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Mau tempo tem provocado condicionamentos nas ligações ferroviárias e em várias estradas do país, com destaque para a A1, cujo piso abateu na zona de Coimbra devido ao rompimento de um dique.

Elementos da protecção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em Coimbra
FOTO: PAULO NOVAIS/LUSA
Mais de 70 empresas já pediram lay-off simplificado
O ‘lay-off’ simplificado já foi pedido por 75 empresas afectadas pela tempestade Kristin, abrangendo 642 trabalhadores, enquanto 68 entidades recorreram ao incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho, segundo dados hoje divulgados pelo Ministério do Trabalho.
“Os concelhos que registam um maior número de empregadores a requerer” o lay-off simplificado foram “Leiria, com 22 e Marinha Grande, com 16”, adiantou ainda o ministério liderado por Rosário Palma Ramalho, em comunicado enviado às redacções.
Os trabalhadores abrangidos pelo lay-off simplificado nas empresas afectadas pelas tempestades vão, afinal, receber dois terços do salário bruto até ao triplo do salário mínimo nacional (até 2.760 euros) e não 100%, como o Governo tinha anunciado, segundo esclareceu na quinta-feira o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
A remuneração nunca pode ser inferior ao salário mínimo nacional em vigor, que está actualmente fixado em 920 euros.
No comunicado divulgado na quinta-feira, o Governo esclareceu ainda uma outra questão que estava por clarificar relativamente às regras do ‘lay-off’ simplificado, sobre a fatia que a Segurança Social vai suportar nos salários a pagar aos trabalhadores abrangidos.
Segundo o ministério, “durante os primeiros 60 dias, a Segurança Social assegura 80% da remuneração devida ao trabalhador, enquanto a entidade empregadora garante os restantes 20%”.
“Após este período inicial, aplicar-se-á a habitual divisão de 70/30”, acrescentou.
Além do lay-off simplificado, o Governo criou uma outra medida, chamada incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho.
No âmbito deste apoio, “foram submetidas 68 candidaturas por empregadores, abrangendo um total de 340 trabalhadores, num montante global de apoio de mais de um milhão de euros”, adianta ainda a tutela, no comunicado hoje divulgado.
Do total de candidaturas apresentadas, 21 correspondem a trabalhadores independentes, acrescenta o executivo.
Em termos geográficos, “os concelhos de Leiria, Marinha Grande e Pombal concentram 62% das candidaturas”, adianta ainda o ministério, acrescentando que a região Centro “regista 52 empregadores apoiados, abrangendo 253 trabalhadores e um montante de 788.625,27 euros”.
Segundo o ministério, segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo, com 15 candidaturas abrangendo 80 trabalhadores, “e o Alentejo, com uma candidatura que abrange sete trabalhadores”.
Este apoio é atribuído pelo IEFP três meses “com possibilidade de prorrogação”, para assegurar “o cumprimento das obrigações retributivas até 100% do montante da retribuição normal ilíquida do trabalhador, deduzida a contribuição para a Segurança Social”, confirmou na quinta-feira o ministério.
O montante do apoio “não pode ultrapassar o valor de duas vezes a retribuição mínima mensal garantida, vulgo salário mínimo, ao qual acresce o apoio à alimentação e transporte”.
O Governo esclareceu ainda que “este apoio não é acumulável com o ‘lay-off’ simplificado”.
“Os dois apoios podem, no entanto, ser pedidos de forma sequencial. Quanto à isenção do pagamento de contribuições à Segurança Social para empresas afectadas pela calamidade, é acumulável com o incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho ou com o lay-off simplificado”, sinalizou o ministério do Trabalho na mesma nota, na quinta-feira.
O comunicado divulgado hoje pelo Ministério do Trabalho surge pouco depois de o primeiro-ministro ter indicado que o Governo já contabilizou mais de 18.500 pedidos de ajuda, quase metade dos quais para reconstrução de habitações afectadas pelas tempestades.
Lusa
Deslizamentos provocam cortes e condicionamentos de trânsito na Sertã
A Câmara da Sertã cortou várias ruas, estradas e caminhos municipais devido aos deslizamentos e derrocadas que têm provocado danos nas vias, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo território.
“O elevado índice de precipitação que se tem registado tem provocado deslizamento de vertentes e danos em algumas vias, afectando a normal circulação rodoviária. Assim, no que respeita a estradas no concelho, registam-se alguns cortes e condicionamentos”, explicou, em comunicado, este município do distrito de Castelo Branco.
Segundo a informação disponibilizada, a Estrada Nacional 2 (EN2) tem o trânsito rodoviário cortado desde a Barragem do Cabril até Pedrogão Pequeno (alternativa IC8) e encontra-se condicionada entre Pedrogão Pequeno até ao limite do concelho com Vila de Rei.
Em Pedrogão Pequeno, a Rua Casimiro Freire teve de ser cortada por perigo de queda de uma fachada para a via pública e na União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, na Rua do Vale Casal o trânsito está cortado.
Já o Caminho Municipal 1130, na freguesia da Sertã, está cortado à circulação rodoviária.
Existem ainda condicionamentos no cruzamento desde a EN238 (junto à Portela de Oliveira) até à Foz da Sertã (União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais) e no Caminho Municipal 1116 (entre Pinheiro a Aldeia Velha) e no Caminho Municipal 1117.
No que diz respeito à reposição da energia eléctrica, todos os 280 postes de transformação do concelho estão energizados, dos quais 246 ligados à rede de média tensão e 34 alimentados por geradores, prosseguindo os trabalhos quer na média, quer na baixa tensão.
Já o apoio psico-social, que estava a decorrer na biblioteca municipal, vai passar a realizar-se exclusivamente na Câmara Municipal da Sertã, no Sector de Acção Social, nos dias úteis das 09:00 às 12:30 e das 13:30 às 17:00.
Lusa
Troço suburbano do metrobus na região de Coimbra pode reabrir na próxima semana
O presidente da Metro Mondego estimou hoje que a operação do Sistema de Mobilidade do Mondego seja retomada na próxima semana até à Lousã, mas até Serpins pode ainda demorar, pelo menos, cinco meses.
“Estamos convencidos de que iremos ultrapassar estes problemas durante a próxima semana e que voltaremos a operar de forma normal o metrobus”, afirmou João Marrana.
As operações do metrobus no troço suburbano foram suspensas há cerca de uma semana por motivos de segurança e indicação da Protecção Civil, com a Metro Mondego a garantir serviços alternativos de transporte.
“Pedimos desculpa por todos os problemas que demos às pessoas”, disse.
O presidente da Metro Mondego participou hoje na reunião de Câmara de Miranda do Corvo, no concelho de Coimbra, a convite do presidente da autarquia, José Miguel Ramos Ferreira, para dar explicações sobre os constrangimentos na circulação do metrobus.
Na reunião, Marrana reconheceu que a ligação entre a Lousã e Serpins pode demorar mais tempo a ser retomada, devido “à obra estrutural” que terá de ser feita entre o Casal de Espírito Santo e o Casal de Santo António.
“Esperamos fazer o contrato com total urgência de serviço na próxima semana, mas vai demorar cinco meses. É a nossa estimativa”, explicou.
João Marrana reconheceu que a operação dos serviços alternativos ao metrobus começou “com muitas limitações”, apontando dificuldades em encontrar operadores.
“Neste momento, temos em operação autocarros que são operados com motoristas que vieram de Aveiro e outros que vieram de Guimarães. Não é fácil encontrar operadores do pé para a mão. Não é nada fácil”, explicou.
Sobre a oferta de serviços alternativos, “tudo indica que será suficiente”, tendo como referência os dados da utilização no dia 21 de Janeiro.
“Neste momento, estamos com 78 serviços em cada sentido. Quando eram os serviços alternativos, há uns meses, eram 83”, detalhou, acrescentando que se for preciso mais serviços a Metro Mondego disponibilizará, “desde que se arranje quem os possa fazer”.
Aos vereadores e residentes de Miranda do Corvo presentes na reunião, o responsável apontou ainda como condicionante para os serviços alternativos a “quantidade expressiva de estradas que estão cortadas”.
Marrana disse ainda que o problema foi “existir a [depressão] Kristin com um conjunto extenso de tempestades seguintes”.
Lusa
Empresas em municípios em calamidade responsáveis por 15,2% de exportações
As empresas sediadas nos 68 municípios onde foi declarada situação de calamidade foram responsáveis, no ano passado, pela exportação de 15,2% dos bens nacionais, segundo dados do INE.
Num destaque hoje publicado, sobre estes municípios, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indicou que em 2025, as empresas sediadas nestes municípios foram responsáveis por 15,2% das exportações nacionais de bens e por 12.085,7 milhões de euros (dados preliminares).
Segundo o INE, no sector do alojamento turístico, estes municípios concentravam 14,9% dos estabelecimentos em actividade (1.263 unidades), 11,5% da capacidade instalada (58,3 mil camas) e 8,9% das dormidas registadas no país (7,3 milhões).
De acordo com a mesma informação, em 2024, nestes municípios estavam 15,8% das empresas não financeiras, 14% do pessoal ao serviço e 13,8% do volume de negócios.
Já em termos sectoriais, destacaram-se a agricultura e pescas e a indústria e energia, com o maior peso relativo no pessoal ao serviço e no volume de negócios, bem como a indústria e energia e o comércio, com maior expressão no número de empresas.
Paralelamente, segundo o recenseamento agrícola de 2019, estes municípios concentravam 22% das explorações agrícolas, 20% do volume de trabalho agrícola e 14% da superfície agrícola utilizada.
Já na produção pecuária, “o peso relativo era particularmente expressivo”, indicou o INE, com 60% do efectivo nacional de suínos e 52% das aves.
“Apesar de concentrarem uma menor proporção da superfície agrícola utilizada, estes municípios assumem um peso significativo na produção pecuária nacional”, destacou.
De acordo com o INE, “em 2021, cerca de 1,8 milhões de pessoas (17,0% da população residente em Portugal) viviam nos 68 municípios onde foi declarada situação de calamidade, que concentravam também 19% dos alojamentos do país”.
Lusa
Prejuízos elevados em praias de freguesias de Oliveira do Hospital
A presidente da União de Freguesias de Penalva de Alva e São Sebastião da Feira, em Oliveira do Hospital, fez hoje votos de que, no verão, as praias fluviais afectadas pelo mau tempo possam receber visitantes.
Apesar de não conseguir apontar números concretos, Madalena Mendes disse à agência Lusa que os prejuízos no território desta união de freguesias do distrito de Coimbra foram “muito elevados, sobretudo em infra-estruturas viárias e nas praias fluviais”.
Segundo Madalena Mendes, o mau tempo deixou um rasto de destruição nas praias fluviais de Penalva de Alva, Caldas de São Paulo, Santo António do Alva e São Sebastião da Feira, muito procuradas no verão por pessoas que “dão muita vida” às freguesias.
“Esperamos que no próximo verão já haja condições” para receber os visitantes.
No que respeita à rede viária, a autarca destacou o colapso da plataforma da Estrada Municipal (EM) 514, que ficou cortada nos dois sentidos na quarta-feira à noite.
“É outro grande constrangimento, até porque temos unidades hoteleiras e está a ser muito difícil”, afirmou Madalena Mendes, garantindo que estão a ser feitos todos os esforços para que a EM 514 reabra o mais rapidamente possível.
O desabamento na EM 514 (também conhecida como estrada do Vale do Alva) ocorreu às 22:48 de quarta-feira, encerrando a via entre o cemitério de Penalva de Alva e o Lagar das Caldas de São Paulo.
“A estrada colapsou numa extensão de 100 metros. Grande parte da plataforma foi abaixo. Tem apenas uma parte residual que ainda não abateu, mas admitimos que nas próximas horas acabará por colapsar, o que põe em causa a mobilidade e um conjunto de serviços”, disse o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, na quinta-feira.
Segundo José Francisco Rolo, trata-se de “uma estrada estruturante para a zona Sul do concelho”, que liga várias freguesias e dá acesso à escola da Ponte das Três Entradas.
Lusa
Acesso da Ponte 25 de Abril para a A5 de novo cortado
O acesso da Ponte 25 de Abril para a Autoestrada 5 (A5), que liga Lisboa a Cascais, foi hoje novamente cortado ao trânsito, sendo a saída alternativa por Alcântara ou Monsanto, informou a Brisa.
De acordo com uma nota da BCR – Brisa Concessão Rodoviária, cerca das 15:20, o acesso da Ponte 25 de Abril à A5, no sentido Lisboa – Cascais, está fechado, não adiantando mais pormenores.
Anteriormente, a Brisa dava conta de que se encontrava cortado o trânsito na via central esquerda da A5, sentido Lisboa-Cascais, ao km1, ficando apenas a via esquerda aberta ao trânsito.
Já na quarta e quinta-feira, o trânsito na A5 esteve cortado no sentido Lisboa–Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1), depois de um deslizamento de terras ter obstruído duas faixas de rodagem, cerca das 19:20.
O trânsito reabriu no local na quinta-feira às 06:27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza, segundo disse a GNR.
Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estiveram elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação.
No entanto, horas depois, cerca das 15:40, fonte da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa adiantou à Lusa ter ocorrido um novo deslizamento de terras ao quilómetro 1, na subida para o Monsanto, no mesmo local em que ocorreu um outro na quarta-feira, pelo que o trânsito foi novamente cortado.
Lusa
Mais de 250 bibliotecas públicas com danos causados pelas tempestades
Mais de metade das 489 bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP) foram afectadas pelo mau tempo, principalmente as de Alcácer do Sal, Santarém, Leiria, Caldas da Rainha, Pombal e Marinha Grande, que sofreram maior impacto.
“De acordo com a informação recolhida pela DGLAB [Direcção-Geral do Arquivo dos Livros e das Bibliotecas] e que se mantém em actualização, 52% das bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, maioritariamente localizadas na região centro do país, indicaram ter sido afectadas pelo mau tempo das últimas semanas”, disse à Lusa Bruno Eiras, subdirector-geral daquele organismo.
O responsável adiantou que este é o balanço possível no momento, uma vez que os “contactos com as bibliotecas não estão a ser tão rápidos” como desejável, “não conseguindo manter a informação actualizada”.
Além disso, “a continuidade do tempo de chuva tem criado novas situações”, alertou.
De qualquer modo, os dados recolhidos indicam que das quase 255 bibliotecas atingidas pelas sucessivas tempestades que assolam o país desde 28 de Janeiro, 80% dizem respeito a infiltrações e inundações de pequenas dimensões ou a situações externas às bibliotecas como falhas de electricidade e comunicações.
As restantes informaram pequenos impactos, alguns relacionados com problemas preexistentes, e muitas relatam dificuldades por parte de alguns trabalhadores em chegar às bibliotecas.
Apesar dos danos verificados, 78% das bibliotecas indicaram ter conseguido manter-se em funcionamento, enquanto os restantes 22% tiveram de encerrar alguns espaços ou serviços, acrescentou Bruno Eiras, sem especificar quais as bibliotecas em causa.
No entanto, revelou que “os casos mais graves” de que teve conhecimento “ocorreram nas Bibliotecas Municipais de Alcácer do Sal, Santarém, Leiria, Caldas da Rainha, Pombal e Marinha Grande, onde os espaços ou mesmo as estruturas foram bastante afectadas”.
De acordo com uma publicação nas redes sociais da respectiva autarquia, a Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal está “encerrada por tempo indeterminado”, pois “todo o piso térreo ficou debaixo de água, perdendo-se as salas infantis e os livros em depósito e registando-se enormes danos no auditório e sala de exposições”.
Na sequência da perda deste espólio de 30 anos de actividade, a biblioteca lançou no início desta semana um apelo à doação de “livros infantis” em bom estado, destinados a crianças até 12 anos, para recompor o seu acervo, mas de acordo com informações de um agrupamento de escolas local, a angariação foi entretanto suspensa por falta de capacidade de gestão, devido ao mau tempo.
No dia 04 deste mês, quando ainda só se faziam sentir os impactos da depressão Kristin, também a directora da Biblioteca Municipal de Pombal, Daniela Martins, revelou à Lusa que aquela estrutura sofrera “estragos significativos no piso superior e na parte de trás”.
“Está com infiltrações e falta de coberturas. Uma janela ficou partida e outras duas janelas grandes foram projectadas, tendo destruído alguns computadores sobre os quais caíram”, indicou na altura, especificando que “ficaram também destruídas a parte interna do edifício e a oficina”, mantendo-se em funcionamento apenas a parte da frente, servindo a população afectada.
Quanto à biblioteca da Marinha Grande, já naquela altura era uma das que tinham tido “mais estragos”, tendo perdido a cobertura, que impedia a entrada da água, segundo a responsável, que disse ainda que as estantes e os livros estavam cobertos com plásticos, para tentar minimizar os danos.
Bruno Eiras destacou “o trabalho de apoio às comunidades que muitas bibliotecas têm dado desde os primeiros dias”.
“As características das bibliotecas públicas e dos seus trabalhadores atribuem-lhes especial importância na ajuda às populações, como locais abertos a todos, gratuitos e seguros e onde os profissionais podem apoiar as populações na procura de informação relevante e na utilização dos equipamentos informáticos”, realçou.
Em muitos municípios, as bibliotecas públicas foram os primeiros locais a disponibilizar-se para prestar serviços às populações para carregar telemóveis e computadores, aceder à Internet, ter um espaço para trabalhar, estudar, contactar familiares ou ainda, simplesmente, como um local confortável para estar face às tempestades, assegurou o responsável.
“Várias bibliotecas também adaptaram os seus horários de funcionamento para melhor responderem à procura e tentaram estar alinhadas com as estratégias municipais”, acrescentou.
Esse foi o caso da Biblioteca Municipal de Pombal que, devido à procura, alargou o horário de funcionamento para o período das 09:00 às 20:00, sem interrupções, de segunda-feira a sábado, segundo a directora.
Lusa
Deslizamento de terra obriga à retirada de 13 pessoas em Leiria
Um deslizamento de terra hoje de madrugada obrigou à retirada de 13 pessoas, em São Romão, no concelho de Leiria, disse à agência Lusa o vereador da Protecção Civil, que revelou que uma outra habitação está a ser monitorizada.
“Verificou-se um deslizamento de terras numa das encostas de São Romão. Retirámos, até ao momento, 13 pessoas. E já estamos a proceder a vistorias para notificar os proprietários, que é uma parte privada, para também procedermos às reparações necessárias”, explicou Luís Lopes.
Segundo o vereador, um dos objectivos é repor o acesso às habitações todas, porque “algumas ficaram muito condicionadas por parte de um caminho que foi também muito danificado”.
As 13 pessoas retiradas viviam nas habitações por baixo de uma encosta, mas a Protecção Civil está a monitorizar uma outra habitação na parte superior do talude.
“Estamos a verificar a sua estabilidade, uma vez que uma parte das fundações ficou à mostra e temos de ter a certeza de que não há dano estrutural que possa colocar em causa os moradores”, acrescentou.
Luís Lopes explicou que se tratou de “um movimento de massas considerável”, que envolve “umas toneladas valentes de terras que se movimentaram”, pelo que “ainda vai levar alguns dias até se conseguir repor”.
O autarca salientou que “as condições meteorológicas não têm sido nada favoráveis e a acumulação de água nos solos tem contribuído para este tipo de situações”.
Esperando que nos próximos dias a situação meteorológica melhore, Luís Lopes espera que seja possível realizar uma “intervenção para repor alguma normalidade e as pessoas poderem regressar o mais rápido possível às suas casas”.
Lusa
Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca
13.02.2026



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