🇵🇹 PORTUGAL // COMBOIO DE TEMPESTADES // OCORRÊNCIAS
A maioria das ocorrências foi por inundações, seguido de queda de árvores, movimento de massas ou deslizamento de taludes, queda de estruturas e limpeza de vias.
Comboio de tempestades: Protecção Civil já registou mais de 1.600 ocorrências
Portugal continental registou na quarta-feira 1.602 ocorrências devido ao mau tempo, sobretudo inundações e queda de árvores que afectaram maioritariamente a região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, adiantou esta quinta-feira à Lusa fonte da Protecção Civil.
Entre as 00:00 e 23:59 de quarta-feira, as autoridades de socorro realizaram 14 salvamentos aquáticos e 11 terrestres em todo o país, indicou Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).
Por regiões, o Centro registou 604 ocorrências, seguido de Lisboa e Vale do Tejo (570), Norte (333), Alentejo (68) e Algarve (27).
A maioria das ocorrências foi por inundações (599), seguido de queda de árvores (355), movimento de massas ou deslizamento de taludes (305), queda de estruturas (171) e limpeza de vias (147).
No total, estiveram empenhados 5.384 operacionais, apoiados por 2.328 viaturas, indicou ainda Telmo Ferreira.
O comandante frisou que as bacias hidrográficas estão sob elevada pressão devido às consecutivas tempestades que afectaram Portugal, destacando o Vouga, Mondego, Tejo e Sado.
A Autoestrada 1 (A1) foi cortada ao final da tarde de quarta-feira entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento do dique e, à noite, um troço desabou.
Fonte da concessionária Brisa indicou que o abatimento ocorreu na placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto naquela zona.
Sobe para 16 número de vítimas mortais nas tempestades
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Se estavas à espera de um dia calmo, a verdade é que a Depressão Oriana tem outros planos para esta sexta-feira, dia 13. Conforme indica o portal Luso Meteo, Portugal Continental vai enfrentar um dos dias mais complicados das últimas semanas, com fenómenos meteorológicos severos a atingir várias regiões.
O Impacto da Depressão Oriana no Continente
Infelizmente, a coincidência do calendário com a sexta-feira 13 parece confirmar-se na meteorologia. Adicionalmente, a passagem de várias frentes frias vai criar um cenário de grande instabilidade que deves acompanhar com atenção.
Sexta-feira 13 em alerta: Depressão Oriana traz neve, cheias e mau tempo
Risco Extremo de Cheias: A chuva será persistente e muito forte, especialmente durante a madrugada e manhã. Como resultado, bacias como a do Mondego estão sob vigilância apertada, visto que o solo já se encontra saturado.
Nevão nas Serras: Prepara o casaco mais quente, pois a neve vai cair com abundância. Além disso, a cota de neve desce até aos 1000/1100 metros, com previsões de acumulações históricas acima dos 30 cm nos pontos mais altos da Serra da Estrela.
Trovoada e Granizo: Logo após a chuva forte, o céu não vai dar tréguas. De facto, a descida das temperaturas vai potenciar a ocorrência de trovoadas e granizo, tornando a condução particularmente perigosa.
Vento e Mar de Alerta
Simultaneamente, o vento soprará com rajadas que podem chegar aos 85 km/h nas montanhas. No litoral, o mar estará em fúria, com ondas gigantes de 5 metros. Portanto, evita as zonas de costa e segue rigorosamente os avisos das autoridades.
Açores e Madeira: O Refúgio do Anticiclone
Por outro lado, se estiveres nas ilhas, o cenário é oposto. Graças à protecção de um anticiclone, tanto os Açores como a Madeira terão um dia bastante mais agradável.
Nos Açores, o tempo seco e o sol vão dominar, permitindo uma pequena subida das temperaturas. Da mesma forma, na Madeira, o ambiente continuará a parecer uma autêntica primavera antecipada, embora o vento de Noroeste ainda se faça sentir com alguma intensidade nas zonas altas.
A Boa Notícia: O Fim do “Comboio de Tempestades”
Apesar de toda esta agitação, há luz ao fundo do túnel. Segundo o Luso Meteo, este deverá ser o último grande evento de precipitação intensa deste período. Logo depois da passagem da Oriana, o anticiclone vai finalmente ganhar força, prometendo trazer o sol de volta a todo o país.
Em suma, mantém-te seguro durante esta sexta-feira 13, protege-te da chuva e da neve e aguarda pelo bom tempo que está quase a chegar.
Autarquia mobilizou 118 operacionais e prepara apoios financeiros de quase meio milhão de euros para comerciantes, pescadores e munícipes afectados.
Desde a madrugada desta terça-feira, a Baixa de Cascais voltou a ficar inundada. A chuva intensa que caiu durante a noite, associada à subida da maré e aos solos saturados pela sucessão de tempestades das últimas semanas, provocou inundações em várias artérias do centro histórico, afectando lojas, restaurantes e habitações.
Infelizmente o Diário de Notícias não disponibiliza os links para os vídeos
No terreno estiveram, desde as primeiras horas do dia, os cinco corpos de bombeiros do concelho, apoiados por meios da Protecção Civil Municipal.
Em declarações ao Diário de Notícias, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, sublinhou que o concelho já se encontrava em estado de prevenção. “Nós, em Cascais, tínhamos equipas já de prevenção e com planeamento feito, com meios de prontidão para poder ocorrer a qualquer situação que pudesse vir a acontecer, como aconteceu”, afirmou.
A situação mais crítica registou-se na Baixa, que durante a madrugada galgou as margens. “Temos neste momento e desde a madrugada cerca de 118 homens a trabalhar no terreno, nomeadamente na Baixa de Cascais”, explicou o autarca, acrescentando que foram mobilizadas “bombas de alto débito para retirar a água”. Apesar de a situação estar agora “controlada”, o presidente alertou para a necessidade de manter o dispositivo reforçado: “Prevê-se um agravamento do tempo ao final da manhã e ao início da tarde, o que irá coincidir com a maré alta e por isso iremos manter os meios todos disponíveis”.
Também a comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros de Cascais, Cristina Santos, confirmou a dimensão da operação. “Houve bastante pluviosidade durante a madrugada, tendo inundado certas zonas de risco aqui da zona da Baixa de Cascais”, explicou. No terreno, encontram-se equipas posicionadas “entre as zonas de maior alagamento, assim como várias lojas”, com especial incidência na área entre o Largo Camões e o Hotel Baía.
A comandante destacou que o pico da maré condicionou os trabalhos: “Estamos mesmo no pico da maré, o que significa que o nível de escoamento da Baixa de Cascais é bastante reduzido.” Por essa razão, os trabalhos deverão prolongar-se “ao longo de todo o dia de hoje e possivelmente pela noite dentro”, dependendo da evolução da maré e das condições meteorológicas.
Quanto aos estragos, ainda é cedo para uma avaliação rigorosa. “Só quando conseguimos retirar a água é que se consegue verificar a real dimensão dos estragos”, referiu Cristina Santos, adiantando que, para já, a maioria dos danos registados é ao nível do piso térreo, embora haja situações mais graves, como uma loja onde a água atingiu “quase acima de dois metros”.
No terreno, a angústia dos comerciantes é evidente. Angelina Ferreira, proprietária de uma ourivesaria na Rua da Baía, descreve um cenário devastador. “Tenho a loja toda cheia de água e a cave toda submersa. Já conseguimos, com máquinas, tirar a água. Só que, como a parte de trás ainda continua cheia de água, já subiu outra vez”, relata.
A comerciante fala num efeito dominó entre estabelecimentos: “Vem de umas lojas para as outras.” O impacto estrutural é já visível: “Reparei que tenho o chão todo levantado. Parece que temos ali ondas. Até dá para saltar.”A água infiltra-se pelas paredes e pelo pavimento, comprometendo seriamente o espaço. “As paredes vão ter de ser todas feitas de novo”, lamenta, sem conseguir ainda quantificar os prejuízos. “Não tenho noção nenhuma.”
Na Farmácia da Misericórdia, a poucos metros dali o cenário é distinto, mas igualmente preocupante. Graça, funcionária do estabelecimento, descreve o que vê à sua volta: “Aquilo que nós vemos é uma tragédia, principalmente da parte dos restaurantes, que este ano já não têm conta as vezes que foram inundados.” A água que invadiu as ruas é, segundo diz, “lama autêntica”.
Apesar de a farmácia não ter sido afectada desta vez, graças a bombas instaladas numa loja vizinha, o ambiente é de solidariedade com os restantes comerciantes. “Temos um aparato enorme de bombeiros e de protecção civil a tentar ajudar e fazer aquilo que podem fazer”, afirma.
Face aos danos, a Câmara Municipal anunciou um pacote de medidas de apoio que ascende a quase meio milhão de euros. Está a ser preparada para a próxima reunião de Câmara uma proposta de criação de um fundo de emergência de 150 mil euros para os comerciantes da Baixa de Cascais, a que se somam outros 150 mil euros destinados a munícipes afectados por danos provocados pela queda de árvores. Haverá ainda um fundo de apoio à comunidade piscatória, que há cerca de um mês não consegue sair para o mar, e a isenção do pagamento de taxas e licenças municipais para os comerciantes afectados.
“Este valor, assim que seja aprovado na reunião de Câmara, estará disponível para começar a distribuir a todos os munícipes afectados e comerciantes”, garantiu Nuno Piteira Lopes.
O autarca deixou ainda um apelo à população: “Vivemos um fenómeno atípico, com as piores tempestades dos últimos largos anos. Os terrenos estão muito saturados, já não aguentam mais chuva.” E acrescentou: “Aquilo que eu peço aos cascalenses é que confiem no trabalho dos corpos de bombeiros, das forças de segurança e da protecção civil, porque estamos coordenados.”
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu, entretanto, um aviso amarelo para vento no concelho de Cascais, prevendo rajadas até 80 km/h, podendo atingir 100 km/h nas serras. As autoridades pedem à população que evite deslocações desnecessárias, que recolha objectos soltos e que se afaste de zonas arborizadas.
Na Baixa de Cascais, entre mangueiras, bombas de água e comerciantes que tentam salvar o que resta, o dia será longo. A normalidade poderá demorar a regressar, mas para já a prioridade é conter a água e minimizar os estragos de mais uma madrugada de tempestade.
Esta quarta-feira, um dia que terá muita chuva, é marcada pela demissão da ministra da Administração Interna, pelo debate na AR sobre a actuação do Governo, e pela operação de evacuação em Coimbra.
PAULO NOVAIS/LUSA
Câmara de Leiria encerra Mercado Municipal D. Pedro V
A Câmara Municipal de Coimbra e a Protecção Civil decidiram pelo encerramento do Mercado Municipal D. Pedro V. “A decisão deve-se à instabilidade do talude da Cerca de Santo Agostinho, situação que já motivou o encerramento da Rua da Fonte Nova”, justifica o executivo.
O parque de estacionamento superior do Mercado encontra-se igualmente encerrado.
Locais de apoio receberam 160 pessoas retiradas de zonas de risco em Coimbra
Os locais de acolhimento de Coimbra previamente definidos receberam 160 pessoas durante a noite, que tinham sido retiradas de zonas de risco de cheia no concelho, revelou hoje fonte do município.
Às 04:30 de hoje, a escola de Taveiro tinha recebido 22 pessoas, a escola Inês de Castro 43 e o pavilhão Mário Mexia 95 idosos, disse à agência Lusa fonte oficial da Câmara de Coimbra.
Estas zonas de concentração e apoio à população (ZCAP) tinham sido definidas previamente e estão preparadas para acolher pessoas que precisem de ser retiradas de zonas onde está identificado o risco de cheia da bacia do Mondego.
O pavilhão Mário Mexia funciona como ZCAP para 95 idosos, retirados de três lares da freguesia de São Martinho do Bispo.
A ZCAP de Ceira, que também tinha sido accionada na noite de terça-feira, encontrava-se, às 04:30, sem qualquer pessoa, informou a mesma fonte.
O presidente da Junta de Freguesia de Ceira confirmou que não foi necessário retirar os moradores desta zona ribeirinha do concelho de Coimbra para um ponto seguro, face ao risco de cheia que se previa para a madrugada.
“Graças a Deus não foi necessário. As pessoas ficaram nas suas casas em segurança e está tudo dentro da normalidade”, indicou Fernando Almeida.
De acordo com o presidente da Junta de Freguesia de Ceira, o Rio Ceira “desceu um bocadinho durante a noite”, o que permitiu que os habitantes pudessem ficar nas suas casas.
“Agora vamos ver como se vai portar durante a manhã”, acrescentou.
De acordo com fonte oficial da protecção civil local, toda a população que poderá ser afectada “foi avisada”.
Município e protecção civil irão “continuar a bater às portas” das pessoas, disse também esta fonte.
Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra (CSREPC) confirmou à Lusa a retirada de 160 pessoas durante a noite, explicando que os números que têm registado dizem apenas respeito a pessoas retiradas com ajuda de bombeiros, nomeadamente cidadãos com dificuldades de mobilidade.
“A restante população terá recorrido a meios próprios para estar fora da zona de risco, seguindo as orientações da protecção civil”, disse.
Segundo a mesma fonte, não há, até ao momento, indicação de pessoas retiradas de Soure e Montemor-o-Velho.
DN/Lusa
Estação Fluvial de Porto Brandão encerrada
Por motivo de interdição dos acessos rodoviários a Porto Brandão, por parte das autoridades competentes, a Estação Fluvial de Porto Brandão encontra-se encerrada, informa a Transtejo, que assegura as ravessias do Tejo na região de Lisboa, no seu site oficial.
Assim, o serviço de transporte de passageiros encontra-se temporariamente limitado a Trafaria – Belém, sendo realizado de acordo com os horários em vigor.
A Transtejo diz que não é possível prever quando será retomado o serviço na Estação Fluvial de Porto Brandão.
Numa nota citada pelo Observador, Rui Ribeiro Rei, presidente da Transtejo diz que vai iniciar-se a retirada de todas as pessoas da localidade por razões de segurança.
Douro regista subida considerável. Espera-se um dia difícil
O rio Douro registou uma subida considerável durante a noite de hoje e o dia adivinha-se “difícil a nível do controle dos caudais” devido à muita chuva prevista para o Norte de Portugal e Espanha, segundo a Capitania do Douro.
“Já observamos uma subida considerável na cota da albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua [distrito de Vila Real]. Já atingiu os 10,7 metros, o que significa que a água já chegou à marginal. Não passou muito disso e manteve-se estável, mas já é uma cota considerável. Aqui [zonas do Porto e Vila Nova de Gaia] durante o dia temos que ir mantendo a supervisão porque continua a haver muita água”, disse o comandante adjunto da capitania, Pedro Cervaens.
Num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 07:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro referiu que a forte pluviosidade prevista para o dia de hoje fazem este dia “merecedor de muita atenção”.
“A cota no estuário também está sempre ali a rondar os 5 metros. Portanto, Miragaia [no Porto] ontem [terça-feira] já meteu um pouco de água. Nada de significativo, mas já entrou um pouco. Acreditamos que hoje pode ser também um dia difícil a nível do controlo dos caudais. Portanto, é possível que estas zonas com cotas mais baixas sofram novamente a entrada de água”, alertou.
O município do Porto terá activo até às 23:59 de domingo o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil (PMEPC), após o Governo ter colocado 48 concelhos em situação de contingência devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, conforme foi noticiado na segunda-feira.
Também Vila Nova de Gaia activou até domingo o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil (PMEPC), lê-se num despacho datado de sábado e publicado na segunda-feira no ‘site’ da autarquia.
O mau tempo com muita chuva, vento e agitação marítima levou a Capitania do Douro a activar, na semana passada, o alerta vermelho para risco de cheias.
Lusa
Amarante activa Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil
O Município de Amarante activou o Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil (PMEPC), perante a previsão de chuva contínua e intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, indica a câmara no seu ‘site’.
“Perante a previsão de precipitação contínua e de períodos de chuva intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, foi activado o Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil de Amarante,(…) ao abrigo da legislação em vigor, com vista à salvaguarda de pessoas e bens”, lê-se na publicação.
A câmara de Amarante, cuja zona ribeirinha é banhada pelo rio Tâmega, um dos maiores afluentes do rio Douro, acrescenta que decorreu na terça-feira uma reunião extraordinária da Comissão Municipal de Protecção Civil “com o objectivo de assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de protecção civil e entidades com dever especial de cooperação, reforçando a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional face à situação excepcional em curso”.
“O Município de Amarante está a acompanhar permanentemente a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas, podendo adotar medidas adicionais que se revelem necessárias, sendo o plano desactivado logo que deixem de se verificar os pressupostos que determinaram a sua activação”, vinca a autarquia, pedindo à população para se manter informada.
Deslizamento de terras obrigou à retirada de 31 pessoas na Costa da Caparica
Mais de 30 pessoas foram hoje retiradas de prédios na Costa da Caparica, em Almada, devido a um deslizamento de terras, que não causou vítimas, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal.
“A arriba que está junto destes prédios está a ter movimentos e cerca das 03:38, uma pedra de dimensões significativas deslizou e atingiu o número 3 da Rua João Azevedo. Esta situação obrigou à retirada de 31 pessoas que foram entretanto encaminhadas para equipamentos da autarquia e para casa de familiares, adiantou a fonte.
De acordo com a protecção civil, o número 3 foi o que sofreu maiores danos devido ao impacto, tendo os outros edifícios sido evacuados ao nível do rés-do-chão por precaução.
“Cerca das 07:00, os serviços de protecção civil municipal estavam a avaliar os danos e a possibilidade de alguns moradores poderem regressar às suas casas”, disse.
No local, estiveram 17 operacionais, com o apoio de seis veículos.
Também hoje, pelas 06:16, um deslizamento de terras na estrada nacional 378 na Charneca da Caparica, também em Almada, obrigou a retirar o condutor, que não sofreu ferimentos, de uma viatura que ficou imobilizada na via.
Lusa
Escolas de Penacova e Soure também estão encerradas
Além das escolas de Coimbra localizadas na margem esquerda do rio Mondego, também as escolas de Penacova, no distrito de Coimbra, vão estar hoje encerradas na sequência do mau tempo, informou a Câmara Municipal, um pouco depois das 07:00, nas redes sociais.
“A Câmara de Penacova e o Agrupamento de Escolas informam que devido às condições precárias de várias estradas, ao risco de novas ocorrências, à continuação de chuva persistente e à dificuldade na operação da rede de transportes, esta quarta-feira [hoje] todos os estabelecimentos de ensino estarão encerrados”.
Em Coimbra, face ao risco de inundações numa parte do concelho, todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila estarão encerradas.
As escolas de Soure, no mesmo distrito, também estarão encerradas.
Prevê-se que a chuva persistente vai continuar a atingir, nos próximos dias, o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo.
Danos numa estrada em Arruda dos Vinhos, na sequência do mau tempo Foto. Reinaldo Rodrigues
Município de Leiria pede doação urgente de telhas
O Município de Leiria apelou hoje para a doação urgente de telhas, material necessário para a reconstrução de casas afectadas pela depressão Kristin.
Numa nota de imprensa, a Câmara salienta que as telhas são “indispensáveis para dar resposta às necessidades de reconstrução das habitações afectadas pelos danos provocados pela depressão Kristin”.
Segundo a autarquia, agora são prioritárias “telhasol 10 e 12, telhões para telhasol, telha Marselha antiga, telha Margon Juncal (esquerda e direita), telha Umbelino Monteiro, telha CS – modelo F2 e telhões para telha CS”.
A Câmara salienta que “a entrega destes materiais, desde que em bom estado de conservação, é fundamental para permitir uma resposta eficaz aos pedidos de apoio apresentados pelos munícipes”.
A entrega deve ser feita no Armazém Solidário, localizado no Mercado do Falcão, junto ao aeródromo de Leiria, diariamente entre as 09:00 e as 17:00, local que também é de recolha de outros “materiais de construção, assegurando o apoio direto às famílias nos trabalhos de reconstrução das suas habitações”.
Os munícipes que necessitem de apoio podem dirigir-se ao Armazém Solidário, por onde passaram já cerca de quatro mil pessoas, para pedir materiais.
À agência Lusa, o vereador Carlos Palheira adiantou que a Câmara está com alguma dificuldade em ter aquele tipo de telhas e telhões, referindo que já adquiriu e também tem apelado à solidariedade de empresas, que têm oferecido.
“Quem tem telhas em casa e não as consegue fazer chegar, pelo menos sinalize o modelo de telha e diga onde é que estão, que nós vamos tentar encontrar forma de ir buscá-las à casa das pessoas, caso seja uma necessidade o modelo em questão”, adiantou Carlos Palheira.
O autarca agradeceu a todos os que têm doado telhas, “um gesto de solidariedade imensa”, destacando que “contribuem, de alguma forma para o bem-estar de pessoas”.
Lusa
E-Redes com 46 mil clientes sem energia às 16:00
Um total de 46 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia eléctrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, desde 28 de Janeiro, informou hoje a empresa.
Num balanço com dados actualizados às 16:00, a empresa contabiliza 46 mil clientes por alimentar em todo o território continental, dos quais “cerca de 35 mil clientes na zona da depressão Kristin”.
Destes 35 mil clientes, 27 mil estão localizados no distrito de Leiria, o mais afectado com a falta de energia eléctrica, sete mil no distrito de Santarém e mil no distrito de Castelo Branco.
Anteriormente a empresa tinha indicado que pelas 08:00 estavam sem energia eléctrica 41 mil clientes, “sendo que nas zonas mais críticas” as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizavam 35 mil clientes.
Leiria já era o distrito mais afectado, com 26 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com seis mil clientes, Castelo Branco com dois mil e Coimbra com mil.
Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação eléctrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afectadas, ainda de acordo com a empresa.
Lusa
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou hoje que são esperados, na quarta-feira, chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afectar directamente Portugal continental.
Num comunicado, o IPMA refere que o continente português “não será influenciado directamente pela depressão Nils”, que “tem associado um sistema frontal que transporta uma massa de ar quente e húmido para a Península Ibérica”.
“Assim, para dia 11 está prevista chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro, sendo menos intensa na região Sul”, acrescenta o instituto.
De acordo com o IPMA, o vento irá soprar por vezes forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas, em particular nas regiões a norte do rio Mondego.
Quanto à agitação marítima, “continua forte na costa ocidental”, prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima a norte do Cabo Mondego.
O IPMA já emitiu avisos amarelo e laranja para chuva, vento e agitação marítima.
Estão com aviso laranja devido à previsão de chuva “persistente e por vezes forte” os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga.
Lusa
Depressão Nils: “Seremos influenciados, mas a severidade será menor do que a da Marta”, diz o IPMA
Nuno Lopes, meteorologista do IPMA, afirma que a Nils terá em Portugal um impacto inferior ao da depressão Marta — “com a Kristin não há comparação possível”. Alerta para chuva “por persistência”, a norte e centro, e para o risco de deslizamentos de terras, já que “os solos estão muito fragilizados”
Município de Leiria pede doação urgente de telhas
O Município de Leiria apelou hoje para a doação urgente de telhas, material necessário para a reconstrução de casas afectadas pela depressão Kristin.
Numa nota de imprensa, a Câmara salienta que as telhas são “indispensáveis para dar resposta às necessidades de reconstrução das habitações afectadas pelos danos provocados pela depressão Kristin”.
Segundo a autarquia, agora são prioritárias “telhasol 10 e 12, telhões para telhasol, telha Marselha antiga, telha Margon Juncal (esquerda e direita), telha Umbelino Monteiro, telha CS – modelo F2 e telhões para telha CS”.
A Câmara salienta que “a entrega destes materiais, desde que em bom estado de conservação, é fundamental para permitir uma resposta eficaz aos pedidos de apoio apresentados pelos munícipes”.
A entrega deve ser feita no Armazém Solidário, localizado no Mercado do Falcão, junto ao aeródromo de Leiria, diariamente entre as 09:00 e as 17:00, local que também é de recolha de outros “materiais de construção, assegurando o apoio directo às famílias nos trabalhos de reconstrução das suas habitações”.
Os munícipes que necessitem de apoio podem dirigir-se ao Armazém Solidário, por onde passaram já cerca de quatro mil pessoas, para pedir materiais.
À agência Lusa, o vereador Carlos Palheira adiantou que a Câmara está com alguma dificuldade em ter aquele tipo de telhas e telhões, referindo que já adquiriu e também tem apelado à solidariedade de empresas, que têm oferecido.
“Quem tem telhas em casa e não as consegue fazer chegar, pelo menos sinalize o modelo de telha e diga onde é que estão, que nós vamos tentar encontrar forma de ir buscá-las à casa das pessoas, caso seja uma necessidade o modelo em questão”, adiantou Carlos Palheira.
O autarca agradeceu a todos os que têm doado telhas, “um gesto de solidariedade imensa”, destacando que “contribuem, de alguma forma para o bem-estar de pessoas”.
Lusa
E-Redes com 46 mil clientes sem energia às 16:00
Um total de 46 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia eléctrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, desde 28 de Janeiro, informou hoje a empresa.
Num balanço com dados actualizados às 16:00, a empresa contabiliza 46 mil clientes por alimentar em todo o território continental, dos quais “cerca de 35 mil clientes na zona da depressão Kristin”.
Destes 35 mil clientes, 27 mil estão localizados no distrito de Leiria, o mais afectado com a falta de energia eléctrica, sete mil no distrito de Santarém e mil no distrito de Castelo Branco.
Anteriormente a empresa tinha indicado que pelas 08:00 estavam sem energia eléctrica 41 mil clientes, “sendo que nas zonas mais críticas” as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizavam 35 mil clientes.
Leiria já era o distrito mais afectado, com 26 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com seis mil clientes, Castelo Branco com dois mil e Coimbra com mil.
Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação eléctrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afectadas, ainda de acordo com a empresa.
Lusa
Depressão Nils traz chuva e vento fortes apesar de não afectar directamente Portugal
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou hoje que são esperados, na quarta-feira, chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afectar directamente Portugal continental.
Num comunicado, o IPMA refere que o continente português “não será influenciado directamente pela depressão Nils”, que “tem associado um sistema frontal que transporta uma massa de ar quente e húmido para a Península Ibérica”.
“Assim, para dia 11 está prevista chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro, sendo menos intensa na região Sul”, acrescenta o instituto.
De acordo com o IPMA, o vento irá soprar por vezes forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas, em particular nas regiões a norte do rio Mondego.
Quanto à agitação marítima, “continua forte na costa ocidental”, prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima a norte do Cabo Mondego.
O IPMA já emitiu avisos amarelo e laranja para chuva, vento e agitação marítima.
Estão com aviso laranja devido à previsão de chuva “persistente e por vezes forte” os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga.
Lusa
Alvaiázere ainda com “muitas centenas” de casas sem luz
O concelho de Alvaiázere, no distrito de Leiria, terá ainda “muitas centenas, se não milhares” de habitações sem luz, alertou hoje o presidente da Câmara, defendendo mais meios no terreno para resolver as ligações de baixa tensão.
“Enquanto nós estávamos a trabalhar mais na média tensão, tínhamos noção de quantos clientes é que aqueles postos abasteciam. Agora, diria que pelo número de reclamações que estamos a ter, temos muitas centenas se não alguns milhares de habitações ainda por fazer a ligação à rede eléctrica”, afirmou à agência Lusa João Guerreiro.
Apesar de os problemas de média tensão estarem resolvidos, o autarca explicou que falta fazer as ligações a habitações, num concelho com centenas de quilómetros de linhas de baixa tensão afectadas.
“Não é fácil explicar às pessoas porque é que o vizinho tem e eles não têm, porque é que já existe iluminação pública e a casa deles não tem. São questões técnicas que estamos a tentar ultrapassar e dar resposta o mais rapidamente possível”, aclarou.
Perante a situação de pessoas que estão há 14 dias sem luz, João Guerreiro salientou que o município pediu à E-Redes “disponibilização de mais equipas de baixa tensão” para resolver os vários problemas que existem no terreno, considerando que os recursos, neste momento, são escassos.
“O que precisamos muito, muito nesta altura são equipas de baixa tensão para fazer estas últimas ligações porque sem elas muitas habitações e algumas empresas não têm acesso à electricidade”, vincou, referindo que, neste momento, o concelho tem apenas três equipas de baixa tensão a trabalhar.
Se se mantiverem apenas três equipas de baixa tensão, o autarca acredita que em vez de falar de dias para resolver os problemas ainda existentes terá de pensar em semanas, numa altura em que a frustração de quem está sem luz continua a acumular-se.
“Vamos ter aqui alguns casos em que estaremos a falar de semanas, porque são territórios bastante dispersos, em que às vezes uma linha que alimenta três ou quatro casas está atingida em cinco ou seis pontos e tem 10 quilómetros de linha”, notou.
O autarca, que antes de falar com a Lusa atendia ao pedido de um munícipe de 91 anos que lhe perguntava porque é que ainda não tinha luz, contou que há “pessoas isoladas, idosas, que estão desesperadas com a situação”.
Além de no passado ter havido riscos de queda de telhados e de intoxicação por monóxido de carbono face à passagem da depressão Kristin, João Guerreiro alertou para os riscos que agora surgem com linhas de baixa tensão em carga.
Segundo o presidente da Câmara de Alvaiázere, a intervenção de emergência nas habitações afectadas já foi feita “em quase todas as casas”, o abastecimento de água está assegurado e as comunicações começam a recuperar, “embora ainda com algumas falhas”.
Lusa
Pescadores algarvios impedidos de ir ao mar passam dificuldades
Os pescadores algarvios debatem-se com a falta de rendimentos provocada pelo mau tempo, que os tem impedido de ir ao mar, agravada por subsídios do ano passado que ainda não chegaram, disseram à Lusa responsáveis do sector.
“O certo é que já são quatro semanas em que os barcos não vão ao mar e as famílias não têm maneira de ter rendimento, havendo situações já muito complicadas”, afirmou a responsável pela Associação de Armadores de Pesca da Fuseta, no concelho de Olhão.
Em declarações à Lusa, Sónia Olim lembrou que esta é a única forma de subsistência destes profissionais e que se os pescadores não conseguem trabalhar, também não têm rendimentos: “Não vendendo, não têm com o que viver”, lamentou.
Para complicar ainda mais a situação, acrescentou a responsável, ainda não foi sido distribuído o fundo de compensação salarial devido pelo período de defeso à pesca do polvo, de meados de Setembro a meados de Outubro do ano passado.
“Esse subsídio dava para as muitas famílias que estão a passar por dificuldade aguentarem pelo menos este mês de mau tempo”, afirmou Sónia Olim.
A Associação de Armadores de Pesca da Fuseta tem mais de 80 associados, na sua maior parte com pequenas embarcações que levam em média três pescadores.
Miguel Cardoso, responsável pela Olhão Pesca, uma outra associação de produtores do mesmo concelho do distrito de Faro, concorda que “a resposta das autoridades não é tão rápida” como os beneficiários gostariam.
“Estamos a falar com o Governo para ver as ferramentas de ajuda que há e aguardamos com muita expectativa por uma resposta”, disse aquele responsável à Lusa.
Miguel Cardoso admite que durante o inverno a situação dos pescadores é “sempre complicada”, mas este ano, “desde 16 de Janeiro que já houve quatro tempestades, o que impediu os barcos de pesca exercerem a sua actividade”.
A falta de actividade pesqueira afecta também os negócios ligados às lotas, de distribuição e de restauração, porque não há peixe para vender e o pouco que há está mais caro.
Lusa
Caudal do Mondego registava mais de 1.700 metros cúbicos por segundo às 14:00
O caudal do rio Mondego na ponte-açude de Coimbra registava, pelas 14:00 de hoje, 1.741 metros cúbicos por segundo (m3/s), um dos maiores valores desde que as inundações atingem, há mais de uma semana, o Baixo Mondego.
No início da passada semana, os caudais que passam no açude-ponte – onde o rio Mondego entra no trajecto canalizado que vai de Coimbra à Figueira da Foz – chegaram a ultrapassar os 1.800 m3/s, mas numa altura em que não chovia e em que os campos agrícolas estavam longe da inundação que agora se verifica.
A meio da tarde de domingo, o caudal que sai (efluente) da Ponte-Açude, começou a baixar, dos 1.507 m3/s até aos 1.264 m3/s (menos 243 mil litros por segundo) registados às 14:00 de segunda-feira, segundo dados do portal Info Água, consultados pela agência Lusa.
No entanto, nas últimas 24 horas e praticamente sem que a chuva, embora fraca, desse tréguas, o caudal voltou a subir, cifrando-se, pelas 14:00 de hoje, nos 1.741 m3/s (mais 477 mil litros por segundo) face à mesma hora de segunda-feira.
Acresce que os descarregadores da margem direita do Mondego – três infra-estruturas da obra hidráulica do rio, que permitem retirar água do canal principal para os campos agrícolas – estavam hoje a funcionar, embora não na plenitude, revelam imagens captadas no local.
A água descarregada do canal principal acaba por acumular e correr para jusante, em direcção ao leito abandonado do Mondego e valas de drenagem, sendo parcialmente responsável pelo isolamento da povoação da Ereira há uma semana e por alguma água acumulada no centro de Montemor-o-Velho.
Segundo a mesma fonte de dados, a bacia do Mondego voltou hoje a estar em situação de alerta de cheias – o menos gravoso de dois níveis, sendo o mais grave a situação de risco – embora com quatro episódios a montante de Coimbra a merecerem atenção.
Um desses episódios acontece na estação hidrométrica da Ponte do Cabouco, no rio Ceira (afluente da margem esquerda do Mondego), registava, pelas 16:00, 4,47 metros de altura de água (bem acima do mínimo de 3 metros do nível de risco) e um caudal de 193 m3/s.
Também no nível de risco estavam a ponte da Conraria, no mesmo rio, situada a pouco mais de um quilómetro da foz do Ceira, cuja altura de água se situava, pelas 16:15, nos 6,46 metros (1,46 metros acima do nível mínimo de risco de 5 metros) e um caudal de 471 m3/s, que estará a provocar uma pressão acrescida ao caudal da ponte-açude de Coimbra.
Já a ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, voltou hoje à situação de risco, apresentando, pelas 16:00, um caudal com 3,88 metros de altura.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem vindo a fazer uma gestão de cheia controlada, aplaudida em geral, no Baixo Mondego, por agricultores e autarcas, no sentido de evitar que as margens do Mondego quebrem, o que sucedeu em 2001 com resultados catastróficos e, mais recentemente, em 2019, com uma cheia limitada à margem direita.
No entanto, continua a existir o risco de os diques direito ou esquerdo do canal principal do rio poderem rebentar, face à pressão que a água exerce naquelas infra-estruturas e o tempo decorrido desde o início desta crise – cerca de 10 dias – com caudais médios da ordem dos 1.500 m3/s.
Lusa
Novas inundações em Soure devido à subida dos rios
O concelho de Soure voltou hoje a registar inundações devido à subida do caudal dos rios e a localidade de Sobral ficou parcialmente isolada, disse o presidente da Câmara.
Hoje, a situação no concelho “está pior, com os níveis de cheia muito altos”, e, na localidade de Sobral, “foram os Fuzileiros a levar as crianças para a escola”.
“Nos outros sítios estamos a conseguir fazer [o transporte] com alternativas terrestres. No Sobral é que temos algumas situações em que as casas estão mesmo isoladas no meio da água. Só mesmo com os botes”, afirmou Rui Fernandes à agência Lusa, realçando que apenas “algumas casas” da localidade estão isoladas.
Os rios Arunca e Anços “subiram outra vez” hoje, verificando-se inundações no centro da vila de Soure, disse o autarca, notando que a situação das povoações à volta do rio Mondego é também “muito difícil”.
“Cada vez são mais as estradas cortadas”, salientou.
A autarquia está a avaliar a retirada de uma pessoa devido aos danos na cobertura de uma casa na localidade de Gabrieis, que não foi possível reparar.
De acordo com Rui Fernandes, a previsão é a de que a situação piore, face às notícias que chegam do rio Mondego, com o reporte de um caudal no rio Ceira “que as pessoas nunca viram”.
“Temos muita chuva e vamos manter o Anços e o Arunca a subir também. A previsão para as próximas horas é de agravamento e, para complicar as coisas mais, parece que na quarta-feira ainda temos muita chuva”, concluiu.
Lusa
Cheia no Baixo Mondego poderá impedir produção de arroz
A situação de cheia que dura há mais de uma semana no Baixo Mondego, com cerca de 6.000 hectares inundados, poderá impedir a produção de arroz, cuja sementeira começa em Abril, perdendo-se 30 mil toneladas daquele cereal.
A previsão foi feita à agência Lusa por José Pinto Costa, um dos maiores produtores de arroz do Baixo Mondego, que, olhando para a eventual subida dos custos de produção, acrescidos dos investimentos necessários para fazer face aos prejuízos das cheias e da depressão Kristin, admitiu a possibilidade de não avançar, este ano, para a sementeira, por poder não compensar.
“Quanto mais tarde instalarmos a cultura, menor vai ser a produção média por hectare, a perspectiva das 30 mil toneladas pode cair para as 20 mil. E já sabemos que os custos de produção vão aumentar novamente e, portanto, ponderamos seriamente se vale a pena ir para o terreno ou não”, frisou o empresário agrícola da freguesia de Maiorca, concelho da Figueira da Foz.
“Estamos a fazer as nossas contas e a ponderar seriamente se vale a pena avançar com a cultura do arroz na próxima campanha”, reafirmou José Pinto Costa.
A água acumulada nos campos agrícolas – que, em alguns locais, ultrapassa dois metros de altura – vai fazer com as culturas sejam instaladas “muito mais tarde” no terreno, antecipando “graves problemas” na campanha do arroz que começa em Abril.
Para além das inundações, observou que há agricultores com armazéns danificados pela passagem da depressão Kristin, e que têm os terrenos “totalmente inundados, sem saberem daqui por quanto tempo podem entrar nas suas propriedades agrícolas”.
“E as infra-estruturas de rega e de drenagem não sabemos o que acontece e em que estado estarão quando a água descer”, vincou o também presidente da Associação de Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego.
“Está um cenário futuro bastante complicado. De há dois anos para cá vimos a perder rendimento, há dois anos perdemos 25%, o ano passado voltámos a perder, e agora, com estas perspectivas, com este cenário que temos, não sabemos o que vai acontecer”, argumentou José Pinto Costa.
Do lado do milho, mas também dos produtos horto-frutícolas – as três principais culturas do Baixo Mondego – a situação é idêntica: Armindo Valente já produziu arroz, mas, de há uns anos para cá, aposta apenas no milho, planta cuja cultura se inicia em finais de Março, princípios de Abril.
Depois há ainda problemas na batata, cultura habitualmente instalada em finais deste mês, início de Março, e cujos agricultores “estão sem saber o que fazer” e “sem condições”, face a tanta água nos campos.
Com décadas de experiência na agricultura, Armindo Valente é uma das vozes mais conhecedoras e respeitadas na planície agrícola. O também vice-presidente da associação de regantes considerou ser ainda prematuro antecipar o que sucederá face à situação de cheia que teima em não largar o Baixo Mondego, avisando, no entanto, que “se isto continuar mais uma semana ou duas, a situação leva a que não se consiga entrar em algumas zonas dos arrozais”.
“O arroz [os terrenos onde se cultiva] está praticamente todo debaixo de água. Como são os terrenos com cotas mais baixas, são os que têm neste momento mais água. Ninguém sabe o que vai acontecer, mas isto pode pôr em causa a produção no Baixo Mondego e não só no arroz”, avisou.
“Está toda a gente à espera que venha o bom tempo e isto se resolva, mas a situação começa a ser preocupante para algumas culturas”, antecipou Armindo Valente.
A inundação dos campos afecta o vale central do Mondego, na margem direita do rio, mas também os vales secundários da margem esquerda, por onde correm os rios Ega, Arunca e Pranto, nos concelhos de Montemor-o-Velho, Soure e Figueira da Foz, distrito de Coimbra.
A única zona que não está totalmente coberta de água são os campos agrícolas localizados mais perto de Coimbra, embora, também aí, as preocupações cresçam.
“Aqui mais a montante, a situação poderá ser menos gravosa, mas também está a ficar tudo cheio de água”, notou João Grilo, produtor de arroz e milho, com uma propriedade de cerca de 100 hectares, localizada entre São Martinho da Árvore e São Silvestre, no concelho de Coimbra.
Por estes dias, João Grilo, que também preside à Associação de Agricultores do Vale do Mondego, vai olhando as infra-estruturas adjacentes ao canal principal do Mondego – como os três descarregadores da margem direita que voltaram a lançar água para os campos.
“Temos de deixar passar isto [as cheias]. Mas já sabemos que mais custos vão existir, estamos a viver tempos muito difíceis e sem rendimento nenhum, não sabemos se vamos ter capacidade de semear ou não. O que sabemos é que vai ter de existir um antes e um depois desta situação no Baixo Mondego”, enfatizou.
Cauteloso, João Grilo, aguarda para perceber a dimensão dos prejuízos: “Só depois das águas baixarem e ficar tudo a nu, é que vamos ver”, defendeu.
Também hoje, em comunicado, a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) considerou que os prejuízos causados pelas tempestades na agricultura e floresta “foram avultados”, sendo que na horticultura, “ultrapassam o meio milhão de euros”, para além de destruição de telhados de armazéns agrícolas, de dezenas de estufas, assim como milhares de árvores e oliveiras arrancadas.
A ADACO disse ser “urgente o rápido levantamento dos prejuízos junto dos agricultores”, a simplificação dos processos administrativos e que as indemnizações e apoios cheguem aos destinatários de forma célere, defendendo apoios a fundo perdido por parte do Governo.
Lusa
Primeiro-ministro responde quarta-feira no parlamento sobre actuação do Governo
O primeiro-ministro regressa na quarta-feira ao parlamento para um debate quinzenal que deverá ficar marcado pela resposta do Governo às consequências do mau tempo que causou 15 mortes nas últimas duas semanas.
Com parte do país (68 concelhos) em situação de calamidade até domingo, Luís Montenegro responderá, pela primeira vez, na Assembleia da República à oposição, que criticou a actuação do executivo, sobretudo na fase inicial de resposta à depressão Kristin, com vários partidos a pedirem a demissão da ministra da Administração Interna.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de Janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
O debate quinzenal realiza-se ainda três dias depois da eleição do novo Presidente da República, o antigo secretário-geral do PS António José Seguro, que venceu com quase 67% e 3,48 milhões de votos, quando faltam votar 20 freguesias, de oito municípios, que pediram o adiamento do sufrágio para o próximo domingo devido ao mau tempo.
O outro candidato, o presidente do Chega, André Ventura, obteve mais de 1,7 milhões de votos (cerca de 33%), o que o levou a auto-intitular-se no domingo “líder da direita.
Já o primeiro-ministro defendeu no domingo que “nada mudou” para a governação com esta eleição presidencial e insistiu, por várias vezes, que se abre agora um período de 3,5 anos sem eleições nacionais, referindo-se ao final previsto da legislatura, no outono de 2029.
O debate quinzenal abrirá com uma intervenção inicial de Luís Montenegro, e André Ventura – que retomará o mandato de deputado que suspendeu durante a campanha – será o primeiro a questionar o chefe do Governo, seguindo-se PS, IL, Livre, PCP, BE, PAN, JPP, antes das bancadas que suportam o Governo, CDS-PP e PSD.
Sobre a resposta ao mau tempo, o primeiro-ministro tem defendido que o Governo fez tudo o que era possível desde o início e que este ainda não é o momento de fazer a avaliação do executivo, mas de responder às situações de emergência no terreno.
Nas duas últimas semanas, o Governo realizou dois Conselho de Ministros centrados na resposta ao mau tempo – um extraordinário, a 01 de Fevereiro, onde aprovou os primeiros apoios a famílias e empresas, quer para ajuda à subsistência quer à reconstrução das habitações e fábricas destruídas, que o primeiro-ministro estimou totalizaram 2,5 mil milhões de euros.
Na quinta-feira passada, além de ter sido prolongada a situação de calamidade até ao próximo domingo, foi formalizada a isenção de portagens em alguns trechos de autoestradas das zonas afectadas pelo mau tempo e aprovado um regime jurídico excepcional e transitório de simplificação administrativa e financeira destinado a viabilizar a reconstrução e reabilitação, sem controlo administrativo prévio.
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, tem sido o alvo preferencial das críticas da oposição – com vários partidos a pedirem a sua substituição no Governo -, mas estas estenderam-se a outros membros do executivo na gestão da crise, como o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o da Defesa Nacional, Nuno Melo, ou o da Economia e da Gestão Territorial, Manuel Castro Almeida.
O último debate quinzenal com o primeiro-ministro no parlamento realizou-se a 21 de janeiro, dominado pelo tema das presidenciais, e o próximo já está marcado para 25 deste mês.
Lusa
Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca, David Pereira
10.02.2026
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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).
Reforçado apelo de cuidado redobrado para possíveis situações de deslizamentos de terra. “O solo encontra-se bastante instável”, devido à “precipitação” e “acumulado de água”, diz Protecção Civil.
Foto: Reinaldo Rodrigues
A precipitação é a principal preocupação nos próximos dias, afirmou esta terça-feira, 10 de Fevereiro, o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), no habitual briefing. Mário Silvestre lembrou que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) está com aviso laranja para chuva, o que “numa situação normal, seria um episódio normal de inverno”. No entanto, não é”, alertou, referindo o impacto que a chuva terá nos cursos de água, já muito saturados.
Os rios Mondego, Sorraia, Tejo, Vouga e Sado continuam a ter risco significativo de inundação. Juntam-se a estes os rios Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Lis, Sousa, o Tâmega, Nabão e Guadiana, indicou o responsável.
“É uma lista muito extensa dos principais cursos de água que, neste momento, são afectados ou, potencialmente, serão afectados por inundação. Vai de Norte a Sul do país”, destacou o responsável.
Explicou que é preciso ter cuidado noutros “ribeiros, noutras zonas que têm afluentes a estes rios”.
“Não é uma situação apenas para as povoações mais ribeirinhas, mas é transversal a todas as pessoas que vivam nestas zonas”, sublinhou no ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, em Carnaxide, Oeiras.
O comandante nacional da Protecção Civil reforçou o apelo para o cuidado redobrado nas possíveis situações de deslizamentos e quedas de árvores “nas zonas mais densamente arborizadas e nas zonas onde existem declives maiores no terreno”. “O solo encontra-se bastante instável, em virtude da precipitação e do acumulado de água”, justificou, ao final da manhã, no ponto de situação.
Os rios Mondego, Sorraia, Tejo, Vouga e Sado continuam a ter risco significativo de inundação. Juntam-se a estes os rios Minho, Coura, Lima, o Cávado, Ave, Douro, Lis, Sousa, o Tâmega, Nabão e Guadiana, indicou o responsável. Explicou que é preciso ter cuidado noutros “ribeiros, noutras zonas que tem afluentes a estes rios”.
“Não é uma situação apenas para as povoações mais ribeirinhas, mas é transversal a todas as pessoas que vivam nestas zonas”, sublinhou.
Referiu que, entre o dia 1 de Fevereiro e as 12h00 de hoje em Portugal continental, foram registadas 13.388 ocorrências, com mais de 46 mil operacionais no terreno, sendo a queda de árvore a ocorrência mais significativa, seguida de deslocação de massas e inundações.
O comandante nacional da Protecção Civil alertou para a possibilidade de inundações potencialmente em áreas urbanas e junto aos cursos de água, deslizamentos de terra e colapsos de muros.
Devido ao mau tempo, foram activados 11 planos distritais, 125 planos municipais e 15 declarações de situação de alerta emitidas pelos municípios, indicou o comandante nacional da Proteção Civil.
O mau tempo não vai dar tréguas esta semana, estando prevista precipitação forte para terça e quarta-feira, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Foto: Leonardo Negrão
Chuva forte regressa a Portugal continental terça e quarta-feira
O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afectado por precipitação forte e persistente na terça e na quarta-feira devido a uma massa de ar com características tropicais, segundo a meteorologista Ângela Lourenço.
“O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afectado por uma corrente perturbada de oeste, o que significa que vamos ter já a partir de hoje a influência de uma massa de ar com características tropicais, com elevado conteúdo em agua. É uma massa de ar muito húmido que vai trazer precipitação persistente, pelo menos na primeira parte da semana, pelo menos até dia 11 [quarta-feira]”, adiantou.
Segundo a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na terça e na quarta-feira, Portugal continental vai assim ter alguns episódios de precipitação mais intensa e de forma mais contínua.
“Para dia 10 [terça-feira] já foram emitidos avisos de precipitação de nível laranja para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu. Espera-se que haja aqui um período mais crítico, em que os valores acumulados de precipitação sejam significativos e dai o nível laranja de precipitação”, indicou.
De acordo com Ângela Lourenço, na terça-feira prevê-se que a chuva seja mais fraca no Baixo Alentejo e Algarve.
“Estes episódios com precipitação mais intensa, em particular o dia 11 [quarta-feira], poderão será acompanhados com vento. Não se espera que dia 10 [terça-feira] tenha um vento muito forte, mas em todo o caso estas situações trazem sempre rajadas mais fortes nas terras altas”, disse.
Ângela Lourenço adiantou que a partir de quinta-feira está previsto um ligeiro desagravamento.
“Mas em todo o caso vai continuar sempre a ocorrer precipitação e o vento a soprar com alguma intensidade. No fim de semana é possível que haja aqui talvez o abrandamento da ocorrência da precipitação. O deslocamento do anticiclone mais para norte vai permitir que nós não sejamos tão afectados por estas ondulações frontais e massas de ar com elevados conteúdos em agua”, disse, sublinhando que ainda há um grau de confiança baixo para este cenário.
No que diz respeito às temperaturas, segundo Ângela Lourenço, vão estar acima do normal para a época do ano, para o mês de Fevereiro.
“Exactamente por predominar esta massa de ar tropical, com características tropicais, as temperaturas têm tendência para subir. Estamos a falar de mínimas junto a Lisboa da ordem dos 14/15 e máximas de 17/18 graus. No interior, zonas mais frias, prevê-se para a Serra da Estrela mínimas entre 04 e 06 graus e máximas de 09/12”, referiu.
A partir de quinta-feira, segundo a meteorologista do IPMA, está prevista uma significativa descida das temperaturas.
Lusa
Retomada circulação na linha ferroviária da Beira Baixa
A circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, que estava suspensa devido ao mau, da última semana de Janeiro, foi retomada, informou hoje a CP – Comboios de Portugal pelas 06h00.
Numa informação enviada à Lusa, a CP indica que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo, desde 28 de Janeiro, continua suspensa a circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.
Mantém-se com constrangimentos a Linha do Norte, estando a ser efectuados os serviços de longo curso de forma parcial e serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.
Na Linha da Beira Alta, o serviço intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual.
O Comboio Internacional Celta continua com circulação suspensa determinada pelo operador espanhol, sem previsão de retoma.
Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.
Lusa
Aviso amarelo de chuva para 11 distritos
Onze distritos do continente e as ilhas do grupo central dos Açores estão esta segunda-feira sob aviso amarelo, o menos grave, por precipitação persistente e ocasionalmente forte, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os distritos hoje em aviso amarelo, em fases diferentes do dia, são todos os distritos do litoral excepto Setúbal e ainda Portalegre e Évora. Nos distritos do sul o aviso acaba esta madrugada.
Segundo as previsões actualizadas do IPMA, na terça-feira os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro e Viseu terão avisos laranja de precipitação forte, o segundo mais grave, com os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Leiria com aviso amarelo.
Também na terça-feira o IPMA volta a assinalar avisos para agitação marítima (no Grupo Ocidental dos Açores a agitação marítima ocorre já hoje, com aviso amarelo, e na terça-feira passa a laranja durante a manhã) em Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto, Viana do Castelo, com aviso amarelo em todos os casos.
Para hoje e para terça-feira o IPMA não emite avisos de qualquer espécie para o vento nem para outras ocorrências, como a queda de neve.
Lusa
Viana do Castelo activou plano distrital de emergência
Viana do Castelo activou na noite de domingo o Plano Distrital de Emergência e Protecção Civil, na sequência do mau tempo dos últimos dias, depois de terem sido activados três planos municipais.
Num comunicado, a Comissão Distrital de Protecção Civil de Viana do Castelo informou que comunicou a decisão ao secretário de Estado da Protecção Civil, que surge na sequência da já tomada Declaração da Situação de Contingência para os concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima.
No comunicado explica-se que a decisão foi tomada no domingo numa reunião extraordinária liderada pelo presidente da Comissão Distrital de Protecção Civil e autarca de Paredes de Coura, Tiago Cunha.
O Plano Distrital de Emergência e Protecção Civil é accionado perante a activação simultânea de três ou mais Planos Municipais de Emergência e Protecção Civil do distrito.
No sábado, a Comissão Distrital avançou com Declaração da Situação de Contingência entre as 00h00 de 5 de Fevereiro e as 23h59 de 15 de Fevereiro para os concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima.
A decisão teve por base “a continuidade das condições meteorológicas extremas e o risco de ocorrências de cheias, inundações e deslizamento de terras em zonas historicamente mais vulneráveis”.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de Janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Lisboa, 08 Fev 2026 (Lusa) – Portugal continental vai continuar nas próximas horas com um quadro meteorológico adverso e com o risco de cheias nas zonas ribeirinhas e movimentos de terra, alertou hoje a Protecção Civil, aconselhando a população a manter a precaução.
ANDRÉ KOSTERS/LUSA
Continuamos a apelar porque todo o cuidado é pouco nestas situações e, sobretudo, para as pessoas que vivem nas zonas ribeirinhas, que tomem todas as precauções necessárias para a eventual subida das águas”, referiu o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), Mário Silvestre.
No ‘briefing’ das 19:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afectadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (distrito de Lisboa), Mário Silvestre referiu que ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa na regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.
Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.
O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.
Até às 18:00 de hoje, na sequência das depressões meteorológicas desde o final de Janeiro, foram activados nove planos distritais e 117 planos municipais e emitidas 19 declarações de situação de alerta. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.
O comandante sublinhou que a precipitação é o principal factor a despoletar as cedências do terreno e alertou para que a população redobre os cuidados, como não atravessar estradas inundadas, manter-se em locais elevados, desligar electricidade e gás, proteger equipamentos eléctricos e medicamentos, e manter crianças e animais em segurança.
Também devem ser reportadas fissuras no solo, quedas de árvores ou deslizamentos e não se aproximar de cabos eléctricos caídos, que podem ainda estar em carga.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
“Estas condições meteorológicas para o final do dia de hoje, madrugada de segunda-feira e para dia 10, terça-feira (…) [que] poderá ter alguma severidade”, explicou Mário Silvestre.
“A situação continua bastante crítica” em relação a risco de cheias, pela saturação de solos a albufeiras em níveis máximos. Foto: Reinaldo Rodrigues
Corvo e Flores sob aviso amarelo e laranja devido a agitação marítima
O grupo Ocidental do arquipélago dos Açores vai estar a partir das 15:00 de hoje sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, que se agravará para laranja na terça-feira, anunciou hoje o IPMA. De acordo com um comunicado divulgado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o grupo composto pelas ilhas do Corvo e das Flores vai estar sob aviso amarelo (o menos grave numa escala de três) entre as 15:00 locais (16:00 em Lisboa) e as 06:00 de segunda-feira, e das 15:00 às 24:00 de segunda-feira devido à forte agitação marítima, com ondulação de oeste.
A partir dessa hora, o IPMA eleva o aviso para laranja – o segundo mais grave – que se manterá até às 12:00 de terça-feira, baixando depois novamente para amarelo, até às 09:00 de quarta-feira. É esperada forte ondulação de sudoeste. O grupo Ocidental está ainda sob aviso amarelo devido a chuva forte até às 24:00 de hoje, passando-se o mesmo com o grupo Central (Graciosa, Terceira, São Jorge, Faial e Pico), onde o aviso se estende até às 03:00 de segunda-feira.
Lusa
11.213 ocorrências e 1.272 deslocados
No briefing desta tarde, a Protecção Civil informou que regista até ao momento 11.213 ocorrências e mais de 1.272 deslocados, sobretudo devido a deslizamentos de terras, “a situação que mais desalojados está a criar”, sublinhou Mário Silvestre, que pediu especial atenção das populações a eventuais situações de risco.
Lusa
Alerta da Protecção Civil
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) alertou que apesar do desagravamento meteorológico das últimas horas “a situação continua bastante crítica” em relação a risco de cheias, pela saturação de solos a albufeiras em níveis máximos.
“Eu quero alertar toda a população portuguesa que a situação continua bastante crítica com todas as albufeiras nos seus níveis máximos de armazenamento e, portanto, estas condições meteorológicas para o final do dia de hoje, madrugada de segunda-feira e para dia 10, terça-feira, onde está previsto mais um episódio meteorológico, [que] poderá ter alguma severidade, continuam a ser críticas e a manter-nos todos em profunda situação de alerta”, disse o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre.
Lusa
“Não é aceitável”. Governador do Banco de Portugal critica falhas de prevenção após crise do mau tempo
O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, defendeu que é preciso “retirar as necessárias ilações e ensinamentos de toda esta crise” resultante do mau tempo, reiterando que “não é aceitável” ter populações isoladas por falta de prevenção. Numa publicação na sua conta pessoal no X, Santos Pereira escreveu que “recentes tempestades puseram a nu algumas das debilidades de planeamento e de falta de prevenção que grassam no nosso País”.
Escolas no concelho de Ansião reabrem na segunda-feira
As escolas do concelho de Ansião, no distrito de Leiria, reabrem na segunda-feira, após quase duas semanas fechadas devido à depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Jorge Cancelinha. “Amanhã [segunda-feira], reiniciarão as aulas, com a normalidade possível, garantindo a electricidade em todas as escolas, mas ainda há muitos testes de rede a acontecerem e, portanto, poderá haver períodos em que a electricidade falhe”, afirmou Jorge Cancelinha.
O concelho tem 11 escolas com 2.100 alunos, para os quais os transportes estão garantidos. “O regresso à normalidade vai-se fazendo, faseadamente, com a abertura das escolas, assim como também já abrimos a piscina municipal na semana passada”, disse o autarca, esclarecendo que a maioria dos equipamentos desportivos “também já está a funcionar”, mas o pavilhão gimnodesportivo vai manter-se fechado até ser resolvida a questão da cobertura.
O presidente do município garantiu que, no que diz respeito à acção municipal, tem sido “dado tudo e feito tudo” para o regresso à normalidade, mas há situações que aguardam resolução por parte de entidades externas. Neste caso, apontou o trabalho das equipas da E-Redes que, “nos últimos dois dias, têm avançado muito devagarinho”, considerou.
Lusa
Depressão Marta provoca retrocesso na reposição de energia em Pombal
A queda de árvores na noite de hoje deitou abaixo fios de média tensão que já tinham sido repostos, provocando um retrocesso na reposição da energia eléctrica no Município de Pombal, disse a vice-presidente da câmara, Isabel Marto. “Tivemos mais umas quedas de árvores, desde ontem [sábado] com a depressão Marta que provocou um retrocesso na reposição da rede eléctrica que, estamos a tentar compensar com geradores”, disse à agência Lusa Isabel Marto.
A vice-presidente do Município de Pombal, no distrito de Leiria, indicou que, “mesmo antes desta nova depressão, já havia localidades em todas as freguesias do concelho sem energia” eléctrica. “Estamos a falar ao equivalente a 20% da população sem energia. Há um sentimento de abandono, porque são maioritariamente aldeias que já por si se dizem esquecidas e que não são tratadas como os outros. Há uma saturação nas pessoas”, realçou.
Lusa
Porto de Mós tem cerca de 5 ME de danos em espaços e edifícios públicos
O concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, teve cerca de cinco milhões de euros (ME) de prejuízos em edifícios e espaços públicos, devido ao mau tempo registado nos últimos dias, revelou hoje o presidente da Câmara Municipal. Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vale, indicou que, apesar de o levantamento dos danos continuar a ser feito pelo município, “uma estimativa por alto” aponta que os estragos causados em espaços e estruturas públicas estejam na ordem dos cinco milhões de euros.
Além disso, “mais de 200 pessoas manifestaram prejuízos nas suas habitações e também uma série de empresas, ligadas quer à indústria, quer aos serviços, tiveram prejuízos”, acrescentou.
Lusa
“Os danos são nacionais”: AHRESP quer apoios rápidos e para todas as empresas, não só nas zonas afectadas
A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) pede que os apoios “cheguem rapidamente” às empresas afectadas pelas tempestades em Portugal “ e que não se restrinjam àquelas que se localizam nos concelhos directamente afectados.
Arruda pode ficar sem abastecimento de água devido a danos em conduta
O concelho de Arruda dos Vinhos poderá ficar sem água nas próximas horas, depois de terem sido detectados danos na conduta que abastece o município, devido ao mau tempo, alertou hoje fonte oficial autárquica. “Por causa do abatimento do caminho da Lavareda, a conduta de água que abastece o concelho sofreu danos e vão surgir grandes constrangimentos com falta de água”, indicou a fonte.
A fonte adiantou ainda que, quando deixar de existir água nos reservatórios, o concelho corre mesmo o risco de ficar sem água. O problema foi hoje detectado e, apesar de a EPAL – Empresa Pública de Águas Livres já estar no local a reparar dos danos, “não existem previsões” para a resolução do problema, acrescentou a fonte.
Lusa
E-Redes contabiliza 76 mil clientes sem energia eléctrica
Cerca de 76 mil clientes da E-Redes no território continental, dos quais 66 mil na zona mais afectada pela depressão Kristin, continuavam hoje às 08:00 sem abastecimento de electricidade, segundo a empresa. No balanço enviado pela E-Redes à agência Lusa regista-se uma descida do total de clientes por alimentar, depois do aumento verificado no sábado, na sequência da passagem da depressão Marta.
Segundo a empresa, às 03:00 de sábado a E-Redes tinha por alimentar cerca de 56 mil clientes na zona da depressão Kristin. Com o agravamento das condições meteorológicas causadas pela passagem da depressão Marta, às 19:30 de sábado o número subiu para 124 mil clientes sem abastecimento de electricidade na zona da depressão Kristin e um total de 167 mil clientes em todo o território continental.
Hoje, o número voltou a descer, com um total de 76 mil clientes sem ligação à rede eléctrica em todo o país, dos quais 66 mil na zona mais afectada pela depressão Kristin.
A costa ocidental está sob aviso amarelo para agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste que podem atingir de quatro a cinco metros de altura.
Em Arruada dos Vinhos, parte da cidade está alagada. Foto: Reinaldo Rodrigues
Temperaturas e barras fechadas
O IPMA alerta ainda para a possibilidade de chuva em todo o país a partir da tarde. Quanto às temperaturas máximas, devem situar-se entre os 6ºC na Guarda e os 16ºC em Setúbal, Sagres e Faro, ao passo que as mínimas vão oscilar entre os 2ºC na Guarda e os 11ºC em Sagres. Apesar da considerável melhoria do tempo, 17 barras marítimas continuam hoje fechadas e cinco condicionadas, segundo informação actualizada às 08:20 pela Autoridade Marítima Nacional.
Na zona norte, estão fechadas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, enquanto as de Aveiro e Viana do Castelo só permitem a entrada de barcos com comprimento superior a 35 metros e a 30 metros, respectivamente. Mais abaixo, estão encerradas a toda a navegação as barras do Portinho da Ericeira e São Martinho do Porto.
No Algarve, as barras de Albufeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Quarteira, Tavira e Vilamoura estão fechadas a toda a navegação, e as de faro, Olhão e Portimão só autorizam a entrada de barcos com mais de 15 metros. O arquipélago dos Açores tem fechadas as barras de Santa Cruz da Graciosa (desde 26 de Janeiro) e de Rabo de Peixe.
Câmara de Gondomar activa Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil
A Câmara de Gondomar activou no sábado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, em resposta à manutenção de condições meteorológicas extremas e ao risco elevado de ocorrência de cheias e inundações no concelho, anunciou hoje o município. A decisão decorre da declaração da situação de contingência, determinada pelo Despacho do Governo n.º 1532-E/2026, de 7 de Fevereiro, que vigora entre as 00:00 do dia 5 de Fevereiro de 2026 e as 23:59 do dia 15 de Fevereiro de 2026, e que abrange um conjunto alargado de concelhos do país, entre os quais se inclui Gondomar, lê-se no comunicado enviado à Lusa.
Lusa
Toda a costa com aviso de agitação marítima e dois distritos devido a neve
Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso amarelo devido à agitação marítima, com o resto do país sem avisos meteorológicos à excepção de Castelo Branco e Guarda por causa da neve. De acordo com o ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o país está hoje sem previsões significativas de mau tempo, depois de mais de uma semana a ser assolado por tempestades sucessivas. A costa ocidental está sob aviso amarelo para agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste que podem atingir de quatro a cinco metros de altura.
Lusa
Comboios suprimidos
De acordo com o último comunicado da CP, às 6h00, ainda há linhas com actividades suspensas e outras condicionadas.
– Linha do Norte – estão a ser realizados os serviços Intercidades de forma parcial – comboios 721, 731, 723, 720, 620 e 528 – com recurso a material circulante diferente do habitual e com transbordo rodoviário entre as estações de Pombal ↔ Coimbra B.
– Linha do Norte – estão a ser realizados os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa;
–Linha de Cascais – comboios circulam com alterações nos horários, pelo que recomendamos a sua consulta emcp.pt;
– Linha da Beira Alta – serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual;
– Comboio Internacional Celta – circulação suspensa determinada pelo operador espanhol, sem previsão de retoma;
– Linha da Beira Baixa – serviço de passageiros suspenso entre Entroncamento e Castelo Branco;
A circulação ferroviária também continua suspensa nestas linhas/serviços:
– Linha do Douro – entre Régua e Pocinho;
– Linha do Oeste;
– Urbanos de Coimbra.
“População compreende, mas não gosta. O adiamento da democracia em Arruda dos Vinhos e na Golegã”
O DN continua com reportagens no interior de Portugal. Neste domingo, mostramos como estão os moradores de Arruda dos Vinhos e Golegã, trabalho do jornalista César Avó e do foto-jornalista Reinaldo Rodrigues.