196: Cuidados com a água e os alimentos após depressão Kristin: os conselhos da DGS

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🇵🇹 PORTUGAL // DGS // CUIDADOS ESSENCIAIS

Autoridade de saúde apela à adopção de medidas preventivas e comportamentos seguros e emite recomendações a ter com consumo de água e de alimentos, bem como no saneamento.

Depressão Kristin deixou milhares de casas sem eletricidade e água potável
CARLOS BARROSO/LUSA

A Direcção-Geral da Saúde alerta para riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia, recomendando cuidados no consumo, na alimentação e no saneamento para proteger a saúde da população.

A DGS emitiu um conjunto de recomendações na sequência da tempestade que afectou várias regiões do país na madrugada que quarta-feira, provocando falhas no fornecimento de energia eléctrica que ainda se mantêm em algumas localidades, o que pode comprometer a qualidade da água para consumo e a segurança dos alimentos.

Situações como esta têm impacto na segurança dos alimentos conservados no frigorífico e no congelador, assim como na qualidade da água, especialmente em áreas onde o abastecimento depende de sistemas eléctricos”, alerta em comunicado.

Para reduzir estes riscos, a autoridade de saúde apela à adopção de medidas preventivas e comportamentos seguros.

Água

A Direcção-Geral da Saúde lembra que deve ser evitado o consumo de água de fontes que não estão ligadas à rede pública de abastecimento, como poços ou minas, por poderem estar contaminadas.

A DGS aconselha a população a não beber água da torneira, lavar alimentos ou escovar os dentes com essa água, a menos que exista confirmação oficial da sua segurança, devendo, sempre que possível, utilizar água engarrafada.

“Se não tiver água engarrafada, ferver a água durante 10 minutos antes de usar ou desinfectar com lixívia sem corantes, detergentes ou perfumes (cerca de 2 gotas por litro de água)”, recomenda, aconselhando ainda a população a lavar bem as mãos antes de manusear água tratada ou alimentos.

Saneamento

Relativamente ao saneamento, a autoridade recomenda que, sempre que possível, se continue a utilizar a sanita, mas evitar deitar água usada se a rede estiver inoperacional.

As águas residuais, como as provenientes da lavagem, não devem ser despejadas em solos ou ribeiros, devendo também o lixo doméstico e resíduos sanitários ser mantidos afastados de quaisquer fontes de água.

Alimentação

A DGS esclarece que, se a interrupção de energia no frigorífico não tiver ultrapassado as 12 horas, os alimentos poderão ter-se mantido em condições de segurança para consumo.

No caso dos hortícolas e fruta, como cenoura, tomate, couve, laranja ou limão, estes podem permanecer seguros mesmo para além desse período.

os congeladores conseguem manter os alimentos congelados até 48 horas, ou 24 horas se estiverem apenas meio cheios, desde que a porta permaneça fechada.

Segundo a DGS, alimentos que, após o restabelecimento da energia, ainda apresentem cristais de gelo ou se mantenham frios como se estivessem refrigerados poderão, na maioria dos casos, ser cozinhados ou voltarem a ser congelados.

“Os alimentos que estivam armazenados no frigorífico ou congelador, durante a interrupção de energia, devem ser consumidos ou confeccionados o mais rapidamente possível e confeccionados através de métodos que atinjam temperaturas elevadas (maiores que 75 °C)”, sublinha.

A DGS aconselha a população a avaliar os sinais de degradação dos alimentos, a não provar alimentos para verificar se estão bons e deitar fora qualquer alimento com cheiro, cor ou textura invulgar.

Outros conselhos

A DGS deixa ainda conselhos para a segurança da população durante tempestades como “não atravessar áreas inundadas a pé ou de carro”, porque as águas podem ser mais profundas e perigosas do que aparentam, e evitar contacto directo com águas das cheias.

Limpar e desinfectar superfícies que tenham estado em contacto com água da cheia, usar luvas e botas impermeáveis durante limpezas, não manusear aparelhos eléctricos enquanto houver água acumulada no interior da casa, remover, sempre que possível, água acumulada e materiais húmidos para reduzir o risco de bolor, são outros conselhos da DGS.

Apela ainda à população para evitar zonas com árvores instáveis ou estruturas danificadas, ter lanternas e pilhas acessíveis, seguir as instruções das autoridades e manter-se abrigado em locais seguros.

Pode consultar o guia completo da DGS no link abaixo:

https://www.dgs.pt/em-destaque/tempestade-kristin-cuidados-essenciais-e-comportamentos-seguros.aspx

Diário de Notícias
DN/Lusa
30.01.2026

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Operação “Limpar Leiria” arranca este sábado. Voluntários deverão levar luvas, pás, vassouras e outras ferramentas

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🇵🇹 PORTUGAL // OPERAÇÃO LIMPAR LEIRIA // DEPRESSÃO KRISTIN

O objectivo é limpar o estádio, o percurso Polis, algumas zonas do centro da cidade e criar “uma união fundamental para os próximos meses”. A entrega de bens para pessoas que foram atingidas pelo mau tempo está centralizada no pavilhão dos Pousos.

PAULO NOVAIS/LUSA

A Câmara de Leiria lança a campanha “Limpar Leiria”, a primeira acção de voluntariado para limpar a capital de distrito, iniciativa que decorre no sábado, 31 de Janeiro, disse à agência Lusa o presidente daquele município gravemente afectado pelo mau tempo.

“Depois daquilo que foi o estado em que ficou a cidade de Leiria, com muitos derrubes de árvores, telhas partidas, a cidade já tem uma parte importante das árvores de grande porte retiradas. No entanto, é necessário criar condições para que a nossa cidade, o mais rápido possível, volte a ser uma cidade limpa”, afirmou Gonçalo Lopes.

Segundo Gonçalo Lopes, a acção de voluntariado decorre no sábado, a partir das 10:00, junto ao Estádio Municipal, “com o objectivo de limpar o estádio, limpar o percurso Polis, algumas zonas do centro da cidade”.

Além da dimensão humana e solidária, pretende-se com a campanha “Limpar Leiria” criar “uma união fundamental para os próximos meses”, em que o concelho vai precisar “dos leirienses e dos portugueses” para reerguer a cidade, adiantou o autarca.

“É das primeiras acções de voluntariado que vamos lançar, uma vez que temos tido muitas solicitações de pessoas a quererem ajudar-nos”, declarou, pedindo aos voluntários para que levem luvas, pás, vassouras e outras ferramentas, porque o município não tem capacidade de distribuição.

No local, “um conjunto de voluntários irão coordenar esse trabalho, juntamente com a Ecoambiente, a empresa que faz a recolha do lixo”, explicou.

A duração da actividade, para a qual o município apela à participação, decorre durante o período da manhã.

“No período da manhã é o primeiro passo. Nós vamos ter a capacidade de poder envolver também os Escuteiros, os próprios adeptos da União de Leiria que estão preocupados com o estádio”, declarou.

O presidente da Câmara admitiu a repetição da iniciativa, que vai ser estendida “também às freguesias, desafiando as juntas de freguesia a fazerem essa mesma actividade de voluntariado”.

A entrega de bens para pessoas que foram atingidas pelo mau tempo está centralizada no pavilhão dos Pousos, próximo da cidade de Leiria.

“Desde ontem [quinta-feira] que temos um centro de apoio colocado no pavilhão dos Pousos, onde temos já recolhido alguns bens alimentares para as pessoas que não conseguiram ir aos supermercados que ainda estão a funcionar ou que precisem de alguma ajuda nessa parte”, afirmou à agência Lusa o vereador da Protecção Civil, Luís Lopes.

No mesmo local, é feita a “distribuição de lonas e plásticos para que as pessoas possam ir recolher e tapar os telhados que não têm condições agora para reparar”, referiu, pedindo às pessoas que queiram apoiar com bens para que se desloquem àquele pavilhão.

“Temos lá as nossas equipas que irão recebê-las e que irão depois acomodar as coisas”, adiantou o vereador.

O município anunciou também que no Balcão Único de Atendimento da Câmara Municipal vai estar, a partir das 10:00, um serviço de acção social e de tele-consultas.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Protecção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de Fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30.01.2026

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Mau tempo. “A dimensão dos prejuízos é brutal”, admite ministro da Presidência na Marinha Grande

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🇵🇹 PORTUGAL // MAU TEMPO // DEPRESSÃO KRISTIN

Na sequência do rasto de destruição causado pela depressão Kristin, o comissário europeu da Energia e Habitação desloca-se esta sexta-feira à Marinha Grande com o ministro da Presidência.

Reinaldo Rodrigues

Protecção Civil apela à disponibilização de geradores na região Oeste

O Sub-Comando de Emergência e Protecção Civil do Oeste apelou esta sexta-feira às entidades e cidadãos que tenham geradores sem uso para os disponibilizarem nos serviços municipais de Protecção Civil, de forma a garantir electricidade aos lares de idosos.

“Quem tiver geradores que possa disponibilizar, dirijam-se aos serviços municipais de Protecção Civil. Os bombeiros e hospitais têm geradores próprios, mas há lares com necessidades de garantir electricidade às camas de pessoas acamadas”, afirmou o comandante do Sub-Comando de Emergência e Protecção Civil do Oeste, Carlos Silva à Lusa.

Por seu lado, a presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste indicou que os centros de saúde da Lourinhã e de Sobral de Monte Agraço, que estiveram encerrados, reabriram depois de restabelecida a electricidade nas duas vilas.

Ainda assim, há “limitações de funcionamento nos centros de saúde de Campelos, São Mamede da Ventosa, Ponte do Rol e Silveira”, no concelho de Torres Vedras, devido à falta de electricidade ou de água.

Apesar dos esforços, “os maiores constrangimentos” prendem-se com a falta de electricidade na região, nomeadamente em Alcobaça e Nazaré, os concelhos mais afectados.

De acordo com a Protecção Civil, desde as 16h00 de terça-feira até agora, o número de ocorrência subiu para 1114, das quais 150 foram registadas desde as 12h00 de quinta-feira e estão relacionadas com limpezas motivadas por cortes de árvores (66), inundações (31) e deslizamentos de terras (6).

Devido às falhas de electricidade e às dificuldades de bombear água ao longo da rede, várias viaturas continuam a transportar água para os respectivos reservatórios para evitar que esta falte à população.

Os municípios de Alcobaça, Nazaré, Peniche, Óbidos, Lourinhã e Torres Vedras mantêm activados os seus planos municipais de emergência, uma situação que pode vir a ser alargada a outros concelhos da região, se vierem a constar entre os 60 concelhos onde o Governo declarou a situação de calamidade.

Questionado sobre a eventual falta de ajuda e apoio às populações, o responsável esclareceu que “os bombeiros e os serviços municipais de Protecção Civil têm conseguido chegar a todos, o que não tem acontecido com a E-redes” no que respeita à reparação da rede eléctrica.

Lusa

“A dimensão dos prejuízos é brutal”, admite ministro da Presidência na Marinha Grande

 O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, está na Marinha Grande com o comissário europeu da Energia e Habitação, Dan Joergensen, as ministras do Ambiente e da Cultura, Juventude e Desporto.

Leitão Amaro apelou para que a população siga os alertas para os próximos dias sobre os comportamentos adequados. “A chuva vai continuar, os solos estão saturados, pode voltar o vento. Portanto, os próximos dias continuam a ser de alerta e de adaptação”, disse.

Afirmou que estes “são dias em que damos todos os braços, nós, portugueses, e portugueses com os europeus para, juntos, reerguermos o país e reerguemos esta região centro”. “Vamos conseguir, com muito custo”, destacou.

“A dimensão dos prejuízos é brutal, como creio que todos podem observar, em todas as dimensões, desde as infra-estruturas públicas ao património natural”, declarou.

Leitão Amaro fez referência à “quantidade de árvores arrasadas” aos danos em equipamentos desportivos, escolares, nas casas particulares, nos equipamentos industriais e empresariais. “A situação é mesmo terrível nesta região”, vincou o governante, dando conta que o ministro da Economia e da Coesão Territorial está reunido com os autarcas das zonas afectadas. “Temos todas as forças no terreno e a fazer um esforço enorme”, assegurou.

“Precisamos deste apoio europeu. A vinda do senhor comissário, os contactos desde os primeiros momentos, a conversa com a senhora presidente da Comissão Europeia são muito importantes, a palavra de solidariedade da Comissão Europeia para nos ajudar”, destacou. “A Europa está ao nosso lado”, adiantou.

Cerca de 60% das infra-estruturas da GNR no distrito de Leiria afectadas mas operacionais

Cerca de 60% das infra-estruturas do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana foram afectadas pelo mau tempo, mas estão operacionais, disse hoje fonte da GNR, que ressalvou que esta situação está em fase de verificação.

Numa informação enviada à Lusa, a mesma fonte adiantou que a depressão Kristin “provocou diversos danos materiais e constrangimentos significativos na circulação rodoviária”, mas o Comando Territorial de Leiria “tem mantido um empenhamento permanente na resposta à situação em estreita articulação com as autoridades de Protecção Civil”.

“No âmbito desta actuação, os militares da GNR têm prestado apoio directo às entidades de Protecção Civil, nomeadamente através da desobstrução e limpeza de vias, assegurando condições mínimas de segurança e fluidez do trânsito nas zonas mais afectadas”, salientou.

Ao mesmo tempo, “têm sido desenvolvidas acções de desimpedimento de rodovias e outros acessos, permitindo o restabelecimento do acesso dos cidadãos às suas habitações e propriedades privadas, em situações condicionadas por quedas de árvores, detritos ou outros obstáculos”, referiu.

“Na sequência de inúmeros contactos efectuados por familiares preocupados com a situação de pessoas potencialmente isoladas ou residentes em locais de difícil acesso, os militares da GNR têm-se deslocado ao terreno para confirmar o estado de segurança e bem-estar desses cidadãos, assegurando o devido acompanhamento das situações sinalizadas”.

À população, o Comando Territorial de Leiria, cuja área de intervenção corresponde ao distrito de Leiria, pede a “adopção de comportamentos preventivos face às actuais condições meteorológicas e aos riscos associados, nomeadamente no que respeita à circulação rodoviária, ao risco eléctrico, à segurança das propriedades e ao cumprimento rigoroso das orientações transmitidas pelas forças de segurança e autoridades de Protecção Civil”.

“A GNR mantém-se no terreno, acompanhando de forma permanente a evolução da situação, apelando à colaboração de todos para minimizar riscos e garantir a segurança de pessoas e bens”.

Lusa

Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca
30.01.2026

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193: Depressão Kristin. Portugal pode accionar Mecanismo Europeu de Protecção Civil

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🇵🇹 PORTUGAL // DEPRESSÃO KRISTIN

A passagem das várias depressões meteorológicas em Portugal deixaram um vasto rasto de destruição um pouco por todo o território, com incidência na região centro. Para ajudar a ultrapassar situações de catástrofe, qualquer país da União Europeia pode pedir a activação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil.

A passagem das várias depressões meteorológicas em Portugal deixaram um vasto rasto de destruição um pouco por todo o território, com incidência na região centro. Para ajudar a ultrapassar situações de catástrofe, qualquer país da União Europeia pode pedir a activação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil.
© Foto: Paulo Cunha – Lusa

Este mecanismo tem por base o auxilio às populações através do envio de material, como geradores de emergência, bombas de água e até kits de primeiros socorros ou pessoal médico para ajudar o país atingido.Andrea Neves – Antena 1

O território afectado deve apresentar o pedido de auxílio à Comissão Europeia no prazo de 12 semanas a contar da ocorrência da catástrofe. O auxílio financeiro proposto pela Comissão deverá, em seguida, ser sujeito à aprovação do Conselho e do Parlamento Europeu.

As ajudas que Bruxelas pode dar, se Portugal pedir

Ouve-se falar mais desta possibilidade durante os incêndios mas o Mecanismo Europeu de Protecção Civil está disponível todo o ano e para todo o tipo de catástrofes.

Para ser activado é preciso que a Bruxelas chegue um pedido expresso de Portugal especificando as necessidades mais urgentes.

O mecanismo prevê o envio, por exemplo, de geradores. Foi o que fez o ano passado quando enviou 13 para a Irlanda depois da tempestade Eówyn que deixou 278 mil pessoas sem electricidade.

Também já foram enviados para a Ucrânia, mas neste caso por causa dos ataques russos terem danificado as infra-estruturas eléctricas do país.

Os países que podem vir a disponibilizar geradores só precisam de saber a voltagem e a quantidade. O que deve ser expresso no pedido, caso Portugal opte por os pedir.

A comissão europeia está atenta e o comissário com a pasta da energia já veio dizer, na rede social X, que Bruxelas está em contacto próximo com as autoridades portuguesas e com a Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de Electricidade porque a prioridade é que garantir a segurança e retorno da energia aos cidadãos prejudicados.

O Comissário tem uma visita a Portugal agendada para sexta-feira precisamente para analisar questões de energia e habitação.

Mas o Mecanismo Europeu de Protecção Civil, que ainda não recebei nenhum pedido de Portugal, pode também disponibilizar kits de primeiros socorros, equipamento médico e abrigos e bombas de água por exemplo.

A Comissão Europeia tem avançado com várias iniciativas para convocar os cidadãos para a prevenção sobretudo em caso de catástrofes naturais ou outras.

Bruxelas indica que todos os cidadãos devem ter em casa tudo o que precisarem para ser auto-suficientes por 72 horas o que inclui uma lanterna, um rádio, pilhas, comida, água e medicamentos básicos bem como algum dinheiro em numerário e fotocópias de documentos importantes.

Vários países da União Europeia já aconselharam os seus cidadãos a terem esse kit em casa ou num lugar seguro.

Mais tarde, e uma vez avaliados os danos, o governo português pode recorrer ao Fundo europeu de solidariedade para catástrofes que tem regras específicas.

Este fundo ajuda a cobrir custos de emergência, reparação de infra-estruturas, alojamento temporário e limpeza, demonstrando a solidariedade europeia.

Como regra geral, o FSUE pode conceder auxílio financeiro nos casos em que o total dos prejuízos directos provocados por uma catástrofe exceda 3 mil milhões de euros (a preços de 2011) ou 0,6 % do rendimento nacional bruto (RNB) de um país da UE, consoante o que for mais baixo.

RTP
Antena 1
29.01.2026

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192: Depois da depressão Kristin, como vai estar o tempo nos próximos dias?

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO KRISTIN

A passagem da depressão Kristin agitação marítima, neve, chuva e vento fortes e deixou danos por todas as regiões de Portugal. Caíram árvores, estruturas, escolas fechadas e milhares de pessoas ficaram sem luz. E para os próximos dias, quais são as previsões meteorológicas?

Depois da depressão Kristin, como vai estar o tempo nos próximos dias?
© Rich Pedroncelli/AP

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê uma melhoria do estado do tempo, uma vez que a depressão Kristin afastou-se de Portugal em direcção a Espanha.

Toda a costa de Portugal continental, que estava sob aviso vermelho, o mais grave, para a agitação marítima está esta quarta-feira à noite a laranja e passará a amarelo ao longo do dia de quinta-feira.

O vento também já não será um problema nos próximos dias. A partir das 06:00 de quinta-feira, todos os distritos estarão ‘a verde’.

A chuva ainda preocupa e pode afectar, com particular intensidade, as regiões Centro e Norte. Há 11 distritos sob aviso amarelo para a precipitação. Desses, quatro até às 09:00 de quinta-feira e os restantes até ao 12:00.

As previsões do IPMA apontam para queda de neve “nos pontos mais altos” da Serra da Estrela a partir do meio da tarde de quinta-feira.

Apesar da melhoria do estado do tempo, as autoridades alertam que se deve manter a vigilância.

A depressão Kristin deixou um rasto de destruição em Portugal. As rajadas de vento chegaram aos 176 km/h. Há registo de danos em todas as regiões, a mais afectada foi Leiria. Caíram árvores e estruturas, milhares de casas ficaram sem luz e sem água e muitas escolas fecharam. Pelo menos 5 pessoas morreram.

SIC Notícias
Rita Rogado
29.01.2026

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191: Ao minuto: Decretado estado de calamidade; o que está em causa?

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🇵🇹 PORTUGAL // ESTADO DE CALAMIDADE

A depressão Kristin, que assolou o país na madrugada e manhã de quarta-feira, 28 de Janeiro, provocou danos devastadores em algumas regiões do país.

Lisboa, Kristin
© Horacio Villalobos#Corbis/Getty Images

Os distritos mais afectados foram Leiria e Coimbra, onde os autarcas pedem que o Governo decrete estado de calamidade.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, “não excluí nada” mas, para já, não quer “tomar medidas sem a devida fundamentação”.

Enquanto isso, milhares de pessoas continuam incontactáveis, sem comunicações, sem luz e sem água. Além dos danos em estruturas, estradas e veículos, seis pessoas terão morrido devido ao mau tempo, apesar da Protecção Civil ainda só ter confirmado quatro.

Notícias ao Minuto
Natacha Nunes Costa
29.01.2026

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“Cocktail explosivo” explica severidade da Kristin. “Comboio de depressões” tem mais “duas carruagens a caminho”

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO KRISTIN

A violência das tempestades que têm marcado este inverno, com vento forte e chuva intensa, causou impacto em todo o país e, depois da Kristin, novas depressões no Atlântico podem voltar a trazer vento fortes. Mas os especialistas lembram que Invernos rigorosos fazem parte da variabilidade climática e não são, por si, anómalos.

Um cervo cercado pela água, junto a Coimbra
Reinaldo Rodrigues

Depois de vários dias marcados por vento muito forte, chuva intensa e forte agitação marítima, o tempo em Portugal deverá conhecer um período de maior acalmia. Ainda assim, o Atlântico continua sob vigilância. “Os próximos dias vão ser mais calmos, mas já há duas novas carruagens que estão no Atlântico”, afirma o climatologista Carlos Câmara, referindo-se ao “comboio de depressões” que tem assolado o país. Segundo o especialista, “o seu efeito em Portugal não vai ser antes de domingo, mas os modelos mostram que há possibilidade de se terem ventos intensos”. A incerteza mantém-se e o aviso é claro: “Ainda é cedo para se saber ao certo, mas há que estar atento ao que aí vem.”

As tempestades Ingrid, Joseph e Kristin que assolaram o país nos últimos dias inserem-se num contexto atmosférico que não é inaudito. Carlos Câmara sublinha que a percepção de excepcionalidade resulta, em grande parte, da forma como os fenómenos recentes são lembrados. “A nossa memória meteorológica é curta e estamos mais marcados pelos episódios de secas severas que têm sido a marca dos últimos anos”, refere.

Esta é a 5ª tempestade nomeada em Janeiro de 2026, com 4 delas a terem impacto em Portugal.  Em 2021 também se nomearam 5 tempestades em Janeiro.

Desvio da corrente de jacto afecta Atlântico Norte

Este inverno caracteriza-se por um desvio para sul da corrente de jacto, um elemento-chave da dinâmica atmosférica. “A corrente de jacto, como o nome indica, é uma região tubular de ar situada a mais de 10 km de altitude em que o vento é muito intenso (pode ultrapassar 300 km/h)”, explica. A sua importância é estrutural, uma vez que “é uma espécie de coluna vertebral da atmosfera, no sentido de que a sua posição e intensidade regula o movimento da atmosfera de grande escala”.

Quando a corrente de jacto se desloca para sul, como aconteceu este inverno, o efeito é directo no Atlântico Norte. “Quando a corrente de jacto se encontra deslocada para sul, favorece o percurso de depressões intensas no Atlântico, dirigindo-as para as latitudes da Península Ibérica”, explica o climatologista.

Daí a sucessão de sistemas depressivos. “Este inverno pauta-se por comboios de depressões, isto é, sequências de depressões umas a seguir às outras.” Algumas dessas depressões destacaram-se pela sua intensidade. “Algumas destas depressões merecem ser baptizadas (Ingrid, Joseph, Kristin), o que indica serem particularmente intensas.”

A tempestade Kristin foi a mais violenta do conjunto. “A Kristin destacou-se pelo facto de ter um centro de baixas pressões particularmente baixo”, explica Carlos Câmara, esclarecendo que isso significa que “o vento que roda em torno desse centro (…) é particularmente intenso”. A situação agravou-se porque “a pressão no centro baixou muito rapidamente”, um fenómeno designado como “ciclogénese explosiva”.

A este cenário juntou-se ainda outro factor decisivo. “Formou-se nessa depressão um ‘sting jet’, isto é, uma configuração que favorece rajadas de vento descendente com velocidades muito grandes e com impactos particularmente destrutivos.” No conjunto, resume, “trata-se daquilo a que é vulgar chamar um ‘cocktail explosivo’”.

Alterações climáticas contribuem para fenómenos “mais energéticos”

Sobre a ligação às alterações climáticas, Carlos Câmara distingue claramente os planos de análise. “Enquanto a meteorologia se preocupa com o estado do tempo e respeita a eventos isolados, a climatologia é uma ‘sociologia dos estados do tempo’ e preocupa-se com a organização dos diversos tipos de sistemas meteorológicos”, explica, salientando que esta abordagem se traduz em “valores de probabilidades de ocorrência de determinados eventos”.

Nesse contexto, o papel da acção humana é relevante. “O aumento de concentração dos gases com efeitos de estufa (devido à acção do homem) implica uma alteração do balanço da radiação”, afirma, explicando que daí resulta “um aumento de energia armazenada na atmosfera”, o que torna “mais provável a ocorrência de fenómenos mais energéticos e, por isso, mais destrutivos”.

No entanto, e apesar da violência dos episódios recentes, o climatologista deixa uma mensagem clara. “Invernos rigorosos são normais, fazem parte da variabilidade climática. Sempre existiram.”

Diário de Notícias
Alexandra Tavares-Teles
28.01.2026

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188: Autarca de Leiria fala em cenários semelhantes aos de uma guerra. Aumenta para cinco número de vítimas mortais

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

Depressão Kristin: A A1 está ainda cortada no sentido sul-norte em vários pontos entre Torres Novas e Pombal.

O efeito do vento junto à A17
Reinaldo Rodrigues

Homem de 34 anos morreu no concelho da Marinha Grande

Um homem de 34 anos morreu hoje no concelho da Marinha Grande na sequência do mau tempo, divulgou a Câmara da Marinha Grande, o que eleva para cinco o número de vítimas mortais devido à depressão Kristin.

Numa informação enviada à agência Lusa, o Município da Marinha Grande informa que accionou hoje o Plano Municipal de Emergência, na sequência da passagem da depressão Kristin, pelo concelho, que provocou uma vítima mortal (um homem de 34 anos), uma dezena de feridos ligeiros, cerca de meia centena de desalojados e uma situação de destruição por todo o território”, anunciou a autarquia.

Fonte da autarquia disse à agência Lusa que a morte ocorreu na freguesia de Vieira de Leiria.

Lusa

A1 cortada no sentido Norte-Sul entre Pombal e Leiria

A Autoestrada 1 (A1) no sentido Norte-Sul, entre os nós de Pombal e Leiria, encontrava-se cortada pelas 19:00 de hoje, enquanto no sentido inverso, entre Torres Novas e Leiria, o trânsito foi reaberto, indicou fonte da Brisa.

Em comunicado, concessionária indicou o corte na circulação, estando o trânsito a ser desviado pela saída de Pombal (IC8/A17), sem acrescentar mais detalhes.

A Brisa referiu ainda, na mesma nota, que no sentido inverso, sul-norte, o trânsito já estava reaberto.

Antes, fonte da Brisa tinha adiantado que, pelas 17:10, tinha sido reaberta a circulação na A1 entre os nós de Pombal e Leiria e que se mantinha cortado no sentido inverso entre Torres Novas e Leiria.

Pelas 14:00 fonte oficial da Guarda Nacional Republicana (GNR) indicou à Lusa que a circulação na A1 decorria “com dificuldades e corte de via entre o nó de Torres Novas e Pombal”, afectando “ambos os sentidos” para a realização de “trabalhos de limpeza da via” pela queda de árvores.

Lusa

Escolas de Soure encerradas na quinta-feira

As escolas em Soure, no distrito de Coimbra, vão manter-se encerradas na quinta-feira, na sequência da passagem da depressão Kristin, anunciou a Câmara.

“Os estabelecimentos escolares da rede pública manter-se-ão encerrados no dia de amanhã (quinta-feira), por precaução e para se proceder aos trabalhos de limpeza e manutenção necessários”, informou a Câmara Municipal de Soure, numa publicação nas suas redes sociais.

A autarquia activou hoje o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil face aos efeitos provocados pela depressão Kristin no concelho de Soure.

Segundo o município, não existe previsão para o restabelecimento total do fornecimento de energia eléctrica e apenas algumas operadoras de comunicações móveis se encontram a funcionar, “existindo ainda muitas falhas”.

“Não há previsão para a normalização do serviço”.

Todas as ligações viárias principais estão desobstruídas, mantendo-se cortada a ligação entre Soure e Sobral/Simões, na zona da Corredoura.

“A Linha do Norte ainda não está operacional, mas as equipas estão a trabalhar no local”.

Na sequência da falha da rede eléctrica, não há água, sendo que a Câmara Municipal apelou ao uso racionado de água.

É recomendado que a população que evite deslocações desnecessárias.

Lusa

AHRESP acompanha empresas atingidas pela depressão Kristin

A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal disse hoje que estava a acompanhar a situação das empresas dos sectores sob a sua responsabilidade afectadas pela depressão Kristin e a recolher informação sobre os prejuízos, segundo um comunicado.

A associação “está a acompanhar de perto a situação das empresas dos sectores da restauração e similares e do alojamento turístico atingidas por esta intempérie”, disse em comunicado.

Segundo a entidade, “em muitos territórios, estes estabelecimentos são estruturas essenciais de apoio à vida local e à economia regional, pelo que os danos sofridos representam perdas empresariais, assim como impactos sociais e territoriais relevantes”.

Através da sua rede de delegações regionais, a associação está “a recolher informação sobre os prejuízos registados e as necessidades mais urgentes das empresas afectadas”, e mantém contacto com entidades regionais e nacionais para avaliar medidas de apoio aos territórios atingidos.

A AHRESP apela ainda para o “cumprimento rigoroso das orientações das autoridades por parte de residentes e visitantes, reforçando a importância da segurança neste momento”.

Lusa

Actividade lectiva retomada em Vila Nova de Poiares na quinta-feira com excepções

A actividade lectiva é retomada na quinta-feira em Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, mas não para todos os anos de escolaridade.

A decisão foi anunciada num aviso conjunto da Câmara Municipal e do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares, publicado nas redes sociais, na sequência da activação do Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil e após uma avaliação detalhada da situação nas várias escolas do Agrupamento.

Na quinta-feira, haverá actividade lectiva para as crianças do Jardim de Infância, alunos do 1.º ciclo do ensino básico e do 5.º ano, assim como para os alunos do ensino secundário (10.º, 11.º e 12.º anos dos Cursos Científico-Humanísticos e dos Cursos Profissionais).

Não haverá actividades lectivas para todos os alunos do 6.º, 7.º, 8.º e 9.º anos.

Prevê-se que, na sexta-feira, “estejam reunidas todas as condições para o normal funcionamento da escola sede, com a presença de todos os alunos”.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares activou hoje o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil, “que visa garantir a mobilização rápida e eficaz de meios e recursos, reforçar a coordenação das entidades envolvidas e assegurar uma resposta pronta a eventuais ocorrências no concelho”.

No concelho, a ocorrência mais significativa verificou-se na Escola Dr. Daniel de Matos, onde os telhados de dois pavilhões foram arrancados pela força do vento.

Lusa

Diário de Notícias
Susete Henriques, Sofia Fonseca, Rui Frias, David Pereira
28.01.2026

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185: Elevado estado de prontidão especial para o nível máximo na orla costeira entre Setúbal e Viana do Castelo

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // DEPRESSÃO KRISTIN

Prevê-se agravamento do estado do tempo para a próxima madrugada, com rajadas de vento que podem atingir os 150/160 km/h. Nova depressão Kristin tem um “potencial destrutivo muito significativo”.

LUÍS FORRA/LUSA

A previsão de agravamento do estado do tempo para a próxima madrugada, devido a uma nova depressão meteorológica, Kristin, levou a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) a elevar esta terça-feira, 27 de Janeiro, o estado de prontidão para o nível 4 (o máximo) para a orla costeira, entre Setúbal e Viana do Castelo.

Tendo em conta a informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Protecção Civil referiu-se à nova depressão como um “fenómeno complexo”, com “elevado potencial para afectar a segurança de pessoas e bens”.

Nesse sentido, “durante esta manhã, reunimos extraordinariamente o centro de coordenação operacional nacional com os vários agentes de protecção civil e entidades que cooperam connosco e decidimos elevar o estado de prontidão especial para o nível 4 para toda a orla costeira, entre Setúbal e Viana do Castelo”, disse José Ribeiro, segundo comandante nacional da Proteção Civil, em conferência de imprensa.

O responsável explicou que o estado de prontidão especial nível 4 “é o máximo que temos no nosso sistema”. “Significa uma prontidão de até 100% dos dispositivos num prazo de 12 horas”, afirmou.

Maior impacto da nova depressão será entre as 03h00 e as 06h00. Tem “potencial destrutivo muito significativo”

Prevê-se que o maior impacto desta nova depressão meteorológica, denominada de Kristin, será sentido entre as 03h00 e as 06h00 de quarta-feira.

José Manuel Moura, presidente da ANEPC, explicou que “o impacto desta ciclo-génese explosiva, como foi explicado pelo IPMA, vai afectar a vulnerabilidade das redes, seja rodoviária, ferroviária, rede eléctrica, rede de transportes”. “De uma forma ou de outra vai sempre afectar com algum impacto este tipo de meios”, acrescentou.

Recomendou a adequada fixação de estruturas soltas, como andaimes, placards. “É fundamental para ventos desta ordem de grandeza, que podem atingir os 150/160 kmh, a ciclo-génese explosiva em contacto com a terra tem um potencial de dano muito significativo num curto espaço de tempo”, sublinhou o presidente da ANEPC.

O foco das autoridades está agora na depressão Kristin, que tem um “potencial destrutivo muito significativo”, indicou José Manuel Moura.

O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, será a zona de maior risco à passagem da depressão Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o IPMA qualificou como “ciclo-génese explosiva”, termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.

Durante a última noite, foram registadas 490 ocorrências, entre as 00:00 e as 07:45 relacionadas com o mau tempo, a maioria na região metropolitana do Porto e principalmente quedas de árvores.

“Entre as 00:00 e as 07:45 de hoje foram registadas um total 490 ocorrências relacionadas com esta meteorologia adversa, sendo que a região Metropolitana do Porto foi a mais afectada e as ocorrências mais significativas estão relacionadas com quedas de árvores e inundações”, disse à Lusa Paulo Santos, da ANEPC, realçando não haver registo de vítimas ou danos de maior.

Na Área Metropolitana do Porto foram registadas 141 ocorrências, na Grande Lisboa 35, na região Oeste 22, Alentejo 24 e Alentejo 16, estando as restantes espalhadas por outras regiões do continente.

“Durante a noite foram empenhados 1694 operacionais e 641 meios terrestres”, disse.

Dez mil clientes sem energia eléctrica às 11h30

A E-Redes informou, entretanto, que dez mil clientes, a maioria nas regiões centro e norte litoral, estavam às 11h30 de hoje sem energia eléctrica, estando mobilizados no terreno mais de 400 operacionais, segundo informação enviada pela empresa à Lusa.

“A E-Redes tem mobilizados 400 operacionais no terreno, tendo todas as equipas mobilizadas para um reforço para fazer face a eventuais agravamentos no impacto na rede de distribuição”, indica a empresa.

Num comunicado anterior, às 09h00, a empresa tinha indicado que oito mil clientes estavam sem energia por causa das condições meteorológicas adversas.

Ponte sobre o rio Zêzere cortada ao trânsito na Pampilhosa da Serra

A Câmara da Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra, interrompeu temporariamente a circulação na ponte que liga Porto de Vacas a Janeiro de Cima devido ao aumento do caudal do rio Zêzere.

“As equipas da Protecção Civil e dos serviços municipais encontram-se no terreno a acompanhar a situação e a desenvolver todos os esforços necessários para repor, com segurança, as condições normais de circulação”, referiu o município.

A autarquia, através da Protecção Civil Municipal, alertou ainda para a subida dos caudais dos rios Zêzere, Unhais e Ceira, que poderão originar ocorrências e situações excepcionais em algumas zonas do concelho.

Zona ribeirinha da Régua encerrada

A Câmara Municipal do Peso da Régua emitiu um aviso à população, dando conta que a zona ribeirinha está encerrada devido à subida do nível do rio Douro. “A ciclovia, o Cais da Régua e o Cais da Junqueira encontram-se temporariamente encerrados, por motivos de segurança”, informou a autarquia.

O município pede que seja respeitada “a sinalização existente no local” e que não sejam ultrapassadas as barreiras de protecção.

Mais de 20 estradas nacionais e municipais fechadas

Vinte e cinco vias nacionais e municipais estavam às 07:00 desta terça-feira interditadas por inundação ou desmoronamento nas regiões do norte e centro, devido ao mau tempo, segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Segundo dados enviados à Lusa pela GNR, estão interditadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 9-1 (Estrada da Lagoa Azul) no Linhó, concelho de Sintra, EN 10 Torres do Mondego, em Coimbra, EN 262 em São Romão do Sado, em Setúbal, e EN 365 na Golegã, em Santarém.

Estão também suspensas à circulação a EN 3-2 em Valada, no Vale de Santarém, EN 8-2 em Casal Lourim, na Lourinhã, EN 205-1, em Rio Tinto, em Braga, e EN 301 em Argela, em Viana do Castelo, e EN 358-2 em Constância, no distrito de Santarém.

De acordo com a GNR, estão igualmente fechadas vias na Serra da Estrela, a Nacional 102, ao quilómetro (km) 53,4, em Torre de Moncorvo (Bragança), EN 316 ao quilómetro 37, em Macedo de Cavaleiros (Bragança), a Estrada Municipal (EM) 511 em Merujal (Arouca), EM 1227 Noninha em Arouca, ER 326 em Cando, ER 311, Rio Douro, Cabeceiras de Basto e Várzea (Braga).

Estão ainda fechadas a EM 1133, Estrada de Santo António, em Riba de Mouro (Viana do Castelo), EN 110 km 4,8 entre Penacova e Coimbra, EM 1416 em Moradias, Pampilhosa da Serra, EM 547 em Alto do Fajão, Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), EN 344 em Castanheira da Serra (Coimbra), EM 1355 em Covanca, em Pampilhosa da Serra, EN 236 em Casal Novo (Coimbra), e EM 1374 em Barrica Grande-Portela de Unhais (Covilhã).

Na segunda-feira, foram registadas mais de 700 ocorrências, até às 20:00, devido ao mau tempo em Portugal continental, que afectaram sobre tudo a região Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, levando ao realojamento de uma família no concelho de Oeiras.

Um deslizamento de terras colocou em perigo uma habitação em Porto Salvo, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, levando ao realojamento de uma família de dois adultos e três crianças pela autarquia, adiantou na segunda-feira à Lusa Pedro Araújo, oficial de operações da ANEPC.

Num balanço à Lusa, Pedro Araújo referiu que o Norte foi a região mais afectada com 237 ocorrências, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (215) e Centro (214).

Aveiro, Porto e Coimbra sob aviso vermelho na quarta-feira devido a rajadas de vento que podem atingir os 140 km/h

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Joseph por Portugal continental, tendo emitido vários avisos.

Devido aos efeitos da depressão Joseph, o IPMA colocou os distritos de Aveiro, Porto e Coimbra sob aviso vermelho entre as 03:00 e as 06:00 de quarta-feira por causa do vento forte com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h).

O Instituto já tinha agravado na segunda-feira para vermelho os avisos devido à agitação marítima e para laranja devido à queda de neve, devido aos efeitos da depressão Joseph na passagem por Portugal continental.

Todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo por causa do vento forte com rajadas até 80 quilómetros por horas, sendo até 100 nas terras altas, até às 15:00 de hoje e depois na quarta-feira.

Os 18 distritos estão igualmente sob aviso amarelo entre as 03:00 e as 09:00 de quarta-feira devido à previsão de chuva por vezes forte.

Diário de Notícias
Susete Henriques, Agência Lusa
27.01.2026

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184: Mau tempo. Inundações, quedas de árvores e mais de 20 estradas fechadas

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🇵🇹 PORTUGAL // METEOROLOGIA // MAU TEMPO

A Protecção Civil registou quase 500 ocorrências, entre a meia noite e as 07h45. A região Metropolitana do Porto foi a mais afectada pelos efeitos da depressão Joseph.

LUÍS FORRA/LUSA

A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) registou 490 ocorrências, entre as 00:00 e as 07:45 relacionadas com o mau tempo, a maioria na região metropolitana do Porto e principalmente quedas de árvores.

“Entre as 00:00 e as 07:45 de hoje foram registadas um total 490 ocorrências relacionadas com esta meteorologia adversa, sendo que a região Metropolitana do Porto foi a mais afectada e as ocorrências mais significativas estão relacionadas com quedas de árvores e inundações”, disse à Lusa Paulo Santos, da ANEPC, realçando não haver registo de vítimas ou danos de maior.

Na Área Metropolitana do Porto foram registadas 141 ocorrências, na Grande Lisboa 35, na região Oeste 22, Alentejo 24 e Alentejo 16, estando as restantes espalhadas por outras regiões do continente.

“Durante a noite foram empenhados 1694 operacionais e 641 meios terrestres”, disse.

Oito mil clientes no continente sem energia eléctrica pelas 09h00

A E-Redes informou, entretanto, que oito mil clientes estavam às 09h00 desta terça-feira sem energia eléctrica em várias zonas de Portugal continental devido ao mau tempo provocado pela passagem da depressão Joseph, disse à Lusa fonte da empresa.

Em comunicado, a E-Redes informa que a rede eléctrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas, indicando que às 01:00 de hoje cerca de 40 mil clientes estavam sem energia, sendo o distrito de Viana do Castelo o mais visado.

As equipas operacionais da E-Redes têm estado mobilizadas na resolução das avarias que se registaram na média e baixa tensão.

“Nesta altura, 09h00, estão 8.000 clientes sem energia, mantendo-se o dispositivo operacional no terreno a reparar todas as situações pendentes”, é referido ainda na nota.

Mais de 20 estradas nacionais e municipais fechadas

Vinte e cinco vias nacionais e municipais estavam às 07:00 desta terça-feira interditadas por inundação ou desmoronamento nas regiões do norte e centro, devido ao mau tempo, segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Segundo dados enviados à Lusa pela GNR, estão interditadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 9-1 (Estrada da Lagoa Azul) no Linhó, concelho de Sintra, EN 10 Torres do Mondego, em Coimbra, EN 262 em São Romão do Sado, em Setúbal, e EN 365 na Golegã, em Santarém.

Estão também suspensas à circulação a EN 3-2 em Valada, no Vale de Santarém, EN 8-2 em Casal Lourim, na Lourinhã, EN 205-1, em Rio Tinto, em Braga, e EN 301 em Argela, em Viana do Castelo, e EN 358-2 em Constância, no distrito de Santarém.

De acordo com a GNR, estão igualmente fechadas vias na Serra da Estrela, a Nacional 102, ao quilómetro (km) 53,4, em Torre de Moncorvo (Bragança), EN 316 ao quilómetro 37, em Macedo de Cavaleiros (Bragança), a Estrada Municipal (EM) 511 em Merujal (Arouca), EM 1227 Noninha em Arouca, ER 326 em Cando, ER 311, Rio Douro, Cabeceiras de Basto e Várzea (Braga).

Estão ainda fechadas a EM 1133, Estrada de Santo António, em Riba de Mouro (Viana do Castelo), EN 110 km 4,8 entre Penacova e Coimbra, EM 1416 em Moradias, Pampilhosa da Serra, EM 547 em Alto do Fajão, Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), EN 344 em Castanheira da Serra (Coimbra), EM 1355 em Covanca, em Pampilhosa da Serra, EN 236 em Casal Novo (Coimbra), e EM 1374 em Barrica Grande-Portela de Unhais (Covilhã).

Na segunda-feira, foram registadas mais de 700 ocorrências, até às 20:00, devido ao mau tempo em Portugal continental, que afectaram sobre tudo a região Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, levando ao realojamento de uma família no concelho de Oeiras.

Um deslizamento de terras colocou em perigo uma habitação em Porto Salvo, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, levando ao realojamento de uma família de dois adultos e três crianças pela autarquia, adiantou na segunda-feira à Lusa Pedro Araújo, oficial de operações da ANEPC.

Num balanço à Lusa, Pedro Araújo referiu que o Norte foi a região mais afectada com 237 ocorrências, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (215) e Centro (214).

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) agravou na segunda-feira para vermelho os avisos devido à agitação marítima e para laranja devido à queda de neve, devido aos efeitos da depressão Joseph na passagem por Portugal continental.

Todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo por causa do vento forte com rajadas até 80 quilómetros por horas, sendo até 100 nas terras altas.

Devido aos efeitos da depressão Joseph, o IPMA colocou os distritos de Aveiro, Porto e Coimbra sob aviso vermelho entre as 03:00 e as 06:00 de quarta-feira por causa do vento forte com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h).

Os 18 distritos estão igualmente sob aviso amarelo entre as três e as nove horas de quarta-feira devido à previsão de chuva por vezes forte.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27.01.2026

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