circular naquelas vias, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tracção traseira.

A população deve também manter-se atenta às informações da meteorologia.

A Protecção Civil deu também conta das estradas que estão condicionadas.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou que reforçou o patrulhamento nas zonas de maior altitude da região, “devido às baixas temperaturas e à queda de neve verificada nas últimas horas”.

“Vários acessos encontram-se encerrados por razões de segurança e a circulação está condicionada em algumas vias devido à formação de gelo e acumulação de neve”, lê-se numa publicação feita nas redes sociais na terça-feira.

À semelhança da Protecção Civil, também a PSP alerta para que sejam “evitadas deslocações para estas zonas enquanto se mantiverem as actuais condições meteorológicas, mesmo que as viaturas sejam consideradas preparadas”.

“A presença de gelo e o eventual bloqueio de vias podem colocar pessoas e veículos em situação de risco”, lê-se na mesma nota.

Quanto aos voos, o aeroporto da Madeira parece ter retomado a normalidade esta quarta-feira, depois de mais de 80 voos com partida ou destino para a ilha terem sido cancelados na terça-feira.

Notícias ao Minuto
Tomásia Sousa
04.03.2026

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253: Mau tempo: Rio Tejo continua a baixar e começa a deixar à vista destruição

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🇵🇹 PORTUGAL // MAU TEMPO // RIO TEJO

O nível do rio Tejo continua a baixar, está praticamente dentro do leito e a descida da água está a deixar à vista a destruição causada pelas inundações, refere a Protecção Civil

Casa atingida na zona ribeirinha de Vila Nova da Rainha, na Azambuja, devido à subida do caudal do Rio Tejo.
FOTO: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O Tejo manteve este domingo (15) a tendência de descida e as autoridades aguardam que, nas próximas horas, o nível regresse à normalidade em toda a sua extensão, permitindo a equipas de emergência, empresas, municípios e populações entrar nas áreas afectadas e iniciar a limpeza, adiantou o comandante sub-regional da Protecção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, David Lobato.

“Desceu bastante, agora vai-se notando muita destruição, que é o normal nestas circunstâncias”, afirmou David Lobato, salientando que há restaurantes, parques infantis e outros equipamentos, que agora voltam a estar sem água e “têm um grau de destruição elevado”.

O comandante da Protecção Civil precisou que, “na parte norte, o rio já se encontra todo dentro do seu leito”, mas falta a parte sul do distrito, onde ainda não regressou totalmente ao seu curso normal.

A tendência para os próximos dias é de “normalização” do curso do rio, “primeiro, mais a norte” e, “para o final do mês, na Lezíria”.

“O rio está a descer bastante e amanhã [sábado] faremos uma reunião, de manhã, da comissão distrital [da Protecção Civil de Santarém] e iremos possivelmente baixar para o amarelo” o nível do alerta, que actualmente se encontra no vermelho, antecipou.

Com a descida do rio e do nível de alerta, na segunda-feira, as autoridades esperam “começar as operações de limpeza no Médio Tejo”, trabalho que só deverá começar a ser executado “mais para o final do mês, na Lezíria”, acrescentou.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.

O Governo declarou situação de calamidade até hoje para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15.02.2026

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251: Diminuição da chuva desagrava situação, mas mantêm-se a vigilância dos caudais dos rios e a preocupação com deslizamentos de terras

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🇵🇹 PORTUGAL // CHUVA // CAUDAIS DOS RIOS

Cerca de 26 mil clientes continuam sem energia, segundo indicou a Protecção Civil.

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, inundado.
MIGUEL A. LOPES/LUSA

A melhoria do estado do tempo está a proporcionar um desagravamento das situações de cheia, menos rápido nas zonas mais afectadas, com os deslizamentos de terra a merecerem uma especial preocupação das autoridades, segundo o comandante nacional da Protecção Civil.

O ponto de situação sobre a resposta ao quadro hidro-meteorológico no país até às 12:00 deste domingo, 15 de Fevereiro, apresentado por Mário Silvestre na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras, aponta para “um desagravamento das situações” decorrente da situação meteorológica, caracterizada por “períodos de chuva ou aguaceiros, mais frequentes no Minho e Douro Litoral”.

As autoridades mantêm, contudo, uma situação de vigilância nos rios Mondego, Tejo, Sorraia, Sado, Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana, estando o Plano Especial de Emergência para Cheias da Bacia do Tejo activado e a um nível vermelho.

Mário Silvestre alertou para os riscos do deslizamento de terras, que tem afastado bastantes populações, e que pode inclusive registar-se em terras que já tenham sofrido estes deslizamentos.

Reforçou, por isso, as recomendações das autoridades para que as pessoas se afastem das zonas de risco e que comuniquem fissuras que identifiquem no solo, bem como quedas de árvores ou deslizamentos.

Lembrando que ainda existem 123 planos municipais de emergência activos no país, Mário Silvestre explicou que no Rio Mondego os caudais estão a ser regulados para tentar garantir que não há mais nenhum comprometimento da população por causa da questão do rompimento do dique.

Na quarta-feira, a rotura de um dos diques do Rio Mondego junto a Coimbra provocou o colapso de um segmento da A1.

Em relação ao Rio Tejo, afirmou que “os caudais que estão a ser descarregados pelas barragens espanholas também diminuíram”.

Neste encontro com a comunicação social para um balanço a situação, Mário Silvestre apresentou os mais recentes dados oficiais que apontam para 18.947 ocorrências, entre 01 de Fevereiro e as 12:00 deste domingo.

Para responder a estas situações foram envolvidos 64.301 operacionais e empenhados 26.339 meios.

Mantêm-se sem energia 26.000 clientes, dos quais 16.000 nos distritos de Leiria e Santarém, segundo dados da E-Redes, citados por Mário Silvestre.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15.02.2026

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248: Várias linhas ferroviárias com troços suspensos

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // FERROVIAS

O sol brilha, finalmente. Após as intempéries das últimas semanas, a expectativa é que as ocorrências diminuam e que as zonas afectadas comecem, na medida do possível, a regressar à normalidade.

PAULO CUNHA/LUSA

Concelho de Figueiró dos Vinhos ainda muito limitado nas comunicações

O concelho de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, continua com “limitações severas” ao nível das comunicações, que são asseguradas apenas em 30 a 40% do território através da rede móvel.

Neste município, bastante afectado pela depressão Kristin, existem ainda localidades sem energia eléctrica, embora em 96% do território a electricidade já tenha sido reposta.

“Os casos ainda não resolvidos, referem-se a zonas/locais pontuais dispersos onde a gravidade dos danos na rede de baixa tensão é extrema, exigindo intervenções técnicas complexas e, por isso, mais demoradas”, explicou a autarquia, nas redes sociais.

Num balanço sobre os enormes estragos provocada pela tempestade, ocorrida em 28 de Janeiro, até ao final desta sexta-feira a autarquia tinha reportados danos em cerca de 1.230 edificações, entre habitações, empresas e edifícios públicos.

Já esta manhã, a Câmara de Figueiró dos Vinhos anunciou a abertura da piscina municipal na segunda-feira, nos horários habituais.

No entanto, os balneários daquele equipamento vão continuar disponíveis para banhos quentes aos munícipes que, por de falta de energia eléctrica na habitação, necessitem deste apoio.

Lusa

Automotora assegura ligação a Valada até quarta-feira

A freguesia de Valada, no Cartaxo, continua isolada devido à subida das águas do Tejo. A Câmara Municipal decidiu manter o funcionamento da automotora que faz a ligação entre a Ponte do Reguengo e esta localidade, até quarta-feira. Este meio de transporte tem permitido nos últimos dias a ida de crianças à escola e de pessoas aos locais de trabalho fora da freguesia.

Níveis do rio Mondego em Montemor-o-Velho começam a baixar

Só para o final do dia se espera uma descida significativa do caudal do rio Mondego, mas já se nota uma descida dos nível das água, embora a situação ainda seja crítica nesta zona.

“Felizmente a situação hoje está melhor, mas ainda é complicada com muitos milhões de metros cúbicos de água no vale central”, disse o presidente da Câmara, José Veríssimo, à agência Lusa.

Segundo adiantou o autarca, os níveis de água baixaram cerca de 15 centímetros no leito do periférico direito, que é uma das situações que está a cortar ao trânsito a Estrada Nacional 111. No próximo vale central os níveis também “baixaram alguma coisa”, embora na localidade de Ereira, isolada há várias dias, tenha “subido alguma coisa”, bem como na margem esquerda, relacionado com as marés e a entrada do periférico direito no rio.

Várias localidades do concelho permanecem isoladas, procedendo-se ao transporte de bens e pessoas por barco.

Apoio de 10 mil euros para casas com 34 mil candidaturas no Centro, Lisboa e Vale do Tejo

O responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afectadas revelou na sexta-feira que foram realizadas 34 mil candidaturas ao apoio de 10 mil euros para a reconstrução de casas no Centro, Lisboa e Vale do Tejo.

De acordo com Paulo Fernandes, nas duas principais comissões de coordenação e desenvolvimento regional – Centro e Lisboa e Vale do Tejo – deram entrada 9 mil candidaturas.

“Mais de 6 mil no caso na CCDR do Centro e cerca de 3 mil no caso da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo. E temos mais de 25 mil pré-inscritas, ou seja, já estamos a falar de um universo de 34 mil candidaturas”, indicou.

O Conselho Inter-municipal da CIM Região de Leiria, reuniu ao final do dia em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região.

Depois do período da ordem do dia da reunião, Paulo Fernandes informou que foram também accionadas 66 mil apólices de seguros, das quais “cerca de 8 mil são de empresas” e as restantes de habitações de particulares.

DN/Lusa

A16 reaberta no sentido Sintra-Cascais

A Autoestrada 16 (A16) está reaberta, depois de ter estado cortada durante cerca de hora e meia na última noite no sentido Sintra-Cascais na zona de Alcabideche após a queda de um placard publicitário na via, confirmou à Lusa fonte da Protecção Civil.

O alerta para a ocorrência tinha sido dado dado pelas 21:40 de sexta-feira.

Pelas 23:15, o trânsito foi cortado para serem realizados os trabalhos de remoção do placard publicitário que caiu para a via e estiveram no local 12 operacionais, apoiados por cinco viaturas, segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).

DN/Lusa

Ponto da situação na ferrovia às 8h00

Segundo o balanço das Infra-estruturas de Portugal às 8h00, a circulação ferroviária regista alguns condicionamentos em linhas da rede nacional.

  • Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;
  • Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;
  • Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;
  • Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;
  • Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;
  • Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Abrantes e Sarnadas;
  • Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e Verride;
  • Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Diário de Notícias
Sofia Fonseca
14.02.2026

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Montenegro diz que PTRR será “projecto de transformação nacional”. Cortado acesso da Ponte 25 de Abril à A5

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🇵🇹 PORTUGAL // PTRR // GOVERNO // MAU TEMPO

Mau tempo tem provocado condicionamentos nas ligações ferroviárias e em várias estradas do país, com destaque para a A1, cujo piso abateu na zona de Coimbra devido ao rompimento de um dique.

Elementos da protecção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em Coimbra
FOTO: PAULO NOVAIS/LUSA

Mais de 70 empresas já pediram lay-off simplificado

O ‘lay-off’ simplificado já foi pedido por 75 empresas afectadas pela tempestade Kristin, abrangendo 642 trabalhadores, enquanto 68 entidades recorreram ao incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho, segundo dados hoje divulgados pelo Ministério do Trabalho.

“Os concelhos que registam um maior número de empregadores a requerer” o lay-off simplificado foram “Leiria, com 22 e Marinha Grande, com 16”, adiantou ainda o ministério liderado por Rosário Palma Ramalho, em comunicado enviado às redacções.

Os trabalhadores abrangidos pelo lay-off simplificado nas empresas afectadas pelas tempestades vão, afinal, receber dois terços do salário bruto até ao triplo do salário mínimo nacional (até 2.760 euros) e não 100%, como o Governo tinha anunciado, segundo esclareceu na quinta-feira o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

A remuneração nunca pode ser inferior ao salário mínimo nacional em vigor, que está actualmente fixado em 920 euros.

No comunicado divulgado na quinta-feira, o Governo esclareceu ainda uma outra questão que estava por clarificar relativamente às regras do ‘lay-off’ simplificado, sobre a fatia que a Segurança Social vai suportar nos salários a pagar aos trabalhadores abrangidos.

Segundo o ministério, “durante os primeiros 60 dias, a Segurança Social assegura 80% da remuneração devida ao trabalhador, enquanto a entidade empregadora garante os restantes 20%”.

“Após este período inicial, aplicar-se-á a habitual divisão de 70/30”, acrescentou.

Além do lay-off simplificado, o Governo criou uma outra medida, chamada incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho.

No âmbito deste apoio, “foram submetidas 68 candidaturas por empregadores, abrangendo um total de 340 trabalhadores, num montante global de apoio de mais de um milhão de euros”, adianta ainda a tutela, no comunicado hoje divulgado.

Do total de candidaturas apresentadas, 21 correspondem a trabalhadores independentes, acrescenta o executivo.

Em termos geográficos, “os concelhos de Leiria, Marinha Grande e Pombal concentram 62% das candidaturas”, adianta ainda o ministério, acrescentando que a região Centro “regista 52 empregadores apoiados, abrangendo 253 trabalhadores e um montante de 788.625,27 euros”.

Segundo o ministério, segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo, com 15 candidaturas abrangendo 80 trabalhadores, “e o Alentejo, com uma candidatura que abrange sete trabalhadores”.

Este apoio é atribuído pelo IEFP três meses “com possibilidade de prorrogação”, para assegurar “o cumprimento das obrigações retributivas até 100% do montante da retribuição normal ilíquida do trabalhador, deduzida a contribuição para a Segurança Social”, confirmou na quinta-feira o ministério.

O montante do apoio “não pode ultrapassar o valor de duas vezes a retribuição mínima mensal garantida, vulgo salário mínimo, ao qual acresce o apoio à alimentação e transporte”.

O Governo esclareceu ainda que “este apoio não é acumulável com o ‘lay-off’ simplificado”.

“Os dois apoios podem, no entanto, ser pedidos de forma sequencial. Quanto à isenção do pagamento de contribuições à Segurança Social para empresas afectadas pela calamidade, é acumulável com o incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho ou com o lay-off simplificado”, sinalizou o ministério do Trabalho na mesma nota, na quinta-feira.

O comunicado divulgado hoje pelo Ministério do Trabalho surge pouco depois de o primeiro-ministro ter indicado que o Governo já contabilizou mais de 18.500 pedidos de ajuda, quase metade dos quais para reconstrução de habitações afectadas pelas tempestades.

Lusa

Deslizamentos provocam cortes e condicionamentos de trânsito na Sertã

A Câmara da Sertã cortou várias ruas, estradas e caminhos municipais devido aos deslizamentos e derrocadas que têm provocado danos nas vias, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo território.

“O elevado índice de precipitação que se tem registado tem provocado deslizamento de vertentes e danos em algumas vias, afectando a normal circulação rodoviária. Assim, no que respeita a estradas no concelho, registam-se alguns cortes e condicionamentos”, explicou, em comunicado, este município do distrito de Castelo Branco.

Segundo a informação disponibilizada, a Estrada Nacional 2 (EN2) tem o trânsito rodoviário cortado desde a Barragem do Cabril até Pedrogão Pequeno (alternativa IC8) e encontra-se condicionada entre Pedrogão Pequeno até ao limite do concelho com Vila de Rei.

Em Pedrogão Pequeno, a Rua Casimiro Freire teve de ser cortada por perigo de queda de uma fachada para a via pública e na União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, na Rua do Vale Casal o trânsito está cortado.

Já o Caminho Municipal 1130, na freguesia da Sertã, está cortado à circulação rodoviária.

Existem ainda condicionamentos no cruzamento desde a EN238 (junto à Portela de Oliveira) até à Foz da Sertã (União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais) e no Caminho Municipal 1116 (entre Pinheiro a Aldeia Velha) e no Caminho Municipal 1117.

No que diz respeito à reposição da energia eléctrica, todos os 280 postes de transformação do concelho estão energizados, dos quais 246 ligados à rede de média tensão e 34 alimentados por geradores, prosseguindo os trabalhos quer na média, quer na baixa tensão.

Já o apoio psico-social, que estava a decorrer na biblioteca municipal, vai passar a realizar-se exclusivamente na Câmara Municipal da Sertã, no Sector de Acção Social, nos dias úteis das 09:00 às 12:30 e das 13:30 às 17:00.

Lusa

Troço suburbano do metrobus na região de Coimbra pode reabrir na próxima semana

O presidente da Metro Mondego estimou hoje que a operação do Sistema de Mobilidade do Mondego seja retomada na próxima semana até à Lousã, mas até Serpins pode ainda demorar, pelo menos, cinco meses.

“Estamos convencidos de que iremos ultrapassar estes problemas durante a próxima semana e que voltaremos a operar de forma normal o metrobus”, afirmou João Marrana.

As operações do metrobus no troço suburbano foram suspensas há cerca de uma semana por motivos de segurança e indicação da Protecção Civil, com a Metro Mondego a garantir serviços alternativos de transporte.

“Pedimos desculpa por todos os problemas que demos às pessoas”, disse.

O presidente da Metro Mondego participou hoje na reunião de Câmara de Miranda do Corvo, no concelho de Coimbra, a convite do presidente da autarquia, José Miguel Ramos Ferreira, para dar explicações sobre os constrangimentos na circulação do metrobus.

Na reunião, Marrana reconheceu que a ligação entre a Lousã e Serpins pode demorar mais tempo a ser retomada, devido “à obra estrutural” que terá de ser feita entre o Casal de Espírito Santo e o Casal de Santo António.

“Esperamos fazer o contrato com total urgência de serviço na próxima semana, mas vai demorar cinco meses. É a nossa estimativa”, explicou.

João Marrana reconheceu que a operação dos serviços alternativos ao metrobus começou “com muitas limitações”, apontando dificuldades em encontrar operadores.

“Neste momento, temos em operação autocarros que são operados com motoristas que vieram de Aveiro e outros que vieram de Guimarães. Não é fácil encontrar operadores do pé para a mão. Não é nada fácil”, explicou.

Sobre a oferta de serviços alternativos, “tudo indica que será suficiente”, tendo como referência os dados da utilização no dia 21 de Janeiro.

“Neste momento, estamos com 78 serviços em cada sentido. Quando eram os serviços alternativos, há uns meses, eram 83”, detalhou, acrescentando que se for preciso mais serviços a Metro Mondego disponibilizará, “desde que se arranje quem os possa fazer”.

Aos vereadores e residentes de Miranda do Corvo presentes na reunião, o responsável apontou ainda como condicionante para os serviços alternativos a “quantidade expressiva de estradas que estão cortadas”.

Marrana disse ainda que o problema foi “existir a [depressão] Kristin com um conjunto extenso de tempestades seguintes”.

Lusa

Empresas em municípios em calamidade responsáveis por 15,2% de exportações

As empresas sediadas nos 68 municípios onde foi declarada situação de calamidade foram responsáveis, no ano passado, pela exportação de 15,2% dos bens nacionais, segundo dados do INE.

Num destaque hoje publicado, sobre estes municípios, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indicou que em 2025, as empresas sediadas nestes municípios foram responsáveis por 15,2% das exportações nacionais de bens e por 12.085,7 milhões de euros (dados preliminares).

Segundo o INE, no sector do alojamento turístico, estes municípios concentravam 14,9% dos estabelecimentos em actividade (1.263 unidades), 11,5% da capacidade instalada (58,3 mil camas) e 8,9% das dormidas registadas no país (7,3 milhões).

De acordo com a mesma informação, em 2024, nestes municípios estavam 15,8% das empresas não financeiras, 14% do pessoal ao serviço e 13,8% do volume de negócios.

Já em termos sectoriais, destacaram-se a agricultura e pescas e a indústria e energia, com o maior peso relativo no pessoal ao serviço e no volume de negócios, bem como a indústria e energia e o comércio, com maior expressão no número de empresas.

Paralelamente, segundo o recenseamento agrícola de 2019, estes municípios concentravam 22% das explorações agrícolas, 20% do volume de trabalho agrícola e 14% da superfície agrícola utilizada.

Já na produção pecuária, “o peso relativo era particularmente expressivo”, indicou o INE, com 60% do efectivo nacional de suínos e 52% das aves.

“Apesar de concentrarem uma menor proporção da superfície agrícola utilizada, estes municípios assumem um peso significativo na produção pecuária nacional”, destacou.

De acordo com o INE, “em 2021, cerca de 1,8 milhões de pessoas (17,0% da população residente em Portugal) viviam nos 68 municípios onde foi declarada situação de calamidade, que concentravam também 19% dos alojamentos do país”.

Lusa

Prejuízos elevados em praias de freguesias de Oliveira do Hospital

A presidente da União de Freguesias de Penalva de Alva e São Sebastião da Feira, em Oliveira do Hospital, fez hoje votos de que, no verão, as praias fluviais afectadas pelo mau tempo possam receber visitantes.

Apesar de não conseguir apontar números concretos, Madalena Mendes disse à agência Lusa que os prejuízos no território desta união de freguesias do distrito de Coimbra foram “muito elevados, sobretudo em infra-estruturas viárias e nas praias fluviais”.

Segundo Madalena Mendes, o mau tempo deixou um rasto de destruição nas praias fluviais de Penalva de Alva, Caldas de São Paulo, Santo António do Alva e São Sebastião da Feira, muito procuradas no verão por pessoas que “dão muita vida” às freguesias.

“Esperamos que no próximo verão já haja condições” para receber os visitantes.

No que respeita à rede viária, a autarca destacou o colapso da plataforma da Estrada Municipal (EM) 514, que ficou cortada nos dois sentidos na quarta-feira à noite.

“É outro grande constrangimento, até porque temos unidades hoteleiras e está a ser muito difícil”, afirmou Madalena Mendes, garantindo que estão a ser feitos todos os esforços para que a EM 514 reabra o mais rapidamente possível.

O desabamento na EM 514 (também conhecida como estrada do Vale do Alva) ocorreu às 22:48 de quarta-feira, encerrando a via entre o cemitério de Penalva de Alva e o Lagar das Caldas de São Paulo.

“A estrada colapsou numa extensão de 100 metros. Grande parte da plataforma foi abaixo. Tem apenas uma parte residual que ainda não abateu, mas admitimos que nas próximas horas acabará por colapsar, o que põe em causa a mobilidade e um conjunto de serviços”, disse o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, na quinta-feira.

Segundo José Francisco Rolo, trata-se de “uma estrada estruturante para a zona Sul do concelho”, que liga várias freguesias e dá acesso à escola da Ponte das Três Entradas.

Lusa

Acesso da Ponte 25 de Abril para a A5 de novo cortado

O acesso da Ponte 25 de Abril para a Autoestrada 5 (A5), que liga Lisboa a Cascais, foi hoje novamente cortado ao trânsito, sendo a saída alternativa por Alcântara ou Monsanto, informou a Brisa.

De acordo com uma nota da BCR – Brisa Concessão Rodoviária, cerca das 15:20, o acesso da Ponte 25 de Abril à A5, no sentido Lisboa – Cascais, está fechado, não adiantando mais pormenores.

Anteriormente, a Brisa dava conta de que se encontrava cortado o trânsito na via central esquerda da A5, sentido Lisboa-Cascais, ao km1, ficando apenas a via esquerda aberta ao trânsito.

Já na quarta e quinta-feira, o trânsito na A5 esteve cortado no sentido Lisboa–Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1), depois de um deslizamento de terras ter obstruído duas faixas de rodagem, cerca das 19:20.

O trânsito reabriu no local na quinta-feira às 06:27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza, segundo disse a GNR.

Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estiveram elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação.

No entanto, horas depois, cerca das 15:40, fonte da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa adiantou à Lusa ter ocorrido um novo deslizamento de terras ao quilómetro 1, na subida para o Monsanto, no mesmo local em que ocorreu um outro na quarta-feira, pelo que o trânsito foi novamente cortado.

Lusa

Mais de 250 bibliotecas públicas com danos causados pelas tempestades

Mais de metade das 489 bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP) foram afectadas pelo mau tempo, principalmente as de Alcácer do Sal, Santarém, Leiria, Caldas da Rainha, Pombal e Marinha Grande, que sofreram maior impacto.

“De acordo com a informação recolhida pela DGLAB [Direcção-Geral do Arquivo dos Livros e das Bibliotecas] e que se mantém em actualização, 52% das bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, maioritariamente localizadas na região centro do país, indicaram ter sido afectadas pelo mau tempo das últimas semanas”, disse à Lusa Bruno Eiras, subdirector-geral daquele organismo.

O responsável adiantou que este é o balanço possível no momento, uma vez que os “contactos com as bibliotecas não estão a ser tão rápidos” como desejável, “não conseguindo manter a informação actualizada”.

Além disso, “a continuidade do tempo de chuva tem criado novas situações”, alertou.

De qualquer modo, os dados recolhidos indicam que das quase 255 bibliotecas atingidas pelas sucessivas tempestades que assolam o país desde 28 de Janeiro, 80% dizem respeito a infiltrações e inundações de pequenas dimensões ou a situações externas às bibliotecas como falhas de electricidade e comunicações.

As restantes informaram pequenos impactos, alguns relacionados com problemas preexistentes, e muitas relatam dificuldades por parte de alguns trabalhadores em chegar às bibliotecas.

Apesar dos danos verificados, 78% das bibliotecas indicaram ter conseguido manter-se em funcionamento, enquanto os restantes 22% tiveram de encerrar alguns espaços ou serviços, acrescentou Bruno Eiras, sem especificar quais as bibliotecas em causa.

No entanto, revelou que “os casos mais graves” de que teve conhecimento “ocorreram nas Bibliotecas Municipais de Alcácer do Sal, Santarém, Leiria, Caldas da Rainha, Pombal e Marinha Grande, onde os espaços ou mesmo as estruturas foram bastante afectadas”.

De acordo com uma publicação nas redes sociais da respectiva autarquia, a Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal está “encerrada por tempo indeterminado”, pois “todo o piso térreo ficou debaixo de água, perdendo-se as salas infantis e os livros em depósito e registando-se enormes danos no auditório e sala de exposições”.

Na sequência da perda deste espólio de 30 anos de actividade, a biblioteca lançou no início desta semana um apelo à doação de “livros infantis” em bom estado, destinados a crianças até 12 anos, para recompor o seu acervo, mas de acordo com informações de um agrupamento de escolas local, a angariação foi entretanto suspensa por falta de capacidade de gestão, devido ao mau tempo.

No dia 04 deste mês, quando ainda só se faziam sentir os impactos da depressão Kristin, também a directora da Biblioteca Municipal de Pombal, Daniela Martins, revelou à Lusa que aquela estrutura sofrera “estragos significativos no piso superior e na parte de trás”.

“Está com infiltrações e falta de coberturas. Uma janela ficou partida e outras duas janelas grandes foram projectadas, tendo destruído alguns computadores sobre os quais caíram”, indicou na altura, especificando que “ficaram também destruídas a parte interna do edifício e a oficina”, mantendo-se em funcionamento apenas a parte da frente, servindo a população afectada.

Quanto à biblioteca da Marinha Grande, já naquela altura era uma das que tinham tido “mais estragos”, tendo perdido a cobertura, que impedia a entrada da água, segundo a responsável, que disse ainda que as estantes e os livros estavam cobertos com plásticos, para tentar minimizar os danos.

Bruno Eiras destacou “o trabalho de apoio às comunidades que muitas bibliotecas têm dado desde os primeiros dias”.

“As características das bibliotecas públicas e dos seus trabalhadores atribuem-lhes especial importância na ajuda às populações, como locais abertos a todos, gratuitos e seguros e onde os profissionais podem apoiar as populações na procura de informação relevante e na utilização dos equipamentos informáticos”, realçou.

Em muitos municípios, as bibliotecas públicas foram os primeiros locais a disponibilizar-se para prestar serviços às populações para carregar telemóveis e computadores, aceder à Internet, ter um espaço para trabalhar, estudar, contactar familiares ou ainda, simplesmente, como um local confortável para estar face às tempestades, assegurou o responsável.

“Várias bibliotecas também adaptaram os seus horários de funcionamento para melhor responderem à procura e tentaram estar alinhadas com as estratégias municipais”, acrescentou.

Esse foi o caso da Biblioteca Municipal de Pombal que, devido à procura, alargou o horário de funcionamento para o período das 09:00 às 20:00, sem interrupções, de segunda-feira a sábado, segundo a directora.

Lusa

Deslizamento de terra obriga à retirada de 13 pessoas em Leiria

Um deslizamento de terra hoje de madrugada obrigou à retirada de 13 pessoas, em São Romão, no concelho de Leiria, disse à agência Lusa o vereador da Protecção Civil, que revelou que uma outra habitação está a ser monitorizada.

“Verificou-se um deslizamento de terras numa das encostas de São Romão. Retirámos, até ao momento, 13 pessoas. E já estamos a proceder a vistorias para notificar os proprietários, que é uma parte privada, para também procedermos às reparações necessárias”, explicou Luís Lopes.

Segundo o vereador, um dos objectivos é repor o acesso às habitações todas, porque “algumas ficaram muito condicionadas por parte de um caminho que foi também muito danificado”.

As 13 pessoas retiradas viviam nas habitações por baixo de uma encosta, mas a Protecção Civil está a monitorizar uma outra habitação na parte superior do talude.

“Estamos a verificar a sua estabilidade, uma vez que uma parte das fundações ficou à mostra e temos de ter a certeza de que não há dano estrutural que possa colocar em causa os moradores”, acrescentou.

Luís Lopes explicou que se tratou de “um movimento de massas considerável”, que envolve “umas toneladas valentes de terras que se movimentaram”, pelo que “ainda vai levar alguns dias até se conseguir repor”.

O autarca salientou que “as condições meteorológicas não têm sido nada favoráveis e a acumulação de água nos solos tem contribuído para este tipo de situações”.

Esperando que nos próximos dias a situação meteorológica melhore, Luís Lopes espera que seja possível realizar uma “intervenção para repor alguma normalidade e as pessoas poderem regressar o mais rápido possível às suas casas”.

Lusa

Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca
13.02.2026

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243: Alerta para chuva forte nas zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal. Barreiras no rio Velho estão a ser reforçadas

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // ALERTAS

Na sequência da precipitação persistente e prolongada, um troço da A1 desabou devido ao rompimento de um dique no Mondego, Coimbra. Ministro das Infra-estruturas diz que reparação irá demorar semanas.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Caudal do Sado baixa em Alcácer do Sal mas avenida mantém-se inundada

O caudal do Rio Sado voltou hoje a baixar em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, e a marginal deixou de estar inundada, mas a Avenida dos Aviadores continua ‘debaixo de água’, revelou a Protecção Civil.

Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, indicou que o nível da água do rio começou a baixar durante a madrugada, cerca das 02:00.

“Tivemos o pico da maré à meia-noite e, depois, começámos a ter uma diminuição do caudal do Rio Sado. Do lado da marginal, a água já baixou, mas a Avenida dos Aviadores continua inundada”, adiantou.

Segundo o responsável, com a subida do nível do rio, a Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada na quarta-feira de manhã, enquanto a marginal da cidade alentejana foi invadida pelas águas do Sado já ao final da tarde.

Apesar da situação, durante a noite de terça-feira e madrugada de hoje, “a população manteve-se tranquila e não houve nenhuma operação de resgate”, salientou.

O comandante mostrou-se preocupado com a próxima madrugada por estar previsto o regresso da chuva e o eventual início de descargas na Barragem do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, distrito de Beja, para o Rio Sado.

Esta barragem “estava a 70 centímetros” de atingir a cota máxima “há um dia ou um dia pouco e, agora, está a 30”, realçou, assumindo que o mais provável é que comece também a descarregar nas próximas horas.

A concretizar-se, o Monte da Rocha será a oitava barragem a descarregar para o Rio Sado, juntando-se às de Vale do Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.

“Solicitámos às associações [gestoras das barragens] que aumentem um bocadinho as descargas” para que, mais tarde, seja possível “acomodar a chuva que vai cair durante a próxima noite” e, assim, controlar o caudal do rio, revelou.

Tiago Bugio disse que, nas últimas semanas, Alcácer do Sal já registou quatro inundações, realçando que a primeira ocorreu no dia 28 de Janeiro, enquanto a mais grave foi registada no dia 05 deste mês, não sabendo precisar a que altura chegou a água dessa vez.

“Nesse dia, estavam a ser descarregados 1.070 metros cúbicos de água por segundo pelas barragens”, acrescentou.

Num comunicado publicado na sua página na rede social Facebook, a Câmara de Alcácer do Sal revelou que cerca de 80 militares do Exército e da Marinha estiveram, na quarta-feira, envolvidos nas operações de limpeza na cidade e na colocação de barreiras de contenção na encosta do castelo, onde ocorreram deslizamentos de terra.

Os festejos de Carnaval da cidade foram cancelados.

DN/Lusa

Brisa está a realizar trabalhos de estabilização do aterro na zona que abateu na A1

A Brisa está já a realizar trabalhos de estabilização do aterro na zona onde abateu a A1, em Coimbra.

De acordo com um comunicado da concessionária, estão no terreno mais de 30 de camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um bulldozer e duas escavadoras, além de mais de 70 profissionais. Estão ainda, segundo indica, mobilizadas todas as equipas Brisa especializadas nas áreas de gestão e operação de infra-estruturas.

Os trabalhos irão decorrer em duas fases. A primeira, focada no sentido Norte-Sul, e a segunda, focada no sentido Sul-Norte.

“A prioridade passa, actualmente, pela implementação de medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem. Os trabalhos em curso consistem na utilização de material rochoso tendo em vista suster a erosão da infra-estrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul”, explica.

A segunda fase dos trabalhos visará estabilizar os solos sob a laje de transição, no sentido Sul-Norte, de forma a repor as condições da plataforma.

Segundo a Brisa, não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras.

Já há camiões no local para iniciar os trabalhos
MIGUEL A. LOPES/LUSA

Governo ordena avaliação técnica de infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias

O Ministério das Infra-estruturas e Habitação aprovou um despacho que determina a realização urgente de uma avaliação técnica independente às infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias nacionais, mandatando o LNEC para analisar a segurança e operacionalidade após os fenómenos meteorológicos extremos.

O documento sublinha que “nenhuma disposição do presente despacho ou a actuação subsequente do LNEC mitiga ou afasta a responsabilidade ou as obrigações das entidades gestoras das infra-estruturas rodoviárias ou ferroviárias”.

O despacho produz efeitos a partir de 11 de Fevereiro de 2026 e é assinado pelo ministro das Infra-estruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

Conservação do dique do Mondego foi “completamente descurada”. “Uma obra destas não pode ser abandonada”

O dique do rio Mondego exige uma observação constante de toda a albufeira e das zonas de degelo da Serra da Estrela, defendeu hoje o engenheiro Carlos Matias Ramos, para quem a monitorização foi “completamente descurada”.

“Uma obra destas não pode ser abandonada. O maior risco que se corre é não conhecer o risco”, disse à Lusa o ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, alertando para a dimensão e o tipo de estrutura, constituída por diques em aterro ao longo de cerca de 30 quilómetros entre Coimbra e a Figueira da Foz.

Carlos Matias Ramos, que presidiu ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) explicou que um dique como o do Mondego, que colapsou na quarta-feira, é construído sob regras “muito rígidas”, tendo em conta, nomeadamente, a natureza do solo, que constitui a fundação.

“Tenho de saber se o solo tem capacidade para receber o peso que vai receber aquele dique. Uma vez concluída a obra, tem de ser fortemente conservada”, afirmou.

“É necessária uma observação constante sobre o que se está a passar”, reiterou, explicando que a partir dos resultados o projectista reformula a obra ou estabelece um plano para conservação.

Trata-se de uma obra de diques de contenção lateral, que deve ter entre a quota máxima da água (em situação de cheia) e a coroa (topo) uma margem de 40 a 60 centímetros.

“Essa quota pode ser comida se o dique assentar”, especificou Carlos Matias Ramos, referindo que durante os primeiros 10 anos após a construção não houve problemas com a obra.

DN/Lusa

Câmara de Castelo Branco cancela “grande parte dos eventos” previstos para este ano

A Câmara de Castelo Branco decidiu cancelar “grande parte dos eventos municipais” previstos para este ano, na sequência dos efeitos das tempestades que “atingiram com elevada intensidade o concelho nas últimas semanas”

“As tempestades provocaram danos significativos em infra-estruturas públicas, equipamentos municipais, espaços verdes e vias de comunicação, exigindo uma intervenção prioritária e a reafectação de recursos humanos, logísticos e financeiros para acções de recuperação e reabilitação no concelho”, justifica a Câmara de Castelo Branco numa nota divulgada nas redes sociais.

Perante este cenário, o “executivo municipal decidiu direccionar todos os esforços para a reposição das condições de segurança, reconstrução das infra-estruturas danificadas, implementação de medidas de mitigação e prevenção que reforcem a resiliência do território”.

Há, no entanto, eventos que vão ser realizados “por se tratarem de iniciativas de forte enraizamento cultural”, mas poderão ter “formatos mais restritos e os programas contarão exclusivamente com artistas locais e regionais”. É o caso de Castelo Branco Moda, Festival Sabores de Perdição, Cinema no Parque, Patas & Patudos, Mercadinho de Natal e as festividades da Passagem de Ano

Penacova pede moderação no consumo de água após ruptura de condutas

A Câmara de Penacova pediu hoje às populações de duas uniões de freguesias e de outras três localidades que moderem o consumo de água devido à ruptura de condutas que obrigou a recorrer a auto-tanques para garantir abastecimento.

O município, numa nota publicada hoje nas redes sociais, apela à moderação do consumo de água nas uniões de freguesias de São Pedro de Alva e São Paio de Mondego, e de Oliveira do Mondego e Travanca do Mondego, assim como nas localidades da Carvoeira, Ronqueira e Travasso.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, explicou que se registou na quarta-feira uma ruptura numa conduta adutora da Águas do Centro Litoral, que abastece parte do concelho (as duas uniões de freguesias visadas pelo aviso).

“As pessoas têm água na mesma, mas estamos a recorrer a auto-tanques dos bombeiros para repor a água dos reservatórios. Como este é um esforço muito grande, que implica estar constantemente a transportar água, estamos a pedir às pessoas para moderarem o seu consumo, enquanto não se repararem as condutas”, aclarou.

Além da conduta adutora, houve também uma ruptura numa conduta da rede municipal, que abastecia as localidades de Carvoeira, Ronqueira e Travasso, onde também é preciso recorrer a auto-tanques para garantir o abastecimento de água, disse o presidente daquele concelho do distrito de Coimbra.

As duas rupturas aconteceram junto à estrada nacional 2 (N2), após um deslizamento de terras junto à Carvoeira, num momento em que aquela via principal está cortada ao trânsito nos dois sentidos desde terça-feira, afirmou Álvaro Coimbra.

O município tem as suas escolas encerradas desde quarta-feira e até sexta-feira face aos vários cortes de estradas que têm ocorrido no concelho, não havendo condições de segurança para os autocarros escolares circularem.

Lusa

Território de Montemor-o-Velho é o que mais preocupa Protecção Civil da Região de Coimbra. “As pessoas têm de manter toda a atenção”

O comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil da Região de Coimbra disse hoje que a maior preocupação no território é, neste momento, o concelho de Montemor-o-Velho.

Carlos Luís Tavares disse à Lusa que a barragem da Aguieira está a descarregar e, por isso, enquanto não se baixar a pressão no rio Mondego e com toda a água que está a ir para os campos agrícolas, a maior preocupação é o concelho de Montemor-o-Velho e a localidade da Ereira, que já está isolada há alguns dias, neste município.

“Mas também mantemos a preocupação nas margens direita e esquerda [do rio Mondego, entre Coimbra e Montemor-o-Velho], porque não estamos livres de que os diques rebentem. As pessoas têm de manter toda a atenção”, apelou.

DN/Lusa

Circulação de comboios suspensa entre Alfarelos e Verride, na região Centro

A Infra-estruturas de Portugal (IP) actualizou a situação na rede ferroviária nacional, dando conta de novos condicionamentos, nomeadamente no ramal de Alfarelos, na região Centro.

Segundo a empresa, várias equipas da IP estão no terreno “para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança”.

Era este o ponto da situação às 13h00:

Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e Verride.

Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;

Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;

Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;

Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;

Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Ródão e Sarnadas;

Linha do Vouga: circulação suspensa entre Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta;

– Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Leiria desafia E-Redes a ir às freguesias prestar esclarecimentos sobre falta de energia

A Câmara de Leiria e as 20 Juntas de Freguesia do concelho desafiaram esta quinta-feira a E-Redes a ir ao terreno prestar esclarecimentos às populações que, há 16 dias, estão sem electricidade na sequência da depressão Kristin.

“Solicitamos à E-Redes informação detalhada sobre o ponto de situação dos trabalhos e desafiamos a empresa a deslocar-se às freguesias mais afectadas para prestar esclarecimentos directos às populações”, lê-se num comunicado subscrito pelo município e juntas.

No comunicado conjunto, pede-se ainda “a apresentação urgente de um calendário concreto, freguesia a freguesia, para a reposição total do serviço”, e é reiterado “o pedido de mobilização de meios técnicos adicionais para acelerar as intervenções nas zonas ainda afectadas”.

Os subscritores reclamaram ao Governo para accionar “os mecanismos necessários para garantir o reforço de meios técnicos e operacionais”, assegurando uma resposta proporcional à dimensão dos danos”, e à E-Redes, principal operadora da rede de distribuição de energia eléctrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, renovaram o pedido para que defina rapidamente “medidas de compensação pelos prejuízos causados”.

“Impõe-se ainda que a E-Redes apresente explicações sobre situações em que subsistem clientes sem fornecimento eléctrico, apesar de existirem habitações vizinhas já com energia restabelecida, bem como esclareça os critérios que justificam que alguns concelhos e freguesias apresentem níveis de reposição significativamente inferiores a outras”, defenderam.

Através do documento, exigiram ainda “o reforço imediato das equipas SOS para reposição de ligações em situações isoladas”, depois de lembrarem que, desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, em 28 de Janeiro, “continuam a existir falhas no fornecimento de electricidade em todas as freguesias”, situação que “tem provocado dificuldades graves às populações”.

Reconhecendo o empenho dos trabalhadores em “intervenções exigentes e tecnicamente complexas”, as autarquias notaram, todavia, ser “evidente que os meios actualmente mobilizados são insuficientes face à dimensão dos danos”.

“Os presidentes de junta estão diariamente no terreno, a ouvir a revolta legítima das populações”, relataram.

O município garantiu que vai manter “toda a pressão institucional necessária até que o fornecimento seja plenamente restabelecido”.

Lusa

Registados danos em 21 equipamentos da rede de teatros e cine-teatros

A Direcção-Geral das Artes (DGArtes) indica que foram reportados danos em pelo menos 21 equipamentos da Rede de Teatros e Cine-teatros Portugueses (RTCP), na sequência do mau tempo que tem assolado o país nas últimas semanas.

Esses danos foram registados em 20 municípios no Norte, Centro, Oeste e Vale do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo, Algarve e Açores”, refere a DGArtes à Lusa.

Qualidade da água fornecida aos municípios do centro litoral está assegurada

 A Águas do Centro Litoral (AdCL) garantiu hoje que a qualidade da água fornecida aos municípios que serve está assegurada, mantendo-se uma monitorização contínua e reforço do desinfectante residual (cloro) nos pontos de entrega.

Num comunicado a AdCL informa que a qualidade da água fornecida aos clientes no distrito de Coimbra (municípios de Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Miranda do Corvo, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares) e Mealhada (distrito de Aveiro), não apresenta problemas.

A empresa tem mantido “uma monitorização contínua da água, desde a captação até à entrega às redes municipais, garantindo permanentemente a segurança e fiabilidade do abastecimento público”.

Ao mesmo tempo, “foi reforçada a monitorização do desinfectante residual (cloro) nos pontos de entrega à rede municipal, como medida adicional de segurança”, tendo em conta as recentes intempéries, que estão a afetar a região do Centro Litoral.

A água fornecida aos municípios de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Mealhada, Miranda do Corvo e Penela, a partir da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Boavista é “exclusivamente captada em furos subterrâneos, não tendo sido afectados pelas inundações registadas”, acrescenta.

A Águas do Centro Litoral serve os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Ansião, Arganil, Aveiro, Batalha, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Espinho, Estarreja, Góis, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ourém, Ovar, Penacova, Penela, Porto de Mós, Santa Maria da Feira, Soure, Vagos e Vila Nova de Poiares.

Lusa

Protecção Civil alerta para chuva forte nas zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal

A Protecção Civil alertou para a possibilidade de chuva forte durante o fim do dia de hoje e amanhã nas zonas de Lisboa, do Oeste, e da península de Setúbal, com risco de cheias rápidas.

“O problema não serão as cheias lentas que estamos a ter em outras zonas, mas sim as cheias rápidas com impacto significativo na vida das pessoas, nomeadamente pelo alagamento de garagens e de zonas de estacionamento”, explicou Mário Silvestre.

Segundo o comandante nacional da Protecção Civil o quadro de chuva intensa vai verificar-se a partir das 18h00 de hoje.

Também a região da Lezíria do Tejo pode ter chuva intensa, segundo este responsável.

Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca
12.02.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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