🇵🇹 PORTUGAL // SAÚDE // MEDICAMENTOS
Administração do hospital garante que “nunca se verificou uma ruptura de fármacos” e que o que ocorreu foi apenas uma gestão mais rigorosa das quantidades dispensadas.

Em Portugal, há mais de 100 mil doentes com cancro em seguimento.
A Comissão de Utentes da Saúde de Braga alertou para alegadas falhas no fornecimento de medicamentos a doentes oncológicos em tratamento no Hospital de Braga. Um acusação rejeitada pela administração hospitalar, que nega a existência de qualquer ruptura e garante que está apenas a fazer uma “gestão criteriosa” das quantidades entregues.
Em declarações à agência Lusa, José Lobato, coordenador da comissão, afirma que desde 12 de Fevereiro tem recebido queixas de vários doentes em quimioterapia que deixaram de receber a medicação diária necessária para dar continuidade ao tratamento.
“Tenho relatos de utentes que fazem quimioterapia e que não lhes estão a ser fornecidos os medicamentos para a continuidade do tratamento. O hospital diz que está em reestruturação”, explicou. Segundo o responsável, alguns doentes têm sido encaminhados para farmácias comunitárias, onde acabam por pagar os medicamentos do próprio bolso.
Hospital nega ruptura de fármacos
Num esclarecimento enviado à Lusa, o hospital garante que “nunca se verificou uma ruptura de fármacos” e que o que ocorreu foi apenas uma gestão mais rigorosa das quantidades dispensadas, com o objectivo de salvaguardar a continuidade dos tratamentos.
A unidade admite, contudo, que esta opção possa ter implicado deslocações mais frequentes por parte dos doentes durante um período transitório. Ainda assim, assegura que “a segurança terapêutica nunca foi comprometida” e reafirma o compromisso de melhorar a eficácia do serviço.
Numa publicação na sua página oficial na rede social Facebook, a Comissão de Utentes manifesta “preocupação face à informação sobre eventual falta de medicamentos destinados a doentes oncológicos” e recorda que o acesso regular aos tratamentos é um direito dos utentes e uma obrigação do Serviço Nacional de Saúde.
A comissão exige um “esclarecimento público urgente” sobre quais os medicamentos em causa, os motivos para a situação, as medidas adoptadas e a data prevista para reposição da normalidade.
José Lobato adiantou ainda que está a preparar uma exposição formal para enviar ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, ao Ministério da Saúde e à Comissão de Saúde da Assembleia da República, bem como aos partidos com assento parlamentar.
Com Lusa
Diário de Notícias
Rui Frias
15.02.2026



![]()
