383: A Figura do Dia. O cravo de Seguro

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OPINIÃO 🇵🇹🕊

Há 20 anos que um Presidente da República não entrava na Assembleia da República com um cravo na lapela.

Parece difícil de acreditar que muitos de nós não tenham orgulho num dos momentos mais bonitos e identitários de ser português – enquanto na Guerra Civil espanhola morreram mais de meio milhão de pessoas, não contabilizando os 100 mil que desapareceram, em Portugal preferimos armar as espingardas com cravos a matar-nos uns aos outros.

“António José Seguro não usou o cravo na lapela por ser socialista ou de esquerda. Usou-o por ser democrata, por acreditar mais no que nos une do que naquilo que nos separa (…).”
FOTO: Leonardo Negrão

Os cravos são um símbolo da democracia, não necessariamente um património exclusivo da esquerda. Representam a vida em oposição à morte, a esperança em oposição ao medo, o optimismo em oposição ao fatalismo. É o símbolo da nossa inocência, de uma ingenuidade poética que me emociona e orgulha.

É também um abraço à memória de uma mulher, a dona Celeste, que começou a distribuir, por puro instinto, cravos aos soldados revoltosos, entusiasmando vendedoras de várias praças de Lisboa a fazerem o mesmo.

Não é bonito? Não é extraordinário? Não foi um verdadeiro milagre?

“Há 20 anos que um Presidente da República não entrava na Assembleia da República com um cravo na lapela.”

Renegar os cravos é virar as costas ao que temos de melhor, ao símbolo mais poderoso da tolerância democrática, da liberdade colectiva e individual.

Vamos lá a ver, António José Seguro não usou o cravo na lapela por ser socialista ou de esquerda. Usou-o por ser democrata, por acreditar mais no que nos une do que naquilo que nos separa, por ser intolerante com o ressentimento dos que prefeririam que os cravos não existissem… ou a democracia.

Diário de Notícias
Luís Osório
Escritor, jornalista e cronista
27.04.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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382: Chuva forte e trovoada deixam 11 distritos sob aviso amarelo na terça-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // CHUVA

Início da semana começa com previsões de aguaceiros que poderão ser fortes, de granizo, e acompanhados por trovoadas, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Foto: Leonardo Negrão

A semana arranca com o agravamento do estado do tempo, estando previsto a partir da tarde desta segunda-feira, 27 de Abril, períodos de céu muito nublado, aguaceiros, que poderão ser fortes, de granizo e acompanhados por trovoadas, “em especial nas zonas montanhosas” do norte do país, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Devido a estas previsões, sete distritos – Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro e Viseu – estão hoje sob aviso amarelo.

Para esta terça-feira (28), o IPMA estendeu, no entanto, o aviso amarelo a outras regiões de Portugal continental – juntam-se a Viana do Castelo, Braga e Vila Real os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Guarda, Santarém, Castelo Branco, Coimbra e Portalegre –  devido à chuva forte e trovoada.

São esperados “períodos de céu muito nublado, apresentando-se geralmente muito nublado no litoral Centro, aumentando de nebulosidade no litoral a partir do final da tarde”, com a previsão de aguaceiros a partir do meio da manhã, sendo em especial no interior e durante a tarde, podendo ser por vezes fortes, de granizo e acompanhados de trovoada”, de acordo com o IPMA.

Prevê-se também para terça-feira uma pequena descida da temperatura máxima no Centro e Sul do território continental, com Santarém e Évora a atingirem os 28º Celsius.

Para quarta-feira, também se espera “céu geralmente muito nublado, diminuindo de nebulosidade, em especial na região Sul, a partir do final da tarde”, e “períodos de chuva ou aguaceiros, em especial no Norte e Centro, podendo ser por vezes fortes e acompanhados de trovoada”.

As condições meteorológicas deverão melhorar a partir de quinta-feira, com a previsão de “aguaceiros em geral fracos, mais prováveis no litoral oeste e até ao meio da tarde”.

Diário de Notícias
Susete Henriques
27.04.2026

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