117: Gripe preocupa e leva Governo a anunciar reforço de meios. DGS aconselha máscaras

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🇵🇹 PORTUGAL // SAÚDE // GRIPE

O alerta surge depois de o país ter registado 700 novos casos por 100 mil habitantes na última semana. Ministra reconhece a pressão crescente no terreno: “A gripe terá este ano um impacto maior”.

Ana Paula Martins, Álvaro Santos Almeida e Rita Sá Machado em conferência de imprensa conjunta sobre a gripe. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O Governo reconheceu esta segunda-feira, 8 de Dezembro, que as próximas semanas serão exigentes na resposta à gripe, com o pico da actividade gripal previsto para o final do ano, mas garante que o Serviço Nacional de Saúde está pronto para enfrentar o aumento de casos. “Posso assegurar que as nossas instituições estão preparadas e articuladas (…) para dar a melhor resposta possível aos portugueses, desde a prevenção até ao tratamento”, afirmou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, numa conferência de imprensa em Lisboa que juntou ainda a directora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, e o director executivo do SNS, Álvaro Santos Almeida.

A ministra explicou que a época gripal começou cerca de um mês mais cedo do que o habitual e que Portugal segue a tendência de outros países europeus. “Temos uma actividade gripal crescente nas últimas semanas, já com impacto visível nas unidades de saúde”, disse, sublinhando que o impacto “será mais intenso nas próximas semanas”. “Sabemos que as próximas oito semanas serão particularmente exigentes”, alertou. Até agora, quase 2,3 milhões de pessoas já foram vacinadas em Portugal.

O alerta surge depois de o país ter registado cerca de 700 novos casos por 100 mil habitantes na última semana. Ana Paula Martins reconheceu a pressão crescente no terreno: “A gripe terá este ano um impacto maior”, notou, lembrando a “escassez de profissionais” e apontando o alargamento dos horários dos centros e serviços de atendimento clínico.

O Governo vai também voltar a activar uma task force de monitorização diária da gripe, semelhante à criada no ano passado. “É previsível um aumento da procura dos serviços de urgência, o que, aliás, já se começou a notar”, assinalou a ministra da Saúde.

Segundo Ana Paula Martins, o reforço dos meios também já está a avançar: o INEM vai recorrer a ambulâncias da protecção civil e da Cruz Vermelha Portuguesa. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa disponibilizou 27 camas sociais e 112 camas de apoio e está a preparar mais 50 para situações de emergência.

Apesar das dificuldades, a ministra garantiu que o sistema está mobilizado. “As instituições estão preparadas e articuladas para dar a melhor resposta possível”, disse, lembrando que, em momentos de maior procura, os hospitais podem suspender cirurgias não urgentes para concentrar recursos nas urgências.

Máscaras e etiqueta respiratória

Da parte da Direcção-Geral da Saúde, a directora-geral Rita Sá Machado reforçou a necessidade de cuidados básicos para travar contágios. “A curva dos infectados está em fase ascendente, mas ainda não é epidémica”, afirmou. Perante o aumento de casos, pediu responsabilidade a quem apresenta sintomas, resgatando a importância do uso de máscaras em contexto de doença: “É importante focarmos não apenas na utilização de máscara, mas naquilo que é a etiqueta respiratória. Sempre que se têm sintomas respiratórios e se vai aos cuidados de saúde, deve usar-se máscara.”

A responsável lembrou ainda outras medidas essenciais que devemos não esquecer, recuperando conselhos muito repetidos nos tempos da pandemia de covid-19: “Lavar as mãos, tossir e espirrar para o cotovelo e arejar espaços.”

Diário de Notícias
08.12.2025

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108: INSA alerta que Portugal entrou em fase epidémica de gripe com tendência crescente

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🇵🇹 PORTUGAL // SAÚDE // GRIPE

Nas últimas duas a três semanas, observou-se “um aumento do número de casos confirmados laboratorialmente de infecção pelo vírus da gripe”.

FOTO: Artur Machado/Global Imagens

Portugal entrou em fase epidémica de gripe com tendência crescente, registando um aumento de casos confirmados, incluindo internamentos em cuidados intensivos, alertou esta sexta-feira, 5 de Dezembro, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Os dados relativos à actividade gripal nesta época de 2025-26 (…) mostraram que na semana 48, que se iniciou a 24 de Novembro, a actividade gripal é epidémica”, disse à agência Lusa Raquel Guiomar, responsável pelo Laboratório Nacional de Referência para o vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios do INSA.

Segundo a investigadora, nas últimas duas a três semanas, observou-se “um aumento do número de casos confirmados laboratorialmente de infecção pelo vírus da gripe” e reportados pela Rede de Médicos Sentinela.

O Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe e outros Vírus Respiratórios do INSA, divulgado esta sexta-feira, revela que na semana de 24 a 30 de Novembro se observou um aumento na taxa de incidência das infecções respiratórias agudas graves em comparação com as semanas anteriores, atingindo 10,5 casos por 100.000 habitantes.

Os grupos etários dos zero aos quatro anos e dos 65 ou mais anos foram os que apresentaram o maior aumento, com este último a apresentar o valor mais elevado.

Nesta semana, foram admitidos 82 casos graves de infecção respiratória aguda nas Unidades Locais de Saúde (ULS) que reportaram dados, tendo sido reportados 10 internamentos em unidades de cuidados intensivos (UCI).

“Todos os casos tinham doença crónica subjacente e recomendação para vacinação contra a gripe sazonal, três dos quais estavam vacinados. Nesta semana, a proporção da gripe em UCI foi de 6,0%, tendo aumentado face à semana anterior (1,6%)”, refere o boletim.

Raquel Guiomar explicou que, normalmente, a gravidade da doença pode estar associada ao vírus que está a circular, mas muitas vezes também às condições individuais de cada doente.

Sobre os vírus que estão em circulação, a investigadora afirmou que os vírus que infectam a população humana são de dois tipos, A e B, sendo que nesta época estão a circular essencialmente os do vírus influenza A.

“Temos vindo a detectar os dois subtipos do vírus da gripe do tipo A, quer o vírus AH1N1, quer o vírus AH3N2”, havendo neste momento “um ligeiro predomínio” do AH1N1.

No entanto, sublinhou, a co-circulação dos dois subtipos do vírus de influenza A pode vir a alterar-se nas próximas semanas.

Raquel Guiomar disse que, nas últimas semanas, o subtipo AH3N2 tem merecido maior atenção a nível nacional e internacional, explicando que este vírus, que circulou no hemisfério norte na época passada e também no hemisfério sul, evoluiu e adquiriu mutações que podem aumentar a sua capacidade de transmissão e infecção.

Estas mutações distinguem-no dos vírus da época anterior e do que está contemplado na vacina 2025-2026.

Segundo a investigadora, o novo subgrupo de vírus do subtipo AH3N2, designado K, já foi detectado em Portugal e representa cerca de 45% dos vírus AH3N2 caracterizados até agora.

Questionada se tende a crescer nas próximas semanas, afirmou que é uma hipótese que poderá vir a acontecer, atendendo às suas características, notando, citando dados europeus, que nos países que tiveram uma época mais precoce do que a observada em Portugal foram estes os vírus que tiveram um aumento de circulação assim que se iniciou a actividade gripal.

A especialista disse ainda que a epidemia chegou “três a quatro semanas mais cedo” do que o habitual em Portugal, aproximando-se do padrão observado em 2023-24.

“Mas ainda não atingimos a actividade máxima. No fundo, estamos, neste momento, em actividade gripal epidémica com tendência crescente”, vincou.

Quanto a outros vírus respiratórios, a circulação do SARS-CoV-2 é actualmente reduzida e o vírus sincicial respiratório (RSV) mantém baixa actividade, embora possa aumentar nas próximas semanas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02.12.2025

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88: Gripe, constipação ou covid? As diferenças, os sintomas e como se proteger

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🇵🇹 PORTUGAL // SAÚDE // PROTECÇÃO

A gripe está a chegar mais cedo este ano à Europa, impulsionada por uma nova estirpe de gripe A, e Portugal não é excepção. A SIC Notícias reuniu perguntas e respostas para que se proteja das infecções respiratórios mais frequentes nesta época do ano.

Gripe, constipação ou covid? As diferenças, os sintomas e como se proteger
© dragana991

O número de casos de gripe está a aumentar em Portugal. A Direcção-Geral da Saúde (DGS) teme uma sobrecarga das urgências, por isso pede que a população se vacine durante as próximas duas semanas.

Os casos de gripe estão a aparecer três a quatro semanas antes, quando comparado com anos anteriores. Vêm com a agravante de uma nova estirpe da gripe A, a H3N2. Ainda não são conhecidos os efeitos que poderá ter nas infecções respiratórias, mas a DGS teme que uma baixa adesão à vacina pressione as urgências dos hospitais.

Quais os sintomas mais comuns?

Tal como explica uma especialista à Associated Press, os sintomas podem ser parecidos, mas há algumas diferenças:

  • Constipação: corrimento nasal, tosse, espirros, garganta irritada, dores de cabeça e no corpo e, às vezes, febre baixa com duração inferior a uma semana.
  • Gripe: febre, calafrios, tosse, dores de cabeça e no corpo, dor de garganta, fadiga e corrimento nasal. Os sintomas da gripe tendem a aparecer mais rapidamente do que os da constipação e podem durar até duas semanas.
  • Covid-19: pode incluir febre, calafrios, tosse, falta de ar, dor de garganta, perda de olfacto ou paladar, cansaço, dor de cabeça e náuseas ou vómito por vários dias.

Qual a diferença entre gripe e constipação?

A Direcção-Geral da Saúde explica que, apesar de ambas serem infecções virais, a gripe e a constipação “não são causadas pelos mesmos vírus e apresentam alguns sintomas diferentes”.

“Os sintomas de uma constipação surgem de forma mais leve do que os de uma gripe. É comum estarem limitados à zona do nariz e não estão tão associados a complicações graves”, explica a DGS.

A autoridade de saúde refere ainda que os sintomas da gripe tendem a ser mais intensos do que os de uma constipação e é mais comum surgirem dores musculares, cansaço e febre mais alta. Para além disso, existe um risco maior de desenvolvimento de complicações ou agravamento de doenças pré-existentes.

Como se deve proteger?

  • Lave as mãos frequentemente: use sabão e água e esfregue pelo menos durante 20 segundos, especialmente após usar a casa de banho e antes de comer ou preparar refeições. Caso não tenha acesso a água e sabão, use um desinfectante para as mãos com pelo menos 60% de álcool.
  • Limpe regularmente as superfícies: sobretudo maçanetas da portas, interruptores, bancadas, telemóveis, etc.
  • Use máscara em locais com muitas pessoas: as máscaras ajudam a prevenir infecções respiratórias.
  • Evite tocar no rosto: O contacto com olhos, nariz ou boca com as mãos não lavadas pode facilitar a entrada de vírus no organismo.
  • Vacinas: considere vacinar-se contra a gripe ou a covid-19.
  • Descanse e hidrate-se: tente dormir as horas recomendadas e mantenha-se hidratado para ajudar o sistema imunológico a funcionar melhor.

Se estiver doente, fique em casa

Para evitar contaminar outras pessoas, é importante permanecer em casa enquanto estiver com sintomas.

SIC Notícias
24.11.2025

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87: Há uma nova estirpe da gripe a preocupar as autoridades de saúde: o que é a H3N2?

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🇵🇹 PORTUGAL // SAÚDE // GRIPE // H3N2

O tempo ainda é de incertezas perante o impacto que a próxima temporada da gripe pode ter na saúde pública, mas o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças alerta para que as autoridades se preparem para “uma temporada de gripe mais severa” na Europa, especialmente se houver baixa adesão à vacinação.

Há uma nova estirpe da gripe a preocupar as autoridades de saúde: o que é a H3N2?

Há uma nova estirpe de gripe A (H3N2), subtipo K, que está a preocupar as autoridades e que está a chegar “três a quatro semanas mais cedo” do que é habitual à Europa. Na semana passada, o ECDC – Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças – apelou para que os países europeus acelerem os processos de vacinação, visto que os casos de gripe estão a aumentar de forma invulgar. 

O tempo ainda é de incertezas perante o impacto que a próxima temporada da gripe pode ter na saúde pública, mas o ECDC (na sigla inglesa) alerta para que as autoridades se preparem para “uma temporada de gripe mais severa” na Europa, especialmente se houver baixa adesão à vacinação.

“Estamos a observar um aumento nos casos de gripe muito mais cedo do que o normal este ano e isso significa que o tempo é crucial”, afirma o chefe da secção de Vírus Respiratórios do ECDC, Edoardo Colzani apelando: “Se tem direito à vacinação, por favor, não espere. Vacinar-se agora é uma das maneiras mais eficazes de se proteger e proteger as pessoas ao seu redor de doenças graves neste inverno”.

Quais os sintomas?

Segundo a revista Forbes, os sintomas associados a esta estirpe são semelhantes aos vírus da gripe e incluem febre, tosse, secreção nasal, fadiga, dores musculares e calafrios. Pode acontecer, em casos mais graves, apresentarem febres mais altas, dificuldade em respirar, desidratação e hospitalizações. 

Esta segunda-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, alertou que o inverno vai ser muito duro e que esta nova estirpe pode provocar uma pressão muito grande no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“A pressão vai ser muito grande, o inverno vai ser muito duro e nós, além dos planos de inverno e de contingência, temos também a emergência médica com planos reforçados”, afirmou Martins.

Entre Dezembro de 2024 e Janeiro de 2025, Portugal registou mais de 1.600 óbitos em excesso, afectando sobretudo mulheres e pessoas com mais de 85 anos. O período coincidiu com a epidemia da gripe e as temperaturas extremas.

Como prevenir?

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) afirma que as próximas duas semanas são a altura ideal para os elegíveis se vacinarem. Apesar de ser uma estirpe que não circulou no ano passado – e, por isso, não está coberta pela vacina -, a DGS reforça que consegue evitar, na mesma, quadros clínicos mais graves.

Também o ECDC insiste que as pessoas com maior risco de desenvolver doença grave se devem vacinar sem demora. Esses grupos incluem pessoas com mais de 65 anos, grávidas, pessoas com doenças preexistentes e crónicas ou imuno-comprometidas e pessoas que vivem em ambientes fechados, como instituições de cuidados continuados e lares.

Recomenda igualmente a vacinação aos profissionais de saúde ou trabalhadores de instituições de longa permanência. Aconselha os serviços de saúde e as instituições de longa permanência a fortalecerem os seus planos de preparação e medidas de prevenção e controle de infecções, além de incentivarem funcionários e visitantes a usar máscaras durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

O ECDC defende igualmente que os profissionais de saúde devem considerar a administração imediata de antivirais a pacientes com maior risco de desenvolver doença grave para reduzir complicações. Os profissionais de saúde devem também considerar o uso de profilaxia antiviral durante surtos em ambientes fechados, como instituições de cuidados continuados ou lares.

Com Lusa

SIC Notícias
Rita de Sousa
24.11.2025

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