265: Vêm aí finalmente dias de sol e com temperaturas primaveris

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DIAS DE SOL

O tempo começa finalmente a dar sinais claros de mudança. Depois de um período mais frio, o próximo fim de semana traz estabilidade atmosférica, céu maioritariamente limpo e uma subida gradual das temperaturas máximas, criando um ambiente cada vez mais luminoso e com um toque já primaveril, segundo a previsão do IPMA.

Céu limpo
© AWAY magazine

Na sexta-feira, o céu deverá apresentar-se pouco nublado ou limpo em grande parte do território, embora no extremo Norte possam ocorrer períodos de maior nebulosidade até ao início da tarde. O vento será fraco, soprando por vezes moderado até 30 km/h, do quadrante norte na faixa costeira e de leste ou nordeste nas terras altas.

A madrugada continuará fria, com acentuado arrefecimento nocturno e pequena descida da temperatura mínima face ao dia anterior. Está prevista a formação de gelo ou geada nas regiões do interior, em especial no nordeste transmontano e na Beira Alta, assim como possibilidade de neblina ou nevoeiro matinal nos vales do interior Norte e Centro. Em contraste com as manhãs frias, a temperatura máxima deverá registar uma subida, iniciando uma tendência que se irá consolidar ao longo do fim de semana.

Na Grande Lisboa, o cenário será de céu pouco nublado ou limpo, com vento em geral fraco do quadrante norte, soprando por vezes moderado junto ao Cabo Raso. Também aqui se prevê pequena descida da mínima e ligeira subida da máxima, mantendo-se o arrefecimento nocturno. No Grande Porto, o céu estará pouco nublado e o vento soprará fraco, podendo intensificar-se temporariamente durante a tarde, em especial junto à faixa costeira. As mínimas descem ligeiramente e as máximas sobem.

No sábado, mantém-se o tempo estável. O céu continuará pouco nublado ou limpo, embora possam surgir períodos de maior nebulosidade na região Norte, sobretudo por nuvens altas. O vento será fraco a moderado até 30 km/h do quadrante leste, soprando temporariamente de norte durante a tarde na faixa costeira ocidental.

Este vento de leste, mais seco e continental, contribui para uma atmosfera mais estável e favorece a subida das temperaturas máximas em várias regiões, reforçando a sensação de dias mais amenos. Apesar disso, as noites continuam frias, com novo acentuado arrefecimento nocturno, possibilidade de neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do interior e formação de geada nas regiões do interior Norte e Centro, em especial no nordeste transmontano e na Beira Alta. As temperaturas registam nova pequena subida, sobretudo nas máximas.

No domingo, o sol deverá dominar praticamente todo o território continental, com céu pouco nublado ou limpo. O vento mantém-se fraco a moderado do quadrante leste, voltando a soprar temporariamente de norte na faixa costeira ocidental durante a tarde.

A madrugada será ainda fria no interior, com possibilidade de geada em alguns locais do Norte e Centro e eventual formação de neblina ou nevoeiro matinal. No entanto, as temperaturas voltam a subir ligeiramente, prolongando a tendência de aquecimento iniciada na sexta-feira.

O resultado será um fim de semana marcado por manhãs frias, sobretudo no interior, mas tardes cada vez mais agradáveis, com céu limpo e temperaturas em recuperação progressiva. Um cenário que já deixa antever os primeiros sinais de primavera.

Away
Agência Lusa
19.02.2026

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264: Agitação marítima coloca seis distritos do litoral sob aviso amarelo

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // AGITAÇÃO MARÍTIMA

IPMA refere que estão previstas ondas de noroeste que podem chegar aos cinco metros de altura nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

João Manuel Ribeiro/Global Imagens

Seis distritos do litoral norte e centro estão actualmente sob aviso amarelo, devido à previsão de agitação marítima, disse esta sexta-feira, 20 de Fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com uma nota, o IPMA refere que estão previstas ondas de noroeste que podem chegar aos cinco metros de altura nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

Os seis distritos estarão sob aviso amarelo pelo menos até às 03:00 desta sexta-feira.

O aviso amarelo é o primeiro nível de alerta numa escala de três (amarelo, laranja, vermelho) emitida pelo IPMA e significa que existe uma situação de risco para actividades dependentes do tempo, sendo caracterizado por risco moderado.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afectados terminou a 15 de Fevereiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20.02.2026

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262: Dois abalos de 4.1 com epicentro perto de Alenquer sentidos na zona da Grande Lisboa

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🇵🇹 PORTUGAL // SISMOLOGIA // ABALOS

Sismos sentidos às 12h14 e 12h16, em diferentes localidades dos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém, Leiria e Évora.


Dois tremores de terra foram sentidos esta quinta-feira, pelas 12h14 e 12h16, na zona da Grande Lisboa.

O primeiro sismo teve a magnitude de 4.1 (escala de Richter) e teve epicentro a cerca de quatro quilómetros a Oeste-Noroeste de Alenquer, a 15 quilómetros de profundidade. Dois minutos depois houve uma réplica, com a mesma intensidade, a norte de Alenquer, a dois quilómetros de profundidade.

“Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima IV/V (escala de Mercalli modificada) na região de foi sentido com intensidade máxima IV/V (escala de Mercalli modificada) no concelho de Loures (Lisboa)”, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Foi ainda sentido com menor intensidade nos concelhos de Montemor-o-Novo (Évora), Peniche (Leiria), Alenquer, Lisboa, Sintra, Torres Vedras, Vila Franca de Xira (Lisboa), Benavente (Santarém), Almada e Barreiro (Setúbal)”, acrescenta o instituto.

 

Segundo a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excepcionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

Há cerca de um ano, um sismo de magnitude 4.7, foi sentido no início da tarde de 17 de Fevereiro também na zona da Grande Lisboa. O epicentro desse abalo foi registado no oceano Atlântico, a cerca de 14 quilómetros a Oeste-Sudoeste do Seixal, e teve uma profundidade de sete quilómetros.

Meses antes, a 26 de Agosto de 2024, foi sentido em Portugal Continental um sismo com magnitude 5,3, com epicentro a cerca de 60 quilómetros a Oeste de Sines.

O que fazer em caso de sismo?

Ainda que os sismos não sejam possíveis de prever, há um conjunto de medidas que podem ser tomadas para tentar minimizar eventuais danos.

Se estiver em casa ou dentro de um edifício, não deverá desde logo utilizar elevadores. Se precisar de procurar abrigo, utilize um vão de uma porta, coloque-se debaixo de uma mesa ou uma cama. Procure também evitar a utilização de elevadores e, se estiver num andar alto, não se precipite para as escadas.

Além disso, as pessoas devem manter-se afastadas de janelas e espelhos e ter cuidado com a queda de candeeiros, móveis ou outros objectos. E, se estiver num local com grande concentração de pessoas, fique dentro do edifício até o sismo cessar, saia depois com calma e tenha atenção a objectos que possam cair.

Se estiver na rua, vá para um local aberto com calma e serenidade, longe do mar ou cursos de água. Não se deve vaguear pelas ruas, mantendo-se afastado dos edifícios, postes de electricidade e outros objectos, bem como o de varandas ou muros que possam desabar.

Se estiver a conduzir, pare a viatura longe de edifícios, muros, taludes, postes e cabos de alta tensão e fique dentro do veículo.

E depois do abalo?

Mantenha a calma e conte com a ocorrência de réplicas. Não se precipite para as saídas e evite os elevadores. Utilize lanternas a pilhas e ligue o rádio, cumprindo recomendações que forem difundidas. Evite passar por locais onde possam existir fios eléctricos soltos.

em actualização

Diário de Notícias
David Pereira
19.02.2026

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261: Encontrados dois corpos no carro do casal de idosos de Montemor-o-Velho desaparecido há mais de uma semana

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🇵🇹 PORTUGAL // TEMPESTADES // NECROLOGIA

O tejadilho do carro foi avistado após a descida do caudal do rio Mondego. O casal, de 68 e 65 anos, residente em Verride, saiu de casa na terça-feira da semana passada e não regressou.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Foram esta quarta-feira, 18 de Fevereiro, encontrados em Soure dois corpos dentro do carro do casal desaparecido há mais de uma semana no concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra.

O tejadilho do carro foi avistado após a descida do caudal do rio Mondego, avança a SIC.

A GNR tinha estado no local esta terça-feira, mas o nível da água não permitia avistar o carro.

O casal, de 68 e 65 anos, residente em Verride, concelho de Montemor-o-Velho, saiu de casa na terça-feira da semana passada e não regressou, o que motivou o alerta de familiares pelas 19:45 de sexta-feira.

As buscas foram iniciadas ainda na sexta-feira e retomadas nos dias seguintes.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afectados terminou no domingo.

Diário de Notícias
David Pereira
18.02.2026

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260: Vento forte coloca oito distritos de norte e centro sob aviso amarelo

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // AVISO AMARELO

IPMA refere que os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga deverão estar sob aviso amarelo pelo menos até às 18:00 desta quarta-feira.

FOTO: Leonardo Negrão

Oito distritos do norte e centro de Portugal vão estar esta quarta-feira, 18 de Fevereiro, a partir das 09:00, sob aviso amarelo devido à previsão de ventos fortes, disse o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com uma nota, o IPMA refere que os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga deverão estar sob aviso amarelo pelo menos até às 18:00 desta quarta-feira.

Segundo a informação avançada estão previstas rajadas de vento de até 70 quilómetros por hora (km/h), podendo atingir até 95 km/h nas terras altas.

O aviso amarelo é o primeiro nível de alerta numa escala de três (amarelo, laranja, vermelho) emitida pelo IPMA e significa que existe uma situação de risco para actividades dependentes do tempo, sendo caracterizado por risco moderado.

No mesmo comunicado, o IPMA disse que, a partir das 18:00 desta quinta-feira e até às 12:00 de quinta-feira, seis distritos do litoral norte e centro estarão sob aviso amarelo, devido à previsão de agitação marítima.

Estão previstas ondas de noroeste que podem chegar aos cinco metros de altura nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

A chuva vai manter-se em Portugal continental até quinta-feira, principalmente nas regiões do norte e centro, mas nada de muito gravoso, segundo a meteorologista Cristina Simões, adiantando que o próximo fim de semana já será de sol.

“Vamos continuar com precipitação nas regiões do norte e centro. Não é uma situação de nada muito gravoso, no entanto sempre com alguma precipitação. Vão passando algumas superfícies frontais a afectar principalmente o norte e centro. A região sul mais protegida pelo anticiclone, que já está mais perto do continente”, disse à Lusa Cristina Simões.

De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta quinta-feira “passa a superfície frontal de norte para sul, deve chegar ao Alentejo com períodos de chuva fraca, mas sempre no Minho e Douro litoral mais intensa. Ao ir para sul vai perdendo actividade, com chuva fraca”.

Segundo Cristina Simões, esta situação com ocorrência de chuva e aguaceiros vão manter-se até quinta-feira, que poderão ser de neve na Serra da Estrela.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afectados terminou a 15 de Fevereiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18.02.2026

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258: Figura do Dia. A simpatia tornou-se um ato de resistência

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🇵🇹 OPINIÃO

Ser simpático hoje é um ato de profundo radicalismo. Diria até ser quase transcendente quando alguém nos sorri, diz “bom-dia” ou nos ameaça com um abraço. A regra é, na maior parte das vezes, poupar nas palavras, nos sorrisos e nos elogios que, pelos vistos, estão fora de moda e podem ser mal interpretados.

A maioria de nós deseja não ser chateado, a mera ideia de um vizinho nos tocar à porta para pedir um raminho de salsa é motivo para tomar um ansiolítico ou fecharmo-nos por dentro, para que ninguém imagine que podemos estar em casa.

“Diria até ser quase transcendente quando alguém nos sorri, diz ‘bom-dia’ ou nos ameaça com um abraço.”
Daniel Rodrigues

De vez em quando ficamos de mão estendida ou com as palavras penduradas no ar e sem resposta. Já não me importo quando acontece, não fico a remoer, como há uns tempos, o que é grave e um fortíssimo sinal de desistência por antecipação. Não responderem quando cumprimentamos alguém passou a ser o novo normal. Como enviar um e-mail sem esperar qualquer resposta.

Para que viagem embarcou a delicadeza? Mais do que aquilo que fazemos com o nosso talento, mais do que o modo como realçamos a beleza do que escondemos ou o horror de que nos penitenciamos, mais do que a capacidade de ousar ou de sonhar, mais do que tudo isso, o que nos distingue verdadeiramente é o modo como gerimos a monotonia das nossas vidas… e a forma como tratamos os outros, os que passam por nós e nos sorriem.

Volto então ao início, a uma frase de David Byrne, vocalista, do Talking Heads, numa entrevista que tem poucos dias: a simpatia tornou-se um ato de resistência.

Diário de Notícias
Luís Osório
17.02.2026

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257: Dias de nevoeiro

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🇵🇹 OPINIÃO

Há sempre qualquer coisa de sebastiânico nas aparições públicas de Pedro Passos Coelho, por quem uma parte da direita continua a suspirar como se o país dependesse do seu antigo timoneiro para se realizar de corpo inteiro enquanto ideia de nação. O fenómeno encontrará provavelmente mais explicações ao nível da psicanálise colectiva do que em quaisquer indicadores político-económicos que aqueles quatro anos de governação com a troika tenham produzido, mas é bem real.

E tão certo quanto a referência a D. Sebastião em dias de nevoeiro, num país carregado de saudosismos até à medula. Pelo que se pode apreciar, o papel agrada ao ex-primeiro-ministro, que cultiva essa aura no modo como gere as suas intervenções públicas. Raras e com estudado sentido de oportunidade, aguçando o apetite da audiência saudosa e aproveitando para reforçar esse estatuto de reserva moral a quem o país há de bater à porta um dia, quem sabe, esteja o Diabo à solta ou não.

Desta vez, o cenário foi a apresentação de um livro sobre lideranças intermédias na Administração Pública. Mas o cenário político era bem mais vasto: a intervenção coincidiu com a paisagem de um País submerso entre cheias e derrocadas, e com a polémica nomeação de um enfermeiro para coordenar a Estrutura de Missão para as Energias Renováveis (EMER 2030) a espreitar como exemplo oportuno para um diagnóstico sobre os vícios do Estado.

O discurso de Passos encaixou como uma luva. Denunciou a falha do Estado nas suas funções regulatórias como uma justificação para a falta de preparação face a eventos como os que assolaram o país nestas semanas; e carregou sobre concursos “viciados” e escolhas pouco transparentes que descredibilizam o Estado, com o caso da EMER a pairar sobre o actual Governo.

Obviamente, o diagnóstico de Passos Coelho foi certeiro. Ao apontar esses vícios estruturais na Administração Pública, reforçou a imagem de estadista distante das pequenas lutas do dia a dia, a “autoridade moral” que intervém apenas quando entende que o essencial do país está em causa.

Claro que essa consciência, hoje tão desperta, nem sempre esteve assim vigilante durante os seus anos de governação, que também eles tiveram as suas nomeações polémicas, como as 100 de última hora quando a Geringonça recebeu o aval para lhe suceder no Governo, mas sabemos como a memória (mesmo a colectiva) tende a ser selectiva.

Menos vocal, mas efectiva foi a ministra do Ambiente, Graça Carvalho, que assumiu publicamente não ter tido conhecimento da nomeação e a mandou anular, traçando uma linha de exigência e responsabilidade política que a reafirma como uma boa referência deste Executivo.

O controlo de danos, no entanto, só seria realmente efectivo se percebêssemos quem e o que falhou. Se este concurso foi, também ele, “viciado”, quem o viciou? E aí talvez a ministra tenha de avaliar se está devidamente acompanhada. Porque só um Estado competente, transparente e responsável pode resistir aos suspiros saudosistas de dias de nevoeiro.

Diário de Notícias
Rui Frias
Editor-Executivo Adjunto do Diário de Notícias
16.02.2026

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256: Navios, blindados e mísseis transparentes

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🇵🇹 OPINIÃO

Há dias ficámos a saber que Portugal foi um dos primeiros oito países a ver aprovado o seu plano de investimento no SAFE, o programa europeu através do qual vamos comprar 5,8 mil milhões de euros em material militar por meio de empréstimos em condições ditas “favoráveis”. Já lá iremos às condições “favoráveis”.

Primeiro vamos ao bom. De facto, Portugal está cada vez melhor a conseguir reunir tudo o que é preciso para convencer Bruxelas a enviar o cheque. Neste caso, uma primeira tranche de 876 milhões.

Portugal formalizou a sua candidatura ao programa em Novembro de 2025, e apresentou à Comissão projectos elegíveis em duas categorias: a primeira diz respeito a munições, mísseis, sistemas de artilharia, capacidades de combate terrestre, drones e ciberdefesa. A segunda abrange defesa anti-míssil e aérea, capacidades navais, activos espaciais e Inteligência Artificial.

A compra mais sonante ao abrigo deste programa, para já, são três fragatas aos italianos da Fincantieri (que ascendem a três mil milhões de euros). Já o contrato de reabilitação e modernização das quase 200 viaturas blindadas Pandur (um contrato estimado pelo Governo em 280 milhões de euros) está incluída na Lei da Programação Militar (LPM).

Ao aderir ao programa, em Novembro, o ministro da Defesa, Nuno Melo, disse que “não há mistério nenhum” quanto à “transparência” na aplicação dos recursos públicos. Na verdade, havia. Na verdade, ainda há.

Sabe-se desde o início que as regras deste programa (talvez por uma questão de rapidez) envolvem ajustes directos com os fornecedores, em vez de concursos públicos. É o regulamento. Mas isso não desobriga o Governo, nomeadamente o ministro da Defesa, de tornar público – que é como quem diz, informar os contribuintes que vão pagar tudo isto – quem são os membros do grupo de especialistas que o aconselhou a optar por esta ou aquela empresa, seja portuguesa, italiana, francesa ou outra.

Por outro lado, a maior parte da comunicação que se fez sobre o programa português no SAFE – que, recordo, ascende a 5,8 mil milhões – referia empréstimos “em condições favoráveis”.

Portanto, para que fique claro: não são fundos europeus, como estamos habituados nos Quadros Plurianuais, nem apoios ao abrigo do Programa de Recuperação e Resiliência (que envolve maioritariamente subvenções a fundo perdido).

Aqui, no SAFE, estamos a falar de empréstimos com prazos de até 45 anos (ou seja, pagando até 2071) e que, consoante a rapidez com que Portugal queria receber o dinheiro, podem custar no mínimo mais de 6 mil milhões de euros em juros.

Os cálculos do jornalista Luís Leitão, no Eco, mostram até que, no cenário mais plausível, os portugueses terão de pagar 12,1 mil milhões de euros até ao final da maturidade do crédito (em que mais de metade disto são juros). Ou seja, pagar 209 euros por cada 100 euros pedidos. É por isto, mas também porque quase todas as compras militares em Portugal foram polémicas, que os contribuintes têm o direito a saber mais e melhor sobre todo este processo.

Artigo alterado às 9h55 com a indicação de que o contrato de modernização das viaturas blindadas Pandur faz parte da Lei de Programação Militar e não do programa SAFE, como estava escrito originalmente.

Diário de Notícias
Nuno Vinha
Director-Adjunto do Diário de Notícias
16.02.2026

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255: Chuva vai continuar até quinta-feira, com menos frequência e intensidade

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // CHUVA

A chuva parece teimar em não querer deixar o território continental, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a apontar a continuação de chuva até quinta-feira. O vento vai estar fraco, apenas com mais intensidade nas regiões mais elevadas. Já o frio vai marcar presença também a partir de quinta, sobretudo nas regiões do norte e do centro.

A chuva parece teimar em não querer deixar o território continental, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a apontar a continuação de chuva até quinta-feira.
© Foto: Pedro A. Pina – RTP

Mas a partir de dia 20, “parece” que já não vai haver precipitação, explicou à Antena 1 a meteorologista Cristina Simões.

RTP
16.02.2026

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254: Doentes oncológicos denunciam falta de medicamentos no Hospital de Braga

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🇵🇹 PORTUGAL // SAÚDE // MEDICAMENTOS

Administração do hospital garante que “nunca se verificou uma ruptura de fármacos” e que o que ocorreu foi apenas uma gestão mais rigorosa das quantidades dispensadas.

Em Portugal, há mais de 100 mil doentes com cancro em seguimento.

A Comissão de Utentes da Saúde de Braga alertou para alegadas falhas no fornecimento de medicamentos a doentes oncológicos em tratamento no Hospital de Braga. Um acusação rejeitada pela administração hospitalar, que nega a existência de qualquer ruptura e garante que está apenas a fazer uma “gestão criteriosa” das quantidades entregues.

Em declarações à agência Lusa, José Lobato, coordenador da comissão, afirma que desde 12 de Fevereiro tem recebido queixas de vários doentes em quimioterapia que deixaram de receber a medicação diária necessária para dar continuidade ao tratamento.

Tenho relatos de utentes que fazem quimioterapia e que não lhes estão a ser fornecidos os medicamentos para a continuidade do tratamento. O hospital diz que está em reestruturação”, explicou. Segundo o responsável, alguns doentes têm sido encaminhados para farmácias comunitárias, onde acabam por pagar os medicamentos do próprio bolso.

Hospital nega ruptura de fármacos

Num esclarecimento enviado à Lusa, o hospital garante que “nunca se verificou uma ruptura de fármacos” e que o que ocorreu foi apenas uma gestão mais rigorosa das quantidades dispensadas, com o objectivo de salvaguardar a continuidade dos tratamentos.

A unidade admite, contudo, que esta opção possa ter implicado deslocações mais frequentes por parte dos doentes durante um período transitório. Ainda assim, assegura que “a segurança terapêutica nunca foi comprometida” e reafirma o compromisso de melhorar a eficácia do serviço.

Numa publicação na sua página oficial na rede social Facebook, a Comissão de Utentes manifesta “preocupação face à informação sobre eventual falta de medicamentos destinados a doentes oncológicos” e recorda que o acesso regular aos tratamentos é um direito dos utentes e uma obrigação do Serviço Nacional de Saúde.

A comissão exige um “esclarecimento público urgente” sobre quais os medicamentos em causa, os motivos para a situação, as medidas adoptadas e a data prevista para reposição da normalidade.

José Lobato adiantou ainda que está a preparar uma exposição formal para enviar ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, ao Ministério da Saúde e à Comissão de Saúde da Assembleia da República, bem como aos partidos com assento parlamentar.

Com Lusa

Diário de Notícias
Rui Frias
15.02.2026

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