351: Grandes inundações, incêndios e não só: vem aí um super El Niño

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METEOROLOGIA // SUPER EL NIÑO

Prepare-se para ouvir muito mais sobre o El Niño nos próximos meses – e talvez até durante mais tempo – à medida que o infame ciclo climático regressa, desenvolvendo-se e intensificando-se no Oceano Pacífico, junto ao equador. Se se formar como previsto, este El Niño irá redesenhar os mapas climáticos globais, provocando inundações em algumas regiões e secas e incêndios florestais noutras – tudo isto enquanto acelera o ritmo do aquecimento global.

Pessoas reúnem-se para assistir ao pôr do sol na praia de Windansea, em La Jolla, durante uma onda de calor de inverno, a 31 de Janeiro, em San Diego, na Califórnia. Um Super El Niño também pode resultar em calor recorde no próximo inverno
(Kevin Carter/Getty Images)

Há indícios crescentes de que um El Niño não só está iminente – a chegar no final do verão ou no início do outono – como também pode ser significativo.

Na verdade, este poderia até ser classificado como um “Super El Niño”, o que aumentaria significativamente os impactos sentidos em todo o mundo. El Niños tão intensos são raros.

Para que um El Niño seja declarado, em geral, as temperaturas oceânicas numa determinada região do Pacífico tropical devem estar 0,5 graus Celsius acima da média de longo prazo. Um Super El Niño, por outro lado, ocorre quando as temperaturas estão mais de 2 graus Celsius acima da média. Alguns modelos computacionais geralmente fiáveis, como o conjunto de modelos europeus, estão a projectar exactamente este resultado para esta vez.

Os fenómenos mais temidos

El Niño e La Niña, nomes que se traduzem como “o Menino” e “a Menina”, são ciclos climáticos recorrentes no Oceano Pacífico tropical que ocorrem a cada poucos anos e podem ter efeitos profundos nos padrões climáticos globais. No caso do El Niño, o ciclo pode trazer tanto inundações como secas a diferentes partes de África, contribuir para as tempestades de inverno na costa oeste dos EUA e levar a extremos de calor mais frequentes em todo o mundo.

O El Niño é caracterizado por águas excepcionalmente quentes ao longo do Oceano Pacífico tropical equatorial e por uma série de alterações relacionadas nos padrões de ventos e precipitação na atmosfera. É um fenómeno denominado acoplado, o que significa que, para ocorrer um El Niño, tanto o oceano como a atmosfera têm de estar a interagir de formas características.

Mapa das diferenças de temperatura oceânica em relação ao normal durante um El Niño forte. As cores vermelhas indicam que a água do oceano está mais quente do que o normal; o azul indica que está mais fria
(NOAA)

A atmosfera tende a reagir às águas mais quentes deslocando as áreas de precipitação intensa para mais perto da região quente do oceano. Os ventos alísios, que normalmente sopram de leste para oeste perto do equador, podem enfraquecer e inverter a sua direcção. Estas mudanças são significativas o suficiente para afectar o clima em todo o mundo, como uma série de dominós que caem.

Neste momento, enormes volumes de água excepcionalmente quente estão a espalhar-se sob a superfície do oceano, desde o Pacífico tropical ocidental até ao oriental, onde esta água sobe lentamente à superfície, num claro precursor do El Niño. Áreas periódicas de vento a soprar de oeste para este têm ajudado a transportar esta água, em fenómenos conhecidos como rajadas de vento oeste.

Embora o El Niño e a La Niña, o fenómeno mais frio do El Niño, sejam fascinantes do ponto de vista meteorológico, preocupamo-nos com eles devido às formas como podem afectar os eventos climáticos extremos em todo o mundo. Na verdade, podem causar prejuízos de milhares de milhões de dólares, e um El Niño mais forte tornaria provavelmente os impactos habituais ainda mais severos.

Identificar a formação de um El Niño e prever a sua evolução “dá-nos um aviso prévio sobre as mudanças nos riscos de muitos fenómenos climáticos, incluindo inundações, secas, ondas de calor, furacões e tempestades severas”, explica Nat Johnson, meteorologista do Laboratório de Dinâmica de Fluidos Geofísicos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). “Estes impactos climáticos e meteorológicos modificam a produção agrícola, a propagação de doenças, o branqueamento de corais, a pesca e muitas outras partes do sistema terrestre que afectam o nosso dia a dia.”

Ainda há muita incerteza em relação ao próximo El Niño, incluindo uma variedade de previsões, especialmente em relação à intensidade, acrescenta Johnson. Para complicar ainda mais as coisas, as projecções dos modelos computacionais feitas durante a primavera tendem a ter uma precisão inferior às projecções feitas noutras alturas do ano, um fenómeno conhecido como barreira de previsão da primavera.

As pessoas enchem a praia de Baker, perto da Golden Gate, em São Francisco, na Califórnia, a 16 de Março, devido a um alerta de calor
(Tayfun Coskun/Anadolu/Getty Images)

Quente e mais quente

Nos EUA, o El Niño tende a atingir o seu pico durante os meses de inverno, quando pode enviar uma série de tempestades para partes da Califórnia e ao longo da faixa sul dos EUA, trazendo o risco de inundações.

Também pode acelerar os ventos na alta atmosfera sobre o Oceano Atlântico tropical durante o outono. Isto provoca um aumento do cisalhamento do vento, o que pode desfazer tempestades tropicais e furacões em formação – prejudicando a época dos furacões no Atlântico.

Além disso, os El Niños fortes também foram associados a ondas de calor nos EUA e noutras partes do mundo.

Globalmente, o El Niño é conhecido por aumentar as probabilidades de secas e ondas de calor na Austrália, onde também pode elevar os riscos de incêndios florestais. Outras áreas propensas à seca durante o El Niño incluem o norte da América do Sul (incluindo partes da floresta da Amazónia), a África central e meridional e a Índia. O El Niño pode também causar chuvas em excesso, com áreas propensas a inundações fora dos EUA, incluindo o sudeste da América do Sul, o corno de África, o Irão, o Afeganistão e outras partes da Ásia centro-sul.

Em termos climáticos, o El Niño tende a libertar enormes quantidades de calor armazenado nos oceanos de volta para a atmosfera, elevando as temperaturas médias globais à superfície. Se um El Niño forte se formar e persistir durante o inverno, é quase certo que 2026, 2027 ou ambos os anos estabelecerão novos recordes de ano mais quente desde que os dados instrumentais começaram a ser recolhidos no século XIX.

O planeta já está a aquecer a um ritmo acelerado, e um El Niño intenso aceleraria ainda mais este processo, pelo menos durante alguns anos. Se compararmos as alterações climáticas a subir uma escada rolante, com alguns anos mais quentes do que outros, um ano de El Niño seria o equivalente a saltar para cima e para baixo enquanto se sobe essa escada rolante – atingindo novos patamares recorde, ainda que brevemente.

O último El Niño, que não foi um Super El Niño, fez com que 2024 se tornasse o ano mais quente de que há registo. O último Super El Niño ocorreu em 2015-2016, com outros em 1997-98 e 1982-83. O Super El Niño não é uma designação técnica da NOAA, mas sim uma definição informal utilizada por alguns meteorologistas e pelos meios de comunicação social para se referirem a um El Niño muito forte.

Os meteorologistas estarão a observar atentamente o aquecimento das águas do Pacífico para determinar a intensidade do El Niño que teremos. Se o modelo europeu se revelar correto, poderá ser o El Niño mais forte alguma vez registado.

CNN
08.04.2026

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350: Seguro promete atenção aos antigos combatentes e quer que Governo responda às lacunas

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🇵🇹 PORTUGAL // EX-COMBATENTES // ESQUECIDOS

“Nenhum combatente deve sentir que o país pelo qual serviu o abandonou”, afirmou o Presidente da República. São merecedores “da atenção permanente do Estado e da sociedade”, disse.

Infelizmente, os políticos e os partidos a que pertencem, todos eles sem excepção, estão-se cagando para os ex-combatentes!

Presidente da República, António José Seguro, na cerimónia do Dia do Combatente, junto ao Mosteiro da Batalha, em Leiria
PAULO NOVAIS/LUSA

 

O Presidente da República, António José Seguro, prometeu esta quinta-feira, 9 de Abril, ter atenção às causas dos antigos combatentes, que recusa serem “um tema de arquivo”, confiando que o Governo responda às necessidades e supere as lacunas que ainda persistem.

“Como Presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas, dirijo-me hoje a todos os combatentes e às vossas famílias com uma mensagem clara: esta Presidência não estará indiferente às vossas causas.

Os combatentes de Portugal não são um tema de arquivo. São uma presença viva, activa e merecedora da atenção permanente do Estado e da sociedade”, defendeu o chefe de Estado no seu discurso na cerimónia do Dia do Combatente, que decorreu junto ao Mosteiro da Batalha, em Leiria.

Seguro quer que, 50 anos depois do 25 de Abril, se olhe para os militares que o “ajudaram a construir” com “uma gratidão que não se esgota em palavras de circunstância”, apontando que muitos destes “esperam há demasiado tempo por respostas”, apesar dos avanços que já aconteceram.

“Nenhum combatente deve sentir que o país pelo qual serviu o abandonou. Confio na capacidade do Governo para corresponder às expectativas e às necessidades dos nossos combatentes”, apelou, numa cerimónia na qual estava presente e discursou o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

Para o Presidente da República, “reconhecer avanços não basta se persistirem lacunas”.

“A gratuitidade dos medicamentos para pensionistas, a majoração dos apoios de saúde, a revisão de benefícios foram evoluções, mas ainda há muito caminho para andar. A dignidade daqueles que serviram a Pátria não se compadece com adiamentos intermináveis”, avisou.

Diário de Notícias
DN/Lusa
09.04.2026

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349: Entre chuva e temperatura, o que esperar da primavera? A previsão do IPMA

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // IPMA

O IPMA fez a previsão alargada da precipitação e temperatura para Abril, Maio e Junho – meses de primavera. Quanto à precipitação, não há anomalias a registar, mas quanto à temperatura a história é diferente (mas as notícias são boas para quem gosta de calor).

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) revelou, esta terça-feira, a previsão alargada até Junho, mês em que começa o verão, que dá conta de que poderão haver “anomalias positivas” de até 1ºC durante os próximos três meses.

A previsão mais detalhada pode ser consultada aqui, mas, de acordo com o instituto, “na temperatura média mensal do ar prevê-se anomalia positiva”, anomalia esta que indica que os valores observados estão acima da média para um determinado período e região.

Segundo o IPMA, na temperatura média mensal do ar, “prevê-se anomalia positiva para os três meses da previsão sobre Portugal Continental e Açores e apenas para os meses de Maio e Junho sobre a Madeira”.

Onde e quando?

No que diz respeito a Portugal continental, esta anomalia deverá ser entre 0.25ºC a 0.5ºC e abrange apenas as regiões Norte e Centro Norte no mês de Abril. Já em Maio e Junho, “a anomalia estende-se também às regiões Centro e Sul aumentando para 0.5 a 1.0°C na região Norte”.

Quanto aos Açores, “a anomalia é de 0.25ºC a 0.5ºC em Abril e Maio passando a 0.5 a 1.0ºC em Junho.”

“A Madeira apresenta anomalia positiva, de 0.25 a 0.5 °C, apenas para os meses de Maio e Junho”, detalha ainda o IPMA.

E a chuva?

Apesar de este início de Abril contar com o regresso da chuva, as notícias são ‘melhores’ à medida que o tempo passa, já que, de acordo com o IPMA, e relativamente à “precipitação total mensal, não existe sinal significativo na anomalia sobre o Continente, Madeira e Açores em todo o período abrangido pela previsão.”

Para esta semana, no entanto, estão previstos períodos de aguaceiros e céu encoberto.

Em Abril… chuva de regresso. Saiba onde e quando

Depois de vários dias de autêntico verão, a primavera mostra que ainda é tempo dela e traz chuva para os próximos dias, a começar já hoje. O melhor é substituir – pelo menos para já – os guarda-sóis pelos guarda-chuvas.

Notícias ao Minuto
07.04.2026

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348: A Figura do Dia. Patópolis

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🇵🇹 OPINIÃO

Sempre que o mundo se incendiou, existiu quem inventasse sonhos novos. É absurdo, para os homens da guerra, quando surge a palavra “sonho” associada a novas ideias e falsas esperanças. Nos apocalipses, os que mandam para a morte não querem realidades alternativas ou hipóteses de revolta, precisam de carne fresca para alimentar a fome de poder.

O mundo caminha para um abismo. Em todo o lado há milhões de pessoas que legitimam loucos pelo voto. Não é isso que me surpreende, foi sempre assim. O que não foi sempre assim é a ausência de quem nos convença de que há um sonho para ser sonhado. Já não existem existencialistas, neo-realistas, surrealistas e abjeccionistas. Cada um está por si e a navegar à volta do seu umbigo – mesmo os que têm muito talento.

Já nem existe quem invente uma nova cidade, como Carl Barks, em 1944. Em plena 2.ª Guerra Mundial, quando na América se discutia a mortandade e ninguém sabia com o que contar, o desenhador fez nascer, com o talento de um lápis e de uma borracha, a cidade de Patópolis, onde os amigos das crianças estavam protegidos num mundo organizado e em ordem.

Em Patópolis “tinham a baía, uma colina, onde, no alto, vivia a caixa-forte de Patinhas, o rio Tule, calor no verão e neve no inverno e a quinta da Vovó Donalda.”
D.R. / Disney

Tinham a baía, uma colina, onde, no alto, vivia a caixa-forte de Patinhas, o rio Tule, calor no verão e neve no inverno e a quinta da Vovó Donalda. Em Patópolis até os Metralhas eram boa gente – ladrões com uma moral.

Precisamos urgentemente que alguém nos desenhe um novo lugar. Já não para as nossas crianças, mas para nós. Com tudo na ordem, com gente confiável, um rio, árvores e estações previsíveis. Talvez seja pedir muito.

Diário de Notícias
Luís Osório
Escritor, jornalista e cronista

08.04.2026

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347: Alerta. Número de apoio da ANACOM usado para chamadas fraudulentas

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🇵🇹 PORTUGAL // ANACOM // CHAMADAS FRAUDULENTAS

Os alegados burlões apresentam-se ao telefone como sendo trabalhadores do regulador, mas trata-se de tentativas de fraude.

A ANACOM esclarece que “não está a realizar contactos desta natureza” e que “a informação transmitida nestas chamadas é falsa”. FOTO: Paulo Spranger

A ANACOM, regulador do sector das empresas de telecomunicações, alertou esta quarta-feira, 8 de Abril, que têm sido realizadas chamadas telefónicas fraudulentas em nome da autoridade, com uma falsificação do número de atendimento ao público da própria entidade.

“Entre os dias 06 e 07 de Abril de 2026, várias pessoas contactaram a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) reportando a recepção de chamadas com recurso a ‘spoofing’, isto é, a falsificação do número de origem, fazendo parecer que está a ser realizada a partir do número 800 206 665, associado ao atendimento da ANACOM”, refere o regulador num comunicado.

Os alegados burlões apresentam-se ao telefone como sendo trabalhadores do regulador, mas trata-se de tentativas de fraude em que os interlocutores tentam obter informação pessoal das pessoas contactadas.

“Nos casos reportados, os interlocutores identificam-se falsamente como colaboradores da ANACOM e referem alegadas situações ilícitas (como envio de mensagens fraudulentas ou roubo de telemóveis), mencionando também supostas comunicações da Polícia Judiciária e ameaçando o bloqueio de números ou serviços”, descreve a entidade de regulação.

As chamadas, diz, “seguem um padrão”, em que os interlocutores usam dados pessoais parcialmente correctos, indicam nomes ou números de identificação fictícios e fazem pressão sobre os destinatários e tentam obter mais informação pessoal.

A ANACOM esclarece que “não está a realizar contactos desta natureza” e que “a informação transmitida nestas chamadas é falsa”.

Neste alerta, a autoridade recomenda aos cidadãos que não atendam nem devolvam “chamadas provenientes do número 800 206 665”, que não forneçam nem confirmem dados pessoais, que procurem “confirmar a identidade de qualquer entidade que o contacte (nome, empresa e departamento)” e que peçam que o contacto “seja feito noutro momento, de forma a permitir essa verificação”.

O número que os alegados burlões falsificam para aparecer no visor do telemóvel das pessoas contactadas – o 800 206 665 – corresponde ao número verde da ANACOM, à linha de atendimento do regulador, que funciona todos os dias úteis entre as 09:00 e as 13:00, de acordo com a informação publicada no site da instituição.

A ANACOM recomenda ainda aos cidadãos que, “perante qualquer situação que possa configurar uma tentativa de fraude ou burla”, contactem as autoridades de segurança.

“Se for vítima destas práticas, recomendamos que apresente queixa junto da Polícia de Segurança Pública ou da Guarda Nacional Republicana da sua área de residência. Em alternativa, pode contactar directamente o Ministério Público ou o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) junto do tribunal da área onde os factos se verificaram”, sugere.

Diário de Notícias
DN/Lusa
08.04.2026

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346: SIS alerta para operação de ciberespionagem russa com possíveis alvos em Portugal

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🇵🇹 PORTUGAL // CIBERESPIONAGEM RUSSA☠️ // ALERTA ⚠️

Em caso de suspeita de ter sido visado ou comprometido nas comunicações, a orientação é entrar em contacto com o SIS ou qualquer uma das entidades nacionais competentes em cibersegurança.

A unidade cibernética russa, que utiliza designações como “APT28”, “Fancy Bear” e “Forest Blizzard”, tem obtido sucesso em operações deste género.
Foto: Canva

O Serviço de Informações de Segurança (SIS) alertou esta quarta-feira, 8 de Abril, para uma operação de ciberespionagem russa que poderá ter alvos em Portugal. De acordo com um comunicado, trata-se de uma tentativa de comprometer routers “com o objectivo de interceptar e ex-filtrar informação sensível de natureza governamental, militar e relativa a infra-estruturas críticas”.

Segundo o SIS, esta operação está em curso a nível global e é coordenada pelo GRU, o serviço de informações militares do Kremlin. A unidade cibernética russa, que utiliza designações como “APT28”, “Fancy Bear” e “Forest Blizzard”, tem obtido sucesso em operações deste género.

Desde 2024, o GRU já conseguiu “comprometer não apenas credenciais e tokens de autenticação, mas também comunicações por email e dados de navegação na Internet protegidos por protocolos SSL e TLS, redireccionando o tráfego online que passa pelos routers das vítimas para infra-estrutura informáticas remotas sob o controlo do agente de ameaça”.

Na prática, estas operações do GRU já resultaram “no comprometimento de informação sensível e da privacidade digital de cidadãos e instituições a nível internacional”. Segundo o SIS, estas tácticas demonstram “uma vez mais a sofisticação, a clandestinidade e o alcance global de agentes de ameaça” russos e de outros Estados hostis.

Em caso de suspeita de ter sido visado ou comprometido nas suas comunicações, a recomendação é a de entrar em contacto com o SIS (aqui) ou com qualquer uma das entidades nacionais competentes em cibersegurança. Este alerta do SIS foi emitido em conjunto com serviços congéneres da Alemanha, Canadá, Chéquia, Dinamarca, Eslováquia, Estados Unidos da América, Estónia, Finlândia, Itália, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Roménia e Ucrânia.

amanda.lima@dn.pt

Diário de Notícias
Amanda Lima
08.04.2026

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345: Há duas greves no metro este mês: a 1.ª é amanhã e sem serviços mínimos

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🇵🇹 PORTUGAL // LISBOA // METRO // GREVE

Foram marcadas duas paralisações de 24 horas pelos trabalhadores do Metro de Lisboa: uma já esta quinta-feira e outra para a próxima terça-feira, sendo que não foram decretados serviços mínimos.

Atenção, passageiros: Há dois dias de greve no Metro de Lisboa este mês
© Shutterstock

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa vão cumprir dois dias de greve este mês, sendo que o primeiro é já esta quinta-feira, dia 9 de Abril. Segue-se uma nova paralisação no dia 14 de Abril.

Não foram decretados serviços mínimos para as duas paralisações de 24 horas, pelo que se esperam constrangimentos na circulação das carruagens, de acordo com a decisão do Tribunal Arbitral.

“Em conformidade com o exposto, este TA decide, por unanimidade: Não fixar serviços mínimos para os trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso de greve; Determinar a prestação dos serviços adequados à segurança e à manutenção do equipamento e das instalações, nos seguintes termos: três trabalhadores ao Posto de Comando Central (preferencialmente, um Inspector de Movimento, um Encarregado de Movimento e um Encarregado da Sala de Comando e de Energia), devidamente identificados pelos sindicatos (nome e número de ML)”, pode ler-se no site do Conselho Económico e Social.

“No caso em apreço, trata-se de uma greve que irá ser realizada por alguns trabalhadores do Metro, em gerał quadros e trabalhadores com funções de chefia (em número, segundo se apurou, de cerca de seis dezenas), sendo que este tribunal não ignora que a paralisação da circulação do Metro, nos dias 9 e 14 de Abril, irá afectar dezenas ou até algumas centenas de milhares de cidadãos, utentes regulares do Metro.

Parece, assim, haver alguma desproporção entre o sacrifício suportado pelas escassas dezenas de grevistas (perda do salário) e sérios transtornos, de vária ordem, causados a muitos milhares de cidadão com a greve em causa”, pode ler-se ainda na decisão do TA.

É ainda explicado que, “face aos dados de facto que nos foram apresentados, julgamos que, apesar da inegável penosidade que a greve acarreta para os utentes regulares do Metro de Lisboa, não se acham preenchidos os pressupostos indispensáveis para a fixação de serviços mínimos, impondo-se apenas o cumprimento da obrigação de segurança, nos termos do artigo 537.°, n.º 3, do Código do Trabalho”.

A notícia, refira-se, foi avançada pela RTP, que confirmou a informação junto da Fectrans. O Metropolitano de Lisboa ainda não publicou qualquer informação sobre este assunto.

Metro de Lisboa admite falhas “críticas” em escadas e elevadores

O Metropolitano de Lisboa admitiu na semana passada que a manutenção das escadas rolantes e dos elevadores é “bastante crítica” e lembrou que, durante cinco anos, registou-se um aumento da taxa de avarias sem que nenhuma solução tivesse sido encontrada.

Ouvida na comissão de Infra-estruturas, Mobilidade e Habitação da Assembleia da República, a requerimento do Chega, sobre a “nova Linha Violeta”, a presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé, disse que quando assumiu funções, há cerca de três meses, analisou a evolução dos problemas com os elevadores e as escadas rolantes, dando conta de um aumento dos problemas.

“Em 2019, a taxa de avaria das escadas rolantes e elevadores era semelhante, 4%. Em 2024, andava à volta de 14% para as escadas rolantes e 24% para os elevadores. Portanto, tiveram [anterior administração] cinco anos a ver o aumento das taxas de avaria aumentar e ninguém fez nada”, afirmou.

A responsável acrescentou que a solução poderá não passar por externalizar os contratos de manutenção, já que “umas vezes funciona, outras não funciona”, mas por modelos mistos.

[Notícia actualizada às 10h26]

Notícias ao Minuto
08.04.2026

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344: Várias zonas do país afectadas por cortes de água esta semana

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🇵🇹 PORTUGAL // CORTES DE ÁGUA

Os cortes no abastecimento de água já começaram ontem e prolongam-se até sexta-feira, dia 10, em várias zonas do país e em diversos horários.

Várias zonas do país afetadas por cortes de água esta semana
© Canva

A lista de localidades que vão sofrer cortes de água programados já inclui: Sintra, Loures, Odivelas, Mafra, Tavira, Vagos, Santa Maria da Feira, Sesimbra, Mação, Vila Velha de Ródão, Vila Flor e Torres Vedras.

A semana arrancou com cortes em Tavira e Mafra. Para esta terça-feira, estão previstas perturbações em várias localidades, avança o jornal Postal.

  • Vagos (09:00 – 14:00);
  • Sesimbra (08:30 – 12:30) e (14:00 – 18:00);
  • Santa Maria da Feira (13:30 – 16:30);
  • Mação (09:00 – 12:00);
  • Vila Velha de Ródão (08:30 – 12:00)
  • Vila Flor (município indica apenas que vão proceder à limpeza e higienização do reservatório, sem indicar nenhuma hora exacta).

Na quarta-feira, dia 8 de Abril, continuam previstos cortes de água em Sesimbra (14:00 – 18:00) e Vila Velha de Ródão (08:30 – 12:00) que prolongou os avisos até ao fim de semana. No mesmo dia, vai também haver cortes no fornecimento de água em Torres Vedras (09:00 – 18:00) e Sintra (09:00 – 13:00) devido à instalação de marco de incêndio.

Já para quinta-feira, a SIMAR publicou uma nota onde informa que o abastecimento e água vai ser interrompido em Camarate (Loures) e Olival Basto (Odivelas) entre as 09:00 e as 14:00. Para o mesmo dia, está prevista uma interrupção no abastecimento de água em Cascais (09:00 – 13:00), na zona de Birre.

Esta lista contém apenas informações relativas a avisos que já foram publicados pelas autarquias ou empresas de fornecimento de água. Se quiser saber se o local onde mora vai ser afectado, deve consultar o município ou a entidade gestora da água da respetiva zona.

SIC Notícias
07.04.2026

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343: O MP tem medo de André Ventura?

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🇵🇹 OPINIÃO

Desde que Ventura iniciou a sua já longa carreira de discriminação e incitamento ao ódio, não houve uma vez em que o Ministério Público visse no que diz e faz o crime do mesmo nome. Será medo ou outra coisa?

“Dou mil contos a quem me trouxer um cigano sério” e “a maioria dos ciganos rouba”.

Se disser que estas duas frases foram proferidas por um político, o mais certo é que quem me lê avente tratar-se de alguém do Chega. Não é o caso; o autor, de nome Armando Costa, estava no PSD e era autarca, presidente de Junta de Freguesia de Gandra, quando as proclamou, em plena Assembleia Municipal de Paredes, há quase 30 anos.

Não é porém ser do PSD e ter dito algo de extremamente racista que justifica trazê-lo à colação: afinal, André Ventura era candidato por esse mesmo partido à Câmara de Loures quando em 2017 iniciou a sua fulgurante carreira política usando, precisamente, o discurso racista contra os ciganos como trampolim.

Armando Costa interessa por outro motivo, muitíssimo mais raro: foi condenado, em processo crime, pelo que disse. Em 2002, o Tribunal Judicial de Paredes aplicou-lhe uma pena de nove meses de prisão, suspensa, por discriminação racial (crime previsto no artigo 240º do Código Penal, cujo título actual é “Discriminação e Incitamento ao ódio e à violência”).

Durante o julgamento, o autarca, que já antes garantira à Lusa não ser racista, aproveitando, na entrevista, para se incriminar mais — acusou “os ciganos” de viverem “muito à volta de habilidades e da droga”, perguntou “Já viu algum cigano a trabalhar numa empresa?” e concluiu: “Se eu estivesse a falar de Lisboa, referia-me aos negros, que lá são muitos e toda a gente sabe que roubam mais” — jurou, de acordo com o relato que então fez o Público, que nem sabia o que tal palavra significava e até tinha, imagine-se, uma empregada doméstica negra.

Sabendo ou não Armando o significado de racismo, o tribunal sentenciou que, malgrado “o tipo objectivo” do crime descrito no artigo 240º “ser estruturalmente muito complexo”, era claro que as expressões proferidas pelo arguido imputavam “factos ou juízos de valor gravemente atentatório da honra e consideração de dois grupos de pessoas”, a saber, “os ciganos” e “os negros”. Foi também evidente para o tribunal a existência de intenção de incitar à discriminação racial ou de a encorajar, já que enquanto presidente da junta quisera convencer a Assembleia Municipal “a recusar ao povo cigano o exercício de direitos fundamentais”.

Sim, Armando Costa, o primeiro e único político até hoje condenado pelo crime de discriminação racial, era Chega antes do Chega. Vejam-se as declarações gémeas do presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina, que a 26 de Novembro de 2025, também na Assembleia Municipal, disse: “Não vou gastar dinheiro com a etnia cigana enquanto tenho albufeirenses com necessidade de casa. Podem chamar-me xenófobo ou o que quiserem! Primeiro estamos nós, que pagamos impostos, e depois estas comunidades. É tão simples como estou a dizer e é assim que vai ser.”

Cristina está, foi noticiado, a ser investigado pelo Ministério Público (MP) pelo mesmo crime pelo qual o autarca de Gandra foi condenado. Mas a comparação termina aqui: se o MP acusar o presidente da Câmara de Albufeira, será a primeira vez em décadas que acusa um político pelo crime em causa, e uma estreia absoluta no que respeita ao Chega. O que é tanto mais notável quando grande parte do discurso político deste partido consiste em apelar à discriminação, difamar grupos vulneráveis e incitar ao ódio.

E tanto mais irónico quando em 2002, em reacção à condenação de Armando Costa, o então alto-comissário para a Imigração e as Minorias Étnicas, José Leitão, se congratulava, em declarações ao Público, com o que via como “uma cada vez mais exigente sensibilidade social contra a discriminação racial”, que iria “na linha do aperfeiçoamento legislativo nesta matéria”.

24 anos depois, malgrado um enorme acréscimo nas participações — entre 2015 e 2025 aumentaram 2236%, de 15 para 449 —, são ainda muito poucos os inquéritos por este crime que terminam em acusação. Quantos, aliás, não foi possível perceber, já que a informação comunicada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao DN sobre acusações por “crimes de ódio” — 26 desde 2020 — inclui outros crimes motivados de ódio, não apenas os referentes ao artigo 240º.

Esta ausência de informação — pública, pelo menos — é tanto mais bizarra quando a lei de política criminal enfatiza desde 2023 “a necessidade de prevenção e de repressão” dos “crimes de ódio”, e o último Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) atribui o acréscimo dos registos por esses crimes a uma maior “crispação da sociedade portuguesa” decorrente da “polarização política, racial, religiosa, e/ou sexual” acompanhada de “fenómenos de desinformação”.

E o RASI vai mais longe, acusando, no capítulo das “Ameaças globais à segurança interna”, a extrema-direita de procurar “provocar e confrontar abertamente os seus alvos, a fim de retirar benefícios eleitorais da polarização da sociedade portuguesa em torno de temas fracturantes da sua agenda política”, e, “ao disseminar  propaganda e desinformação online, continuar “a promover a normalização do discurso público da discriminação, do ódio e de ideias antidemocráticas, contribuindo para suscitar comportamentos racistas ou xenófobos, e radicalizar militantes e simpatizantes para a acção violenta.”

“Promover a normalização do discurso público da discriminação, do ódio e das ideias antidemocráticas” é o que faz o Chega diariamente — é a sua receita, mais que comprovada e assumida em milhares de declarações, tuites, posts no Instagram e tiktoks. No entanto todos os inquéritos criminais até agora instaurados contra dirigentes do partido ou foram arquivados sumariamente pelo MP, sem sequer constituição de arguidos, ou estarão a caminho do mesmo destino, já que, à excepção do que tem as declarações de Rui Cristina como objecto, não se lhes conhecem quaisquer diligências.

Foi assim com o inquérito-crime aberto em 2021, devido a Ventura, enquanto candidato presidencial, ter, durante um debate televisivo com Marcelo Rebelo de Sousa, exibido uma foto de sete pessoas negras com o Presidente, clamando que Marcelo ali estava com “bandidos” e “bandidagem”; foi assim com o inquérito relativo aos cartazes da campanha presidencial do mesmo Ventura, nos quais se lia “Os ciganos têm de cumprir a lei”, “Os imigrantes não podem viver de subsídios” e “Isto não é o Bangladesh”. Nos dois casos, o MP arquivou sem sequer constituir o presidente do Chega arguido (condição para a qual é necessário requerer o levantamento da respectiva imunidade parlamentar, o que não sucedeu).

Também quando Ventura e a deputada do mesmo partido Rita Matias recitaram, em Julho de 2025, como indesejáveis e escandalosos e com evidente intenção discriminatória, os nomes de crianças estrangeiras alegadamente matriculadas num jardim de infância de Lisboa, foi instaurado um inquérito-crime, no qual os dois parlamentares não terão, até à data, sido constituído arguidos.

Igualmente sem arguidos estará (mais uma vez, não há notícia de pedidos de levantamento de imunidade) o inquérito aberto em Outubro de 2024 a três membros do Chega, todos actuais deputados — André Ventura, Pedro Pinto e Ricardo Reis — por declarações congratulatórias a propósito da morte de Odair Moniz, baleado por um agente da PSP.

De notar, de resto, que apesar de o crime tipificado no artigo 240º não depender de queixa — o MP pode abrir autonomamente inquéritos — em nenhum dos casos relativos ao Chega e a Ventura terá sido o caso.

Temos pois de perguntar porquê — tanto mais que, como se sabe, a justiça cível considerou, em decisões de tribunais superiores, ilícitas, por discriminatórias e difamatórias, acções de Ventura nas quais o MP não viu indício de crime (a calúnia televisiva à família negra do bairro da Jamaica e os cartazes contra a comunidade cigana).

Será que o Ministério Público acha que o crime de discriminação e incitação ao ódio não deveria existir, e portanto age como se não existisse?

Ou, como se retira do inacreditável despacho de arquivamento no caso dos cartazes, defende, contra a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (que o procurador invoca de forma capciosa, ignorando os acórdãos relevantes, que contrariam a sua tese) que o crime não se deve aplicar a políticos por algo que digam “enquanto políticos”?

Segundo tal lógica, quanto maior o perigo, pela difusão e pela capacidade de influência e de dano do discurso de ódio, menos a lei se poderia aplicar?

Claro que não é assim: tanto o legislador previu a aplicação do artigo 240º a políticos que determinou que quem for por ele condenado pode, “atenta a concreta gravidade do facto e a sua projecção na idoneidade cívica do agente”, ser incapacitado, por período de dois a dez anos, “para eleger o Presidente da República, os deputados à Assembleia da República, os deputados ao Parlamento Europeu, os deputados às Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas e os titulares dos órgãos das autarquias locais” e “para ser eleito como tal (…).”

Tal como a Constituição da República proíbe a existência de partidos racistas, o Código Penal, através do artigo 246º, permite retirar direitos civis a racistas e instigadores de ódio, impedindo-os de eleger e de serem elegíveis. Caso para dizer, emulando Armando Costa: alvíssaras a quem encontrar um procurador com coragem.

Diário de Notícias
Fernanda Câncio
07.04.2026

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342: Poeiras de África vão pairar esta semana, DGS alerta para riscos para a saúde

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🇵🇹 PORTUGAL // POEIRAS DE ÁFRICA

Uma massa de poeiras proveniente dos desertos do Norte de África está a atravessar Portugal Continental e deverá manter-se até à próxima quinta-feira, levando a um agravamento da qualidade do ar, alertou a Direcção-Geral da Saúde.

Poeiras de África vão pairar esta semana, DGS alerta para riscos para a saúde
© Ana Rocio Garcia Franco/Getty Images

O fenómeno vai provocar um aumento das partículas inaláveis (PM10) na atmosfera, um poluente que pode ter impacto na saúde, sobretudo nas populações mais vulneráveis.

Crianças, idosos e doentes com problemas respiratórios ou cardiovasculares estão entre os grupos mais afectados, sendo aconselhados a adoptar cuidados acrescidos durante este período.

Cuidados a ter durante o fenómeno

A Direcção-Geral da Saúde recomenda à população em geral que evite esforços prolongados e reduza a actividade física ao ar livre, bem como a exposição a factores de risco, como o fumo do tabaco ou produtos irritantes.

Já as pessoas mais vulneráveis devem, sempre que possível, permanecer no interior dos edifícios e manter as janelas fechadas, de forma a minimizar a exposição às poeiras em suspensão.

A autoridade de saúde sublinha ainda a importância de manter os tratamentos médicos, no caso de doentes crónicos, e alerta para a necessidade de procurar ajuda em caso de agravamento de sintomas, através da Linha Saúde 24 ou de um serviço de saúde.

A evolução da qualidade do ar pode ser acompanhada através da informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente ou pela aplicação QualAr.

SIC Notícias
Verónica Moreira
06.04.2026

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