5: ALMA detecta uma grande abundância de álcool no cometa interestelar 3I/ATLAS

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Uma representação artística do 3I/ATLAS ao passar perto do Sol, iluminando um lado do cometa. No lado do cometa mais próximo do Sol, o gás metanol é mostrado a azul, com grãos de poeira gelada ainda presentes no gás. No lado escuro do cometa, o cianeto de hidrogénio é mostrado a laranja.
Crédito: NSF/AUI/NRAO da NSF/M.Weiss

O cometa 3I/ATLAS continua a ser notícia, graças às novas descobertas dos astrónomos que utilizam o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Esta nova investigação revela que o 3I/ATLAS contém uma quantidade invulgarmente grande da molécula orgânica metanol – mais do que quase todos os cometas conhecidos no nosso Sistema Solar.

“Observar o 3I/ATLAS é como tirar uma impressão digital de outro sistema solar”, partilha Nathan Roth, autor principal desta investigação e professor da American University. “Os detalhes revelam de que é feito, e está repleto de metanol de uma forma que normalmente não vemos nos cometas do nosso Sistema Solar”.

Usando o ACA (Atacama Compact Array) do ALMA no Chile, em várias datas no final de 2025, a equipa observou o cometa 3I/ATLAS quando se aproximava do nosso Sol. À medida que a luz solar aquecia a sua superfície gelada, o 3I/ATLAS libertava gás e poeira, formando um halo brilhante (ou cabeleira) em torno do seu núcleo. Ao analisar esta cabeleira, os astrónomos revelaram as impressões digitais químicas do material que a compõe, permitindo-lhes estudar como os objectos podem ser formados noutro sistema planetário, sem sair do nosso.

A equipa concentrou-se nas fracas impressões digitais sub-milimétricas de duas moléculas: metanol (CH₃OH), um tipo de álcool, e cianeto de hidrogénio (HCN), uma molécula orgânica que contém azoto, comum em cometas. Os dados do ALMA revelam que o 3I/ATLAS é fortemente enriquecido em metanol em comparação com o cianeto de hidrogénio, muito além do que é normalmente observado em cometas nascidos no nosso próprio Sistema Solar. Em duas datas de observação, a equipa mediu proporções de metanol para HCN de cerca de 70 e 120, colocando o 3I/ATLAS entre os cometas do Sistema Solar mais ricos em metanol já estudados.

Estas medições sugerem que o material gelado do 3I/ATLAS foi formado por (ou passou por) condições muito diferentes daquelas que moldam a maioria dos cometas do nosso Sistema Solar. Trabalhos anteriores com o Telescópio Espacial James Webb mostraram que o 3I/ATLAS tinha uma cabeleira dominada por dióxido de carbono quando estava longe do Sol, e estes novos resultados do ALMA acrescentam o metanol como outro detalhe invulgar do seu inventário químico.

A alta resolução do ALMA também permitiu à equipa ver como diferentes moléculas se afastam do cometa, revelando diferenças surpreendentes entre o metanol e o cianeto de hidrogénio. O cianeto de hidrogénio parece vir, em grande parte, directamente do núcleo do cometa, o que é típico dos cometas do nosso Sistema Solar. O metanol, por outro lado, parece vir tanto do núcleo quanto das partículas de gelo na cabeleira.

Estes minúsculos grãos gelados actuam como mini-cometas: à medida que o objecto se aproxima do Sol, onde o gelo se transforma em gás, eles também libertam metanol. Um comportamento semelhante foi observado nalguns cometas do Sistema Solar, mas esta é a primeira vez que é detalhada, em tão grande pormenor, a física da desgaseificação num objecto interestelar.

O cometa 3I/ATLAS é apenas o terceiro objecto confirmado já visto a passar pelo nosso Sistema Solar oriundo do espaço interestelar, depois do 1I/’Oumuamua e do 2I/Borisov. As observações destes objectos também revelaram propriedades invulgares. À medida que os astrónomos continuam a descobrir e a estudar mais objectos interestelares, a nossa compreensão da formação de planetas noutros sistemas torna-se cada vez mais interessante.

// NRAO (comunicado de imprensa)
// Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)

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13.03.2026

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4: Astrónomos observam o nascimento de um magnetar numa super-nova superluminosa

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Impressão de artista de um magnetar rodeado por um disco de acreção que está a oscilar, ou sob o efeito de precessão, devido aos efeitos da relatividade geral. Alguns modelos de magnetares sugerem que jactos velozes de partículas carregadas emanam do magnetar ao longo do seu eixo de rotação.
Crédito: Joseph Farah e Curtis McCully/LCO

Os astrónomos observaram pela primeira vez o nascimento de um magnetar – uma estrela de neutrões altamente magnetizada – e confirmaram que é a fonte de energia por trás de algumas das estrelas explosivas mais brilhantes do cosmos.

A descoberta corrobora uma teoria proposta por um físico da Universidade da Califórnia em Berkeley há 16 anos e estabelece um novo fenómeno nas estrelas em explosão: super-novas com um “chilrear” na sua curva de luz causado pela relatividade geral. O artigo científico que descreve o fenómeno foi publicado dia 11 de Março na revista Nature.

As super-novas super-luminosas – que podem ser 10 ou mais vezes mais brilhantes do que as super-novas comuns – intrigam os astrónomos desde a sua descoberta no início da década de 2000. Pensava-se que resultavam da explosão de estrelas muito massivas, talvez com 25 vezes a massa do nosso sol, mas elas permanecem brilhantes por muito mais tempo do que seria de esperar quando o núcleo de ferro de uma estrela colapsa e as suas camadas externas são subsequentemente expelidas.

Em 2010, Dan Kasen, agora astrofísico teórico e professor de física na Universidade da Califórnia em Berkeley, foi o primeiro a propor que um magnetar estava a alimentar o brilho duradouro. De acordo com a teoria, co-autoria de Lars Bildsten e sugerida independentemente por Stanford Woosley, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, quando uma estrela massiva entra em colapso no final da sua vida, esmaga grande parte da sua massa numa estrela de neutrões muito compacta – um destino que fica um pouco aquém do colapso num buraco negro.

Se a estrela tivesse originalmente um campo magnético muito forte, este teria sido ampliado durante a formação do magnetar, produzindo um campo 100 a 1000 vezes mais forte do que o das normais estrelas de neutrões com elevada rotação – os chamados pulsares. Os pulsares e os seus irmãos e altamente magnetizados, os magnetares, têm apenas cerca de 16 km de diâmetro, mas, na sua juventude, podem girar mais de 1000 vezes por segundo.

À medida que o magnetar gira, o campo magnético pode acelerar partículas carregadas que colidem com os detritos da super-nova em expansão, aumentando o seu brilho. Pensa-se também que os magnetares sejam a fonte das FRBs (“fast radio bursts”, o que em português significa rajadas rápidas de rádio).

O estudante Joseph Farah, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara e do LCO (Las Cumbres Observatory), confirmou a ligação entre os magnetares e as super-novas super-luminosas do Tipo I (SLSNe-I) após analisar dados de uma super-nova de 2024 chamada SN 2024afav. No artigo científico da Nature, Farah e os seus colegas propuseram uma explicação relativística para os invulgares picos na curva de luz desta super-nova – o que eles chamam de “chilrear” – que a ligam conclusivamente a um magnetar.

“O que é realmente empolgante é que esta é uma evidência definitiva da formação de um magnetar como resultado do colapso do núcleo de uma super-nova super-luminosa”, disse Alex Filippenko, ilustre professor de astronomia da UC Berkeley, co-autor do artigo científico.

“A base do modelo de Dan Kasen e Stan Woosley é que tudo o que precisamos é da energia do magnetar nas profundezas e uma boa parte dela será absorvida, e isso explica a razão do objecto ser super-luminoso. O que não havia sido demonstrado era que um magnetar realmente se formou no meio da super-nova, e é isso que o artigo científico do Joseph mostra”.

“Durante anos, a ideia do magnetar parecia quase um truque de magia por parte dos teóricos – esconder um motor poderoso por trás de camadas de detritos de uma super-nova”, disse Kasen. “Era uma explicação natural para o brilho extraordinário destas explosões, mas não podíamos vê-lo directamente. O ‘chilrear’ neste sinal da super-nova é como se esse motor abrisse a cortina e revelasse que realmente existe”.

Descoberta distante

Após a descoberta de SN 2024afav em Dezembro de 2024, o LCO – uma rede de 27 telescópios espalhados por todo o mundo – rastreou-a e mediu o seu brilho por mais de 200 dias. A estrela em explosão estava localizada a cerca de mil milhões de anos-luz da Terra.

Farah, trabalhando com o astrónomo Andy Howell da UCSB, percebeu que, após atingir o pico do brilho cerca de 50 dias após a explosão, não desapareceu gradualmente como as super-novas típicas. Em vez disso, o seu brilho oscilou lentamente para baixo, com o período das oscilações a encurtar gradualmente, produzindo uma série de quatro picos. Ele comparou isto a um som que aumenta gradualmente em frequência, muito parecido com o chilrear de um pássaro.

Sabia-se que as super-novas super-luminosas anteriores apresentavam alguns picos na sua curva de luz em decaimento, o que alguns interpretaram como o choque da super-nova a colidir com camadas de gás acumuladas em torno da estrela, iluminando-a brevemente. Mas ninguém tinha observado quatro picos.

De acordo com o modelo de Farah, algum material da explosão de SN 2024afav caiu de volta em direcção ao magnetar, formando um disco de matéria chamado disco de acreção. Como é improvável que o material em redor do magnetar seja simétrico, o disco de acreção também não seria simétrico em torno da estrela de neutrões, levando a um desalinhamento do eixo de rotação do magnetar e do eixo de rotação do disco de acreção.

Tendo em conta que a relatividade geral afirma que uma massa em rotação arrasta o espaço-tempo consigo, o magnetar em rotação produziria um efeito conhecido como precessão de Lense-Thirring, ou seja, faria com que o disco desalinhado oscilasse. Um disco oscilante poderia bloquear e reflectir periodicamente a luz do magnetar, transformando todo o sistema num farol cósmico intermitente.

O tempo para que isso se repita diminui com o raio do disco, de modo que, à medida que o disco se desloca em direcção ao magnetar, ele oscila mais rapidamente, fazendo com que a luz oscile mais rapidamente à medida que se desvanece, criando o “chilrear” observado pelos telescópios na Terra.

O brilho da super-nova SN 2024afav, conforme registado ao longo do tempo por três telescópios diferentes, incluindo o LCO. Após atingir o pico de brilho, a super-nova ficou mais fraca, mas apresentou vários picos de brilho com períodos cada vez mais curtos. Os investigadores referiram-se a esta frequência crescente como um chilrear. O modelo de um magnetar com um disco de acreção que oscila devido a efeitos relativísticos é o que melhor se ajusta às curvas de luz (linhas coloridas sólidas que ligam os pontos, pontos estes que representam medições individuais do brilho).
Crédito: Joseph Farah et al

“Testámos várias ideias, incluindo efeitos puramente newtonianos e precessão impulsionada pelos campos magnéticos do magnetar, mas apenas a precessão de Lense-Thirring correspondia perfeitamente ao ritmo”, disse Farah. “É a primeira vez que a relatividade geral é necessária para descrever a mecânica de uma super-nova”.

Os astrónomos também usaram dados observacionais para estimar o período de rotação da estrela de neutrões – 4,2 milissegundos – e o campo magnético: cerca de 300 biliões de vezes o da Terra. Ambos são características marcantes de um magnetar.

“Acho que o Joseph encontrou a prova irrefutável”, disse Howell, cientista sénior do LCO e professor adjunto de física da UCSB. “Ele relacionou as oscilações com o modelo do magnetar e explicou tudo com a teoria mais comprovada da astrofísica – a relatividade geral. É incrivelmente elegante”.

Filippenko acrescentou: “É sempre emocionante ver um efeito claro da teoria da relatividade geral de Einstein, mas vê-lo pela primeira vez numa super-nova é especialmente gratificante”.

Filippenko alertou que a conclusão de Farah não significa que todas as super-novas super-luminosas sejam alimentadas por magnetares. Há também uma teoria alternativa: que a onda de choque da explosão estelar atinge o material que a rodeia, aumentando um pouco o seu brilho. Além disso, Kasen propôs que, se o colapso do núcleo de uma estrela resultar num buraco negro, isso também poderia alimentar uma super-nova mais brilhante e, se tivesse um disco de acreção desalinhado, produzir oscilações na curva de luz.

“Não sabemos que fracção das super-novas super-luminosas do tipo I pode ser alimentada por material circunstelar, mas é definitivamente uma fracção mais pequena do que pensávamos anteriormente, porque esta descoberta explica claramente algumas delas”, disse Filippenko.

Farah espera encontrar dúzias destas super-novas “chilreantes” à medida que o Observatório Vera C. Rubin se prepara para entrar em operação e dar início ao mais compreensivo levantamento do céu noturno até à data.

“Esta é a coisa mais excitante da qual já tive o privilégio de fazer parte – é a ciência com que sonhei quando era criança”, disse Farah. “É o Universo a dizer-nos, em voz alta e cara a cara, que ainda não o compreendemos totalmente, e a desafiar-nos para o explicar”.

// Universidade da Califórnia em Berkeley (comunicado de imprensa)
// Universidade da Califórnia em Santa Barbara (comunicado de imprensa)
// LCO (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature)
// Artigo científico (arXiv)

CCVALG
13.03.2026

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3: Estranha explosão cósmica, causada pela colisão de galáxias, lança luz sobre elementos pesados

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Esta ilustração mostra a colisão de dois grupos de galáxias, com caudas de gás e poeira azuis a estender-se no espaço e pequenas galáxias alaranjadas ao longo dessas caudas. Na inserção do Chandra e do Hubble, uma galáxia muito ténue aparece envolta numa corrente de gás, enquanto um brilho azul indica raios X produzidos pela colisão de duas estrelas de neutrões, evento que gerou elementos pesados como ouro e platina.
Crédito: raios X – NASA/CXC/Universidade do Estado da Pensilvânia/S. Dichiara; infravermelho – NASA/ESA/STScI; ilustração – ERC BHianca 2026/Fortuna e Dichiara; processamento – NASA/CXC/SAO/P. Edmonds

De acordo com uma equipa internacional de astrónomos liderada por cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, EUA, um flash de energia recentemente detectado parece ter sido emanado dos destroços de galáxias em colisão. A explosão, conhecida como GRB 230906A, foi provavelmente causada pela colisão de duas estrelas de neutrões há centenas de milhões de anos e agora está a lançar luz sobre como o Universo cria alguns dos seus elementos mais pesados.

O sinal, detectado pela primeira vez pelo satélite Fermi da NASA em Setembro de 2023, pertencia a uma classe peculiar de explosões curtas de raios gama, explosões tão poderosas que ofuscam brevemente galáxias inteiras. Estas explosões ocorrem quando duas estrelas de neutrões – remanescentes mortos de estrelas massivas – espiralam uma em direcção à outra e colidem, libertando uma grande quantidade de energia e forjando elementos pesados como ouro e platina, explicou Simone Dichiara, professor assistente de astronomia e astrofísica na Penn State e autor principal de um artigo científico acerca da descoberta publicado no passado dia 10 de Março na revista The Astrophysical Journal Letters.

Usando o Observatório de Raios X Chandra e o Telescópio Espacial Hubble, os investigadores localizaram a explosão numa galáxia fraca que parece fazer parte de um grupo maior a cerca de 8,5 mil milhões de anos-luz de distância. Este grupo está a passar por uma fusão cósmica – galáxias colidindo e interagindo, estimulando a formação estelar.

A explosão ocorreu no campo de detritos desta colisão galáctica, um longo e fino fluxo de estrelas e gás que se estende pelo espaço. Quando as galáxias interagem, a gravidade faz com que se atraiam mutuamente com tanta força que material como estrelas, poeira e gás são esticados para o espaço, formando uma estrutura semelhante a uma cauda que os cientistas chamam de “cauda de maré”.

“Isto pode ser uma indicação de que a interacção de marés entre galáxias pode desencadear a formação estelar e duas estrelas de neutrões que evoluem a partir das novas estrelas podem acabar por se fundir, desencadeando estas grandes explosões e emissões energéticas que observamos”, afirmou Dichiara.

Acrescentou que tais explosões, também chamadas fusões de estrelas binárias compactas, geram emissões de quilonovas: halos brilhantes de luz que são um dos principais locais de produção de elementos pesados no Universo.

“Isto pode fornecer uma explicação natural para o motivo pelo qual vemos uma taxa superior de produção de elementos pesados no halo das galáxias em interacção”, disse.

A equipa afirma suspeitar que as estrelas de neutrões que colidiram nasceram durante uma onda de formação estelar desencadeada pela fusão galáctica há cerca de 700 milhões de anos. A sua eventual colisão não só produziu a poderosa explosão de raios gama detectada pelos investigadores, como também espalhou elementos pesados recém-formados para o espaço circundante.

“Nós tivemos uma rara oportunidade de ver como a destruição pode ser catalisador da criação”, disse Jane Charlton, professora de astronomia e astrofísica na Penn State e co-autora do artigo científico. “O ouro que temos na Terra foi produzido num evento explosivo desta natureza. Os elementos pesados no nosso corpo, como o ferro, por exemplo, vêm de cerca de 10.000 estrelas da nossa Galáxia que morreram. Demorou milhares de milhões de anos, mas esse ferro persistiu na Terra e, à medida que os nossos corpos se formaram e evoluíram, utilizaram esse material”.

Charlton disse que os resultados da equipa sublinham como as interacções violentas entre galáxias podem preparar o terreno para eventos cósmicos poderosos que podem alterar a composição dos elementos no Universo. Ela também salientou a importância das imagens de raios X. Sem o Observatório de Raios X Chandra, a ténue galáxia hospedeira poderia ter sido totalmente ignorada.

Por agora, a distância exacta da explosão permanece incerta. Pode estar ainda mais distante, tornando-se uma das explosões curtas de raios gama mais distantes já registadas. Observações futuras com telescópios de próxima geração podem resolver a questão, disse Charlton.

“É muito comum que as galáxias tenham vizinhas. Isso não é nada invulgar, mas que elas colidam, é”, disse. “A nossa própria Galáxia, a Via Láctea, tem uma vizinha, a galáxia de Andrómeda, e daqui a quatro ou cinco mil milhões de anos vai fundir-se com a Via Láctea. Estas colisões entre estrelas de neutrões poderão acontecer, e poderão formar-se caudas de maré, espalhando elementos pesados e enriquecendo o Universo”.

// Universidade do Estado da Pensilvânia (comunicado de imprensa)
// NASA (comunicado de imprensa)
// Chandra/Harvard (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)

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