356: Temperaturas voltam a subir e podem chegar aos 28º no final da próxima semana

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // BOM TEMPO

Para segunda-feira ainda se prevê chuva fraca, mas ao longo da semana irá “ocorrer uma subida gradual” da temperatura, segundo a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Rui Oliveira/Global Imagens

O início da próxima semana ainda será de chuva fraca, mas prevê-se um aumento das temperaturas, que podem chegar perto dos 30º na sexta-feira (17 de Abril), segundo a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Na próxima semana, no continente, haverá chuva fraca na segunda e terça-feira feira, em especial no litoral oeste, com possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela na segunda-feira”, indica a previsão do IPMA.

Espera-se depois “ausência de precipitação” e a subida das temperaturas. “Após uma diminuição significativa dos valores da temperatura no fim de semana, irá ocorrer uma subida gradual ao longo da semana, ficando acima dos valores médios para esta altura do ano em todo o território com excepção da faixa costeira ocidental”, refere o IPMA para a semana de 13 a 19 de Abril.

Assim sendo, espera-se que os termómetros cheguem aos 9 e 19°C na terça-feira, mas na sexta-feira prevê-se que a temperatura máxima oscile entre os 18 e 28 °C.

Na semana seguinte, de 20 a 26 de Abril, no que se refere à temperatura média, prevê-se “uma anomalia positiva (+0.5°C a +1.5°C) para quase todo o território, excepto para as regiões do litoral Centro e Algarve”. “Existe uma probabilidade entre 30 e 50% de a temperatura média semanal ser superior ao normal”, indica ainda o boletim de previsão mensal do IPMA.

Diário de Notícias
Susete Henriques
11.04.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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355: Alerta: NSA e autoridades europeias recomendam reinício semanal dos routers para travar espionagem russa

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INTERNACIONAL // ESPIONAGEM RUSSONAZI

Campanha do grupo APT28 utiliza vulnerabilidades em equipamentos populares na Europa, como a TP-Link, para criar redes de vigilância indetectáveis.

Ilustração / Infografia: RSF / Gemini AI

O que parece um gesto simples de manutenção técnica é agora uma recomendação de segurança nacional. A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla original), em coordenação com o FBI e agências de cibersegurança europeias, emitiu um alerta urgente: todos os utilizadores domésticos e de pequenos escritórios devem reiniciar os seus routers de Internet pelo menos uma vez por semana.

A medida visa combater uma campanha global de ciberespionagem levada a cabo pelo grupo APT28 (também conhecido como Fancy Bear), uma unidade de elite da espionagem militar russa (GRU). Este grupo tem estado a ‘recrutar’ silenciosamente routers em toda a Europa para criar uma infra-estrutura de ataque que permite o roubo de dados bancários, credenciais de acesso e a monitorização de comunicações privadas.

Embora o alerta tenha contornos globais, a Europa encontra-se numa posição de vulnerabilidade particular devido à saturação de marcas de hardware específicas. Relatórios técnicos recentes indicam que os atacantes estão a explorar activamente falhas em dispositivos da TP-Link, uma das marcas mais vendidas no mercado europeu. Mas na realidade todos os routers estão em risco.

Modelos antigos na mira

As agências de cibersegurança do Reino Unido (NCSC) e da União Europeia (ENISA) alertam que modelos mais antigos e populares, como o TP-Link WR841N, são os mais vulneráveis. Por serem aparelhos que raramente recebem actualizações automáticas, muitos utilizadores continuam a usar versões de software com anos de atraso, deixando a “porta aberta” para a espionagem estatal.

A investigação detalha que os atacantes estão a tirar partido da vulnerabilidade CVE-2023-50224. Esta falha de segurança permite que hackers externos contornem a autenticação do router através de pedidos HTTP maliciosos, ganhando acesso total às configurações do aparelho.

Uma vez dentro do sistema, o grupo Fancy Bear altera as definições de DNS. Na prática, isto significa que um utilizador em Portugal, ao tentar aceder ao seu e-mail ou portal bancário, pode ser redireccionado para uma página falsa sem qualquer aviso, permitindo o roubo imediato de credenciais.

Ao comprometer os aparelhos, os agentes russos conseguem contornar firewalls tradicionais, uma vez que o tráfego malicioso parece originar-se de um endereço IP doméstico legítimo em cidades como Lisboa, Madrid ou Berlim.

Porquê fazer um reboot

A recomendação de reiniciar o equipamento não é um mito urbano. Grande parte do malware moderno utilizado em ataques de “zero-click” é não-persistente, o que significa que reside apenas na memória volátil (RAM) do router. Ao desligar e voltar a ligar o aparelho faz-se a limpeza de memória, pelo que o código malicioso que não conseguiu escrever-se no armazenamento permanente é eliminado, a interrupção de ciclos, quebrando assim a ligação activa entre o router e o servidor de comando dos hackers, bem como a actualização de defesas: muitos equipamentos procuram actualizações de firmware críticas durante o processo de arranque.

Proteger a rede em casa

Especialistas da ENISA (Agência da União Europeia para a Cibersegurança) reforçam que, além do reinício semanal, os utilizadores devem adotar três passos fundamentais:

– Desactivar a gestão remota, o que garante que o painel de controlo do router não é acessível a partir da Internet pública.

– Manter o firmware em dia: Fazer a verificação mensal se o fabricante lançou correcções de segurança.

– Substituir equipamento antigo (legacy): Routers com mais de 5 ou 6 anos que já não recebem actualizações devem ser substituídos, pois são portas abertas para intrusões.

Esta “higiene digital” é hoje em dia considerada essencial num cenário de guerra híbrida, onde o router da casa se pode tornar, sem que o utilizador perceba, uma ferramenta de espionagem de um país adversário.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira
11.04.2026

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