Depois de um fim de semana de sol, Portugal acordou na manhã desta segunda-feira, 2 de Março, com o céu cinzento. É sinal de que está próxima a depressão Regina, que vai afectar o país a partir da tarde desta segunda-feira com chuva e vento, particularmente nas regiões Centro e Sul do país.
Como se a chuva e vento não bastassem, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as condições são favoráveis à ocorrência de trovoada a partir da tarde, em especial no Centro e Sul, e há ainda a possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela a partir da manhã.
Algo que também vai afectar o país esta segunda-feira são as poeiras do Chade, partículas finas de terra levantadas em zonas áridas de África que são transportadas pelos ventos para outros continentes e que podem irritar as vias respiratórias, particularmente devido à precipitação.
Quanto às temperaturas, as mínimas vão subir, já as máximas vão descer esta segunda-feira.
No meio de todo este cenário, menos sorte tem o arquipélago da Madeira, onde a depressão será mais sentida. Prevêem-se ventos fortes e lançam-se avisos quanto à agitação marítima e às rajadas que poderão afectar a circulação e as actividades ao ar livre.
A chuva, que está de regresso, vai manter-se, pelo menos, até quinta-feira, 5 de Março, dia em que o IPMA prevê períodos de chuva ou aguaceiros, que poderão ser de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela no final do dia. Esperemos que o fim de semana traga melhores notícias.
No entanto, enquanto a chuva persistir, garante que tens alguns dos acessórios úteis que mostramos na galeria de imagens.
Evento La Niña pode criar condições neutras e, posteriormente, um evento de aquecimento El Niño. Em 2024, o El Niño teve um papel importante no recorde das temperaturas globais.
Fenómeno El Niño pode regressar: Organização Meteorológica Mundial prevê mais calor entre Março e Maio
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) da ONU alertou esta terça-feira para a probabilidade crescente de, no período de Maio a Julho, se repetir o fenómeno climático conhecido por El Niño.
De acordo com o último boletim trimestral da OMM, espera-se que o recente evento La Niña, de menor intensidade, dê lugar a condições neutras e, posteriormente, a um evento de aquecimento El Niño.
Com base nas previsões dos centros de produção globais da OMM, espera-se que as condições neutras – indicando a ausência de um evento El Niño ou La Niña – persistam até Julho.
Para o período de Maio a Julho, a probabilidade de condições neutras é, portanto, de 60%, “enquanto a probabilidade de um evento El Niño aumentou constantemente para cerca de 40%”, afirmou a OMM.
A incerteza em torno das previsões de longo prazo está a aumentar, acrescentou a organização.
Em Janeiro, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) estimou uma probabilidade de 50 a 60% de desenvolvimento do El Niño entre Julho e Setembro.
“A comunidade da OMM (Organização Meteorológica Mundial) vai monitorizar de perto a situação nos próximos meses para que se possam tomar de decisões”, comentou a Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo.
O último evento El Niño, ocorrido em 2023/24, foi um dos cinco mais intensos já registados e desempenhou um papel importante nas temperaturas globais recordes de 2024.
Um evento El Niño é caracterizado pelo aquecimento periódico e em larga escala das águas superficiais no Pacífico equatorial central e oriental, associado a mudanças na circulação atmosférica tropical, especificamente nos ventos, na pressão e nas chuvas. Geralmente, ele tem efeitos opostos aos da La Niña nos padrões climáticos e de precipitação.
De acordo com a OMM, para o período de Março a Maio, deve haver “um aumento nas temperaturas da superfície em todo o mundo”.
Em relação às previsões de precipitação, “o padrão esperado é semelhante ao de La Niña no Pacífico equatorial, mas em outras partes do mundo, o sinal é mais misto”.
A OMM reitera que “fenómenos climáticos naturais de grande escala, como El Niño e La Niña, fazem parte de um contexto mais amplo de mudanças climáticas antropogénicas, que estão a elevar as temperaturas globais a longo prazo, intensificando eventos climáticos extremos, alterando os padrões sazonais de precipitação e temperatura”.
O mundo como eu o conhecia está a morrer. Os valores em que acredito perderam relevância. O poder é exercido por homens indecentes e amorais. O mal ocupou o tabuleiro de jogo e não há incenso ou rezas capazes de afastar ogres com um bafo a enxofre e agonia.
Tenho quatro filhos, o meu optimismo foi sempre exacerbado e inconsciente, mas quando o penso, quando os penso nessa sua sede e fome de futuro e eternidade, preciso de encontrar uma forma de combater a profunda descrença no que vejo ou pressinto.
As guerras fazem parte do nosso menu. Algumas foram necessárias, em algumas o sangue derramado permitiu o progresso ou o fim do caos ou das ameaças de Apocalipse. O jogo continua e só terminará quando o último de nós fechar a porta, só que agora é um combate sem regras e imprevisível.
EPA / Abedin Taherkenareh
Já não há bons e maus. Justos e ímpios. Batoteiros e honestos. Progressistas e fanáticos. Democratas e fascistas. No tabuleiro que agora nos prende a atenção é tudo mau, são todos horríveis, não há ponta por onde se possa pegar, não há gente ou ideias em que possamos confiar ou por quem valha a pena morrer.
Os fanáticos religiosos xiitas têm de ser travados – quem pode duvidar da premissa? Mas quem os está a travar é menos fanático e menos perigoso? Se colocarmos cada uma das forças numa mão, que mão preferimos? A que está contaminada com autocratas que matam, torturam e aterrorizam em nome de Deus? Ou a que está ocupada por loucos varridos e criminosos de guerra? Que mundo é este? Lutamos por quem? Pelo quê? Contra quem?
Diário de Notícias
Luís Osório
Escritor, jornalista e cronista
02.03.2026
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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).
Prevê-se que uma massa de ar proveniente dos desertos do Norte de África, que transporta poeiras em suspensão, atravesse o território continental entre os dias 3 e 5 de março. Devido a este fenómeno, adverte a Direcção-Geral da Saúde, prevê-se “uma situação de fraca qualidade do ar no Continente, registando-se um aumento das concentrações de partículas inaláveis de origem natural no ar”.
Este poluente tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, crianças e idosos, cujos cuidados de saúde devem ser redobrados, sublinha a DGS em comunicado.
Para a população em geral, o conselho é evitar “esforços prolongados, limitar a actividade física ao ar livre e evitar a exposição a factores de risco”.
Em relação aos grupos mais vulneráveis, a DGS faz recomendações adicionais: “sempre que viável, permanecer no interior dos edifícios e, preferencialmente, com as janelas fechadas”.
O IPMA deixou um alerta acerca das poeiras em suspensão sobre Portugal continental, referindo que está previsto que o transporte ocorra em direcção ao território continental a 2 de Março, segunda-feira. Situação meteorológica para os “dias seguintes favorece a persistência de poeiras em suspensão até 5 de Março.”
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) fez, esta sexta-feira, uma previsão sobre as poeiras que têm vindo a ser tema há já alguns dias, mas que podem ser mais “persistentes” na próxima semana.
“Hoje, dia 27, poeiras com origem no deserto do Saara encontravam-se junto às ilhas Canárias estendendo-se para norte e eram visíveis às 15 UTC [16h em Lisboa] através da imagem do satélite MTG”, começa por ler-se na nota, sendo a imagem referida a primeira que aparece na publicação (que pode ver abaixo).
Explicam os especialistas que está previsto que “o transporte de poeiras ocorra em direcção ao território continental a 2 de Março, progredindo gradualmente de Sul para Norte, inseridas num fluxo de sul, definido por uma depressão centrada em Marrocos e pela aproximação de uma superfície frontal fria ao continente.”
O IPMA adianta ainda que a situação meteorológica para os dias seguintes “favorece a persistência de poeiras em suspensão até dia 5 de Março, podendo apresentar concentrações mais elevadas do que as observadas no dia 24 de Fevereiro.”
Poeiras em suspensão sobre Portugal continental: Que esperar?
Na publicação partilhada durante a tarde desta sexta-feira, os especialistas referem que os efeitos mais visíveis das poeiras em suspensão “são a alteração da cor do céu, pois encontram-se normalmente em níveis mais elevados quando longe da origem.”
“Dependendo da sua concentração podem atingir níveis mais próximos da superfície, com deposição seca, podendo também ter implicações na qualidade do ar e impactos na saúde”, alerta ainda o IPMA, dando conta de que é “mais provável que ocorra a deposição húmida de poeiras, em consequência da precipitação prevista a partir do dia 2 no território continental.”
As relações entre Estados não se baseiam apenas na confluência de interesses, nem na dimensão ou força relativa de cada um. Que Paulo Rangel queira agradar à Administração norte-americana, ainda que Trump nem saiba onde fica Portugal, isso é lá com ele. Que o faça à custa do respeito próprio que é devido ao nosso País e enquanto chefe da diplomacia portuguesa já nos envergonha a todos.
Não é a primeira vez que o inquilino do Palácio das Necessidades tortura os factos para efeitos retóricos. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, a propósito do aumento do número de aeronaves militares estacionadas na ilha Terceira e da utilização pelos EUA da Base das Lajes para operações militares contra o Irão, afirmou aos jornalistas que “qualquer outra operação não tem de ser nem autorizada, nem conhecida, nem comunicada.”
Vamos então aos factos. O Acordo de Cooperação e Defesa, actualmente em vigor, data de 1995 e veio substituir o de 1951. O Acordo de Cooperação e Defesa integra ainda dois outros acordos (menos conhecidos, mas não menos relevantes): o Acordo Laboral, que regula as relações laborais dos portugueses ao serviço dos EUA, e o Acordo Técnico, que autoriza e regula a utilização de infra-estruturas das, e nas, Lajes pelos norte-americanos.
É este último que determina que Portugal cede aos EUA autorização para a utilização das instalações e para o trânsito de aviões militares na base e pelo espaço aéreo dos Açores e que Portugal “encarará favoravelmente” os pedidos de utilização da Base para operações militares decorrentes de decisões de organizações internacionais de que os dois países sejam membros como, por exemplo, a NATO.
Qualquer outra utilização por parte dos EUA que não se enquadre nesse tipo de operações deverá ter autorização prévia da parte portuguesa. De resto, nem se compreenderia que assim não fosse atendendo, inclusivamente, aos princípios nucleares das relações entre Estados, dos quais avultam a igualdade soberana dos Estados, a não ingerência nos assuntos internos, a proibição do uso da força, a autodeterminação dos povos, a resolução pacifica dos conflitos, entre outros.
Nestes quase 80 anos, aquela base evidenciou a sua relevância geo-estratégica com destaque, por exemplo, na Guerra do Golfo (1991), em que serviu de apoio a 12 mil operações de aviões, com 33 reabastecedores a operarem nas Lajes, um número muito superior aos 12 recentemente utilizados na operação contra o Irão e que, já agora, são muito semelhantes aos registados da II Guerra do Golfo, já em 2003.
Portanto, a ideia de que os EUA podem usar aquela base, ainda que ao abrigo do Acordo de Cooperação e Defesa, sem dar cavaco ao Estado português, confere-nos uma subalternidade e uma menorização que enfraquece a nossa posição negocial e ofende a dignidade institucional e soberana de um dos Estados mais antigos da Europa, com mais de 880 anos de História.
Por fim, o Estado Português, tão lesto em agradar e em não se dar ao respeito, tem sido praticamente inexistente na exigência que se impõe de resolver o passivo ambiental que resulta da presença norte-americana nas Lajes e ainda menos presente em potenciar a posição geo-estratégica única que os Açores nos conferem no Atlântico Norte. Isto sim, seria uma forma de valorizar o que é nosso e de reforçar a nossa posição face aos EUA.
Diário de Notícias
André Franqueira Rodrigues
Eurodeputado pelo PS e membro da Comissão de Defesa do Parlamento Europeu
27.02.2026
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À excepção de sexta-feira, dia 27, o tempo deverá continuar estável e seco até domingo. Contudo, o início de Março poderá marcar o regresso dos aguaceiros, trovoada e granizo a Portugal continental.
Depois de uma segunda quinzena de Fevereiro em que, regra geral, a chuva deu tréguas e até houve temperaturas acima da média para a época, o cenário parece estar prestes a mudar novamente. A primeira semana de Março será de chuva e descida das temperaturas devido à formação de uma gota fria. Mas o que é que isto significa?
A aproximação de uma depressão em altitude, também denominada gota fria ou DANA (em castelhano), vai provocar uma mudança do estado do tempo em Portugal continental, a partir do início da próxima semana.
De acordo com o Meteored Portugal, contudo, as depressões isoladas em altitude “são conhecidas pela sua trajectória errática, o que torna muito difícil prever com precisão a distribuição geográfica e intensidade da precipitação convectiva e de carácter irregular que geralmente lhes está associada”.
Ou seja, é muito difícil prever, para já, a chuva acumulada. Neste momento, os mapas insistem que poderá chover em qualquer zona do território de Portugal continental, com acumulações entre 5 mm e 20 mm.
É, aliás, “muito provável que, por causa da trajectória deste centro de baixas pressões, os valores de chuva acumulada se alterem várias vezes nas próximas actualizações do modelo Europeu”, conforme detalha o comunicado da Meteored sobre os possíveis efeitos da gota fria no tempo em Portugal.
Ainda assim, de momento, os mapas sugerem que as áreas potencialmente mais afectadas seriam, com valores a rondar os 20 mm de precipitação acumulada: Região Norte (excepto distrito de Bragança), Grande Lisboa, Península de Setúbal, Beira Alta, Beira Baixa e toda a zona fronteiriça do Alentejo com Espanha.
De acordo com o geógrafo e especialista Alfredo Graça, a partir do final da madrugada ou início da manhã de segunda-feira, dia 2 de Março, prevê-se que uma frente fria associada a uma depressão atlântica situada a noroeste das Ilhas Britânicas, entre pelo litoral Norte e Centro de Portugal continental, espalhe precipitação gradualmente para as restantes regiões do país.
A interacção entre a frente fria associada à referida depressão atlântica, uma massa de ar mais frio de origem polar em altitude e a presença prévia de ar mais quente e húmido a sul, favorecerá o aprofundamento de um centro de baixas pressões que poderá evoluir para uma gota fria.
Ora, isso vai significar a predominância de aguaceiros, trovoadas e granizo durante segunda e terça-feira, dias 2 e 3 de Março. Inicialmente, “a precipitação em Portugal continental será gerada pela frente fria, mas posteriormente dever-se-á à depressão isolada em altitude”, refere a mesma nota.
Segundo a previsão actual do modelo europeu, a gota fria só se deverá começar a formar no período entre o fim da tarde de segunda e a meia-noite de terça-feira, “quando o sistema evoluir para uma depressão que se desligará da circulação principal, isolando-se em altitude na sua deslocação para sul, e com o seu centro a posicionar-se entre a Península Ibérica e Marrocos”.
E até lá?
Até à próxima segunda-feira, o tempo deverá continuar estável e seco, com excepção de sexta-feira, dia 27. Se é facto que as temperaturas diurnas têm sido bastante agradáveis por estes dias, espera-se uma descida significativa das mesmas entre hoje e amanhã.
Em causa está a aproximação de uma massa de ar polar, que irá contribuir para a descida dos termómetros em praticamente todo o continente.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), além do acentuado arrefecimento nocturno (que também tem marcado esta última semana), haverá uma descida da temperatura máxima, em especial nas regiões Norte e Centro.
Em Lisboa, as temperaturas deverão variar entre os 10 e os 17 graus na sexta-feira, enquanto hoje chegaram aos 22. Também no Porto a máxima esperada desce de 17 para 15 graus. Só Faro mantém o cenário de hoje: as temperaturas vão variar entre os 10 e os 23 graus na sexta-feira.
No sábado, deverá registar-se novamente uma pequena subida da temperatura máxima no Norte e Centro.
O passado sábado e domingo foram dias de sonho em Portugal. Depois de semanas com chuva, frio e tempestades devastadoras, finalmente veio a bonança, com sol e temperaturas a rondar os 25ºC em algumas regiões. Contudo, como se costuma dizer, não há sol que sempre dure.
Para esta quarta-feira, 25 de Fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê “chuva, passando a aguaceiros dispersos diminuindo de frequência a partir da tarde”, especialmente no litoral oeste. Como se chuva não bastasse, para a região Sul prevê-se a possibilidade de ocorrência de trovoada e de queda de granizo durante a tarde, um cenário que traz de volta o inverno.
O dia ficará ainda marcado pelas poeiras provenientes do deserto do Saara, que pintarão o céu de um laranja carregado e trarão uma fraca qualidade do ar do qual a população se deve proteger, evitando actividade física ao ar livre e circulação sem máscara.
Mas, felizmente, este é um cenário efémero. Ainda que seja sol de pouca dura, o bom tempo volta na quinta-feira, 26, dia em que o IPMA anuncia “céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de mais nebulosidade até ao meio da manhã”. E há, ainda, mais uma boa notícia: “Subida da temperatura máxima”. Por contraste, infelizmente, a temperatura mínima vai descer.
Já sexta-feira, 27, há novamente previsão de chuva nas regiões Norte e Centro, mau tempo que vai embora logo no sábado, 28, com a previsão de “céu em geral pouco nublado”.
Peter Mandelson, figura maior da diplomacia britânica, foi ontem libertado sob fiança. A teia Epstein continua a fazer vítimas, mas também a revelar o mais profundo do que, em nós, é um sórdido abismo.
Vamos sabendo das festas, dos “bacanais”, do tráfico de adolescentes, da rede de influentes e milionários, das trocas de e-mails e de favores, do que diziam uns aos outros. Não dá para tapar os olhos ou fechar os ouvidos.
As notícias oferecem-nos um retrato de uma corte onde tudo se traficava…a começar pela alma que, quando se vende, parece sempre ser uma brincadeira, uma reunião de amigos, uma prova de degustação.
Lemos os ficheiros de Mefistófeles e é uma sequela de Squid Game, um inferno sem redenção possível.
“Epstein era um crápula que usava a informação para criar e multiplicar teias de poder e influência.” New York State Division of Criminal Justice Services / Handout
Mas desculpem-me a pergunta: todas aquelas pessoas são o mal ou muitos de nós poderíamos lá estar, se as circunstâncias o tivessem proporcionado? Teria o monstro o dom de reconhecer os perversos ou oferecia o que um largo número de homens deseja sem o poder confessar?
Terríveis, perguntam, mas quando vemos, um pouco por todo o lado, casas de prostitutas cheias de gente que paga pelo corpo que os serve, não será essa uma prova de que a luxúria é um vício humano?
Epstein era um crápula que usava a informação para criar e multiplicar teias de poder e influência. Sabia que o que acontecia ali, ficava ali.
Nos que vivem dentro de bolhas, nunca há culpa. E quando a culpa ameaça sair da toca há sempre o antídoto sob a forma de um cheque a uma associação de beneficência.