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Na sequência da precipitação persistente e prolongada, um troço da A1 desabou devido ao rompimento de um dique no Mondego, Coimbra. Ministro das Infra-estruturas diz que reparação irá demorar semanas.

MIGUEL A. LOPES/LUSA
Caudal do Sado baixa em Alcácer do Sal mas avenida mantém-se inundada
O caudal do Rio Sado voltou hoje a baixar em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, e a marginal deixou de estar inundada, mas a Avenida dos Aviadores continua ‘debaixo de água’, revelou a Protecção Civil.
Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, indicou que o nível da água do rio começou a baixar durante a madrugada, cerca das 02:00.
“Tivemos o pico da maré à meia-noite e, depois, começámos a ter uma diminuição do caudal do Rio Sado. Do lado da marginal, a água já baixou, mas a Avenida dos Aviadores continua inundada”, adiantou.
Segundo o responsável, com a subida do nível do rio, a Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada na quarta-feira de manhã, enquanto a marginal da cidade alentejana foi invadida pelas águas do Sado já ao final da tarde.
Apesar da situação, durante a noite de terça-feira e madrugada de hoje, “a população manteve-se tranquila e não houve nenhuma operação de resgate”, salientou.
O comandante mostrou-se preocupado com a próxima madrugada por estar previsto o regresso da chuva e o eventual início de descargas na Barragem do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, distrito de Beja, para o Rio Sado.
Esta barragem “estava a 70 centímetros” de atingir a cota máxima “há um dia ou um dia pouco e, agora, está a 30”, realçou, assumindo que o mais provável é que comece também a descarregar nas próximas horas.
A concretizar-se, o Monte da Rocha será a oitava barragem a descarregar para o Rio Sado, juntando-se às de Vale do Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.
“Solicitámos às associações [gestoras das barragens] que aumentem um bocadinho as descargas” para que, mais tarde, seja possível “acomodar a chuva que vai cair durante a próxima noite” e, assim, controlar o caudal do rio, revelou.
Tiago Bugio disse que, nas últimas semanas, Alcácer do Sal já registou quatro inundações, realçando que a primeira ocorreu no dia 28 de Janeiro, enquanto a mais grave foi registada no dia 05 deste mês, não sabendo precisar a que altura chegou a água dessa vez.
“Nesse dia, estavam a ser descarregados 1.070 metros cúbicos de água por segundo pelas barragens”, acrescentou.
Num comunicado publicado na sua página na rede social Facebook, a Câmara de Alcácer do Sal revelou que cerca de 80 militares do Exército e da Marinha estiveram, na quarta-feira, envolvidos nas operações de limpeza na cidade e na colocação de barreiras de contenção na encosta do castelo, onde ocorreram deslizamentos de terra.
Os festejos de Carnaval da cidade foram cancelados.
DN/Lusa
Brisa está a realizar trabalhos de estabilização do aterro na zona que abateu na A1
A Brisa está já a realizar trabalhos de estabilização do aterro na zona onde abateu a A1, em Coimbra.
De acordo com um comunicado da concessionária, estão no terreno mais de 30 de camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um bulldozer e duas escavadoras, além de mais de 70 profissionais. Estão ainda, segundo indica, mobilizadas todas as equipas Brisa especializadas nas áreas de gestão e operação de infra-estruturas.
Os trabalhos irão decorrer em duas fases. A primeira, focada no sentido Norte-Sul, e a segunda, focada no sentido Sul-Norte.
“A prioridade passa, actualmente, pela implementação de medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem. Os trabalhos em curso consistem na utilização de material rochoso tendo em vista suster a erosão da infra-estrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul”, explica.
A segunda fase dos trabalhos visará estabilizar os solos sob a laje de transição, no sentido Sul-Norte, de forma a repor as condições da plataforma.
Segundo a Brisa, não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras.

Já há camiões no local para iniciar os trabalhos
MIGUEL A. LOPES/LUSA
Governo ordena avaliação técnica de infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias
O Ministério das Infra-estruturas e Habitação aprovou um despacho que determina a realização urgente de uma avaliação técnica independente às infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias nacionais, mandatando o LNEC para analisar a segurança e operacionalidade após os fenómenos meteorológicos extremos.
O documento sublinha que “nenhuma disposição do presente despacho ou a actuação subsequente do LNEC mitiga ou afasta a responsabilidade ou as obrigações das entidades gestoras das infra-estruturas rodoviárias ou ferroviárias”.
O despacho produz efeitos a partir de 11 de Fevereiro de 2026 e é assinado pelo ministro das Infra-estruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
Conservação do dique do Mondego foi “completamente descurada”. “Uma obra destas não pode ser abandonada”
O dique do rio Mondego exige uma observação constante de toda a albufeira e das zonas de degelo da Serra da Estrela, defendeu hoje o engenheiro Carlos Matias Ramos, para quem a monitorização foi “completamente descurada”.
“Uma obra destas não pode ser abandonada. O maior risco que se corre é não conhecer o risco”, disse à Lusa o ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, alertando para a dimensão e o tipo de estrutura, constituída por diques em aterro ao longo de cerca de 30 quilómetros entre Coimbra e a Figueira da Foz.
Carlos Matias Ramos, que presidiu ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) explicou que um dique como o do Mondego, que colapsou na quarta-feira, é construído sob regras “muito rígidas”, tendo em conta, nomeadamente, a natureza do solo, que constitui a fundação.
“Tenho de saber se o solo tem capacidade para receber o peso que vai receber aquele dique. Uma vez concluída a obra, tem de ser fortemente conservada”, afirmou.
“É necessária uma observação constante sobre o que se está a passar”, reiterou, explicando que a partir dos resultados o projectista reformula a obra ou estabelece um plano para conservação.
Trata-se de uma obra de diques de contenção lateral, que deve ter entre a quota máxima da água (em situação de cheia) e a coroa (topo) uma margem de 40 a 60 centímetros.
“Essa quota pode ser comida se o dique assentar”, especificou Carlos Matias Ramos, referindo que durante os primeiros 10 anos após a construção não houve problemas com a obra.
DN/Lusa
Câmara de Castelo Branco cancela “grande parte dos eventos” previstos para este ano
A Câmara de Castelo Branco decidiu cancelar “grande parte dos eventos municipais” previstos para este ano, na sequência dos efeitos das tempestades que “atingiram com elevada intensidade o concelho nas últimas semanas”
“As tempestades provocaram danos significativos em infra-estruturas públicas, equipamentos municipais, espaços verdes e vias de comunicação, exigindo uma intervenção prioritária e a reafectação de recursos humanos, logísticos e financeiros para acções de recuperação e reabilitação no concelho”, justifica a Câmara de Castelo Branco numa nota divulgada nas redes sociais.
Perante este cenário, o “executivo municipal decidiu direccionar todos os esforços para a reposição das condições de segurança, reconstrução das infra-estruturas danificadas, implementação de medidas de mitigação e prevenção que reforcem a resiliência do território”.
Há, no entanto, eventos que vão ser realizados “por se tratarem de iniciativas de forte enraizamento cultural”, mas poderão ter “formatos mais restritos e os programas contarão exclusivamente com artistas locais e regionais”. É o caso de Castelo Branco Moda, Festival Sabores de Perdição, Cinema no Parque, Patas & Patudos, Mercadinho de Natal e as festividades da Passagem de Ano
Penacova pede moderação no consumo de água após ruptura de condutas
A Câmara de Penacova pediu hoje às populações de duas uniões de freguesias e de outras três localidades que moderem o consumo de água devido à ruptura de condutas que obrigou a recorrer a auto-tanques para garantir abastecimento.
O município, numa nota publicada hoje nas redes sociais, apela à moderação do consumo de água nas uniões de freguesias de São Pedro de Alva e São Paio de Mondego, e de Oliveira do Mondego e Travanca do Mondego, assim como nas localidades da Carvoeira, Ronqueira e Travasso.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, explicou que se registou na quarta-feira uma ruptura numa conduta adutora da Águas do Centro Litoral, que abastece parte do concelho (as duas uniões de freguesias visadas pelo aviso).
“As pessoas têm água na mesma, mas estamos a recorrer a auto-tanques dos bombeiros para repor a água dos reservatórios. Como este é um esforço muito grande, que implica estar constantemente a transportar água, estamos a pedir às pessoas para moderarem o seu consumo, enquanto não se repararem as condutas”, aclarou.
Além da conduta adutora, houve também uma ruptura numa conduta da rede municipal, que abastecia as localidades de Carvoeira, Ronqueira e Travasso, onde também é preciso recorrer a auto-tanques para garantir o abastecimento de água, disse o presidente daquele concelho do distrito de Coimbra.
As duas rupturas aconteceram junto à estrada nacional 2 (N2), após um deslizamento de terras junto à Carvoeira, num momento em que aquela via principal está cortada ao trânsito nos dois sentidos desde terça-feira, afirmou Álvaro Coimbra.
O município tem as suas escolas encerradas desde quarta-feira e até sexta-feira face aos vários cortes de estradas que têm ocorrido no concelho, não havendo condições de segurança para os autocarros escolares circularem.
Lusa
Território de Montemor-o-Velho é o que mais preocupa Protecção Civil da Região de Coimbra. “As pessoas têm de manter toda a atenção”
O comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil da Região de Coimbra disse hoje que a maior preocupação no território é, neste momento, o concelho de Montemor-o-Velho.
Carlos Luís Tavares disse à Lusa que a barragem da Aguieira está a descarregar e, por isso, enquanto não se baixar a pressão no rio Mondego e com toda a água que está a ir para os campos agrícolas, a maior preocupação é o concelho de Montemor-o-Velho e a localidade da Ereira, que já está isolada há alguns dias, neste município.
“Mas também mantemos a preocupação nas margens direita e esquerda [do rio Mondego, entre Coimbra e Montemor-o-Velho], porque não estamos livres de que os diques rebentem. As pessoas têm de manter toda a atenção”, apelou.
DN/Lusa
Circulação de comboios suspensa entre Alfarelos e Verride, na região Centro
A Infra-estruturas de Portugal (IP) actualizou a situação na rede ferroviária nacional, dando conta de novos condicionamentos, nomeadamente no ramal de Alfarelos, na região Centro.
Segundo a empresa, várias equipas da IP estão no terreno “para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança”.
Era este o ponto da situação às 13h00:
– Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e Verride.
– Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;
– Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;
– Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;
– Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;
– Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;
– Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Ródão e Sarnadas;
– Linha do Vouga: circulação suspensa entre Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta;
– Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.
Leiria desafia E-Redes a ir às freguesias prestar esclarecimentos sobre falta de energia
A Câmara de Leiria e as 20 Juntas de Freguesia do concelho desafiaram esta quinta-feira a E-Redes a ir ao terreno prestar esclarecimentos às populações que, há 16 dias, estão sem electricidade na sequência da depressão Kristin.
“Solicitamos à E-Redes informação detalhada sobre o ponto de situação dos trabalhos e desafiamos a empresa a deslocar-se às freguesias mais afectadas para prestar esclarecimentos directos às populações”, lê-se num comunicado subscrito pelo município e juntas.
No comunicado conjunto, pede-se ainda “a apresentação urgente de um calendário concreto, freguesia a freguesia, para a reposição total do serviço”, e é reiterado “o pedido de mobilização de meios técnicos adicionais para acelerar as intervenções nas zonas ainda afectadas”.
Os subscritores reclamaram ao Governo para accionar “os mecanismos necessários para garantir o reforço de meios técnicos e operacionais”, assegurando uma resposta proporcional à dimensão dos danos”, e à E-Redes, principal operadora da rede de distribuição de energia eléctrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, renovaram o pedido para que defina rapidamente “medidas de compensação pelos prejuízos causados”.
“Impõe-se ainda que a E-Redes apresente explicações sobre situações em que subsistem clientes sem fornecimento eléctrico, apesar de existirem habitações vizinhas já com energia restabelecida, bem como esclareça os critérios que justificam que alguns concelhos e freguesias apresentem níveis de reposição significativamente inferiores a outras”, defenderam.
Através do documento, exigiram ainda “o reforço imediato das equipas SOS para reposição de ligações em situações isoladas”, depois de lembrarem que, desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, em 28 de Janeiro, “continuam a existir falhas no fornecimento de electricidade em todas as freguesias”, situação que “tem provocado dificuldades graves às populações”.
Reconhecendo o empenho dos trabalhadores em “intervenções exigentes e tecnicamente complexas”, as autarquias notaram, todavia, ser “evidente que os meios actualmente mobilizados são insuficientes face à dimensão dos danos”.
“Os presidentes de junta estão diariamente no terreno, a ouvir a revolta legítima das populações”, relataram.
O município garantiu que vai manter “toda a pressão institucional necessária até que o fornecimento seja plenamente restabelecido”.
Lusa
Registados danos em 21 equipamentos da rede de teatros e cine-teatros
A Direcção-Geral das Artes (DGArtes) indica que foram reportados danos em pelo menos 21 equipamentos da Rede de Teatros e Cine-teatros Portugueses (RTCP), na sequência do mau tempo que tem assolado o país nas últimas semanas.
Esses danos foram registados em 20 municípios no Norte, Centro, Oeste e Vale do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo, Algarve e Açores”, refere a DGArtes à Lusa.
Qualidade da água fornecida aos municípios do centro litoral está assegurada
A Águas do Centro Litoral (AdCL) garantiu hoje que a qualidade da água fornecida aos municípios que serve está assegurada, mantendo-se uma monitorização contínua e reforço do desinfectante residual (cloro) nos pontos de entrega.
Num comunicado a AdCL informa que a qualidade da água fornecida aos clientes no distrito de Coimbra (municípios de Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Miranda do Corvo, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares) e Mealhada (distrito de Aveiro), não apresenta problemas.
A empresa tem mantido “uma monitorização contínua da água, desde a captação até à entrega às redes municipais, garantindo permanentemente a segurança e fiabilidade do abastecimento público”.
Ao mesmo tempo, “foi reforçada a monitorização do desinfectante residual (cloro) nos pontos de entrega à rede municipal, como medida adicional de segurança”, tendo em conta as recentes intempéries, que estão a afetar a região do Centro Litoral.
A água fornecida aos municípios de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Mealhada, Miranda do Corvo e Penela, a partir da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Boavista é “exclusivamente captada em furos subterrâneos, não tendo sido afectados pelas inundações registadas”, acrescenta.
A Águas do Centro Litoral serve os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Ansião, Arganil, Aveiro, Batalha, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Espinho, Estarreja, Góis, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ourém, Ovar, Penacova, Penela, Porto de Mós, Santa Maria da Feira, Soure, Vagos e Vila Nova de Poiares.
Lusa
Protecção Civil alerta para chuva forte nas zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal
A Protecção Civil alertou para a possibilidade de chuva forte durante o fim do dia de hoje e amanhã nas zonas de Lisboa, do Oeste, e da península de Setúbal, com risco de cheias rápidas.
“O problema não serão as cheias lentas que estamos a ter em outras zonas, mas sim as cheias rápidas com impacto significativo na vida das pessoas, nomeadamente pelo alagamento de garagens e de zonas de estacionamento”, explicou Mário Silvestre.
Segundo o comandante nacional da Protecção Civil o quadro de chuva intensa vai verificar-se a partir das 18h00 de hoje.
Também a região da Lezíria do Tejo pode ter chuva intensa, segundo este responsável.
Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca
12.02.2026



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