290: Fenómeno El Niño pode regressar: Organização Meteorológica Mundial prevê mais calor entre Março e Maio

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // EL NIÑO

Evento La Niña pode criar condições neutras e, posteriormente, um evento de aquecimento El Niño. Em 2024, o El Niño teve um papel importante no recorde das temperaturas globais.

Fenómeno El Niño pode regressar: Organização Meteorológica Mundial prevê mais calor entre Março e Maio

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) da ONU alertou esta terça-feira para a probabilidade crescente de, no período de Maio a Julho, se repetir o fenómeno climático conhecido por El Niño.

De acordo com o último boletim trimestral da OMM, espera-se que o recente evento La Niña, de menor intensidade, dê lugar a condições neutras e, posteriormente, a um evento de aquecimento El Niño.

Com base nas previsões dos centros de produção globais da OMM, espera-se que as condições neutras – indicando a ausência de um evento El Niño ou La Niña – persistam até Julho.

Para o período de Maio a Julho, a probabilidade de condições neutras é, portanto, de 60%, “enquanto a probabilidade de um evento El Niño aumentou constantemente para cerca de 40%”, afirmou a OMM.

A incerteza em torno das previsões de longo prazo está a aumentar, acrescentou a organização.

Em Janeiro, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) estimou uma probabilidade de 50 a 60% de desenvolvimento do El Niño entre Julho e Setembro.

“A comunidade da OMM (Organização Meteorológica Mundial) vai monitorizar de perto a situação nos próximos meses para que se possam tomar de decisões”, comentou a Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo.

O último evento El Niño, ocorrido em 2023/24, foi um dos cinco mais intensos já registados e desempenhou um papel importante nas temperaturas globais recordes de 2024.

Um evento El Niño é caracterizado pelo aquecimento periódico e em larga escala das águas superficiais no Pacífico equatorial central e oriental, associado a mudanças na circulação atmosférica tropical, especificamente nos ventos, na pressão e nas chuvas. Geralmente, ele tem efeitos opostos aos da La Niña nos padrões climáticos e de precipitação.

De acordo com a OMM, para o período de Março a Maio, deve haver “um aumento nas temperaturas da superfície em todo o mundo”.

Em relação às previsões de precipitação, “o padrão esperado é semelhante ao de La Niña no Pacífico equatorial, mas em outras partes do mundo, o sinal é mais misto”.

A OMM reitera que “fenómenos climáticos naturais de grande escala, como El Niño e La Niña, fazem parte de um contexto mais amplo de mudanças climáticas antropogénicas, que estão a elevar as temperaturas globais a longo prazo, intensificando eventos climáticos extremos, alterando os padrões sazonais de precipitação e temperatura”.

SIC Notícias
Lusa
03.03.2026

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Autoridades alertam para “fraca qualidade do ar” a partir de terça-feira em Portugal Continental

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // QUALIDADE DO AR

Prevê-se que uma massa de ar proveniente dos desertos do Norte de África, que transporta poeiras em suspensão, atravesse o território continental entre os dias 3 e 5 de março. Devido a este fenómeno, adverte a Direcção-Geral da Saúde, prevê-se “uma situação de fraca qualidade do ar no Continente, registando-se um aumento das concentrações de partículas inaláveis de origem natural no ar”.

Prevê-se que uma massa de ar proveniente dos desertos do Norte de África, que transporta poeiras em suspensão, atravesse o território continental entre os dias 3 e 5 de Março.
© João Marques – RTP

Este poluente tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, crianças e idosos, cujos cuidados de saúde devem ser redobrados, sublinha a DGS em comunicado.

Para a população em geral, o conselho é evitar “esforços prolongados, limitar a actividade física ao ar livre e evitar a exposição a factores de risco”.

Em relação aos grupos mais vulneráveis, a DGS faz recomendações adicionais: “sempre que viável, permanecer no interior dos edifícios e, preferencialmente, com as janelas fechadas”.

RTP
Joana Bénard da Costa
02.03.2026

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286: Poeiras mais concentradas devem chegar já na primeira semana de Março

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🇵🇹 PORTUGAL // POEIRAS

O IPMA deixou um alerta acerca das poeiras em suspensão sobre Portugal continental, referindo que está previsto que o transporte ocorra em direcção ao território continental a 2 de Março, segunda-feira. Situação meteorológica para os “dias seguintes favorece a persistência de poeiras em suspensão até 5 de Março.”

Poeiras vindas do norte de África sobre Portugal continental
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) fez, esta sexta-feira, uma previsão sobre as poeiras que têm vindo a ser tema há já alguns dias, mas que podem ser mais “persistentes” na próxima semana.

“Hoje, dia 27, poeiras com origem no deserto do Saara encontravam-se junto às ilhas Canárias estendendo-se para norte e eram visíveis às 15 UTC [16h em Lisboa] através da imagem do satélite MTG”, começa por ler-se na nota, sendo a imagem referida a primeira que aparece na publicação (que pode ver abaixo).

Explicam os especialistas que está previsto que “o transporte de poeiras ocorra em direcção ao território continental a 2 de Março, progredindo gradualmente de Sul para Norte, inseridas num fluxo de sul, definido por uma depressão centrada em Marrocos e pela aproximação de uma superfície frontal fria ao continente.”

O IPMA adianta ainda que a situação meteorológica para os dias seguintes “favorece a persistência de poeiras em suspensão até dia 5 de Março, podendo apresentar concentrações mais elevadas do que as observadas no dia 24 de Fevereiro.”

Poeiras em suspensão sobre Portugal continental: Que esperar?

Na publicação partilhada durante a tarde desta sexta-feira, os especialistas referem que os efeitos mais visíveis das poeiras em suspensão “são a alteração da cor do céu, pois encontram-se normalmente em níveis mais elevados quando longe da origem.”

“Dependendo da sua concentração podem atingir níveis mais próximos da superfície, com deposição seca, podendo também ter implicações na qualidade do ar e impactos na saúde”, alerta ainda o IPMA, dando conta de que é “mais provável que ocorra a deposição húmida de poeiras, em consequência da precipitação prevista a partir do dia 2 no território continental.”

Noticias ao Minuto
28.02.2026

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284: Bom tempo tem os dias contados. Vem aí a gota fria: O que é? E que fará?

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // TEMPO

À excepção de sexta-feira, dia 27, o tempo deverá continuar estável e seco até domingo. Contudo, o início de Março poderá marcar o regresso dos aguaceiros, trovoada e granizo a Portugal continental.

Depois de uma segunda quinzena de Fevereiro em que, regra geral, a chuva deu tréguas e até houve temperaturas acima da média para a época, o cenário parece estar prestes a mudar novamente. A primeira semana de Março será de chuva e descida das temperaturas devido à formação de uma gota fria. Mas o que é que isto significa?

A aproximação de uma depressão em altitude, também denominada gota fria ou DANA (em castelhano), vai provocar uma mudança do estado do tempo em Portugal continental, a partir do início da próxima semana.

De acordo com o Meteored Portugal, contudo, as depressões isoladas em altitude “são conhecidas pela sua trajectória errática, o que torna muito difícil prever com precisão a distribuição geográfica e intensidade da precipitação convectiva e de carácter irregular que geralmente lhes está associada”.

Ou seja, é muito difícil prever, para já, a chuva acumulada. Neste momento, os mapas insistem que poderá chover em qualquer zona do território de Portugal continental, com acumulações entre 5 mm e 20 mm.

É, aliás, “muito provável que, por causa da trajectória deste centro de baixas pressões, os valores de chuva acumulada se alterem várias vezes nas próximas actualizações do modelo Europeu”, conforme detalha o comunicado da Meteored sobre os possíveis efeitos da gota fria no tempo em Portugal.

Ainda assim, de momento, os mapas sugerem que as áreas potencialmente mais afectadas seriam, com valores a rondar os 20 mm de precipitação acumulada: Região Norte (excepto distrito de Bragança), Grande Lisboa, Península de Setúbal, Beira Alta, Beira Baixa e toda a zona fronteiriça do Alentejo com Espanha.

De acordo com o geógrafo e especialista Alfredo Graça, a partir do final da madrugada ou início da manhã de segunda-feira, dia 2 de Março, prevê-se que uma frente fria associada a uma depressão atlântica situada a noroeste das Ilhas Britânicas, entre pelo litoral Norte e Centro de Portugal continental, espalhe precipitação gradualmente para as restantes regiões do país.

A interacção entre a frente fria associada à referida depressão atlântica, uma massa de ar mais frio de origem polar em altitude e a presença prévia de ar mais quente e húmido a sul, favorecerá o aprofundamento de um centro de baixas pressões que poderá evoluir para uma gota fria.

Ora, isso vai significar a predominância de aguaceiros, trovoadas e granizo durante segunda e terça-feira, dias 2 e 3 de Março. Inicialmente, “a precipitação em Portugal continental será gerada pela frente fria, mas posteriormente dever-se-á à depressão isolada em altitude”, refere a mesma nota.

Segundo a previsão actual do modelo europeu, a gota fria só se deverá começar a formar no período entre o fim da tarde de segunda e a meia-noite de terça-feira, “quando o sistema evoluir para uma depressão que se desligará da circulação principal, isolando-se em altitude na sua deslocação para sul, e com o seu centro a posicionar-se entre a Península Ibérica e Marrocos”.

E até lá?

Até à próxima segunda-feira, o tempo deverá continuar estável e seco, com excepção de sexta-feira, dia 27. Se é facto que as temperaturas diurnas têm sido bastante agradáveis por estes dias, espera-se uma descida significativa das mesmas entre hoje e amanhã.

Em causa está a aproximação de uma massa de ar polar, que irá contribuir para a descida dos termómetros em praticamente todo o continente.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), além do acentuado arrefecimento nocturno (que também tem marcado esta última semana), haverá uma descida da temperatura máxima, em especial nas regiões Norte e Centro.

Em Lisboa, as temperaturas deverão variar entre os 10 e os 17 graus na sexta-feira, enquanto hoje chegaram aos 22. Também no Porto a máxima esperada desce de 17 para 15 graus. Só Faro mantém o cenário de hoje: as temperaturas vão variar entre os 10 e os 23 graus na sexta-feira.

No sábado, deverá registar-se novamente uma pequena subida da temperatura máxima no Norte e Centro.

Notícias ao Minuto
26.02.2026

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283: Depois de poeiras e chuva, quando volta o sol a Portugal?

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // SOL

O passado sábado e domingo foram dias de sonho em Portugal. Depois de semanas com chuva, frio e tempestades devastadoras, finalmente veio a bonança, com sol e temperaturas a rondar os 25ºC em algumas regiões. Contudo, como se costuma dizer, não há sol que sempre dure.

Poeiras chegam a Portugal | Fotografia: Unsplash
© VERSA

Para esta quarta-feira, 25 de Fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê “chuva, passando a aguaceiros dispersos diminuindo de frequência a partir da tarde”, especialmente no litoral oeste. Como se chuva não bastasse, para a região Sul prevê-se a possibilidade de ocorrência de trovoada e de queda de granizo durante a tarde, um cenário que traz de volta o inverno.

O dia ficará ainda marcado pelas poeiras provenientes do deserto do Saara, que pintarão o céu de um laranja carregado e trarão uma fraca qualidade do ar do qual a população se deve proteger, evitando actividade física ao ar livre e circulação sem máscara.

Mas, felizmente, este é um cenário efémero. Ainda que seja sol de pouca dura, o bom tempo volta na quinta-feira, 26, dia em que o IPMA anuncia “céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de mais nebulosidade até ao meio da manhã”. E há, ainda, mais uma boa notícia: “Subida da temperatura máxima”. Por contraste, infelizmente, a temperatura mínima vai descer.

Já sexta-feira, 27, há novamente previsão de chuva nas regiões Norte e Centro, mau tempo que vai embora logo no sábado, 28, com a previsão de “céu em geral pouco nublado”.

Que venha sábado e o bom tempo depressa.

Versa
Rafaela Simões
25.02.2026

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276: Troço da A14 na Figueira da Foz sem previsão de reabertura

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🇵🇹 PORTUGAL // FIGUEIRA DA FOZ // AUTO-ESTRADAS

A circulação nos dois sentidos daquele troço com cerca de oito quilómetros (km) foi cortada ao trânsito há 21 dias.

Reinaldo Rodrigues

O troço da autoestrada 14 (A14) entre a autoestrada 17 (A17) e o nó de Santa Eulália, no município da Figueira da Foz, não tem previsão de reabertura, face aos danos causados pelas cheias, informou esta terça-feira, 24 de Fevereiro, a concessionária.

A circulação nos dois sentidos daquele troço com cerca de oito quilómetros (km) foi cortada ao trânsito na madrugada de dia 03, cumprem-se esta terça-feira 21 dias (três semanas), devido à subida das águas nos campos agrícolas adjacentes do vale do Mondego, e não voltou a ser reaberta.

A Brisa Concessão Rodoviária (BCR) disse à Lusa que “o corte de plena via na A14 mantém-se devido à realização de trabalhos de avaliação do estado da infra-estrutura, designadamente aterros e órgãos de drenagem, na sequência da subida da cota da água e subsequente submersão da plataforma ao longo de vários dias”.

A fonte oficial da Brisa disse ainda que assim que aqueles parâmetros forem avaliados internamente, “e após avaliação técnica externa, pelas entidades competentes”, estará em condições de reabrir a circulação na A14.

No entanto, “nesta fase, ainda não é possível antecipar a data de reabertura”, vincou a BCR.

Os primeiros 13 km da A14 (entre a Figueira da Foz e o nó de Santa Eulália, acesso oeste a Montemor-o-Velho e norte à povoação da Ereira, no distrito de Coimbra) abriram ao trânsito em 1994, então ainda como parte integrante do Itinerário Principal 3 (IP3).

Só em 2001 aquele troço original passou a fazer parte da A14, (autoestrada que liga a Figueira da Foz ao nó de Coimbra-Norte da A1) mantendo, até hoje, o seu carácter gratuito.

A partir de Montemor-o-Velho, o acesso alternativo à Figueira da Foz, para quem circula de e para Coimbra e localidades intermédias, faz-se pela antiga estrada nacional (EN) 111 e tem vindo a criar constrangimentos de trânsito, nomeadamente à passagem pelas localidades de Maiorca (na freguesia com o mesmo nome) e Caceira (Alhadas).

Em Maiorca, a Lusa constatou o aumento exponencial do tráfego automóvel e de veículos pesados, especialmente no atravessamento da povoação, ao início da manhã e final da tarde.

O aumento do volume de tráfego faz-se ainda sentir nos cerca de 2 km entre o nó de Santa Eulália e aquela vila do Baixo Mondego, na recta conhecida como Pontes de Maiorca.

O trajecto por esta via de dois sentidos, ladeada por vegetação – construída vários metros acima dos campos de arroz e com marcações no pavimento que não resistiram ao passar dos anos – implica atravessar cinco pontes, todas edificadas pela antiga Junta Autónoma das Estradas, três em 1937 e outras duas em 1940, ainda antes do primeiro Plano Rodoviário Nacional datado de 1945.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24.02.2026

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275: Bastaram 15 dias para este Fevereiro ser o mês mais chuvoso dos últimos 47 anos

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Este inverno é o segundo mais chuvoso desde 2000 e o oitavo mais chuvoso desde que há registos.

mau tempo em Lisboa
Leonardo Negrão

Os primeiros 15 dias de Fevereiro foram suficientes para fazer deste mês o mais chuvoso dos últimos 47 anos e o 10.º mais chuvoso desde 1931, segundo avançou esta terça-feira, 24 de Fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que revela também que o mês de Janeiro já fora o segundo mais chuvoso desde 2000 e o 14.º mais chuvoso desde que há registos.

De acordo com dados divulgados pelo IPMA, entre 1 e 15 de Fevereiro, dias marcados pelas depressões Leonardo e Marta e pela passagem de superfícies frontais associadas às depressões Vils e Oriana, a precipitação teve um total acumulado de 223,5 mm, o que representa 304% do normal, ou seja, é cerca de três vezes superior ao valor médio de referência 1991-2020. “Grande parte do território já regista valores entre 300% e 400% (3 a 4 vezes) do valor normal 1991-2020, sendo mesmo superior a 500% (ou seja, cinco vezes) nas localidades de Mora, Lavradio e Alvalade do Sado”, diz o IPMA.

Um mês que se segue a um outro que também havia sido muito chuvoso. De acordo com o instituto, Janeiro de 2026 foi o segundo mais chuvoso desde 2000, marcado pela passagem de cinco depressões, nomeadamente a Francis, a Goreti, a Ingrid, a Joseph e a Kristin, esta última devastadora para a região centro. “Em grande parte das regiões Centro e Sul os valores mensais situaram-se entre 250% e 350% do normal”, realça o IPMA, que recorda ainda que a maior rajada de vento registada nas estações de superfície atingiu 177.8 km/h na base aérea de Monte Real.

Tendo em conta que Novembro e Dezembro de 2025 já tinham registos que os tornavam o terceiro e sétimo mais chuvosos desde 2000, segundo o IPMA, este inverno é o segundo mais chuvoso desde 2000 e o oitavo mais chuvoso desde que há registos.

Entre Novembro e 15 de Fevereiro, o total acumulado de precipitação foi de 819.2 mm, correspondendo ao dobro do valor médio, sendo o sétimo valor mais elevado desde 1931. “Mais de metade dos distritos já atingiu ou ultrapassou o valor médio anual de precipitação. Em Faro, o total acumulado já supera o valor médio de um ano completo”, diz.

Segundo as informações divulgadas pelo IPMA, o ano de 2025 fora o terceiro mais chuvoso desde 2000, com um total anual de 1064.8 mm (130% do valor normal 1991-2020) e o 5.º mais quente desde que há registos, com seis ondas de calor, incluindo uma com características excepcionais.

Diário de Notícias
Sofia Fonseca
24.02.2026

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274: Poeiras a chegar (e chuva também). Como vai estar o tempo hoje?

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // POEIRAS

Depois de um fim de semana com temperaturas altas, a chuva está de regresso já esta terça-feira. Portugal continental será também hoje afectada com poeiras vindas do deserto do Saara.

Depois de um fim de semana primaveril – em que os termómetros chegaram a atingir os 26ºC -, a chuva poderá estar de regresso a partir de hoje, terça-feira, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). De notar ainda que Portugal continental é afectado por poeiras vindas do deserto do Saara.

Segundo a previsão, o céu estará de um forma geral “muito nublado”, havendo a “possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca no litoral Norte e Centro a partir do final da tarde, sendo mais provável no Minho e Douro litoral no final do dia”.

Já o vento soprará “fraco a moderado do quadrante sul, soprando por vezes forte na faixa costeira ocidental a norte do Cabo Raso”. Será “moderado a forte com rajadas até 65 km/h nas terras altas”.

Haverá uma “pequena subida da temperatura mínima, em especial no Norte e Centro”, mas também haverá uma “pequena descida da temperatura máxima” nas mesmas regiões.

Um cenário idêntico na Grande Lisboa e no Grande Porto.

“Episódio de poeiras” afecta Portugal

De recordar que, no domingo, a meteorologista do IPMA, Patrícia Marques, já havia adiantado ao Notícias ao Minuto que iriam começar a chegar poeiras a Portugal.

A meteorologista afirmou que este “episódio de poeiras” afectará primeiro o arquipélago da Madeira, “mas não se espera que seja uma concentração muito significativa e não se espera que afecte o país todo”, havendo assim uma maior incidência na ilha da Madeira, Porto Santo e na zona centro do país.

Notícias ao Minuto
24.02.2026

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265: Vêm aí finalmente dias de sol e com temperaturas primaveris

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DIAS DE SOL

O tempo começa finalmente a dar sinais claros de mudança. Depois de um período mais frio, o próximo fim de semana traz estabilidade atmosférica, céu maioritariamente limpo e uma subida gradual das temperaturas máximas, criando um ambiente cada vez mais luminoso e com um toque já primaveril, segundo a previsão do IPMA.

Céu limpo
© AWAY magazine

Na sexta-feira, o céu deverá apresentar-se pouco nublado ou limpo em grande parte do território, embora no extremo Norte possam ocorrer períodos de maior nebulosidade até ao início da tarde. O vento será fraco, soprando por vezes moderado até 30 km/h, do quadrante norte na faixa costeira e de leste ou nordeste nas terras altas.

A madrugada continuará fria, com acentuado arrefecimento nocturno e pequena descida da temperatura mínima face ao dia anterior. Está prevista a formação de gelo ou geada nas regiões do interior, em especial no nordeste transmontano e na Beira Alta, assim como possibilidade de neblina ou nevoeiro matinal nos vales do interior Norte e Centro. Em contraste com as manhãs frias, a temperatura máxima deverá registar uma subida, iniciando uma tendência que se irá consolidar ao longo do fim de semana.

Na Grande Lisboa, o cenário será de céu pouco nublado ou limpo, com vento em geral fraco do quadrante norte, soprando por vezes moderado junto ao Cabo Raso. Também aqui se prevê pequena descida da mínima e ligeira subida da máxima, mantendo-se o arrefecimento nocturno. No Grande Porto, o céu estará pouco nublado e o vento soprará fraco, podendo intensificar-se temporariamente durante a tarde, em especial junto à faixa costeira. As mínimas descem ligeiramente e as máximas sobem.

No sábado, mantém-se o tempo estável. O céu continuará pouco nublado ou limpo, embora possam surgir períodos de maior nebulosidade na região Norte, sobretudo por nuvens altas. O vento será fraco a moderado até 30 km/h do quadrante leste, soprando temporariamente de norte durante a tarde na faixa costeira ocidental.

Este vento de leste, mais seco e continental, contribui para uma atmosfera mais estável e favorece a subida das temperaturas máximas em várias regiões, reforçando a sensação de dias mais amenos. Apesar disso, as noites continuam frias, com novo acentuado arrefecimento nocturno, possibilidade de neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do interior e formação de geada nas regiões do interior Norte e Centro, em especial no nordeste transmontano e na Beira Alta. As temperaturas registam nova pequena subida, sobretudo nas máximas.

No domingo, o sol deverá dominar praticamente todo o território continental, com céu pouco nublado ou limpo. O vento mantém-se fraco a moderado do quadrante leste, voltando a soprar temporariamente de norte na faixa costeira ocidental durante a tarde.

A madrugada será ainda fria no interior, com possibilidade de geada em alguns locais do Norte e Centro e eventual formação de neblina ou nevoeiro matinal. No entanto, as temperaturas voltam a subir ligeiramente, prolongando a tendência de aquecimento iniciada na sexta-feira.

O resultado será um fim de semana marcado por manhãs frias, sobretudo no interior, mas tardes cada vez mais agradáveis, com céu limpo e temperaturas em recuperação progressiva. Um cenário que já deixa antever os primeiros sinais de primavera.

Away
Agência Lusa
19.02.2026

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264: Agitação marítima coloca seis distritos do litoral sob aviso amarelo

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // AGITAÇÃO MARÍTIMA

IPMA refere que estão previstas ondas de noroeste que podem chegar aos cinco metros de altura nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

João Manuel Ribeiro/Global Imagens

Seis distritos do litoral norte e centro estão actualmente sob aviso amarelo, devido à previsão de agitação marítima, disse esta sexta-feira, 20 de Fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com uma nota, o IPMA refere que estão previstas ondas de noroeste que podem chegar aos cinco metros de altura nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

Os seis distritos estarão sob aviso amarelo pelo menos até às 03:00 desta sexta-feira.

O aviso amarelo é o primeiro nível de alerta numa escala de três (amarelo, laranja, vermelho) emitida pelo IPMA e significa que existe uma situação de risco para actividades dependentes do tempo, sendo caracterizado por risco moderado.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afectados terminou a 15 de Fevereiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20.02.2026

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