321: Portugal sem vagas para idosos: 70% dos lares com lotação esgotada. Preços médios superam os 1900€

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🇵🇹 PORTUGAL // LARES // IDOSOS

Portugal lidera o envelhecimento europeu. Entre a baixa rotatividade e a procura estrangeira, o cuidado digno da 3.ª idade tornou-se um luxo inacessível à classe média e aos pensionistas.

63% dos residentes permanecem nos lares entre um a cinco anos e 33,6% ficam entre cinco a dez anos.
Arquivo DN

O sector das residências para idosos em Portugal atingiu um ponto de ruptura. Um novo estudo revela que mais de dois terços das unidades estão totalmente lotadas, empurrando os preços para valores recorde e deixando as famílias em listas de espera que podem superar os seis meses.

De acordo com os dados do 4.º Retrato das Residências Sénior em Portugal, um estudo exaustivo realizado pela Via Sénior em parceria com a BA&N Research Unit, o número de unidades ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas) sem qualquer vaga disponível subiu para 70% em 2025.

O documento, que analisa cerca de 45% das camas privadas no país, traça um cenário de pressão extrema sobre a rede, na qual a disponibilidade real é agora residual: apenas 8% das residências declaram ter alguma folga na ocupação.

Preços em escalada: mediana já atinge os 2000€

A pressão da procura sobre uma oferta estagnada fez disparar os custos. Cerca de 84,5% das residências aumentaram as mensalidades no último ano, com 38% das unidades a aplicarem subidas entre os 2,5% e os 5%. Actualmente, o valor médio ponderado para um quarto individual fixa-se nos 1921€ por mês (mais 246€ que em 2024), mas o valor mediano já atingiu a barreira dos 2.000€. Para quem procura opções em quarto duplo, o valor médio é de 1717€, enquanto a tipologia mais económica — o quarto triplo — apresenta uma média de 1482€, valores que permanecem fora do alcance da maioria das pensões nacionais.

Este cenário torna-se ainda mais asfixiante quando confrontado com a realidade dos rendimentos em Portugal. Com um salário médio líquido nacional que mal atinge os 1500€ e uma pensão de reforma que, para grande parte dos reformados, oscila entre os 600€ e os 900€, o custo de uma residência sénior absorve — ou ultrapassa — a totalidade dos rendimentos de um agregado comum.

Para muitas famílias, a manutenção de um idoso nestas condições é um esforço financeiro impossível, restando como única alternativa o cuidado doméstico. Esta solução, contudo, gera um novo ciclo de precariedade, ao revelar-se frequentemente incompatível com as exigências da vida profissional dos cuidadores, forçando escolhas dramáticas entre a estabilidade do emprego e o acompanhamento digno dos seus familiares.

Com a reforma ou o salário médios em Portugal, um residência é um luxo inatingível.
Arquivo DN

A dificuldade das famílias não se resume ao preço. Quase 70% das instituições têm listas de espera activas. Se em 36% dos casos o tempo de espera ultrapassa os seis meses, existe uma fatia preocupante de 19% das unidades onde o prazo é classificado como “muito indefinido”. Esta estagnação explica-se pela longevidade e baixa rotatividade: 63% dos residentes permanecem entre um a cinco anos e 33,6% ficam entre cinco a dez anos. O perfil é de idades muito avançadas, com mais de metade dos utentes (52,7%) na faixa dos 86 aos 90 anos, exigindo cuidados permanentes e especializados.

O pódio do envelhecimento e o “abandono” estatal

Portugal não enfrenta apenas um problema de gestão, mas uma crise demográfica de escala europeia. O país consolidou-se como o segundo mais envelhecido da União Europeia, com 24,3% da população acima dos 65 anos, apenas atrás de Itália (24,75%).

Contudo, a resposta estrutural é deficitária: Portugal dispõe de apenas quatro camas por cada 100 idosos, um rácio drasticamente inferior ao de países como Países Baixos, Suécia ou Bélgica.

O mercado nacional é composto por cerca de 2700 residências que gerem mais de 105.000 camas, sendo que mais de metade das unidades (52%) apresenta uma dimensão superior a 30 camas.

Esta escassez é agravada pelo que os dados sugerem ser um “abandono” estatal do sector privado: apenas 9,1% das unidades inquiridas possuem algum tipo de acordo ou apoio do Estado. Com um rácio de dependência de 38,6% — o que significa menos de três pessoas em idade activa para cada idoso —, a sustentabilidade do modelo actual está sob ameaça directa.

A nova face do sector: internacionalização e tecnologia

A par das barreiras para os portugueses, o país continua a ser um destino de eleição externo, ocupando o topo do Relatório Global de Reforma 2025, do Eurostat. Actualmente, 33,5% das residências já acolhem estrangeiros. Embora representem apenas 4,4% do total de utentes, estes residentes possuem uma capacidade financeira superior, ajudando a sustentar a operação de unidades que, em média, empregam 28,36 trabalhadores permanentes.

A resposta estrutural é deficitária: Portugal dispõe de apenas quatro camas por cada 100 idosos.

Para compensar o aumento de custos, o sector aposta na digitalização em 85% das unidades, com um foco muito claro na segurança e na saúde dos residentes. Neste âmbito, cerca de 84,5% das instituições oferecem sistemas de vídeo-chamada para contacto familiar, enquanto 68,2% já dispõem de botões de emergência e 64,5% utilizam plataformas de tele.medicina e de estimulação cognitiva.

No entanto, o reforço tecnológico contrasta com a presença física médica: embora 96,4% tenham médico, em 75,5% dos casos este profissional apenas está disponível uma vez por semana, evidenciando que a resposta clínica ainda assenta fortemente na enfermagem (presente em 99% das casas) e na monitorização remota.

Dados complementares: radiografia de um mercado sob pressão

Para lá dos grandes números, o 4.º Retrato das Residências Sénior em Portugal (realizado entre Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026) permite traçar contornos mais precisos sobre o funcionamento interno destas instituições. O mercado nacional é composto por cerca de 2700 residências que gerem mais de 105.000 camas, sendo que mais de metade das unidades (52%) apresenta uma dimensão superior a 30 camas.

No que toca à equipa multidisciplinar, os dados revelam disparidades nos serviços especializados. Enquanto a cobertura de fisioterapia atinge os 74,5%, os nutricionistas estão presentes em apenas cerca de 25% das instituições. A presença médica é outro ponto de análise: apenas 6% das residências contam com médicos em permanência, confirmando que a maioria das unidades recorre a visitas pontuais.

Portugal consolidou-se como o segundo mais envelhecido da União Europeia, com 24,3% da população acima dos 65 anos, apenas atrás de Itália (24,75%).

Apesar das dificuldades financeiras e de ocupação, existe uma vontade de crescimento no sector privado. Cerca de 17% das unidades inquiridas revelaram planos para contratar novos profissionais em 2026, sinalizando uma tentativa de resposta ao aumento da complexidade dos cuidados exigidos por residentes cada vez mais longevos.

Este estudo é uma iniciativa da Via Sénior, uma plataforma digital que monitoriza o alojamento sénior em Portugal e Espanha. O serviço, gratuito para as famílias, foca-se em reduzir a opacidade do mercado, permitindo saber preços à partida e traçando perfis clínicos personalizados para agilizar um processo de selecção que, como os dados provam, se tornou um dos maiores desafios sociais da actualidade.

Diário de Notícias
Adelaide Cabral
18.03.2026

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320: A responsabilidade mole

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🇵🇹 OPINIÃO

Perante tantos acontecimentos e processos que nos parecem impossíveis de controlar e que cruzam os nossos dias com uma força incompreensível, como as guerras atípicas e a usurpação da comunidade internacional por uma loucura admitida, a redução brutal do poder de compra ou fenómenos naturais que destroem e surpreendem, podem ter passado despercebidos eventos, sucessivos, que arriscam ser sistémicos. Em concreto: nas forças policiais, PSP e GNR. Em três momentos recentes. Recorde-se o que está em causa.

Em Março de 2024, dois agentes da PSP, em Olhão, terão levado dois cidadãos, marroquinos para um descampado, onde os espancaram. Um deles veio a morrer na sequência dessa agressão, tendo sido agredido, enquanto algemado, com pancadas na cabeça. Segundo a acusação do Ministério Público aos dois polícias, reproduzida na imprensa, “a detenção obrigaria a um relatório escrito na esquadra, mas em vez disso terão feito um desvio e levado os dois imigrantes para uma estrada isolada a cinco quilómetros.

O Ministério Público diz que os agentes desferiram pancadas na cabeça e na face de uma das vítimas, Aissa, pelo menos uma das vezes com um objecto. O homem de 26 anos não terá conseguido defender-se, estava algemado com as mãos atrás das costas. A gravidade das lesões deixou-o nos cuidados intensivos. Ao fim de 19 dias morreu no Hospital de Faro. Tinha fracturas no crânio, nariz, maxilares e coluna”.

Na GNR, em Beja, descobre-se no ano passado que os seus guardas eram contratados por empresas agrícolas para gerirem a sua mão de obra imigrante. 10 militares da GNR (e um agente da PSP) aguardarão julgamento. “Era uma espécie de braço armado de uma rede de exploração laboral de imigrantes no Alentejo. Coagiam ou agrediam os trabalhadores agrícolas estrangeiros em situação de vulnerabilidade, forçados a trabalhar por salários reduzidos e sem contrato formal.

Foi por estas suspeitas que, ontem, a Polícia Judiciária deteve dez militares da GNR e um elemento da PSP, além de empresários agrícolas e intermediários. O serviço de “vigilância e coação privada”, praticado pelos elementos das forças de segurança, seria liderado por um oficial da GNR, com o posto de tenente”, escrevia-se no Jornal de Notícias de 26 de Novembro passado.

E, no coração da Lisboa bem-falante e alimentada a tostas de abacate, na Esquadra da PSP do Rato, a 500 metros do Parlamento e da residência oficial do primeiro-ministro, é notícia que agentes desta polícia agridem, torturam e violam pessoas dentro de uma esquadra.

Segundo o despacho da acusação transcrito, “um dos arguidos é acusado de um total de 29 crimes: sete de abuso de poder, seis de tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos graves, um de violação consumada, quatro de violação na forma tentada, dois de ofensas à integridade física qualificadas, dois crimes de falsificação de documento, um crime de furto qualificado, um crime de violação de correspondência ou de telecomunicações, um crime de ofensas à integridade física graves qualificadas, dois crimes de roubo e dois crimes de detenção de arma proibida”, escrevia-se na página da Amnistia Internacional.

O Euronews destacava: “Sete agentes da PSP ficaram em prisão preventiva por crimes de tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física graves. O caso pode alastrar-se a cerca de 70 colegas de várias esquadras”…

Ora há aqui qualquer coisa que não pode ser tratada como incidental e única. É credível que, em pleno centro de Lisboa, numa realidade com esta triste dimensão aparente, ninguém soubesse? Não há um ou vários responsáveis pelo quotidiano destas estruturas? Não há chefias? Continuam a sê-lo?

É que chefiar serviços públicos que usam fardas não pode servir apenas para as abanar como backdrop engomado em cerimónias.

PS – Num texto anterior neste espaço, referi-me, em lapso, a uma anterior ministra da Administração Interna como magistrada do Ministério Público e não como magistrada judicial. À visada e aos leitores, aqui ficam a nota devida e as minhas desculpas pelo facto.

Diário de Notícias
Miguel Romão
18.03.2026

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319: Variações queirosianas: o senhor Sousa Neto, hoje

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🇵🇹 OPINIÃO

Se bem se recordam os leitores que eventualmente partilhem a minha “ecite” (termo que os brasileiros inventaram para nomear a paixão avassaladora por Eça de Queirós que entra forte em alguns), a personagem de Os Maias o senhor Sousa Neto é um cavalheiro que se dirige a Carlos da Maia para lhe perguntar “se havia, lá na Inglaterra, folhetinistas, poetas de pulso, como temos aqui em Portugal”, respondendo-lhe Carlos, com desfaçatez, que “não senhor, não havia lá disso”, para satisfação do senhor Sousa Neto, que era, aliás, o nosso director-geral da Educação l, como revelou depois o Ega.

Os novos senhores Sousa Netos não se preocupam minimamente com a existência ou com a carência, seja onde for, de “folhetinistas, poetas de pulso”, porque não os leem, de qualquer modo. Mas todo o desprezo da moda passou para a cultura humanística e toda a admiração restante para a cultura que se possa verter em números.

Os senhores Sousa Netos não aceitam qualquer análise económica que não seja conforme ao liberalismo manchesteriano do século XIX, tido agora como detentor das luzes da modernidade e do perfil do futuro, ao contrário de liberais maçadores como Keynes ou (pior ainda) de socialistas que acreditem ainda no socialismo.

A política internacional é vista pelos senhores Sousa Netos estritamente no seguimento dos princípios proclamados por aqueles que mandam em nós, mas estão prontos a mudar de princípios, assim mudem os que mandam, porque, como Groucho Marx, têm sempre outros disponíveis.

O bom senso e o bom gosto estão a ser crescentemente banidos da vida internacional, onde parece ter-se perdido um módico de racionalidade. A lógica da força domina a fraqueza das lógicas. Da subtileza de O Príncipe de Maquiavel passámos bruscamente para a brutalidade pura do Leviathan de Hobbes.

Il est très fort”, dizia o diplomata Steinbroken (outra personagem queirosiana) sobre o chanceler Bismarck, construtor no século XIX da grandeza do poder alemão. E logo, angustiado, prosseguia: “Mais où va-t-il? Où va-t-il?” O século XX, com duas Guerras Mundiais que destruíram a Europa, deu a resposta histórica às dúvidas de Steinbroken.

A força pura conduz à destruição pura. Mas renasceremos como Humanidade. E haverá um futuro para julgar e condenar o que andámos todos a fazer nestes últimos anos.

E os senhores Sousa Netos desse distante futuro serão, num mundo em reconstrução, os mais determinados e consequentes pacifistas … enquanto não tiverem de mudar de princípios!1

CITAÇÃO DA SEMANA

“O caminho da História não é, de facto, o de uma bola de bilhar, que, após lançada, segue um curso previsível; assemelha-se, antes, ao caminho de uma nuvem, que segue também as leis da física, mas sofre ainda a influência de alguma coisa a que só poderemos chamar uma coincidência de factos.”

Robert Musil

“O alemão como

sintoma”, 1923

Diário de Notícias
Luís Castro Mendes
Diplomata e escritor

18.03.2026

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Depressão Therese. Esperam-se “fenómenos extremos de vento localizados”

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO THERESE

Efeitos da depressão deverão ter mais impacto no Centro e Sul de Portugal continental, com chuva forte na quarta, quinta e sexta-feira. Esperadas rajadas de vento que podem chegar até 70 km/h.

Foto: Paulo Spranger

Devido à depressão Therese, o estado do tempo vai agravar-se a partir desta quarta-feira, 18 de Março, com chuva forte, agitação marítima e rajadas de vento que podem chegar aos 70 km/h, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os efeitos desta nova depressão meteorológica já se começaram a sentir hoje, terça-feira, devendo-se prolongar até sábado, com maior impacto no Centro e Sul de Portugal continental.

“Na sua circulação, é expectável a formação de linhas organizadas de instabilidade que tenderão a avançar de sul para norte sobre o território do continente, e que terão maior impacto sobre as regiões Centro e Sul”, explica o IPMA.

Espera-se chuva por vezes forte e acompanhada de trovoadas para esta quarta-feira, “não se podendo excluir os fenómenos extremos de vento localizados”, refere o instituto em comunicado.

De acordo com o IPMA, “os distritos onde deverá haver maior persistência da precipitação serão os do litoral a sul do cabo Mondego e os do interior a sul da serra da Estrela, que coincidem com aqueles em que há maior probabilidade de ocorrência de precipitação forte”, nomeadamente na quarta, quinta e sexta-feira.

No que se refere ao vento, “tenderá a aumentar temporariamente de intensidade no litoral a sul dos cabos Carvoeiro/Mondego, e nas terras altas, em particular do Centro e Sul, por vezes com rajadas até 70 km/h”.

Cinco distritos sob aviso amarelo devido à chuva

É também esperada um agravamento na agitação marítima, “na costa sul do Algarve, que será do quadrante sul até 2,5 metros, mantendo 3 a 4 metros de noroeste na costa ocidental, passando a ondas de oeste/sudoeste 2 a 3 metros” a partir de sexta-feira.

Na nota é ainda referido que o IPMA emitiu avisos amarelos para a chuva, e informa que “existe alguma incerteza na posição desta depressão nos próximos dias, o que se traduzirá em incerteza na localização e intensidade da precipitação”.

Nesta quarta-feira, cinco distritos estão sob aviso amarelo devido à precipitação, são eles Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, segundo o site do IPMA.

Diário de Notícias
Susete Henriques
17.03.2026

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317: Estacionar em cima de passadeira pode dar multa até 300 euros e inibição de conduzir?

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🇵🇹 PORTUGAL // CÓDIGO DA ESTRADA // INFRACÇÕES GRAVES

Quantas vezes quis atravessar uma passadeira e teve de se desviar, não de outra pessoa, mas de um carro estacionado? Se nunca lhe aconteceu, pelo menos já deve ter visto relatos semelhantes nas redes sociais. Fica a dúvida: estacionar em cima de uma passadeira pode dar multa e até levar à inibição de conduzir? A SIC Verifica.

Nas redes sociais não faltam queixas de pessoas que fotografam carros estacionados indevidamente. É o caso destes dois exemplos de veículos parados em cima de passadeiras.

O registo foi feito por quem lá passou e quis partilhar a situação em grupos de Facebook.

Estacionar em cima de passadeira pode dar multa até 300 euros e inibição de conduzir?
© SIC Notícias

Na imagem da esquerda, um carro foi deixado por “horas e horas” em cima de uma passadeira na Póvoa de Santa Iria. Já na imagem da direita, outro caso de “mas tinha de ser mesmo aí?”, registado em São Pedro do Sul.

Estacionar em cima da passadeira pode dar multa até 300 euros?

Sim, é verdade que estacionar um veículo em cima de uma passadeira pode resultar numa multa que pode chegar aos 300 euros e até na inibição de conduzir.

De acordo com o artigo 49.º do Código da Estrada, é proibido parar ou estacionar em cima de uma passadeira destinada à travessia de peões e velocípedes, uma vez que é considerado uma contra-ordenação grave, segundo o artigo 145.º. Este tipo de infracção pode ser punido com coima entre 60 e 300 euros.

Além da multa, as contra-ordenações graves implicam ainda perda de dois pontos na carta de condução (Artigo 148.º) e podem ter como sanção acessória a inibição de conduzir entre um mês e um ano, dependendo da decisão das autoridades no processo.

De acordo com o Artigo 164.º do Código da Estrada, os veículos podem ser rebocados se estiverem estacionados ou imobilizados de forma a representar perigo ou causar uma grave perturbação do trânsito. Estacionar em passadeiras assinaladas para a travessia de peões ou de velocípedes é, por lei, considerado uma dessas situações de grave perturbação.

A legislação determina também que é proibido parar ou estacionar menos de cinco metros antes de uma passadeira, precisamente para garantir a visibilidade entre condutores e peões.

Estacionar em cima de uma passadeira é uma contra-ordenação grave. É punível com uma coima até 300 euros, inibição de conduzir de um a 12 meses e a perda de dois pontos na carta. Além disto, o veículo pode ainda ser rebocado.

Envie-nos as suas dúvidas e sugestões através do Whatsapp – 925 325 121 – ou do endereço de e-mail sicverifica@sic.pt

SIC Notícias
Mariana Guerreiro
16.03.2026

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316: Depressão Therese. Chuva, vento e agitação marítima em Portugal continental a partir desta terça-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO THERESE

Depressão Therese irá afectar o estado do tempo entre o final da tarde desta terça-feira e sábado. É esperada chuva, por vezes forte e acompanhada de trovoada, vento forte e agitação marítima.

Foto: Leonardo Negrão

O estado do tempo em Portugal continental vai ser afectado entre esta terça-feira (17 de Março) e sábado pela depressão Therese, prevendo-se chuva por vezes intensa e acompanhada de trovoada, vento forte e aumento da agitação marítima, indicou esta segunda-feira (16) o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em comunicado, o IPMA  refere que a depressão Therese “irá ficar centrada a oeste de Portugal continental”, afectando o estado do tempo entre o final da tarde de terça-feira e sábado.

Assim, a partir de terça-feira “prevê-se um aumento da nebulosidade em todo o território e haverá a possibilidade de ocorrência de aguaceiros a partir do final da tarde, que serão mais prováveis no litoral da região Sul”, lê-se na nota

Na quarta-feira, acrescenta o IPMA, a depressão originará a “ocorrência de aguaceiros, que serão mais prováveis no Centro e Sul e principalmente no litoral, que poderão ser pontualmente intensos e acompanhados de trovoada.”.

Quanto ao vento, oscilará entre “o quadrante leste e o quadrante sul” e aumentará de intensidade, soprando por vezes forte na faixa costeira e nas terras altas, com rajadas até 65 quilómetros/hora.

Relativamente à agitação marítima, o IPMA refere que prevê-se um “aumento temporário” na costa ocidental, para ondas de noroeste que poderão atingir perto de quatro metros de altura significativa.

Na nota, o IPMA acrescenta que ainda não foi emitido nenhum aviso meteorológico relacionado com a passagem da depressão Therese “dado que existe um elevado grau de incerteza” quanto à sua posição próximos dias, “o que irá influenciar quer a localização, quer a quantidade de precipitação que poderá ocorrer”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17.03.2026

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315: Ondas até 4,5 metros: há um aviso emitido pelo IPMA para estes distritos

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // AVISO AMARELO

Seis distritos do continente estão hoje e terça-feira com aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 04 a 4,5 metros, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Ondas do mar
© AWAY magazine

O aviso para os distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga vão vigorar entre as 15:00 de hoje as 00:00 de terça-feira.

O IPMA emitiu também aviso amarelo para o distrito de Faro entre as 09:00 e as 15:00 de terça-feira, prevendo-se ondas de sueste com 02 a 2,5 metros.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para hoje no continente céu limpo, vento mais intenso no Algarve e terras altas do Centro e Sul, acentuado arrefecimento nocturno e pequena subida da temperatura máxima.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 02 graus Celsius (em Bragança) e os 12 (em Faro) e as máximas entre os 16 (na Guarda) e os 23 (em Santarém, Setúbal e Braga).

Away
Agência Lusa
16.03.2026

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314: Ucrânia ou Irão? A fronteira da soberania europeia

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🇵🇹 OPINIÃO

A guerra iniciada a 28 de Fevereiro pelos EUA e Israel contra o Irão não é apenas um foco de instabilidade no Médio Oriente e um factor de perturbação mundial de alto risco. Resulta de uma decisão labiríntica, que levanta muitas questões. Por essa razão, tornou-se o tema mais debatido nas diversas arenas internacionais. Os ângulos de análise são numerosos: a legalidade da decisão, os seus objectivos, incluindo o poder nuclear do Irão e a essência do seu regime, as implicações geopolíticas, macroeconómicas e humanitárias, a marginalização absoluta da diplomacia e do sistema político multilateral, bem como questões relacionadas com a política interna norte-americana.

Para nós é igualmente o choque que expôs as hesitações estratégicas da União Europeia. Enquanto o mundo se interroga sobre o futuro, a Europa enfrenta uma verdade inegável: ao deixar-se arrastar para o Golfo Pérsico, corre o risco de se esquecer que o futuro do nosso continente se decidirá, em grande parte, nas planícies da Ucrânia.

Para a Europa, o apoio à Ucrânia não é uma qualquer escolha de política externa, entre outras – é sim uma prioridade absoluta. Trata-se da defesa da nossa integridade territorial e dos nossos valores, da segurança dos países vizinhos candidatos à adesão à comunidade e da sobrevivência do projecto europeu. A agressão russa não visa apenas Kiev, mas sim e sobretudo a demolição de toda a arquitectura de cooperação que tem sustentado a paz no nosso continente desde 1945.

O regresso da Ucrânia a uma situação de paz, sólida e justa, reforçará a convicção de que as fronteiras europeias permanecerão invioláveis. Para a Europa, perder anunciaria um futuro de submissão perante Moscovo ou uma dependência sem fim à vista de uma Washington agora cada vez mais distante da filosofia e das opções políticas europeias.

Deixemos a Rússia para acrescentar que a UE não pode estar subordinada aos ziguezagues e aos interesses norte-americanos. Parceria e aliança não podem ser sinónimos de vassalagem. Isso não implica abdicar da crítica e das sanções a regimes autocráticos. As sanções são uma via para resolver querelas entre os Estados, sem recurso à guerra. Inaceitáveis são os conflitos armados e as acções militares fora do quadro legal das Nações Unidas.

Uma dimensão alarmante do presente conflito no Médio Oriente é a drenagem imediata de recursos que seriam vitais para a defesa legítima da Ucrânia. As estimativas mais recentes indicam que mais de 1000 mísseis interceptores Patriot (PAC-3) já foram disparados contra os ataques iranianos desde 28 de Fevereiro. Trata-se de um contraste onde a Ucrânia sai a perder, apesar da gravidade e da legitimidade da sua situação serem incomparavelmente superiores. Em quatro anos de resistência, a Ucrânia recebeu menos de 600 desses mesmos mísseis interceptores.

Esta disparidade sugere que a Administração Trump prioriza marcadamente os objectivos regionais do governo de Benjamin Netanyahu, em detrimento das democracias europeias. Bruxelas não pode assistir em silêncio enquanto o “escudo” que deveria proteger o céu ucraniano é consumido numa estranha guerra no Médio Oriente. Cada recurso gasto no Médio Oriente representa uma nova oportunidade para os mísseis russos que massacram dia e noite o povo ucraniano.

É à luz deste erro estratégico que deve ser lida a posição recente da liderança europeia. Neste cenário, a mensagem que Ursula von der Leyen passou esta semana aos embaixadores da UE é profundamente ambígua. O discurso deixou a impressão que Von der Leyen se aproximou mais das ideias de Trump e de Netanyahu do que da letra e do espírito da Carta das Nações Unidas.

No caso concreto dos ataques ao Irão, Von der Leyen ecoou mais os argumentos – os pretextos, seria mais correto dizer – repetidamente mencionados por Washington e Telavive que o Direito Internacional. Saiu do campo da neutralidade e da mediação, fragilizou uma vez mais a linha mais dialogante de Kaja Kallas e deixou uma parte significativa dos observadores europeus perplexos, incluindo algumas alas importantes do Parlamento Europeu.

A Europa deve ser vista pelo resto do globo como um espaço de valores e de acatamento do Direito Internacional, de equilíbrio geopolítico e de defesa do sistema multilateral. É aí que reside a nossa força, na cooperação com os países do Sul que vêem na Lei Internacional a protecção de que necessitam.

Ao adoptar a retórica da “força militar”, como se a Europa pudesse tornar-se da noite para o dia uma super-potência armada, a presidente da Comissão pareceu ignorar que a verdadeira autoridade da nossa União assenta na aceitação dos valores universais e na solidariedade com os diferentes povos do mundo. Como sublinhou António Costa após o discurso da presidente, a UE deve defender a ordem internacional baseada em normas. Costa não deixou espaço para ambiguidades.

Também não quero ser visto como ambíguo. Sou contra a submissão e não defendo uma política de neutralidade, porque não escolher já é, em si, uma opção, e raramente a melhor. Não advogo nem o silêncio, nem a indiferença. Já Dante dizia há mais de sete séculos na Divina Comédia, a sua obra monumental, que “no inferno, as labaredas mais impiedosas estão reservadas para os que escolheram a neutralidade em tempo de crise”.

O respeito pela Lei Internacional e pelo direito à legítima defesa não são neutrais. São maneiras civilizadas de dizer não às decisões arbitrárias, ao uso da força bruta e aos ataques contra os Direitos Humanos. É essa clareza meridiana que espero dos dirigentes europeus e que o futuro nos exige.

Diário de Notícias
Victor Ângelo
Conselheiro em Segurança Internacional. Ex-secretário-geral-adjunto da ONU
13.03.2026

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313: Olá, horário de verão! Não esqueça que hora muda este mês: Quando? Como?

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🇵🇹 PORTUGAL // HORÁRIO DE VERÃO ⌚

Como habitual, a hora muda no último domingo do mês de Março o que, este ano, ‘calha’ no dia 29. Vem aí o horário de verão!

Já tem os relógios a postos? Já ouve o tiquetaque? Está a chegar a data em que mudamos novamente a hora – desta vez para o horário de verão!

Como habitual, a hora muda no último domingo do mês de Março o que, este ano, ‘calha’ no dia 29. Assim, nessa madrugada, em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, os relógios vão avançar uma hora quando for 01h00, passando a ser 02h00.

Já nos Açores, a alteração será feita às 00h00, mudando para a 01h00.

No entanto, recorde-se, na madrugada de 25 de Outubro a hora voltará a mudar, regressando ao horário de inverno.

O actual regime de mudança da hora é regulado por uma directiva (lei comunitária) de 2000, que prevê que, todos os anos os relógios, sejam, respectivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de Março e no último domingo de Outubro, marcando o início e o fim da hora de verão.

Comece já a preparar o corpo para a mudança da hora

A mudança ocorre no dia 29, mas o melhor é começar já a preparar-se e a adaptar o corpo para as mudanças que se adivinham. Leia este artigo e fique a par do que poderá começar a fazer.

Notícias ao Minuto
14.03.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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312: DECO alerta para riscos da digitalização do atendimento ao cliente

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🇵🇹 PORTUGAL // DECO // ATENDIMENTO AO CLIENTE

Associação defende que o acesso a um interlocutor humano “deve continuar a ser a base do apoio ao cliente.

D.R.

A DECO alertou esta sexta-feira, 13 de Março, para os riscos da digitalização do atendimento ao cliente, tendo avaliado negativamente a maioria dos sistemas digitais de apoio de 24 empresas de sectores essenciais.

A associação avaliou os sistemas digitais de apoio ao cliente de 24 empresas de oito sectores, desde as comunicações electrónicas à energia, passando pela banca, mobilidade, saúde, comércio electrónico, serviços digitais e turismo, tendo concluído que, numa escala entre o Muito Mau e o Muito Bom, a maioria das empresas situa-se entre o Mau e o Razoável, segundo indicou, em comunicado.

Em causa estão mecanismos como ‘chatbots‘, programas de computador com o qual se pode conversar, sendo que assistentes virtuais estão presentes em mais de metade das empresas analisadas, e formulários online, que se tornaram o principal canal de contacto.

Nesta análise, verificaram-se “percursos complexos, menus sucessivos e sistemas que limitam a exposição livre do problema”, sendo que “em vários casos, os ‘chatbots‘ funcionam essencialmente como instrumentos de triagem, encaminhando o consumidor para perguntas frequentes ou para novos formulários, sem permitir que a reclamação seja formalmente registada no próprio fluxo da conversa”, notou a DECO.

A associação deixou assim um alerta para a digitalização do atendimento ao cliente, que considera estar a “transformar-se num sistema cada vez mais difícil de utilizar”, defendendo que o acesso a um interlocutor humano “deve continuar a ser a base do apoio ao cliente, e não uma possibilidade residual”, nomeadamente numa altura em que a Inteligência Artificial ainda tem uma “capacidade limitada”.

Entre as propostas que a DECO sugere inclui-se, por exemplo, a consagração legal do direito do consumidor a contactar um interlocutor humano quando o solicite, bem como a obrigatoriedade de disponibilizar um contacto por email e telefone claramente identificável.

Diário de Notícias
13.03.2026
DN/Lusa

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