Depressão Therese. Esperam-se “fenómenos extremos de vento localizados”

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO THERESE

Efeitos da depressão deverão ter mais impacto no Centro e Sul de Portugal continental, com chuva forte na quarta, quinta e sexta-feira. Esperadas rajadas de vento que podem chegar até 70 km/h.

Foto: Paulo Spranger

Devido à depressão Therese, o estado do tempo vai agravar-se a partir desta quarta-feira, 18 de Março, com chuva forte, agitação marítima e rajadas de vento que podem chegar aos 70 km/h, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os efeitos desta nova depressão meteorológica já se começaram a sentir hoje, terça-feira, devendo-se prolongar até sábado, com maior impacto no Centro e Sul de Portugal continental.

“Na sua circulação, é expectável a formação de linhas organizadas de instabilidade que tenderão a avançar de sul para norte sobre o território do continente, e que terão maior impacto sobre as regiões Centro e Sul”, explica o IPMA.

Espera-se chuva por vezes forte e acompanhada de trovoadas para esta quarta-feira, “não se podendo excluir os fenómenos extremos de vento localizados”, refere o instituto em comunicado.

De acordo com o IPMA, “os distritos onde deverá haver maior persistência da precipitação serão os do litoral a sul do cabo Mondego e os do interior a sul da serra da Estrela, que coincidem com aqueles em que há maior probabilidade de ocorrência de precipitação forte”, nomeadamente na quarta, quinta e sexta-feira.

No que se refere ao vento, “tenderá a aumentar temporariamente de intensidade no litoral a sul dos cabos Carvoeiro/Mondego, e nas terras altas, em particular do Centro e Sul, por vezes com rajadas até 70 km/h”.

Cinco distritos sob aviso amarelo devido à chuva

É também esperada um agravamento na agitação marítima, “na costa sul do Algarve, que será do quadrante sul até 2,5 metros, mantendo 3 a 4 metros de noroeste na costa ocidental, passando a ondas de oeste/sudoeste 2 a 3 metros” a partir de sexta-feira.

Na nota é ainda referido que o IPMA emitiu avisos amarelos para a chuva, e informa que “existe alguma incerteza na posição desta depressão nos próximos dias, o que se traduzirá em incerteza na localização e intensidade da precipitação”.

Nesta quarta-feira, cinco distritos estão sob aviso amarelo devido à precipitação, são eles Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, segundo o site do IPMA.

Diário de Notícias
Susete Henriques
17.03.2026

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295: Depressão Regina deixa as serras da Madeira pintadas de branco

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🇵🇹 PORTUGAL // MADEIRA // METEOROLOGIA

Temperaturas chegaram quase aos 3 graus negativos na terça-feira no Pico do Areeiro. Veja os vídeos registados por madeirenses e turistas nos pontos mais altos da ilha nos últimos dias.

A passagem da depressão Regina levou, na terça-feira, neve até às regiões montanhosas da ilha da Madeira, que estão agora pintadas de branco.

A estação meteorológica do Pico do Areeiro chegou ontem a registar -2.9ºC, a temperatura mais baixa do país na terça-feira.

O arquipélago da Madeira foi atingido pela depressão Regina, que, segundo as previsões, iria condicionar o estado do tempo até esta manhã.

As imagens partilhadas nas redes sociais mostram um manto branco nos pontos altos da ilha.

O Serviço Regional de Protecção Civil emitiu um aviso à população, alertando para a necessidade de adoptar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de gelo nas vias; não circular em vias afectadas pela acumulação de neve, respeitar as interdições dos acessos às zonas com neve e garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento.

Por outro lado, veículos pesados devem evitar circular naquelas vias, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tracção traseira.

A população deve também manter-se atenta às informações da meteorologia.

A Protecção Civil deu também conta das estradas que estão condicionadas.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou que reforçou o patrulhamento nas zonas de maior altitude da região, “devido às baixas temperaturas e à queda de neve verificada nas últimas horas”.

“Vários acessos encontram-se encerrados por razões de segurança e a circulação está condicionada em algumas vias devido à formação de gelo e acumulação de neve”, lê-se numa publicação feita nas redes sociais na terça-feira.

À semelhança da Protecção Civil, também a PSP alerta para que sejam “evitadas deslocações para estas zonas enquanto se mantiverem as actuais condições meteorológicas, mesmo que as viaturas sejam consideradas preparadas”.

“A presença de gelo e o eventual bloqueio de vias podem colocar pessoas e veículos em situação de risco”, lê-se na mesma nota.

Quanto aos voos, o aeroporto da Madeira parece ter retomado a normalidade esta quarta-feira, depois de mais de 80 voos com partida ou destino para a ilha terem sido cancelados na terça-feira.

Notícias ao Minuto
Tomásia Sousa
04.03.2026

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275: Bastaram 15 dias para este Fevereiro ser o mês mais chuvoso dos últimos 47 anos

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Este inverno é o segundo mais chuvoso desde 2000 e o oitavo mais chuvoso desde que há registos.

mau tempo em Lisboa
Leonardo Negrão

Os primeiros 15 dias de Fevereiro foram suficientes para fazer deste mês o mais chuvoso dos últimos 47 anos e o 10.º mais chuvoso desde 1931, segundo avançou esta terça-feira, 24 de Fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que revela também que o mês de Janeiro já fora o segundo mais chuvoso desde 2000 e o 14.º mais chuvoso desde que há registos.

De acordo com dados divulgados pelo IPMA, entre 1 e 15 de Fevereiro, dias marcados pelas depressões Leonardo e Marta e pela passagem de superfícies frontais associadas às depressões Vils e Oriana, a precipitação teve um total acumulado de 223,5 mm, o que representa 304% do normal, ou seja, é cerca de três vezes superior ao valor médio de referência 1991-2020. “Grande parte do território já regista valores entre 300% e 400% (3 a 4 vezes) do valor normal 1991-2020, sendo mesmo superior a 500% (ou seja, cinco vezes) nas localidades de Mora, Lavradio e Alvalade do Sado”, diz o IPMA.

Um mês que se segue a um outro que também havia sido muito chuvoso. De acordo com o instituto, Janeiro de 2026 foi o segundo mais chuvoso desde 2000, marcado pela passagem de cinco depressões, nomeadamente a Francis, a Goreti, a Ingrid, a Joseph e a Kristin, esta última devastadora para a região centro. “Em grande parte das regiões Centro e Sul os valores mensais situaram-se entre 250% e 350% do normal”, realça o IPMA, que recorda ainda que a maior rajada de vento registada nas estações de superfície atingiu 177.8 km/h na base aérea de Monte Real.

Tendo em conta que Novembro e Dezembro de 2025 já tinham registos que os tornavam o terceiro e sétimo mais chuvosos desde 2000, segundo o IPMA, este inverno é o segundo mais chuvoso desde 2000 e o oitavo mais chuvoso desde que há registos.

Entre Novembro e 15 de Fevereiro, o total acumulado de precipitação foi de 819.2 mm, correspondendo ao dobro do valor médio, sendo o sétimo valor mais elevado desde 1931. “Mais de metade dos distritos já atingiu ou ultrapassou o valor médio anual de precipitação. Em Faro, o total acumulado já supera o valor médio de um ano completo”, diz.

Segundo as informações divulgadas pelo IPMA, o ano de 2025 fora o terceiro mais chuvoso desde 2000, com um total anual de 1064.8 mm (130% do valor normal 1991-2020) e o 5.º mais quente desde que há registos, com seis ondas de calor, incluindo uma com características excepcionais.

Diário de Notícias
Sofia Fonseca
24.02.2026

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259: Depressões cada vez mais severas. Portugal é um dos países mais expostos, aponta climatologista Carlos da Câmara

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÕES

As depressões não são novas, o problema está na “intensidade” que aumenta com as alterações climáticas, defende o climatologista e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Carlos da Câmara.

Em entrevista à Antena1, Carlos da Câmara alerta que Portugal e os países mais mediterrânicos estão mais expostos a estes fenómenos climáticos, que ganham cada vez mais severidade por influência na atmosfera dos gases com efeito de estufa.

As depressões não são novas, o problema está na “intensidade” que aumenta com as alterações climáticas, defende o climatologista e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Carlos da Câmara.
© Foto: Paulo Cunha – Lusa

Com os ciclos de seca e chuva mais rigorosos, o climatologista e docente universitário sublinha que é preciso uma postura de “formiga” em relação à água, armazenando-a quando chove – investindo em barragens e optimização dos recursos hídricos – para fazer face aos intensos períodos de seca.

RTP
15.02.2026
Luís Peixoto – Antena 1

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