456: Junho começa com reviravolta no tempo: rajadas de vento até 70 km/h e temperaturas a descer

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // IPMA

O estado do tempo em Portugal continental vai mudar a partir de hoje prevendo-se uma descida das temperaturas até 06/07 graus Celsius e vento forte, disse à agência Lusa a meteorologista Maria João Frada.

Conduzir à chuva (foto: Topntp26a/Freepik)
© AWAY magazine

O que está previsto para os próximos dias?

“Para os próximos dias o que vamos ter é a passagem de ondulações frontais de fraca actividade em dissipação sobre Portugal continental e que vão dar origem a nebulosidade e precipitação”, disse.

Que intensidade terá o vento?

De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), está previsto vento forte, que será de rajadas até 70 quilómetros por hora no litoral oeste, terras altas e sotavento algarvio.

Quando se vai sentir mais a descida da temperatura?

“Hoje será o dia com mais vento, depois melhora na quarta e volta na quinta-feira com a mesma dimensão. A descida de temperatura será hoje entre 03 e 06/07 graus em algumas zonas, o que associado ao vento dá uma sensação acrescida de frio”, referiu.

Quais serão as temperaturas máximas nos próximos dias?

As temperaturas máximas na generalidade do território do continente vão oscilar entre os 22 e os 25/26 graus Celsius, podendo atingir os 30 graus em alguns locais do Alentejo, Vale do Tejo e Vale do Douro, e serão inferiores na faixa costeira ocidental entre os 18 e os 20/23 graus.

E quanto às temperaturas mínimas?

Relativamente às mínimas, vão variar entre os 11/12 e os 15 graus, entre os 17 e os 20 na faixa costeira e entre 08 e 10 graus nas terras altas.

As temperaturas vão continuar a descer ao longo da semana?

Segundo Maria João Frada, as temperaturas sobem na quarta-feira e voltam a descer na quinta-feira, novamente com intensificação de vento.

Porque está a acontecer esta alteração do estado do tempo?

“Isto tem a ver com a posição do anticiclone dos Açores que baixou em altitude, está a sul-sudoeste dos Açores e há depressões no Atlântico norte e associadas a estas depressões, que estão bastante longe do continente, vêm as ondulações frontais que atravessam o continente e que são de fraca actividade”, disse.

Qual é o papel da corrente de jacto nesta situação?

A meteorologista explicou que isto deve-se à corrente de jacto que está nos níveis muito altos da atmosfera.

O que é a corrente de jacto?

“A corrente de jacto é uma zona, uma faixa tubular em que há ventos máximos na alta atmosfera e a corrente de jacto oscila em altitude consoante as estações do ano. No verão está mais para norte e no inverno baixa. O jacto está mais para sul e dá origem a ondulações”, disse.

Esta situação meteorológica é normal para Junho?

De acordo com a meteorologista do IPMA, esta situação é normal para o mês de Junho.

As temperaturas vão ficar abaixo da média?

“Isto é comum. Não é inédito e é provável que as máximas, ao descer, fiquem abaixo da média”, salientou.

Away
Redacção
03.06.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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455: Apocalipse

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🇵🇹 OPINIÃO

Temos vivido o primeiro semestre de 2026 entre tempestades com impactos que desconhecíamos, chuvas fora de tempo, temperaturas imprevisíveis e, sobretudo, com uma incerteza que, até há pouco, desconhecíamos.

Os líderes mundiais andam, há décadas, a realizar sucessivas cimeiras para debate sobre alterações climáticas, suas causas e consequências, e, sobretudo, como as evitar ou mitigar.

Pedindo aos países para adoptarem acções urgentes a fim de alterar o curso das mudanças climáticas. É preciso ir mais longe e saber que mundo queremos construir. Mais desenvolvido e mais igualitário ou perpetuando as desigualdades? Mais livre, mas que permita um exercício da soberania à escala mundial?

A Conferência do Rio de Janeiro de 1992 gerou enormes expectativas. Mais de 30 anos volvidos, a urgência das decisões aumentou, os efeitos da não-decisão tornaram-se evidentes aos olhos de todos. Na última década quatro mil milhões de pessoas sofreram com desastres relacionados com o clima.

As tempestades violentas e fora de época, as inundações de dimensões nunca antes vistas, incêndios florestais de proporções devastadoras. Há, por isso, que encontrar novas respostas para novos problemas.

À globalização da economia, dos mercados e da finança não se acrescentou a necessária consequência. A governação à escala global. Pelo contrário, as instituições internacionais parecem enfraquecer-se, as lideranças mundiais assumem, com demasiada frequência, vocações hegemónicas e instala-se um crescente sentimento de tensão.

Sendo que as questões climáticas desconhecem o conceito de fronteira política.

Podem, por isso, as soluções ser encontradas país a país, território a território? Quando os problemas são globais não se imporá que a humanidade encontre uma solução global?

Confrontados com os problemas com que hoje estamos não deveríamos considerar a existência de “bens do domínio público colectivo da Humanidade “? Bens de que todos teríamos de suportar os custos na proporção da riqueza detida e dos danos crescentes e futuros que causamos.

Poderei eu continuar a andar de carro porque o meu vizinho espera décadas pelo rendimento incerto da sua floresta que capta o carbono que eu emito? Pode uma parte da população viver com a comodidade do aquecimento à distância de um clique, porque 30% da população, no caso português, vive sem os recursos necessários para pagar o seu próprio aquecimento?

Há uma questão climática urgente. É verdade. E há um modelo económico, e um quadro jurídico-político internacional que a realidade demonstrou estar esgotado. Talvez ainda mais grave, um modelo que conduziu uma parte significativa da Humanidade a níveis de bem-estar nunca antes alcançados e que pode conduzir-nos, a todos, ao desaparecimento.

Diário de Notícias
Luís Parreirão
Advogado e gestor
04.06.2026

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