361: Semana arranca com chuva mas bom tempo chega já na quinta-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // BOM TEMPO

O IPMA prevê que, para esta terça e quarta-feira, o tempo continue cinzento, com alguma chuva e temperaturas abaixo dos 20ºC em quase todo o país. A partir de quinta-feira, 16 de Abril, o cenário muda e chega o bom tempo.

sol, nuvens
© Shutterstock

A semana arrancou fresca e sombria, com alguma chuva, mas a partir de quinta-feira, 16 de Abril, tudo indica que o bom tempo regresse para um fim de semana de sol e calor.

De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), hoje, terça-feira, 14 de abril, é esperado em Portugal Continental “céu geralmente muito nublado, diminuindo de nebulosidade a partir da tarde”, assim como “períodos de chuva fraca, em especial no litoral Norte e Centro, sendo pouco provável a partir da tarde”.

Apesar de se registar uma “subida de temperatura, em especial no interior”, os termómetros não deverão ir além dos 21ºC de máxima e apenas em Santarém, Évora e Faro.

Para os Açores, espera-se chuva para todas as ilhas, sendo que Flores e Corvo estão sob aviso amarelo devido à agitação marítima. Já na Madeira o céu vai estar apenas nublado.

Para amanhã, quarta-feira, 15 de Abril, o IPMA prevê algo idêntico. Céu geralmente muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a partir da manhã. Possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca no litoral Norte e Centro até ao final da manhã, podendo persistir no Minho ao longo do dia.

A registar uma nova “pequena subida da temperatura máxima no Interior e na costa sul do

Algarve”. Castelo Branco, Santarém e Faro chegam aos 23ºC, Setúbal, Évora e Beja aos 22ºC.

Nos Açores apenas se prevê chuva para a ilha Terceira, enquanto Flores e Corvo continuam sob aviso amarelo devido à agitação marítima. Na Madeira, o céu continua pouco nublado.

Já na quinta-feira, 16 de Abril, o cenário começa a mudar, pelo menos em Portugal Continental. Segundo os meteorologistas do IPMA, o céu vai estar “em geral pouco nublado, apresentando períodos de maior nebulosidade até ao meio da manhã”.

Apesar disso, há “possibilidade de chuva fraca no Minho e Douro Litoral até ao fim da manhã” de quinta-feira.

O vento vai soprar “fraco a moderado (até 30 km/h) predominando de noroeste, soprando por vezes moderado a forte (até 40 km/h) nas serras das regiões Centro e Sul e na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro, em especial a partir da tarde”.

Espera-se alguma “neblina ou nevoeiro matinal, em especial no interior”, uma “pequena descida da temperatura mínima” mas também uma “subida da temperatura máxima, exceto no litoral das regiões Norte e Centro”, o que só deverá acontecer a partir de sexta-feira.

Em Santarém, Évora, Beja e Faro os termómetros devem chegar aos 26ºC de máxima, Setúbal aos 25ºC, Castelo Branco e Lisboa aos 24ºC e Portalegre, Sines e Sagres aos 23ºC.

Nos Açores vai voltar a chover no Grupo Ocidental (Flores e Corvo) e Central (Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa). Já no Oriental (São Miguel e Santa Maria) e na Madeira o céu estará apenas nublado.

Notícias ao Minuto
Natacha Nunes Costa
14.04.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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360: El Niño poderá regressar em força entre Maio e Julho de 2026

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METEOROLOGIA // EL NIÑO

Este fenómeno meteorológico redistribui o calor global, provocando eventos meteorológicos extremos. Existe uma probabilidade de 25% da ocorrência de um “Super El Niño” entre Novembro de 2026 e Janeiro de 2027.

Este fenómeno meteorológico redistribui o calor global, provocando eventos meteorológicos extremos.
© RTVE

Antes de mais, o que é o El Niño? O El Niño-Oscilação Sul (ENSO) é um fenómeno natural que ocorre no Pacífico equatorial mas que influencia os padrões climáticos em várias partes do mundo. Envolve a atmosfera e o oceano e tem três fases distintas: El Niño, La Niña e a fase neutra.

Trata-se de um processo periódico, que começa a desenvolver-se na primavera/verão no hemisfério norte e se intensifica no inverno.

A transição de El Niño para La Niña ocorre, em média, a cada três a cinco anos. O El Niño provoca um enfraquecimento dos ventos alísios no Pacífico equatorial e aumenta a temperatura à superfície do Pacífico equatorial central e oriental. Pode durar até 18 meses.

Provoca chuvas intensas, ou mesmo inundações, e prejudica a pesca nas costas peruanas e equatorianas, enquanto no outro extremo, no Sudeste Asiático ou na Austrália, se forma uma zona de alta pressão persistente que provoca seca.

Nome de El Niño

Este termo é utilizado há séculos. Foi assim que os pescadores do Peru e do Equador baptizaram este acontecimento em referência ao Menino Jesus, quando, por altura do Natal, a água aquecia e a pesca piorava.

E La Niña? É o fenómeno oposto. Os ventos alísios intensificam-se e a temperatura à superfície do Pacífico equatorial central e oriental arrefece.

As águas profundas do oceano sobem ao largo da costa do Peru e do Equador, fornecendo mais nutrientes e melhorando a pesca, mas o tempo é, no entanto, mais seco.

Na Austrália, por outro lado, a precipitação é muito abundante. Pode durar até três anos.

Efeitos fora do Pacífico

Modifica a circulação atmosférica global, logo, os efeitos não se fazem sentir apenas no local de origem, mas podem ser detectados a milhares de quilómetros de distância. Impede o desenvolvimento de furacões, conduzindo a uma estação de ciclones tropicais menos activa no Atlântico.

Como já dissemos, gera mais chuva no Equador e no Peru, mas provoca secas noutros países do norte da América do Sul e da América Central. Lá longe, no Corno de África, o El Niño provoca inundações, enquanto o La Niña gera secas significativas.Quando é que o El Niño regressa?

Actualmente, nem El Niño nem La Niña estão presentes, ou seja, ainda estamos em condições neutras.

Mas estamos a começar a ver mudanças tanto na atmosfera como no oceano. Há cinco meses consecutivos que a temperatura do Pacífico equatorial está acima da média.

Existe uma probabilidade de 61% de que o El Niño surja no trimestre entre maio e Julho. Esta probabilidade aumenta para 79% no trimestre Junho-Julho-Agosto e ultrapassará os 90% nos meses seguintes. Uma vez activo, El Niño persistirá pelo menos até ao final de 2026.

Poderemos ter um “super El Niño” no final de 2026?

Existe uma probabilidade de 25% da ocorrência de um El Niño muito forte (anomalia ≥ 2°C) durante o trimestre Novembro-Dezembro-Janeiro. Um El Niño mais forte aumentaria a probabilidade de temperaturas globais anormalmente elevadas em 2026 e 2027 e de fenómenos meteorológicos extremos (vagas de calor, inundações, secas, tempestades graves, etc.).

Os episódios El Niño tendem a aumentar as temperaturas globais durante o evento e mesmo depois de este terminar, enquanto o La Niña provoca um arrefecimento.

Até agora, o ano de 2024 é o mais quente registado desde 1850 e o segundo ano mais quente foi 2023. O ano de 2024, com uma anomalia de temperatura de +1,6°C, é o primeiro ano a exceder o nível de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris. 

O último evento El Niño ocorreu entre 2023 e 2024. Se adicionarmos o El Niño ao aquecimento global, o que se antevê para 2026 e 2027 não é certamente uma previsão optimista.

Silvia Laplana / 14 abril 2026 06:13 GMT+1
Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa

Um Olhar Europeu com RTVE
RTP
14.04.2026

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359: Boas notícias da Hungria

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🇵🇹 OPINIÃO

Vivemos hoje entre guerras e ameaças, retrocessos e desastres, situação que pode certamente reforçar o nosso desejo de escapar para um jardim interior ou de limitar a nossa actividade aos mais paroquiais e familiares contactos.

Não é inteiramente ilegítimo esse desejo: se nos concentramos no terror do mundo, acabamos por perder qualquer atenção à beleza do mundo.

E a atitude consciente e lúcida de quem não quer deixar de estar atento não pode tornar-se numa fixação doentia na demência mortal para que nos arrastam os pretensos donos do mundo, esquecendo-se da vida “vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma teimosamente se fabrica”, como escreveu João Cabral de Melo Neto. O nosso dever é ficarmos intransigentemente do lado da vida que continua, contra todos os arautos da morte que ocupam o nosso espaço e o nosso tempo.

A derrota esmagadora de Viktor Orbán na Hungria é uma boa notícia, no meio das desgraças com que somos todos os dias confrontados. Peter Magyar é um político da área cultural conservadora a que pertence o Fidesz, de que foi membro até há pouco tempo. Mas a votação que obteve, na qual convergiram esquerda e direita, campo e cidade, e uma impressionante maioria de jovens, mostra um desejo de mudança, que o seu partido Tisza não poderá ignorar e que a maioria de 2/3 que obteve lhe permite concretizar, enquanto governo.

As redes de interesses criados e as cláusulas legais e constitucionais montadas para dificultar uma verdadeira alternância deverão ser os primeiros objectivos de Peter Magyar. “Libertámos a Hungria” foi a sua primeira proclamação.

Em relação à União Europeia, existe um mesmo desejo de mudança e Trump e Putin sofreram uma clara derrota. Mas em política externa o peso das realidades conta mais e talvez as posições do novo governo húngaro quanto à Rússia, de que a Hungria ainda depende em termos energéticos, e da Ucrânia, com quem subsistem contenciosos vindos da História (a situação da minoria húngara na antiga Ruténia Carpática), venham revelar alguma maior moderação numa política que estará agora virada prioritariamente para desmontar o sistema de poder interno montado por Orbán.

Mas é claro que a atitude em relação à União Europeia irá mudar e desanuviar-se. E bem mais recente que os contenciosos com a Ucrânia, a triste memória da dominação soviética e da invasão de 1956 viu-se profundamente ferida com a divulgação pública dos votos de amizade eterna trocados entre Putin e Orbán e do papel de agente russo desempenhado pelo ministro húngaro que relatava a Moscovo todas as discussões sigilosas em que participava nas reuniões europeias.

Derrota de Putin e não menor derrota de Trump, que deu todo o seu apoio a Orbán, enviando o vice presidente Vance a Budapeste participar no comício de apoio ao FIDESZ, com mensagem telefónica pessoal sua para os participantes naquela manifestação.

Temos razões para nos sentirmos hoje mais confiantes na força da democracia.

Diário de Notícias
Luís Castro Mendes
Diplomata e escritor

15.04.2026

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