276: Troço da A14 na Figueira da Foz sem previsão de reabertura

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🇵🇹 PORTUGAL // FIGUEIRA DA FOZ // AUTO-ESTRADAS

A circulação nos dois sentidos daquele troço com cerca de oito quilómetros (km) foi cortada ao trânsito há 21 dias.

Reinaldo Rodrigues

O troço da autoestrada 14 (A14) entre a autoestrada 17 (A17) e o nó de Santa Eulália, no município da Figueira da Foz, não tem previsão de reabertura, face aos danos causados pelas cheias, informou esta terça-feira, 24 de Fevereiro, a concessionária.

A circulação nos dois sentidos daquele troço com cerca de oito quilómetros (km) foi cortada ao trânsito na madrugada de dia 03, cumprem-se esta terça-feira 21 dias (três semanas), devido à subida das águas nos campos agrícolas adjacentes do vale do Mondego, e não voltou a ser reaberta.

A Brisa Concessão Rodoviária (BCR) disse à Lusa que “o corte de plena via na A14 mantém-se devido à realização de trabalhos de avaliação do estado da infra-estrutura, designadamente aterros e órgãos de drenagem, na sequência da subida da cota da água e subsequente submersão da plataforma ao longo de vários dias”.

A fonte oficial da Brisa disse ainda que assim que aqueles parâmetros forem avaliados internamente, “e após avaliação técnica externa, pelas entidades competentes”, estará em condições de reabrir a circulação na A14.

No entanto, “nesta fase, ainda não é possível antecipar a data de reabertura”, vincou a BCR.

Os primeiros 13 km da A14 (entre a Figueira da Foz e o nó de Santa Eulália, acesso oeste a Montemor-o-Velho e norte à povoação da Ereira, no distrito de Coimbra) abriram ao trânsito em 1994, então ainda como parte integrante do Itinerário Principal 3 (IP3).

Só em 2001 aquele troço original passou a fazer parte da A14, (autoestrada que liga a Figueira da Foz ao nó de Coimbra-Norte da A1) mantendo, até hoje, o seu carácter gratuito.

A partir de Montemor-o-Velho, o acesso alternativo à Figueira da Foz, para quem circula de e para Coimbra e localidades intermédias, faz-se pela antiga estrada nacional (EN) 111 e tem vindo a criar constrangimentos de trânsito, nomeadamente à passagem pelas localidades de Maiorca (na freguesia com o mesmo nome) e Caceira (Alhadas).

Em Maiorca, a Lusa constatou o aumento exponencial do tráfego automóvel e de veículos pesados, especialmente no atravessamento da povoação, ao início da manhã e final da tarde.

O aumento do volume de tráfego faz-se ainda sentir nos cerca de 2 km entre o nó de Santa Eulália e aquela vila do Baixo Mondego, na recta conhecida como Pontes de Maiorca.

O trajecto por esta via de dois sentidos, ladeada por vegetação – construída vários metros acima dos campos de arroz e com marcações no pavimento que não resistiram ao passar dos anos – implica atravessar cinco pontes, todas edificadas pela antiga Junta Autónoma das Estradas, três em 1937 e outras duas em 1940, ainda antes do primeiro Plano Rodoviário Nacional datado de 1945.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24.02.2026

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267: Várias linhas ferroviárias ainda com constrangimentos na circulação

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🇵🇹 PORTUGAL // FERROVIA // CIRCULAÇÃO

Passou quase um mês da passagem pelo continente da tempestade Kristin.

Reinaldo Rodrigues

A circulação nas linhas ferroviárias da Beira Baixa, Douro, Oeste e Urbanos de Coimbra continuam esta segunda-feira, 23 de Fevereiro, com constrangimentos ou suspensas em alguns troços quase um mês depois da passagem pelo continente da tempestade Kristin.

Numa nota divulgada na rede social Facebook, a CP – Comboios de Portugal informa que, devido ao mau tempo das últimas semanas, continua ainda suspensa a circulação na Linha da Beira baixa, realizando-se apenas comboios Regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

A circulação ferroviária mantém-se também suspensa nas Linhas do Douro, entre Régua e Pocinho, e na do Oeste.

Os comboios Urbanos de Coimbra estão a circular no percurso Coimbra-B – Alfarelos – Coimbra-B.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin (a 28 de Janeiro), Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afectados terminou a 15 de Fevereiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23.02.2026

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