28: Astronautas da Artemis II a caminho da Lua

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Os astronautas da missão Artemis II da NASA levantaram voo e preparam-se para o primeiro “flyby” tripulado pela Lua em mais de 50 anos.

O SLS (Space Launch System) foi lançado com a tripulação da Artemis II a bordo da nave espacial Orion no dia 1 de Abril de 2026, a partir do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Florida.
Crédito: NASA/Bill Ingalls

O foguetão SLS (Space Launch System) da NASA descolou da plataforma de lançamento 39B no Centro Espacial Kennedy da agência, no estado norte-americano da Florida, às 06:35 p.m. hora local (23:35, hora portuguesa) de quarta-feira, enviando quatro astronautas a bordo da nave espacial Orion numa viagem de teste planeada em torno da Lua e de regresso.

“O lançamento de hoje marca um momento decisivo para a nossa nação e para todos aqueles que acreditam na exploração. A Artemis II baseia-se na visão estabelecida pelo Presidente Donald J. Trump, levando a humanidade de volta à Lua pela primeira vez em mais de 50 anos e abrindo o próximo capítulo da exploração lunar para além do programa Apollo.

A bordo da Orion estão quatro exploradores notáveis a preparar-se para o primeiro voo tripulado deste foguetão e nave espacial, uma verdadeira missão de teste que os levará mais longe e mais rápido do que qualquer ser humano nesta geração”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman. “A Artemis II é o início de algo maior do que qualquer missão isolada. Marca o nosso regresso à Lua, não apenas para visitar, mas para eventualmente permanecer na nossa Base Lunar, e lança os suportes para os próximos saltos gigantescos que se avizinham”.

O lançamento bem-sucedido é o início de uma missão de aproximadamente 10 dias para os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o astronauta da CSA (Canadian Space Agency) Jeremy Hansen. Como a primeira missão tripulada do programa Artemis da NASA, entre os seus objectivos, o voo irá demonstrar pela primeira vez os sistemas de suporte de vida com tripulação e lançar as bases para uma presença duradoura na Lua, antecipando futuras missões a Marte.

Depois de chegar ao espaço, a Orion desdobrou os seus painéis solares, permitindo que a nave recebesse energia do Sol, enquanto a tripulação e os engenheiros no solo começaram imediatamente a transição da nave das operações de lançamento para as de voo, a fim de iniciar a verificação dos sistemas essenciais.

“A missão Artemis II é um voo de teste, e o teste acaba de começar. A equipa que construiu este veículo, o reparou e o preparou para o voo deu à nossa tripulação a máquina de que precisam para provar do que é capaz”, afirmou o Administrador Associado da NASA, Amit Kshatriya. “Nos próximos 10 dias, Reid, Victor, Christina e Jeremy irão testar a Orion ao máximo para que as tripulações que se lhes seguirem possam ir à superfície da Lua com confiança. É apenas uma missão de uma longa campanha, e o trabalho que temos pela frente é maior do que o trabalho que já está para trás”.

Cerca de 49 minutos após o início do voo de teste, o estágio superior do foguetão SLS accionou-se para colocar a Orion numa órbita elíptica à volta da Terra. Uma segunda ignição planeada pelo estágio impulsionou a Orion, a que a tripulação deu o nome de “Integrity”, para uma órbita terrestre elevada que se estende cerca de 74.000 km além da Terra. Após a ignição, a Orion separou-se do estágio, voando livremente por conta própria.

Seguidamente, um anel situado no estágio superior do foguetão, que se encontrava a uma distância segura da nave espacial, lançou quatro CubeSats – quatro pequenos satélites da Argentina, Alemanha, Coreia do Sul e Arábia Saudita – para realizar investigações científicas e demonstrações tecnológicas.

A nave espacial permaneceu em órbita terrestre alta durante cerca de um dia, onde a tripulação realizou uma demonstração de pilotagem manual para testar as capacidades de manobra da Orion. Os astronautas, em conjunto com as equipas do Centro de Controlo da Missão no Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, continuarão a verificar os sistemas da nave espacial.

Os controladores da missão deram ao módulo de serviço da Orion, de fabrico europeu, um comando para realizar a manobra de injecção translunar ontem, quinta-feira, 2 de Abril. Esta manobra consiste numa ignição de aproximadamente seis minutos para colocar a nave espacial numa trajectória que levará simultaneamente a tripulação à volta da Lua, enquanto aproveita a gravidade lunar para os impulsionar de volta à Terra.

Durante uma aproximação lunar planeada com a duração de várias horas, na segunda-feira, 6 de Abril, os astronautas irão tirar fotografias e fazer observações da superfície lunar, sendo as primeiras pessoas a contemplar algumas áreas do lado oculto. Embora o lado oculto da Lua esteja apenas parcialmente iluminado durante a aproximação, as condições deverão criar sombras que se estendem pela superfície, realçando o relevo e revelando profundidade, cristas, encostas e orlas de crateras que são frequentemente difíceis de detectar sob iluminação total.

As observações da tripulação e outras investigações científicas relacionadas com a saúde humana durante a missão, como o AVATAR, contribuirão para o conhecimento científico em futuras missões lunares.

Após uma aproximação lunar bem-sucedida, os astronautas regressarão à Terra caindo no Oceano Pacífico.

A NASA planeia enviar astronautas do programa Artemis em missões cada vez mais difíceis para explorar mais da Lua, com vista a descobertas científicas, benefícios económicos e para construir as bases para as primeiras missões tripuladas a Marte.

Depois de chegar ao espaço, a Orion desdobrou os seus painéis solares, permitindo que a nave recebesse energia do Sol, enquanto a tripulação e os engenheiros no solo começaram imediatamente a transição da nave das operações de lançamento para as de voo, a fim de iniciar a verificação dos sistemas essenciais.

“A missão Artemis II é um voo de teste, e o teste acaba de começar. A equipa que construiu este veículo, o reparou e o preparou para o voo deu à nossa tripulação a máquina de que precisam para provar do que é capaz”, afirmou o Administrador Associado da NASA, Amit Kshatriya. “Nos próximos 10 dias, Reid, Victor, Christina e Jeremy irão testar a Orion ao máximo para que as tripulações que se lhes seguirem possam ir à superfície da Lua com confiança. É apenas uma missão de uma longa campanha, e o trabalho que temos pela frente é maior do que o trabalho que já está para trás”.

Cerca de 49 minutos após o início do voo de teste, o estágio superior do foguetão SLS accionou-se para colocar a Orion numa órbita elíptica à volta da Terra. Uma segunda ignição planeada pelo estágio impulsionou a Orion, a que a tripulação deu o nome de “Integrity”, para uma órbita terrestre elevada que se estende cerca de 74.000 km além da Terra. Após a ignição, a Orion separou-se do estágio, voando livremente por conta própria.

Seguidamente, um anel situado no estágio superior do foguetão, que se encontrava a uma distância segura da nave espacial, lançou quatro CubeSats – quatro pequenos satélites da Argentina, Alemanha, Coreia do Sul e Arábia Saudita – para realizar investigações científicas e demonstrações tecnológicas.

A nave espacial permaneceu em órbita terrestre alta durante cerca de um dia, onde a tripulação realizou uma demonstração de pilotagem manual para testar as capacidades de manobra da Orion. Os astronautas, em conjunto com as equipas do Centro de Controlo da Missão no Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, continuarão a verificar os sistemas da nave espacial.

Os controladores da missão deram ao módulo de serviço da Orion, de fabrico europeu, um comando para realizar a manobra de injecção translunar ontem, quinta-feira, 2 de abril. Esta manobra consiste numa ignição de aproximadamente seis minutos para colocar a nave espacial numa trajectória que levará simultaneamente a tripulação à volta da Lua, enquanto aproveita a gravidade lunar para os impulsionar de volta à Terra.

Durante uma aproximação lunar planeada com a duração de várias horas, na segunda-feira, 6 de Abril, os astronautas irão tirar fotografias e fazer observações da superfície lunar, sendo as primeiras pessoas a contemplar algumas áreas do lado oculto. Embora o lado oculto da Lua esteja apenas parcialmente iluminado durante a aproximação, as condições deverão criar sombras que se estendem pela superfície, realçando o relevo e revelando profundidade, cristas, encostas e orlas de crateras que são frequentemente difíceis de detectar sob iluminação total.

As observações da tripulação e outras investigações científicas relacionadas com a saúde humana durante a missão, como o AVATAR, contribuirão para o conhecimento científico em futuras missões lunares.

Após uma aproximação lunar bem-sucedida, os astronautas regressarão à Terra caindo no Oceano Pacífico.

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// NASA (comunicado de imprensa)
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27: Confirmada a ligação entre a composição dos exoplanetas e das suas estrelas hospedeiras

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Os astrónomos descobriram que um planeta gigante, WASP-189b, reflecte a composição da sua estrela hospedeira, fornecendo a primeira evidência directa de um conceito fundamental da astrobiologia. Esta descoberta foi alcançada através da primeira medição simultânea de magnésio e silício gasosos na atmosfera de um planeta. A equipa utilizou o telescópio Gemini South, metade do Observatório Internacional Gemini.

Esta ilustração mostra um Júpiter ultra-quente a orbitar uma estrela azul-esbranquiçada do tipo A.
Crédito: Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/J. Pollard

A quase 320 anos-luz de distância, na direcção da constelação de Balança, encontra-se WASP-189b, um exoplaneta classificado como Júpiter ultra-quente. Os Júpiteres ultra-quentes têm temperaturas suficientemente elevadas para vaporizar elementos formadores de rochas, como o magnésio (Mg), o silício (Si) e o ferro (Fe), oferecendo uma oportunidade rara de observar estes elementos através da espectroscopia – a técnica de decompor a luz nos seus comprimentos de onda componentes para identificar a presença de substâncias químicas.

Uma equipa internacional de astrónomos liderada por Jorge Antonio Sanchez, estudante na Universidade do Estado do Arizona, observou WASP-189b utilizando o instrumento IGRINS (Immersion GRating INfrared Spectrograph) quando este esteve temporariamente montado no telescópio Gemini South, no Chile. Este poderoso instrumento permitiu-lhes medir simultaneamente o conteúdo de magnésio e silício na atmosfera do exoplaneta.

Esta é a primeira vez que tal medição é realizada, e os dados revelam que WASP-189b partilha a mesma proporção de magnésio para silício que a sua estrela hospedeira. Esta descoberta fornece a primeira evidência observacional de uma hipótese amplamente aceite acerca da formação de planetas e abre um novo caminho para compreender como os exoplanetas se formam e evoluem.

“Estas descobertas demonstram a capacidade do Gemini para nos ajudar a compreender as características do notável conjunto de exoplanetas na vizinhança do nosso Sistema Solar”, afirma Chris Davis, director do programa da NSF para o NOIRLab. “Tais descobertas só são possíveis graças aos instrumentos de ponta do Gemini”.

Pensa-se que planetas gigantes e quentes como WASP-189b tenham uma camada exterior de gás cuja composição química é influenciada pelo disco de material no qual se formaram, conhecido como discos protoplanetários. E os investigadores assumem que a proporção de elementos formadores de rochas num disco protoplanetário corresponde à da estrela hospedeira, uma vez que ambos nasceram da mesma nuvem primordial de material.

Esta ligação química inferida entre uma estrela e os planetas que se formam à sua volta é frequentemente utilizada para modelar a composição de exoplanetas rochosos. Esta ligação baseava-se anteriormente em medições realizadas no nosso Sistema Solar e, até agora, não tinha sido observada directamente em planetas noutros locais.

“WASP-189b proporciona-nos um muito necessário ponto de referência observacional para a nossa compreensão da formação de planetas terrestres, uma vez que oferece uma quantidade mensurável que valida a suposta semelhança entre a composição estelar e a proporção de material rochoso em torno das estrelas hospedeiras utilizado para formar planetas”, afirma Sanchez.

Esta suposição não só é útil para compreender a formação de planetas, como também é fundamental para o campo da astrobiologia, que inclui o estudo de ambientes habitáveis no Sistema Solar. Ao medir a composição química de uma estrela, os cientistas podem inferir a abundância de elementos formadores de rochas nos exoplanetas da estrela, o que pode determinar as condições geoquímicas que tornam um planeta habitável.

Por exemplo, os elementos formadores de rochas na Terra são, em parte, responsáveis pelo nosso campo magnético protector, pela tectónica de placas e pela libertação de substâncias químicas essenciais à vida na nossa atmosfera, oceanos e solo.

À medida que o campo dos exoplanetas se volta para a caracterização de planetas terrestres e procura elucidar as condições habitáveis de mundos rochosos, as evidências empíricas que validam a relação entre as composições estelares e planetárias representam um fundamental passo em frente. E o nível de resolução espectral necessário para este tipo de estudos está actualmente disponível apenas em telescópios terrestres.

“O nosso estudo demonstra a capacidade dos espectrógrafos terrestres de alta resolução para determinar a presença de espécies críticas como o magnésio e o silício, dois elementos fundamentais a partir dos quais os planetas rochosos se formam”, afirma o co-autor do estudo Michael Line, professor associado da Universidade do Estado do Arizona. “Esta evolução abre uma dimensão totalmente nova no nosso estudo das atmosferas dos exoplanetas”.

Novas observações de alta resolução em múltiplos comprimentos de onda, para estudar atmosferas de exoplanetas como a de WASP-189b, vão ajudar a revelar o inventário químico mais abrangente que existe em mundos distantes. Tais estudos permitirão uma compreensão mais profunda das condições que regem as origens, a evolução e a potencial habitabilidade dos planetas.

// NOIRLab (comunicado de imprensa)
// Observatório Internacional Gemini (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Communications)

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03.04.2026

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26: A Terra formou-se a partir de blocos de construção locais

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Os cientistas planetários debatem há muito tempo a origem do material que formou a nossa Terra. Apesar da sua localização no Sistema Solar interior, consideram provável que 6 a 40 por cento desse material tenha vindo do Sistema Solar exterior, ou seja, para além de Júpiter.

Durante muito tempo, considerou-se que o material proveniente do Sistema Solar exterior era necessário para trazer componentes voláteis, como a água, para a Terra. Consequentemente, deve também ter havido uma troca de material entre o Sistema Solar exterior e o interior durante a formação da Terra. Mas será isso realmente verdade?

“Ficámos verdadeiramente surpreendidos”

Os cientistas planetários Paolo Sossi e Dan Bower, da ETH Zurique, compararam os dados existentes acerca dos rácios isotópicos de uma vasta gama de meteoritos, incluindo os provenientes de Marte e do asteróide Vesta, com os da Terra. Os isótopos são átomos irmãos do mesmo elemento (mesmo número de protões) que têm uma massa diferente (número diferente de neutrões).

Os investigadores analisaram estes dados de uma nova forma e chegaram a uma conclusão surpreendente: o material que compõe a Terra tem origem inteiramente da região interior do Sistema Solar.

Em contrapartida, é provável que o material proveniente do Sistema Solar exterior represente menos de dois por cento da massa da Terra, ou até mesmo nada. O estudo em questão foi publicado na revista Nature Astronomy.

“Os nossos cálculos deixam claro: o material de construção da Terra tem origem num único reservatório de material”, afirma Sossi. O seu colega Bower acrescenta: “Ficámos verdadeiramente surpreendidos ao descobrir que a Terra é composta inteiramente por material do Sistema Solar interior, distinto de qualquer combinação de meteoritos existentes”.

Para o seu estudo, os investigadores de Zurique utilizaram dados existentes sobre dez sistemas isotópicos diferentes provenientes de meteoritos e analisaram-nos utilizando um método estatístico especializado. Estudos anteriores consideraram, na sua maioria, apenas dois sistemas isotópicos.

“Os nossos estudos são, na verdade, experiências de ciência de dados”, afirma Sossi. “Realizámos cálculos estatísticos que raramente são utilizados em geoquímica, apesar de serem uma ferramenta poderosa”.

A assinatura isotópica revela a origem

Os isótopos presentes nos meteoritos têm sido utilizados há muito tempo pelos investigadores para determinar a origem dos corpos celestes, ou seja, de que parte do Sistema Solar provêm. Historicamente, porém, apenas os vários isótopos do elemento oxigénio podiam ser utilizados para determinar a sua proveniência.

Foi apenas no início da década de 2010 que um investigador americano descobriu que outros isótopos, como os do crómio e do titânio, também podiam ser utilizados para este fim. Isto permitiu aos investigadores classificar os meteoritos em duas categorias: os não carbonáceos, que se formam exclusivamente no Sistema Solar interior, e os carbonáceos, que contêm mais água e carbono e têm origem no Sistema Solar exterior.

A nova análise revela que a Terra é composta inteiramente por material não carbonáceo. Não foram encontradas evidências da troca anteriormente suspeitada entre os reservatórios do Sistema Solar exterior e interior.

Portanto, a Terra cresceu dentro de um sistema relativamente estático, incorporando os seus planetas vizinhos mais pequenos à medida que crescia. Isto também implica que a maioria dos elementos voláteis, como a água, já devia estar presente no Sistema Solar interior.

Júpiter actua como uma barreira material

Mas por que razão existem dois reservatórios distintos de matéria no nosso Sistema Solar? Os investigadores supõem que o nosso Sistema Solar se dividiu em dois reservatórios durante a sua formação, devido ao rápido crescimento e ao tamanho de Júpiter.

A gravidade do gigante gasoso abriu uma brecha no disco protoplanetário que orbitava o jovem Sol. Estes discos têm a forma de anéis e são constituídos por gás e poeira; são o local de nascimento dos planetas. Júpiter impediu que o material do Sistema Solar exterior entrasse na região interior. No entanto, a extensão da permeabilidade desta barreira permaneceu incerta até agora.

Na sua nova análise, os dois investigadores da ETH Zurique demonstram que quase nenhum material proveniente de além de Júpiter fluiu em direcção à Terra. “Os nossos cálculos são muito robustos e baseiam-se exclusivamente nos próprios dados, não em pressupostos físicos, uma vez que estes ainda não são totalmente compreendidos”, salienta Bower. A análise mostra também que a composição material da Terra é semelhante à de Vesta e de Marte.

Os investigadores suspeitam também que Vénus e Mercúrio se situam na mesma linha. “Com base na nossa análise, podemos prever teoricamente a composição destes dois planetas”, afirma Paolo Sossi. No entanto, não consegue verificar isto analiticamente, uma vez que não estão actualmente disponíveis para os investigadores amostras de rocha de Mercúrio e Vénus, que são os dois planetas mais internos do Sistema Solar.

Uma nova luz sobre a história da formação

“Os nossos resultados lançam uma nova luz sobre a história da formação da nossa Terra e dos outros planetas rochosos”, afirma Sossi.

Sossi e a sua equipa pretendem dar continuidade a este trabalho, investigando por que razão havia água suficiente no interior quente do Sistema Solar para formar os oceanos da Terra. Além disso, irão analisar se estes processos podem ser aplicados a sistemas exoplanetários.

“Porém, até lá, o Dan e eu teremos de participar em muitos debates acalorados sobre a composição material da Terra e dos planetas vizinhos, porque o diálogo científico sobre os blocos de construção da Terra está longe de terminar, apesar das novas descobertas”, afirma Sossi.

// ETH Zurique (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Astronomy)

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03.04.2026

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25: Astrónomos registam vários planetas orbitando uma estrela semelhante ao Sol.

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Astrónomos conseguiram registar pela primeira vez a imagem directa de vários planetas orbitando uma estrela semelhante ao Sol, localizada a cerca de 300 anos-luz da Terra. A descoberta oferece um raro vislumbre de como sistemas planetários podem se formar e evoluir ao longo do tempo.

As observações foram realizadas com o Very Large Telescope, um dos telescópios mais avançados do mundo, localizado no Chile. Os pesquisadores identificaram dois gigantes gasosos orbitando muito longe da estrela — aproximadamente 160 e 320 vezes a distância entre a Terra e o Sol.

Os planetas também chamam atenção pelo tamanho. Um deles possui cerca de 14 vezes a massa de Júpiter, enquanto o outro tem aproximadamente 6 vezes. Devido à pouca idade do sistema, estimada em cerca de 17 milhões de anos, esses mundos ainda estão quentes e brilhantes, o que facilita sua detecção pelos telescópios.

Capturar imagens directas de exoplanetas é extremamente difícil, porque o brilho intenso das estrelas costuma ocultar os planetas ao redor. Para superar esse desafio, os cientistas utilizaram um instrumento chamado coronógrafo, capaz de bloquear a luz da estrela e revelar objectos mais fracos nas proximidades.

Essa descoberta representa um importante avanço na astronomia e ajuda os cientistas a entender melhor como sistemas semelhantes ao nosso se formam. Além disso, oferece uma rara oportunidade de observar um possível “retrato do passado” do nosso próprio sistema solar em seus estágios iniciais.

Crédito: ESO/Bohn et al.
02.04.2026

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24: Vídeo. Artemis II: Acompanhe aqui em directo a partida para o regresso da humanidade à Lua

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Quatro astronautas preparam-se para fazer história na primeira missão tripulada do programa Artemis. A descolagem está prevista para as 23h24 (hora de Lisboa).

Artemis pronta para ser lançada.CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH / EPA

Cinquenta e três anos depois da última missão Apollo, a NASA está prestes a lançar a Artemis II, marcando o início de uma nova era na exploração espacial.

O foguetão Space Launch System (SLS), com a cápsula Orion, encontram-se na rampa 39B do Centro Espacial Kennedy, na Florida, com todos os sistemas a postos para o momento histórico.

O processo de abastecimento dos depósitos com hidrogénio e oxigénio líquidos foi concluído com sucesso, esta quarta-feira, 1 de Abril. A equipa de meteorologia confirmou também uma probabilidade de 80% de condições favoráveis para o lançamento dentro da janela de duas horas que se abre esta noite.

A bordo seguem os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, que realizarão uma viagem de 10 dias em redor da Lua para testar todos os sistemas de suporte de vida antes do futuro desembarque na superfície lunar.

Pode acompanhar toda a emissão em directo através do reprodutor abaixo ou nos canais oficiais da NASA e da ESA. A transmissão oficial já começou, cobrindo os últimos preparativos da tripulação e a contagem decrescente final.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira
01.04.2026

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