371: ERC já recebeu 4200 queixas por declarações de Cristina Ferreira

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🇵🇹 PORTUGAL // SOCIAL // ERC // QUEIXAS

As participações encontram-se em apreciação pelos serviços da ERC, no seguimento do procedimento de averiguações determinado pelo Conselho Regulador.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) recebeu até segunda-feira, 20 de Abril, 4.200 participações sobre as declarações de Cristina Ferreira relativas à violação de uma menor, mais 900 que quinta-feira.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da ERC adiantou esta terça-feira, 21, que “o total de participações actualizado ao dia de ontem [segunda-feira] ronda já as 4.200”.

Em 16 de Abril, a ERC tinha recebido 3.300 participações relativas às declarações de Cristina Ferreira no programa ‘Dois às 10’, da TVI.

As participações encontram-se em apreciação pelos serviços da ERC, no seguimento do procedimento de averiguações determinado pelo Conselho Regulador, adiantou, na semana passada, a mesma fonte.

Em causa estão as declarações de Cristina Ferreira na semana passada, no programa ‘Dois às 10’, sobre o caso dos quatro ‘influencers’ acusados de, em 2025, terem violado uma adolescente de 16 anos e filmado os actos sexuais, em Loures, que começaram a ser julgados à porta fechada na segunda-feira, 13 de Abril.

“Porque nós temos de falar disto. Porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve? Claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele: ”Não quero mais'”, questionou a apresentadora no programa da TVI, o que gerou polémica e as queixas à ERC.

Na sequência disso, na quarta-feira, a TVI emitiu um comunicado em que rejeita as acusações de banalização de um caso de violação discutido no programa, afirmando que a pergunta colocada por Cristina Ferreira foi descontextualizada e alvo de “manipulação grosseira”.

“A pergunta aconteceu, o comentário não e muito menos a expressão da banalização do crime”, referiu a TVI, que criticou ainda a propagação de acusações nas redes sociais, que considera serem feitas de forma “gratuita e leviana”, indicando que irá recorrer aos tribunais para repor a justiça.

A Lusa contactou na semana passada a empresa e questionou quem escreveu o comunicado. Questionou também se o director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, e o presidente executivo (CEO) da Media Capital, Pedro Morais Leitão, consideram que aquela comunicação da TVI espelha a posição do grupo. Fonte oficial respondeu que “o comunicado é da TVI”.

De acordo com a acusação do Ministério Público, os arguidos no caso referido têm actualmente entre 18 e 21 anos e respondem por um crime de violação agravado e 27 crimes de pornografia de menores agravados.

Um dos ‘influencers’ está ainda acusado de três crimes de ofensa à integridade física e outro de um da mesma natureza.

O caso remonta a 12 de Fevereiro de 2025, quando a vítima se encontrou com os quatro arguidos, então com canais nas redes sociais e públicos significativos, num jardim público em Santo António dos Cavaleiros, concelho de Loures, na área metropolitana de Lisboa.

Segundo a acusação, os actos sexuais, gravados com o telemóvel, terão começado de forma consensual no jardim público e continuado, contra a vontade da vítima, numa garagem próxima.

DN/Lusa

Diário de Notícias
21.04.2026

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370: Quem tem medo da transparência?

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🇵🇹 OPINIÃO

Ciclicamente, o tema da transparência é convocado para o centro do debate político. Desta vez foi recuperado por Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, ao defender que a declaração de rendimentos e interesses deve deixar de ser de acesso público. Este posicionamento, que lhe valeu severas críticas da oposição, é sintomático de um mal maior. Não há representação democrática de qualidade sem transparência.

Quem exerce poder em nome de outros tem de aceitar o escrutínio. Relativizar a sua importância é contribuir para o desgaste das instituições e da própria democracia. Nesse quesito, vários casos recentes servem de exemplo.

O primeiro é o da relação entre o principal cliente da empresa associada à família do primeiro-ministro e o financiamento do PSD; o segundo diz respeito à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos que, cinco anos depois, continua a pedir explicações sobre dinheiro sem origem conhecida nas contas dos principais partidos; o terceiro e último é o da decisão que tornou inacessível ao público a identidade de quem financia partidos e campanhas. Todos estes casos representam sintomas da fragilidade e da importância dos mecanismos de escrutínio. Mas mais importante, representam um retrocesso na transparência.

A relação entre transparência, confiança e integridade institucional está bem documentada. No plano institucional, a OCDE demonstra que a transparência só produz efeitos quando acompanhada de mecanismos eficazes de escrutínio e responsabilização. Isto suportado em dados que apontam para a sensibilidade do público à percepção de abertura, integridade e capacidade de prestação de contas das instituições.

Académicos como Stiglitz ou Larry Diamond defendem que o direito à informação é condição para o debate público informado e que a qualidade da democracia depende da capacidade de os cidadãos controlarem efectivamente o poder político. Quando esse controlo enfraquece, é a própria democracia que se desgasta.

A erosão da confiança pública nas instituições não resulta de um caso isolado, mas de sinais de opacidade contínuos – estes mais preocupantes num contexto em que forças populistas, radicais e abertamente antidemocráticas crescem na Europa, explorando a desconfiança nas instituições representativas.

A responsabilidade dos partidos é, por isso, ainda maior. Não dizer nada é contribuir para a descrença. Não aceitar o escrutínio é alimentar a dúvida. E aceitar a generalização da ignorância sobre quem financia, influencia, ou condiciona o exercício da representação, é dar munições a quem quer enfraquecer a democracia por dentro.

Com as já anunciadas iniciativas legislativas para alterar a Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais, está agora nas mãos dos partidos com assento parlamentar tomar uma decisão. Têm agora a oportunidade de reverter a decisão, sujeitando-se ao escrutínio e debate que caracterizam as democracias representativas ou contribuir para menos informação, mais opacidade e desconhecimento.

A transparência é desconfortável para quem exerce poder. É precisamente por isso que é indispensável.

Diário de Notícias
André Santos Pereira
Professor universitário e analista político
20.04.2026

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365: Ordem dos Psicólogos reforça repúdio a abusos após polémica com TVI

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🇵🇹 PORTUGAL // ORDEM DOS PSICÓLOGOS // TVI

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) frisou, no sábado, que “a sociedade como um todo tem de ser totalmente clara no repúdio ao abuso sexual e na educação para a responsabilidade, o consentimento e a empatia”, tendo recordado já ter vários recursos com “recomendações específicas para a relação dos psicólogos com os meios de comunicação”, no rescaldo da polémica com a TVI.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) respondeu, no sábado, à carta aberta “A violação não é matéria de opinião”, tendo não só recordado que já disponibilizou “recomendações específicas para a relação dos psicólogos com os meios de comunicação”, mas também que “a sociedade como um todo tem de ser totalmente clara no repúdio ao abuso sexual e na educação para a responsabilidade, o consentimento e a empatia”.

Assinado por mais de 100 personalidades, o documento divulgado na sexta-feira surgiu após as declarações da apresentadora da TVI Cristina Ferreira e da psicóloga Inês Balinha Carlos, no programa Dois às 10 do dia 14 de Abril, no qual foi abordado o início do julgamento do caso de uma jovem de 16 anos que terá sido violada por quatro influencers.

“Porque nós temos de falar disto. Porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve? Claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele: ‘Não quero mais'”, questionou Cristina Ferreira, o que deu azo a duras críticas e motivou mais de três mil queixas à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), uma das quais assinada pelos pais da vítima.

Os signatários da carta manifestaram, assim, “o mais absoluto repúdio pelo teor e pelo tom do debate“, argumentando que “tertúlias televisivas sobre criminalidade tendem a trivializar os casos de violência, dissecando histórias de vida como se personagens de novela se tratassem, sem reflectirem nos impactos que as palavras ditas na TV têm nas pessoas que sofreram a violência comentada”.

Apelaram, por isso, a que a OPP emitisse “directrizes claras sobre esta matéria” e reforçasse “a necessidade de especialização para todas/os as/os profissionais que atendem e acompanham vítimas de violência sexual“, já que “a não especialização compromete as vítimas-sobreviventes”.

Há recomendações desde Agosto de 2022

Na resposta divulgada no sábado, o organismo frisou que “um ato sexual não consentido é abuso sexual” e que “obrigar alguém a assistir a actividades de cariz sexual sem o seu consentimento também é abuso sexual”. Aclarou, de igual modo, que “valoriza e acolhe iniciativas que promovam uma melhor informação e literacia em temas da Psicologia, como a carta aberta ‘A violação não é matéria de opinião’”, mas ressalvou que, em Agosto de 2022, “foram disponibilizadas recomendações específicas para a relação dos psicólogos com os meios de comunicação“.

Entre elas, a Ordem concedeu destaque à consideração pelos “princípios da competência específica, privacidade e confidencialidade, respeito pela dignidade da pessoa, integridade, beneficência e não maleficência”, apontando que, “quando fazem declarações públicas, os psicólogos devem observar o princípio do rigor e da independência, abstendo-se de fazer declarações falsas ou sem fundamentação científica”.

“Devem relatar os factos de forma criteriosa com base em fundamentação científica adequada, utilizando o direito de rectificação, sem suprimir as posições críticas e permitindo a existência do contraditório”, complementou, aconselhando a que estes profissionais limitem “as suas declarações públicas apenas a temas para os quais têm conhecimento ou experiência relevantes“.

A par disto, a entidade sublinhou que “os psicólogos reconhecem o impacto das suas declarações junto do público, em função da credibilidade da ciência que representam”, o que “aumenta a sua responsabilidade em relação às suas afirmações, uma vez que representam uma classe profissional”.

Nessa linha, a OPP lembrou que o código deontológico deixa claro que “os psicólogos têm como obrigação exercer a sua actividade de acordo com os pressupostos técnicos e científicos da profissão, a partir de uma formação pessoal adequada e de uma constante actualização profissional”, sob pena de acrescer “a possibilidade de prejudicar o cliente e de contribuir para o descrédito da profissão“.

“A sociedade como um todo tem de ser totalmente clara no repúdio ao abuso sexual”

Na mesma nota, a bastonária da instituição, Sofia Ramalho, vincou que, “em qualquer caso de violência sexual, sobretudo quando está envolvido uma menor, há o dever de rigor, de protecção, de linguagem correta e científica e de responsabilidade pública e colectiva”, defendendo “o papel dos media e dos profissionais de saúde mental [enquanto] parte da resposta social à violência contra mulheres e raparigas, e não amplificar as polémicas“.

“Temos espaço para uma melhoria concreta e uma correcção estrutural. O país precisa de discutir consentimento, responsabilidade, prevenção e protecção. É necessário um plano nacional de combate ao abuso sexual, incluindo o abuso sexual infantil, que integre educação sexual nas escolas, por profissionais devidamente qualificados e com competência específica, educação para os media, literacia em saúde e literacia mediática.

Precisamos também de protocolos de actuação integrados para escolas, serviços de saúde e comunitários, bem como para estruturas judiciais e media. […] A sociedade como um todo tem de ser totalmente clara no repúdio ao abuso sexual e na educação para a responsabilidade, o consentimento e a empatia“, acrescentou.

A OPP recordou ainda ter um guia para os meios de comunicação sobre a abordagem de temas sensíveis, incluindo a violência sexual, além de disponibilizar e promover recursos de literacia com orientações para a prática dos profissionais e destinados à população, como é o caso do documento “Vamos Falar Sobre Abuso Sexual“, de Julho de 2023.

Oferece, além disso, formação contínua especializada na área da violência sexual e na área da violência doméstica, colaborando também com “a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género no desenvolvimento de programas e acções inter-sectoriais articuladas, e na formação especializada de psicólogos no âmbito das respostas de apoio psicológico”, no que diz respeito à violência interpessoal.

Notícias ao Minuto
Cristina Ferreira
19.04.2026

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364: Calor de verão no fim de semana? Já só queremos voltar à ilha portuguesa que muitos comparam às Maldivas

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // BOM TEMPO

É quase certo que 90% dos portugueses está cansado dos dias cinzentos e frio. Felizmente, o sol começou a aparecer e no fim de semana, 18 e 19 de Abril, as temperaturas vão subir significativamente, segundo a previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Há uma ilha portuguesa que muitos comparam às Maldivas
Fotografia: Instagram, @ilhadaarmona © VERSA

E não, não estamos a exagerar… É mesmo possível que as temperaturas cheguem aos 29ºC, no sábado e no domingo, mas apenas em alguns distritos, como Beja, Santarém ou Évora. Já nos restantes mantém-se entre os 25ºC e 26ºC, incluindo em Faro.

Isto significa que vai estar um fim de semana perfeito para passear com a família, apanhar sol e, quem sabe, ir a banhos. Este bom tempo lembrou-nos que Portugal tem um destino comparado com as Maldivas. Qual?

Estamos a falar a Ilha da Armona, em Olhão, uma das mais bonitas da região, e talvez do país. Só consegues lá chegar de barco que parte de Olhão. É uma viagem cénica de 15 a 20 minutos e o bilhete custa a apenas €4,20 (ida e volta).

Lá podes aproveitar as “águas cristalinas e areia branca”, mas também os “restaurantes, mini mercados, parque de campismo e uma praia acessível a cadeiras de rodas”, explicam os criadores de conteúdos de viagens do perfil @maggieandramiro, no TikTok.

É, sem dúvida, um pequeno paraíso e recebe muitos elogios em plataformas como o Tripadvisor, onde as pessoas que por lá passaram a descrevem como “uma ilha super acolhedora”, “serena” e de ficar “completamente sem palavras”.

Se não acreditas podes sempre espreitar a galeria, onde encontras várias imagens desta ilha.

Versa
Margarida Ribeiro
15.04.2026

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361: Semana arranca com chuva mas bom tempo chega já na quinta-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // BOM TEMPO

O IPMA prevê que, para esta terça e quarta-feira, o tempo continue cinzento, com alguma chuva e temperaturas abaixo dos 20ºC em quase todo o país. A partir de quinta-feira, 16 de Abril, o cenário muda e chega o bom tempo.

sol, nuvens
© Shutterstock

A semana arrancou fresca e sombria, com alguma chuva, mas a partir de quinta-feira, 16 de Abril, tudo indica que o bom tempo regresse para um fim de semana de sol e calor.

De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), hoje, terça-feira, 14 de abril, é esperado em Portugal Continental “céu geralmente muito nublado, diminuindo de nebulosidade a partir da tarde”, assim como “períodos de chuva fraca, em especial no litoral Norte e Centro, sendo pouco provável a partir da tarde”.

Apesar de se registar uma “subida de temperatura, em especial no interior”, os termómetros não deverão ir além dos 21ºC de máxima e apenas em Santarém, Évora e Faro.

Para os Açores, espera-se chuva para todas as ilhas, sendo que Flores e Corvo estão sob aviso amarelo devido à agitação marítima. Já na Madeira o céu vai estar apenas nublado.

Para amanhã, quarta-feira, 15 de Abril, o IPMA prevê algo idêntico. Céu geralmente muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a partir da manhã. Possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca no litoral Norte e Centro até ao final da manhã, podendo persistir no Minho ao longo do dia.

A registar uma nova “pequena subida da temperatura máxima no Interior e na costa sul do

Algarve”. Castelo Branco, Santarém e Faro chegam aos 23ºC, Setúbal, Évora e Beja aos 22ºC.

Nos Açores apenas se prevê chuva para a ilha Terceira, enquanto Flores e Corvo continuam sob aviso amarelo devido à agitação marítima. Na Madeira, o céu continua pouco nublado.

Já na quinta-feira, 16 de Abril, o cenário começa a mudar, pelo menos em Portugal Continental. Segundo os meteorologistas do IPMA, o céu vai estar “em geral pouco nublado, apresentando períodos de maior nebulosidade até ao meio da manhã”.

Apesar disso, há “possibilidade de chuva fraca no Minho e Douro Litoral até ao fim da manhã” de quinta-feira.

O vento vai soprar “fraco a moderado (até 30 km/h) predominando de noroeste, soprando por vezes moderado a forte (até 40 km/h) nas serras das regiões Centro e Sul e na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro, em especial a partir da tarde”.

Espera-se alguma “neblina ou nevoeiro matinal, em especial no interior”, uma “pequena descida da temperatura mínima” mas também uma “subida da temperatura máxima, exceto no litoral das regiões Norte e Centro”, o que só deverá acontecer a partir de sexta-feira.

Em Santarém, Évora, Beja e Faro os termómetros devem chegar aos 26ºC de máxima, Setúbal aos 25ºC, Castelo Branco e Lisboa aos 24ºC e Portalegre, Sines e Sagres aos 23ºC.

Nos Açores vai voltar a chover no Grupo Ocidental (Flores e Corvo) e Central (Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa). Já no Oriental (São Miguel e Santa Maria) e na Madeira o céu estará apenas nublado.

Notícias ao Minuto
Natacha Nunes Costa
14.04.2026

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360: El Niño poderá regressar em força entre Maio e Julho de 2026

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METEOROLOGIA // EL NIÑO

Este fenómeno meteorológico redistribui o calor global, provocando eventos meteorológicos extremos. Existe uma probabilidade de 25% da ocorrência de um “Super El Niño” entre Novembro de 2026 e Janeiro de 2027.

Este fenómeno meteorológico redistribui o calor global, provocando eventos meteorológicos extremos.
© RTVE

Antes de mais, o que é o El Niño? O El Niño-Oscilação Sul (ENSO) é um fenómeno natural que ocorre no Pacífico equatorial mas que influencia os padrões climáticos em várias partes do mundo. Envolve a atmosfera e o oceano e tem três fases distintas: El Niño, La Niña e a fase neutra.

Trata-se de um processo periódico, que começa a desenvolver-se na primavera/verão no hemisfério norte e se intensifica no inverno.

A transição de El Niño para La Niña ocorre, em média, a cada três a cinco anos. O El Niño provoca um enfraquecimento dos ventos alísios no Pacífico equatorial e aumenta a temperatura à superfície do Pacífico equatorial central e oriental. Pode durar até 18 meses.

Provoca chuvas intensas, ou mesmo inundações, e prejudica a pesca nas costas peruanas e equatorianas, enquanto no outro extremo, no Sudeste Asiático ou na Austrália, se forma uma zona de alta pressão persistente que provoca seca.

Nome de El Niño

Este termo é utilizado há séculos. Foi assim que os pescadores do Peru e do Equador baptizaram este acontecimento em referência ao Menino Jesus, quando, por altura do Natal, a água aquecia e a pesca piorava.

E La Niña? É o fenómeno oposto. Os ventos alísios intensificam-se e a temperatura à superfície do Pacífico equatorial central e oriental arrefece.

As águas profundas do oceano sobem ao largo da costa do Peru e do Equador, fornecendo mais nutrientes e melhorando a pesca, mas o tempo é, no entanto, mais seco.

Na Austrália, por outro lado, a precipitação é muito abundante. Pode durar até três anos.

Efeitos fora do Pacífico

Modifica a circulação atmosférica global, logo, os efeitos não se fazem sentir apenas no local de origem, mas podem ser detectados a milhares de quilómetros de distância. Impede o desenvolvimento de furacões, conduzindo a uma estação de ciclones tropicais menos activa no Atlântico.

Como já dissemos, gera mais chuva no Equador e no Peru, mas provoca secas noutros países do norte da América do Sul e da América Central. Lá longe, no Corno de África, o El Niño provoca inundações, enquanto o La Niña gera secas significativas.Quando é que o El Niño regressa?

Actualmente, nem El Niño nem La Niña estão presentes, ou seja, ainda estamos em condições neutras.

Mas estamos a começar a ver mudanças tanto na atmosfera como no oceano. Há cinco meses consecutivos que a temperatura do Pacífico equatorial está acima da média.

Existe uma probabilidade de 61% de que o El Niño surja no trimestre entre maio e Julho. Esta probabilidade aumenta para 79% no trimestre Junho-Julho-Agosto e ultrapassará os 90% nos meses seguintes. Uma vez activo, El Niño persistirá pelo menos até ao final de 2026.

Poderemos ter um “super El Niño” no final de 2026?

Existe uma probabilidade de 25% da ocorrência de um El Niño muito forte (anomalia ≥ 2°C) durante o trimestre Novembro-Dezembro-Janeiro. Um El Niño mais forte aumentaria a probabilidade de temperaturas globais anormalmente elevadas em 2026 e 2027 e de fenómenos meteorológicos extremos (vagas de calor, inundações, secas, tempestades graves, etc.).

Os episódios El Niño tendem a aumentar as temperaturas globais durante o evento e mesmo depois de este terminar, enquanto o La Niña provoca um arrefecimento.

Até agora, o ano de 2024 é o mais quente registado desde 1850 e o segundo ano mais quente foi 2023. O ano de 2024, com uma anomalia de temperatura de +1,6°C, é o primeiro ano a exceder o nível de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris. 

O último evento El Niño ocorreu entre 2023 e 2024. Se adicionarmos o El Niño ao aquecimento global, o que se antevê para 2026 e 2027 não é certamente uma previsão optimista.

Silvia Laplana / 14 abril 2026 06:13 GMT+1
Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa

Um Olhar Europeu com RTVE
RTP
14.04.2026

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359: Boas notícias da Hungria

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🇵🇹 OPINIÃO

Vivemos hoje entre guerras e ameaças, retrocessos e desastres, situação que pode certamente reforçar o nosso desejo de escapar para um jardim interior ou de limitar a nossa actividade aos mais paroquiais e familiares contactos.

Não é inteiramente ilegítimo esse desejo: se nos concentramos no terror do mundo, acabamos por perder qualquer atenção à beleza do mundo.

E a atitude consciente e lúcida de quem não quer deixar de estar atento não pode tornar-se numa fixação doentia na demência mortal para que nos arrastam os pretensos donos do mundo, esquecendo-se da vida “vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma teimosamente se fabrica”, como escreveu João Cabral de Melo Neto. O nosso dever é ficarmos intransigentemente do lado da vida que continua, contra todos os arautos da morte que ocupam o nosso espaço e o nosso tempo.

A derrota esmagadora de Viktor Orbán na Hungria é uma boa notícia, no meio das desgraças com que somos todos os dias confrontados. Peter Magyar é um político da área cultural conservadora a que pertence o Fidesz, de que foi membro até há pouco tempo. Mas a votação que obteve, na qual convergiram esquerda e direita, campo e cidade, e uma impressionante maioria de jovens, mostra um desejo de mudança, que o seu partido Tisza não poderá ignorar e que a maioria de 2/3 que obteve lhe permite concretizar, enquanto governo.

As redes de interesses criados e as cláusulas legais e constitucionais montadas para dificultar uma verdadeira alternância deverão ser os primeiros objectivos de Peter Magyar. “Libertámos a Hungria” foi a sua primeira proclamação.

Em relação à União Europeia, existe um mesmo desejo de mudança e Trump e Putin sofreram uma clara derrota. Mas em política externa o peso das realidades conta mais e talvez as posições do novo governo húngaro quanto à Rússia, de que a Hungria ainda depende em termos energéticos, e da Ucrânia, com quem subsistem contenciosos vindos da História (a situação da minoria húngara na antiga Ruténia Carpática), venham revelar alguma maior moderação numa política que estará agora virada prioritariamente para desmontar o sistema de poder interno montado por Orbán.

Mas é claro que a atitude em relação à União Europeia irá mudar e desanuviar-se. E bem mais recente que os contenciosos com a Ucrânia, a triste memória da dominação soviética e da invasão de 1956 viu-se profundamente ferida com a divulgação pública dos votos de amizade eterna trocados entre Putin e Orbán e do papel de agente russo desempenhado pelo ministro húngaro que relatava a Moscovo todas as discussões sigilosas em que participava nas reuniões europeias.

Derrota de Putin e não menor derrota de Trump, que deu todo o seu apoio a Orbán, enviando o vice presidente Vance a Budapeste participar no comício de apoio ao FIDESZ, com mensagem telefónica pessoal sua para os participantes naquela manifestação.

Temos razões para nos sentirmos hoje mais confiantes na força da democracia.

Diário de Notícias
Luís Castro Mendes
Diplomata e escritor

15.04.2026

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358: Chuva regressa a 9 distritos

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

É certo que o tempo está instável e sempre a mudar. Já tivemos sol, calor, mas também temperaturas mais baixas e, agora, chuva. É verdade, o início desta semana, segunda e terça-feira, 13 e 14 de Abril, será “marcado pela ocorrência de alguma precipitação em Portugal continental”, explica o Meteored.

A chuva está de volta a Portugal | Fotografia: Getty, Edward Berthelot
© VERSA

Mais especificamente, esta segunda prevê-se “céu muito nublado de norte a sul de Portugal continental, com chuva geralmente fraca, dispersa e temporária”. Esperam-se “períodos breves de precipitação ao longo do dia”, mas “tendencialmente de curta duração e sem continuidade no norte e centro”. Já na região sul “a probabilidade de chover será ainda mais reduzida, praticamente nula”.

Na terça-feira, a precipitação deve manter-se, com “os mapas a denunciarem a possibilidade da mesma se estender pelo litoral”. Felizmente, na quarta-feira, 15 de Abril, a “instabilidade diminuirá de forma significativa, com o céu a tornar-se pouco nublado a partir da manhã”.

Para além disto, o portal mencionou que os nove distritos mais afectados durante este início de semana são Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria e Lisboa.

Versa
Margarida Ribeiro
13.04.2026

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356: Temperaturas voltam a subir e podem chegar aos 28º no final da próxima semana

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // BOM TEMPO

Para segunda-feira ainda se prevê chuva fraca, mas ao longo da semana irá “ocorrer uma subida gradual” da temperatura, segundo a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Rui Oliveira/Global Imagens

O início da próxima semana ainda será de chuva fraca, mas prevê-se um aumento das temperaturas, que podem chegar perto dos 30º na sexta-feira (17 de Abril), segundo a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Na próxima semana, no continente, haverá chuva fraca na segunda e terça-feira feira, em especial no litoral oeste, com possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela na segunda-feira”, indica a previsão do IPMA.

Espera-se depois “ausência de precipitação” e a subida das temperaturas. “Após uma diminuição significativa dos valores da temperatura no fim de semana, irá ocorrer uma subida gradual ao longo da semana, ficando acima dos valores médios para esta altura do ano em todo o território com excepção da faixa costeira ocidental”, refere o IPMA para a semana de 13 a 19 de Abril.

Assim sendo, espera-se que os termómetros cheguem aos 9 e 19°C na terça-feira, mas na sexta-feira prevê-se que a temperatura máxima oscile entre os 18 e 28 °C.

Na semana seguinte, de 20 a 26 de Abril, no que se refere à temperatura média, prevê-se “uma anomalia positiva (+0.5°C a +1.5°C) para quase todo o território, excepto para as regiões do litoral Centro e Algarve”. “Existe uma probabilidade entre 30 e 50% de a temperatura média semanal ser superior ao normal”, indica ainda o boletim de previsão mensal do IPMA.

Diário de Notícias
Susete Henriques
11.04.2026

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355: Alerta: NSA e autoridades europeias recomendam reinício semanal dos routers para travar espionagem russa

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INTERNACIONAL // ESPIONAGEM RUSSONAZI

Campanha do grupo APT28 utiliza vulnerabilidades em equipamentos populares na Europa, como a TP-Link, para criar redes de vigilância indetectáveis.

Ilustração / Infografia: RSF / Gemini AI

O que parece um gesto simples de manutenção técnica é agora uma recomendação de segurança nacional. A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla original), em coordenação com o FBI e agências de cibersegurança europeias, emitiu um alerta urgente: todos os utilizadores domésticos e de pequenos escritórios devem reiniciar os seus routers de Internet pelo menos uma vez por semana.

A medida visa combater uma campanha global de ciberespionagem levada a cabo pelo grupo APT28 (também conhecido como Fancy Bear), uma unidade de elite da espionagem militar russa (GRU). Este grupo tem estado a ‘recrutar’ silenciosamente routers em toda a Europa para criar uma infra-estrutura de ataque que permite o roubo de dados bancários, credenciais de acesso e a monitorização de comunicações privadas.

Embora o alerta tenha contornos globais, a Europa encontra-se numa posição de vulnerabilidade particular devido à saturação de marcas de hardware específicas. Relatórios técnicos recentes indicam que os atacantes estão a explorar activamente falhas em dispositivos da TP-Link, uma das marcas mais vendidas no mercado europeu. Mas na realidade todos os routers estão em risco.

Modelos antigos na mira

As agências de cibersegurança do Reino Unido (NCSC) e da União Europeia (ENISA) alertam que modelos mais antigos e populares, como o TP-Link WR841N, são os mais vulneráveis. Por serem aparelhos que raramente recebem actualizações automáticas, muitos utilizadores continuam a usar versões de software com anos de atraso, deixando a “porta aberta” para a espionagem estatal.

A investigação detalha que os atacantes estão a tirar partido da vulnerabilidade CVE-2023-50224. Esta falha de segurança permite que hackers externos contornem a autenticação do router através de pedidos HTTP maliciosos, ganhando acesso total às configurações do aparelho.

Uma vez dentro do sistema, o grupo Fancy Bear altera as definições de DNS. Na prática, isto significa que um utilizador em Portugal, ao tentar aceder ao seu e-mail ou portal bancário, pode ser redireccionado para uma página falsa sem qualquer aviso, permitindo o roubo imediato de credenciais.

Ao comprometer os aparelhos, os agentes russos conseguem contornar firewalls tradicionais, uma vez que o tráfego malicioso parece originar-se de um endereço IP doméstico legítimo em cidades como Lisboa, Madrid ou Berlim.

Porquê fazer um reboot

A recomendação de reiniciar o equipamento não é um mito urbano. Grande parte do malware moderno utilizado em ataques de “zero-click” é não-persistente, o que significa que reside apenas na memória volátil (RAM) do router. Ao desligar e voltar a ligar o aparelho faz-se a limpeza de memória, pelo que o código malicioso que não conseguiu escrever-se no armazenamento permanente é eliminado, a interrupção de ciclos, quebrando assim a ligação activa entre o router e o servidor de comando dos hackers, bem como a actualização de defesas: muitos equipamentos procuram actualizações de firmware críticas durante o processo de arranque.

Proteger a rede em casa

Especialistas da ENISA (Agência da União Europeia para a Cibersegurança) reforçam que, além do reinício semanal, os utilizadores devem adotar três passos fundamentais:

– Desactivar a gestão remota, o que garante que o painel de controlo do router não é acessível a partir da Internet pública.

– Manter o firmware em dia: Fazer a verificação mensal se o fabricante lançou correcções de segurança.

– Substituir equipamento antigo (legacy): Routers com mais de 5 ou 6 anos que já não recebem actualizações devem ser substituídos, pois são portas abertas para intrusões.

Esta “higiene digital” é hoje em dia considerada essencial num cenário de guerra híbrida, onde o router da casa se pode tornar, sem que o utilizador perceba, uma ferramenta de espionagem de um país adversário.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira
11.04.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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