361: Semana arranca com chuva mas bom tempo chega já na quinta-feira

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // BOM TEMPO

O IPMA prevê que, para esta terça e quarta-feira, o tempo continue cinzento, com alguma chuva e temperaturas abaixo dos 20ºC em quase todo o país. A partir de quinta-feira, 16 de Abril, o cenário muda e chega o bom tempo.

sol, nuvens
© Shutterstock

A semana arrancou fresca e sombria, com alguma chuva, mas a partir de quinta-feira, 16 de Abril, tudo indica que o bom tempo regresse para um fim de semana de sol e calor.

De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), hoje, terça-feira, 14 de abril, é esperado em Portugal Continental “céu geralmente muito nublado, diminuindo de nebulosidade a partir da tarde”, assim como “períodos de chuva fraca, em especial no litoral Norte e Centro, sendo pouco provável a partir da tarde”.

Apesar de se registar uma “subida de temperatura, em especial no interior”, os termómetros não deverão ir além dos 21ºC de máxima e apenas em Santarém, Évora e Faro.

Para os Açores, espera-se chuva para todas as ilhas, sendo que Flores e Corvo estão sob aviso amarelo devido à agitação marítima. Já na Madeira o céu vai estar apenas nublado.

Para amanhã, quarta-feira, 15 de Abril, o IPMA prevê algo idêntico. Céu geralmente muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a partir da manhã. Possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca no litoral Norte e Centro até ao final da manhã, podendo persistir no Minho ao longo do dia.

A registar uma nova “pequena subida da temperatura máxima no Interior e na costa sul do

Algarve”. Castelo Branco, Santarém e Faro chegam aos 23ºC, Setúbal, Évora e Beja aos 22ºC.

Nos Açores apenas se prevê chuva para a ilha Terceira, enquanto Flores e Corvo continuam sob aviso amarelo devido à agitação marítima. Na Madeira, o céu continua pouco nublado.

Já na quinta-feira, 16 de Abril, o cenário começa a mudar, pelo menos em Portugal Continental. Segundo os meteorologistas do IPMA, o céu vai estar “em geral pouco nublado, apresentando períodos de maior nebulosidade até ao meio da manhã”.

Apesar disso, há “possibilidade de chuva fraca no Minho e Douro Litoral até ao fim da manhã” de quinta-feira.

O vento vai soprar “fraco a moderado (até 30 km/h) predominando de noroeste, soprando por vezes moderado a forte (até 40 km/h) nas serras das regiões Centro e Sul e na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro, em especial a partir da tarde”.

Espera-se alguma “neblina ou nevoeiro matinal, em especial no interior”, uma “pequena descida da temperatura mínima” mas também uma “subida da temperatura máxima, exceto no litoral das regiões Norte e Centro”, o que só deverá acontecer a partir de sexta-feira.

Em Santarém, Évora, Beja e Faro os termómetros devem chegar aos 26ºC de máxima, Setúbal aos 25ºC, Castelo Branco e Lisboa aos 24ºC e Portalegre, Sines e Sagres aos 23ºC.

Nos Açores vai voltar a chover no Grupo Ocidental (Flores e Corvo) e Central (Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa). Já no Oriental (São Miguel e Santa Maria) e na Madeira o céu estará apenas nublado.

Notícias ao Minuto
Natacha Nunes Costa
14.04.2026

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360: El Niño poderá regressar em força entre Maio e Julho de 2026

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METEOROLOGIA // EL NIÑO

Este fenómeno meteorológico redistribui o calor global, provocando eventos meteorológicos extremos. Existe uma probabilidade de 25% da ocorrência de um “Super El Niño” entre Novembro de 2026 e Janeiro de 2027.

Este fenómeno meteorológico redistribui o calor global, provocando eventos meteorológicos extremos.
© RTVE

Antes de mais, o que é o El Niño? O El Niño-Oscilação Sul (ENSO) é um fenómeno natural que ocorre no Pacífico equatorial mas que influencia os padrões climáticos em várias partes do mundo. Envolve a atmosfera e o oceano e tem três fases distintas: El Niño, La Niña e a fase neutra.

Trata-se de um processo periódico, que começa a desenvolver-se na primavera/verão no hemisfério norte e se intensifica no inverno.

A transição de El Niño para La Niña ocorre, em média, a cada três a cinco anos. O El Niño provoca um enfraquecimento dos ventos alísios no Pacífico equatorial e aumenta a temperatura à superfície do Pacífico equatorial central e oriental. Pode durar até 18 meses.

Provoca chuvas intensas, ou mesmo inundações, e prejudica a pesca nas costas peruanas e equatorianas, enquanto no outro extremo, no Sudeste Asiático ou na Austrália, se forma uma zona de alta pressão persistente que provoca seca.

Nome de El Niño

Este termo é utilizado há séculos. Foi assim que os pescadores do Peru e do Equador baptizaram este acontecimento em referência ao Menino Jesus, quando, por altura do Natal, a água aquecia e a pesca piorava.

E La Niña? É o fenómeno oposto. Os ventos alísios intensificam-se e a temperatura à superfície do Pacífico equatorial central e oriental arrefece.

As águas profundas do oceano sobem ao largo da costa do Peru e do Equador, fornecendo mais nutrientes e melhorando a pesca, mas o tempo é, no entanto, mais seco.

Na Austrália, por outro lado, a precipitação é muito abundante. Pode durar até três anos.

Efeitos fora do Pacífico

Modifica a circulação atmosférica global, logo, os efeitos não se fazem sentir apenas no local de origem, mas podem ser detectados a milhares de quilómetros de distância. Impede o desenvolvimento de furacões, conduzindo a uma estação de ciclones tropicais menos activa no Atlântico.

Como já dissemos, gera mais chuva no Equador e no Peru, mas provoca secas noutros países do norte da América do Sul e da América Central. Lá longe, no Corno de África, o El Niño provoca inundações, enquanto o La Niña gera secas significativas.Quando é que o El Niño regressa?

Actualmente, nem El Niño nem La Niña estão presentes, ou seja, ainda estamos em condições neutras.

Mas estamos a começar a ver mudanças tanto na atmosfera como no oceano. Há cinco meses consecutivos que a temperatura do Pacífico equatorial está acima da média.

Existe uma probabilidade de 61% de que o El Niño surja no trimestre entre maio e Julho. Esta probabilidade aumenta para 79% no trimestre Junho-Julho-Agosto e ultrapassará os 90% nos meses seguintes. Uma vez activo, El Niño persistirá pelo menos até ao final de 2026.

Poderemos ter um “super El Niño” no final de 2026?

Existe uma probabilidade de 25% da ocorrência de um El Niño muito forte (anomalia ≥ 2°C) durante o trimestre Novembro-Dezembro-Janeiro. Um El Niño mais forte aumentaria a probabilidade de temperaturas globais anormalmente elevadas em 2026 e 2027 e de fenómenos meteorológicos extremos (vagas de calor, inundações, secas, tempestades graves, etc.).

Os episódios El Niño tendem a aumentar as temperaturas globais durante o evento e mesmo depois de este terminar, enquanto o La Niña provoca um arrefecimento.

Até agora, o ano de 2024 é o mais quente registado desde 1850 e o segundo ano mais quente foi 2023. O ano de 2024, com uma anomalia de temperatura de +1,6°C, é o primeiro ano a exceder o nível de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris. 

O último evento El Niño ocorreu entre 2023 e 2024. Se adicionarmos o El Niño ao aquecimento global, o que se antevê para 2026 e 2027 não é certamente uma previsão optimista.

Silvia Laplana / 14 abril 2026 06:13 GMT+1
Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa

Um Olhar Europeu com RTVE
RTP
14.04.2026

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359: Boas notícias da Hungria

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🇵🇹 OPINIÃO

Vivemos hoje entre guerras e ameaças, retrocessos e desastres, situação que pode certamente reforçar o nosso desejo de escapar para um jardim interior ou de limitar a nossa actividade aos mais paroquiais e familiares contactos.

Não é inteiramente ilegítimo esse desejo: se nos concentramos no terror do mundo, acabamos por perder qualquer atenção à beleza do mundo.

E a atitude consciente e lúcida de quem não quer deixar de estar atento não pode tornar-se numa fixação doentia na demência mortal para que nos arrastam os pretensos donos do mundo, esquecendo-se da vida “vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma teimosamente se fabrica”, como escreveu João Cabral de Melo Neto. O nosso dever é ficarmos intransigentemente do lado da vida que continua, contra todos os arautos da morte que ocupam o nosso espaço e o nosso tempo.

A derrota esmagadora de Viktor Orbán na Hungria é uma boa notícia, no meio das desgraças com que somos todos os dias confrontados. Peter Magyar é um político da área cultural conservadora a que pertence o Fidesz, de que foi membro até há pouco tempo. Mas a votação que obteve, na qual convergiram esquerda e direita, campo e cidade, e uma impressionante maioria de jovens, mostra um desejo de mudança, que o seu partido Tisza não poderá ignorar e que a maioria de 2/3 que obteve lhe permite concretizar, enquanto governo.

As redes de interesses criados e as cláusulas legais e constitucionais montadas para dificultar uma verdadeira alternância deverão ser os primeiros objectivos de Peter Magyar. “Libertámos a Hungria” foi a sua primeira proclamação.

Em relação à União Europeia, existe um mesmo desejo de mudança e Trump e Putin sofreram uma clara derrota. Mas em política externa o peso das realidades conta mais e talvez as posições do novo governo húngaro quanto à Rússia, de que a Hungria ainda depende em termos energéticos, e da Ucrânia, com quem subsistem contenciosos vindos da História (a situação da minoria húngara na antiga Ruténia Carpática), venham revelar alguma maior moderação numa política que estará agora virada prioritariamente para desmontar o sistema de poder interno montado por Orbán.

Mas é claro que a atitude em relação à União Europeia irá mudar e desanuviar-se. E bem mais recente que os contenciosos com a Ucrânia, a triste memória da dominação soviética e da invasão de 1956 viu-se profundamente ferida com a divulgação pública dos votos de amizade eterna trocados entre Putin e Orbán e do papel de agente russo desempenhado pelo ministro húngaro que relatava a Moscovo todas as discussões sigilosas em que participava nas reuniões europeias.

Derrota de Putin e não menor derrota de Trump, que deu todo o seu apoio a Orbán, enviando o vice presidente Vance a Budapeste participar no comício de apoio ao FIDESZ, com mensagem telefónica pessoal sua para os participantes naquela manifestação.

Temos razões para nos sentirmos hoje mais confiantes na força da democracia.

Diário de Notícias
Luís Castro Mendes
Diplomata e escritor

15.04.2026

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358: Chuva regressa a 9 distritos

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

É certo que o tempo está instável e sempre a mudar. Já tivemos sol, calor, mas também temperaturas mais baixas e, agora, chuva. É verdade, o início desta semana, segunda e terça-feira, 13 e 14 de Abril, será “marcado pela ocorrência de alguma precipitação em Portugal continental”, explica o Meteored.

A chuva está de volta a Portugal | Fotografia: Getty, Edward Berthelot
© VERSA

Mais especificamente, esta segunda prevê-se “céu muito nublado de norte a sul de Portugal continental, com chuva geralmente fraca, dispersa e temporária”. Esperam-se “períodos breves de precipitação ao longo do dia”, mas “tendencialmente de curta duração e sem continuidade no norte e centro”. Já na região sul “a probabilidade de chover será ainda mais reduzida, praticamente nula”.

Na terça-feira, a precipitação deve manter-se, com “os mapas a denunciarem a possibilidade da mesma se estender pelo litoral”. Felizmente, na quarta-feira, 15 de Abril, a “instabilidade diminuirá de forma significativa, com o céu a tornar-se pouco nublado a partir da manhã”.

Para além disto, o portal mencionou que os nove distritos mais afectados durante este início de semana são Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria e Lisboa.

Versa
Margarida Ribeiro
13.04.2026

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357: Uma questão de confiança

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🇵🇹 OPINIÃO

Para os políticos que cultivam o culto da personalidade, quase tudo o que a imprensa escreve de mau sobre o partido, o ministério ou a autarquia que dirigem é considerado um ataque pessoal. E o passo lógico seguinte é atacar o autor da notícia com a qual não concordam, desgostam ou, simplesmente, não lhes é favorável.

Em 2006, Isaltino Morais – então na primeira passagem como presidente da Câmara de Oeiras – não gostou da manchete que o semanário Sol lhe dedicou, segundo a qual o Ministério Público lhe tinha apreendido a vivenda de férias que tinha em Alagoa (Algarve), “para evitar que fosse vendida”. O jornal citava a acusação do processo Isaltino Morais e referia que a vivenda lhe teria sido “oferecida pelo empresário João Algarvio” em alegada troca pela autorização de aumento da área de construção de um edifício em Oeiras.

Apesar de se tratar do documento da acusação, Isaltino Morais não gostou, chamou “pasquim” ao jornal Sol e acusou os jornalistas responsáveis pela peça de serem pagos pelo então líder do PSD, Marques Mendes.

“É que Ana Abrunhosa acusou um jornalista da Delegação Centro da agência “de fazer política” quando escreveu uma peça a dar conta de que a Casa de Cinema de Coimbra estava em risco de fechar, por falta de obras da câmara.”
Leonel de Castro / Global Imagens

Em 2011, Isaltino foi a julgamento por difamação dos quatro jornalistas do Sol. Dois anos depois foi detido para cumprir pena de prisão por crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. Hoje, é novamente autarca em Oeiras.

Os excessos de autarcas com a imprensa não são uma coisa do passado. E acusar os jornalistas de estarem ao serviço dos opositores e de propagarem fake news não é apanágio de líderes políticos do outro lado do Atlântico. Basta olhar para Coimbra.

A recente guerra da presidente da Câmara de Coimbra contra a Agência Lusa tem contornos semelhantes, mas um desfecho mais perturbador.

É que Ana Abrunhosa acusou um jornalista da Delegação Centro da agência “de fazer política” quando escreveu uma peça a dar conta de que a Casa de Cinema de Coimbra estava em risco de fechar, por falta de obras da câmara.

Ao contrário de outros órgãos, a Lusa não tem por hábito escrever com base em fontes anónimas. Apenas o faz, com extremo cuidado, quando esta é a única opção para noticiar um tema de manifesto interesse público. E, tal como outros meios, rodeia-se de todos os cuidados, incluindo ter duas fontes não-relacionadas entre si a confirmarem a informação e cumprir o estrito exercício do contraditório.

Na peça em causa, não houve fontes em off. O jornalista João Gaspar citou directamente declarações do coordenador da Casa de Cinema de Coimbra, Tiago Santos. É este responsável quem coloca a hipótese de a estrutura cultural fechar se a Câmara não fizer obras.

“A presidente da Câmara de Coimbra não só disse que o jornalista da Lusa tem uma agenda política, como sinalizou à direcção da agência que, consigo na presidência, aquele jornalista não mais receberá informações da autarquia. Em suma: que será, a partir de hoje, uma espécie de proscrito.”

Para cumprir as regras da agência, João Gaspar confrontou a Câmara de Coimbra com a informação que tinha e esperou pelas respostas. Esperou nove dias. E as respostas nunca chegaram. Mesmo assim, antes de publicar a notícia, ainda fez uma última tentativa, contactando directamente a responsável de Comunicação da Câmara.

Para a Câmara de Coimbra, isto não foi suficiente. Ana Abrunhosa veio a público afirmar que iria “retirar a confiança” ao repórter da Lusa. E acrescentou uma acusação: “Se o jornalista quer fazer política, deve entregar a Carteira de Jornalista.”

Ou seja, a presidente da Câmara de Coimbra não só disse que o jornalista da Lusa tem uma agenda política, como sinalizou à direcção da agência que, consigo na presidência, aquele jornalista não mais receberá informações da autarquia. Em suma: que será, a partir de hoje, uma espécie de proscrito.

Das duas uma: ou é uma tentativa de afastar o jornalista incómodo da cobertura de Coimbra ou, em alternativa, é uma tentativa de condicionar o seu trabalho daqui em diante. As duas são más e censuráveis.

Três notas finais.

Primeira. Os jornalistas não são florzinhas. Estão habituados a sofrer e a resistir a este tipo de pressões. E a outras, algumas bastante piores. Faz parte do trabalho.

Segunda. Desconheço se há algum historial de “má água” ou incidentes anteriores entre Ana Abrunhosa e o jornalista da Lusa a quem quis “retirar a confiança”. Mas o ónus de o provar está agora do lado da autarca.

Terceira. Fui jornalista da Lusa durante 15 anos. Até ao momento, não vi neste caso qualquer violação das regras da agência por parte do autor da peça. Acredito que, além de cumprir todas as regras deontológicas, os jornalistas devem estar disponíveis para aceitar o mesmo escrutínio que exercem sobre detentores de cargos públicos, sobre instituições ou empresas.

É isso que gera a confiança de quem nos lê, vê ou escuta. E é uma confiança que não se tira por decreto.

Diário de Notícias
Nuno Vinha
Director-adjunto do Diário de Notícias
13.04.2026

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356: Temperaturas voltam a subir e podem chegar aos 28º no final da próxima semana

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // BOM TEMPO

Para segunda-feira ainda se prevê chuva fraca, mas ao longo da semana irá “ocorrer uma subida gradual” da temperatura, segundo a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Rui Oliveira/Global Imagens

O início da próxima semana ainda será de chuva fraca, mas prevê-se um aumento das temperaturas, que podem chegar perto dos 30º na sexta-feira (17 de Abril), segundo a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Na próxima semana, no continente, haverá chuva fraca na segunda e terça-feira feira, em especial no litoral oeste, com possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela na segunda-feira”, indica a previsão do IPMA.

Espera-se depois “ausência de precipitação” e a subida das temperaturas. “Após uma diminuição significativa dos valores da temperatura no fim de semana, irá ocorrer uma subida gradual ao longo da semana, ficando acima dos valores médios para esta altura do ano em todo o território com excepção da faixa costeira ocidental”, refere o IPMA para a semana de 13 a 19 de Abril.

Assim sendo, espera-se que os termómetros cheguem aos 9 e 19°C na terça-feira, mas na sexta-feira prevê-se que a temperatura máxima oscile entre os 18 e 28 °C.

Na semana seguinte, de 20 a 26 de Abril, no que se refere à temperatura média, prevê-se “uma anomalia positiva (+0.5°C a +1.5°C) para quase todo o território, excepto para as regiões do litoral Centro e Algarve”. “Existe uma probabilidade entre 30 e 50% de a temperatura média semanal ser superior ao normal”, indica ainda o boletim de previsão mensal do IPMA.

Diário de Notícias
Susete Henriques
11.04.2026

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355: Alerta: NSA e autoridades europeias recomendam reinício semanal dos routers para travar espionagem russa

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INTERNACIONAL // ESPIONAGEM RUSSONAZI

Campanha do grupo APT28 utiliza vulnerabilidades em equipamentos populares na Europa, como a TP-Link, para criar redes de vigilância indetectáveis.

Ilustração / Infografia: RSF / Gemini AI

O que parece um gesto simples de manutenção técnica é agora uma recomendação de segurança nacional. A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla original), em coordenação com o FBI e agências de cibersegurança europeias, emitiu um alerta urgente: todos os utilizadores domésticos e de pequenos escritórios devem reiniciar os seus routers de Internet pelo menos uma vez por semana.

A medida visa combater uma campanha global de ciberespionagem levada a cabo pelo grupo APT28 (também conhecido como Fancy Bear), uma unidade de elite da espionagem militar russa (GRU). Este grupo tem estado a ‘recrutar’ silenciosamente routers em toda a Europa para criar uma infra-estrutura de ataque que permite o roubo de dados bancários, credenciais de acesso e a monitorização de comunicações privadas.

Embora o alerta tenha contornos globais, a Europa encontra-se numa posição de vulnerabilidade particular devido à saturação de marcas de hardware específicas. Relatórios técnicos recentes indicam que os atacantes estão a explorar activamente falhas em dispositivos da TP-Link, uma das marcas mais vendidas no mercado europeu. Mas na realidade todos os routers estão em risco.

Modelos antigos na mira

As agências de cibersegurança do Reino Unido (NCSC) e da União Europeia (ENISA) alertam que modelos mais antigos e populares, como o TP-Link WR841N, são os mais vulneráveis. Por serem aparelhos que raramente recebem actualizações automáticas, muitos utilizadores continuam a usar versões de software com anos de atraso, deixando a “porta aberta” para a espionagem estatal.

A investigação detalha que os atacantes estão a tirar partido da vulnerabilidade CVE-2023-50224. Esta falha de segurança permite que hackers externos contornem a autenticação do router através de pedidos HTTP maliciosos, ganhando acesso total às configurações do aparelho.

Uma vez dentro do sistema, o grupo Fancy Bear altera as definições de DNS. Na prática, isto significa que um utilizador em Portugal, ao tentar aceder ao seu e-mail ou portal bancário, pode ser redireccionado para uma página falsa sem qualquer aviso, permitindo o roubo imediato de credenciais.

Ao comprometer os aparelhos, os agentes russos conseguem contornar firewalls tradicionais, uma vez que o tráfego malicioso parece originar-se de um endereço IP doméstico legítimo em cidades como Lisboa, Madrid ou Berlim.

Porquê fazer um reboot

A recomendação de reiniciar o equipamento não é um mito urbano. Grande parte do malware moderno utilizado em ataques de “zero-click” é não-persistente, o que significa que reside apenas na memória volátil (RAM) do router. Ao desligar e voltar a ligar o aparelho faz-se a limpeza de memória, pelo que o código malicioso que não conseguiu escrever-se no armazenamento permanente é eliminado, a interrupção de ciclos, quebrando assim a ligação activa entre o router e o servidor de comando dos hackers, bem como a actualização de defesas: muitos equipamentos procuram actualizações de firmware críticas durante o processo de arranque.

Proteger a rede em casa

Especialistas da ENISA (Agência da União Europeia para a Cibersegurança) reforçam que, além do reinício semanal, os utilizadores devem adotar três passos fundamentais:

– Desactivar a gestão remota, o que garante que o painel de controlo do router não é acessível a partir da Internet pública.

– Manter o firmware em dia: Fazer a verificação mensal se o fabricante lançou correcções de segurança.

– Substituir equipamento antigo (legacy): Routers com mais de 5 ou 6 anos que já não recebem actualizações devem ser substituídos, pois são portas abertas para intrusões.

Esta “higiene digital” é hoje em dia considerada essencial num cenário de guerra híbrida, onde o router da casa se pode tornar, sem que o utilizador perceba, uma ferramenta de espionagem de um país adversário.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira
11.04.2026

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354: Há quatro distritos sob aviso laranja no sábado e no domingo, avisa IPMA

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Os distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa vão estar no sábado e no domingo sob aviso laranja (o segundo mais grave) devido à previsão de agitação marítima, alertou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Chuva enche albufeiras (foto: PvProductions/ Freepik)
© AWAY magazine

O aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de três, aplicar-se-á a estes quatro distritos das regiões Centro e Lisboa de Portugal continental entre as 15:00 de sábado e as 09:00 de domingo, prevendo-se agitação marítima com “ondas de noroeste com 5 a 6 metros, podendo atingir 10 metros de altura máxima”, segundo o IPMA.

Entre hoje e segunda-feira, há aviso amarelo (o menos grave) para 11 dos 18 distritos de Portugal continental, incluindo precipitação, trovoada, vento e agitação marítima, de acordo com as recentes previsões meteorológicas, divulgadas ao início da tarde desta sexta-feira.

No dia de hoje, entre as 15:00 e as 21:00, os distritos de Évora, Setúbal e Beja vão estar sob aviso amarelo por precipitação, com “aguaceiros, que localmente podem ser fortes e de granizo, e acompanhados de rajadas”, e por trovada, que se prevê frequente e dispersa, informou o IPMA.

O aviso amarelo por vento aplicar-se-á a partir das 06:00 de sábado e até às 12:00 de domingo nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, com a previsão de rajadas até 90 quilómetros por hora.

Além de aviso laranja por agitação marítima para quatro distritos, há aviso amarelo relativamente à previsão de ondas “com 4 a 5 metros”, entre as 12:00 de sábado e as 00:00 de segunda-feira, para 10 distritos do continente, nomeadamente Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, que são os mesmos que serão afectados pelo vento.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica, enquanto o aviso laranja é emitido sempre que existe uma situação meteorológica de risco moderado a elevado.

Away
Agência Lusa
10.04.2026

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353: Entre Moscovo, Washington e Bruxelas: a estratégia política de Orbán

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🇵🇹 OPINIÃO

Os eleitores húngaros decidirão no domingo, 12 de Abril, que forças políticas poderão formar uma maioria no Parlamento Nacional e, consequentemente, quem será o futuro primeiro-ministro do país. O resto da Europa aguarda ansiosamente pelo desfecho desta eleição.

Viktor Orbán, que está à frente do governo desde 2010, quer obter o seu quinto mandato consecutivo. Orbán, que joga em três tabuleiros simultaneamente – no russo de Putin, no americano de Trump e no europeu de Bruxelas – tem explorado sistematicamente cada um deles para maximizar as suas hipóteses de reeleição.

Ele representa uma forma contemporânea de autoritarismo político, exercido dentro de um quadro institucional formalmente democrático. Trata-se, segundo vários analistas, de um dos exemplos mais claros de uma política centrada no poder quase absoluto do chefe, um fenómeno antigo que está a renascer no espaço europeu, em paralelo com o que se passa noutras partes do globo.

As astúcias que tem utilizado são várias. Os distritos eleitorais foram redesenhados de forma a maximizar o peso relativo dos votos rurais, onde o seu partido, o Fidesz, controla mais facilmente o eleitorado. Em sentido inverso, o peso dos votos urbanos, que tradicionalmente vão no sentido da oposição, foi diluído. Aboliu o limite de gastos em campanha, o que beneficia de forma desproporcionada o partido presentemente no governo, ou seja, o Fidesz, que, segundo as conclusões de vários analistas, utiliza recursos do Estado como se fossem dinheiro próprio.

Esse é, aliás, um padrão recorrente de confusão deliberada entre recursos públicos e interesses partidários e privados. Diversos relatórios e análises têm assinalado que os fundos públicos, além de servirem para enriquecer quem está no poder, são utilizados como dinheiro vivo na arregimentação de suporte nas zonas rurais.

Mais ainda. O poder actual tornou mais fácil o registo dos húngaros residentes no estrangeiro, que tradicionalmente o apoiam. Controla directa ou indirectamente cerca de 90% da comunicação social, manipula as redes sociais, tudo com o objectivo de fazer passar a mensagem que o candidato da principal força opositora, Péter Magyar, seria um pau-mandado de Ursula von der Leyen e de Volodymyr Zelensky.

A Administração Trump apoia abertamente Viktor Orbán. O vice-presidente JD Vance, um político estranhamente ideológico e profundamente retrógrado, esteve há dias na Hungria. Interveio descaradamente no processo eleitoral de um país da UE. Deve haver coragem para dizer que uma ingerência desse género é um ato inaceitável.

Vance veio apoiar um líder europeu que tem ligações muito especiais com Vladimir Putin. O presidente russo tem no topo da sua agenda política a destruição da UE e da NATO. É um político que se afirma como nosso inimigo e que ameaça seriamente o nosso espaço democrático.

Orbán é um Cavalo de Troia de Putin, como acaba de ser equacionado pelo Washington Post. Segundo este prestigiado diário norte-americano, há relatos credíveis e abalizados por múltiplas fontes europeias de que o governo húngaro mantém o Kremlin informado, em tempo real, do que se discute nas reuniões de alto nível que decorrem em Bruxelas.

Por exemplo, há alegações credíveis, publicadas por meios de comunicação importantes e citadas por fontes de inteligência política, de que dirigentes húngaros aproveitariam as pausas das sessões do Conselho Europeu para telefonarem a Sergey Lavrov, com o intuito de obter instruções directas de Moscovo.

Por outro lado, suspeita-se que a NATO deixou de partilhar certos planos militares estratégicos com a Hungria. Existiria o receio de que o governo de Orbán possa comprometer segredos da Aliança no que respeita à defesa da Ucrânia.

Donald Tusk, o primeiro-ministro polaco, considera Orbán e a sua clique uma ameaça directa contra a segurança da UE e dos seus Estados-membros. A opinião de Tusk, que foi presidente do Conselho Europeu e está à cabeça de um país que conhece bem as práticas subterrâneas do Kremlin, não pode ser ignorada, nem varrida para debaixo do tapete, como certos políticos têm o hábito de fazer.

Um dos acontecimentos mais característicos da maneira ardilosa de operar de Orbán e de Putin consistiu na tentativa, que muitos atribuem aos serviços secretos russos, de procurar preparar, nas vésperas das eleições, um falso atentado contra um oleoduto ou contra Orbán. A intenção seria clara: atribuir esses “crimes encenados” à oposição, supostamente a soldo de Zelensky e do estrangeiro, e aumentar assim emotivamente as chances de uma vitória de Orbán, o “verdadeiro” defensor da pátria.

Os partidos europeus aliados do Fidesz formam uma das famílias mais reaccionárias do Parlamento Europeu: os Patriotas pela Europa. Na verdade, não têm nenhum sentimento patriótico, nem de defesa dos valores europeus. Democracia com ética na vida pública não é com eles.

Não acreditam na importância vital da coesão na União Europeia e tudo fazem para a minar. Essa família política inclui o Rassemblement National ou RN de Marine Le Pen (França), o VOX (Espanha), a Liga (Itália) e os partidos ultranacionalistas e xenófobos da Chéquia, da Áustria, dos Países Baixos, e da Eslováquia, e até o Chega de Portugal, para citar apenas alguns dos mais radicais.

O perigo maior vem de França: se o RN vencesse as eleições presidenciais de 2027, os Patriotas pela Europa estariam em melhores condições de ajudar a conseguir o que o Kremlin e o movimento MAGA de Donald Trump tanto ambicionam – fazer implodir a União Europeia.

É fundamental que a oposição húngara obtenha a maioria no domingo. Mais do que uma anomalia, o caso Orbán expõe uma fragilidade europeia persistente: a dificuldade em defender a democracia quando o seu esvaziamento ocorre a partir do interior das próprias instituições ou dos Estados-membros.

Diário de Notícias
Victor Ângelo
Conselheiro em Segurança Internacional. Ex-secretário-geral-adjunto da ONU
10.04.2026

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- Neste Blogue, escreve-se em Português 🇵🇹 de Portugal (não adulterado pela colonização do AO).

 

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352: “Se não têm pão, que comam brioches”

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🇵🇹 OPINIÃO

Desde 2020, sobretudo, que em Portugal temos assistido à escalada dos preços da habitação, dos bens alimentares essenciais, dos prémios de seguros de saúde e dos combustíveis. Se os primeiros aumentos foram, como é natural, sendo absorvidos sem muito queixume, quando há subidas sucessivas em cima de aumentos expressivos, o caso muda de figura.

A cada dia 1 de Janeiro, com ou sem factores (ou guerras) excepcionais que os expliquem, temo-nos deparado com o mesmo cenário: estamos a pagar cada vez mais por bens e serviços, enquanto os salários se mantêm desesperadamente iguais.

O leite e o arroz registaram subidas entre os 30% e os 60% (consoante o tipo e a marca), a carne de vaca está cerca de 50% mais cara, o frango regista subidas que podem chegar aos 45% e os ovos dispararam cerca de 70%.

Se olharmos para os legumes o cenário é igual, e o mesmo acontece em produtos como pasta de dentes que, por alguma razão, que não entendo, não entra num cabaz de bens essenciais.

Do lado dos impostos, as alterações que existem têm genericamente penalizado o consumidor que vê, ainda, os serviços públicos a deteriorarem-se: meses de espera para consultas de especialidade no SNS, escolas públicas com falhas estruturais e falta de professores, tribunais que desesperam qualquer pessoa que queira justiça. Os privados vão aproveitando a escassez de oferta pública, e também eles sobem preços: consultas privadas, escolas particulares, seguros de saúde… tudo está mais caro desde 2020, e a qualidade não tem acompanhado os aumentos.

“Dados da Segurança Social mostram que, no ano passado, 79,65% dos salários auferidos em Portugal eram iguais ou inferiores a 1500 euros brutos”

Infelizmente, do lado dos salários, o cenário é exactamente o oposto: apesar das subidas expressivas do aumento nominal, a pressão da inflação atirou os portugueses para uma situação que é insustentável a médio prazo: entre 2020 e 2025, houve perda real do poder de compra, e só em 2026 havia expectativa de que houvesse uma inversão. Pelo menos até os EUA decidirem que era boa ideia começar uma guerra no Médio Oriente, o que deverá atirar, mais uma vez, as famílias para dificuldades – se o que tem acontecido nos combustíveis for apenas o início, não se augura nada de bom.

Dados da Segurança Social mostram que, no ano passado, 79,65% dos salários auferidos em Portugal eram iguais ou inferiores a 1500 euros brutos. Creio que não é preciso saber muito de matemática para conseguir chegar à conclusão óbvia deste texto: se tudo o que precisamos de comprar aumenta de preço, mas o nosso salário se mantém (quando não diminuiu, graças à inflação), há uma impossibilidade técnica de os portugueses não estarem sempre a “viver acima das suas possibilidades”, como a OCDE gosta de sugerir que acontece por cá.

Em resumo, talvez um dia alguém (entre governantes, sindicatos, empresários e especialistas que ditam as regras) descubra a fórmula mágica que permite pagar renda, supermercado, saúde e combustível com salários que teimam em não acompanhar a realidade. Até lá, resta-nos o consolo de saber que, se o pão ficar demasiado caro, há sempre brioches.

Diário de Notícias
Margarida Vaqueiro Lopes
Editora-Executiva do Diário de Notícias
10.04.2026

Eu diria antes: “… se o pão ficar demasiado caro… passem fome!”

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