“Integrity” em casa: a cápsula Orion amara no Pacífico e astronautas são levados para navio da Marinha

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Quatro tripulantes em estado verde”, reportou Reid Wiseman minutos após o impacto, assinalando que a equipa está de excelente saúde e a cápsula está estável.

O momento do “splashdown” no Pacífico.
NASA

É oficial. Às 01:07,27 (hora de Lisboa), a cápsula Orion, baptizada de Integrity pela sua tripulação, pela resistência que demonstrou, tocou as águas do Oceano Pacífico, ao largo da costa da Baixa Califórnia, culminando uma missão de precisão absoluta. O sistema de 11 para-quedas funcionou impecavelmente, reduzindo a velocidade de descida de uns estonteantes 40.000 km/h para apenas cerca de 30 km/h no momento do impacto.

O escudo térmico, que enfrentou temperaturas de quase 2800°C durante a reentrada, provou ser a barreira intransponível necessária para proteger Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen.

 

Pouco depois do impacto controlado, o Comandante Reid Wiseman enviou a mensagem que o mundo esperava ouvir: “Que aventura. Estamos estáveis. Quatro tripulantes em ‘estado verde'”. Esta confirmação técnica de que Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen se encontram em perfeitas condições físicas marca o desfecho triunfal da primeira missão tripulada à Lua em mais de 50 anos.

A operação de recuperação, coordenada pela Marinha dos EUA e pela NASA a cerca de 3.200 quilómetros a sudoeste de San Diego, avançou de imediato para retirar os astronautas da cápsula.

Nesta fase, no entanto, surgiu um problema: inicialmente, a Marinha não conseguia estabelecer comunicação de duas vias com a tripulação. Era possível ouvir Reid Wiseman e os seus companheiros, mas estes não ouviam o que lhes era transmitido. A Marinha e a NASA foram obrigados a tentar canais alternativos antes de abordarem a Integrity.

Entretanto, segundo a transmissão em directo da NASA, a tripulação da Orion executou os procedimentos de desactivação do engenho.

Cerca de uma hora depois, a operação de resgate atingiu o seu ponto alto com a chegada bem-sucedida dos quatro astronautas ao convés do navio da Marinha dos EUA, o USS John P. Murtha.

A chegada dos astronautas a bordo no navio.
NASA

Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen foram transportados directamente da cápsula para o navio através de helicópteros, uma opção estratégica da NASA por ser significativamente mais rápida do que o transporte por barco. Esta agilidade é fundamental para minimizar o tempo que a tripulação passa à deriva, garantindo que a transição da micro-gravidade para a gravidade terrestre seja o mais suave possível.



A bordo do navio, os heróis lunares foram recebidos por um comité entusiasta de cerca de 550 pessoas, entre militares e equipas técnicas da NASA.

A prioridade agora recai inteiramente sobre as avaliações médicas detalhadas que já começaram na baía de saúde do navio. Embora o Comandante Wiseman tenha confirmado que todos se sentiam bem, estes exames são cruciais para monitorizar como os seus corpos reagem ao regresso após 10 dias no espaço profundo, antes de seguirem viagem para solo firme.

Uma espera ainda longa

A missão Artemis II só termina verdadeiramente quando os astronautas chegam em segurança ao convés do navio de recuperação da Marinha dos EUA. Este processo é longo, pois há uma sequência meticulosa de segurança que acontece nestas alturas.

No interior da cápsula, a tripulação ocupa-se com a desactivação manual dos sistemas da Orion e com os preparativos para a abertura da escotilha. Lá fora, realiza-se trabalho de alto risco: mergulhadores especializados avaliam a qualidade do ar e da água em redor da nave para garantir que não existem fugas de substâncias tóxicas, como amoníaco ou combustíveis hipergólicos.

A fase final focada-se na saúde dos quatro exploradores. Só após oficiais médicos entrarem na cápsula, um de cada vez, e terem realizado uma avaliação rápida do estado físico de cada tripulante, que acabaram de sofrer o choque de regressar à gravidade terrestre é que é dada luz verde para saírem.

O protocolo prevê desde início uma ordem de saída específica: Christina Koch tem ordem de ser a primeira a abandonar a nave, seguida de Victor Glover, Jeremy Hansen e, finalmente, o Comandante Reid Wiseman.

Escudo térmico funcionou

O escudo térmico da Integrity cumpriu a sua função crítica, protegendo o interior da nave enquanto esta atravessava a atmosfera a velocidades hipersónicas.

Com este sucesso absoluto, a NASA valida não só a tecnologia da Orion, mas também a resiliência humana para missões de longa duração no espaço profundo. O caminho para a Artemis III e para o próximo passo no solo lunar está agora oficialmente aberto, com a confiança de uma tripulação que provou estar à altura deste desafio.

Abertura dos para-quedas que fizeram a última “travagem” da cápsula ates do “splashdown”.
NASA

Tecnicamente, o que regressou à Terra foi apenas o Módulo de Tripulação da Orion. O Módulo de Serviço Europeu (ESM), que forneceu electricidade e propulsão durante a viagem, separou-se da cápsula cerca de 20 minutos antes da reentrada na atmosfera e desintegrou-se de forma segura sobre o oceano. Assim, a Integrity — protegida pelo seu escudo térmico de 5 metros de diâmetro — foi a única parte do conjunto a enfrentar o calor extremo da reentrada, garantindo que os quatro exploradores regressassem sãos e salvos a uma distância de cerca de 3200 quilómetros da costa da Califórnia.

Vista da Terra a bordo da nave imediatamente antes da reentrada.
NASA

Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadiano Jeremy Hansen enfrentaram temperaturas extremas enquanto o veículo viaja a cerca de 38.600 km/h — aproximadamente 32 vezes a velocidade do som. Este regresso marcou o fim da missão Artemis II, a primeira viagem tripulada às vizinhanças da Lua desde 1972, provando que a humanidade está finalmente pronta para voltar a “vizinhança” lunar.

O momento de separação do módulo de serviço da secção da tripulação, em órbita da Terra.
NASA

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira
11.04.2026

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41: Artemis II regressa à Terra esta noite. É uma das fases mais preocupantes

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O escudo térmico da cápsula Orion e foi um dos elementos que mais preocupou os engenheiros da NASA após a conclusão da Artemis I em 2022. Os responsáveis pela Artemis II estão confiantes que não representará um risco para o regresso seguro dos astronautas.

A primeira missão tripulada à Lua em mais de 50 anos, a Artemis II, regressa à Terra esta sexta-feira, dia 10, e, mesmo que a Artemis II tenha sobrevoado a face oculta da Lua, a verdade é que a entrada na atmosfera é uma das fases mais críticas e, de certa forma, preocupantes para o controlo de missão e astronautas.

Mas vamos por partes. O processo de entrar na atmosfera levará a tripulação da cápsula Orion fará uma revisão dos procedimentos como a trajectória e até as condições meteorológicas que devem esperar no momento da entrada. O objectivo passa por ter tantos dados e elementos quanto possível para ser possível garantir uma entrada segura na atmosfera do nosso planeta.

A entrada na atmosfera da Terra será feita a uma velocidade de aproximadamente 40 mil km/h, com as temperaturas extremas a também serem um fato visto que se podem aproximar dos 3.000 graus Celsius.

Acontece que estas temperaturas extremas foram um dos factores mais preocupantes para os engenheiros da NASA no período entre a Artemis I (2022) e esta nova missão lunar. Conta a CNN que, no regresso da Artemis I, foram identificadas no escudo térmico da cápsula Orion algumas marcas e fissuras com as quais não estavam a contar.

Notícias ao Minuto
Miguel Patinha Dias
10.04.2026

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33: Tripulação da Artemis II regressa à Terra depois de ter batido o recorde de voo lunar

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Os quatro astronautas Artemis II da NASA estão a caminho de casa depois de terem completado com êxito um voo lunar que os levou a viajar mais profundamente no espaço do que qualquer outro ser humano.

Conhecida como uma trajectória lunar de regresso livre, esta rota sem paragens para aterrar tira partido da gravidade da Terra e da Lua, reduzindo a necessidade de combustível. É um oito celestial que colocou os astronautas na rota de regresso a casa assim que saíram de trás da lua na segunda-feira à noite.

O controlo da missão da NASA em Houston recuperou o contacto com a tripulação depois de terem perdido temporariamente o sinal durante cerca de 40 minutos, quando a nave espacial passou por trás do satélite natural da Terra.

A perda temporária de comunicação era esperada, uma vez que a nave Artemis II passou para fora da linha de visão directa da Terra, atrás do lado mais distante da lua.

“É tão bom voltar a ouvir a Terra”, disse a astronauta Christina Koch, quando os tripulantes puderam voltar a falar com os humanos no seu planeta natal.

“Escolheremos sempre a Terra, escolher-nos-emos sempre uns aos outros”.

A nave espacial Orion, a Terra e a Lua são vistas a partir de uma câmara enquanto a tripulação e a nave espacial Artemis II viajam mais longe no Espaço, segunda-feira, 6 de Abril de 2026.
NASA via AP

Depois de recuperarem o contacto com o controlo da missão, observaram também um eclipse solar total, com a Lua a bloquear brevemente o Sol da vista da tripulação, revelando a pálida atmosfera exterior da estrela.

“Ficámos com uma sensação de ficção científica. Parece irreal”, disse o piloto Victor Glover enquanto os astronautas observavam o eclipse.

A equipa da Artemis II bateu o recorde de distância estabelecido pela missão Apollo 13 de 1970, que se esperava que ultrapassasse em 6.606 quilómetros quando atingissem a distância mais distante da Terra prevista para a viagem: 406.778 quilómetros.

Esta imagem fornecida pela NASA segunda-feira, 6 de Abril de 2026, mostra a Lua, o lado próximo (o hemisfério que vemos da Terra) visível no lado direito do disco.
NASA via AP

O presidente dos EUA, Donald Trump, telefonou e felicitou os astronautas da Artemis que circulam na Lua por terem feito “história”, dizendo-lhes que “deixaram toda a América realmente orgulhosa, incrivelmente orgulhosa”.

“São realmente pioneiros dos tempos modernos, todos vós”, disse Trump.

Observações lunares

Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen passaram horas a enviar observações pormenorizadas da Lua à medida que a contornavam.

“É impressionante o que se pode ver a olho nu da Lua neste momento. É simplesmente inacreditável”, disse pelo rádio o astronauta canadiano Hansen, que desafiou “esta geração e a próxima a certificarem-se de que este recorde não perdure por muito tempo”.

A tarefa de mais de seis horas de observação e documentação da superfície lunar trouxe a perspectiva humana para características da Lua que conhecemos principalmente através de fotografias tiradas por robots.

Victor Glover descreveu em pormenor a fronteira da Lua entre a noite e o dia, também chamada de “terminador”. “Uau, quem me dera ter mais tempo para me sentar aqui e descrever o que estou a ver”, disse, antes de criar um retrato vivido para os cientistas que o ouviam da Terra.

“Mas o terminador neste momento é simplesmente fantástico. É o mais robusto que já vi, do ponto de vista da iluminação”.

O comandante da Artemis II e astronauta da NASA, Reid Wiseman, olha para a Lua através de uma das janelas da cabina principal da nave espacial Orion, antes do voo lunar da tripulação a 6 de Abril de 2026.
NASA via AP

Kelsey Young, a cientista principal da missão Artemis II, respondeu com entusiasmo. “Meu Deus, foi um quadro espantoso que acabaram de pintar”, disse ela.

“Este tipo de observações são coisas para as quais os seres humanos são capazes de contribuir de forma única, e vocês trouxeram-nos convosco”.

Entretanto, a colega astronauta Christina Koch apresentou uma imagem colorida das crateras lunares.

“O aspecto real é o de um abajour com pequenos buracos e a luz a brilhar através deles”, disse. “São tão brilhantes quando comparadas com o resto da Lua”.

Jeremy Hansen, especialista da missão Artemis II, faz a barba no interior da nave espacial Orion durante o quinto dia de voo e antes do voo lunar da tripulação, segunda-feira, 6 de Abril de 2026.
NASA via AP

Antes de começar, pediram autorização para dar um nome a duas crateras brilhantes e acabadas de esculpir. Sugeriram Integrity, o nome da sua cápsula, e Carroll, a mulher do comandante Wiseman, que morreu de cancro em 2020.

Wiseman chorou quando Hansen fez o pedido ao Controlo da Missão, e os quatro astronautas abraçaram-se em lágrimas.

A Artemis II é a primeira missão lunar de astronautas da NASA desde a Apollo 17 em 1972. Prepara o terreno para a Artemis III do próximo ano, em que outra tripulação da Orion praticará a acoplagem com os veículos de aterragem lunar em órbita da Terra. A aterragem lunar de dois astronautas perto do polo sul da Lua seguir-se-á na Artemis IV, em 2028.

Euronews
Emma De Ruiter
07.04.2026

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32: Astronautas da Artemis II vêem parte oculta da Lua

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Divulgada imagem em que se observa a Bacia de Orientale, a primeira vez que é vista na totalidade por olhos humanos, diz a NASA.

Bacia de Orientale na extremidade direita da lua.Foto: NASA

Os astronautas da Artemis II estão agora a mais de meio caminho da Lua e já vislumbraram o lado oculto lunar. Numa entrevista à NBC News a partir do espaço, a astronauta da NASA Christina Koch disse que viu a Lua pela janela da cápsula Orion e percebeu que tinha um aspecto diferente daquele a que estava habituada a ver a partir da Terra.

“As partes mais escuras simplesmente não estão exactamente no sítio certo”, disse ela à NBC News. “Aquele é o lado oculto. É algo que nunca vimos antes”, afirmou.

Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen.Foto: NASA

Neste quinto dia de missão, a NASA divulgou uma imagem da lua em que se vê a Bacia de Orientale, sendo a primeira vez que esta formação geológica é observada na totalidade por olhos humanos, diz a organização.

A missão Artemis II arrancou na quarta-feira, 1 de Abril, com quatro astronautas a bordo: Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista de missão) e Jeremy Hansen (especialista de missão, da Agência Espacial Canadiana). Esta é a primeira missão tripulada do programa Artemis que leva humanos a aproximarem-se da lua em mais de 50 anos.

Diário de Notícias
Carla Alves Ribeiro
05.04.2026

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31: Astronautas da Artemis II relatam aproximação à Lua: “Está a ficar maior”

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Tripulação destaca novas imagens da superfície lunar e descreve a Terra já distante no terceiro dia de missão. “Metade do caminho”, sublinha NASA.

Foto: Nasa/X

A missão Artemis II entrou no terceiro dia com a tripulação a relatar a aproximação progressiva à Lua, visível e cada vez maior a partir da cápsula Orion. “Está definitivamente a ficar maior”, afirmou o astronauta Victor Glover, numa actualização da missão divulgada este sábado, 4 de Abril.

Segundo a NASA, os astronautas já conseguiram captar imagens detalhadas da superfície lunar durante a viagem, incluindo formações de grande escala. Ao mesmo tempo, a Terra começa a perder protagonismo no campo de visão, surgindo mais pequena à medida que a nave se afasta.

A mudança de perspectiva foi também sublinhada por Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana, que descreveu a experiência como “fenomenal”. O astronauta destacou a rapidez com que o enquadramento visual se altera ao longo da viagem, com o planeta a tornar-se distante poucas horas após a partida.

 

Lançada na última quarta-feira, 1 de Abril, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Florida, a Artemis II representa o primeiro voo tripulado além da órbita terrestre desde 1972. A missão, com duração prevista de cerca de dez dias, inclui um sobrevoo da Lua antes do regresso à Terra.

Sem prever alunagem, a operação tem como objectivo testar sistemas essenciais da nave Orion em condições reais de espaço profundo, preparando futuras missões do programa Artemis, que visam o regresso de astronautas à superfície lunar nos próximos anos. O regresso está previsto para 10 de Abril, com chegada no oceano Pacífico.

Diário de Notícias
Nuno Tibiriçá
04.04.2026

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30: E ao terceiro dia de missão, astronautas da Artemis II enfrentam avaria na eliminação de dejectos na sanita

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A urina ficou congelada e impedia que fosse expelida para fora da cápsula. Os controladores da missão em Terra acabaram por resolver o problema, pelo menos para já…

FOTO: NASA

Os quatro astronautas da Artemis II que estão em missão pelo espaço, a caminho da Lua, enfrentaram na manhã deste sábado, 4 de Abril, um problema com a sanita da cápsula Orion, de 5 metros de diâmetro.

“O problema está na eliminação dos dejectos da sanita”, disse Judd Frieling, director de voo, acrescentando que provavelmente havia “urina congelada na linha de ventilação”.

A avaria estava a tentar ser resolvida pelos controladores da missão numa altura em que os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial do Canadá ainda estavam a dormir, a quase 320.000 quilómetros da Terra.

 

E às 15h30 (horário da costa leste dos EUA, 20h30 em Lisboa) os controladores da missão arranjaram uma solução que passava por aquecer o cano congelado, girando depois a cápsula para que a urina congelada fosse exposta ao sol. O canal foi então desobstruído, permitindo que o sistema de gestão de resíduos a expelisse para fora da cápsula. E assim a casa de banho voltou a ficar operacional para os astronautas.

Esta não é a primeira vez que aquela casa de banho dá problemas, uma vez que pouco depois do lançamento no Centro Espacial Kennedy da NASA, na Florida, a tripulação percebeu que a bomba da sanita não estava a funcionar.

Contudo, o problema teve uma solução relativamente simples: os astronautas apenas não tinham colocado água suficiente para escorvar a bomba.

Refira-se que estas bombas são importantes porque auxiliam a remoção de dejectos , uma vez que no espaço, não há gravidade para auxiliar essas expulsões.

Diário de Notícias
Carlos Nogueira
04.04.2026

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28: Astronautas da Artemis II a caminho da Lua

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Os astronautas da missão Artemis II da NASA levantaram voo e preparam-se para o primeiro “flyby” tripulado pela Lua em mais de 50 anos.

O SLS (Space Launch System) foi lançado com a tripulação da Artemis II a bordo da nave espacial Orion no dia 1 de Abril de 2026, a partir do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Florida.
Crédito: NASA/Bill Ingalls

O foguetão SLS (Space Launch System) da NASA descolou da plataforma de lançamento 39B no Centro Espacial Kennedy da agência, no estado norte-americano da Florida, às 06:35 p.m. hora local (23:35, hora portuguesa) de quarta-feira, enviando quatro astronautas a bordo da nave espacial Orion numa viagem de teste planeada em torno da Lua e de regresso.

“O lançamento de hoje marca um momento decisivo para a nossa nação e para todos aqueles que acreditam na exploração. A Artemis II baseia-se na visão estabelecida pelo Presidente Donald J. Trump, levando a humanidade de volta à Lua pela primeira vez em mais de 50 anos e abrindo o próximo capítulo da exploração lunar para além do programa Apollo.

A bordo da Orion estão quatro exploradores notáveis a preparar-se para o primeiro voo tripulado deste foguetão e nave espacial, uma verdadeira missão de teste que os levará mais longe e mais rápido do que qualquer ser humano nesta geração”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman. “A Artemis II é o início de algo maior do que qualquer missão isolada. Marca o nosso regresso à Lua, não apenas para visitar, mas para eventualmente permanecer na nossa Base Lunar, e lança os suportes para os próximos saltos gigantescos que se avizinham”.

O lançamento bem-sucedido é o início de uma missão de aproximadamente 10 dias para os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o astronauta da CSA (Canadian Space Agency) Jeremy Hansen. Como a primeira missão tripulada do programa Artemis da NASA, entre os seus objectivos, o voo irá demonstrar pela primeira vez os sistemas de suporte de vida com tripulação e lançar as bases para uma presença duradoura na Lua, antecipando futuras missões a Marte.

Depois de chegar ao espaço, a Orion desdobrou os seus painéis solares, permitindo que a nave recebesse energia do Sol, enquanto a tripulação e os engenheiros no solo começaram imediatamente a transição da nave das operações de lançamento para as de voo, a fim de iniciar a verificação dos sistemas essenciais.

“A missão Artemis II é um voo de teste, e o teste acaba de começar. A equipa que construiu este veículo, o reparou e o preparou para o voo deu à nossa tripulação a máquina de que precisam para provar do que é capaz”, afirmou o Administrador Associado da NASA, Amit Kshatriya. “Nos próximos 10 dias, Reid, Victor, Christina e Jeremy irão testar a Orion ao máximo para que as tripulações que se lhes seguirem possam ir à superfície da Lua com confiança. É apenas uma missão de uma longa campanha, e o trabalho que temos pela frente é maior do que o trabalho que já está para trás”.

Cerca de 49 minutos após o início do voo de teste, o estágio superior do foguetão SLS accionou-se para colocar a Orion numa órbita elíptica à volta da Terra. Uma segunda ignição planeada pelo estágio impulsionou a Orion, a que a tripulação deu o nome de “Integrity”, para uma órbita terrestre elevada que se estende cerca de 74.000 km além da Terra. Após a ignição, a Orion separou-se do estágio, voando livremente por conta própria.

Seguidamente, um anel situado no estágio superior do foguetão, que se encontrava a uma distância segura da nave espacial, lançou quatro CubeSats – quatro pequenos satélites da Argentina, Alemanha, Coreia do Sul e Arábia Saudita – para realizar investigações científicas e demonstrações tecnológicas.

A nave espacial permaneceu em órbita terrestre alta durante cerca de um dia, onde a tripulação realizou uma demonstração de pilotagem manual para testar as capacidades de manobra da Orion. Os astronautas, em conjunto com as equipas do Centro de Controlo da Missão no Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, continuarão a verificar os sistemas da nave espacial.

Os controladores da missão deram ao módulo de serviço da Orion, de fabrico europeu, um comando para realizar a manobra de injecção translunar ontem, quinta-feira, 2 de Abril. Esta manobra consiste numa ignição de aproximadamente seis minutos para colocar a nave espacial numa trajectória que levará simultaneamente a tripulação à volta da Lua, enquanto aproveita a gravidade lunar para os impulsionar de volta à Terra.

Durante uma aproximação lunar planeada com a duração de várias horas, na segunda-feira, 6 de Abril, os astronautas irão tirar fotografias e fazer observações da superfície lunar, sendo as primeiras pessoas a contemplar algumas áreas do lado oculto. Embora o lado oculto da Lua esteja apenas parcialmente iluminado durante a aproximação, as condições deverão criar sombras que se estendem pela superfície, realçando o relevo e revelando profundidade, cristas, encostas e orlas de crateras que são frequentemente difíceis de detectar sob iluminação total.

As observações da tripulação e outras investigações científicas relacionadas com a saúde humana durante a missão, como o AVATAR, contribuirão para o conhecimento científico em futuras missões lunares.

Após uma aproximação lunar bem-sucedida, os astronautas regressarão à Terra caindo no Oceano Pacífico.

A NASA planeia enviar astronautas do programa Artemis em missões cada vez mais difíceis para explorar mais da Lua, com vista a descobertas científicas, benefícios económicos e para construir as bases para as primeiras missões tripuladas a Marte.

Depois de chegar ao espaço, a Orion desdobrou os seus painéis solares, permitindo que a nave recebesse energia do Sol, enquanto a tripulação e os engenheiros no solo começaram imediatamente a transição da nave das operações de lançamento para as de voo, a fim de iniciar a verificação dos sistemas essenciais.

“A missão Artemis II é um voo de teste, e o teste acaba de começar. A equipa que construiu este veículo, o reparou e o preparou para o voo deu à nossa tripulação a máquina de que precisam para provar do que é capaz”, afirmou o Administrador Associado da NASA, Amit Kshatriya. “Nos próximos 10 dias, Reid, Victor, Christina e Jeremy irão testar a Orion ao máximo para que as tripulações que se lhes seguirem possam ir à superfície da Lua com confiança. É apenas uma missão de uma longa campanha, e o trabalho que temos pela frente é maior do que o trabalho que já está para trás”.

Cerca de 49 minutos após o início do voo de teste, o estágio superior do foguetão SLS accionou-se para colocar a Orion numa órbita elíptica à volta da Terra. Uma segunda ignição planeada pelo estágio impulsionou a Orion, a que a tripulação deu o nome de “Integrity”, para uma órbita terrestre elevada que se estende cerca de 74.000 km além da Terra. Após a ignição, a Orion separou-se do estágio, voando livremente por conta própria.

Seguidamente, um anel situado no estágio superior do foguetão, que se encontrava a uma distância segura da nave espacial, lançou quatro CubeSats – quatro pequenos satélites da Argentina, Alemanha, Coreia do Sul e Arábia Saudita – para realizar investigações científicas e demonstrações tecnológicas.

A nave espacial permaneceu em órbita terrestre alta durante cerca de um dia, onde a tripulação realizou uma demonstração de pilotagem manual para testar as capacidades de manobra da Orion. Os astronautas, em conjunto com as equipas do Centro de Controlo da Missão no Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, continuarão a verificar os sistemas da nave espacial.

Os controladores da missão deram ao módulo de serviço da Orion, de fabrico europeu, um comando para realizar a manobra de injecção translunar ontem, quinta-feira, 2 de abril. Esta manobra consiste numa ignição de aproximadamente seis minutos para colocar a nave espacial numa trajectória que levará simultaneamente a tripulação à volta da Lua, enquanto aproveita a gravidade lunar para os impulsionar de volta à Terra.

Durante uma aproximação lunar planeada com a duração de várias horas, na segunda-feira, 6 de Abril, os astronautas irão tirar fotografias e fazer observações da superfície lunar, sendo as primeiras pessoas a contemplar algumas áreas do lado oculto. Embora o lado oculto da Lua esteja apenas parcialmente iluminado durante a aproximação, as condições deverão criar sombras que se estendem pela superfície, realçando o relevo e revelando profundidade, cristas, encostas e orlas de crateras que são frequentemente difíceis de detectar sob iluminação total.

As observações da tripulação e outras investigações científicas relacionadas com a saúde humana durante a missão, como o AVATAR, contribuirão para o conhecimento científico em futuras missões lunares.

Após uma aproximação lunar bem-sucedida, os astronautas regressarão à Terra caindo no Oceano Pacífico.

A NASA planeia enviar astronautas do programa Artemis em missões cada vez mais difíceis para explorar mais da Lua, com vista a descobertas científicas, benefícios económicos e para construir as bases para as primeiras missões tripuladas a Marte.

// NASA (comunicado de imprensa)
CCVALG

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24: Vídeo. Artemis II: Acompanhe aqui em directo a partida para o regresso da humanidade à Lua

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Quatro astronautas preparam-se para fazer história na primeira missão tripulada do programa Artemis. A descolagem está prevista para as 23h24 (hora de Lisboa).

Artemis pronta para ser lançada.CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH / EPA

Cinquenta e três anos depois da última missão Apollo, a NASA está prestes a lançar a Artemis II, marcando o início de uma nova era na exploração espacial.

O foguetão Space Launch System (SLS), com a cápsula Orion, encontram-se na rampa 39B do Centro Espacial Kennedy, na Florida, com todos os sistemas a postos para o momento histórico.

O processo de abastecimento dos depósitos com hidrogénio e oxigénio líquidos foi concluído com sucesso, esta quarta-feira, 1 de Abril. A equipa de meteorologia confirmou também uma probabilidade de 80% de condições favoráveis para o lançamento dentro da janela de duas horas que se abre esta noite.

A bordo seguem os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, que realizarão uma viagem de 10 dias em redor da Lua para testar todos os sistemas de suporte de vida antes do futuro desembarque na superfície lunar.

Pode acompanhar toda a emissão em directo através do reprodutor abaixo ou nos canais oficiais da NASA e da ESA. A transmissão oficial já começou, cobrindo os últimos preparativos da tripulação e a contagem decrescente final.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira
01.04.2026

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🇵🇹 Aqui escreve-se em Português de Portugal (não adulterado), pré-AO 🇵🇹

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Webdesigner, Computer Networks and Systems, Programmer, Astronomer, Photographer, Blogger, Culinary Cook, Certificate Microsoft Network Server, Administrative and Financial Manager, IA, Scientific Researcher, Digital Content Performer, Musician: Spanish Classical Viola, Double Bass, Vocalist and Drummer

published in: 4 semanas ago

 

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