347: Alerta. Número de apoio da ANACOM usado para chamadas fraudulentas

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🇵🇹 PORTUGAL // ANACOM // CHAMADAS FRAUDULENTAS

Os alegados burlões apresentam-se ao telefone como sendo trabalhadores do regulador, mas trata-se de tentativas de fraude.

A ANACOM esclarece que “não está a realizar contactos desta natureza” e que “a informação transmitida nestas chamadas é falsa”. FOTO: Paulo Spranger

A ANACOM, regulador do sector das empresas de telecomunicações, alertou esta quarta-feira, 8 de Abril, que têm sido realizadas chamadas telefónicas fraudulentas em nome da autoridade, com uma falsificação do número de atendimento ao público da própria entidade.

“Entre os dias 06 e 07 de Abril de 2026, várias pessoas contactaram a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) reportando a recepção de chamadas com recurso a ‘spoofing’, isto é, a falsificação do número de origem, fazendo parecer que está a ser realizada a partir do número 800 206 665, associado ao atendimento da ANACOM”, refere o regulador num comunicado.

Os alegados burlões apresentam-se ao telefone como sendo trabalhadores do regulador, mas trata-se de tentativas de fraude em que os interlocutores tentam obter informação pessoal das pessoas contactadas.

“Nos casos reportados, os interlocutores identificam-se falsamente como colaboradores da ANACOM e referem alegadas situações ilícitas (como envio de mensagens fraudulentas ou roubo de telemóveis), mencionando também supostas comunicações da Polícia Judiciária e ameaçando o bloqueio de números ou serviços”, descreve a entidade de regulação.

As chamadas, diz, “seguem um padrão”, em que os interlocutores usam dados pessoais parcialmente correctos, indicam nomes ou números de identificação fictícios e fazem pressão sobre os destinatários e tentam obter mais informação pessoal.

A ANACOM esclarece que “não está a realizar contactos desta natureza” e que “a informação transmitida nestas chamadas é falsa”.

Neste alerta, a autoridade recomenda aos cidadãos que não atendam nem devolvam “chamadas provenientes do número 800 206 665”, que não forneçam nem confirmem dados pessoais, que procurem “confirmar a identidade de qualquer entidade que o contacte (nome, empresa e departamento)” e que peçam que o contacto “seja feito noutro momento, de forma a permitir essa verificação”.

O número que os alegados burlões falsificam para aparecer no visor do telemóvel das pessoas contactadas – o 800 206 665 – corresponde ao número verde da ANACOM, à linha de atendimento do regulador, que funciona todos os dias úteis entre as 09:00 e as 13:00, de acordo com a informação publicada no site da instituição.

A ANACOM recomenda ainda aos cidadãos que, “perante qualquer situação que possa configurar uma tentativa de fraude ou burla”, contactem as autoridades de segurança.

“Se for vítima destas práticas, recomendamos que apresente queixa junto da Polícia de Segurança Pública ou da Guarda Nacional Republicana da sua área de residência. Em alternativa, pode contactar directamente o Ministério Público ou o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) junto do tribunal da área onde os factos se verificaram”, sugere.

Diário de Notícias
DN/Lusa
08.04.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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311: Utentes que não vão ao centro de saúde há cinco anos deixam de ter médico de família

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🇵🇹 PORTUGAL // CENTROS DE SAÚDE // MÉDICOS DE FAMÍLIA

Ministério da Saúde faz mais uma alteração ao Registo Nacional de Utentes. Desta vez, elimina das listas de médicos de família quem não procura cuidados no SNS há cinco anos. Neste situação, estão mais de 121 mil utentes. E o objectivo “é libertar a vaga” para utentes sem médico. Associação de Medicina Familiar diz-se “preocupada” com efeito da medida, “mais parece ser uma forma administrativa de reduzir lista de utentes sem médico”.

No país, há 1,5 milhões de utentes sem médico de família. ANTÓNIO PEDRO SANTOS

Utentes que não vão ao centro de saúde há cinco anos deixam de ter médico de família

Ministério da Saúde faz mais uma alteração ao Registo Nacional de Utentes. Desta vez, elimina das listas de médicos de família quem não procura cuidados no SNS há cinco anos. Neste situação, estão mais de 121 mil utentes. E o objectivo “é libertar a vaga” para utentes sem médico. Associação de Medicina Familiar diz-se “preocupada” com efeito da medida, “mais parece ser uma forma administrativa de reduzir lista de utentes sem médico”.

 

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Encerramento das urgências dos Covões? É “a morte anunciada” do serviço

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PORTUGAL // HOSPITAIS // SAÚDE // GOVERNO // ENCERRAMENTOS

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) considerou hoje que a passagem do serviço de urgências do Hospital Geral, vulgo Hospital dos Covões, para centro de atendimento clínico é “a morte anunciada” do serviço.

© Lusa

“Há muito que as sucessivas comissões liquidatárias, vulgo governos, ministérios da saúde e respectivas administrações, tinham traçado o fim da Urgência do Hospital Geral do Covões. Hoje, foi o passo/decisão final de uma morte há muito anunciada”, realça.

A administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, presidida por Alexandre Lourenço, decidiu que o Serviço de Urgência do Hospital Geral, comummente chamado de Hospital dos Covões, passaria a partir de hoje a ser um centro de atendimento clínico.

Com esta mudança, o Hospital Geral passa a assegurar situações agudas não emergentes e só recebe utentes encaminhados pela Linha SNS24 ou por outras unidades hospitalares, indicou a ULS de Coimbra em comunicado.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o SEP indica que, nos “últimos meses, a administração da ULS Coimbra, foi descaracterizando o acesso dos utentes àquela urgência, até que deixou de haver referenciação do INEM para ocorrer a situações de urgência”.

A título de exemplo, o sindicato refere que na quinta-feira, “incompreensivelmente, os enfermeiros da urgência do Hospital dos Covões receberam um email da ULS Coimbra” q informar que “por decisão do CA, a partir de dia 31 de Outubro o SU deixará de ter doentes a partir das 20h00”.

“Neste sentido iremos alterar as escalas de trabalho e solicitar que a segurança encerre as portas às 20:30 e proceda à sua abertura às 07h30”, anuncia.

De acordo com a decisão do director do Serviço, refere o sindicato, “as inscrições dos doentes serão apenas até às 18h00 para permitir que até às 20:00 os doentes estejam observados e com orientação clínica”.

Um dia depois, refere o sindicato, e “dando o dito por não dito, dois responsáveis da direcção de enfermagem, deslocaram-se ao serviço e informaram os trabalhadores presentes que a partir de 31 de Outubro de 2025, a urgência encerrava definitivamente”.

“Há muito que afirmamos que à boleia das proclamadas sinergias da fusão dos hospitais de Coimbra, da dita reestruturação da rede de referenciação de diversas especialidades médicas, da economia de escala e o que mais lhes interessou e interessa, para o ataque e descaracterização do SNS [Serviço Nacional de Saúde], o Hospital Geral dos Covões, é o alvo a abater. Só podia”, destaca.

Isto, porque no entender do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, “ao lado esquerdo da margem do Mondego, onde o capelo e a borla carunchosa da universidade não gostam de ir nem nunca foram” e “onde também reside povo laborioso”.

“A golpada de veludo da fusão, que mais não foi do que anexação com vista à destruição duma instituição. Simultânea e paulatinamente, constrói-se um caminho que leva à sangria de recursos humanos”, considera.

Para a direcção do sindicato, esta decisão “tem como consequência o necessário caminho de confluência política dos sectores mais interessados no negócio da doença”.

“Não sejamos ingénuos. O caminho e o plano para o Hospital Geral dos Covões (HGC), foram e estavam traçados. O Plano para o HGC era e continua a ser o não plano”, escreve.

Neste sentido, o sindicato avisa que “estará na primeira linha em defesa de um SNS universal, geral e gratuito”, pelas “legítimas aspirações dos utentes e profissionais” e numa “clara ruptura com a política de destruição mansinha e de veludo do SNS”.

E “exige uma efectiva e verdadeira reorganização hospitalar para fortalecer a resposta pública e não permitir fragilidades que dêem azo ao florescimento do sector privado, como continua a acontecer em Coimbra”.

Notícias ao Minuto
Lusa
01.11.2025

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado), pré-AO.

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