233: Mau tempo. Gouveia e Melo considera que MAI deveria pedir exoneração, entre críticas ao improviso

1
0

 

🇵🇹 PORTUGAL // GOUVEIA E MELO // MAU TEMPO // GOVERNO

O ex-candidato à Presidência da República considera que o Governo falhou na organização da resposta às populações afectadas pelo mau tempo, realçando que a ministra da Administração Interna deveria pedir a exoneração. Defende uma estrutura de missão e uma espécie de “Plano Marshall” regional. Num artigo de opinião publicado esta terça-feira no jornal Público, intitulado “Estado do improviso”, Henrique Gouveia e Melo diz que “houve falhas no planeamento, no aviso antecipado, nos alertas claros à população, na comunicação do perigo e no aconselhamento prático do que deveria ser feito“.

O ex-candidato à Presidência da República considera que o Governo falhou na organização da resposta às populações afectadas pelo mau tempo, realçando que a ministra da Administração Interna deveria pedir a exoneração. Defende uma estrutura de missão e uma espécie de “Plano Marshall” regional.
© José Sena Goulão – Lusa

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada considera que o “Estado falhou” e que o “Governo é, perante os cidadãos, responsável pela resposta do Estado e terá, necessariamente, de tirar consequências políticas do que aconteceu”.

“O primeiro-ministro deve reflectir se, perante a evidente falta de preparação e capacidade da ministra da Administração Interna, esta tem condições para permanecer no lugar. Parecer-me-ia adequado que a senhora ministra pedisse, por sua própria iniciativa, a sua exoneração — a bem do Governo e do país”, sublinhou.

“Portugal deve abandonar lógicas corporativas dentro do Estado e atribuir funções às entidades com mais preparação e capacidade para agir em desastres e crises”, advoga.

A Protecção Civil tem de ser remodelada de alto a baixo: deve ser fortemente profissionalizada, liberta de clientelas políticas e verdadeiramente capacitada”, disse, lembrando que num outro artigo, no verão passado, propôs a criação, nas Forças Armadas, de uma grande unidade, ou mesmo um novo ramo, dedicado à protecção civil”.

Na opinião de Gouveia e Melo, o primeiro-ministro tem de criar uma ‘task force‘, ou uma Estrutura de Missão, mas na sua dependência directa, para colocar todos os ministérios a trabalhar de forma efectivamente coordenada, com unidade de propósito e comando.

“As tarefas de organização, coordenação, comunicação e liderança devem estar sob a dependência directa dessa estrutura de crise. Deve ser criada uma estrutura logística de apoio, com um nível central de coordenação e concentração, que alimente postos desconcentrados de resposta junto das populações afectadas”, disse.

Gouveia e Melo considerou, entre outros, que devem ser accionados todos os mecanismos de solidariedade e financiamento comunitário, produzida legislação adequadas para responder às consequências negativas das tempestades.

“Devemos criar um ‘Plano Marshall’ regional e localizado, que recupere e desenvolva “, disse.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de Janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

c/Lusa

RTP
10.02.2026

Visita: free web counter

- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

Loading