217: Comandar por Zoom, Teams e WhatsApp

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🇵🇹 OPINIÃO

O escrutínio e as críticas às falhas das estruturas de alerta, de protecção civil e de apoio em caso de catástrofe – dos bombeiros à Saúde, passando pelas infra-estruturas energéticas e pelos militares – não são um exclusivo de Portugal. É assim em França, Espanha e no Reino Unido, na verdade um pouco por todos os países democráticos, em que os cidadãos, contribuintes e eleitores, podem expressar livre e publicamente as suas preocupações, desespero ou mesmo a sua raiva.

Tal como noutros momentos dramáticos no nosso país, chegará o tempo de escalpelizar a fundo o que não correu bem durante as tempestades Ingrid, Joseph , Kristin e Leonardo, que assolaram e ainda assolam Portugal desde o final de Janeiro. Serão feitos relatórios e análises técnicas, haverá ministros e comandantes operacionais a responder no Parlamento.

Não é futurologia arriscada. Foi assim, por exemplo, nos incêndios de 2017, nos quais morreram pelo menos 116 pessoas. E haverá – com toda a certeza – demissões e remodelações de estruturas inteiras. Parafraseando Giuseppe Tomasi di Lampedusa, no seu romance Il Gattopardo, por vezes “é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma”.

“A ausência do país do comandante Nacional da Proteção Civil durante os piores dias das tempestades Joseph e Kristin, nos dias 26, 27 e 28 de janeiro, é grave e constitui um sintoma de males maiores.”
Gerardo Santos

As auditorias aos fogos de Pedrogão Grande apontaram uma falha grave no topo da estrutura de comando da Protecção Civil. Um dos relatórios entregues no Parlamento indica que o comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil, à época Rui Esteves, deveria ter tido “uma presença activa” durante o incêndio. Que não deveria ter delegado o comando das operações no seu número dois, o tenente-coronel Albino Tavares, o homem que deu a ordem aos operadores de comunicações para não registarem mais alertas na fita do tempo do incêndio. Uma ordem que, na prática, terá impossibilitado de avaliar todas as falhas na resposta operacional.

Quase uma década depois, assistimos novamente a sinais de problemas sérios no topo das estruturas de comando da entidade encarregada de alertar e lidar com os efeitos destes fenómenos catastróficos.

A ausência do país do comandante Nacional da Protecção Civil durante os piores dias das tempestades Joseph e Kristin, nos dias 26, 27 e 28 de Janeiro, é grave e constitui um sintoma de males maiores.

Não é tanto o facto de Mário Silvestre, o homem no topo da pirâmide da coordenação, a última palavra em todas as decisões operacionais, ter sido autorizado a deslocar-se a Bruxelas para uma formação. É possível, ainda que pouco plausível, que não houvesse ainda uma ideia clara sobre os riscos da Tempestade Kristin, mas não é desculpável que Mário Silvestre não tenha regressado imediatamente quando os efeitos já eram visíveis até aos olhos destreinados do cidadão comum.

Ontem, Mário Silvestre ensaiou o discurso dos condenados: “A minha presença física nada teria mudado”, uma vez que “nada deixou de ser feito pela minha ausência”.

Das duas uma, ou Mário Silvestre considera – dez anos depois de Pedrogão – que é aceitável comandar operações em Estado de Calamidade por Zoom, Teams ou WhatsApp, ou acaba de assumir que não faz falta nenhuma nas operações.

Director-Adjunto do Diário de Notícias

Diário de Notícias
Nuno Vinha
05.02.2026

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216: As pessoas estiveram lá. O Estado, nem tanto

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🇵🇹 OPINIÃO

“Não falharam as pessoas.” A frase com que a jornalista Margarida Vaqueiro Lopes terminou um artigo no início da semana deveria ter sido lida ao Presidente da República antes de Marcelo Rebelo de Sousa ter voltado aos tempos de professor universitário, e de comentador televisivo, e à análise crítica da actuação do Governo durante o período de calamidade que o país vive há uma semana devido à passagem da depressão Kristin que arrasou grande parte da zona Centro – nomeadamente a região de Leiria.

E o que se foi vendo e ouvindo ao longo destes dias dá razão à citação com que iniciei este texto. Às regiões afectadas foram chegando voluntários de diversos pontos do país que começaram a ajudar a limpar e a tentar arranjar o possível – desde retirar lixo das ruas, colocar lonas nos telhados ou acondicionar comida em sacos para serem entregues a quem viu a sua vida ser transformada em dias de sobrevivência sem luz, água e, até, estradas.

Tudo isto contrasta com o triste espectáculo a que fomos assistindo dado por quem tem a responsabilidade política de decidir e aprovar formas de apoiar e de prevenir situações como as que afectaram o país.

Além da falta de prevenção – o Instituto Português do Mar e da Atmosfera alertou com antecedência que a depressão se aproximava e que seria perigosa -, houve depois dificuldades em reagir. E quando essa reacção surgiu ainda piorou a imagem do Governo: um ministro deixou publicar um vídeo propagandístico onde aparecia ao telefone (diga-se, em abono da verdade, que assim que percebeu isso mandou retirá-lo); um outro que terá levado um grupo de militares a um determinado ponto onde fez uma acção (de campanha?) e depois, quando terminou, o cenário foi retirado – acusaram os moradores na zona e não foram desmentidos. Aliás, ouvi um desses habitantes a dizer para um canal de televisão: “Ajuda? Só se for dos passarinhos que estavam com fome.”

Acrescentemos à lista a ministra da Administração Interna que chegou a Leiria e, entre outras frases, disse: “Tudo isto é uma aprendizagem.” Quem assistiu viu a expressão do presidente da Câmara… Aliás, Maria Lúcia Amaral teve companhia do ministro da Coesão numa outra tese: o Governo desconhecia o que correu mal no atraso para a disponibilização de meios de ajuda para o terreno.

Por tudo isto as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa ontem, em Pedrogão Grande, podem ser consideradas uma avaliação negativa do Governo: “As pessoas ainda não perceberam o que aconteceu aqui, com 80% destruído”; “principalmente os que estão mais longe”; “As medidas têm de sair do papel e ser explicadas às pessoas. As pessoas comuns não as percebem. Para elas são politiquês.”

Ouviram o recado?

Editor executivo do Diário de Notícias

Diário de Notícias
Carlos Ferro
05.02.2026

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215: Chuva, chuva e mais chuva. As imagens do mau tempo na região da grande Lisboa

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO LEONARDO

Estradas alagadas e pequenas cheias na via pública são algumas consequências da chuva que tem caído nos últimos dias.

Paulo Spranger

A chuva insiste em não desaparecer. Segundo a Protecção Civil desde 1 de Fevereiro que se registaram mais de 3300 ocorrências relacionadas com cheias. Esta quarta-feira, 4 de Fevereiro, e quinta, todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem da depressão Leonardo. Na região de Lisboa, houve pequenas inundações, nomeadamente na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, e na capital várias estradas alagadas.

Veja as fotografias dos repórteres de imagem do DN Paulo Spranger e Leonardo Negrão, clicando na seta:

Cheias em
Cascais Paulo Spranger

Cheias em Cascais
Paulo Spranger

Cheias em Cascais
Paulo Spranger

Cheias em Cascais
Paulo Spranger

mau tempo em Lisboa
Leonardo Negrão

mau tempo em Lisboa
Leonardo Negrão

mau tempo em Lisboa
Leonardo Negrão

mau tempo em Lisboa
Leonardo Negrão

mau tempo em Lisboa
Leonardo Negrão

mau tempo em Lisboa
Leonardo Negrão

mau tempo em Lisboa
Leonardo Negrão

Diário de Notícias
Sofia Fonseca
04.02.2026

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209: A crise comunicacional

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🇵🇹 OPINIÃO

A catástrofe natural que se abateu sobre a zona centro do país expôs as fragilidades da resposta do Governo em situações de crise. Não se trata de colocar em causa a competência técnica ou a boa vontade das pessoas responsáveis, dos ministros aos secretários de Estado, dos técnicos da Protecção Civil aos militares. O problema é estrutural e, também, comunicacional. E ficou visível para todos: numa altura em que centenas de milhar de pessoas estão aflitas, sem acesso a bens essenciais e assustadas com o que poderá acontecer assim que o sol voltar a pôr-se, o Estado português não tem conseguido transmitir confiança e coordenar esforços no apoio às populações afectadas.

No terreno, tem sido evidente a desarticulação. O episódio, noticiado pelo DN, em que o Exército teve de “contornar” a Protecção Civil para poder actuar, articulando-se directamente com as autarquias, mostra como temos um sistema que privilegia a burocracia em detrimento da eficácia. Quando enfrentamos uma situação de catástrofe, não há tempo para disputas entre “quintinhas”. São necessárias rapidez e uma cadeia de comando inequívoca. O país não pode assistir, incrédulo, as Forças Armadas que se vêem obrigadas a negociar a sua presença como se fossem um actor secundário, quando deveriam estar na linha da frente desde o primeiro minuto.

Por outro lado, na comunicação política também se registaram falhas. Em primeiro lugar, o vídeo promocional protagonizado pelo ministro da Presidência, Leitão Amaro, foi um passo em falso. Para além das acusações, que lhe foram dirigidas, de aproveitamento da catástrofe, o ministro passou uma imagem de uma certa falta de empatia pelo sofrimento alheio.

Em segundo lugar, a ministra da Administração Interna revelou-se incapaz de se afirmar como líder num momento em que as pessoas da precisavam de uma figura firme e empática, que lhes transmitisse alguma serenidade.

Numa crise, o que conta é a capacidade de comunicar com eficácia, de mobilizar recursos rapidamente e de criar condições para que os problemas das pessoas sejam resolvidos com a maior celeridade. O exemplo das antenas Starlink é paradigmático. Foi um empresário privado – Marco Galinha, accionista do DN -, quem tomou a iniciativa de comprar e instalar estes equipamentos para ajudar a restabelecer comunicações nos concelhos de Pombal e Leiria. Onde estava o Estado?

A explicação reside, eventualmente, na falta de visão estratégica e na inexistência de uma cultura de proximidade. Os autarcas de Leiria e Coimbra, Gonçalo Lopes e Ana Abrunhosa, mostraram o caminho que o Governo deveria seguir. Ambos revelaram muito pragmatismo, um contacto directo com as populações e soluções rápidas.

O desafio agora é aprender com os erros, reformar os mecanismos de resposta e, sobretudo, compreender que em momentos de crise a comunicação faz parte da própria essência da liderança.

Diário de Notícias
Filipe Alves
Director do Diário de Notícias
03.02.2026

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208: SNS vai comparticipar Ozempic para tratar adultos obesos com diabetes tipo 2

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🇵🇹 PORTUGAL // SNS // DIABÉTICOS 2 // OZEMPIC

Infarmed diz que o medicamento será utilizado como “adjuvante à dieta e exercício, em adição a outros medicamentos para o tratamento da diabetes, para ser utilizado em 2ª e 3ª linhas terapêuticas”.

Foto: Reinaldo Rodrigues

O medicamento Ozempic (semaglutido) passa a ser comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde para adultos com diabetes tipo 2 e obesidade ou alto risco cardiovascular, uma decisão aplaudida pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.

O Ozempic, utilizado no tratamento da diabetes tipo 2, recebeu autorização do Infarmed para comparticipação em doentes com obesidade ou elevado risco de doença cardiovascular, alargando o acesso a um tratamento considerado essencial para muitos doentes.

Segundo o Relatório de Avaliação de Financiamento Público do Infarmed, divulgado esta segunda-feira, 2 de Fevereiro, o Ozempic obteve autorização de comparticipação para o “tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, insuficientemente controlada, com IMC igual ou superior a 30 kg/m2 ou risco elevado de doença cardiovascular”.

O medicamento será utilizado como “adjuvante à dieta e exercício, em adição a outros medicamentos para o tratamento da diabetes, para ser utilizado em 2ª e 3ª linhas terapêuticas”, adianta a Autoridade Nacional de Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

A medida foi saudada pelo presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), José Manuel Boavida, por se tratar de “uma reivindicação antiga da associação”.

Segundo o presidente da APDP, existia até agora “uma discriminação entre as pessoas com diabetes que não era de maneira nenhuma aceitável”.

“Esta notícia vem alargar a comparticipação à maior parte das pessoas com diabetes, a todas aquelas que têm obesidade e a todas aquelas que apresentam um risco cardiovascular elevado, o que são praticamente todas as pessoas com diabetes”, disse o especialista à Lusa.

A APDP considera que a decisão cria, finalmente, “uma situação de não discriminação entre as pessoas com diabetes”, mas ainda falta “o passo seguinte” que é “a abordagem directa do problema da obesidade”.

“Percebemos que é complexo, mas terá que ser dado também. Vamos por passos”, disse José Manuel Boavida, concluindo que “é realmente com uma grande satisfação que a Associação toma conta desta decisão do Infarmed e do Ministério da Saúde”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02.02.2026

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206: Sim, voltámos a falhar

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🇵🇹 OPINIÃO

A depressão Kristin não arrancou só vidas, telhados, árvores, postes de alta tensão, mas deixou também expostas as falhas de um Estado que voltou a não estar à altura num momento crítico. Quando foi ao terreno, Marcelo Rebelo de Sousa quis passar a mensagem de que, desta vez, não se terá tratado de uma falta de prevenção.

Permita-me discordar, Sr. Presidente: foi precisamente o que aconteceu. Falhamos, uma e outra vez, por falta de prevenção nas políticas públicas, por falta de escolhas responsáveis ao longo de anos, capazes de preparar o país para fenómenos que já não podem ser tratados como inesperados.

Prevenir não se resume a alertas meteorológicos a avisar que vem aí tempestade. É garantir que as infra-estruturas não fiquem desajustadas a fenómenos climáticos cada vez mais extremos, como apontou (e bem) o Presidente da República.

É investir em redundância nas comunicações móveis, geradores, redes eléctricas mais resilientes, reforço de meios técnicos e humanos. Tudo isto implica muito dinheiro? Sim. Mas implica sobretudo fazer as escolhas políticas certas, para não perpetuarmos a incompetência e a impreparação que corroem a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado.

Ao longo de décadas, Portugal foi abandonando o investimento público sustentado, a manutenção das infra-estruturas e o reforço da capacidade de resposta do Estado. O resultado é evidente: estamos vulneráveis aos “azares” que inevitavelmente acontecem, apesar dos alertas científicos repetidos que, na prática, continuamos a ignorar. Uma postura próxima da irresponsabilidade dos populistas e negacionistas que criticamos (os quais, depois, são lestos a explorar as consequências dos fenómenos que fingem não existir).

Por isso, voltámos a falhar, sim. Mas a essa incapacidade estrutural do País juntaram-se também falhas graves na resposta concreta a esta crise. Não existiu um sistema eficaz de alerta e prontidão. Demorou-se a perceber a verdadeira dimensão dos estragos, num país que, administrativamente, continua a não enxergar para lá do umbigo centralista.

A resposta foi desarticulada, sem uma mobilização nacional à altura, deixada à iniciativa de cada município e da própria sociedade civil, que, consciente do indecoro do Estado, se desdobra em iniciativas de apoio e voluntariado.

Tivemos ministros mais preocupados com vídeos de promoção pessoal, desfiles de vaidades em frente às câmaras, outros inexplicavelmente desaparecidos de combate e uma comunicação institucional tão fiável quanto a do SIRESP que, pasme-se, voltou a registar falhas. O estado de calamidade teve de esperar pelo Conselho de Ministros do dia seguinte, a Comissão Nacional de Protecção Civil reuniu-se só este domingo (cinco dias depois), e milhares de pessoas continuam sem luz, água ou comunicações.

A depressão Kristin deixou um rasto de destruição material que vai levar muito tempo a consertar e uma tarefa ainda mais difícil pela frente: reparar a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado.

Diário de Notícias
Rui Frias
Editor-Executivo Adjunto do Diário de Notícias
02.02.2026

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205: Situação de calamidade prolongada até 8 de Fevereiro. Será criada estrutura de missão para zonas afectadas

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🇵🇹 PORTUGAL // SITUAÇÃO DE CALAMIDADE

Passagem da depressão Kristin por Portugal continental deixou rasto de destruição em Leiria, Coimbra e Santarém. Situação de calamidade foi decretada até à meia-noite deste domingo em 60 municípios.

Primeiro-ministro em visita à região de Leiria.
Paulo Novais / Lusa

Estrutura de missão para zonas afectadas

Governo vai criar estrutura de missão para zona afectadas pela depressão Kristin. Será liderada por Paulo Fernandes, anterior presidente da câmara do Fundão, e funcionará em Leiria.

Apoio até dez mil euros para “reconstrução de habitação própria”

Luís Montenegro anunciou também uma linha de apoio para “reconstrução de habitação própria e permanente” até dez mil euros, sem ser necessária documentação quando não houver cobertura de seguro.

O mesmo montante estará disponível para situações relacionadas com agricultura e floresta exactamente no mesmo montante.

Situação de calamidade prolongada até 8 de Fevereiro

Em declaração após o Conselho de Ministros extraordinário o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou o prolongamento da situação de calamidade até de 8 de Fevereiro. Abrangidos estão 60 municípios do país.

167 mil clientes mantêm-se sem energia, quase 50 mil no concelho de Leiria

Cerca de 167 mil clientes da E-Redes mantinham-se às 12h00 deste domingo sem electricidade, dos quais 49.900 no concelho de Leiria, devido aos efeitos da depressão Kristin, disse o presidente do conselho de administração da empresa.

“O número absoluto neste momento em Leiria [concelho] de clientes sem electricidade é 49.900. O dado que eu tenho para o total são cerca de 167 mil clientes, ao meio-dia de hoje”, afirmou aos jornalistas José Ferrari Careto, numa conferência de imprensa nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município.

José Ferreira Careto adiantou que o número de clientes continua a diminuir à medida que decorrem as intervenções que a E-Redes tem no terreno.

E-Redes sem previsão de restabelecimento total de energia na região afectada pela depressão

O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou este domingo não haver previsibilidade sobre quando vai ser possível ter o restabelecimento total de energia eléctrica à região afectada pela depressão Kristin.

“Eu esclareço que não consigo, neste momento ter previsibilidade sobre a data em que toda a gente vai ter energia no perímetro desta intempérie. É a resposta mais séria e a resposta mais honesta que eu tenho para dar neste momento”, declarou José Ferrari Careto.

Numa conferência de imprensa nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde o município instalou um centro de operações, o responsável da empresa disse esperar que “seja cada vez mais residual o número de pessoas que não tem energia”.

“Mas não consigo dizer mais do que isto, neste momento, sob prejuízo de estar a criar falsas expectativas e de estar a faltar à verdade”, adiantou.

Lusa

Diário de Notícias
Carla Alves Ribeiro
01.02.2026

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204: Todos os distritos de Portugal Continental e Açores sob aviso amarelo até terça-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga encontram-se sob aviso laranja entre as 15h00 de segunda-feira, 2 de Fevereiro, e as 02h00 de quarta-feira, dia 4.

Global Imagens

Dez distritos de Portugal continental vão estar sob aviso laranja, o segundo mais elevado, entre segunda e quarta-feira, devido a agitação marítima, anunciou este domingo, dia 1 de Fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga encontram-se sob aviso laranja entre as 15h00 de segunda-feira e as 02h00 de quarta-feira.

Nestes distritos prevêem-se “ondas de noroeste com cinco a seis metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima”, lê-se num comunicado do IPMA.

Todos os distritos de Portugal Continental e o arquipélago dos Açores vão estar sob aviso amarelo por diferentes motivos – agitação marítima, precipitação, neve e vento – em distintos períodos entre este domingo e terça-feira, ainda de acordo com o IPMA.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Protecção Civil, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de hoje para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01.02.2026

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