“Cocktail explosivo” explica severidade da Kristin. “Comboio de depressões” tem mais “duas carruagens a caminho”

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO KRISTIN

A violência das tempestades que têm marcado este inverno, com vento forte e chuva intensa, causou impacto em todo o país e, depois da Kristin, novas depressões no Atlântico podem voltar a trazer vento fortes. Mas os especialistas lembram que Invernos rigorosos fazem parte da variabilidade climática e não são, por si, anómalos.

Um cervo cercado pela água, junto a Coimbra
Reinaldo Rodrigues

Depois de vários dias marcados por vento muito forte, chuva intensa e forte agitação marítima, o tempo em Portugal deverá conhecer um período de maior acalmia. Ainda assim, o Atlântico continua sob vigilância. “Os próximos dias vão ser mais calmos, mas já há duas novas carruagens que estão no Atlântico”, afirma o climatologista Carlos Câmara, referindo-se ao “comboio de depressões” que tem assolado o país. Segundo o especialista, “o seu efeito em Portugal não vai ser antes de domingo, mas os modelos mostram que há possibilidade de se terem ventos intensos”. A incerteza mantém-se e o aviso é claro: “Ainda é cedo para se saber ao certo, mas há que estar atento ao que aí vem.”

As tempestades Ingrid, Joseph e Kristin que assolaram o país nos últimos dias inserem-se num contexto atmosférico que não é inaudito. Carlos Câmara sublinha que a percepção de excepcionalidade resulta, em grande parte, da forma como os fenómenos recentes são lembrados. “A nossa memória meteorológica é curta e estamos mais marcados pelos episódios de secas severas que têm sido a marca dos últimos anos”, refere.

Esta é a 5ª tempestade nomeada em Janeiro de 2026, com 4 delas a terem impacto em Portugal.  Em 2021 também se nomearam 5 tempestades em Janeiro.

Desvio da corrente de jacto afecta Atlântico Norte

Este inverno caracteriza-se por um desvio para sul da corrente de jacto, um elemento-chave da dinâmica atmosférica. “A corrente de jacto, como o nome indica, é uma região tubular de ar situada a mais de 10 km de altitude em que o vento é muito intenso (pode ultrapassar 300 km/h)”, explica. A sua importância é estrutural, uma vez que “é uma espécie de coluna vertebral da atmosfera, no sentido de que a sua posição e intensidade regula o movimento da atmosfera de grande escala”.

Quando a corrente de jacto se desloca para sul, como aconteceu este inverno, o efeito é directo no Atlântico Norte. “Quando a corrente de jacto se encontra deslocada para sul, favorece o percurso de depressões intensas no Atlântico, dirigindo-as para as latitudes da Península Ibérica”, explica o climatologista.

Daí a sucessão de sistemas depressivos. “Este inverno pauta-se por comboios de depressões, isto é, sequências de depressões umas a seguir às outras.” Algumas dessas depressões destacaram-se pela sua intensidade. “Algumas destas depressões merecem ser baptizadas (Ingrid, Joseph, Kristin), o que indica serem particularmente intensas.”

A tempestade Kristin foi a mais violenta do conjunto. “A Kristin destacou-se pelo facto de ter um centro de baixas pressões particularmente baixo”, explica Carlos Câmara, esclarecendo que isso significa que “o vento que roda em torno desse centro (…) é particularmente intenso”. A situação agravou-se porque “a pressão no centro baixou muito rapidamente”, um fenómeno designado como “ciclogénese explosiva”.

A este cenário juntou-se ainda outro factor decisivo. “Formou-se nessa depressão um ‘sting jet’, isto é, uma configuração que favorece rajadas de vento descendente com velocidades muito grandes e com impactos particularmente destrutivos.” No conjunto, resume, “trata-se daquilo a que é vulgar chamar um ‘cocktail explosivo’”.

Alterações climáticas contribuem para fenómenos “mais energéticos”

Sobre a ligação às alterações climáticas, Carlos Câmara distingue claramente os planos de análise. “Enquanto a meteorologia se preocupa com o estado do tempo e respeita a eventos isolados, a climatologia é uma ‘sociologia dos estados do tempo’ e preocupa-se com a organização dos diversos tipos de sistemas meteorológicos”, explica, salientando que esta abordagem se traduz em “valores de probabilidades de ocorrência de determinados eventos”.

Nesse contexto, o papel da acção humana é relevante. “O aumento de concentração dos gases com efeitos de estufa (devido à acção do homem) implica uma alteração do balanço da radiação”, afirma, explicando que daí resulta “um aumento de energia armazenada na atmosfera”, o que torna “mais provável a ocorrência de fenómenos mais energéticos e, por isso, mais destrutivos”.

No entanto, e apesar da violência dos episódios recentes, o climatologista deixa uma mensagem clara. “Invernos rigorosos são normais, fazem parte da variabilidade climática. Sempre existiram.”

Diário de Notícias
Alexandra Tavares-Teles
28.01.2026

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188: Autarca de Leiria fala em cenários semelhantes aos de uma guerra. Aumenta para cinco número de vítimas mortais

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Depressão Kristin: A A1 está ainda cortada no sentido sul-norte em vários pontos entre Torres Novas e Pombal.

O efeito do vento junto à A17
Reinaldo Rodrigues

Homem de 34 anos morreu no concelho da Marinha Grande

Um homem de 34 anos morreu hoje no concelho da Marinha Grande na sequência do mau tempo, divulgou a Câmara da Marinha Grande, o que eleva para cinco o número de vítimas mortais devido à depressão Kristin.

Numa informação enviada à agência Lusa, o Município da Marinha Grande informa que accionou hoje o Plano Municipal de Emergência, na sequência da passagem da depressão Kristin, pelo concelho, que provocou uma vítima mortal (um homem de 34 anos), uma dezena de feridos ligeiros, cerca de meia centena de desalojados e uma situação de destruição por todo o território”, anunciou a autarquia.

Fonte da autarquia disse à agência Lusa que a morte ocorreu na freguesia de Vieira de Leiria.

Lusa

A1 cortada no sentido Norte-Sul entre Pombal e Leiria

A Autoestrada 1 (A1) no sentido Norte-Sul, entre os nós de Pombal e Leiria, encontrava-se cortada pelas 19:00 de hoje, enquanto no sentido inverso, entre Torres Novas e Leiria, o trânsito foi reaberto, indicou fonte da Brisa.

Em comunicado, concessionária indicou o corte na circulação, estando o trânsito a ser desviado pela saída de Pombal (IC8/A17), sem acrescentar mais detalhes.

A Brisa referiu ainda, na mesma nota, que no sentido inverso, sul-norte, o trânsito já estava reaberto.

Antes, fonte da Brisa tinha adiantado que, pelas 17:10, tinha sido reaberta a circulação na A1 entre os nós de Pombal e Leiria e que se mantinha cortado no sentido inverso entre Torres Novas e Leiria.

Pelas 14:00 fonte oficial da Guarda Nacional Republicana (GNR) indicou à Lusa que a circulação na A1 decorria “com dificuldades e corte de via entre o nó de Torres Novas e Pombal”, afectando “ambos os sentidos” para a realização de “trabalhos de limpeza da via” pela queda de árvores.

Lusa

Escolas de Soure encerradas na quinta-feira

As escolas em Soure, no distrito de Coimbra, vão manter-se encerradas na quinta-feira, na sequência da passagem da depressão Kristin, anunciou a Câmara.

“Os estabelecimentos escolares da rede pública manter-se-ão encerrados no dia de amanhã (quinta-feira), por precaução e para se proceder aos trabalhos de limpeza e manutenção necessários”, informou a Câmara Municipal de Soure, numa publicação nas suas redes sociais.

A autarquia activou hoje o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil face aos efeitos provocados pela depressão Kristin no concelho de Soure.

Segundo o município, não existe previsão para o restabelecimento total do fornecimento de energia eléctrica e apenas algumas operadoras de comunicações móveis se encontram a funcionar, “existindo ainda muitas falhas”.

“Não há previsão para a normalização do serviço”.

Todas as ligações viárias principais estão desobstruídas, mantendo-se cortada a ligação entre Soure e Sobral/Simões, na zona da Corredoura.

“A Linha do Norte ainda não está operacional, mas as equipas estão a trabalhar no local”.

Na sequência da falha da rede eléctrica, não há água, sendo que a Câmara Municipal apelou ao uso racionado de água.

É recomendado que a população que evite deslocações desnecessárias.

Lusa

AHRESP acompanha empresas atingidas pela depressão Kristin

A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal disse hoje que estava a acompanhar a situação das empresas dos sectores sob a sua responsabilidade afectadas pela depressão Kristin e a recolher informação sobre os prejuízos, segundo um comunicado.

A associação “está a acompanhar de perto a situação das empresas dos sectores da restauração e similares e do alojamento turístico atingidas por esta intempérie”, disse em comunicado.

Segundo a entidade, “em muitos territórios, estes estabelecimentos são estruturas essenciais de apoio à vida local e à economia regional, pelo que os danos sofridos representam perdas empresariais, assim como impactos sociais e territoriais relevantes”.

Através da sua rede de delegações regionais, a associação está “a recolher informação sobre os prejuízos registados e as necessidades mais urgentes das empresas afectadas”, e mantém contacto com entidades regionais e nacionais para avaliar medidas de apoio aos territórios atingidos.

A AHRESP apela ainda para o “cumprimento rigoroso das orientações das autoridades por parte de residentes e visitantes, reforçando a importância da segurança neste momento”.

Lusa

Actividade lectiva retomada em Vila Nova de Poiares na quinta-feira com excepções

A actividade lectiva é retomada na quinta-feira em Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, mas não para todos os anos de escolaridade.

A decisão foi anunciada num aviso conjunto da Câmara Municipal e do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares, publicado nas redes sociais, na sequência da activação do Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil e após uma avaliação detalhada da situação nas várias escolas do Agrupamento.

Na quinta-feira, haverá actividade lectiva para as crianças do Jardim de Infância, alunos do 1.º ciclo do ensino básico e do 5.º ano, assim como para os alunos do ensino secundário (10.º, 11.º e 12.º anos dos Cursos Científico-Humanísticos e dos Cursos Profissionais).

Não haverá actividades lectivas para todos os alunos do 6.º, 7.º, 8.º e 9.º anos.

Prevê-se que, na sexta-feira, “estejam reunidas todas as condições para o normal funcionamento da escola sede, com a presença de todos os alunos”.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares activou hoje o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil, “que visa garantir a mobilização rápida e eficaz de meios e recursos, reforçar a coordenação das entidades envolvidas e assegurar uma resposta pronta a eventuais ocorrências no concelho”.

No concelho, a ocorrência mais significativa verificou-se na Escola Dr. Daniel de Matos, onde os telhados de dois pavilhões foram arrancados pela força do vento.

Lusa

Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca, Rui Frias, David Pereira
28.01.2026

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185: Elevado estado de prontidão especial para o nível máximo na orla costeira entre Setúbal e Viana do Castelo

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO KRISTIN

Prevê-se agravamento do estado do tempo para a próxima madrugada, com rajadas de vento que podem atingir os 150/160 km/h. Nova depressão Kristin tem um “potencial destrutivo muito significativo”.

LUÍS FORRA/LUSA

A previsão de agravamento do estado do tempo para a próxima madrugada, devido a uma nova depressão meteorológica, Kristin, levou a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) a elevar esta terça-feira, 27 de Janeiro, o estado de prontidão para o nível 4 (o máximo) para a orla costeira, entre Setúbal e Viana do Castelo.

Tendo em conta a informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Protecção Civil referiu-se à nova depressão como um “fenómeno complexo”, com “elevado potencial para afectar a segurança de pessoas e bens”.

Nesse sentido, “durante esta manhã, reunimos extraordinariamente o centro de coordenação operacional nacional com os vários agentes de protecção civil e entidades que cooperam connosco e decidimos elevar o estado de prontidão especial para o nível 4 para toda a orla costeira, entre Setúbal e Viana do Castelo”, disse José Ribeiro, segundo comandante nacional da Proteção Civil, em conferência de imprensa.

O responsável explicou que o estado de prontidão especial nível 4 “é o máximo que temos no nosso sistema”. “Significa uma prontidão de até 100% dos dispositivos num prazo de 12 horas”, afirmou.

Maior impacto da nova depressão será entre as 03h00 e as 06h00. Tem “potencial destrutivo muito significativo”

Prevê-se que o maior impacto desta nova depressão meteorológica, denominada de Kristin, será sentido entre as 03h00 e as 06h00 de quarta-feira.

José Manuel Moura, presidente da ANEPC, explicou que “o impacto desta ciclo-génese explosiva, como foi explicado pelo IPMA, vai afectar a vulnerabilidade das redes, seja rodoviária, ferroviária, rede eléctrica, rede de transportes”. “De uma forma ou de outra vai sempre afectar com algum impacto este tipo de meios”, acrescentou.

Recomendou a adequada fixação de estruturas soltas, como andaimes, placards. “É fundamental para ventos desta ordem de grandeza, que podem atingir os 150/160 kmh, a ciclo-génese explosiva em contacto com a terra tem um potencial de dano muito significativo num curto espaço de tempo”, sublinhou o presidente da ANEPC.

O foco das autoridades está agora na depressão Kristin, que tem um “potencial destrutivo muito significativo”, indicou José Manuel Moura.

O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, será a zona de maior risco à passagem da depressão Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o IPMA qualificou como “ciclo-génese explosiva”, termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.

Durante a última noite, foram registadas 490 ocorrências, entre as 00:00 e as 07:45 relacionadas com o mau tempo, a maioria na região metropolitana do Porto e principalmente quedas de árvores.

“Entre as 00:00 e as 07:45 de hoje foram registadas um total 490 ocorrências relacionadas com esta meteorologia adversa, sendo que a região Metropolitana do Porto foi a mais afectada e as ocorrências mais significativas estão relacionadas com quedas de árvores e inundações”, disse à Lusa Paulo Santos, da ANEPC, realçando não haver registo de vítimas ou danos de maior.

Na Área Metropolitana do Porto foram registadas 141 ocorrências, na Grande Lisboa 35, na região Oeste 22, Alentejo 24 e Alentejo 16, estando as restantes espalhadas por outras regiões do continente.

“Durante a noite foram empenhados 1694 operacionais e 641 meios terrestres”, disse.

Dez mil clientes sem energia eléctrica às 11h30

A E-Redes informou, entretanto, que dez mil clientes, a maioria nas regiões centro e norte litoral, estavam às 11h30 de hoje sem energia eléctrica, estando mobilizados no terreno mais de 400 operacionais, segundo informação enviada pela empresa à Lusa.

“A E-Redes tem mobilizados 400 operacionais no terreno, tendo todas as equipas mobilizadas para um reforço para fazer face a eventuais agravamentos no impacto na rede de distribuição”, indica a empresa.

Num comunicado anterior, às 09h00, a empresa tinha indicado que oito mil clientes estavam sem energia por causa das condições meteorológicas adversas.

Ponte sobre o rio Zêzere cortada ao trânsito na Pampilhosa da Serra

A Câmara da Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra, interrompeu temporariamente a circulação na ponte que liga Porto de Vacas a Janeiro de Cima devido ao aumento do caudal do rio Zêzere.

“As equipas da Protecção Civil e dos serviços municipais encontram-se no terreno a acompanhar a situação e a desenvolver todos os esforços necessários para repor, com segurança, as condições normais de circulação”, referiu o município.

A autarquia, através da Protecção Civil Municipal, alertou ainda para a subida dos caudais dos rios Zêzere, Unhais e Ceira, que poderão originar ocorrências e situações excepcionais em algumas zonas do concelho.

Zona ribeirinha da Régua encerrada

A Câmara Municipal do Peso da Régua emitiu um aviso à população, dando conta que a zona ribeirinha está encerrada devido à subida do nível do rio Douro. “A ciclovia, o Cais da Régua e o Cais da Junqueira encontram-se temporariamente encerrados, por motivos de segurança”, informou a autarquia.

O município pede que seja respeitada “a sinalização existente no local” e que não sejam ultrapassadas as barreiras de protecção.

Mais de 20 estradas nacionais e municipais fechadas

Vinte e cinco vias nacionais e municipais estavam às 07:00 desta terça-feira interditadas por inundação ou desmoronamento nas regiões do norte e centro, devido ao mau tempo, segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Segundo dados enviados à Lusa pela GNR, estão interditadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 9-1 (Estrada da Lagoa Azul) no Linhó, concelho de Sintra, EN 10 Torres do Mondego, em Coimbra, EN 262 em São Romão do Sado, em Setúbal, e EN 365 na Golegã, em Santarém.

Estão também suspensas à circulação a EN 3-2 em Valada, no Vale de Santarém, EN 8-2 em Casal Lourim, na Lourinhã, EN 205-1, em Rio Tinto, em Braga, e EN 301 em Argela, em Viana do Castelo, e EN 358-2 em Constância, no distrito de Santarém.

De acordo com a GNR, estão igualmente fechadas vias na Serra da Estrela, a Nacional 102, ao quilómetro (km) 53,4, em Torre de Moncorvo (Bragança), EN 316 ao quilómetro 37, em Macedo de Cavaleiros (Bragança), a Estrada Municipal (EM) 511 em Merujal (Arouca), EM 1227 Noninha em Arouca, ER 326 em Cando, ER 311, Rio Douro, Cabeceiras de Basto e Várzea (Braga).

Estão ainda fechadas a EM 1133, Estrada de Santo António, em Riba de Mouro (Viana do Castelo), EN 110 km 4,8 entre Penacova e Coimbra, EM 1416 em Moradias, Pampilhosa da Serra, EM 547 em Alto do Fajão, Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), EN 344 em Castanheira da Serra (Coimbra), EM 1355 em Covanca, em Pampilhosa da Serra, EN 236 em Casal Novo (Coimbra), e EM 1374 em Barrica Grande-Portela de Unhais (Covilhã).

Na segunda-feira, foram registadas mais de 700 ocorrências, até às 20:00, devido ao mau tempo em Portugal continental, que afectaram sobre tudo a região Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, levando ao realojamento de uma família no concelho de Oeiras.

Um deslizamento de terras colocou em perigo uma habitação em Porto Salvo, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, levando ao realojamento de uma família de dois adultos e três crianças pela autarquia, adiantou na segunda-feira à Lusa Pedro Araújo, oficial de operações da ANEPC.

Num balanço à Lusa, Pedro Araújo referiu que o Norte foi a região mais afectada com 237 ocorrências, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (215) e Centro (214).

Aveiro, Porto e Coimbra sob aviso vermelho na quarta-feira devido a rajadas de vento que podem atingir os 140 km/h

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Joseph por Portugal continental, tendo emitido vários avisos.

Devido aos efeitos da depressão Joseph, o IPMA colocou os distritos de Aveiro, Porto e Coimbra sob aviso vermelho entre as 03:00 e as 06:00 de quarta-feira por causa do vento forte com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h).

O Instituto já tinha agravado na segunda-feira para vermelho os avisos devido à agitação marítima e para laranja devido à queda de neve, devido aos efeitos da depressão Joseph na passagem por Portugal continental.

Todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo por causa do vento forte com rajadas até 80 quilómetros por horas, sendo até 100 nas terras altas, até às 15:00 de hoje e depois na quarta-feira.

Os 18 distritos estão igualmente sob aviso amarelo entre as 03:00 e as 09:00 de quarta-feira devido à previsão de chuva por vezes forte.

Diário de Notícias
Susete Henriques, Agência Lusa
27.01.2026

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184: Mau tempo. Inundações, quedas de árvores e mais de 20 estradas fechadas

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

A Protecção Civil registou quase 500 ocorrências, entre a meia noite e as 07h45. A região Metropolitana do Porto foi a mais afectada pelos efeitos da depressão Joseph.

LUÍS FORRA/LUSA

A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) registou 490 ocorrências, entre as 00:00 e as 07:45 relacionadas com o mau tempo, a maioria na região metropolitana do Porto e principalmente quedas de árvores.

“Entre as 00:00 e as 07:45 de hoje foram registadas um total 490 ocorrências relacionadas com esta meteorologia adversa, sendo que a região Metropolitana do Porto foi a mais afectada e as ocorrências mais significativas estão relacionadas com quedas de árvores e inundações”, disse à Lusa Paulo Santos, da ANEPC, realçando não haver registo de vítimas ou danos de maior.

Na Área Metropolitana do Porto foram registadas 141 ocorrências, na Grande Lisboa 35, na região Oeste 22, Alentejo 24 e Alentejo 16, estando as restantes espalhadas por outras regiões do continente.

“Durante a noite foram empenhados 1694 operacionais e 641 meios terrestres”, disse.

Oito mil clientes no continente sem energia eléctrica pelas 09h00

A E-Redes informou, entretanto, que oito mil clientes estavam às 09h00 desta terça-feira sem energia eléctrica em várias zonas de Portugal continental devido ao mau tempo provocado pela passagem da depressão Joseph, disse à Lusa fonte da empresa.

Em comunicado, a E-Redes informa que a rede eléctrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas, indicando que às 01:00 de hoje cerca de 40 mil clientes estavam sem energia, sendo o distrito de Viana do Castelo o mais visado.

As equipas operacionais da E-Redes têm estado mobilizadas na resolução das avarias que se registaram na média e baixa tensão.

“Nesta altura, 09h00, estão 8.000 clientes sem energia, mantendo-se o dispositivo operacional no terreno a reparar todas as situações pendentes”, é referido ainda na nota.

Mais de 20 estradas nacionais e municipais fechadas

Vinte e cinco vias nacionais e municipais estavam às 07:00 desta terça-feira interditadas por inundação ou desmoronamento nas regiões do norte e centro, devido ao mau tempo, segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Segundo dados enviados à Lusa pela GNR, estão interditadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 9-1 (Estrada da Lagoa Azul) no Linhó, concelho de Sintra, EN 10 Torres do Mondego, em Coimbra, EN 262 em São Romão do Sado, em Setúbal, e EN 365 na Golegã, em Santarém.

Estão também suspensas à circulação a EN 3-2 em Valada, no Vale de Santarém, EN 8-2 em Casal Lourim, na Lourinhã, EN 205-1, em Rio Tinto, em Braga, e EN 301 em Argela, em Viana do Castelo, e EN 358-2 em Constância, no distrito de Santarém.

De acordo com a GNR, estão igualmente fechadas vias na Serra da Estrela, a Nacional 102, ao quilómetro (km) 53,4, em Torre de Moncorvo (Bragança), EN 316 ao quilómetro 37, em Macedo de Cavaleiros (Bragança), a Estrada Municipal (EM) 511 em Merujal (Arouca), EM 1227 Noninha em Arouca, ER 326 em Cando, ER 311, Rio Douro, Cabeceiras de Basto e Várzea (Braga).

Estão ainda fechadas a EM 1133, Estrada de Santo António, em Riba de Mouro (Viana do Castelo), EN 110 km 4,8 entre Penacova e Coimbra, EM 1416 em Moradias, Pampilhosa da Serra, EM 547 em Alto do Fajão, Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), EN 344 em Castanheira da Serra (Coimbra), EM 1355 em Covanca, em Pampilhosa da Serra, EN 236 em Casal Novo (Coimbra), e EM 1374 em Barrica Grande-Portela de Unhais (Covilhã).

Na segunda-feira, foram registadas mais de 700 ocorrências, até às 20:00, devido ao mau tempo em Portugal continental, que afectaram sobre tudo a região Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, levando ao realojamento de uma família no concelho de Oeiras.

Um deslizamento de terras colocou em perigo uma habitação em Porto Salvo, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, levando ao realojamento de uma família de dois adultos e três crianças pela autarquia, adiantou na segunda-feira à Lusa Pedro Araújo, oficial de operações da ANEPC.

Num balanço à Lusa, Pedro Araújo referiu que o Norte foi a região mais afectada com 237 ocorrências, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (215) e Centro (214).

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) agravou na segunda-feira para vermelho os avisos devido à agitação marítima e para laranja devido à queda de neve, devido aos efeitos da depressão Joseph na passagem por Portugal continental.

Todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo por causa do vento forte com rajadas até 80 quilómetros por horas, sendo até 100 nas terras altas.

Devido aos efeitos da depressão Joseph, o IPMA colocou os distritos de Aveiro, Porto e Coimbra sob aviso vermelho entre as 03:00 e as 06:00 de quarta-feira por causa do vento forte com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h).

Os 18 distritos estão igualmente sob aviso amarelo entre as três e as nove horas de quarta-feira devido à previsão de chuva por vezes forte.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27.01.2026

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182: Tempestade Joseph traz dias críticos com cheias, rajadas fortes e agitação marítima

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // TEMPESTADE JOSEPH

Amanhã, 27 de Janeiro, será novamente um dia de risco elevado. A tempestade Joseph está a provocar um agravamento significativo do estado do tempo em Portugal continental, nos Açores e na Madeira, com chuva intensa, vento forte e mar muito agitado, levando a Protecção Civil a emitir avisos meteorológicos e a reforçar os apelos à população.

DR

A tempestade Joseph continua a agravar o quadro meteorológico em Portugal, estendendo os seus efeitos do continente aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, num cenário marcado por chuva persistente, vento forte e agitação marítima severa. As autoridades mantêm avisos activos e reforçam os apelos à população para a adopção de comportamentos preventivos, numa semana que se antevê particularmente exigente.

No continente, a conjugação dos efeitos da depressão Ingrid com a chegada da tempestade Joseph está a provocar uma acumulação significativa de precipitação, sobretudo no Norte. A região do Minho permanece sob especial vigilância, enquanto ao longo de toda a Via Navegável do Douro vigora um aviso amarelo devido ao risco de cheias. A forte agitação marítima, associada aos períodos de preia-mar e às eventuais descargas da Barragem de Crestuma, poderá provocar alagamentos em zonas ribeirinhas e galgamentos costeiros, com impactos em vias rodoviárias e infra-estruturas.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê que segunda, 26, e terça-feira, 27 de Janeiro, sejam os dias mais críticos, com chuva por vezes intensa a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, vento forte e rajadas significativas. Em Lisboa, estão activos avisos amarelos de precipitação, vento e agitação marítima, com rajadas até 80 km/h e ondas entre 4 e 5 metros, criando condições propícias a ocorrências como quedas de árvores, danos em estruturas e perturbações nos transportes.

Nos Açores, a situação é ainda mais severa. O IPMA elevou para aviso vermelho o estado do tempo nos grupos Ocidental e Central, face à intensidade da tempestade, que tem provocado ventos muito fortes, chuva persistente e mar extremamente agitado, obrigando a medidas excepcionais de protecção civil.

A partir de terça-feira, 27 de Janeiro, será a vez do arquipélago da Madeira sentir de forma directa os efeitos da depressão Joseph. Segundo o IPMA, estão previstos períodos de chuva, mais intensos nas terras altas da ilha da Madeira, passando a regime de aguaceiros ao longo do dia. O vento soprará de oeste/sudoeste, moderado a forte, rodando para noroeste, com rajadas que poderão atingir 75 km/h, chegando aos 95 km/h nas zonas montanhosas.

O estado do mar será outro factor de preocupação. A ondulação de noroeste deverá situar-se entre 4 e 5 metros, aumentando para 5 a 6 metros na costa norte da Madeira e na ilha do Porto Santo. A altura máxima das ondas poderá alcançar os 12 metros, sobretudo a partir da tarde, tornando perigosas as actividades marítimas e a permanência junto à orla costeira. Face a este cenário, o IPMA emitiu avisos amarelos e laranja, principalmente devido ao vento forte e à agitação marítima.

Perante este quadro de instabilidade generalizada, os serviços de protecção civil reforçam as recomendações: evitar a circulação junto a zonas costeiras e ribeirinhas, garantir a fixação de estruturas soltas, remover objectos que possam ser arrastados pelo vento e acompanhar atentamente as informações oficiais. A tempestade Joseph confirma-se, assim, como mais um episódio de inverno severo, exigindo prudência e preparação em todo o território nacional.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26.01.2026

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181: Mau tempo provoca cerca de 370 ocorrências em Portugal continental

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Dados da Protecção Civil registadas até às 15:00 em Portugal continental, devido à depressão Joseph, com maior impacto em Lisboa e Vale do Tejo e Centro, sem registo de vítimas ou desalojados

José Sena Goulão/ LUSA

Cerca de 370 ocorrências relacionadas com o mau tempo foram registadas esta segunda-feira (26) em Portugal continental, até às 15:00, devido à passagem da depressão Joseph, afectando sobretudo Lisboa e Vale do Tejo e a região Centro, revelou a Protecção Civil.

“Não há registo de vítimas até ao momento, nem desalojamentos neste episódio de mau tempo”, afirmou o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) Pedro Araújo, em declarações à agência Lusa.

Entre as 00:00 e as 15:00, a ANEPC registou um total de 372 ocorrências em Portugal continental, que foram respondidas “com o empenhamento de 1.256 operacionais e 535 veículos”.

Por tipologia, as situações verificadas em resultado das condições meteorológicas adversas incidiram em movimentos de massas (também designado de deslizamento de terras), inundações e limpezas de vias, indicou Pedro Araújo.

As zonas mais afectadas foram Lisboa e Vale do Tejo e a região Centro, em particular nos distritos do litoral, acrescentou o oficial de operações da ANEPC.

Segundo a Protecção Civil, estas ocorrências provocaram danos estruturais, quer nas vias, quer nas infra-estruturas.

“Há algumas vias que se encontram interditadas ao trânsito, estamos a falar sobretudo de estradas municipais e estradas nacionais”, referiu Pedro Araújo, indicando que esses constrangimentos afectam, particularmente, a região de Lisboa e Vale do Tejo, o litoral alentejano, a Lezíria e o Médio Tejo.

A interdição tem a ver com o facto de as estradas terem ficado submersas, “atendendo a que os níveis de água em algumas ribeiras e rios atingiram estas vias”, expôs.

No âmbito do mau tempo, que afecta Portugal continental, bem com os Açores e a Madeira, o oficial de operações da ANEPC reforçou que se prevê “o agravamento das condições meteorológicas para as próximas horas, sobretudo pela intensificação do vento, da precipitação e da agitação marítima”.

Por isso, a Protecção Civil apela à população em geral que se mantenha atenta e evite comportamentos de risco, nomeadamente não frequentando zonas que estejam submersas, nem locais de arvoredo onde a queda de árvores possa ocorrer com facilidade face à intensidade do vento, nem zonas costeiras, em particular zonas de rebentação de ondas.

Depois da depressão Ingrid, nos últimos dias, Portugal continental começou hoje a sentir os efeitos da depressão Joseph, com chuva, neve, vento e agitação marítima no Minho e Douro Litoral, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os efeitos da depressão Joseph irão estender-se, de forma gradual, às restantes regiões de Portugal continental na noite de segunda para terça-feira, “e com a passagem de sucessivas ondulações frontais pelo menos até ao fim de semana”, segundo o IPMA.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26.01.2026

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177: Chuva continua durante toda a semana. Dez distritos sob aviso laranja devido à precipitação e ondulação

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Segundo o IPMA, na próxima semana, os episódios de precipitação forte, por vezes em forma de neve, serão acompanhados de vento e rajadas fortes do quadrante oeste.

Foto: Leonardo Negrão

A próxima semana, no território do Continente, será caracterizada por “episódios frequentes de precipitação persistente, por vezes forte”, alerta o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com este organismo, a situação meteorológica da próxima semana caracteriza-se pelo estabelecimento de uma corrente perturbada de oeste no Atlântico Norte, aproximadamente, à latitude dos Açores, situação que favorece a passagem de sistemas frontais activos pelo território do Continente.

Segundo o IPMA, os episódios de precipitação forte, por vezes em forma de neve, serão acompanhados de vento e rajadas fortes do quadrante oeste.

Prevê-se ainda que a queda de neve mais significativa ocorrerá de 27 para 28, ou seja, de terça para quarta-feira, e de 31 de Janeiro para 1 de Fevereiro, de sábado para domingo, sendo mais provável nas terras altas do Norte e Centro.

Esta situação meteorológica origina agitação marítima forte.

Tendo em conta estas previsões, os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real vão passar por fases de aviso laranja nos próximos dias devido a agitação marítima ou precipitação, anunciou este domingo, 25 de Janeiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso laranja abrangerá agitação marítima em nove destes distritos – a excepção é Vila Real, cujo alerta laranja, respeitante à precipitação, estará em vigor entre as 12:00 de segunda-feira e as 03:00 de terça-feira.

Para este domingo, o IPMA deixou ainda o aviso laranja por agitação marítima para os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga, alertando para ondas de noroeste com cinco a sete metros e podendo atingir 12 metros de altura máxima.

Este domingo estão também em vigor alertas amarelos por precipitação para Évora, Santarém, Lisboa, Leiria, Coimbra, Portalegre.

O IPMA também emitiu vários avisos de neve nos distritos da Guarda e Castelo Branca, advertindo para possível perturbação causada por queda de neve com acumulação e possível formação de gelo, bem como para chuva e vento.

Para segunda-feira, o IPMA lançou o aviso laranja para precipitação em Braga, Viana do Castelo e Vila Real, estando quase todo o território em aviso amarelo devido à chuva e ao vento nos próximos dias.

O aviso laranja para agitação marítima vai repetir-se na terça-feira para os distritos de Setúbal, Porto, Faro, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga.

O aviso laranja é o segundo mais grave e é emitido pelo IPMA sempre que existe situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.

Diário de Notícias
Sofia Santos, Agência Lusa
25.01.2026

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176: Comboio de tempestades continua a chegar até ao fim do mês

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // COMBOIO DE TEMPESTADES

A chuva vai continuar a cair em força em Portugal continental até 31 de Janeiro, devido a um “comboio de tempestades” que vai atingir a costa portuguesa ao longo dos próximos dias. Em certas regiões, a precipitação pode chegar aos 300 milímetros.

Esta sucessão de tempestades justifica-se pela passagem da jetstream, um tipo de corrente de ar polar que circula a alta velocidade e traz consigo massas de ar frio, pelo nosso país. Por norma, nesta altura do ano, ela passa mais a norte na Europa, mas a presença de anticiclones entre a Gronelândia e a Escandinávia obriga-a a mover-se mais a sul que o habitual, atingindo então o nosso território.

É por isso que, depois da Ingrid, vem ainda mais mau tempo, já que, segundo o meteorologista Alfredo Graça, a corrente vai trazer consigo um “rio de humidade” proveniente das Caraíbas e que “atingirá a nossa geografia em cheio nos próximos dias.”

Até domingo, o estado do tempo vai melhorar ligeiramente, com chuva ligeira nas suas primeiras horas e um período de acalmia até ao final deste dia. No entanto, será ainda este fim de semana em que este “rio” chegará ao centro-sul do país, alastrando-se pelo restante território na segunda-feira.

“Isto reforçará as sucessivas frentes que chegarão ao longo da próxima semana, especialmente nas zonas orograficamente mais expostas a Oeste e Sudoeste, onde os registos de chuva serão bastante consideráveis”, alerta o meteorologista. Ou seja, traz consigo o tal “comboio de tempestades”.

“Comboio de tempestades” continua a chegar até ao fim do mês

Segundo o modelo europeu de previsão, só a Madeira será relativamente poupada, ainda que também enfrente chuva. Já em Portugal continental e nos Açores “prevê-se chuva generalizada”, sendo que, até sexta-feira, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Vila Real, Viseu e Coimbra — além da Serra da Estrela —  podem contar com registos de precipitação “superiores a 200 ou 250 mm”. No entanto, há zonas no Minho, no Douro Litoral e no distrito de Aveiro, como a Serra da Freita, onde tais valores podem subir até aos 300 mm. No resto do país, prevê-se 100 mm de chuva ou menos.

O IPMA também já revelou a sua previsão para esta semana, falando em precipitação “muito superior ao normal” no Continente até ao primeiro dia de Fevereiro. “Os valores mais elevados de precipitação acumulada na semana, deverão ser da ordem de 200 mm nas regiões montanhosas do Norte e Centro, valores estes que, em muitos locais, serão superiores ao valor médio do mês de Janeiro”, lê-se na publicação.

Como tal, Alfredo Graça alerta que “a precipitação abundante e excessiva resultará num risco elevado de transbordamento de rios, cheias rápidas nas margens e zonas adjacentes ou historicamente vulneráveis”, além de que “o mar agitado poderá provocar galgamentos costeiros, contribuindo para inundações em zonas ribeirinhas”.

Observador
António Moura dos Santos
24.01.2026

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175: Estradas inundadas na zona da Bacia do Tejo levam à activação de Plano Especial de Emergência para Cheias

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO INGRID

Um homem morreu quando tentou atravessar de carro uma linha de água em Pero Moniz, concelho do Cadaval. Deslizamento de talude encerra três estações do Metrobus na Lousã.

Zona em torno do Castelo de Almourol alagada nas cheias de 2013.
Foto: José Neves

Plano Especial de Emergência para Cheias activado. Veja as estradas inundadas na zona da Bacia do Tejo

O Comando Regional de Emergência e Protecção Civil de Lisboa e Vale do Tejo informou que existem várias estradas inundadas e activou no nível amarelo o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo.

“Mantendo-se a situação actual, e de acordo com a previsão meteorológica para a bacia do Tejo, prevê-se que os caudais lançados no rio Tejo pelos seus afluentes se mantenham elevados nos próximos dias”, refere uma nota enviada à agência Lusa.

Assim, a “Comissão Distrital de Protecção Civil de Santarém decidiu elevar o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo a partir das 13:00 de hoje para o seu nível amarelo”.

De acordo com a nota, às 13:00, verificavam-se no Município de Coruche situações de submersão no desvio à Ponte da Escusa (Couço-Coruche), na ligação Estrada Nacional (EN) 114 e a EN251 (estrada das Meias) e na ligação EN114-3 e a EN119 (estrada da Amieira).

Há ainda registo de submersão da EN114-2, entre Setil e a Ponte do Reguengo (submersa), no Município do Cartaxo, e a submersão da Ponte de Alcaides, Ponte da Panela (cortada para manutenção), da Ponte do Alviela – EN 365 – Pombalinho/Vale de Figueira (interdita) e de Vale de Figueira-estrada do Campo em Vale Figueira (EM 1348), no concelho de Santarém.

De referir ainda os condicionalismos na Golegã, na CM 1-estrada dos Lázaros, Ponte do Alviela-EN365-Pombalinho/Vale de Figueira (Interdita) e estrada das Braquenizes, que liga a reserva natural do Boquilobo aos Riachos.

Está também interdita a ligação CM Lobo Morto-Pé da Serra, e há registo de submersão na Quinta do Seabra-Vila da Marmeleira e na CM São João da Ribeira e Laroujo, assim como condicionalismos em CM Valebom–Marmeleira, no concelho de Rio Maior.

A circulação rodoviária faz-se de forma alternada na EN368 Alpiarça–Tapada.

O comunicado refere que o Cais do Almourol está submerso (Vila Nova da Barquinha) e a Estação de Canoagem de Alvega (Abrantes) está parcialmente inundada.

Estão ainda afectadas as vias de comunicação na localidade de Carvalhos/Manique do Intendente/Azambuja (Azambuja), a estrada municipal 570 (Torres Novas) e a EN358-2 (Constância), que se encontra interdita devido a movimento de massas.

Também em Constância regista-se a submersão do parque de estacionamento.

De acordo com a nota enviada pelo Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil do Médio Tejo, a situação meteorológica actual e a prevista pode originar a ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas pela acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento, assim como a ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de cursos de água e ribeiras.

A protecção civil alerta também para a instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal e para o arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas.

Há ainda que ter em atenção o piso rodoviário escorregadio e a formação de lençóis de água e a interdição de algumas vias rodoviárias por submersão.

“É expectável nas próximas horas, a manutenção dos caudais elevados debitados pelas barragens da bacia do Tejo”, adverte, aconselhando a que se retirem das zonas normalmente inundáveis equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens e se salvaguardem os animais em locais seguros, retirando os rebanhos.

“Não atravesse com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas”, aconselha ainda a protecção civil.

Deslizamento de talude encerra três estações do Metrobus na Lousã

A Metro Mondego informa que a operação do Metrobus em três estações na Lousã será suspensa temporariamente, devido ao deslizamento de um talude, de forma a garantir a segurança dos seus utilizadores.

Numa nota de imprensa, a Metro Mondego explica que a decisão de suspensão temporária afecta três estações do canal, nomeadamente Casal de Espírito Santo, Casal de Santo António e Serpins, numa extensão de seis quilómetros, na Lousã, distrito de Coimbra.

“Trata-se de uma medida de carácter preventivo, destinada a proteger passageiros, trabalhadores e utilizadores do sistema. Observou-se, com especial incidência entre o dia de ontem e hoje de manhã, o deslizamento de um talude situado entre as estações de Casal de Espírito Santo e Serpins”, refere o comunicado.

A decisão resulta de ter sido verificado que as actuais condições “não garantem os níveis de segurança adequados à operação, na sequência das condições meteorológicas que se têm verificado, caracterizadas por um regime de precipitação elevado e pela consequente saturação hídrica dos solos”.

Apesar do deslizamento não ter atingido o pavimento do canal, a empresa explicou que o corpo técnico e as entidades envolvidas no projecto optaram por adoptar “esta medida preventiva, por motivos de segurança, condição imprescindível à prestação do serviço”.

A empresa está a proceder aos esforços necessários à intervenção no talude, “para que a situação possa regressar à normalidade o mais rapidamente possível”.

“Durante este período, as ligações entre Lousã-Estação e Serpins (em ambos os sentidos) serão efectuadas por um serviço de transporte alternativo, assegurado pela Metro Mondego, garantindo-se as mesmas frequências de viagens”, acrescenta a nota da Metro Mondego.

Lusa

Avisos vermelhos em 10 distritos por causa da agitação marítima

Os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viana do Castelo estão, até às 00:00 de domingo, sob aviso vermelho por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, o aviso vermelho (o mais grave) deve-se à possibilidade de ondas com sete a nove metros de altura significativa, podendo atingir 15 metros de altura máxima, com período de pico de 15/17 segundos.

Estes distritos entram em aviso laranja (o segundo mais grave) às 00:00 de domingo até às 00:00 de segunda-feira por previsão de ondas de cinco a sete metros, podendo atingir 12 metros de altura máxima, com período de pico de 14/15 segundos.

O IPMA emitiu avisos amarelos para Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga.

Carro arrastado pala água no Cadaval. Uma pessoa morreu

Uma pessoa morreu na madrugada deste sábado, 24 de Janeiro, após a sua viatura ter sido arrastada pela água, em Pero Moniz, concelho do Cadaval.

O veículo terá “tentado atravessar uma linha de água, num caminho de fazenda”, segundo informou à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários do Cadaval, David Santos.

A vítima é um homem de 31 anos.

Registaram-se ainda dois feridos ligeiros.

As imagens do nevão que caiu

Na sexta-feira caiu um nevão como há muito não acontecia, registando-se inclusivamente queda de neve em locais pouco prováveis, como Estremoz, Borga e Serra de Montejunto.

Eis algumas imagens registadas na aldeia do Castelo, em Vila Pouca de Aguiar.

De acordo com o site do IPA há ainda vários distritos em alerta amarelo por causa da neve: Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Reabertas estradas nacionais 315 e 316 em Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros

A Estrada Nacional (EN) 315 em Alfândega da Fé e a 316 em Macedo de Cavaleiros, que estavam cortadas ao trânsito desde a manhã de sexta-feira, devido à neve, já estão transitáveis.

Toda a costa em alerta vermelho

Os distritos de Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga estão sábado sob aviso vermelho devido à agitação marítima.

O nível mais grave do IPMA estará em vigor entre as 03:00 e as 19:00 de sábado, devido à previsão de “ondas de noroeste com 7 a 9 metros de altura significativa, podendo atingir 15 metros de altura máxima”, em toda a costa ocidental.

Face a estas condições, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha Portuguesa recomendam, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar, o regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adopção de medidas de precaução.

À população em geral, desaconselham a prática de passeios junto à orla costeira e nas praias, bem como a prática de actividades em zonas expostas à agitação marítima ou atingidas pela rebentação.

14 pessoas retiradas de casa em Peniche

Na sexta-feira à noite 14 pessoas foram deslocadas para um pavilhão municipal no concelho de Peniche, após habitações terem ficado sem condições de habitabilidade devido a inundações.

Em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, uma mulher ficou ferida devido a uma queda numa ribeira, acrescentou.

A ANEPC registou ainda duas pessoas deslocadas em Alcobaça (distrito de Leiria), duas pessoas deslocadas no Cartaxo (distrito de Santarém) e três pessoas deslocadas em Cascais (distrito de Lisboa), além de 722 ocorrências entre as 16:00 de quinta-feira e as 17:00 de sexta-feira.

Diário de Notícias
Sofia Fonseca, Agência Lusa
24.01.2026

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174: Neva no Alentejo, em Marvão, Estremoz e Borba. Terras altas um pouco por todo o pais cobertas de branco

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO INGRID

Neva no Alentejo. Marvão, Estremoz e Borba

DR

As temperaturas baixas desta noite fazem com que caia neve em locais pouco habituais, como no Alentejo.

A Serra do Marvão e em Campo Maior, distrito de Portalegre, bem como em Estremoz e em Borba (Évora) já caía neve no início da madrugada deste sábado, contando-se que nas terras altas da região Sul continuasse a cair neve ou granizo.

Menos de 2.000 clientes sem energia em Portugal continental pelas 20:00

Menos de 2.000 clientes da E-Redes estavam às 20:00 de hoje sem energia eléctrica em várias zonas de Portugal continental, devido ao mau tempo pela passagem da depressão Ingrid, adiantou a empresa, destacando que a situação está “a normalizar”.

No balanço anterior, com dados até às 18:30, a E-Redes tinha divulgado que cerca de 3.800 clientes estavam sem energia eléctrica em várias zonas de Portugal continental, sobretudo no distrito de Aveiro.

A empresa garantiu, no mais recente balanço, que “a situação da rede eléctrica [está] a normalizar”.

“Dadas as condições climatéricas condicionadas pela tempestade Ingrid, a E-Redes mantém-se em alerta e com as equipas mobilizadas, em articulação com a protecção civil, para eventuais intervenções que sejam necessárias”, destacou ainda.

De acordo com a empresa de distribuição de energia eléctrica, durante a madrugada de hoje foram afectados “cerca de 20 mil clientes”, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

“A rede eléctrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas que afectaram o continente nas últimas horas nas regiões Norte e Centro, em particular nos distritos de Braga, Leiria e Porto”, indicava pelas 12:00 fonte da empresa.

Perante o agravamento das previsões meteorológicas, a E-Redes activou preventivamente o Plano de Actuação em Crise, permitindo o reforço dos meios técnicos e operacionais, para assegurar a “adequada capacidade de resposta”.

Lusa

Metro de Lisboa abre três estações a sem-abrigo no período nocturno

O Metropolitano de Lisboa vai manter abertas entre hoje e a madrugada de terça-feira, no período nocturno, as estações de Santa Apolónia, Oriente e Rossio, para permitir que pessoas em situação de sem-abrigo possam ali pernoitar, devido ao frio.

Numa nota enviada à agência Lusa, fonte da empresa referiu que a medida foi tomada “em estreita articulação com a Câmara Municipal de Lisboa”.

A data de término desta medida poderá ser ajustada em função da avaliação contínua das condições meteorológicas, acrescentou.

As estações abertas entre hoje e a madrugada de terça-feira, de 26 para 27 de Janeiro, são as do Oriente (linha Vermelha), Rossio (linha Verde) e Santa Apolónia (linha Azul).

A iniciativa insere-se no âmbito do Plano de Contingência para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo e visa “assegurar uma resposta adequada às condições de frio extremo que actualmente se fazem sentir na cidade de Lisboa”, destacou ainda o Metropolitano de Lisboa.

No distrito de Vila Real, IP4 mantém-se cortado no Marão e A24, A7 e A4 com constrangimentos

No distrito de Vila Real, o Itinerário Principal 4 (IP4) mantinha-se pelas 19:00 cortado na zona da serra do Marão e as autoestradas A24, A7 e A4 estavam com constrangimentos devido à intensa queda de neve.

A informação foi avançada à agência Lusa pela GNR de Vila Real que, num ponto de situação feito pelas 19:00, disse que o IP4 se mantém fechado, desde esta manhã, entre os nós da Campeã (Vila Real) e Aboadela (Amarante, Porto), na área que corresponde à serra do Marão.

Também a Estrada Nacional 15 (EN15), na mesma zona, estava intransitável devido à queda de neve que se fez sentir ao longo do dia de hoje.

Segundo a GNR, a alternativa era a A4, pelo Túnel do Marão.

A fonte adiantou ainda que nas autoestradas A24, entre Vila Real e a ligação para a A7, em Vila Pouca de Aguiar, bem como na A7 até Ribeira de Pena, a circulação se fazia, mas com dificuldade.

Também na A4, na zona do Pópulo, se sentiam alguns constrangimentos devido à neve.

A GNR salientou que os limpa neves estão a trabalhar nestas vias, a limpar e a espalhar sal.

Num comunicado divulgado pelas 18:30, a Câmara de Vila Real informou que, no concelho, havia algumas estradas com circulação condicionada como a EN15, entre Sanguinhedo e Lamares, e a Estrada Municipal 323 (EM313), no sentido Mondim de Basto, no troço compreendido entre Lamas de Olo e Relva.

“Estas situações encontram-se devidamente sinalizadas e acompanhadas pelas equipas no terreno, podendo sofrer alterações consoante a evolução das condições meteorológicas”, referiu o município, que pediu que os automobilistas evitem deslocações desnecessárias e não se dirijam às zonas altas do concelho para observação da neve.

Também o município de Mesão Frio informou que a Estrada Nacional 101 (EN101), que liga Mesão Frio a Amarante, estava cortada a partir da Ponte de Carrapetelo, em ambos os sentidos.

Os distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão hoje sob aviso vermelho (o mais grave de uma escala de três) por causa da neve.

A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANECP) colocou quase todo o território nacional continental em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid.

Este nível entrou em vigor às 16:00 de quinta-feira e termina às 23:59 de sábado.

Cortadas três estradas nacionais no norte do distrito de Viseu

As estradas nacionais (EN) 2, 229-1 e 321 nos concelhos de Castro Daire, Cinfães, Lamego e Penedono, estão cortadas ao trânsito devido à queda de neve, disse hoje à agência Lusa fonte da GNR.

De acordo com o oficial de Comunicação e Relações Públicas do Comando Territorial de Viseu, major André Batista, estão cortadas três estradas nacionais no distrito de Viseu desde o meio da tarde de hoje.

A EN321, entre Castro Daire e Cinfães, na serra de Montemuro, foi a primeira a ser fechadas ao trânsito, ainda na manhã de hoje e desde o meio da tarde ficaram também encerradas a EN229-1, entre Penedono e Antas (Sernancelhe) e a EN2, entre Castro Daire e Bigorne (Lamego).

“As estradas estão cortadas e irão permanecer encerradas ao trânsito durante muitas horas, uma vez que a neve cai com grande intensidade e não há meios para limpar tanta neve nas várias vias, porque são muitos quilómetros”, referiu o major da GNR.

André Batista acrescentou que, além das EN, “há muitas estradas municipais [EM] cortadas, nos diversos concelhos no norte do distrito” de Viseu, inclusive nos municípios que têm as nacionais cortadas.

Segundo o Comando Sub-regional do Douro da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), entre os concelhos do distrito de Viseu com estradas municipais cortadas ao trânsito estão Armamar, Tarouca, Tabuaço e Vila Nova de Paiva.

Lusa

IP e CP adiam intervenção prevista para domingo na Linha de Cascais

A circulação ferroviária na Linha de Cascais já não vai estar condicionada entre São Pedro do Estoril e Cascais no domingo, devido a trabalhos, perante as condições meteorológicas adversas, informaram hoje a Infra-estruturas de Portugal (IP) e a CP.

“Face à previsão de agravamento das condições meteorológicas, com ocorrência de períodos de chuva, por vezes forte, na região de Lisboa, não será possível proceder, em condições de segurança adequadas, à execução dos trabalhos no pontão de São Pedro do Estoril anteriormente previstos para o dia 25 de Janeiro”, afirmaram, em comunicado, a IP e a CP – Comboios de Portugal.

Assim, “no próximo domingo não se verificará qualquer alteração aos horários de circulação dos comboios no troço entre São Pedro do Estoril e Cascais”, acrescenta-se na nota.

Num comunicado anterior, as empresas referiram que a intervenção se insere na empreitada de modernização da via e da catenária da Linha de Cascais (que liga este concelho e Lisboa, passando pelo de Oeiras), com o objectivo de reforçar a segurança, a eficiência da exploração ferroviária e a qualidade da oferta de transporte público na Área Metropolitana de Lisboa.

“Em virtude da elevada complexidade e duração dos trabalhos a realizar, incompatível com a manutenção da circulação ferroviária regular, torna-se imprescindível proceder à interdição da via descendente neste troço no próximo domingo, dia 25 de Janeiro, bem como no fim de semana de 28 de Fevereiro e 01 de Março”, lia-se na nota lançada no início desta semana.

Com o adiamento dos trabalhos, a gestora da infra-estrutura e a transportadora ferroviária agradecem “a melhor compreensão para os eventuais transtornos que esta situação possa provocar”.

Diário de Notícias
Sofia Fonseca, Agência Lusa, David Pereira, Ricardo Simões Ferreira
24.01.2026

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