184: Mau tempo. Inundações, quedas de árvores e mais de 20 estradas fechadas

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

A Protecção Civil registou quase 500 ocorrências, entre a meia noite e as 07h45. A região Metropolitana do Porto foi a mais afectada pelos efeitos da depressão Joseph.

LUÍS FORRA/LUSA

A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) registou 490 ocorrências, entre as 00:00 e as 07:45 relacionadas com o mau tempo, a maioria na região metropolitana do Porto e principalmente quedas de árvores.

“Entre as 00:00 e as 07:45 de hoje foram registadas um total 490 ocorrências relacionadas com esta meteorologia adversa, sendo que a região Metropolitana do Porto foi a mais afectada e as ocorrências mais significativas estão relacionadas com quedas de árvores e inundações”, disse à Lusa Paulo Santos, da ANEPC, realçando não haver registo de vítimas ou danos de maior.

Na Área Metropolitana do Porto foram registadas 141 ocorrências, na Grande Lisboa 35, na região Oeste 22, Alentejo 24 e Alentejo 16, estando as restantes espalhadas por outras regiões do continente.

“Durante a noite foram empenhados 1694 operacionais e 641 meios terrestres”, disse.

Oito mil clientes no continente sem energia eléctrica pelas 09h00

A E-Redes informou, entretanto, que oito mil clientes estavam às 09h00 desta terça-feira sem energia eléctrica em várias zonas de Portugal continental devido ao mau tempo provocado pela passagem da depressão Joseph, disse à Lusa fonte da empresa.

Em comunicado, a E-Redes informa que a rede eléctrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas, indicando que às 01:00 de hoje cerca de 40 mil clientes estavam sem energia, sendo o distrito de Viana do Castelo o mais visado.

As equipas operacionais da E-Redes têm estado mobilizadas na resolução das avarias que se registaram na média e baixa tensão.

“Nesta altura, 09h00, estão 8.000 clientes sem energia, mantendo-se o dispositivo operacional no terreno a reparar todas as situações pendentes”, é referido ainda na nota.

Mais de 20 estradas nacionais e municipais fechadas

Vinte e cinco vias nacionais e municipais estavam às 07:00 desta terça-feira interditadas por inundação ou desmoronamento nas regiões do norte e centro, devido ao mau tempo, segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Segundo dados enviados à Lusa pela GNR, estão interditadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 9-1 (Estrada da Lagoa Azul) no Linhó, concelho de Sintra, EN 10 Torres do Mondego, em Coimbra, EN 262 em São Romão do Sado, em Setúbal, e EN 365 na Golegã, em Santarém.

Estão também suspensas à circulação a EN 3-2 em Valada, no Vale de Santarém, EN 8-2 em Casal Lourim, na Lourinhã, EN 205-1, em Rio Tinto, em Braga, e EN 301 em Argela, em Viana do Castelo, e EN 358-2 em Constância, no distrito de Santarém.

De acordo com a GNR, estão igualmente fechadas vias na Serra da Estrela, a Nacional 102, ao quilómetro (km) 53,4, em Torre de Moncorvo (Bragança), EN 316 ao quilómetro 37, em Macedo de Cavaleiros (Bragança), a Estrada Municipal (EM) 511 em Merujal (Arouca), EM 1227 Noninha em Arouca, ER 326 em Cando, ER 311, Rio Douro, Cabeceiras de Basto e Várzea (Braga).

Estão ainda fechadas a EM 1133, Estrada de Santo António, em Riba de Mouro (Viana do Castelo), EN 110 km 4,8 entre Penacova e Coimbra, EM 1416 em Moradias, Pampilhosa da Serra, EM 547 em Alto do Fajão, Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), EN 344 em Castanheira da Serra (Coimbra), EM 1355 em Covanca, em Pampilhosa da Serra, EN 236 em Casal Novo (Coimbra), e EM 1374 em Barrica Grande-Portela de Unhais (Covilhã).

Na segunda-feira, foram registadas mais de 700 ocorrências, até às 20:00, devido ao mau tempo em Portugal continental, que afectaram sobre tudo a região Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, levando ao realojamento de uma família no concelho de Oeiras.

Um deslizamento de terras colocou em perigo uma habitação em Porto Salvo, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, levando ao realojamento de uma família de dois adultos e três crianças pela autarquia, adiantou na segunda-feira à Lusa Pedro Araújo, oficial de operações da ANEPC.

Num balanço à Lusa, Pedro Araújo referiu que o Norte foi a região mais afectada com 237 ocorrências, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (215) e Centro (214).

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) agravou na segunda-feira para vermelho os avisos devido à agitação marítima e para laranja devido à queda de neve, devido aos efeitos da depressão Joseph na passagem por Portugal continental.

Todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo por causa do vento forte com rajadas até 80 quilómetros por horas, sendo até 100 nas terras altas.

Devido aos efeitos da depressão Joseph, o IPMA colocou os distritos de Aveiro, Porto e Coimbra sob aviso vermelho entre as 03:00 e as 06:00 de quarta-feira por causa do vento forte com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h).

Os 18 distritos estão igualmente sob aviso amarelo entre as três e as nove horas de quarta-feira devido à previsão de chuva por vezes forte.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27.01.2026

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182: Tempestade Joseph traz dias críticos com cheias, rajadas fortes e agitação marítima

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // TEMPESTADE JOSEPH

Amanhã, 27 de Janeiro, será novamente um dia de risco elevado. A tempestade Joseph está a provocar um agravamento significativo do estado do tempo em Portugal continental, nos Açores e na Madeira, com chuva intensa, vento forte e mar muito agitado, levando a Protecção Civil a emitir avisos meteorológicos e a reforçar os apelos à população.

DR

A tempestade Joseph continua a agravar o quadro meteorológico em Portugal, estendendo os seus efeitos do continente aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, num cenário marcado por chuva persistente, vento forte e agitação marítima severa. As autoridades mantêm avisos activos e reforçam os apelos à população para a adopção de comportamentos preventivos, numa semana que se antevê particularmente exigente.

No continente, a conjugação dos efeitos da depressão Ingrid com a chegada da tempestade Joseph está a provocar uma acumulação significativa de precipitação, sobretudo no Norte. A região do Minho permanece sob especial vigilância, enquanto ao longo de toda a Via Navegável do Douro vigora um aviso amarelo devido ao risco de cheias. A forte agitação marítima, associada aos períodos de preia-mar e às eventuais descargas da Barragem de Crestuma, poderá provocar alagamentos em zonas ribeirinhas e galgamentos costeiros, com impactos em vias rodoviárias e infra-estruturas.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê que segunda, 26, e terça-feira, 27 de Janeiro, sejam os dias mais críticos, com chuva por vezes intensa a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, vento forte e rajadas significativas. Em Lisboa, estão activos avisos amarelos de precipitação, vento e agitação marítima, com rajadas até 80 km/h e ondas entre 4 e 5 metros, criando condições propícias a ocorrências como quedas de árvores, danos em estruturas e perturbações nos transportes.

Nos Açores, a situação é ainda mais severa. O IPMA elevou para aviso vermelho o estado do tempo nos grupos Ocidental e Central, face à intensidade da tempestade, que tem provocado ventos muito fortes, chuva persistente e mar extremamente agitado, obrigando a medidas excepcionais de protecção civil.

A partir de terça-feira, 27 de Janeiro, será a vez do arquipélago da Madeira sentir de forma directa os efeitos da depressão Joseph. Segundo o IPMA, estão previstos períodos de chuva, mais intensos nas terras altas da ilha da Madeira, passando a regime de aguaceiros ao longo do dia. O vento soprará de oeste/sudoeste, moderado a forte, rodando para noroeste, com rajadas que poderão atingir 75 km/h, chegando aos 95 km/h nas zonas montanhosas.

O estado do mar será outro factor de preocupação. A ondulação de noroeste deverá situar-se entre 4 e 5 metros, aumentando para 5 a 6 metros na costa norte da Madeira e na ilha do Porto Santo. A altura máxima das ondas poderá alcançar os 12 metros, sobretudo a partir da tarde, tornando perigosas as actividades marítimas e a permanência junto à orla costeira. Face a este cenário, o IPMA emitiu avisos amarelos e laranja, principalmente devido ao vento forte e à agitação marítima.

Perante este quadro de instabilidade generalizada, os serviços de protecção civil reforçam as recomendações: evitar a circulação junto a zonas costeiras e ribeirinhas, garantir a fixação de estruturas soltas, remover objectos que possam ser arrastados pelo vento e acompanhar atentamente as informações oficiais. A tempestade Joseph confirma-se, assim, como mais um episódio de inverno severo, exigindo prudência e preparação em todo o território nacional.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26.01.2026

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